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Como Passa em Concurso Cespe - 7000 Questões - 2016.pdf

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QUESTÕES

COMENTADAS

7

.

000

EM

Um dos maiores especialistas em Concursos Públicos do País

2016

5ª EDIÇÃO

De ac

ordo com o

(2)

SUMÁRIO

1. Língua Portuguesa

1

2. geografia

49

1. História da GeoGrafia ...49 2. a GeoGrafia da população ...52 3. GeoGrafia econômica ...55 4. GeoGrafia aGrária ...57 5. GeoGrafia urbana ...59 6. GeoGrafia política ...62

7. GeoGrafia e Gestão ambiental ...65

3. História do BrasiL

73

1. o período colonial ...73 2. o processo de independência ...80 3. o primeiro reinado (1822-1831) ...83 4. a reGência (1831-1840) ...85 5. o seGundo reinado (1840-1889) ...87 6. a primeira república (1889- 1930) ...93 7. a era VarGas (1930-1945) ...98 8. a república liberal (1945-1964) ... 101 9. o reGime militar (1964-1985) ... 106

10. o processo democrático a partir de 1985 ... 111

4. História MundiaL

113

1. estruturas e ideias econômicas ... 113

2. reVoluções ... 121

3. as relações internacionais: modelos e interpretações ... 126

4. colonialismo, imperialismo, políticas de dominação ... 143

5. a eVolução política e econômica nas américas ... 150

6. ideias e reGimes políticos ... 153

7. a Vida cultural ... 159

5. PoLítica internacionaL

163

1. relações internacionais: conceitos básicos, atores, processos, instituições e principais paradiGmas teóricos ... 163

2. a política externa brasileira: eVolução desde 1945, principais Vertentes e linHas de ação ... 167

3. o brasil e a américa do sul ... 172

4. a política externa arGentina; a arGentina e o brasil ... 182

5. a política externa norte-americana e relações com o brasil ... 185

6. relações do brasil com os demais países do Hemisfério ... 186

7. a política externa francesa e relações com o brasil ... 188

8. a união europeia e o brasil ... 188

9. a áfrica e o brasil ... 190

10. a política externa da cHina, da índia e do Japão; relações com o brasil ... 191

11. oriente médio: a questão palestina; iraque; irã ... 196

12. a comunidade dos países de línGua portuGuesa ... 198

(3)

III

SUMÁRIO

14. o brasil e a formação dos blocos econômicos ... 213

15. a dimensão da seGurança na política exterior do brasil ... 215

16. o brasil e as coalizões interna ci onais: o G-20, o ibas e o bric ... 216

17. o brasil e a cooperação sul-sul... 219

18. questões combinadas ... 220

19. oficial de cHancelaria ... 221

6. Ética ProfissionaL

223

1. atiVidade de adVocacia e mandato ... 223

2. direitos do adVoGado ... 225 3. inscrição na oab ... 227 4. sociedade de adVoGados ... 228 5. adVoGado empreGado ... 230 6. Honorários ... 230 7. incompatibilidades e impedimentos ... 231

8. processo administratiVo disciplinar ... 231

9. deVeres dos adVoGados, infrações e sanções ... 233

10. oab e eleições ... 235

11. ética do adVoGado ... 239

12. questões de conteúdo Variado ... 241

7. direito do idoso

243

1. direitos fundamentais ... 243

2. medidas de proteção ... 245

3. política de atendimento ao idoso ... 245

4. acesso à Justiça ... 247

5. crimes ... 248

6. política nacional do idoso/conselHo nacional dos direitos do idoso ... 248

7. temas Variados ... 250

8. direito da Pessoa coM deficiência

251

1. política nacional para inteGração das pessoas com deficiência (lei 7.853/1989 e dec. 3.298/1999) ... 251

2. acessibilidade (lei 10.098/2000 e dec. 5.296/2004) ... 252

3. saúde mental ... 253

4. acesso à Justiça ... 253

5. tutela penal da pessoa com deficiência ... 253

6. temas combinados e outros temas de pessoas com deficiência ... 253

9. direito ProcessuaL civiL

256

1. princípios do processo ciVil ... 256

2. partes, procuradores, ministério público e Juiz ... 258

3. prazos processuais. atos processuais ... 265

4. litisconsórcio, assistência e interVenção de terceiros ... 269

5. Jurisdição e competência ... 274

6. pressupostos processuais e condições da ação ... 283

7. formação, suspensão e extinção do processo. nulidades ... 284

8. tutela antecipada e liminar em cautelar ... 288

9. processo de conHecimento. ritos sumário e ordinário ... 291

10. sentença. liquidação. cumprimento de sentença. coisa JulGada ... 306

11. ações anulatória e rescisória ... 313

12. recursos ... 316

13. execução... 329

14. cautelar ... 337

(4)

SUMÁRIO

IV

16. Juizado especial cíVel, federal e da fazenda pública ... 348

17. ação ciVil pública, ação popular e ação de improbidade ... 350

18. mandado de seGurança e HABEAS DATA ... 350

19. ação direta de inconstitucionalidade ... 352

20. demais questões de leGislação extraVaGante ... 352

21. temas combinados ... 354

10. Língua ingLesa

367

11. Língua esPanHoLa

386

12. econoMia

389

1. microeconomia ... 389 2. macroeconomia ... 393 3. economia internacional ... 397

4. História econômica do brasil ... 400

5. economia brasileira contemporânea ... 403

6. matemática financeira ... 405 7. tópicos de contabilidade ... 406

13. contaBiLidade

407

1. teoria da contabilidade ... 407 2. contabilidade Geral... 410 3. contabilidade comercial ... 436 4. contabilidade de custos ... 443

5. análise das demonstrações financeiras ... 446

6. contabilidade pública ... 456

14. direito de trânsito

457

1. códiGo de trânsito brasileiro (lei nº 9.503/1997) ... 457

2. perfil constitucional e funções institucionais do dprf ... 471

3. lei nº 9.654/1998 ... 472

4. decreto nº 1.655/1995... 472

15. LegisLação institucionaL de carreiras

474

1. ministério público ... 474

2. defensoria pública ... 476

3. anVisa ... 483

4. aGência nacional de saúde (ans) ... 487

5. anatel ... 491

6. ministério do desenVolVimento e combate à fome (mds) ... 494

7. ministério da saúde e sus ... 496

8. inss ... 497

9. tcu ... 498

10. tribunais superiores ... 499

(5)

1. Interpretação de texto

1 E m m i n h a o p i n i ã o , u m a p e r c e p ç ã o i n g ê n u a d o s fenômenos de mercado, como a crença nos mercados perfeitos, fornece exatamente o que seus críticos mais

4 utilizam como munição nos momentos de crise e

descontinuidade. O argumento da suposta infalibilidade dos mercados em bases científicas e a pretensão de transformar

7 economia e finanças em ciências exatas produzem uma

perigosa mistificação: confundir brilhantes construções mentais para entender a realidade com a própria realidade. 10 Os mercados não são perfeitos. São, isto, sim, poderosos

instrumentos de coordenação econômica em busca permanente de eficiência. Mas são também o espelho de 13 nossos humores, refletindo nossa falibilidade nas avaliações. São contaminados por excesso de otimismo e de pessimismo. São humanos, demasiado humanos.

