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ÍNDICE - 25/06/2004

Correio Braziliense ... 2

Brasil/ Estética ...2

Propaganda enganosa...2

Silicone sob vigilância ...3

Folha de S.Paulo... 5

Folha de S.Paulo... 5

São Paulo/ JUSTIÇA ...5

McDonald's deverá ter dados em embalagens ...5

Jornal do Commercio (RJ) ... 6

Empresas...6

Justiça manda McDonald's mudar embalagens no País...6

Diário da Manhã (GO)... 7

Cidades...7

(2)

Correio Braziliense

25/06/2004

Brasil/ Estética

Propaganda enganosa

Anvisa aumenta fiscalização sobre empresas que fazem comerciais de produtos com promessas de cura de doenças e emagrecimento rápido. Em 2003, universidades identificaram seis mil irregularidades em anúncios

Paloma Oliveto

Da equipe do Correio

A fórmula é tentadora: emagrecer sem regime nem exercícios físicos. Basta engolir um ou dois comprimidos por dia e, milagre, a gordura se esvai. A promessa de um corpo perfeito sem esforços é vendida em comerciais atraentes, muitas vezes estrelados por celebridades, ou apresentados durante programas de auditório. Mas eles estão na mira da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que intensificou a fiscalização e a cobrança de multas das empresas que tentam burlar a lei.

Desde que criou, em fevereiro deste ano, a Gerência de Fiscalização e Monitoração de Propaganda, Publicidade, Promoção e Informação de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária (GPROP), a Anvisa conseguiu aumentar bastante o número de notificações (leia quadro nesta página). A agência fez parceria com 14 instituições de ensino superior que analisaram diversas mídias em busca de comerciais irregulares.

A propaganda de medicamentos é considerada irregular em várias situações. Quando o remédio não tem registro, por exemplo, não só a publicidade é suspensa, como o produto é retirado do mercado. A falta de informação sobre reações adversas também é considerada infração.

Outro caso de irregularidade ocorre quando o produto, registrado como alimento, é vendido com promessas de efeitos terapêuticos. Os emagrecedores, por exemplo, só conseguem registro porque se fazem passar por complementos alimentares. Mas, nas propagandas, o caráter medicinal é ressaltado. ''Registrado como supostos alimentos, esses produtos não têm de apresentar a eficiência científica. Nós não temos sequer como dizer se fazem bem ou mal, porque a classe médica não tem acesso às informações sobre eles'', diz Valéria Guimarães, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia.

O diretor da Anvisa Franklin Rubinstein lembra que medicamentos desconhecidos podem trazer danos, às vezes irreparáveis, ao organismo. Somente em 2001, 21 mil brasileiros morreram intoxicados por remédios.

Remédio e exercícios

Na quarta-feira, a Anvisa determinou a suspensão da propaganda do remédio Fybersan, veiculado na TV Bandeirantes. A fabricante Polymar, a empresa que mantém o site do produto e a emissora podem receber multa de até R$ 1,5 milhão caso desrespeitem a notificação. Registrado no órgão como ''alimento com alegações de propriedade funcional ou de saúde'', os comerciais afirmam que o produto pode curar doenças, como colesterol alto. Além disso, omitem que a fórmula contém carapaças de crustáceos, que não podem ser consumidas por pessoas alérgicas a frutos do mar.

Um dia depois da notificação da Anvisa, o comercial saiu do ar. Na internet, porém, a página oficial do Fybersan anunciava: ''Seis comprimidos de 500mg ou 12 cápsulas de 250mg de quitosana (substância ativa do remédio) correspondem à queima de 216 calorias''. Logo abaixo, uma lista com o tempo necessário de atividades físicas

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para eliminar a mesma quantidade de energia. Ou seja: o site sugere que o remédio pode substituir a prática de exercícios. ''Para perder peso é preciso fazer sacrifício, não existe emagrecimento milagroso'', diz Franklin Rubinstein. ''As pessoas ficam vulneráveis quando vêem promessas de conseguir um corpo bonito sem precisar fazer nada'', completa.

