RELAÇÃO ENTRE A TSM E A PRECIPITAÇÃO PLUVIAL EM ÁREAS
HOMOGÊNEAS DA UNIDADE DE GERENCIAMENTO DE RECURSOS
HÍDRICOS MÉDIO PARANAPANEMA, ESTADO DE SÃO PAULO.
Rosangela Teles Alves1 & Jonas Teixeira Nery2RESUMO --- O objetivo deste trabalho foi estudar a precipitação pluvial da Unidade de
Gerenciamento de Recursos Hídricos Médio Paranapanema (UGRHI-17). A base de dados para esse estudo foi obtida no site da Agencia Nacional de Água e o período escolhido foi 1974 a 2003. Foram calculados as médias: mensal, anual, decadal e dias com chuvas, bem como a variabilidade interanual. Também, determinou-se as regiões homogêneas, através da análise multivariada, com distância euclidiana e método de Ward. Aplicou-se correlação linear entre a precipitação pluvial e o índice de anomalia do Oceano Pacífico Equatorial. Este índice foi adotado para o setor El Niño (1+2). Com base nessas áreas homogêneas calculou-se a correlação linear, tendo por base o índice de precipitação e o índice do Pacífico.
Obteve-se dentro das quatro áreas homogêneas correlação linear significativa, para um nível de significância de 5%. Mesmo que significativa à associação entre a chuva na área de estudo e as anomalias do oceano Pacífico Equatorial explicam parcialmente a dinâmica climática que origina precipitação pluvial nessa Unidade.
ABSTRACT --- The purpose of this paper is to study the rainfall of the Unidade de Gerenciamento
de Recursos Hídricos do Médio Paranapanema (UGRHI-17). The dataset was obtained in the site of the Agência Nacional de Água. The period comprise 1974 to 2003. The averages were calculated: monthly, annual, decadal and days with rains, as well as the interannual variability. Also, it determined the homogeneous regions, through the multivaried analysis, with euclidiana distance and Ward method. Linear correlation was applied between the rainfall and the anomaly of the Equatorial Pacific Ocean index. This rate was adopted for the sector El Niño (1 2). On basis of these homogeneous areas the linear correlation was calculated, taking as a base the precipitation index and the Equatorial Pacific Ocean index. Linear significant correlation was obtained inside four homogeneous areas, for a level of signification of 5%. Even significant what to the association between the rain in the area of study and the anomalies of the Equatorial Pacific Ocean explain partially the dynamic climatic one that gives rise to pluvial haste in this Unity.
Palavras-chaves: El Niño – precipitação pluvial – variabilidade.
1
Alunas da UNESP-Ourinhos/SP, Rua: Serra da Mantiqueira, 147 apto. 03, 13026-540 Campinas/SP. Bolsista da FAPESP, Grupo CLIMA/CNPq E-mail [email protected].
INTRODUÇÃO
As bacias hidrográficas localizadas no Estado de São Paulo pertencem a região da bacia do Paraná ou a região hidrográfica do Atlântico-Sudeste, compartilhando com os Estado do Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e o Distrito Federal. Divisão esta adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Agência Nacional de Águas (ANA). A Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Médio Paranapanema (UGRHI-17), está localizada na região Sudoeste do Estado de São Paulo e na região Sudeste do Brasil. Possui uma área de 16.749Km2. A contribuição da Unidade em termos de vazão média de longo período relativamente ä sua porção estadual 155m3/s e 596m3/s de escoamento total estimado para os cursos d’água estaduais e interestaduais.
A irrigação é o principal agente da demanda de recursos hídricos na Unidade, perfazendo uma porcentagem de 63,8%. Logo a seguir tem-se as indústrias que utilizam 25,0% e urbana 9,61%.
Os principais produtos agrícolas uso da terra são: cana-de-açúcar, soja e milho. As principais atividades industriais agroindústrias: usinas de cana e derivados e da produção animal como curtumes e frigoríficos.
Segundo o Relatório Zero o volume das chuvas no Estado de São Paulo é 1.376mm/ano, a priori esse volume é satisfatório, mas ao longo do ano ela não ocorre uniformemente, devido a isso há a necessidade de irrigação, pois as chuvas se concentram no período de outubro a março, época em que o agricultor paulista depende das chuvas para o desenvolvimento de culturas anuais. Quando ocorrem os veranicos intensos, há quebra de safras, trazendo grandes prejuízos, com isto justifica-se a necessidade do uso da irrigação que garanta uma boa safra. Já os períodos de seca que vão de junho a agosto, somente os produtores que tiverem maior infra-estrutura de irrigação obtém boa produção de culturas fora de época.
