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CONCIONAMENTO E COMISSIONAMENTO DE DUTOS FLEXÍVEIS: DA FABRICAÇÃO À MONTAGEM EM CAMPO

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CONCIONAMENTO E COMISSIONAMENTO DE DUTOS

FLEXÍVEIS: DA FABRICAÇÃO À MONTAGEM EM CAMPO

EDNALDO LEPAUS BALDAN KLEYSER CUZZUOL MACHADO

VITÓRIA – ES MARÇO/2010

(2)

EDNALDO LEPAUS BALDAN KLEYSER CUZZUOL MACHADO

CONDICIONAMENTO E COMISSIONAMENTO DE DUTOS

FLEXÍVEIS: DA FABRICAÇÃO À MONTAGEM EM CAMPO

Parte manuscrita do Trabalho de Fim de Curso elaborado pelos alunos Ednaldo Lepaus Baldan e Kleyser Cuzzuol Machado e apresentado ao Colegiado do Curso de Pós Graduação – Lato Sensu, em Engenharia de Condicionamento e Comissionamento do Centro Tecnológico da Universidade Federal do Espírito Santo, para obtenção do certificado Especialista.

VITÓRIA – ES MARÇO/2010

(3)

COMISSÃO EXAMINADORA:

___________________________________ Prof. Paulo César Alves dos Santos Orientador

___________________________________ Título (Prof., Prof. MsC, Prof. Dr., Eng.) e Nome completo

Co-orientador(opcional)

___________________________________ Título (Prof., Prof. MsC, Prof. Dr., Eng.) e Nome completo

Examinador

___________________________________ Título (Prof., Prof. MsC, Prof. Dr., Eng.)

e Nome completo Examinador

(4)

DEDICATÓRIA

Dedicamos este trabalho aos nossos familiares e ao Professor Orientador Paulo César Alves dos Santos.

(5)

Ao Professor Orientador Paulo César Alves dos Santos pela atenção e orientação prestadas neste trabalho.

(6)

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Arranjo submarino típico de exploração... 13

Figura 2 - Conexões dos rises ... 15

Figura 3 - Flutuadores instalados nos risers [5] ... 15

Figura 4 - Configurações dos dutos flexíveis ... 16

Figura 5 - Duto flexível como estrutura bonded ... 17

Figura 6 - Duto flexível como estrutura unbonded ... 17

Figura 7 - Estrutura Smooth Bore ... 19

Figura 8 – Estrutura Smooth Bore ... 19

Figura 9 – Camada Zeta ... 20

Figura 10 - Efeito Gaiola de Passarinho ... 21

Figura 11 – Estrutura Rough Bore ... 22

Figura 12 - Estrutura Rough Bore ... 22

Figura 13 - Fabricação da carcaça estrutura Rough Bore... 23

Figura 14 - Máquina de espiralamento ... 25

Figura 15 – Processo de perfilagem ... 26

Figura 16 – Duto acondionado em bobina ... 28

Figura 17 - Duto acondicionado em carretel ... 29

Figura 18- Armazenamento de bobinas no pátio ... 29

Figura 19 - Jumbo ... 32

Figura 20 - Cábrea transportando bobina ... 32

Figura 21 – Cábria transferindo a bobina para a embarcação ... 33

Figura 22 - Embarcação de instalação vertical [6] ... 34

Figura 23 – Embarcação e detalhe do equipamento utilizado na instalação vertical ... 35

Figura 24 - Detalhe da embarcação de instalação horizontal ... 35

Figura 25 – Instalação de um flowline ... 37

(7)
(8)

SUMÁRIO DEDICATÓRIA ... 4 AGRADECIMENTOS ... 5 LISTA DE FIGURAS ... 6 SUMÁRIO ... 8 RESUMO... 10 1 INTRODUÇÃO ... 11

2 CARACTERÍSTICAS E APLICAÇÕES DE DUTOS FLEXÍVEIS ... 12

3 CONFIGURAÇÕES DE DUTOS FLEXÍVEIS ... 13

3.1 Flowlines ... 13

3.2 Jumpers ... 14

3.3 Configuração dos Risers ... 14

3.4 Estrutura do Duto Flexível ... 16

3.4.1 Classificação de acordo com o processo construtivo ... 16

3.4.2 Classificação de acordo com a camada interna do duto ... 17

3.4.2.1 Estruturas Smooth Bore ... 18

3.4.2.2 Estrutura Rough Bore ... 22

4 O PROCESSO DE FABRICAÇÃO ... 25

4.1 A máquina de espiralamento ... 25

4.2 Preparação da máquina para fabricação ... 25

4.3 Obtenção do passo de fabricação ... 27

5 CONDICIONAMENTO E COMISSINAMENTO NO PROCESSO DE FABRICAÇÃO... 28

6 CONDICIONAMENTO E COMISSIONAMENTO DURANTE A MANIPULAÇÃO E TRANSPORTE ... 30

6.1 Manipulação ... 30

6.2 Transporte ... 31

7 PROCEDIMENTOS DE INSTALAÇÃO DE DUTOS FLEXÍVEIS ... 34

(9)

