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Livro do Desassossego

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Academic year: 2021

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Livro

do Desassossego

[Bernardo Soares/Fernando Pessoa]

.

experiência metódica ou científica

Laboratório I. 4º ano. Design de Comunicação. ano lectivo 2008/2009.

assistente convidada designer Sofia Gonçalves

Labor

atório I

Faculdade de Belas-A rtes da U niversidade de Lisboa . 4º ano . licenciatur a. D esig n de Comunic ação . ano lectivo 2008/2009 . 1º semestre

. assistente convidada desig

ner S ofia Gonçalves /// sofia [email protected] [ lomb ada ]

(2)

Parece-nos importante reflectir sobre o papel do livro, como objecto

palpável, para este conceito de “closure”. O livro apresenta-se como uma

entidade hierarquizada, que respeita determinadas convenções, não só

relativamente à sua publicação, passando obrigatoriamente pelo autor,

pelo editor, até chegar ao leitor; mas também quanto à sua forma: o título;

a introdução, que marca o início; a paginação, que indica a sequência dada

pelo autor; os capítulos; a formatação, que delimita o espaço das páginas

e até a própria encadernação. Todos estes elementos contribuem para a

materialidade do livro e ditam ao leitor o percurso a seguir: não se imagina

um livro a começar pela conclusão ou pelo último capítulo. Os marcadores

textuais estão todos presentes, e inverter a sua ordem representa não só ir

contra a vontade do autor, mas igualmente importante, significa infringir

as convenções. Esta linearidade do texto impresso é claramente um dos

aspectos que mais distancia o livro do seu “rival” hipertexto.

Do Livro ao Computador: O Percurso Labiríntico das Palavras. Maria da Graça Neto. 2004

Livre

Le mot vient du latin liber,

nom de la pellicule de l’arbre située

entre le tronc et l’écorce.

On l’utilisait comme support

de l’écriture avant la découverte

du papyrus. J’aime la resemblance

avec liberté.

C’est vrai que, face à un livre…

(3)

{ página } 02

{ fig. 2.1 } gravura de um códice

_

1.

Introdução

O primeiro capítulo do “Livro do Desassossego”, tem por título “Autobiografia—Diário”. Neste exercício, e partindo desta aproximação, procura-se uma possível biografia do Livro, construída a partir de um exercício que implicará uma reflexão profunda em torno da sua meta-linguagem.

O “Livro do Desassossego” apresenta-se como um possível modelo de desconstrução do texto literário, bem como da identidade e do escritor como autoridade singular. A um modo de acção na escrita que passa numa primeira instância pela descontrução dos seus cânones, chegamos a uma certa essência, ou nas pa-lavras de Bernardo Soares, a uma “ânsia de aprofundar”, que nega a “contemplação inocente das coisas e dos homens” e procura um sentido no “outro-lado” das coisas. Richard Zenith, investigador responsável pela mais extensa edição deste livro, refere-se à obra como “um livro que não o é” ou o “anti-livro, mais emblemático do final deste século”.

Tendo por mote o “Livro do Desassossego” partimos, neste projecto, da interpretação dos princípios analíti-cos da forma, função e modos de acção, à crítica que, mais não é, senão colocar em crise as convenções do nosso entendimento imediato da ideia de Livro.

O Livro é, na sua generalidade, um objecto com tradução mental imediata. Um artefacto tridimensional, compacto, por conveniência portátil, rectangular, que consiste num conjunto de páginas, normalmente em papel, agregados num dos seus limites (a lombada). Quando pronunciamos ou pensamos a palavra livro, a imagem tradicional do códice alimenta intuitivamente a construção mental do objecto. Coloca-se no entanto a questão, são estes limites físicos que compõem inquestionavelmente a nossa noção de Livro?

Encontramos na fragmentação e diversidade do “Livro do Desassossego”, a possibilidade de chegarmos ao meta-Livro, à interrogação e modelação da crítica operativa da sua própria forma, através dos seus próprios conceitos e convenções.

Como Lupton enuncia, este projecto pretende, numa primeira instância, explorar os modos convencionais da representação, expôr e revisitar as bases ideológicas do Livro, para mais tarde devolver um possível inventário experimental para o artefacto. Parte-se então de um entendimento intuitivo—o que é o Livro para cada um de nós—para um desenvolvimento metódico ou científico, que questiona esse reconhecimento imediato, pro-cura consolidação em referências e, por fim, transporta para outras configurações.