Segundo a classificação de Köppen o tipo climático da região de estudo é Cwa, sendo: C mesotérmico – clima temperado quente; w chuvas no verão e seca no inverno; a temperatura média do mês mais quente é superior a 22 ºC Vianello e Alves (2000).
As informações sobre o número de dias com pricipitação pluvial, são importantes, tanto para o planejamento agrícola em curto prazo (práticas agronômicas cuja umidade do solo e/ou ar são condicionantes) quanto em longo prazo (definições das regiões e épocas mais adequadas para a semeadura de culturas), Nery (2002).
O El Niño é um fenômeno atmosférico-oceânico caracterizado por um aquecimento anormal das águas superficiais no oceano Pacífico Equatorial Central e Oriental, podendo afetar o clima regional e global, mudando os padrões de vento em nível mundial. Afeta, desta forma, os regimes de chuva em regiões tropicais e de latitudes médias. O fenômeno La Niña representa um fenômeno
oceânico-atmosférico com características opostas ao El Niño, caracterizando-se por um resfriamento anômalo nas águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial Central e Oriental. Os ventos sopram de leste para oeste o que permite que as águas superficiais do oceano Pacífico sejam empurradas (das Américas para a Indonésia), suscitando o evento La Niña, Oliveira (2008).
No clima brasileiro, a presença de aerossóis em latitudes baixas inicia eventos ENOS, aumenta a subsidência, resfria e estabiliza a baixa troposfera sobre a Amazônia, reduzindo aí a precipitação. Por outro lado, a presença de aerossóis em latitudes baixas provoca La Niña, baixam a pressão na atmosfera e aumenta a precipitação Nery (1995).
Os eventos El Niño e La Niña possuem interferência direta na precipitação pluvial de todo o território nacional, sendo um fenômeno importante para estudos de áreas onde o homem atua, exercendo atividades agrícolas, dentre outros.
O El Niño de 1982/83, um dos mais fortes deste século, deixou um saldo (baseado só em dados que se têm registro) de mais de 30 mil desabrigados, 2.000 mortes pela fome ou enchentes, mais prejuízos econômicos que ultrapassaram US$ 8 bilhões Souza (2005).
Baldo et al., (2000) analisaram através de dados obtidos pela ANEEL (Agência Nacional de Energiao Elétrica) para um período de 1950 a 1997 variabilidade anual e interanual de precipitação pluvial para o Estado de Santa Catarina. O índice padronizado de precipitação foi correlacionado com a anomalia da TSM do Pacífico. Os cáculos foram efetuados para todo o Estado de Santa Catarina e concluíram que a Oscilação Sul está relacionada a anomalia da precipitação pluvial no Estado, especialmente durante os período do El Niño. Os períodos quentes, das águas do oceano Pacífico, (El Niño) que estão associados com anomalias positivas de precipitação pluvial mensal, são mais marcados no inverno e início da primavera.
Cunha et al., (2001) avaliaram o impacto das fases do fenômenos ENOS no rendimento de grãos da cultura de cevada no Brasil. Os dados foram registros históricos de rendimento da cevada, no período de 1938 a 1998. Foram estudados quanto à sua variabilidade em relação as fases do fenîmeno El Niño – Oscilação Sul e El Niño e La Niña e anos neutros. Os dados de rendimento médio anual de cevada (kg/ha) foram agregados por estados. Eles chegaram à conclusão que o fenômeno El Niño influencia no país e, na maioria das vezes, causa impactos positivos nos anos de La Niña e impactos negativos nos anos de El Niño, particularmente na região sul do país.
METODOLOGIA
Os dados utilizados neste trabalho foram obtidos através da Agência Nacional de Águas (ANA). Foram analisados, aproximadamente, 87 estações com séries temporais e espaciais de precipitação pluvial. O critério utilizado para selecionar as séries pluviais foi baseado na temporalidade das mesmas, ou seja, as séries necessariamente deveriam ter mais 30 anos, com o
mínimo de dados faltantes.
Para o estudo espacial e temporal da precipitação pluvial, o período de análise foi de 1974 a 2003, totalizando 42 postos pluviométricos das 87 estações analisadas, identificados na Tabela 2.
A Figura 1 mostra a área de estudo e a localização de cada estação selecionada dentro da UGRHI - 17. -53 -52 -51 -50 -49 -48 -47 -46 -45 -25 -24 -23 -22 -21 -20 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 39 38 40 41 42 -51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5
FIGURA 1 – Mapa do Estado de São Paulo com a localização da UGRHI-17 e as estações localizadas.
O critério utilizado para a escolha desses postos foi à representação espacial. A análise espacial é importante, considerando que a área de estudo, encontra-se em uma região de transição do clima subtropical para o clima tropical.
