Nota Introdutória
Introductory Note
Os resultados do Sistema de Contas Integradas
das Empresas (SCIE), agora disponibilizados,
referem-se ao biénio 2001-2002 e correspondem
ao sétimo exercício do Sistema de Contas,
iniciado sobre os anos de referência 1994-1995.
Os resultados agora divulgados divergem dos
publicados em exercícios anteriores, no que se
refere ao âmbito, dado que esta publicação apenas
inclui entidades com natureza jurídica Sociedade.
Os Empresários em nome individual, incluídos
anteriormente, não foram considerados no Sistema
de Contas 2001-2002.
Os resultados são apresentados por dimensão de
emprego, para 23 sectores de actividade
económica, segundo a Classificação Portuguesa
das Actividades Económicas - Revisão 2
(CAE-Rev.2), e compreendem um conjunto de contas
económicas, respectivos saldos (valor
acrescentado bruto, excedente bruto de
exploração, lucro bruto corrente antes de impostos
e autofinanciamento) e elementos patrimoniais.
O total de empresas é desagregado em empresas
com 100 ou mais pessoas ao serviço, 20 a 99
pessoas ao serviço e, por último, empresas com
menos de 20 pessoas ao serviço para as quais é
divulgado apenas o conjunto de operações que
conduzem à determinação do valor acrescentado e
excedente de exploração.
Para o escalão de empresas com 100 ou mais
pessoas ao serviço, a informação divulgada tem
por base a observação exaustiva das unidades
estatísticas. Os resultados para os escalões de
pessoal inferiores a 100 pessoas ao serviço são
obtidos com base nos dados do Inquérito
Harmonizado às Empresas.
O próximo exercício do Sistema de Contas
Integradas das Empresas será disponibilizado no
último trimestre de 2005.
Novembro 2004
The Integrated Business Accounts System, now
available, refers to the two years period
2001-2002 and corresponds to the seventh exercise of
the Accounts System, started on the reference
years 1994-1995.
The results now released have a new scope, where
only Companies are included. Therefore the sole
proprietors, included in previous years, were not
considered in the Integrated Business Accounts
System 2001-2002
.
The information is presented following the model
already used previously: the results are presented
by employment size class and for 23 sectors of
economic activity, following the Portuguese
Classification of Economic Activities - Revision 2
(CAE-Rev.2), and include economic accounts,
their respective balancing variables (gross value
added, gross operating surplus, current gross
profit before taxes and self-financing) and
patrimonial elements.
The total of enterprises is broken down into
enterprises with 100 persons employed or more,
20 to 99 persons employed and enterprise with
less than 20 persons employed. For this last class,
the only transactions that are released are the ones
used to obtain the value added and the gross
operating surplus.
For the group of enterprises with 100 employees
or more, the information published is based on an
exhaustive observation of the enterprises. The
results, for enterprises with less than 100 persons
employed, are based in the data from the
Structural Business Survey.
The next financial exercise for the Integrated
Business Accounts System will be made available
in the last quarter of 2005.
ÍNDICE SISTEMÁTICO
Pág.
Nota Introdutória
3
Esclarecimentos aos utilizadores
4
Índice Sistemático
5
Análise dos principais resultados
7
Conceitos e definições
25
Quadros de Resultados
Empresas não financeiras por dimensão de emprego
33
1 - Indústrias extractivas
39
2 - Indústrias alimentares, das bebidas e do tabaco
45
3 - Indústria têxtil
51
4 - Indústria do couro e dos produtos de couro
57
5 - Indústrias da madeira e da cortiça e suas obras
63
6 - Indústrias de pasta, de papel e cartão e seus artigos; edição e impressão
69
7 - Fabricação de coque, produtos petrolíferos refinados e combustível nuclear; Fabricação
de produtos químicos e de fibras sintéticas ou artificiais
75
8 - Fabricação de artigos de borracha e de matérias plásticas
81
9 - Fabricação de outros produtos minerais não metálicos
87
10 - Indústrias metalúrgicas de base e de produtos metálicos
93
11 - Fabricação de máquinas e de equipamentos, n.e.
99
12 - Fabricação de equipamento eléctrico e de óptica
105
13 - Fabricação de material de transporte
111
14 - Indústrias transformadoras, n.e.
117
15 - Produção e distribuição de electricidade, de gás e de água
123
16 - Construção
129
17 - Comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos automóveis, motociclos e de
bens de uso pessoal e doméstico
135
18 - Alojamento e restauração
141
19 - Transportes, armazenagem e comunicações
147
20 - Actividades imobiliárias, alugueres e serviços prestados às empresas
153
21 - Educação
159
22 - Saúde e acção social
165
23 - Outras actividades de serviços colectivos, sociais e pessoais
171
Análise dos Principais Resultados
Principais variáveis económicas
No âmbito do Sistema de Contas Integradas 2001-2002, as empresas
1registaram um crescimento do valor
acrescentado bruto a preços correntes (VAB) de 1,8%. O pessoal ao serviço afecto ao processo produtivo
aumentou 1,9%, que correspondeu a 2 646 101 postos de trabalho em 2002.