Ao entender o Livro como uma ferramenta simples, usado de forma igualmente simples, o desafio deste pro-jecto passa por desenvolver as capacidades desta ferramenta, utilizando a sua simplicidade em novos modos, e tomando como referência o próprio Livro e não outro conteúdo qualquer. Como meta-projecto, os alunos devem considerar os aspectos particulares do universo do Livro, desde a unidade da Página, ao objecto Livro até ao sistema de catalogação da Biblioteca.

Como contexto de pesquisa, podem circunscrever-se ao imaginário genérico do Livro (conteúdos, géneros, estrutura, matéria, representação, navegação/leitura) ou do Livro como objecto paradigmático que frequent-emente modela a experiência em Design de Comunicação.

Livro do Desassossego

{citações}

Parecerá a muitos que este meu diário, feito para mim, é artificial de mais. Mas é de meu natural ser artificial. Com que hei-de eu entreter-me, depois, senão com escrever cuidadosamente estes apontamentos espirituais! De resto, não cuidadosamente os escrevo. É, mesmo, sem cuidado limitador que os agrupo. Penso naturalmente nesta minha linguagem requintada.

Sou um homem para quem o mundo exterior é uma realidade interior. Sinto isto não metafisicamente, mas com os sentidos com que colho a realidade.

Há dias em que cada pessoa que encontro, e, ainda mais, as pessoas habituais do meu convívio forçado e quotidiano, assumem aspectos de símbolos, e ou isolados ou ligando-se, formam uma escrita profética ou oculta, descritiva em sombras da minha vida.

O escritório torna-se uma página com palavras de gente; a rua é um livro; as palavras trocadas com os usuais, os desabituais que encontro, são dizeres para que falta o dicionário mas não de todo o entendimento. Falam, exprimem, porém não é de si que falam, nem a si que exprimem; são palavras, disse, e não mostram, deixam transparecer. Mas na minha visão crepuscular, só vagamente distingo o que essas vidraças súbitas, reveladas nas superfícies das coisas, admitem do interior que velam e revelam. Entendo sem conhecimento, como um cego a quem falem de cores.

Viver do sonho e para o sonho, desmanchando o universo e recompondo-o (distraidamente) confere mais apego ao nosso momento de sonhar. Fazer isto consciente, muito conscientemente da inutilidade de o fazer. (…) Explicar isto tudo por um sentido oculto e paradoxo que as coisas tenham no seu aspecto outro-lado e divino, e não acreditar demasiado na explicação para não a abandoná-las.

Não conheço prazer como nos livros, e pouco leio. Os livros são apresentações aos sonhos, e não precisa de apresentações quem, com a facilidade da vida, entre em conversa com eles. Nunca pude ler um livro com entrega a ele; sempre, a cada passo, o comentário da inteligência ou da imaginação me estorvou ausência da própria narrativa. No fim de minutos, quem escrevia era eu, e o que estava escrito não estava em parte alguma.

(4)

_

2.

Modos de abordagem

Aspectos possíveis: estrutura, matéria, género, representação, navegação/leitura. Prevê-se uma possível articulação destas formas de abordagem.

_

Estrutura:

Exploração da estrutura, dos modos convencionais de ligação entre páginas ou das estratégias de apresenta-ção do volume. Exploraapresenta-ção dos limites da Forma. Testar os limites e meios para a sua expansão.

_estrutura convencional do artefacto (capa, lombada, modos de encadernação, morfologia da página) _estrutura do texto (colophon, prefácio, introdução, corpo, conclusão, elementos paratextuais, notas à mar-gem, glossário, bibliografia, etc.)

_estrutura de apresentação (scroll, códice, página a webpage, etc.) _

Matéria:

Exploração dos aspectos físicos: o material de que é composto, o seu tamanho, peso, cheiro, portabilidade, o modo como é encadernado, a textura das páginas, o som que emitimos quando as folheamos.

_papel como inevitabilidade ou outras matérias

_tamanho e forma (normas para formatos, capa dura ou capa mole, edições de bolso, etc.) _

Representação:

Exploração dos modos de representação do Livro, naquilo que compõe o seu imaginário de reconhecimento, ou as suas componentes essenciais (texto/imagem).

_a representação do Livro dentro do Livro _a representação do Texto

_a representação da Imagem _a relação Texto/Imagem _

Género:

Exploração da relação do conteúdo com a forma, de forma a traduzir nestas instâncias o mesmo peso e com este equilíbrio reconstruir a experiência do Livro, da sua leitura.