Para representar as isoietas foi utilizado o software Surfer versão 8.0. Este programa possibilita traçar as isolinhas e ajustá-la, através de diferentes métodos de interpolação. O método escolhida para interpolar as isolinhas deste trabalho, foi o método de Krigem. O Surfer utiliza o método reticulado para realizar a interpolação de dados, essa interpolação considera todos os pontos da área, permite interpolar o valor da função em qualquer ponto dentro do domínio dos dados originais, com os quais irá gerar valores para a construção das isolinhas. O método de Krigem, portanto possibilita a melhor representação da continuidade dos fenômenos geográficos e mais especificamente da chuva, permitindo desta forma uma melhor espacialização dos regimes pluviométricos predominantes na área de estudo, em diferentes escalas de análise.
Sabe-se que a análise estatística é fundamental para estudar a precipitação pluvial, tendo em vista que essa grandeza meteorológica varia de ano para ano. Foi aplicada Estatística Descritiva para todos os postos, utilizando-se os seguintes parâmetros estatísticos: média, desvio padrão, coeficiente de variação, máximo, mínimo, amplitude, quartil inferior, quartil superior, amplitude interquartil. Estes cálculos foram feitos para dados mensais e anuais.
X s CV = (1) min max V V A= − (2)
n x X =
(3)
Também se calculou anomalias e índice de irregularidade meteorológica (IIM): X X Anom= i − (4) min max P P IIM = (5)
O IIM mede a irregularidade da chuva em uma determinada área, assim como a Anom ,
possibilita determinar a variação de um elemento meteorológico em relação ao seu valor climatológico.
Para os períodos decadais utilizou-se a distribuição t de Student para análise das amostras índice da precipitação pluvial (IPP) e o índice SST – 2007 - El Niño (1+2),
2 2 1 2 ) ( a cal S n x x t = − 2 2 2 2 1 2 S S Sa = +
t
cal>
t
tab (6)Outra fórmula também utilizada foi 2 . 1− 2 − = n r r tcal GL= n−2 (7)
Calculou-se valores decadais, dividindo-se as séries em três períodos de 10 anos. A partir das tabelas de estatísticas descritivas, fez-se a análise dos valores médios para cada década, conforme as equações a seguir. Através desses cálculos dos valores de t pode-se comparar com os valores de cal
tab
t . Quando os valores de t forem maiores do que os valores do cal t , aceita-se a hipótese tab H , ou o seja, consideram-se que as médias das décadas comparadas são iguais.
TABELA 1 – Períodos de influência do fenômeno ENOS.
Evento ENOS Períodos
El Niño Jan/1972 a fev/1973 El Niño Jul/1982 a dez/1983 El Niño Out/1986 a dez/1987 El Niño Mar/1997 out/1998 La Niña Mar/1970 a dez/1971 La Niña Abr/1973 a fev/1974 La Niña Out/1974 a jan/1976 La Niña Jan a dez/1985 La Niña Abr/1999 jan/2000
TABELA 2 – Estações para estudo, com: código, estações, cidades, latitudes, longitudes, altitudes e
períodos.
Nº Código Estações Municípios Lat. (S) Lon. (W) Alt. Períodos 1 2248026 São Manuel São Manuel 22° 44' 48° 34' 710 01/1940 a 09/2004 2 2248029 Faz. S. J. Morro Vermelho Botucatú 22° 49' 48° 26' 780 01/1954 a 09/2004 3 2248030 Faz. Monte Alegre Botucatú 22° 52' 48° 39' 800 09/1937 a 09/2004 4 2248048 Bairro Anhumas Botucatú 22° 56' 48° 16' 540 01/1970 a 09/2004 5 2248051 Gleba Rio Claro Lençois Paulista 22° 46' 48° 50' 630 08/1972 a 09/2004 6 2249006 Garça Garça 22° 12' 49° 39' 680 01/1938 a 09/2004 7 2249008 Marília Marília 22° 13' 49° 56' 640 01/1939 a 09/2004 8 2249011 