Quadro 1 - Principais resultados, 2001-2002
unidade: 103 euros e % Número de empresas Número de pessoas ao serviço Volume de negócios
2001 2002 t.v.2 2001 2002 t.v. 2001 2002 t.v.
262 207 272 245 3,8 2 596 434 2 646 101 1,9 256 449 810 256 087 480 -0,1
Produção Valor Acrescentado Bruto Excedente Bruto de Exploração
2001 2002 t.v. 2001 2002 t.v. 2001 2002 t.v.
172 341 940 172 790 768 0,3 59 558 086 60 617 284 1,8 24 471 254 23 908 909 -2,3
O número de empresas cresceu 3,8%, o que correspondeu a um aumento de 10 038 de empresas. Em 2002, o
emprego médio das empresas era de 9,7 trabalhadores.
O volume de negócios e a produção apresentaram comportamentos opostos embora pouco significativos: o
volume de negócios decresceu 0,1% e a produção cresceu 0,3%. A diminuição do consumo intermédio de 0,5%,
conjugada com o ligeiro aumento registado para a produção, esteve na origem do maior crescimento observado
para o VAB (1,8%).
O Excedente Bruto de Exploração (EBE), obtido após dedução ao VAB dos custos com o pessoal e dos impostos
líquidos de subsídios, decresceu 2,3%. A tendência da variação deste agregado foi contrária à observada para o
VAB, em resultado do aumento dos custos com o pessoal de 4,8%. Em 2002 os custos com o pessoal atingiram
13,8 mil euros por pessoa, face a 13,4 mil euros em 2001.
Gráfico 1 – Composição do VAB, 2001-2002
2002
39,4%
0,3%
60,3%
2001
41,1%
0,4%
58,5%
Custos com pessoal
Impostos Líquidos de Subsídios
Excedente Bruto de Exploração
1
Não são consideradas as empresas cuja actividade principal consiste na produção de bens da agricultura (Secção A da CAE-Rev.2), da pesca (Secção B da
CAE-Rev.2) e actividades financeiras (Secção J da CAE-Rev.2) no âmbito do Sistema. Os Empresários em nome individual também não são considerados.
Resultados por classes de dimensão de emprego
Pessoal ao serviço e operações associadas ao processo produtivo
As empresas com menos de 20 pessoas ao serviço representavam cerca de 92% do total das empresas, sendo
responsáveis por 39,2% do total de emprego para o ano de 2002. No entanto, a importância deste conjunto de
empresas nas restantes variáveis é menor, representando, nomeadamente, cerca de 27% do VAB total.
Cerca de metade do VAB (47,9% em 2001 e 49% em 2002) resultou da actividade das empresas com 100 ou mais
pessoas ao serviço, apesar de concentrarem apenas 34,6% do total de emprego e 1% do total de empresas. Para as
restantes variáveis, estas empresas concentravam cerca de 44% do volume de negócios total e mais de 49% no
que se refere à produção, consumo intermédio e EBE.
As empresas com 100 ou mais pessoas ao serviço apresentaram taxas de crescimento para o volume de negócios
(1,8%), produção (2,4%) e VAB (4,1%), constituindo desta forma o único grupo de empresas que registou um
comportamento positivo. As empresas com menos de 20 pessoas ao serviço e as empresas com 20 a 99 pessoas ao
serviço apresentaram comportamentos negativos para o VAB, de -0,6% e -0,1%, respectivamente.
O aumento de emprego observado no período em análise, cerca de 49 mil pessoas, foi gerado pelas empresas com
menos de 20 pessoas ao serviço. O emprego nas empresas de maior dimensão aumentou 0,1%, o que representa
um contributo reduzido para a evolução de 1,9% observada para o total de emprego.
Quadro 2 – Principais variáveis por classes de dimensão de emprego, 2001-2002
Classes de dimensão de emprego1 a 19
Pessoas ao serviço Pessoas ao serviço 20 a 99 Pessoas ao serviço 100 ou mais
Peso no total
2002 2001/2002 t.v. Peso no total 2002 2001/2002 t.v. Peso no total 2002 2001/2002 t.v.