8 INSTALAÇÃO COM E SEM MERGULHADOR ... 45

9 COMISSIONAMENTO APÓS A INSTALAÇÃO DO DUTO FLEXÍVEL46 9.1.1 Introdução ... 46

9.1.2 Inspeção e limpeza do duto ... 46

9.1.3 Teste de pressão hidrostática ... 48

9.1.3.1 Teste de instrumentação e conexões ... 50

9.1.3.2 Pressurização ... 50

9.1.3.3 Estabilização ... 50

9.1.3.4 Período de espera ... 51

9.1.3.5 Despressurização ... 51

9.1.3.6 Critérios qualitativos de aceitação ... 51

9.1.3.7 Equipamentos de medição ... 52

9.1.3.8 Registro de teste ... 52

9.1.3.9 Secagem dos dutos ... 53

9.1.4 Start-Up, Teste de Performance e Operação Assistida ... 53

9.1.5 Documentação e entrega à operação ... 54

(10)

RESUMO

Condicionamento e Comissionamento de dutos flexíveis da fabricação à montagem em campo.

Introdução: Os dutos flexíveis são tubulações utilizadas para o transporte de petróleo, fluidos de injeção, gás ou determinados produtos químicos, entre diversos equipamentos de superfície e submersos.

Objetivo: realizar um estudo sobre o Condicionamento e Comissionamento de dutos flexíveis para exploração de petróleo deste a fabricação até a montagem em campo.

Materiais e métodos: Em um primeiro momento são apresentados conceitos básicos referentes as características, tipos, aplicações, configurações e processo de fabricação dos dutos flexíveis para exploração de petróleo. Estudou-se os procedimentos de instalação de dutos nas configurações de flowline, jumper e riser. Além disso, analisaram-se os fatores a serem considerados na decisão de utilização ou não de mergulhador no processo de instalação.

Resultados e conclusões: Diante dessas informações foi possível verificar os precedimentos de condicionamento e comissionamento dos processos de fabricação, manipulação e transporte e instalação de dutos flexíveis para exploração de petróleo.

(11)

correntes marinhas, ondas, ventos e passeio da plataforma.

Os dutos flexíveis são tubulações utilizadas para o transporte de petróleo, fluidos de injeção, gás ou determinados produtos químicos entre diversos equipamentos de superfície e submersos. Como características gerais destas estruturas destacam-se a alta flexibilidade, o que justifica o seu uso acoplado a estruturas complacentes e capacidade de ser armazenada em rolos, que reduz o custo de transporte e instalação [3].

Este trabalho se propõe a estudar os processos de Condicionamento e Comissionamento de dutos flexíveis desde a etapa de fabricação até a sua instalação em campo. Para isso, estudou-se as características gerais e aplicações dos dutos flexíveis, suas configurações (riser, flowline ou jumper), os tipos (bonded, unbonded), materiais mais utilizados e procedimentos de fabricação e instalação.

A partir do estudo geral das características e requisitos de fabricação e instalação, foi possível definir os procedimentos de Condicionamento e Comissionamento desde a fabricação até a montagem em campo dos dutos flexíveis.

(12)

2 CARACTERÍSTICAS E APLICAÇÕES DE DUTOS FLEXÍVEIS

O sistema de dutos flexíveis é parte importante para o desenvolvimento global do campo de petróleo, podendo influenciar ou ser influenciado pelo projeto e especificação de outros componentes. Aspectos da estratégia de desenvolvimento que podem influenciar o sistema de dutos flexíveis incluem a distribuição de campo (modelo versus poços satélites) e tipo de unidade de produção (plataforma, navio, incluindo a localização do turred, semisubmersível, etc). Dois aspectos devem ser abordados: o sistema de dutos flexíveis e os dutos flexíveis dentro desse sistema. Os parâmetros relevantes precisam ser considerados, bem como as interações entre o projeto do duto e o projeto do sistema. Para definir com precisão todos os parâmetros relevantes, a interação entre o comprador e o fabricante é fundamental na fase inicial do projeto.

Esses dutos são aplicados de três formas distintas: risers, flowlines ou jumpers. O projeto de um duto flexível deve ter como objetivo atender aos seguintes requisitos [3]:

• Grande resistência à tração;

• Uma rigidez à flexão relativamente pequena, viabilizando o bobinamento;

• Capacidade de resistir e ter seu peso suportado durante o seu lançamento;

• Capacidade de acomodar movimentos naturais ao lançamento, ao serviço e à desmobilização, assim como a capacidade de respondê-los amortecendo suficientemente as vibrações;

• No caso do duto flexível, resistência à pressão interna e a possíveis esforços decorrentes da sua despressurização rápida.