Paulo Guedes. “Os mercados são demasiado humanos”. In: Época, 21/7/2008 (com adaptações).

(Analista – STJ – 2008 – CESPE) A partir da organização das ideias e das estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item subsequente.

(1) O período inicial do texto, “Em minha opinião (...) descon-tinuidade” (l.1-5), explicitando um juízo de valor, apresenta o formato adequado, no teor e na correção gramatical, para compor o texto final de um parecer, se no final deste for acrescida a frase É o parecer.

(2) Seria mantida a correção gramatical do trecho “Os mercados não são perfeitos. São, isto, sim, poderosos” (l.10), caso ele fosse assim reescrito: Os mercados não são perfeitos; são, isto sim, poderosos.

1: o período é, claramente, introdutório, pois deixa em aberto os

fun-damentos para a afirmação feita pelo autor, que serão delineados no decorrer do texto, além de tratar de uma questão secundária no contexto argumentativo (a percepção ingênua a respeito do mercado como munição para seus críticos). O cerne do texto refere-se à imperfeição dos mercados, por sujeitarem-se às falibilidades humanas, questão que não é abordada nesse período inicial e constaria, muito provavelmente, da conclusão de um parecer. Finalmente, quanto à forma, o período final de um parecer seria algo como “Por essas razões, entendo que ....”;

2: as duas orações são equivalentes. Há correspondência semântica.

Gabarito 1E, 2C

A expressão caos aéreo já faz parte da linguagem corrente quando o assunto é a aviação comercial brasileira. A rigor, toda essa crise latente no sistema de terminais aeroportuários – que aflora nos momentos de pico de viagens e a qualquer maior instabilidade meteorológica em regiões chave – já foi prevista há muito tempo. Não era preciso ser médium para, mesmo antes do desastre com avião na Amazônia no final de 2006, perceber que a leniência das autoridades federais diante dos gargalos no setor iria, cedo ou tarde, desembocar na atual situação: pistas saturadas, salas de espera repletas, infraestrutura dos aeroportos, principalmente os maiores, sobrecarregada.

Nó dos aeroportos poderá ser desatado.

In: O Globo, 5/12/2010 (com adaptações).

(STM – 2011 – CESPE) Acerca dos aspectos estruturais e dos sentidos do texto acima, julgue o item a seguir.

(1) A forma verbal “aflora” (l.4) poderia ser substituída por desencadeia, sem prejuízo nem alteração do sentido original do texto.

1: aflorar nesse contexto tem a acepção de “tornar-se visível”, “dar a

conhecer”. Desencadear é provocar uma reação súbita. Em um primeiro momento pode-se imaginar que a substituição é possível, porém devemos prestar atenção ao sujeito do verbo aflorar. Seu sujeito é crise. A crise aflora nos picos de viagens. O pico de viagens desencadeia a crise: “toda essa crise (...) aflora nos momentos de pico de viagens”.

Gabarito "E"

1 O mundo do trabalho tem mudado numa velocidade vertiginosa e, se os empregos diminuem, isso não quer dizer que o trabalho também.

4 Só que ele está mudando de cara. Como também está mudando o perfil de quem acaba de sair da universidade, da mesma forma que as exigências da sociedade e — por que 7 não? — do mercado, cada vez mais globalizado e

competitivo.

Tudo indica que mais de 70% do trabalho no futuro 10 vão requerer a combinação de uma sólida educação geral com conhecimentos específicos; um coquetel capaz de fornecer às pessoas compreensão dos processos, capacidade 13 de transferir conhecimentos, prontidão para antecipar e resolver problemas, condições para aprender continuamente, conhecimento de línguas, habilidade para tratar com pessoas 16 e trabalhar em equipe.

Revista do Provão, n.º 4, 1999, p. 13 (com adaptações).

(Analista – TST – 2008 – CESPE) A partir do texto acima, julgue o item subsequente.

(1) Da organização das ideias do último parágrafo do texto, é correto que se interprete “coquetel” (l.11) como “conheci-mentos específicos” (l.11).

1: A palavra coquetel, nesse contexto, refere-se à “combinação de uma

sólida educação geral com conhecimentos específicos”. Gabarito 1E

1 Muitas coisas nos diferenciam dos outros animais, mas nada é mais marcante do que a nossa capacidade de trabalhar, de transformar o mundo segundo nossa 4 qualificação, nossa energia, nossa imaginação. Ainda assim, para a grande maioria dos homens, o trabalho nada mais é do que puro desgaste da vida. Na sociedade capitalista, a 7 produtividade do trabalho aumentou simultaneamente a tão forte rotinização, apequenamento e embrutecimento do processo de trabalho de forma que já não há nada que mais 10 nos desagrade do que trabalhar. Preferimos, a grande maioria, fazer o que temos em comum com os outros animais: comer, dormir, descansar, acasalar.

13 Nossa capacidade de trabalho, a potência humana de transformação e emancipação de todos, ficou limitada a ser apenas o nosso meio de ganhar pão. Capacidade, potência,

1. L

íngua

P

ortuguesa

Diego Amorim, Eloy Gustavo de Souza, Fernanda Franco, Henrique Subi, Magally Dato e Rodrigo Ferreira de Lima*

* Henrique Subi comentou as questões dos concursos Policiais, de Enfermagem e Bancários, Eloy Gustavo de Souza comentou as

questões de Diplomacia e Oficial de Chancelaria, Fernanda Franco comentou as questões de Assistente de Chacelaria, Diego Amorim

comentou as questões dos concursos da Polícia Militar, Fernanda Franco e Rodrigo Ferreira de Lima comentaram as questões dos

(6)

DIegO AMORIM, elOy gUStAvO De SOUzA, FeRnAnDA FRAncO, HenRIqUe SUbI, MAgAlly DAtO e RODRIgO FeRReIRA De lIMA

2

16 criação, o trabalho foi transformado pelo capital no seu contrário. Tornou-se o instrumento de alienação no sentido clássico da palavra: o ato de entregar ao outro o que é nosso, 19 nosso tempo de vida.

Emir Sader. “Trabalhemos menos, trabalhemos todos”. In: Correio Braziliense, 18/11/2007 (com adaptações).

(Analista – TST – 2008 – CESPE) Julgue os seguintes itens a respeito do texto acima.