% Número de empresas 92,3 4,0 6,7 2,2 1,0 0,0 Número de pessoas ao serviço 39,2 5,6 26,2 -0,9 34,6 0,1 Volume de negócios 30,5 -1,0 25,4 -2,4 44,1 1,8 Produção 26,7 -2,4 24,0 -1,0 49,3 2,4 Consumo Intermédio 26,6 -3,3 23,9 -1,4 49,5 1,5 Valor Acrescentado Bruto 26,9 -0,6 24,1 -0,1 49,0 4,1 Excedente Bruto de Exploração 25,6 -10,4 21,1 -4,2 53,3 3,0
Operações não directamente ligadas ao processo produtivo
As operações externas ao processo produtivo contribuem para a formação do lucro e do autofinanciamento,
excluindo contudo as operações de produção, consumo intermédio e de remuneração dos factores produtivos.
Para as empresas com 100 ou mais pessoas ao serviço, o lucro bruto corrente antes de impostos cresceu 9,9%, na
sequência do crescimento dos proveitos e ganhos financeiros (19%). O autofinanciamento, para este grupo de
empresas, teve um comportamento negativo (-4,2%). O decréscimo desta variável, apesar do comportamento
positivo do VAB referido anteriormente, resultou do crescimento significativo dos lucros distribuídos e dos custos
e perdas extraordinárias.
Quadro 3 - Operações externas ao processo produtivo para as empresas com 100 ou mais pessoas ao serviço, 2001-2002
unidade: 103
euros e %
Proveitos e ganhos financeiros Lucro bruto corrente antes de impostos Proveitos extraordinários
2001 2002 t.v. 2001 2002 t.v. 2001 2002 t.v.
3 287 939 3 914 025 19,0 10 734 537 11 798 093 9,9 2 524 750 2 278 945 -9,7
Custos extraordinários Lucros distribuídos Autofinanciamento
2001 2002 t.v. 2001 2002 t.v. 2001 2002 t.v.
1 370 069 1 850 709 35,1 1 357 999 2 191 123 61,3 8 844 540 8 470 613 -4,2
Balanço
Para as empresas com 100 ou mais pessoas ao serviço, o imobilizado líquido decresceu 0,4% no período em
análise, diminuindo o seu peso no activo líquido, que passou de 59,5% em 2001 para 56,4% em 2002. Ainda no
activo líquido, as dívidas de terceiros a curto prazo, com um peso de 23,7% no total do activo líquido em 2002,
destacaram-se com uma variação positiva de 11,4%.
O capital próprio cresceu 1%, representando 32,6% do capital próprio e passivo em 2002. As dívidas a terceiros
que correspondem a cerca de 55% daquele agregado em 2002, registaram um elevado crescimento,
nomeadamente as de curto prazo que cresceram 7,7%, representando, por si só, cerca de 31% do total do Balanço.
Quadro 4 - Balanço para as empresas com 100 ou mais pessoas ao serviço, 2001-2002
unidade: 103 euros e %
Activo líquido 2001 2002 t.v. Capital próprio e Passivo 2001 2002 t.v.
Imobilizado líquido 90 585 574 90 202 993 -0,4 Capital próprio 51 653 937 52 148 006 1,0
Existências 11 217 435 11 318 878 0,9 Provisões para riscos e encargos 4 956 079 5 271 451 6,4
Dívidas de terceiros a m/l prazo 2 967 167 4 167 752 40,5 Dívidas a terceiros a m/l prazo 34 983 892 37 055 441 5,9
Dívidas de terceiros a curto prazo 33 988 905 37 879 727 11,4 Dívidas a terceiros a curto prazo 46 016 652 49 578 800 7,7
Títulos negociáveis 1 924 090 2 868 913 49,1 Acréscimos e diferimentos 14 738 702 15 761 053 6,9
Depósitos bancários e caixa 4 024 874 4 579 859 13,8
Acréscimos e diferimentos 7 641 244 8 796 629 15,1
Gráfico 2 – Estrutura do balanço em 2002, para as empresas com 100 ou mais pessoas ao serviço
Aplicações
12,8% 23,7% 7,1% 56,4% Activo Fixo Existências Dívidas de terceiros-cp OutrosOrigens
13,2% 31,0% 23,2% 32,6% Capital próprio Dívidas a terceiros - mlp Dívidas a terceiros - cp OutrosIndicadores económico-financeiros
Os indicadores relativos à situação financeira das empresas apresentaram um comportamento desfavorável para as
empresas com 100 ou mais pessoas ao serviço. O rácio de endividamento atingiu 0,67 em 2002 (0,66 em 2001), o
de autonomia financeira atingiu 0,33 em 2002 (0,34 em 2001) e o de solvabilidade decresceu para 0,57 no mesmo
ano (0,60 em 2001). Na origem dos comportamentos negativos observados para os rácios de autonomia financeira
e de solvabilidade esteve um crescimento do capital próprio pouco significativo (1%), resultado de um elevado
decréscimo nos resultados transitados.