Gália Gália 22° 19' 49° 32' 560 12/1938 a 09/2004 9 2249014 Mundo Novo Garça 22° 19' 49° 46' 660 12/1970 a 09/2004 10 2249022 Ocauçu Ocauçu 22° 26' 49° 55' 540 06/0971 a 09/2004 11 2249023 Cabrália Paulista Cabrália Paulista 22° 27' 49° 19' 500 13/1938 a 09/2004 12 2249024 Ubirajara Ubirajara 22° 32' 49° 39' 550 08/1965 a 09/2004 13 2249025 Paulistânia Agudos 22° 35' 49° 24' 540 10/1970 a 08/2004 14 2249028 Ribeirão do Sul Ribeirão do Sul 22° 47' 49° 56' 480 05/1973 a 09/2004 15 2249034 Ourinhos Ourinhos 22° 59' 49° 50' 460 01/1937 a 09/2004 16 2249060 Areia Branca São Pedro do Turvo 22° 35' 49° 49' 580 08/1972 a 09/2004 17 2249062 Dirceu Marília 22° 08' 49° 55' 440 01/1972 a 09/2004 18 2249065 São Pedro do Turvo São Pedro do Turvo 22° 45' 49° 44' 460 07/1971 a 09/2004 19 2249071 Fazenda São Francisco Sta. Cruz do Rio Pardo 22° 35' 49° 33' 570 05/1974 a 09/2004 20 2249086 Fazenda Nova Niagara Óleo 22° 57' 49° 23' 660 01/1943 a 09/2004 21 2250009 Rancharia Rancharia 22° 13' 50° 53' 550 01/1941 a 09/2004 22 2250011 Agropecuária Sto. Antonio Lutecia 22° 22' 50° 23' 500 01/1961 a 09/2004 23 2250013 Echaporã Echaporã 22° 26' 50° 12' 680 01/1946 a 09/2004 24 2250014 Troncao Rancharia Rancharia 22° 26' 50° 59' 470 01/1971 a 09/2004 25 2250016 Assis Assis 22°38' 50° 24' 560 01/1966 a 09/2004 26 2250017 Platina Platina 22° 38' 50° 12' 420 01/1971 a 09/2004 27 2250023 Usina Pari Cândido Mota 22° 53' 50° 20' 360 01/1938 a 09/2004 28 2250024 Porto Jaú Salto Grande 22° 53' 50° 01' 380 01/1952 a 12/2005 29 2250025 Florinea Florinea 22° 54' 50° 44' 370 06/1970 a 12/2000 30 2250037 Sucui Palmital 22° 49' 50° 18' 370 01/1974 a 09/2004 31 2250047 Tabajara Lutecia 22° 28' 50° 22' 490 01/1972 a 09/2004 32 2250048 Água da Fortuna Assis 22° 41' 50° 29' 500 01/1954 a 09/2004 33 2250062 Quatã Quatã 22° 14' 50° 01' 520 01/1936 a 09/2004 34 2250063 Paraguaçu Paulista Paraguaçu Paulista 22° 25' 50° 34' 480 01/1953 a 09/2004 35 2250064 Fazenda Barra Mansa Rancharia 22° 07' 50° 50' 460 06/1974 a 09/2004 36 2251018 Iepe Iepe 22° 40' 51° 05' 380 01/1944 a 09/2004 37 2348008 Avaré Avaré 23° 06' 48° 55' 780 07/1939 a 09/2004 38 2348073 Pardinho Pardinho 23° 05' 48° 23' 880 05/1970 a 09/2004 39 2348078 Itatinga Itatinga 23° 06' 48° 37'' 820 08/1973 a 09/2004 40 2349002 Cerqueira Cesar Cerqueira Cesar 23° 02' 49° 10' 760 01/1951 a 09/2004 41 2349003 Fazenda Palmeiras Ipauçu 23° 02' 49° 34' 620 01/1941 a 09/2004 42 2349004 Fazenda Marcondinha Chavantes 23° 03' 49° 46' 480 01/1955 a 09/2004
DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
A Figura 2 ilustra a distribuição dos grupos para análise das áreas homogêneas das estações pluviométricas do período completo da UGRHI-17 e a Figura 3 ilustra as áreas homogêneas.
Método Ward Distância Euclidiana D is tâ nc ia d e V in cu la çã o 0 500 1000 1500 2000 2500 3000 3500 4000 4500 5000 E 11 E 35 E 13 E 19 E 18 E 12 E 10 E 33 E 31 E 23 E 36 E 24 E 34 E 22 E 28 E 30 E 27 E 21 E 29 E 32 E 16 E 20 E 40 E 15 E 42 E 5 E 4 E 39 E 38 E 26 E 25 E 14 E 3 E 8 E 17 E 7 E 9 E 6 E 2 E 41 E 37 E 1
FIGURA 2 – Análise multivariável.
FIGURA 3 – Áreas homogêneas da UGRHI-17.
Foram correlacionados os dados de índice de precipitação pluvial (IPP), com os índices de anomalias do Oceano Pacífico Equatorial, para cada estação dentro dos grupos homogêneos para todas as estações pluviométricas da Unidade. O índice adotado foi o setor El Niño (1+2), conforme Figura 4.