(1) A argumentação do texto se organiza em torno de duas ideias opostas de trabalho: o trabalho como “puro desgaste da vida” (l.6) e o trabalho como capacidade de “transforma-ção e emancipa“transforma-ção de todos” (l.14).

(2) As substituições de “Preferimos” (l.10) por Prefere e de “temos” (l.11) por tem preservam a correção gramatical do texto, mas enfraquecem a argumentação de que é a maioria de nós “homens” (l.5) que prefere “comer, dormir,descansar, acasalar” (l.12).

1: essa oposição é o cerne do texto. A capacidade de trabalhar, que é

o principal diferencial do ser humano, foi transformada, pelo capital, em instrumento de alienação; 2: de fato, o uso da primeira pessoa do

plural inclui o autor no contexto, enquanto o uso da terceira pessoa afasta-o do conjunto daqueles que se igualam aos “outros animais”. Nesse sentido, a ideia de “nós homens” (o autor incluído), como sujeitos, ficaria enfraquecida pelas substituições propostas.

Gabarito 1C, 2C

1 Falei de esquisitices. Aqui está uma, que prova ao 2 mesmo tempo a capacidade política deste povo e a grande 3 observação dos seus legisladores. Refiro-me ao processo 4 eleitoral. Assisti a uma eleição que aqui se fez em fins de 5 novembro. Como em toda a parte, este povo andou em busca 6 da verdade eleitoral. Reformou muito e sempre; esbarrava-se, 7 porém, diante de vícios e paixões, que as leis não podem 8 eliminar. Vários processos foram experimentados, todos 9 deixados ao cabo de alguns anos. É curioso que alguns deles 10 coincidissem com os nossos de um e de outro mundo. Os 11 males não eram gerais, mas eram grandes. Havia eleições 12 boas e pacíficas, mas a violência, a corrupção e a fraude 13 inutilizavam em algumas partes as leis e os esforços leais dos 14 governos. Votos vendidos, votos inventados, votos destruídos, 15 era difícil alcançar que todas as eleições fossem puras e 16 seguras. Para a violência havia aqui uma classe de homens, 17 felizmente extinta, a que chamam pela língua do país, 18 kapangas ou kapengas. Eram esbirros particulares, 19 assalariados para amedrontar os eleitores e, quando fosse 20 preciso, quebrar as urnas e as cabeças. Às vezes, quebravam 21 só as cabeças e metiam nas urnas maços de cédulas. 22 Estas cédulas eram depois apuradas com as outras, pela razão 23 especiosa de que mais valia atribuir a um candidato algum 24 pequeno saldo de votos que tirar-lhe os que deveras lhe foram 25 dados pela vontade soberana do país. A corrupção era menor 26 que a fraude; mas a fraude tinha todas as formas. Enfim, 27 muitos eleitores, tomados de susto ou de descrença, não 28 acudiam às urnas.

Machado de Assis. “A semana”. Obra completa, v.III.

Rio de Janeiro: Aguilar, 1973, p.757. (Analista – TSE – 2006 – CESPE) De acordo com o texto, julgue os itens a seguir.

I. A reiteração da palavra “votos” (l.14) confere ênfase à ideia apresentada no período.

II. Pelos sentidos do texto, conclui-se que a palavra “esbirros” (l.18) está sendo empregada com o mesmo significado que tem atualmente a palavra capanga.

III. A expressão “lhe foram dados” (l.24-25) pode, sem prejuízo para a correção gramatical do período, ser substituída por

foram dados a ele.

IV. A palavra “corrupção” (l.25) está sendo empregada como sinônima de “fraude” (l.26).

A quantidade de itens certos é igual a (A) 1.

(B) 2. (C) 3. (D) 4.

Somente a assertiva em IV é errada, pois a afirmação de que “A cor-rupção era menor que a fraude” indica que são conceitos distintos. Não há como haver gradação sem distinção.

Gabarito "C"

Caro eleitor,

1 Nos últimos meses, a campanha política mobilizou

vivamente os brasileiros. No primeiro turno, foram alcançadas marcas extraordinárias: além do alto índice de

4 comparecimento às urnas e de uma irrepreensível votação, em que tudo aconteceu de forma tranquila e organizada, a apuração dos resultados foi rápida e segura, o que coloca o

7 Brasil como modelo nessa área.

Amanhã serão definidos os nomes do presidente da República e dos governadores de alguns estados. O país,

10 mais do que nunca, conta com você.

Democracia é algo que lhe diz respeito e que se aperfeiçoa no dia a dia. É como uma construção

13 bem-preparada, erguida sobre fortes alicerces. Esses

alicerces são exatamente os votos de todos os cidadãos. Quanto mais fiel você for no exercício do direito de definir

16 os representantes, mais sólidas serão as bases da nossa

democracia. Por isso, é essencial que você valorize essa escolha, elegendo, de modo consciente, o candidato que

19 julgar com mais condições para conduzir os destinos do país

e de seu estado.

Você estará determinando o Brasil que teremos nos

22 próximos quatro anos. Estará definindo o amanhã, o seu

próprio bem-estar e de sua família, o crescimento geral, a melhoria do emprego, da habitação, da saúde e segurança

25 públicas, do transporte, o preço dos alimentos. O momento

é decisivo e em suas mãos — entenda bem, em suas mãos — está depositada a confiança em dias felizes.

28 Compareça, participe. Não se omita, não transfira a

outros uma escolha que é sua. Pense e vote com a firmeza de quem sabe o que está fazendo, com a responsabilidade de

31 quem realmente compreende a importância de sua atitude

para o progresso da nação brasileira. Esta é a melhor contribuição que você poderá dar a sua Pátria.

Ministro Marco Aurélio de Mello. “Pronunciamento oficial”. Internet: <www.tse.gov.br> (com adaptações). (Analista – TSE – 2006 – CESPE) Em relação ao texto anterior, assinale a opção correta.

(A) Considerando-se o gênero textual, é correto afirmar que o emprego de “você”, no decorrer do texto, indica um interlo-cutor único.

(B) Na linha 3, a substituição do sinal de dois-pontos por ponto final e o emprego de inicial maiúscula em “além” provocam truncamento sintático, o que prejudica a coe-rência do texto.

(C) A expressão “nessa área” (l.7) retoma a ideia implícita, no parágrafo, de processo eleitoral.

(D) A substituição da expressão “serão definidos” (l.8) por

definir-se-ão garante a correção gramatical do período. A: o emprego do pronome de tratamento “você” indica que o autor

quer proximidade com seus interlocutores, mas não, no caso, inter-locutor único, pois se trata de carta aberta a todos os eleitores; B:

não haveria alterações sintático-semânticas; C: o parágrafo refere-se

ao processo eleitoral, embora não mencione explicitamente essa expressão; D: o uso da expressão “serão definidos”, no caso, é

gramaticalmente correta.