A taxa de capacidade de reembolso, medida pelo peso do autofinanciamento e dos lucros distribuídos nos
empréstimos a médio e longo prazo, decresceu no período em análise de 0,42 para 0,40, em consequência do
aumento de 10% nos empréstimos a médio e longo prazo.
Os juros suportados representavam 19% do EBE em 2002. O decréscimo de 6,5% nesta variável, conjugado com
o acréscimo de 3% do EBE contribuiu para uma diminuição da taxa de encargos financeiros de 2 pontos
percentuais.
Gráfico 3 - Indicadores financeiros para as empresas com 100 ou mais pessoas ao serviço, 2001-2002
0,66 0,60 0,34 0,42 0,21 0,67 0,57 0,33 0,40 0,19 0,00 0,10 0,20 0,30 0,40 0,50 0,60 0,70 0,80
Endividamento Solvabilidade Autonom ia Financeira Taxa de Capacidade de Reembolso a mlp
Taxa de Encargos Financeiros
2001
2002
A rentabilidade do activo líquido manteve-se estável nos anos em análise, atendendo a que os aumentos
observados para o resultado líquido do exercício (15,6%) e para o activo líquido (4,9%) não foram suficientes
para provocar alterações ao nível deste indicador. No entanto o referido aumento dos resultados líquidos
esteve na
origem do comportamento favorável observado para o indicador de rentabilidade dos capitais próprios (0,06 em
2002).
Os aumentos registados nos resultados operacionais de 2,4% e no volume de negócios em cerca de 1,8%,
contribuíram para aumentar o nível da rentabilidade operacional das vendas em 1%. O indicador apresentou para
2001 o valor de 0,04 e para 2002, o valor de 0,05.
A taxa de valor acrescentado, que corresponde ao valor do VAB por unidade produzida, aumentou de 0,34 em
2001 para 0,35 em 2002.
Gráfico 4 - Indicadores de rentabilidade e taxa de valor acrescentado, para as empresas com 100 ou mais pessoas ao
serviço, 2001-2002
0,02 0,05 0,04 0,34 0,02 0,06 0,05 0,35 0,00 0,05 0,10 0,15 0,20 0,25 0,30 0,35 0,40 Rentabilidade do activo líquidoRentabilidade dos capitais próprios
Rentabilidade operacional das vendas
Taxa de valor acrescentado
2002
2001
Resultados por sector de actividade económica
3Empresas e pessoal ao serviço
O sector dos Serviços representava 72,3% do total de empresas e ocupava 53,3% do pessoal ao serviço no ano
2002, correspondendo a cerca de 1 410 mil pessoas, das quais 42,1% concentravam-se no sector do Comércio.
A Indústria, com 15,5% das empresas, detinha 33,1% do emprego total. As indústrias Têxtil e da Alimentação,
bebidas e tabaco, empregavam 25,6% e 11,1% do emprego industrial, respectivamente, constituindo assim os
principais empregadores no sector.
3
A classificação económica considerada no presente capítulo corresponde às seguintes agregações das secções da CAE-Rev.2:
- Indústria
Secções C (Indústrias extractivas) e D (Indústrias transformadoras);
- Electricidade, gás e água
Secção E (Produção e distribuição de electricidade, gás e água);
- Construção
Secção F (Construção);
- Serviços
Secções G (Comércio por grosso e a retalho), H (Alojamento e restauração), I (Transportes, armazenagem e comunicações), K (Actividades
imobiliárias, alugueres e serviços prestados às empresas), N (Educação), M (Saúde) e O (Acção social e outras actividades de serviços colectivos,
sociais e pessoais).
Quadro 5 - Distribuição das empresas e pessoal ao serviço por sector de actividade em 2002
Sectores de actividade Empresas % Pessoal ao serviço %
Indústria 15,5 33,1
Electricidade, Gás e Água 0,1 1,0
Construção 12,1 12,6
Serviços 72,3 53,3
Total 100 100
O sector da Electricidade, gás e água apresentava a maior dimensão média, com cerca de 74,3 trabalhadores por
sociedade. Pelo contrário, as empresas dos sectores da Construção e Serviços apresentaram as menores dimensões
médias, com 10,2 e 7,2 trabalhadores, respectivamente.
Gráfico 5 - Dimensão média das empresas por sector de actividade , medida pelo número de trabalhadores em 2002
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 10
Indústr ia Electr icidade,gás e água Construção Serviços Total
Dim ensão Média 20,8 74,3 10,2 7,2 9,7
Indústria Electricidade, gás e água Construção Serviços Total
0
O maior crescimento do emprego verificou-se no sector da Construção, com uma taxa de variação de 9,8% em
2002. Nos sectores da Indústria e da Electricidade, gás e água registou-se um decréscimo de emprego, na ordem
dos 1,5% e 4,4%, respectivamente.