FIGURA 4 – Setor El Niño (1+2).
Com base nas áreas homogêneas foram calculadas a correlação linear, pelo método de Pearson, entre anomalias do Oceano Pacífico Equatorial (El Niño: setor 1+2) e índice de precipitação pluvial (IPP), em cada área homogênea classificada. Através das Tabelas 3 a 11 tem-se os valores de correlação.
começou em julho de 1982 e terminou em dezembro de 1983 e El Niño 97/98 iniciou em março de 1997 a outubro 1998. Com base nessa classificação tem-se a seguir as correlações para cada estação dentro do grupo (Tabela 2).
Grupo I: Estação ( 10, 11, 12, 13, 18, 19, 35);
Grupo II: Estação (16, 21, 22, 23, 24, 27, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 36); Grupo III: Estação (3, 4, 5, 14, 15, 20, 25, 26, 38, 39, 40, 42);
Grupo IV: Estação (1, 2, 6, 7, 8, 9, 17, 37, 41).
Na Tabela 3 observa-se a correlação entre as séries que compõe as distintas áreas selecionadas e as anomalias do Pacífico. As associações foram realizadas por área, sem defasagem e com defasagem de um e dois meses. Essa defasagem tem por objetivo analisar a inércia entre os eventos no oceano e a ocorrência de chuva na área de estudo.
TABELA 3: Correlação El Niño 82/83.
Grupo I Grupo II Grupo III Grupo IV
Sem defasagem 0,23 0,25 0,38 0,33
1 mês 0,17 0,20 0,25 0,27
2 meses 0,08 0,11 0,14 0,15
TABELA 4 – Correlação El Niño 82/83.
Grupo Itcal Grupo II tcal Grupo III tcal Grupo IVtcal
Sem defasagem 2,63 4,08 6,00 4,41
1 mês 1,92 3,22 3,77 3,54
2 meses 0,89 1,74 2,06 1,91
Na Tabela 4 tem-se os valores do t para cada caso de correlação linear observado na Tabela cal 3. Esses valores são comparados ao valor de ttab =1.98. Quando tcal >ttab tem-se que a correlação
linear é significativa, para um nível de significância de 5%. Pode-se observar que, na maioria dos casos, tem-se que a correlação linear é significativa, ainda que os valores de correlação linear sejam baixos. Há alguma influência dos eventos El Niño, analisados, na precipitação pluvial da bacia, ainda que ocorrendo variabilidade de uma área para outra.
O mesmo pode-se constatar em relação ao evento ocorrido entre 1997/98 (ver Tabela 5). O procedimento foi similar ao analisado na tabela anterior, obtendo-se valores bem menores de correlação, mostrando, mais uma vez, que não houve associação entre a chuva, na Unidade, e as anomalias no oceano Pacífico.
TABELA 5: Correlação El Niño 1997/98.
Grupo I Grupo II Grupo III Grupo IV
Sem defasagem -0,07 -0,08 0,01 -0,01 1 mês -0,12 -0,13 -0,02 -0,05 2 meses -0,22 -0,15 -0,05 -0,14
Nas Tabelas seguintes (Tabelas 6 a 11) foram analisadas as correlações para cada estação, individualmente, dentro do grupo, podendo observar que as associações também não forma significativas.
TABELA 6: Correlação El Niño 1982/1983 (Julho a dezembro). Grupo I Est. Grupo II Est. Grupo III Est. Grupo IV Est.
0,18 10 0,31 16 0,44 3 0,42 1 0,39 11 0,19 21 0,48 4 0,42 2 0,27 12 0,01 22 0,39 5 0,24 6 0,25 13 0,32 23 0,29 14 0,25 7 0,24 18 0,15 24 0,30 15 0,32 8 0,35 19 0,35 27 0,37 20 0,30 9 -0,07 35 0,25 28 0,24 25 0,24 17 0,28 29 0,32 26 0,44 37 0,23 30 0,45 38 0,39 41 0,21 31 0,51 39 0,32 32 0,41 40 0,24 33 0,35 42 0,18 34 0,39 36
TABELA 7: Correlação El Niño 1982/1983 (julho/dezembro), com um mês de defasagem. Grupo I Est. Grupo II Est. Grupo III Est. Grupo IV Est.