Exploração dos modos como a forma se relaciona com os conteúdos e como esta análise constrói tendencial-mente livros como partes activas do texto, em vez de contentores passivos de informação.

_conteúdo ou tipologias literárias (ficção e documento: poesia, ensaio, romance, documento científico ou histórico, enciclopédia, dicionário, catálogo, anuário, manual, livro didáctico, relatório, etc.)

_

Navegação/Leitura:

O espaço do Livro e as formas de leitura: pergaminho e scroll, volumes e códices. A utilização da acção de leitura como leit-motif para o design (da absorção dos conteúdos à interacção). Exploração das acções do leitor (leitor passivo, leitor activo). Sistemas de navegação (a possibilidade de remediação do hipertexto no livro linear). Exploração das estruturas linear ou não-linear ou até da completa negação de sequência (como por exemplo, páginas soltas agregadas em contentores). Exploração das combinações de sequências múltiplas que exploram conexões distintas.

_Navegação: linear, não-linear _Narrativa: linear e não-linear

_modos de leitura: procurar uma informação, seguir uma narrativa, contemplar as imagens, folhear (cons-ciente/inconsciente).

Não posso entreter-me na contemplação inocente das coisas e dos homens, porque a ânsia de aprofundar é inevitável, e, desde que o meu interesse não pode existir sem ela, ou há-de morrer às mãos dela ou secar. Não tenho sentimento nenhum político ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriótico. Minha pátria é a língua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incomodassem pessoalmente. Mas odeio, com ódio verdadeiro, com o único ódio que sinto, não quem escreve mal português, mas quem não sabe sintaxe, não quem escreve em ortografia simplificada, mas a página mal escrita, como pessoa própria, a sintaxe errada, como gente em que se bata, a ortografia sem ípsilon, como o escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse. Um dia talvez compreendam que cumpri, como nenhum

outro, o meu dever nato de intérprete de uma parte do nosso século; e quando o compreendam, hão-de escrever que na minha época fui incompreendido, que infelizmente vivi entre desafeições e friezas, e que é pena que tal me acontecesse.

O trabalho destrutivo das gerações anteriores fizera que o mundo, para o qual nascemos, não tivesse segurança que nos dar na ordem normal, tranquilidade que nos dar na ordem política. Nascemos já em plena angústia metafísica, em plena angústia moral, em pleno desassossego político.

Uma sociedade assim indisciplinada nos seus fundamentos culturais não podia, evidentemente ser senão vítima, na política, dessa indisciplina; e assim foi que acordámos para um mundo ávido de novidades sociais, e com alegria ia à conquista de uma liberdade que não sabia o que era, de um progresso que nunca definira.

(5)

{ página } 04

Nunca tive outra preocupação verdadeira senão a minha vida interior.

Cada coisa é a intersecção de três linhas, e essas três linhas formam essa coisa: uma quantidade de matéria, o modo como interpretamos, e o ambiente em que está. Esta mesa, em que estou a escrever, é um pedaço de madeira, é uma mesa, é é um móvel entre outros aqui neste quarto. A minha impressão desta mesa, se a quiser transcrever, terá que ser composta das noções de que ela é de madeira, de que eu chamo àquilo uma mesa e lhe atribuo certos usos e fins, e de que nela se reflectem, nela se inserem, e a transformam, os objectos em cuja justaposição ela tem alma externa, com o que lhe está posto em cima.

E a própria cor que lhe foi dada, o desbotamento dessa cor, as nódoas e partidos que tem—tudo isso, repare-se, lhe veio de fora, e é isso que, mais que a sua essência de madeira, lhe dá a alma. E o íntimo dessa alma, que é o ser mesa, também lhe foi dado de for a que é a personalidade. Acho, pois, que não há erro humano, nem literário, em atribuir alma às coisas que chamamos inanimadas.

Tudo quanto o homem expõe ou exprime é uma nota à margem de um texto apagado de todo. Mais ou menos, pelo sentido da nota, tiramos o sentido que havia de ser o do texto; mas fica sempre uma dúvida, e os sentidos possíveis são muitos.

Pasmo sempre quando acabo qualquer coisa. Pasmo e desolo-me. O meu instinto de perfeição deveria inibir-me de acabar; deveria inibir-me até de dar começo. Mas distraio-me e faço. O que consigo é um produto, em mim, não de uma aplicação da vontade, mas de uma cedência dela. Começo porque não tenho força para pensar; acabo porque não tenho alma para suspender. Este livro é a minha cobardia.