(7)

3

1. língUA PORtUgUeSA A ética é o dia a dia de uma sociedade. Sociedades não existem

no abstrato: elas precisam de alguma espécie de cimento que mantenha as suas peças bem-ajustadas e sólidas. Antigamente, esse cimento era fornecido pelos valores religiosos. Uma das diferenças entre o Ocidente moderno e os países islâmicos é que lá o cimento continua a ser religioso; enquanto aqui, chegou-se à conclusão de que era melhor laicizar a política, deixando as crenças para a consciência ou a convicção de cada um.

E assim, o que nos mantém unidos em torno deste ou daquele projeto político é a ideia — concreta ou difusa — de uma ética; de um tipo de comportamento que preste homenagem a certos princípios. Esses princípios poderiam ser resumidos em um só: o da coisa pública.

O Globo, 30/11/2006, p. 6 (com adaptações).

(Analista – TSE – 2006 – CESPE) Em relação às ideias do texto acima, assinale a opção correta.

(A) O cimento que mantém a sociedade ocidental bem-ajustada e sólida são os valores religiosos.

(B) Os países islâmicos laicizaram a política em busca de um princípio ético.

(C) O princípio da coisa pública resume os princípios a que uma ética que embasa um projeto político presta homenagem. (D) Os países islâmicos relegam as crenças à consciência ou

à convicção de cada um.

A, B e D: os valores religiosos deixaram de ter função de cimento

da sociedade no Ocidente moderno (houve laicização da política, deixaram-se “as crenças para a consciência ou a convicção de cada um”), embora nos países islâmicos “o cimento continu[e] a ser reli-gioso” (não houve laicização); C: o cimento da sociedade ocidental

moderna, segundo o autor, “é a ideia — concreta ou difusa — de uma ética; de um tipo de comportamento que preste homenagem a certos princípios. Esses princípios poderiam ser resumidos em um só: o da coisa pública”.

Gabarito "C"

1 Um lugar sob o comando de gestores, onde os

funcionários são orientados por metas, têm o desempenho avaliado dia a dia e recebem prêmios em dinheiro pela

4 eficiência na execução de suas tarefas, pode parecer tudo —

menos uma escola pública brasileira. Pois essas são algumas das práticas implantadas com sucesso em um grupo de

7 escolas estaduais de ensino médio de Pernambuco. A

experiência chama a atenção pelo impressionante progresso dos estudantes depois que ingressaram ali.

10 Como é praxe no local, o avanço foi quantificado. Os alunos são testados na entrada, e quase metade deles tirou zero em matemática e notas entre 1 e 2 em português. Isso 13 em uma escala de zero a 10. Depois de três anos, eles cravaram 6 em tais matérias, em uma prova aplicada pelo Ministério da Educação. Em poucas escolas públicas 16 brasileiras, a média foi tão alta. De saída, há uma característica que as distingue das demais: elas são administradas por uma parceria entre o governo e uma 19 associação formada por empresários da região. Os professores são avaliados em quatro frentes: recebem notas dos alunos, dos pais e do diretor e ainda outra pelo 22 cumprimento das metas acadêmicas. Aos melhores, é

concedido bônus no salário.

Veja, 12/3/2008, p. 78 (com adaptações).

(Técnico Judiciário – STF – 2008 – CESPE) Com referência às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item a seguir. (1) Predomina no fragmento o tipo textual narrativo ficcional.

1: trata-se de uma reportagem baseada em fatos reais (não ficcionais)

veiculada em revista informativa – texto dissertativo. Gabarito 1E

(Técnico Judiciário – STF – 2008 – CESPE) Tendo o texto prece-dente como referência inicial e considerando o atual cenário educacional brasileiro, julgue os itens que se seguem. (1) Em linhas gerais, os procedimentos administrativos e

pedagógicos adotados nas escolas pernambucanas citadas no texto assemelham-se significativamente aos que são praticados na maioria das redes estaduais e municipais de educação brasileiras.

(2) Os mecanismos de avaliação hoje existentes demonstram a persistência de graves problemas na educação brasileira, os quais, ainda que atingindo mais fortemente a escola pública, também afetam a rede privada.

(3) Infere-se do texto que a melhoria do desempenho na edu-cação resulta de um conjunto de ações e de atitudes, entre as quais se situam o planejamento e a avaliação sistemática de alunos e docentes.

(4) O texto confirma uma verdade conhecida há tempos: no Brasil, o principal problema da educação básica é a falta de vagas nas escolas públicas.

(5) Muitos especialistas acreditam que a inexistência de uma lei geral da educação, que estabeleça as diretrizes e fixe as bases para a organização do sistema educacional, seja a razão principal dos problemas vividos pelo setor.

1: infelizmente os procedimentos administrativos e pedagógicos não

são adotados na maioria das escolas públicas brasileiras: “Um lugar sob o comando de gestores, onde os funcionários são orientados por metas, têm o desempenho avaliado dia a dia e recebem prêmios em dinheiro pela eficiência na execução de suas tarefas, pode parecer tudo — menos uma escola pública brasileira”; 2: pelo contexto social

brasileiro, verificamos que a assertiva está correta; 3: pela análise

do contexto social e pelas informações fornecidas pelo texto, infere--se o que a assertiva descreve; 4: em momento algum o texto nos

fornece essa informação. A assertiva está errada; 5: a razão não é a

inexistência de lei (há a Lei de Diretrizes e Base da Educação) e sim sua efetiva aplicação.

Gabarito 1E, 2C, 3C, 4E, 5E

1 Um Brasil com desemprego zero. Um Brasil bem distante das estatísticas que apontam para uma taxa de desocupação em torno de 9%. E um Brasil que coloca o seu 4 mercado de trabalho nas mãos de empreendedores locais, formais e informais. Cerca de 30 cidades devem integrar esse Brasil fora das estatísticas. São exceções e prova viva da 7 força empreendedora do interior e de seu papel empregador. E representam, ainda, a força do agronegócio, o avanço ao consumo da classe C e os efeitos na economia dos programas 10 de transferência de renda, afirmou Luiz Carlos Barboza,

diretor do SEBRAE Nacional.

O Globo, 6/4/2008, p. 33 (com adaptações).

(Técnico Judiciário – STF – 2008 – CESPE) Com relação ao texto acima, julgue os itens a seguir.

(1) Segundo os dados estatísticos apresentados no texto, os bene-ficiados pelos programas e transferência de renda integram o contingente de empregados.

(2) O primeiro período do texto tem natureza nominal. (3) De acordo com as informações do texto, há cerca de 30

cidades que não são contabilizadas nas estatísticas oficiais sobre desemprego.