Na origem do aumento do emprego total da economia, em cerca de 49 mil postos de trabalho, estiveram os
sectores da Construção e dos Serviços com crescimentos de 9,8% e 2,5%, respectivamente.
Gráfico 6 - Taxa de variação do emprego por sector de actividade, 2001-2002
-5,00 -3,00 -1,00 1,00 3,00 5,00 7,00 9,00 11,00
Indústr ia
Electr icidade, gás e água Construção
Serviços Total
Taxa de
variação % -4,4 9,8 2,5
Indústria Electricidade, gás e água Construção Serviços Total
-1,5 3,8
Operações associadas ao processo produtivo
O sector dos Serviços constituiu a actividade mais importante, representando cerca 54% do VAB e do EBE
globais em 2002, seguido da Indústria com 30,7% do VAB e 29,6% do EBE. Os Serviços contribuíram assim em
62,6%
4para o total do aumento do VAB global observado em 2002 (1,8%).
A Indústria e a Electricidade, gás e água contribuíram para o crescimento do VAB global com 22,3% e 8,2%,
respectivamente.
Quadro 6 - Principais variáveis por sector de actividade, 2001-2002
Volume de negócios Produção Valor Acrescentado
Bruto Excedente Bruto de Exploração
Peso no total
2002 2001/2002 t.v. Peso no total 2002 2001/2002 t.v. Peso no total 2002 2001/2002 t.v. Peso no total 2001 2001/2002 t.v.
%
Indústria 26,5 -1,1 37,7 -0,7 30,7 1,3 29,6 -0,2
Electricidade, gás e água 3,9 6,7 5,6 7,5 4,9 3,0 9,0 3,0
Construção 9,1 0,8 13,9 -1,4 9,8 1,2 7,3 -12,4
Serviços 60,5 -0,2 42,8 0,8 54,6 2,0 54,1 -2,7
A maior taxa de crescimento do VAB foi observada para o sector da Electricidade, gás e água (3%), com um
aumento da produção de 7,5%, inferior ao registado para o consumo intermédio (9,6%).
Gráfico 7 - Contribuição dos sectores de actividades para o aumento do VAB global, 2001-2002
0,0 10,5 21,0 31,5 42,0 52,5 63,0 73,5 84,0 94,5
Indústr ia Electr icidade, Gás e Água Construção Serviços
Contribuição para o VAB % 22,3 8,2 6,9 62,6
Indústria Electricidade, Gás e Água Construção Serviços
Indicadores económico-financeiros por sector de actividade
O VAB por trabalhador para a totalidade dos sectores de actividade em 2002 foi de 22,9 mil euros. O sector da
Electricidade, gás e água destacou-se com 115,6 mil euros por trabalhador, seguido do sector Transportes e
Comunicações com 43,8 mil euros.
Gráfico 8 - VAB por trabalhador para as secções da CAE-Rev.2, em 2002
30,8 21,1 115,6 17,8 21,6 11,6 43,8 24,7 11,7 19,7 20,0 22,9 0 20 40 60 80 100 120 140 C D E F G H I K M N O Total Secção da CAE-Rev.2
A taxa de valor acrescentado, obtida pelo quociente entre o VAB e a produção, apresentou os valores mais
elevados nos sectores do Comércio e da Educação, ambos com 0,52 em 2002.
As actividades para as quais o valor do consumo intermédio assume maior importância no processo produtivo
registam taxas de valor acrescentado mais reduzidas
5, como se observou para o sector da Construção, com uma
Gráfico 9 - Taxa de valor acrescentado por secção da CAE-Rev.2, em 2002
0,44 0,28 0,31 0,25 0,52 0,41 0,39 0,44 0,52 0,42 0,38 0,35 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 C D E F G H I K M N O Total Secção da CAE-Rev.2O VAB gerado em cada um dos sectores de actividade é distribuído pelas custos com pessoal, EBE e impostos
líquidos de subsídios. Esta última componente apresenta geralmente um peso pouco significativo, podendo
assumir valores negativos, não sendo considerada no gráfico seguinte, onde se apresenta para cada sector de
actividade, a forma como o VAB se distribui pelas suas principais componentes, nomeadamente o EBE e os
custos com pessoal.
No sector da Educação, a componente dos custos com pessoal assumiu especial importância, sendo superior ao
VAB do sector em cerca de 30%, em resultado do valor negativo para a componente impostos líquidos de
subsídios. No sector da Electricidade, gás e água, os custos com pessoal e o EBE corresponderam a 28% e 73%
do VAB, respectivamente, constituindo por isso o sector onde a maior percentagem do VAB é afecta ao EBE.