_

3.

Fases de Desenvolvimento

fase 1.

06 de Novembro

Propõe-se que o aluno evolua da definição convencional para a exploração das potencialidades ou limites do Livro, através da interpretação, interrogação, recriação ou ruptura com as suas convenções.

Para a exploração das qualidades que compõem o Livro deve fazer um primeiro reconhecimento das regras prescritivas, em função da(s) abordagem(ns) seleccionada(s) no ponto anterior deste enunciado.

_

Selecção e apresentação do(s) modo(s) de abordagem. Intenções iniciais. 3 ecrãs/imagens para visualização na sala de aula (formato .pdf ou .jpg_ 72 dpi)

fase 2.

20 de Novembro

Para a consolidação da abordagem, o aluno deve recolher o material referencial que considere necessário para o correcto entendimento do seu processo projectual. Deve começar por sistematizar todo este processo de forma ao seu correcto entendimento na aula.

_

Recolha de registos e/ou referências: transformação do “diário de estudos” em modelo sistematizado de apresentação.

6 ecrãs/imagens para visualização na sala de aula (formato .pdf ou .jpg_ 72 dpi)

fase 3.

16 de Dezembro

Com todo o material congregado até então, o aluno deve começar a configurar as primeiras experiências. _

6 ecrãs/imagens para visualização na sala de aula (formato .pdf ou .jpg_ 72 dpi)

fase 4.

13 de Janeiro

Configuração final do meta-livro e apresentação em contexto de aula, para todos os alunos presentes. Cada aluno deve encontrar as estratégias mais adequadas para comunicar o resultado do projecto. _

Apresentação dos resultados. Para a aula:

6 ecrãs/imagens para visualização na sala de aula (formato .pdf ou .jpg_ 72 dpi) Objecto físico.

Para documentação:

Registar objecto em .pdf ou .jpg para publicaç no blog da disciplina

Documentação do processo (constituído pela agregação da informação compilada nas fases anteriores) num

blog especialmente publicado para o contexto deste projecto.

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4.

Objectivos:

Exploração das convenções do Livro, através da investigação e configuração experimental. Exploração dos princípios da representação visual para a construção de sentido.

Capacidade de articulação do contexto referencial como suporte da actividade projectual.

Desenvolvimento da capacidade analítica e crítica exposta no artefacto (aproximação aos princípios do “de-sign crítico”).

(6)

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textos de leitura obrigatória:

LUPTON, Ellen e MILLER, J. Abbott (1994); “Body of the book” in Design Writing Research; Phaidon Press Ltd: Londres BOOM, Irma e JEFFS, Darcy D. (2005); “Precursor to a Manifesto” in Dutch Resource; Valiz, amsterdão, pp. 144-176

textos de leitura complementar:

GILLIESON, Katherine (2008); “Limits of Design—The book about books” in Fully Booked: cover art & design for books; Gestalten Verlag. Berlim

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Bibliografia

COMTE, Hubert ; Le tour du Livre; Editions Volets Verts, disponível em: http://www.scribd.com/doc/415582/LE-TOUR-DU-LIVRE

FUSCO, Maria (2008); “The world in your head—the book as cultural object” in Fully Booked: cover art & design for books; Gestalten Verlag. Berlim FUSCO, Maria (2008); “The world in your hand—the artist´s book” in Fully Booked: cover art & design for books; Gestalten Verlag. Berlim

GILLIESON, Katherine (2008); “Limits of the Book—Forethoughts on book design” in Fully Booked: cover art & design for books; Gestalten Verlag. Berlim GILLIESON, Katherine (2008); “Limits of Reading—The book in action” in Fully Booked: cover art & design for books; Gestalten Verlag. Berlim

LISSITZKy, El (1926), “Our Book”, in Bierut, Michael et al. (ed), Looking Closer 3: Classic Writings on Graphic Design; Allworth Press: Nova Iorque, 1999 LUPTON, Ellen e MILLER, J. Abbott (1994); “Disciplines of Design: Writing with Foucault” in Design Writing Research; Phaidon Press Ltd: Londres CHARTIER, Roger (1998); “Os Mundos do Escrito” in Belém, nº3, Lisboa, Outono | Inverno 1998, p. 120

BARTHES, Roland e COMPAGNON, Antoine (1997); “Leitura”, in Enciclopédia Einaudi, vol.11; “Oral/escrito”, Imprensa Nacional da Casa da Moeda; Lisboa, 1997, pp 191-192

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Referências.