1: segundo o texto, a taxa de 9% corresponde aos desempregados

que se beneficiariam dos programas de transferência de renda; 2: o

primeiro período “Um Brasil com desemprego zero.” não apresenta verbo, somente nome. Tem natureza nominal; 3: de acordo com o texto,

há cerca de 30 cidades contabilizadas que estão fora das estatísticas sobre desemprego: “Cerca de 30 cidades devem integrar esse Brasil fora das estatísticas. São exceções e prova viva da força empreendedora do interior e de seu papel empregador.”

(8)

DIegO AMORIM, elOy gUStAvO De SOUzA, FeRnAnDA FRAncO, HenRIqUe SUbI, MAgAlly DAtO e RODRIgO FeRReIRA De lIMA

4

1 O consumo das famílias deverá crescer 7,5% neste

ano, tornando-se um dos principais responsáveis pelo crescimento do produto interno bruto, previsto em 5%. A 4 nova estimativa do consumo das famílias é uma das principais mudanças nas perspectivas para a economia brasileira em 2008 traçadas pela Confederação Nacional da 7 Indústria em relação às previsões apresentadas em dezembro do ano passado, quando o aumento do consumo foi estimado em 6,2%.

10 O aumento do emprego e os programas de

transferência de renda continuam a beneficiar mais as famílias que ganham menos, cujo consumo tende a aumentar 13 proporcionalmente mais do que o das famílias de renda mais alta. A oferta de crédito, igualmente, atinge mais diretamente essa faixa.

O Estado de S. Paulo, 7/4/2008 (com adaptações).

(Técnico Judiciário – STF – 2008 – CESPE) Considerando o texto acima, julgue o item a seguir:

(1) De acordo com os sentidos do texto, de dezembro do ano passado até hoje, houve uma modificação nas perspectivas para a economia brasileira no que se refere ao consumo.

1: a assertiva está correta, pois, de acordo com o texto, “o consumo

das famílias deverá crescer 7,5% neste ano (...) em dezembro do ano passado (...) o aumento do consumo foi estimado em 6,2%.”.

Gabarito 1C

1 A noção de tempo é uma das que imediatamente atraem nossa

atenção, em vista de ser o tempo uma das categorias básicas do conhecimento construído pelo pensamento científico ocidental.

4 Tempo, espaço e movimento são atributos da matéria. Para os

índios maxacalis, o tempo é circular. Sua marcação de tempo, seu calendário, está associada aos ciclos de chuva e seca, aos interesses 7 de plantio e de colheita, a conflitos internos e externos, às doenças e à morte. A presença dos espíritos da terra confere plena harmonia e grande felicidade aos humanos. Porém, ocorrendo qualquer 10distúrbio, interrompem-se os ciclos. Então, é possível considerar que as interpretações de tempo para os maxacalis são circunstanciadas de muitas relações, de muitos fenômenos, como tudo em sua vida. 13Por contraste, fica-nos o nosso conceito de tempo – uma coisa medida, fragmentável em outras menores, com nomes, com dimensões cada vez mais precisas. Nossa vida, pensada e escalada, 16segundo os valores e atributos dessa ciência ocidental, está cada vez mais fragmentada em ações programadas e confinadas a horários, a prazos.

Lilavate I. Romanelli. Encontros e desencontros entre a cultura acadêmica e a cultura indígena. In: Linguagem, cultura e cognição. Belo Horizonte: Autêntica e Ceale, 2001,

pp. 159-60 (com adaptações). (Técnico Judiciário – STJ – 2008 – CESPE) Julgue o seguinte item, a respeito da organização das ideias do texto acima. (1) O texto mostra, por contraste, duas concepções de tempo:

a dos índios maxacalis, relacionada aos fenômenos da vida humana, e a das civilizações ocidentais, fragmentada pelas medições científicas e associada, textualmente, a “Nossa vida” (l.15).

1: para os índios, a concepção de tempo “está associada aos ciclos

de chuva e seca, aos interesses de plantio e de colheita, a conflitos internos e externos, às doenças e à morte.”. Para as civilizações ocidentais o “conceito de tempo – uma coisa medida, fragmentável em outras menores, com nomes, com dimensões cada vez mais precisas”.

Gabarito 1C

1 O que há de paradoxal a respeito da economia

de hoje é a sua força. É certo que há paralelos com a Grande Depressão norte-americana. As pessoas temem

4 aquilo que não compreendem ou não esperam. No

início da década de 30, ninguém sabia por que, afinal, a economia havia se deteriorado com tanta rapidez. Da

7 mesma maneira, boa parte das más notícias eram, em

geral, inesperadas.

As pessoas temem o que virá a seguir. Elas 10 se preocupam com a estabilidade dos mercados financeiros e da economia globalizada. Essas ansiedades são legítimas. Os prazeres da prosperidade 13 geram complacência e inspiram equívocos que, algum tempo depois, incidem sobre os mercados financeiros, sobre a geração de empregos e a produção. Assim como 16 as expansões levam, afinal, à autodestruição, da mesma maneira, os declínios tendem a criar forças de autocorreção.

O Estado de S.Paulo, 25/7/ 2008 (com adaptações).

(Técnico Judiciário – STJ – 2008 – CESPE) Com referência ao texto acima, julgue o item subsequente.

(1) O desenvolvimento das ideias do texto leva a concluir que a “economia de hoje” (l.1-2) tem força, e não entra em colapso, porque cria forças de autocorreção no seu declínio.

1: observar o trecho: “Assim como as expansões levam, afinal, à

autodestruição, da mesma maneira, os declínios tendem a criar forças de autocorreção.”

Gabarito 1C

Dar o peixe ou ensinar a pescar?

1 Ainda é muito comum o argumento de que, no combate à pobreza no Brasil, não se deve dar o peixe, mas ensinar a pes-car. Os resultados de pesquisas recentes, no entanto, indicam 4 que ensinar a pescar pode ser muito pouco para uma grande massa de população que já se encontra em situação de extrema privação.

7 A pobreza é uma metáfora para o sofrimento humano trazido à arena pública, e pode ser definida de maneiras distintas. Muita energia é despendida na busca de uma definição rigo-10 rosa, capaz de distinguir com clareza o sofrimento suficiente do sofrimento insuficiente para classificar alguém como pobre, mas aqui isso não é necessário: apenas para conduzir a argumen-13 tação, vamos tratar pobreza como uma situação extrema, na qual se encontram os indivíduos pertencentes a famílias que não dispõem de renda para adquirir uma cesta de alimentos e outros 16 bens de consumo, como vestimentas e medicamentos.