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Figura 1 - Arranjo submarino típico de exploração

3.1 Flowlines

São denominados flowlines os dutos que, depois de instalados, ficam apoiados no fundo e, portanto não sofrem solicitações cíclicas, além de possuírem um comportamento considerado basicamente estático. Essas linhas flexíveis (flowines), responsáveis pela ligação entre o poço e o manifold ou plataforma.

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3.2 Jumpers

É chamada de jumper a configuração de um riser flexível de pequeno comprimento que forma uma catenária suspensa, como por exemplo a interligação da árvore de natal ao manifold.

3.3 Configuração dos Risers

As aplicações dinâmicas de linhas flexíveis geralmente acontecem quando estas interligam pontos entre unidades de produção e equipamentos submarinos. Movimentos relativos entre esses pontos ocorrem devido a forças que são representadas por carregamentos oriundos de condições ambientais, tais como ventos, correntes marinhas e irregularidades no fundo. Essas solicitações são transmitidas às linhas dificultando a operação em águas profundas. Para a solução desses problemas ou a diminuição dos efeitos causados por essas forças, são utilizadas configurações de risers específicas. Configurações em catenária são assumidas em diversos cenários. A configuração mais simples e barata é a catenária livre (free hanging), mas que pode gerar grandes problemas devido aos esforços nas conecção com à unidade de produção. Com o intuito de reduzir estes esforços são colocados flutuadores ou bóias nas seções intermediárias do riser. Desta forma, o empuxo provocado por esses elementos alivia o peso suportado pelo sistema flutuante, e quando sob solicitações laterais, contribui com movimentos restauradores.

As Figuras 2, 3 e 4 mostram o uso dos conectores, dos flutuadores, e as configurações do dutos flexíveis, respectivamente.

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Figura 2 - Conexões dos rises

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Figura 4 - Configurações dos dutos flexíveis

3.4 Estrutura do Duto Flexível

Os dutos flexíveis levam uma grande vantagem sobre os dutos rígidos quando comparados dinamicamente. O duto flexível possui camadas metálicas e camadas plásticas sobrepostas. Estas por sua vez, movimentam-se relativamente de acordo com o esforço aplicado à linha. Tal fato possibilita que o flexível possa atingir grandes curvaturas, quando comparado aos dutos rígidos. Os dutos flexíveis podem ser classificados de acordo com seu processo construtivo, de acordo com sua camada interna ou ainda de acordo com a presença de H2S.

3.4.1 Classificação de acordo com o processo construtivo

• Bonded ou vulcanizados (camadas aderentes) – possuem camadas coladas umas nas outras como num processo de vulcanização. Isso faz com que as camadas atuem de maneira uniforme, ou seja, como uma única camada. A Figura 5 mostra uma estrutura bonded;

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Figura 5 - Duto flexível como estrutura bonded

• Unbonded ou independentes (camadas não aderentes) – possuem suas camadas em contato com as adjacentes de tal forma que o movimento relativo entre as mesmas seja permitido, conforme Figura 6.

Figura 6 - Duto flexível como estrutura unbonded

3.4.2 Classificação de acordo com a camada interna do duto

Os dutos flexíveis são estruturas constituídas de camadas cilíndricas poliméricas e camadas metálicas dispostas em helicóides, cada uma com características geométricas e físicas específicas. As camadas poliméricas têm

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função de vedação, ou seja, mantêm o fluido em seu interior, e podem auxiliar no isolamento térmico e na redução de fricção. As camadas helicoidais metálicas, também denominadas de armaduras, representam as principais características estruturais. Essas armaduras helicoidais consistem em arames ou tiras metálicas enroladas helicoidalmente sobre um núcleo polimérico.

Para o projeto um duto flexível, deve-se levar em conta diversos fatores. Primeiramente é necessário ter conhecimento de qual aplicação terá este flexível (exportação de petróleo, gás lift, produção, etc.), qual será o seu diâmetro interno, qual a profundidade do poço e a vida útil que a linha deverá ter [3]. Leva-se em consideração ainda os tipos de fluidos que serão transportados, qual sua pressão e temperatura, sua composição molar, teor de H2S, pressão de CO2, densidade do fluido, dentre outros.

As condições ambientais em que os dutos flexíveis estarão sujeitos, principalmente referente às velocidades das correntes marítimas em função da profundidade do duto também devem ser observadas no projeto de duto. De acordo com a aplicação do duto flexível, podemos dividi-los em dois grupos: os Smooth Bore e os Rough Bore.

3.4.2.1 Estruturas Smooth Bore

Um duto flexível do tipo Smooth Bore possui um duto termoplástico interno. Este tipo de duto é usado para transportar produtos líquidos que não apresentam gases em sua composição (água, produtos químicos, óleo, etc). As Figuras 7 e 8 mostram uma estrutura Smooth Bore [6].