Gráfico 10 - Peso do EBE e dos custos com pessoal no VAB em 2002, por secção da CAE-Rev.2
0 20 40 60 80 100 120 140 160 C D E F G H I K M N O Total Secção da CAE-Rev.2
Analysis of the main results
Main economic variables
In the scope covered by the Integrated Business Accounts System 2001-2002, the enterprises
1recorded a 1.8%
increase of the gross value added at current prices (GVA). The number of persons employed engaged in the
production process increased 1.9%, reaching 2 646 101 persons employed in 2002.
Table 1 – Main Results, 2001-2002
unit: 103
euros and %
Number of enterprises Number of persons employed Turnover
2001 2002 c.r.2 2001 2002 c.r. 2001 2002 c.r.
262 207 272 245 3.8 2 596 434 2 646 101 1.9 256 449 810 256 087 480 -0.1
Production Gross Value Added Gross Operating Surplus
2001 2002 c.r. 2001 2002 c.r. 2001 2002 c.r.
172 341 940 172 790 768 0.3 59 558 086 60 617 284 1.8 24 471 254 23 908 909 -2.3
The number of enterprises grew 3.8%, which corresponds to an increase of 10 038 enterprises. In 2002, the
enterprises employed on average 9.7 workers.
The turnover and production recorded an opposite trends: turnover decreased 0.1% and the production grew
0.3%. The growth in the GVA (1.8%), was a result of the 0.5% decrease in the intermediate consumption and the
0.3% increase recorded for production.
The gross operating surplus (GOS), which was obtained, after deducting the personnel costs and the taxes net of
subsidies to the GVA, decreases 2.3%.
The decrease of GOS, the opposite trend observed in the GVA, was a result of a 4.8% increase in the personnel
costs. The personnel costs per worker reached €13.8 thousand in 2002 against €13.4 thousand in 2001.
Figure 1 – GVA structure, 2001-2002
2002
39.4%
0.3%
60.3%
2001
41.1%
0.4%
58.5%
Taxes net of subsidies
Personnel costs
Gross Operating Surplus
1
Enterprises which main activity consists in the production of goods in agriculture (Section A from CAE-Rev.2), fishing (Section B from CAE-Rev.2) and
Results by employment size classes
Persons employed and transactions related to the production process
Enterprises with less than 20 persons employed accounted for 92% of total enterprises and were responsible for
39.2% of total employment in 2002. However, the importance of this group of enterprises on the rest of the
variables was less significant, namely, accounting for 27% of total GVA.
About half of the GVA (47.9% in 2001 and 49% in 2002) resulted from the activity of enterprises with 100 or
more persons employed, despite of they accounted solely for 34.6% of total employment and 1% of total
enterprises in 2002. In what concerns to the remaining variables, this group of enterprises represented about 44%
of total turnover and more than 49% of total production, intermediate consumption and GOS.
The growth rates for turnover (1.8%), production (2.4%) and GVA (4.1%) were recorded for those enterprises
with 100 or more persons employed, therefore constituting the only group of enterprises with positive
performance. Contrarily, enterprises with less than 20 persons employed and with 20 to 99 persons employed
recorded negative variations for the GOS, -0.6% and -0.1%, respectively.
The total increase recorded for employment in the 2001-2002, more 49 thousand people, was explained by
enterprises with less than 20 persons employed. The employment for higher enterprises grew 0.1%, which
represented a small contribution to the 1,9% total growth employment registered.
Table 2 – Main variables by employment size classes, 2001-2002
Employment size classes
1 to 19
Persons employed Persons employed 20 to 99 Persons employed 100 or more
Proportion of total 2002 c.r 2001/2002 Proportion of total 2002 c.r 2001/2002 Proportion of total 2002 c.r 2001/2002 % Number of enterprises 92.3 4.0 6.7 2.2 1.0 0.0 Number of persons employed 39.2 5.6 26.2 -0.9 34.6 0.1 Turnover 30.5 -1.0 25.4 -2.4 44.1 1.8 Production 26.7 -2.4 24.0 -1.0 49.3 2.4 Intermediate Consumption 26.6 -3.3 23.9 -1.4 49.5 1.5
Gross Value Added 26.9 -0.6 24.1 -0.1 49.0 4.1
Gross Operating
External transactions to the production process
External transactions to the production process are those which contribute to determine the profit and
self-financing. They exclude production, intermediate consumption and compensation of production factors.
For enterprises with 100 or more persons employed, variable current gross profit before taxes increased 9.9%.
This growth resulted from the growth in the financial profits (19%). The self-financing, recorded a negative
performance (-4.2%). The decrease of this variable, despite the growth of GVA already mentioned, resulted of the
higher growth of distributed profits and extraordinary losses.
Table 3 – External transactions to the production process for enterprises with 100 or more persons employed, 2001-2002
unit: 103
euros and %
Financial profits Current Gross Profit before Taxes Extraordinary profits
2001 2002 c.r. 2001 2002 c.r. 2001 2002 c.r.