Pesquisas embasadas nesse tipo de definição estimam que uma fração entre um terço e a metade da população brasi-19 leira possa ser considerada pobre. Essa é uma definição forte; e estimativas subjetivas de linhas de pobreza demonstram que boa parte da população brasileira ainda consideraria insufi-22 cientes as rendas de famílias que se encontram em níveis supe-riores aos usados nessas pesquisas como linha de pobreza. Vamos assumir, também, que a existência desse tipo de po-25 breza é socialmente inaceitável e, portanto, que desejamos erradicá-la o quanto antes. É óbvio que o horizonte de tempo proposto define que tipos de mudança na sociedade serão 28 necessários. Provavelmente, um prazo mais curto exigirá

políticas mais drásticas.

Para manter a argumentação em torno das propostas mais 31 debatidas, atualmente, para a erradicação da pobreza no país, vamos definir como limite razoável algo entre uma e duas décadas.

34 A insuficiência de recursos nas mãos de parte da população pode ser entendida como resultado ou de uma insuficiência generalizada de recursos ou de má distribuição dos recur-37 sos existentes. Logo, o combate à pobreza pode tomar dois rumos básicos: aumentar o nível de recursos per capita da

(9)

5

1. língUA PORtUgUeSA

sociedade ou distribuir melhor os recursos existentes. Nada 40 impede, é claro, que as duas coisas ocorram simultaneamente. Os caminhos para o aumento dos recursos per capita encontram-se entre dois extremos: diminuir a população ou fazer 43 com que a economia cresça mais rápido que ela. Como as estratégias de diminuição da população existente, em um prazo razoável, beiram o absurdo, a proposta de crescimento da 46 economia, maior do que a do crescimento da população, é

geralmente muito mais debatida no Brasil.

D a d a s a s d i f i c u l d a d e s q u e s e c o l o c a m p a r a o 49 crescimento acelerado de qualquer economia, durante muito tempo se sugeriu que o problema da pobreza no Brasil poderia ser enfrentado pela via do controle de 52 natalidade. Embora esse argumento, ainda hoje, encontre algum eco fora dos meios acadêmicos, todas as evidências empíricas disponíveis rejeitam a viabilidade 55 da erradicação da pobreza por meio da redução no ritmo

de reprodução da população.

Marcelo Medeiros. In: UnB Revista, dez./2003-mar./2004,

p. 16-9 (com adaptações). (Técnico Judiciário – STJ – 2004 – CESPE) Acerca do texto acima, julgue os itens a seguir.

(1) O texto, apesar de falar em “argumentação” (l.12 e 30), é predominantemente descritivo, uma vez que apresenta os contornos e as características da parte da população brasileira considerada “pobre”.

(2) No primeiro parágrafo, a ideia central pode ser resumida da seguinte forma: é necessário dar bens de subsistência para quem já se encontra em situação de miséria extrema. (3) Do segundo ao quinto parágrafos, é apresentada, entre dis-tintas acepções de pobreza, a que será adotada pelo autor e mediante a qual devem ser entendidas as suas ideias. (4) Nos parágrafos sexto e sétimo, o autor associa a pobreza,

fundamentalmente, a aspectos econômicos e financeiros, argumentando que, para saná-la, é imperioso elevar a renda

per capita.

(5) No último parágrafo, a proposta de diminuição da taxa demográfica de pobres, com o estímulo ao controle e à redução da natalidade, é defendida pelo autor.

1: o texto é predominantemente dissertativo: há um encadeamento

lógico e ordenado e o raciocínio se realiza pela formulação sequencial de uma ideia a outra; 2: observe o trecho: “pescar pode ser muito

pouco para uma grande massa de população que já se encontra em situação de extrema privação”; 3: observe o 5º parágrafo: “Para manter

a argumentação em torno das propostas mais debatidas, atualmente, para a erradicação da pobreza no país, vamos definir como limite razoável algo entre uma e duas décadas.” É nesse parágrafo que o autor define a acepção que irá adotar; 4: no sexto parágrafo, o autor

diz “o combate à pobreza pode tomar dois rumos básicos: aumentar o nível de recursos per capita da sociedade ou distribuir melhor os recursos existentes.” A assertiva está errada; 5: o autor não defende

a argumentação da diminuição da taxa demográfica de pobres com o estímulo ao controle e à redução da natalidade. Ele apenas expõe a ideia e diz: “Embora esse argumento, ainda hoje, encontre algum eco fora dos meios acadêmicos, todas as evidências empíricas disponíveis rejeitam a viabilidade da erradicação da pobreza por meio da redução no ritmo de reprodução da população.”

Gabarito 1E, 2C, 3C, 4E, 5E

1 O Superior Tribunal de Justiça (STJ) compõe-se de, no mínimo, 33 ministros nomeados pelo presidente da República, depois de aprovada a indicação pelo Senado 4 Federal. Os ministros são escolhidos por meio de listas tríplices, por voto secreto, pela maioria do plenário, que se reúne para tal fim.

7 Podem ser ministros do STJ os brasileiros com mais de 35 anos e menos de 65 anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada, conforme determina o

10 texto constitucional. Um terço das vagas é preenchido por juízes dos tribunais regionais federais (TRFs) e um terço é composto por desembargadores dos tribunais de justiça; o 13 terço restante é reservado, em partes iguais, a advogados e membros do Ministério Público Federal, Estadual, do Distrito Federal e dos Territórios, alternadamente, desde que 16 tenham mais de 10 anos de efetiva atividade profissional e sejam indicados, em listas sêxtuplas, pelos seus órgãos de representação.

Internet: <http://www.stj.gov.br> (com adaptações). (Técnico Judiciário – STJ – 2004 – CESPE) A respeito das infor-mações e da estrutura do texto acima, julgue os itens que se seguem.

(1) Se houver 36 ministros no STJ, então pode-se garantir que 24 deles foram escolhidos, em partes iguais, entre os juízes de TRFs e entre os desembargadores dos tribunais de justiça.

(2) De acordo com a Constituição brasileira, qualquer brasileiro que tenha entre 35 e 65 anos de idade pode ser ministro do STJ.

1: de acordo com o texto, o STJ compõe-se de no mínimo 33 ministros.

Desse modo, é possível que haja 36 ministros. Na suposição da asser-tiva, 24 ministros corresponderiam a 2/3 das vagas. Sabe-se que: “Um terço das vagas é preenchido por juízes dos tribunais regionais federais (TRFs) e um terço é composto por desembargadores dos tribunais de justiça; o terço restante é reservado, em partes iguais, a advogados e membros do Ministério Público Federal, Estadual, do Distrito Federal e dos Territórios (...)”. A assertiva está correta; 2: de acordo com a

Constituição Brasileira “Podem ser ministros do STJ os brasileiros com mais de 35 anos e menos de 65 anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada”.