Projectos e Autores

………...…

Testar o Livro no seu ambiente natural:

Experimentação em design gráfico

Irma Boom

http://www.youtube.com/watch?v=pk7jVI68Fjw + Touching Graphics. dvd Werkplaats Typografie

Interlude: The reader’s traces.

Mariana Castillo Deball. 2005

http://www.janvaneyck.nl/0_4_3_publications_info/deball.html (v. também o link para a entrevista a Mariana Castillo Deball) /* constrói todo o programa do projecto em torno da experiência de leitura e apropriação de livros de bibliotecas públicas

White Book. Roma Publications #31. 2002

http://www.romapublications.org/main.html /* exploração da representação do livro dentro do livro

Open Days 1. Roma Publications #32.70.89

http://www.romapublications.org/main.html /* exploração dos modelos exposição/Livro

Beauty and the Book: 60 years of the most beautiful swiss books. Julia Born. 2004

Delta. Ritator

in Fully Booked. 057

http://www.ulrikasparre.com/curatorial/projects/Delta/ Fotografering.html

/* testa os limites da reprodução gráfica e da concepção do Livro

The Smallest Book in the World.

Joshua Reichert. 2002 in Fully Booked. 058

http://www.selectism.com/news/2008/08/27/worlds-smallest-book/ http://www.gestalten.com/books/detail?id=402881820693dcee0106 93de0cd6073a

/* testa as convenções de formato

This is not a book. The best Dutch book designs.

Ingeborg Scheffers. 2008 http://www.ingeborgscheffers.nl/

/* testa os limites da representação do livro dentro do livro

Euregionaal Forum. Adriaan Mellegers

http://adriaanmellegers.blogspot.com/ http://www.adriaanmellegers.com/portfolio/

/* testa os limites da uniformização de um formato num livro

Building a Book. Mette-Sofie D. Ambeck

in Fully Booked. 127

/* testa a estrutura do livro através das convenções estruturais do texto

Six Degrees. Mette-Sofie D. Ambeck

http://www.mdd.dk/dd_designers_projects.asp?FK_ parent=207&PK_project=208&PK_profile=18143

/* testa a estrutura do códice e apresenta uma reconfiguração do Livro “Six Degrees of separation”

Sorted Books project. Nina Katchadourian

http://www.ninakatchadourian.com/languagetranslation/ sortedbooks.php

/* utilização da informação das lombadas/títulos, para compor uma nova mensagem

The Bookmaker. Deb Rindl

In Fully Booked. 102

http://www.bookarts.uwe.ac.uk/drin1data.htm

/* testa os limites das convenções estruturais do livro e da página

Do you see what I see?. Hollie Lubbock

In Fully Booked. 103

http://www.hollielubbock.co.uk/ (v. personal work “ Do you see what I see?”)

/* testar os limites das convenções estruturais do livro e da página

The Next Page: Thirty Tables of Contents

………...…

Inversão da remediação:

O livro impresso como remediação dos

media audiovisuais e interactivos

Appendix appendix. Stuart Bailey e Ryan Gander

http://www.jrp-ringier.com/pages/index.php?id_r=4&id_t=&id_ p=15&id_b=776

/* utiliza as convenções do “script” televisivo, para a construção do programa do livro e grelha da página

La Cantatrice Chauve. Massin

http://www.creativepro.com/article/dot-font-massin-the-unclassifiable-free-thinker

/* o livro-dramaturgia

Typographic Links. Dan Collier. 2007

http://dtcollier.co.uk/ (v. Portfolio)

http://www.visualcomplexity.com/vc/project.cfm?id=527 /* remediação das lógicas hipertextuais de “tag”: ligações hipertextuais transpostas para a realidade física

Empty Trashcan. Hans Gremmen. 2001’02

http://hansgremmen.nl/?mpl_action=ref&id=116

http://hansgremmen.nl/?mpl%20action=ref&ref=Empty_Trashcan /* utilização das metáforas da publicação digital e a sua conversão no espaço analógico e no livro

Off-line. Lenneke Heeren. 2006

http://www.robgiesendorf.nl/offline.html

/* livro remedeia a Internet (visualização de diferentes conversas documentadas num internet newsgroup). Adquire outras formas de mimetização ou remediação para além do livro, como uma exposição

Zeit für die Bombe (Time for the Bomb).

Agnes Wartner

Referências

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