3 287 939 3 914 025 19.0 10 734 537 11 798 093 9.9 2 524 750 2 278 945 -9.7
Extraordinary losses Distributed profits Self-financing
2001 2002 c.r. 2001 2002 c.r. 2001 2002 c.r.
1 370 069 1 850 709 35.1 1 357 999 2 191 123 61.3 8 844 540 8 470 613 -4.2
Balance Sheet
The net fixed assets, for enterprises with 100 or more persons employed, decreased 0.4% in the reference period,
reducing its proportion in total net assets from 59.5% in 2001 to 56.4% in 2002. It's noteworthy the positive
variation of 11.4% in the short-term debtors variable, which accounted for 23.7% of total net assets in 2002.
The capital and reserves increased 1%, and accounted for 32.6% of the liabilities in 2002. The creditors
represented roughly 55% of total liabilities in 2002 and recorded a significant growth, specially the short-term
creditors, which grew 7.7%, accounting solely for 31% of total liabilities.
Table 4 – Balance sheet for enterprises with 100 or more persons employed, 2001-2002
unit: 103 euros and %
Net assets 2001 2002 c.r. Liabilities 2001 2002 c.r.
Net fixed assets 90 585 574 90 202 993 -0.4 Capital and reserves 51 653 937 52 148 006 1.0
Current assets 11 217 435 11 318 878 0.9 Provisions 4 956 079 5 271 451 6.4
Debtors medium/long term 2 967 167 4 167 752 40.5 Creditors medium/long-term 34 983 892 37 055 441 5.9
Debtors short-term 33 988 905 37 879 727 11.4 Creditors shot-term 46 016 652 49 578 800 7.7
Securities 1 924 090 2 868 913 49.1 Accruals and deferred income 14 738 702 15 761 053 6.9
Cash. bank accounts and term
deposits 4 024 874 4 579 859 13.8
Accrued income and prepayments 7 641 244 8 796 629 15.1
Figure 2 - Balance sheet structure for enterprises with 100 or more persons employed, 2001-2002
Assets
12,8% 23,7% 7,1% 56,4% Fix assets Current assets h t t Debtors short-term OthersLiabilities
13,2% 31,0% 23,2% 32,6%Capital and reserves Creditors short-term Creditors medium/long-term Others
Economic and Financial indicators
The indicators concerning enterprises financial situation recorded an overall unfavourable performance for
enterprises with 100 or more persons employed. The debt ratio reached 0.67 in 2002 (0.66 in 2001), the financial
autonomy ratio 0.33 in 2002 (0.34 in 2001) and the solvability ratio decreased to 0.57, when compared to 0.60 in
2001. The origin of the negative performance, for financial autonomy and solvability ratios, was the small growth
of capital and reserves (1%), which resulted from a higher decrease in retained earnings.
The debt cover ratio, measured by self-financing and distributed profits weight in medium and long-term loans,
dropped from 0.42 to 0.40 in the reference period. This performance is the consequence of the 10% increases in
medium and long-term loans.
Interest charges accounted for 19% of total GOS in 2002. The joint effect of the 6.5% decrease in this variable
and 3% increase of GOS contributed to a 2 percentage points decrease in the cover ratio.
Figure 3 – Financial indicators for enterprises with 100 or more persons employed, 2001-2002
0.66 0.60 0.34 0.42 0.21 0.67 0.57 0.33 0.40 0.19 0.00 0.10 0.20 0.30 0.40 0.50 0.60 0.70 0.80
Debt ratio Solvability Financial autonomy Debt cover ratio Cover ratio
2001
2002
The gross economic return remained stable during the analysed period: both net profit and net assets have
increased 15.6% and 4.9% respectively, but the performance of this two variables was not sufficient to cause any
changes in that ratio's level.
The net profits grow mentioned before induced the positive performance recorded for the owner's equity return
ratio (0.06 in 2002).
The 2.4% increase recorded for the operating profits as well as the 1.8% increase in turnover, contributed for the
increasing the operating return of turnover in 1%. The indicator recorded 0.04 in 2001 and 0.05 in 2002.
The value added rate, which corresponds to the GVA by unity produced, increased from 0.34 in 2001 to 0.35 in
2002.
Figure 4 - Profitability indicators and Value Added rate, for enterprises with a100 persons employed or more, 2001-2002
2001
2002
0.02 0.05 0.04 0.34 0.02 0.06 0.05 0.35 0.00 0.05 0.10 0.15 0.20 0.25 0.30 0.35 0.40Net asset return Owner's equity return Operating return of turnover
Value added rate
2001
2002
Results by economic activity sector
3
Enterprises and Persons Employed
The Services sector accounted for 72.3% of total enterprises and employed 53.3% of total workers in 2002, which
corresponded roughly to 1 410 thousand persons, 42.1% of which were located in Wholesale and retail trade.