Nos sites que vendem o produto e na propaganda da televisão, a mensagem é clara: ''Chega de sofrimento para perder peso e reduzir seu colesterol. Com o revolucionário Fybersan Plus, sua saúde está garantida. Com alguns comprimidos diários, você logo notará os resultados!''. As fotos de ''antes'' e ''depois'' das pessoas que supostamente tomaram o remédio são milagrosas. Numa delas, uma mulher obesa transforma-se em uma linda loura. ''É incrível como as pessoas ainda caem nessa história de 'antes' e 'depois'. Esse é um truque tão velho!'', indigna-se a endocrinologista Valéria Guimarães.

Segundo Franklin Rubinstein, já houve casos de empresas que utilizaram nas propagandas pessoas que fizeram cirurgia de redução do estômago omitindo esse fato. ''Diziam que a perda do peso era conseqüência do uso dos remédios'', conta.

Exageros

Alexandre Cabral, vice-presidente da Polymar, fabricante do Fybersan, garante que os depoimentos mostrados no comercial do produto são espontâneos e verdadeiros. Mas reconhece que as propagandas exageram nos atributos terapêuticos. Ele responsabiliza os distribuidores pelas propagandas irregulares: ''Nós, da empresa, sempre lutamos para mudar o comercial, mas os distribuidores insistem em exagerar'', diz, ressaltando, porém, que ''não se pode dizer que a propaganda é mentirosa''.

Todos os anúncios do Fybersan precisam passar pela Polymar antes de serem veiculados. O vice-presidente da empresa, porém, alega que muitas vezes os vetos e pedidos de modificação não são cumpridos. ''E, quando o comercial está no ar, não temos o poder de retirá-lo. Quem pode fazer isso é a Anvisa'', diz, garantindo que a Polymar está completamente de acordo com a determinação.

O número

10ºlugar é a colocação do Brasil no ranking dos países que mais consomem

medicamentos R$1,5milhão é o valor máximo das multas aplicadas a empresas que

desrespeitam a notificação da Anvisa

Silicone sob vigilância

Ullisses Campbell Da equipe do Correio

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC) começa a administrar na semana que vem um banco de dados nacional de implantes de silicone na mama. No Brasil, cerca de 40 mil mulheres colocam próteses para aumentar os seios a cada ano. Com o cadastro, será possível ter um controle de qualidade das próteses e identificar os fabricantes e os modelos mais usados, além de relatar os casos de complicações nessas cirurgias.

O banco de dados será abastecido por cirurgiões plásticos de todo o país filiados à SBPC. Ainda assim, a presidente da Comissão de Silicone da SBPC, Wanda Elizabeth Correa, espera que os médicos não filiados à sociedade colaborem com o cadastro. ''Quem sabe a gente não descobre que os médicos que cometem erros nessas cirurgias não são os filiados à SBPC'', ressalta Wanda.

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O principal objetivo do cadastro da SBPC é conseguir informações básicas que os fabricantes de silicone se recusam a repassar espontaneamente, como a quantidade de próteses comercializadas no país. Segundo registros na Agência Nacional de Vigilância

Sanitária (Anvisa), há uma única fábrica de silicone no Brasil e sete representantes de

fábricas estrangeiras operando em São Paulo, sendo duas norte-americanas e cinco francesas. ''Queremos rastrear as complicações que ocorrem no pós-operatório'', diz Wanda.

O cadastro que os médicos vão preencher é virtual e encontra-se na página virtual da SBPC (www.sbpc.org.br). O médico não é obrigado a informar seu nome, muito menos o do paciente, já que o código de conduta assegura o sigilo do paciente em qualquer tipo de tratamento de saúde. Os dados que deverão constar no cadastro são o tipo de cirurgia e principalmente o fabricante do silicone.

Atualmente, além da mama, os cirurgiões plásticos do Brasil implantam próteses de silicones na panturrilha, nas nádegas e até nas bochechas. A última moda dos homens mais apressados é colocar silicone no peitoral para tê-los bem definidos. ''Essas cirurgias são muito sérias e não podem ser feitas por qualquer médico'', alerta a cirurgiã plástica Wanda Elizabeth.

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Folha de S.Paulo

25/06/2004

São Paulo/ JUSTIÇA

McDonald's deverá ter dados em embalagens

Liminar poderá ser alterada

THIAGO GUIMARÃES

DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELO HORIZONTE

Liminar concedida pela Justiça Federal em Minas Gerais determina que a rede de lanchonetes McDonald's passe a veicular informações nutricionais nas embalagens de seus alimentos.