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Figura 7 - Estrutura Smooth Bore

Figura 8 – Estrutura Smooth Bore

Um típico Smooth Bore é composto pelas seguintes camadas:

a. Camada termoplástica interna (camada de pressão) – Esta camada é manufaturada numa máquina extrusora e tem a função de não permitir vazamentos. Na sua confecção é utilizado polietileno de média densidade (PE);

b. Camada Zeta – As funções básicas dessa camada são de resistir ao efeito radial da pressão interna, à carga radial externa devido à pressão hidrostática e ao encolhimento das camadas superiores de armagem. Este espiralado é manufaturado

(20)

enrolando uma fita de aço com perfil em forma de Z encobrindo a camada termoplástica interna, isso permite um melhor intertravamento das espirais adjacentes, formando um suporte uniforme, reduzindo assim os espaços entre as espirais. Os materiais utilizados são aços carbonos de baixa e média concentração de carbono como o FM 15 e FM 35. A Figura 9 mostra o detalhe da camada Zeta em corte;

Figura 9 – Camada Zeta

c. Camada termoplástica intermediária – Reduz a fricção entre as camadas de aço, atua como isolante térmico e oferece resistência ao colapso do duto flexível. Essa camada é desnecessária quando tratamos de um duto Flowline, visto que neste caso o duto fica na horizontal com ação dinâmica insignificante;

d. Dupla camada de armagem – São duas camadas de fios chatos entrelaçados de forma helicoidal e enrolados em sentido contrário com a função de resistir às cargas internas e externas; A matéria-prima utilizada para sua confecção são fios chatos de aço carbono como: FM 15, FM 35 e FM 72;

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capa externa contribui na redução do atrito entre essas duas camadas. A Figura 10 mostra o duto após a ocorrência deste fenômeno;

Figura 10 - Efeito Gaiola de Passarinho

f. Camada termoplástica externa – Possui a função de atuar como isolante térmico, proporcionar estanqueidade ao duto (em relação à água do mar) e proteger o duto de radiações solares.

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3.4.2.2 Estrutura Rough Bore

Sua principal característica é que ele internamente possui uma camada intertravada, denominada carcaça, produzida numa máquina de espiralamento.

Este tipo de flexível é utilizado para o transporte de produtos bifásicos ou gases.

Apesar de ser a primeira camada do duto, a carcaça não possui nenhuma função de vedação. Sua principal função é proporcionar suporte à camada termoplástica com a finalidade de resistir ao colapso devido à difusão do gás e à pressão hidrostática externa. A Figura 11 mostra uma estrutura típica de um duto Rough Bore.

Figura 11 – Estrutura Rough Bore

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estrutura Rough Bore.

Figura 13 - Fabricação da carcaça estrutura Rough Bore

As outras camadas são idênticas ao Smooth Bore e possuem as mesmas funções. Existe também a camada de isolamento que é produzida com material de baixa condutividade térmica e tem a finalidade de fornecer isolamento térmico ao duto flexível.

A camada de pressão é responsável pela estanqueidade o duto, deve-se então realizar uma criteriosa deve-seleção dos materiais a deve-serem utilizados na fabricação da mesma. Os materiais mais utilizados são:

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a) HDPE (Polietileno de alta densidade) • para transporte de água ou óleo/gás;

• baixa temperatura, até 60º para óleo e até 65º para água; • possui limitações de pressão para óleo e gás.

b) Crossflex (Polietileno reticulado)

• para transporte água ou óleo/gás;

• Admite temperaturas mais altas (até 65°C à 90°C) dependendo da pressão.

c) Rilsan (Poliamida 11)

• para transporte água ou óleo/gás;

• Aceita temperaturas mais altas para o óleo e gás (até 93° para 20 anos) dependendo do %H2O e pH.

d) Coflon (PVDF - Polyvinylidene Fluoride) • para transporte água ou óleo/gás;

• O material mais resistente. Altas temperaturas e pressões (até 130°C e 1000 bar).

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Figura 14 - Máquina de espiralamento

4.2 Preparação da máquina para fabricação

Antes de começar a fabricar a carcaça, a máquina de espiralamento precisa ser preparada para tal processo. Nessa fase preparatória, alguns sistemas são acionados independentemente para que seja possível obter uma regulagem satisfatória da máquina a fim de produzir a carcaça. As etapas de preparação são:

a) Regulagem do perfil – Na primeira etapa da preparação da máquina, o trem de perfilagem é configurado de modo a conseguir perfilar uma fita com um determinado perfil, para cada tipo de fita existe um perfil diferente. Nessa etapa, somente o trem de perfilagem é acionado e após a passagem da fita, uma

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amostra é retirada e comparada com uma projeção teórica do perfil, denominada gabarito, para que seja analisado se a configuração do trem de perfilagem consegue perfilar a fita de acordo com a necessidade do projeto da carcaça. A Figura 15 mostra o perfil de uma carcaça para análise;