The Mining and Manufacturing sector, accounting for 15.5% of total enterprises, represented 33.1% of total
employment. The Manufacture of textile and the Manufacture of food, beverages and tobacco products sectors
employed 25.6% and 11.1% of total manufacturing employment, presenting themselves as the main employers of
the sector.
3
The breakdown of economic activities considered here represents the aggregation of the CAE-Rev.2 sections used in this chapter of the publication:
- Mining and manufacturing
Sections C (Mining) and D (Manufacturing);
- Electricity, gas and water
Section E (Electricity, gas and water);
- Construction
Section F (Construction);
- Services
Sections G (Wholesale and retail trade), H (Hotels and restaurants), I (Transport, storage and communication), K (Real estate, renting and
business activities), M (Education), N (Health and social work) and O (Other community, social and personal service activities).
Table 5 – Enterprises and number of persons employed by sector of activity in 2002
Sectors of activity Enterprises % Persons employed %
Mining and Manufacturing 15.5 33.1
Electricity. gas e water 0.1 1.0
Construction 12.1 12.6
Services 72.3 53.3
Total 100 100
The Electricity, gas and water sector recorded the largest average enterprise size, with about 74.3 workers per
enterprise. On the other side, the enterprises of the Construction and Services sectors recorded the lowest average
size values, with 10.2 and 7.2 workers, respectively.
Figure 5 – Average size of enterprises by sector of activity, measured by the number of persons employed in 2002
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 10
Mining and manufactur ing Electr icity,gas and water Construction Services Total
Average size 20.8 74.3 10.2 7.2 9.7
Mining and
m anufacturing Electricity, gas and water Constructio Services Total
0
The employment highest growth was observed in the Construction sector, with a 9.8% growth rate in 2002. The
Mining and manufacturing and the Electricity, gas and water sectors registered a 1.5% and 4.4% decrease in
employment respectively.
The origin of the economy's total employment growth, about 49 thousand jobs, was the Construction and Services
sectors, which recorded grow rates of 9.8% and 2.5%, respectively.
Figure 6 –Employment's change rate by sector of activity, 2001-2002
-5.00 -3.00 -1.00 1.00 3.00 5.00 7.00 9.00 11.00
Mining and manufacturing Electr icity, gas and water Construction Services Total Change rate (%) -4.4 9.8 2.5 Mining and
manufacturing Electricity, gas and water Construction Services Total
-1.5 3.8
Transactions related to the production process
The Services sector was the most important one in 2002, accounting for 54% of the total GVA and GOS,
followed by the Mining and manufacturing sector with 30.7% of GVA and 29.6% of GOS. The Services sector
was responsible for 62.6%
4of the total GVA growth registered in 2002 (1.8%).
The Mining and manufacturing and Electricity, gas and water accounted for 22.3% and 8.2% for the GVA global
growth, respectively.
Table 6 – Main variables by sector of activity, 2001-2002
Turnover Production Gross Value Added Gross Operating Surplus
Proportion in total 2002 c.r. 2001/2002 Proportion in total 2002 c.r. 2001/2002 Proportion in total 2002 v.r. 2001/2002 Proportion in total 2002 v.r. 2001/2002 %
Mining and manufacturing 26.5 -1.1 37.7 -0.7 30.7 1.3 29.6 -0.2
Electricity. gas e water 3.9 6.7 5.6 7.5 4.9 3.0 9.0 3.0
Construction 9.1 0.8 13.9 -1.4 9.8 1.2 7.3 -12.4
Services 60.5 -0.2 42.8 0.8 54.6 2.0 54.1 -2.7
The highest GVA growth rate was recorded for the Electricity, gas and water sector (3%), with a production
growth of 7.5%, lower than the one recorded for the Intermediate Consumption (9.6%).
Figure 7 – Sectors of activity contribution for total GVA increase, 2001-2002
0.0 10.5 21.0 31.5 42.0 52.5 63.0 73.5 84.0 94.5
Mining and m anufactur ing Electr icity, gas and water
Construction Services
Contribution for total GVA % 22.3 8.2 6.9 62.6
Mining and m anufacturing Electricity, gas and water Construction Services
Economic and financial values by sector of activity
The GVA per worker for the overall sectors of activity was €22.9 thousand in 2002. The Electricity, gas and
water sector recorded the highest ratio with €115.6 thousand per worker, followed by the Transport, storage and
communication sector with €43.8 thousand.
Figure 8 – GVA per worker by section of CAE-Rev.2, in 2002
30.8 21.1 115.6 17.8 21.6 11.6 43.8 24.7 11.7 19.7 20.0 22.9 0 20 40 60 80 100 120 140 C D E F G H I K M N O Total