O despacho, publicado ontem, resulta de uma ação movida no mês passado pelo Ministério Público Federal. A liminar pode ser alterada, já que ainda ocorrerá o julgamento do mérito.

O juiz José Batista Ribeiro concedeu 20 dias úteis a partir da intimação para que o McDonald's cumpra a decisão em todo o país, sob risco de multa de R$ 500 por produto vendido. Para o Ministério Público, a rede não cumpre resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária sobre rotulagem nutricional e o artigo 31 do Código de Defesa do Consumidor -sobre riscos à saúde e à segurança do consumidor.

A McDonald's não havia se manifestado até a conclusão desta edição. No processo, a rede informa que as normas da Anvisa não se aplicam a ela porque alcançam só os alimentos preparados e embalados na ausência do cliente.

A empresa teria optado por divulgar o teor nutricional na internet e em um guia nas lanchonetes.

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Jornal do Commercio (RJ)

25/06/2004

Empresas

Justiça manda McDonald's mudar embalagens no País

Decisão atinge todas as lojas da rede

Liminar concedida pela Justiça Federal em Minas Gerais determina que a rede de lanchonetes McDonald's passe a veicular informações nutricionais nas embalagens de seus alimentos. A decisão, publicada ontem, é do juiz José Batista Ribeiro, da 5a Vara Federal em Belo Horizonte, em ação movida no mês passado pelo Ministério Público Federal em Minas Gerais.

Em seu despacho, o juiz dá 20 dias úteis, contados da intimação, para que o McDonald's cumpra a decisão em todo o País, sob risco de multa de R$ 500 por produto vendido. Para a Procuradoria, o McDonald's não cumpre resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre rotulagem nutricional e o artigo 31 do Código de Defesa do Consumidor, sobre informações dos produtos e riscos à saúde e à segurança do consumidor.

A ação, proposta pelo procurador Fernando de Almeida Martins, pede ainda que as embalagens e as campanhas publicitárias da rede tragam advertência sobre potenciais danos à saúde (obesidade e doenças correlatas) causados pelo consumo excessivo dos alimentos

O juiz, no entanto, negou liminar nesse ponto, sob a justificativa de que a determinação teria ''reflexo imediato nas vendas dos produtos'' e poderia causar ''corte da mão-de-obra''. Os pedidos serão avaliados novamente durante o julgamento do mérito da ação

Intimado pelo juiz, um representante da Anvisa declarou que a ação do Ministério Público Federal ''está de acordo com a política de alimentação e nutrição desenvolvida pelo Ministério da Saúde''.

Procurada por meio de sua assessoria, a rede de lanchonetes McDonald's não havia se manifestado até a noite de ontem. No processo, o McDonald's rebate as afirmações da Procuradoria. Informa que as normas da Anvisa sobre rotulagem nutricional não se aplicam à empresa, pois alcançam apenas os alimentos preparados e embalados na ausência do consumidor. Por essa razão, a empresa teria optado por divulgar o teor nutricional de seus produtos ''de forma alternativa à embalagem'', por meio da internet e de um guia nutricional distribuído no balcão das lanchonetes.

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Diário da Manhã (GO)

25/06/2004

Cidades

Combate à intoxicação

Governo lança cartilha para orientar população

Da Redação

Com o intuito de diminuir os casos de intoxicação alimentar e melhorar a aceitação dos produtos brasileiros no mercado externo, o Programa Alimento Seguro (PAS), junto com o ministério da Agricultura e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desenvolvem cartilha e campanha para orientar o produtor desde o plantio, colheita, armazenamento e transporte da produção, prevenindo a contaminação dos alimentos.

Em 2003, o Centro de Informações Toxicológicas de Goiás (CIT) registrou 152 ocorrências, 60 delas teriam resultado na morte dos pacientes - matéria Perigo no prato, publicada no DM no dia 16.

"Sabemos que a incidência do problema é bem maior no Estado porque existe uma subnotificação", diz Eleni das Dores, toxicologista do CIT.

As contaminações ocorrem desde o plantio até a mesa. O primeiro perigo de contágio é o químico, causado por agrotóxicos; depois, o biológico, que vem de fungos, toxinas, salmonelas e bactérias.

E há ainda o perigo físico, causado por corpo estranho, como por exemplo, pedras em farinha, feijão ou arroz.

Referências

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