Figura 15 – Processo de perfilagem

b) Ajuste do diâmetro – A próxima etapa consiste em ajustar o diâmetro da carcaça. Nessa etapa o trem de perfilagem e a espiraladora devem ser acionadas juntas para que se consiga ajustar a relação de velocidades entre elas. Após a espiraladora dar um giro completo, o trem de perfilagem deve ter liberado um comprimento de fita igual ao perímetro da circunferência do duto, caso contrário a espiraladora e a velocidade que a fita é liberada para o trem de perfilagem devem ser reconfigurados;

c) Regulagem do passo de fabricação – Depois da regulagem do perfil e do ajuste do diâmetro, é necessária a regulagem do passo de fabricação. Uma amostra de carcaça produzida anteriormente é inserida no puxador em sentido contrário ao da fabricação a fim de auxiliar na produção, então o puxador, sistema trator, responsável por puxar o duto flexível através da linha de fabricação e a espiraladora são acionados e a relação de velocidades entre elas é configurada de modo a atingir o passo de fabricação desejado;

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4.3 Obtenção do passo de fabricação

O ponto crítico da fabricação da carcaça é a obtenção do passo de fabricação que deve ficar entre um valor mínimo e máximo para que atenda as exigências previamente estabelecidas no projeto do duto flexível.

Nessas máquinas, o processo ocorre da seguinte forma: uma amostra é produzida e comparada com o perfil teórico. Seus comprimentos são medidos e devem estar dentro da tolerância permitida. Sendo aprovada nessa etapa, a distância entre vinte espiras consecutivas é medida e esse valor deve estar dentro de uma faixa de valores pré-determinados.

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5 CONDICIONAMENTO E COMISSINAMENTO NO PROCESSO DE FABRICAÇÃO

Os materiais utilizados na fabricação dos dutos são acondicionados em ambientes cobertos, para não ficarem expostos ao tempo.

Durante a fabricação de cada camada são realizadas as inspeções, sendo que nas camadas metálicas a inspeção é visual e nas camadas plásticas a inspeção é feita por ultrasson, com o objetivo de verificar a regularidade da espessura ao longo do duto.

Após a fabricação do duto, são realizados o teste dimensional e o teste hidrostático que tem o objetivo de avaliar a estanqueidade do mesmo, sendo utilizada a água como fluido a uma pressão de 1,5 vezes a pressão máxima de projeto [7].

Após aprovação do duto nesses testes, o mesmo é acondicionado em bobinas ou carréteis, respeitando o raio de curvatura mínimo de projeto e em seguida é armazenado em pátios de estocagem conforme mostram as Figuras 16,17 e 18 respectivamente.

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Figura 17 - Duto acondicionado em carretel

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6 CONDICIONAMENTO E COMISSIONAMENTO DURANTE A MANIPULAÇÃO E TRANSPORTE

6.1 Manipulação

Algumas precauções devem ser tomadas durante a manipulação e transporte de dutos flexíveis para prevenir ocorrência de possíveis danos, como [1]:

• Todos os dutos flexíveis devem ser acondicionados e manipulados de acordo com os itens requeridos na seção 10.2 da API 17J/17K;

• Quando os dutos flexíveis são transferidos de bobina para bobina precauções devem ser tomadas para evitar que o arraste deles no piso não cause nenhum dano, assim como evitar choques nas quinas dos equipamentos de manipulação, evitar também torques/flexão que são inaceitáveis acima do valor limite;

• O duto flexível deve ser seguramente preso à sua bobina de suporte e as pontas do duto devem ser tamponadas de forma a preservar suas camadas adjacentes evitando deformações e movimentos relativos;

• A manipulação dos dutos flexíveis tanto onshore quanto offshore são feitas através de equipamentos de içamento.

Todos os equipamentos de manipulação devem ter como base as melhores práticas de trabalho, como [1]:

a) Estar de acordo com as normas e padrões nacionais e internacionais aplicando todos os requerimentos de certificações necessários;

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assim uma melhor infra-estrutura de armazenamento e facilidade de transporte dos dutos até a embarcação de transporte e/ou instalação. Devido às dimensões dos carretéis, eles necessitam de grande espaço para estocagem e de equipamentos especiais para serem transportados. A TECHINIP, por exemplo,está instalada nas proximidades do Porto de Vitória, o que facilita na logística de transporte de seus dutos flexíveis [7]. No pátio, os carretéis são transportados por máquinas denominadas “jumbo”, conforme Figura 19, e utiliza-se também um equipamento denominado Cábrea, conforme Figuras 20 e 21, para fazer o transporte desses carretéis do pátio de estocagem até a embarcação que será responsável por transportar os dutos até o local de sua instalação.

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Figura 19 - Jumbo

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Figura 21 – Cábria transferindo a bobina para a embarcação

De maneira geral, deve ser realizado o procedimento de recebimento qualitativo visando garantir que os dutos foram adquiridos conforme especificado.

Durante cada manipulação para o transporte, devem ser realizadas inspeções para verificação da integridade, com emissão de certificado de aceitação de todas as partes envolvidas [2].

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7 PROCEDIMENTOS DE INSTALAÇÃO DE DUTOS FLEXÍVEIS

O procedimento de instalação utilizado para cada duto flexível depende da configuração do sistema e das particularidades dos componentes que o compõe. Há dois métodos de instalação de dutos, o vertical, conforme Figuras 22 e 23 e o horizontal, conforme mostra a Figura 24.