0,16 10 0,23 16 0,28 3 0,36 1 0,29 11 0,19 21 0,36 4 0,35 2 0,18 12 0,15 22 0,27 5 0,21 6 0,14 13 0,26 23 0,24 14 0,24 7 0,18 18 0,09 24 0,17 15 0,22 8 0,23 19 0,18 27 0,25 20 0,27 9 0,18 28 0,12 25 0,26 17 0,21 29 0,23 26 0,28 37 0,20 30 0,29 38 0,22 41 0,19 31 0,32 39 0,23 32 0,23 40 0,14 33 0,19 42 0,21 34 0,31 36
TABELA 8: Correlação El Niño 1982/1983 (julho/dezembro), com dois meses de defasagem.
Grupo I Est. Grupo II Est. Grupo III Est. Grupo IV Est.
0,08 10 0,12 16 0,14 3 0,18 1 0,16 11 0,12 21 0,24 4 0,23 2 0,04 12 0,15 22 0,18 5 0,14 6 0,05 13 0,17 23 0,18 14 0,13 7 0,16 18 0,04 24 0,09 15 0,09 8 0,08 19 -0,01 27 0,13 20 0,15 9 0,00 35 0,04 28 0,10 25 0,20 17 0,10 29 0,11 26 0,11 37 0,04 30 0,15 38 0,10 41 0,17 31 0,17 39 0,09 32 0,07 40 0,11 33 0,08 42 0,23 34 0,13 36
TABELA 9: Correlação El Niño 1997/1998 (março/outubro). Grupo I Est. Grupo II Est. Grupo III Est. Grupo IV Est.
-0,04 10 -0,08 16 0,04 3 0,07 1 -0,12 11 -0,08 21 0,14 4 0,35 2 -0,11 12 -0,11 22 0,02 5 -0,09 6 0,04 13 0,00 23 -0,09 14 -0,07 7 -0,04 18 -0,12 24 -0,04 15 -0,09 8 -0,16 19 -0,09 27 -0,07 20 -0,14 9 -0,10 35 -0,03 28 -0,13 25 -0,04 17 0,04 29 -0,05 26 0,18 37 -0,02 30 0,09 38 -0,03 41 -0,06 31 0,11 39 -0,05 32 0,21 40 -0,19 33 -0,06 42 -0,10 34 -0,19 36
TABELA 10: Correlação El Niño 1997/1998 (março a outubro), com um mês de defasagem. Grupo I Est. Grupo II Est. Grupo III Est. Grupo IV Est.
-0,10 10 -0,12 16 0,01 3 -0,02 1 -0,04 11 -0,16 21 0,03 4 0,46 2 -0,18 12 -0,15 22 -0,07 5 -0,18 6 -0,02 13 -0,06 23 -0,08 14 -0,17 7 -0,05 18 -0,17 24 -0,02 15 -0,18 8 -0,18 19 -0,10 27 -0,04 20 -0,13 9 -0,21 35 -0,04 28 -0,21 25 -0,16 17 -0,15 29 -0,07 26 0,18 37 -0,05 30 0,02 38 -0,01 41 -0,09 31 0,07 39 -0,08 32 0,18 40 -0,27 33 -0,07 42 -0,13 34 -0,19 36
TABELA 11: Correlação El Niño 1997/1998 (março a outubro), com dois meses de defasagem.
Grupo I Est. Grupo II Est. Grupo III Est. Grupo IV Est.
-0,21 10 -0,14 16 -0,09 3 -0,14 1 -0,07 11 -0,30 21 -0,09 4 0,39 2 -0,29 12 -0,14 22 -0,24 5 -0,30 6 -0,19 13 -0,04 23 -0,10 14 -0,29 7 -0,10 18 -0,24 24 0,02 15 -0,30 8 -0,24 19 -0,10 27 0,02 20 -0,11 9 -0,33 35 -0,08 28 -0,24 25 -0,26 17 -0,23 29 -0,09 26 -0,02 37 -0,16 30 -0,02 38 0,06 41 -0,03 31 0,06 39 -0,10 32 0,05 40 -0,33 33 0,05 42 -0,14 34 -0,08 36
Unidade de Gerenciamento: 1974 a 1983, 1984 a 1993 e 1994 a 2003. Esta análise é importante para verificar a evolução da precipitação pluvial em toda a área de estudo, para cada década e compará-las, para entender a evolução temporal e espacial da precipitação
-51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5 -51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5
FIGURA 5 – Médias decadal para os meses de janeiro:
1974 a 1983. FIGURA 6 – Médias decadal para os meses de fevereiro: 1974 a 1983.
-51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5 -51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5
FIGURA 7 – Médias decadal para os meses de março:
1974 a 1983. FIGURA 8 – Médias decadal para os meses de abril: 1974 a 1983.
-51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5 -51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5
FIGURA 9 – Médias decadal para os meses de maio:
1974 a 1983. FIGURA 10 – Médias decadal para os meses de junho: 1974 a 1983.