Gabarito 1C, 2E

1 Ti r a r u m c o c h i l o d e p o i s d o a l m o ç o m e l h o r a o desempenho do cérebro, especialmente no que diz respeito às funções de aprendizagem e memória. Segundo uma pesquisa 4 realizada na Universidade da Califórnia, Berkeley, jovens que

cochilaram à tarde tiveram um desempenho 10% melhor nesses quesitos. O mesmo estudo revela que aqueles que perderam 7 uma noite de sono tiveram a capacidade de armazenar novas

informações diminuída em até 40%. A explicação residiria no fato de que, durante o sono, o cérebro faz uma espécie de 10 faxina na memória de curto prazo para facilitar o

armazenamento de novas informações. “Medidas como essa não só melhoram a capacidade cognitiva como são 13 extremamente importantes para compensar a restrição ao sono, cada vez mais comum na vida moderna”, diz o neurologista Sergio Tufik, diretor do Instituto do Sono da Universidade 16 Federal de São Paulo.

Anna Paula Buchalla. Aquela sonequinha... In: Veja, 1.º/12/2010 (com adaptações).

(Técnico – STM – 2011 – CESPE) Julgue os itens abaixo, referen-tes aos aspectos estruturais e interpretativos do texto acima. (1) Infere-se do texto que, para o diretor do Instituto do Sono

da Universidade Federal de São Paulo, a má qualidade do sono é um dos males da vida moderna.

(2) O texto tem por objetivo principal alertar para os prejuízos causados ao organismo em decorrência da má qualidade do sono.

1: pelo contexto e pelo trecho “compensar a restrição de sono, cada vez

mais comum na vida moderna” podemos inferir que a má qualidade de sono é um dos males da vida moderna; 2: o texto tem como objetivo

apresentar uma pesquisa realizada sobre como a qualidade do sono interfere na aprendizagem.

(10)

DIegO AMORIM, elOy gUStAvO De SOUzA, FeRnAnDA FRAncO, HenRIqUe SUbI, MAgAlly DAtO e RODRIgO FeRReIRA De lIMA

6

1 É comum ouvir que o Brasil é um país onde há leis que pegam e leis que não pegam, como se isso fosse uma originalidade brasileira como a jabuticaba. É uma injustiça. 4 Há muitos países que sofrem com o mesmo problema.

As leis, principalmente as que interferem na vida cotidiana dos cidadãos, requerem uma sintonia fina entre 7 vários componentes: aparato policial, comportamento coletivo, grau de escolaridade etc. Do contrário, elas tendem a não sair do papel. No Brasil, existe muita lei que não pega 10 por falta dessa sintonia. Ou não há polícia suficiente para fazê-la ser cumprida. Ou a lei destoa fortemente de arraigados hábitos coletivos. E assim por diante.

André Petry. Adultério e a desonesta. In: Veja,

22/9/2004, p. 93 (com adaptações). (Técnico Judiciário – STM – 2004 – CESPE) Julgue os seguintes itens, a respeito das ideias e das estruturas linguísticas do texto acima.

(1) O desenvolvimento do texto apresenta como deve ser entendido o significado do verbo “pegam” (l.2) a respeito de algumas leis: sair do papel.

(2) Na argumentação do texto, o termo “jabuticaba” (l.3) está servindo como exemplificação para algo que é tão tipica-mente brasileiro como as leis que podem pegar ou não pegar; isto é, dar certo ou não dar certo.

(3) A oração “É uma injustiça” (l.3) classifica qualquer opinião que restrinja o Brasil às suas características agrícolas, ou a um simples cultivador de jabuticabas.

(4) A expressão “o mesmo problema” (l.4) retoma a ideia intro-duzida pela expressão “É comum ouvir” (l.1) e mostra que em outros países também são ditas muitas coisas que não correspondem à verdade.

1: nesse contexto, o verbo pegar é intransitivo e tem a acepção

de “firmar-se”; 2: a argumentação faz um paralelismo entre um

termo que é tipicamente brasileiro e o fato de as leis firmarem-se ou não. Como se a falta da efetiva aplicação de algumas leis fosse algo tipicamente do Brasil; 3: “É uma injustiça.” expressa a opinião

do autor em relação à temática tratada: a ideia de que a falta da efetiva aplicação de algumas leis seja algo tipicamente do Brasil;

4: a expressão “o mesmo problema” retoma a ideia das “leis que

pegam e leis que não pegam”.

Gabarito 1C, 2C, 3E, 4E

1 Filhos malcriados e agressivos... O problema da autoridade em crise não é do vizinho, não acontece no exterior, não é confortavelmente longínquo. É nosso. Parece 4 que criamos um bando de angustiados, mais do que seria natural. Sim, natural, pois, sobretudo na juventude, plena de in-certezas e objeto de pressões de toda sorte, uma boa dose 7 de angústia é do jogo e faz bem.

Mas quando isso nos desestabiliza, a nós, adultos, e nos isola desses de quem estamos ainda cuidando, a quem 10 devemos atenção e carinho, braço e abraço, é porque, atordoados pelo excesso de psicologismo barato, talvez tenhamos desaprendido a dizer não, nem distinguimos 13 quando se devia dizer sim.

Ter um filho é necessariamente ser responsável. Ensinar numa escola é ser responsável. Estar vivo, enfim, é 16 uma grave responsabilidade.

Lya Luft. Sobre pais e filhos. In: Veja, 16/6/2004, p. 21

(com adaptações). (Técnico Judiciário – STM – 2004 – CESPE) Considere as ideias e as estruturas linguísticas do texto acima para julgar os itens a seguir.

(1) A argumentação do texto opõe “vizinho” (l.2) e “exterior” (l.3) a “Filhos” (l.1) para reforçar que o problema “É nosso” (l.3).

(2) Ao intensificar com o advérbio “mais” (l.4) o que deveria ser a medida “natural” (l.5), a autora demonstra que a angústia na juventude deve ser evitada.

1: a argumentação busca o paralelismo com o objetivo de reforçar

suas ideias; 2: a autora não diz que a angústia na juventude deve ser

evitada, e sim que a angústia é inerente à juventude: “na juventude, plena de incertezas e objeto de pressões de toda sorte, uma boa dose de angústia é do jogo e faz bem.”

Gabarito 1C, 2E

1 Sempre que um crime violento envolvendo menores aba-la a sociedade, ressurge a discussão sobre a necessidade de alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente. Segundo 4 seus defensores, diminuir a responsabilidade penal para 16 anos inibiria a ação delituosa de rapazes e moças. Segmentos da população, assustados com o aumento da 7 violência, imaginam ser esse o caminho para a reconquista

da segurança perdida.