(35)

Figura 23 – Embarcação e detalhe do equipamento utilizado na instalação vertical

(36)

Na determinação da estratégia de instalação a ser utilizada, alguns dos pontos que precisam ser abordados e que podem influenciar no planejamento são [1]:

• pré-instalação de tirantes antes de conectar;

• número e tamanho dos componentes auxiliares, incluindo a flutuação, a ser instalada;

• tipo de bases, se for o caso, para ser utilizado e sistema de ancoragem (gravidade, pilha, ou sucção)

• tensão na linha;

• conexões entre dutos ou entre dutos e equipamentos; • máxima condições ambientais;

• interfaces com a instalação de outros sistemas, como amarras ou ancoragem;

• utilização ou não de mergulhador;

• Requisitos de instalação do navio, incluindo a quantidade, tamanho e custos com mobilização/desmobilização;

• instalação de linhas múltiplas;

• interferência da manipulação dos equipamentos que estão no deck da embarcação em relação aqueles que serão instalados no leito marinho; • necessidade de operações com ROV.

(37)
(38)

7.2 Procedimento de instalação de um J-tube

Um exemplo de instalação de um duto flexível através de um J-tube é mostrado na Figura 16, e ocorre da seguinte forma:

a) O navio de instalação aproxima-se da plataforma;

b) O cabo guia é transferido da plataforma para o navio de instalação;

c) O cabo guia é conectado à extremidade do duto flexível, iniciando assim a operação de instalação;

d) Ao final o duto alcança a plataforma sendo conectado à mesma.

(39)
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7.3.1 Configuração Lazy-S

A configuração lazy-s é caracterizada por um elemento de flutuação concentrada (uma bóia) em uma posição intermediária da linha, onde uma catenária suspensa parte do navio e é conectada à bóia. Por sua vez, da bóia parte uma catenária simples que se estende até o fundo do mar.

(41)
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7.3.3 Configuração Lazy-wave

A configuração lazy-wave é obtida com a utilização de elementos de flutuação (flutuadores) distribuídos em um trecho central, o que faz com que após o equilíbrio estático inicial, o sistema assuma uma forma “ondulada”, e a seção inferior permaneça apoiada em catenária no fundo do mar.

(43)
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7.3.5 Configuração Catenária livre

A configuração em catenária simples ou free hanging é basicamente uma catenária livre, apoiada no fundo do mar. Esta pode ser considerada a configuração mais interessante devido à simplicidade de sua forma. Isso se deve a baixa utilização de componentes redutores de esforços, o que possibilita que esta configuração tenha um baixo custo de material e instalação.

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• espaço disponível para as operações, pois se um grande número de risers for conectado à torre poderá não haver espaço suficiente para o mergulhador;

• custos operacionais; • condições ambientais;

• confiabilidade dos equipamentos (riscos técnicos);

• requisitos de programação, como por exemplo, as operações sem mergulhador podem ser muito mais rápidas.

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9 COMISSIONAMENTO APÓS A INSTALAÇÃO DO DUTO FLEXÍVEL

9.1.1 Introdução

Este processo envolve os testes e monitoramento de dutos flexíveis após a conclusão da instalação, dos quais o riser, flowline e o jumper são partes integrantes. Se o ocorrer algum dano na estrutura do duto flexível durante o período de teste, o dano deve ser reparado e o procedimento de comissionamento deve ser reiniciado. A decisão se o duto é reparável deve ser analisada em consulta com o fabricante.

9.1.2 Inspeção e limpeza do duto

A inspeção e limpeza dos dutos são realizadas através do equipamento denominado PIG-Pipeline Inspecction Gauge.

Se no comissionamento for necessária a limpeza do duto flexível, pigs providos de escovas metálicas não devem ser utilizadas em dutos Smooth Bore, pois esses não possuem a camada metálica interna. Em dutos Rough Bore, pigs com escovas metálicas podem ser utilizados, conforme Figura 32, desde que os materiais da escova sejam compatíveis com o da carcaça, de modo a não danificá-la.

Figura 32 - Pig de limpeza com escovas metálicas

Pigs instrumentados são utilizados para verificação do diâmetro dos dutos conforme descrito na API 17J/17K, seção 9.2.1.2. Além de verificação

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Figura 33 - Pig instrumentado

PIG espuma deve ser utilizado para dutos Smooth Bore, sempre que possível, mas outros tipos de PIGS podem ser utilizados sob recomendação do fabricante de dutos flexíveis. A Figura 34 mostra um exemplo de pig espuma.

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Deve-se ressaltar que o teste de inspeção deve ser realizado antes do teste hidrostático.

9.1.3 Teste de pressão hidrostática

O teste hidrostático pode ser realizado separadamente no duto flexível ou no sistema se o duto flexível é parte do mesmo. O sistema de tubulação inclui conectores, árvores, conjuntos de válvulas, acoplamentos, selos, etc. Todos os componentes do sistema devem ser analisados como sendo capazes de suportar a pressão máxima de ensaio [1]. O procedimento de ensaio de instalação deverá estar em conformidade com os requisitos das especificações API 17J/17K, seção 9,3 (teste de pressão hidrostática).