-51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5 -51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5
FIGURA 11 – Médias decadal para os meses de julho:
1974 a 1983. FIGURA 12 – Médias decadal para os meses de agosto: 1974 a 1983.
-51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5 -51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5
FIGURA 13 – Médias decadal para os meses de
-51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5 -51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5
FIGURA 15 – Médias decadal para os meses de
novembro: 1974 a 1983. FIGURA 16 – Médias decadal para os meses de dezembro: 1974 a 1983.
-51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5 -51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5
FIGURA 17 – Médias decadal para os meses de janeiro:
1984 a 1993. FIGURA 18– Médias decadal para os meses de fevereiro: 1984 a 1993.
-51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5 -51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5
FIGURA 19 – Médias decadal para os meses de
março: 1984 a 1993. FIGURA 20 – Médias decadal para os meses de abril: 1984 a 1993.
-51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5 -51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5
FIGURA 21 – Médias decadal para os meses de maio:
1984 a 1993. FIGURA 22 – Médias decadal para os meses de junho: 1984 a 1993.
-51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5 -51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5
FIGURA 23 – Médias decadal para os meses de julho:
1984 a 1993. FIGURA 24 – Médias decadal para os meses de agosto: 1984 a 1993.
-51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5 -51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5
-51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5 -51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5
FIGURA 27 – Médias decadal para os meses de
novembro: 1984 a 1993. FIGURA 28 – Médias decadal para os meses de dezembro: 1984 a 1993.
-51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5 -51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5
FIGURA 29 – Médias decadal para os meses de
janeiro: 1994 a 2003. FIGURA 30 – Médias decadal para os meses de fevereiro: 1994 a 2003.
-51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5 -51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5
FIGURA 31 – Médias decadal para os meses de março:
1994 a 2003. FIGURA 32 – Médias decadal para os meses de abril: 1994 a 2003.
-51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5 -51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5
FIGURA 33 – Médias decadal para os meses de maio:
1994 a 2003. FIGURA 34 – Médias decadal para os meses de junho: 1994 a 2003.
-51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5 -51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5
FIGURA 35 – Médias decadal para os meses de julho:
-51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5 -51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5
FIGURA 37 – Médias decadal para os meses de
setembro: 1994 a 2003. FIGURA 38 – Médias decadal para os meses de outubro: 1994 a 2003.
-51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5 -51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5
FIGURA 39 – Médias decadal para os meses de
novembro: 1994 a 2003. FIGURA 40 – Médias decadal para os meses de dezembro: 1994 a 2003. Verificou-se que nos meses de janeiro da década de 1994 a 2003 teve significativa precipitação pluvial. A média oscilou entre 240 a 260 mm (Figura 29), em praticamente toda a área de estudo. Contrapondo esta década com as décadas anteriores observou-se uma crescente média da precipitação pluvial.
Nos meses de fevereiro também notou-se uma variabilidade maior (década de 1994 a 2003 (Figura 30) em relação aos meses das décadas anteriores, atingindo médias superiores a 220mm de precipitação pluvial no perímetro de estudo. A década de 1984 a 1993 apresentou valores superiores a 220mm na região extremo Leste da Unidade.
Em relação aos meses de março, a década de 1984 a 1993 teve a maior precipitação pluvial (Figura 19), atingindo 200mm na região Leste e Sudeste da Unidade de Gerenciamento.
As Figuras 8, 20 e 32 referentes aos meses de abril, notou-se que a década de 1984 a 1993 (Figura 20) apresentou maior precipitação pluvial bem distribuída ao longo da área de estudo, chegando a 110 mm de precipitação pluvial nas regiões Norte, Sul e Sudoeste. Nas décadas de 1974 a 1983 (Figura 8) e 1994 a 2003 (Figura 32) não ultrapassou os valores médio 90mm.
Tomando-se os meses de maio para as décadas de análise, os valores significativos de precipitação foi na década de 1984 a 1993 atingindo 110mm (Figura 21). Já para a década de 1974 a 1983 o máximo de precipitação pluvial ocorreu na região Sudoeste da Unidade atingindo 110mm (Figura 9).Na década de 1994 a 2003 obteve-se os menores valores de precipitação pluvial 60mm na região Nordeste da Unidade (Figura 33).
Os meses de junho a década mais significativa quanto a precipitação pluvial foi 1974 a 1983 atingindo 100 mm nas regiões Sudeste e Sudoeste (Figura 10). Pode-se ver que nas décadas de 1984 a 1993 (Figura 22) e na década de 1994 a 2003 (Figura 34) não ocorrem grande variabilidade. Para
média mensal oscilou entre 40 e 50 mm (Figura 34), somente nas regiões Oeste e Sudoeste 60mm da média de precipitação pluvial.
Os menores valores pluviométricos das décadas em estudo foram os meses de julho e agosto. Obtendo-se 20 mm de precipitação pluvial para o mês de julho na região Noroeste da Unidade (Figura 33) na década de 1994 a 2003. No mês de agosto obteve-se 30mm nas regiões Nordeste e Sudeste (Figura 12) para a década de 1974 a 1983.
Notou-se que nas décadas de estudo referente aos meses de setembro obteve-se uma grande homogeneidade da precipitação pluvial para as três décadas, dentro da área de análise (Figuras 13, 25 e 37).
No mês de outubro notou-se uma maior variabilidade da precipitação pluvial nas décadas de estudo. A maior média da precipitação pluvial ocorreu na década de 1974 a 1983, atingindo 140 mm nas regiões Leste, Sudeste, Noroeste e Sudoeste (Figura 14).
Os meses de novembro os resultados mais significativos. Nas décadas de 1984 a 1993 (Figura 28) e 1994 a 2003 (Figura 38), resultando valores médios da precipitação pluvial de 120 a 140 mm. Para a década de 1974 a 1983 a maior média da precipitação pluvial oscilou entre 140 a 180 mm (Figura 15).
Verificou-se que os meses de dezembro a precipitação pluvial ocorreu em decréscimo na média mensal de década a década. Na década de 1974 a 1983 (Figura 16) atingiu 260mm nas regiões Noroeste e no extremo Leste. A década de 1984 a 1993 (Figura 28) chegou a 220mm de precipitação pluvial nas regiões Norte, Nordeste e Noroeste e na década de 1994 a 2003 (Figura 40) atingiu 200mm nas regiões Norte, Sudeste, Sul e na área central da Unidade.
Os mapas de isolinhas (Figuras 41 a 43) representam as médias de dias com chuva para o período de análise. Na Figura 41 verifica-se a média de dias de chuva do período de estudo. Pode-se observar que na região Nordeste, Leste e Sudeste obteve-se o maior média de número de dias de chuva atingindo 3300. Na área central da Unidade e regiões Sul, Sudoeste, e Noroeste apresentaram 3000.
O mapa de isolinhas conforme Figura 42 ilustra as médias de dias de chuva do período seco jun/jul/ago. Pode-se observar que os dias de chuva foram bem distribuídos ao longa da Unidade. A região que mais se destacou na média de dias com chuva foi à região Norte, Leste e Sul.
Na Figura 43 apresenta as média de dias de chuva para o período úmido (dez/jan/fev), observa-se que as regiões Leste e no extremo Sudeste a ocorrências das maiores médias de chuva para o período analisado.
-51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5 -51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5 -23 -22.5
FIGURA 41 – Médias de dias totais de chuva para o
período de 1974 a 2003. FIGURA 42 – Médias de dias de chuva para o período seco jun/jul/ago (1974 a 2003).
-51 -50.5 -50 -49.5 -49 -48.5
-23 -22.5
FIGURA 43 – Médias de dias de chuva para o período úmido dez/jan/fev (1974 a 2003).
CONCLUSÕES
O valor médio da precipitação pluvial para toda a Unidade, dentro do período analisado, foi 1433mm.
Ainda que significativa a associação entre a chuva na área de estudo e as anomalias do oceano Pacífico Equatorial explica parcialmente a dinâmica climática que origina precipitação pluvial nessa Unidade, pois os valores de correlação obtidos são baixos.
Verificou-se que nos meses de janeiro, na década de 1994 a 2003 teve significativa precipitação pluvial. A média oscilou entre 240 a 260 mm, em praticamente toda a área de estudo. Contrapondo esta década com as décadas anteriores observou-se uma crescente média da precipitação pluvial.
Os menores valores pluviométricos das décadas em estudo foram os meses de julho e agosto. Obtendo-se 20mm de precipitação pluvial para o mês de julho na região Noroeste da Unidade, na década de 1994 a 2003. No mês de agosto obteve-se 30mm nas regiões Nordeste e Sudeste para a década de 1974 a 1983.
As regiões mais significativas quanto a média de número de dias com chuva ocorreu ao Nordeste, Leste e Sudeste da Unidade atingindo 3300 dias, já as regiões com menores médias de dias com chuvas obtidos foi a área central da Unidade e regiões Sul, Sudoeste, e Noroeste apresentaram 3000 dias.
As regiões Norte, Leste e Sul se destacaram quanto a média de dias com chuva do período seco. Já para o período úmido as regiões que obtiveram a maior média de dias com chuva foram a Leste e no extremo Sudeste.
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