O teste hidrostático deve seguir as seguintes recomendações:

a) Se o duto flexível for instalado sem o aparecimento de qualquer inconformidade, então só será necessário realizar um teste de estanqueidade, sem que um teste de integridade estrutural seja realizado. Nesse caso a pressão de ensaio recomendada é 1,1 vezes a pressão de projeto.

b) O teste de integridade estrutural pode ser exigido se a tubulação for danificada, reparada, recuperada e re-instalada, ou quaisquer outras ocorrências que podem ser considerados relevantes. A pressão de ensaio recomendada para o teste de integridade estrutural é de 1,25 vezes a pressão de projeto. c) Salvo recomendado, o período para realizar o teste deve ser de

24h.

d) Pressões admissíveis especificada no projeto do duto, para o caso de carga de pressão de ensaio, incluindo cargas de pressão máxima, que será entre 1,04 e 1,1 vezes a tensão nominal (conforme seção 11.5.3.3 da API 17B), cargas úteis (incluindo peso e capacidade de sustentação da linha,

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• taxas de pressurização e despressurização; • critérios de estabilização;

• detalhes de isolamento de pressão; • avaliação do ar aprisionado;

• perda de carga admissível não identificáveis; • método de cálculo de variação de pressão; • detalhes de inspeção visual;

• dados dos detalhes de gravação; • exigências de controle de terceiros; • critérios de aceitação.

O teste de pressão hidrostática compreende as seguintes atividades principais [1]:

• teste de instrumentação e conexões; • pressurização da linha;

• período de estabilização; • período de espera; • despressurização.

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9.1.3.1 Teste de instrumentação e conexões

Um teste de pressão deve ser realizado no equipamento de teste e conexões a uma pressão não inferior a 104 por cento da pressão nominal de teste do duto flexível. A duração do teste deve ser de meia hora [1].

9.1.3.2 Pressurização

A pressurização do duto deve ser efetuada a uma velocidade controlada e estável especificada pelo fabricante. Uma taxa muito alta pode levar a períodos de estabilização elevados. A taxa máxima normalmente é de 18 MPa / hora. A pressão deve ser aumentada para um valor não superior a 110 por cento da pressão nominal de teste. (Alguns fabricantes especificam fatores entre 104 por cento e 110 por cento da pressão de ensaio nominal; qualquer valor dentro desse intervalo é adequado, desde que seja documentada e utilizada de forma consistente durante todo o projeto e teste de atividades). O volume de ar não deve exceder 0,5 por cento para os dutos Smooth Bore e de 1,0 por cento para dutos Rough Bore [1].

9.1.3.3 Estabilização

O período de estabilização deve durar 10 horas após o fim da pressurização. Este período pode ser prorrogado caso ocorram quedas de pressão significativas após as primeiras 10 horas, devido principalmente ao processo de estabilização ou estabilização térmica no duto flexível. O período também poderá ser reduzido se a linha estiver estabilizada. A estabilização é definida como uma mudança de pressão durante uma hora menor que 1 por cento da pressão de teste. Durante a estabilização, a curva de pressão deve ser registrada e a temperatura do líquido de ensaio deve ser mantida. O intervalo de medições para registro de pressão é a cada meia hora e para leituras de temperatura a cada duas horas [1].

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pressão máxima durante o período de espera não deve ultrapassar 4 por cento da pressão nominal de teste.

Para um teste de estanqueidade, o período de espera pode ser reduzido para 6 horas se todos os dutos flexíveis, incluindo os acessórios, puderem ser inspecionados visualmente para detecção de fugas durante o ensaio.

Uma vez que o teste for iniciado, em caso de queda de pressão abaixo da pressão de ensaio, a linha deve ser repressurizada. Nesse caso, o período de espera é considerado como inicial a partir deste ponto [1].

9.1.3.5 Despressurização

Assim como a pressurização, a despressurização da tubulação deve ser feita a um ritmo constante e controlada. A taxa de despressurização máxima deve ser definida pelo fabricante. Falhas nos dutos podem ser causadas por despressurização em uma taxa elevada. Normalmente a taxa máxima é de 108 MPa / hora [1].

9.1.3.6 Critérios qualitativos de aceitação

Os critérios de aceitação mínimos são recomendados a seguir [1]: • a pressão de ensaio deverá ser mantida durante o período

especificado;

• o duto não poderá apresentar nenhuma alteração em sua forma enquanto submetido ao teste;

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• a tubulação não deve vazar.

Se a perda de pressão for excessiva, embora todos os componentes do sistema de tubulação devam ser avaliados, a maior probabilidade é que o vazamento seja em válvulas, conexões selos, etc, ao invés do próprio duto.

9.1.3.7 Equipamentos de medição

Os equipamentos de medição são usados para testes de pressão e devem ser calibrados pelo menos a cada 6 meses. Estes equipamentos devem ser bem conservados e utilizados apenas para a finalidade para a qual cada um foi projetado e pretendido [1]. Os equipamentos utilizados devem ser listados com todos os detalhes relevantes na documentação de teste devendo ser calibrados dentro dos níveis de precisão conforme descrito na Seção 11.5.3.8 da API 17B.

9.1.3.8 Registro de teste

Recomenda-se que sejam efetuados os seguintes registros do teste [1]:

• Data e hora;

• Local, condição e detalhes do teste; • Pessoal responsável pelo teste;

• Detalhe do meio de enchimento, como temperatura, pressão etc; • Detalhes de certificação de todos os equipamentos;

• Gráficos de pressão mostrando os registros contínuos de pressão;

• Leituras de pressão periódicas a cada 30 minutos para teste hidrostático;

• Leitura de temperatura ambiente periódica a cada 30 minutos para teste hidrostático;

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9.1.3.9 Secagem dos dutos

Em alguns casos a secagem dos dutos, pode ter exigências rigorosas sobre a quantidade de água que pode ser deixado em um duto flexível após o teste de pressão hidrostática.

Um exemplo disso é a exploração de gás, que têm exigências rigorosas sobre a porcentagem de umidade no gás. A carcaça de bloqueio constitui uma grande armadilha para a água que, posteriormente ao teste hidrostático, pode violar o valor máximo de porcentagem de umidade do gás. A secagem do duto é potencialmente uma operação de alto custo e demanda muito tempo no caminho crítico do procedimento de instalação [1].

9.1.4 Start-Up, Teste de Performance e Operação Assistida

O start-up ou testes a quente, consiste no conjunto de procedimentos para colocar em operação os equipamentos de um sistema e/ou subsistema de uma planta de produção.

Após a aprovação do sistema de dutos, o mesmo está apto a entrar em operação. Estando os outros sistemas adjacentes aptos a entrarem em operação, dá-se início ao start-up da planta seguido das etapas de teste de performance e operação assistida.

O teste de performance tem como objetivo avaliar o desempenho dos sistemas/subsistemas para verificar se os mesmos atendem os parâmetro de operação especificados em projeto, como pressão, vazão, temperatura etc.

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A operação assistida é o termo definido em contrato que estabelece o tempo e as condições que serão dadas assistência técnica no local pelo fornecedor do equipamento logo após o teste de performance de um sistema/subsistema.

9.1.5 Documentação e entrega à operação

Após cada uma dessas etapas deve ser emitida a documentação de aceitação do sistema e finaliza-se o comissionamento com a entrega do sistema à operação.

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teste dimensional e hidrostático do mesmo. Após a aprovação nos testes, os dutos deverão ser acondicionados de forma a garantir a sua integridade.

Durante as etapas de manipulação e transporte, verificou-se que os dutos devem ser manipulados de forma segura quando transferidos de bobina para bobina, a fim de evitar danos à sua estrutura, deve-se também tamponar suas extremidades para evitar danos às camadas adjacentes, bem como fixá-lo de forma correta na bobina. Todos os equipamentos utilizados na manipulação e no transporte de dutos devem ser adequados para tais atividades e apresentar boas condições de uso.

Na etapa de transporte, deve-se garantir que os dutos foram adquiridos e fornecidos conforme especificado, devendo ser realizada inspeções para verificação de integridade durante cada movimentação da carga.

Na última etapa do comissionamento, ou seja, o comissionamento do duto após instalado, deverão ser realizados os testes de inspeção e limpeza dos dutos, teste hidrostático, start-up, teste de performance e operação assistida.

Ressalta-se que durante em todas as etapas de condicionamento e comissionamento devem ser registrados todos os resultados e condições dos testes realizados.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] American Petroleum Institute. Recommended Practice for flexible pipe 17B. 3ªed. 2002. Washington D.C, EUA.

[2] American Petroleum Institute. Specification for unbonded flexible pipe 17J. 2ªed. 2000. Washington D.C, EUA.

[3] A.P.D Silva. Análise da influência da temperatura na rigidez à flexão de linhas flexíveis. 2006. Projeto de Graduação - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO.

[4] C.H.O.D. Costa, N Roitman, C Magluta, G.B Ellewager. Caracterização das Propriedades Mecânicas das Camadas de um Riser Flexível. 2003. 2º Congresso Brasileiro de P&D em Petróleo e Gás.

[5] Petrobras [on line] 2010. Disponível: http://www.petrobras.com.br/pt/ [Acesso: 22 fev.2010].

[6] R.D.O RODRIGUES. Modelo teórico da cinemática de espiralamento de carcaça metálica de dutos de petróleo 2006. Projeto de Graduação - Universidade Federal do Espírito Santo. Espírito Santo.

[7] Technip [online] 2010. Disponível:

HTTP://www.technip.com/entities/brazil/index.htm [Acesso: 02 fev.2010].

Referências

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