Encarar o Estatuto da Criança e do Adolescente 10 como bode expiatório das mazelas nacionais é solução cômoda, mas ineficaz. Ninguém de bom senso pode crer que situar em faixa etária mais baixa a imputação criminal seja a 13 fórmula mágica capaz de devolver a paz às ruas e aos lares. Bandidos que hoje usam jovens menores de 18 anos como escudo, com a mudança, recorrerão a menores de 16 anos. 16 Depois virão os de 14, 12, 10.

Correio Braziliense. Opinião. 13/7/2004, p. 16

(com adaptações). (Técnico Judiciário – STM – 2004 – CESPE) Julgue o seguinte item, a respeito do texto acima.

(1) O último período sintático do texto constitui um argumento a favor da ideia expressa no primeiro parágrafo: a diminuição da idade para a responsabilidade penal.

1: o período “Depois virão os de 14, 12, 10.” constitui um argumento

contra a diminuição da responsabilidade penal.

Gabarito 1E

1 Pesquisas constatam doses crescentes de pessi-mismo diante do que o futuro esteja reservando aos que habitam este mundo, com a globalização exacerbando a 4 competitividade e colocando os Estados de bem-estar social nos corredores de espera de cumprimento da pena de morte. É preciso “investir no povo”, recomenda o Per 7 Capita — um centro pensante, criado recentemente na Austrália —, com seus dons progressistas. Configurar um mercado no qual as empresas levem em consideração o 10 interesse público, sejam ampliados os compromissos de proteção ao meio ambiente e tenham como objetivo o bem-estar dos indivíduos. A questão maior é saber como 13 colocar em prática essas belezas, num momento em que as lutas sociais sofrem o assédio cada vez mais agressivo da globalização e as próprias barreiras ideológicas caem por 16 terra.

Newton Carlos. Má hora das esquerdas. In: Correio Brazi-liense, 20/11/2007 (com adaptações).

(Técnico Judiciário – TST – 2008 – CESPE) A partir do texto acima, julgue o item subsequente.

(1) O desenvolvimento da argumentação do segundo parágrafo do texto propõe algumas soluções para se combaterem as “doses crescentes de pessimismo”, citadas no primeiro parágrafo.

1: o segundo parágrafo sugere “investir no povo; levar em

conside-ração o interesse público; ampliar os compromissos de proteção ao meio ambiente; ter como objetivo o bem-estar dos indivíduos”. Esses argumentos correspondem a propostas para combater as “doses crescentes de pessimismo”.

(11)

7

1. língUA PORtUgUeSA

1 Trabalho demais, agenda cheia, Internet, celular e carros que chegam a mais de 200 km/h transformam o homem moderno numa espécie de Coelho Branco de Alice 4 no País das Maravilhas. Sempre apressado, eternamente atrasado. E doente. Literalmente. A velocidade, símbolo do desenvolvimento tecnológico e de um modo de produção e 7 consumo cada vez mais vorazes, criou um sentimento de urgência que poucos conseguem administrar. Se é que conseguem mesmo. O resultado é um novo mal que é a cara 10 do nosso tempo: a doença da correria, uma espécie de superestresse que foi descrito pelo médico americano Larry Dossey como uma resposta ao fato de o nosso relógio interno 13 ter virado o relógio de pulso e o despertador.

Iniciativas que privilegiam o bem-estar, a simpli-cidade, a tradição local, o resgate da história e a 16 hospitalidade começam a pipocar pelo globo. Esse é o começo de uma revolução cultural, uma mudança radical na forma como vemos o tempo e como lidamos com a 19 velocidade e a lentidão.

In: Galileu, out./2005, p.43 (com adaptações).

(Técnico Judiciário – TST – 2008 – CESPE) Com relação ao texto acima, julgue o item a seguir.

(1) Pela organização das ideias do texto, a frase nominal “Sempre apressado, eternamente atrasado” (l.4-5) qualifica o compor-tamento do “Coelho Branco” (l.3) e do “homem moderno” (l.3).

1: o texto apresenta paralelismo de ideias entre as qualidades do “Coelho

Branco” e do “homem moderno”.

Gabarito 1C

(Técnico Judiciário – TST – 2008 – CESPE) Com relação ao texto acima, julgue os itens a seguir.

(1) Conclui-se do desenvolvimento das ideias do texto que, nos tempos atuais, “o relógio de pulso e o despertador” (l.13) foram substituídos pelo “nosso relógio interno” (l.12). (2) A expressão “Esse é o começo” (l.16-17) refere-se à ideia inicial

do texto, expressa por “Trabalho demais, agenda cheia” (l.1).

1: pelo contrário, de acordo com o texto, o “nosso relógio interno” foi

substituído pelo “relógio de pulso e o despertador”: “O resultado é um novo mal que é a cara do nosso tempo: a doença da correria, uma espécie de superestresse (...) uma resposta ao fato de o nosso relógio interno ter virado o relógio de pulso e o despertador.”; 2: o sintagma “Esse é o

começo” refere-se à ideia expressa no período anterior: “Iniciativas que privilegiam o bem-estar, a simplicidade, a tradição local, o resgate da his-tória e a hospitalidade começam a pipocar pelo globo. Esse é o começo”.

Gabarito 1E, 2E

1 Podem ser fios demais caídos no travesseiro. Ou fios de menos percebidos na cabeça ao se olhar no espelho. No fim das contas, o resultado é o mesmo: você está perdendo 4 cabelo.

E não está sozinho. “A calvície atinge 50% da popu-lação masculina”, diz o dermatologista Ademir Carvalho 7 Leite Jr.

Se tanta companhia não vale como consolo, a vantagem de ter muita gente sofrendo com o problema é que isso 10 estimula as pesquisas científicas. “Há equipes estudando o uso de células-tronco para tratamento da calvície”, conta Leite Jr. Também já foi descoberto que são oito os pares de 13 genes envolvidos no crescimento dos cabelos, segundo ele,

o que abre possibilidades à pesquisa genética.

“Entre as perspectivas, está o desenvolvimento de testes 16 genéticos para diagnóstico da alopecia androgenética, ou seja, a ausência de cabelos provocada pela interação entre os genes herdados e os hormônios masculinos. O teste pode 19 determinar o risco e os graus de calvície antes de sua manifestação, permitindo o tratamento precoce”, diz Arthur Tykocinski, dermatologista da Santa Casa de São Paulo, que 22 aponta ainda, entre as novidades na área, os estudos para

uso de robôs no processo de transplante de cabelos.

Iara Biderman. Folha de S.Paulo, 29/8/2008

(com adaptações).

(Técnico Judiciário – TRT/17ª – 2009 – CESPE) Com relação às ideias, à organização e à tipologia do texto, julgue o item que se segue.

(1) A linguagem empregada no texto permite caracterizá-lo como predominantemente informativo.

1: trata-se de um texto informativo, publicado em jornal, com o objetivo

de prestar informações objetivas.

Gabarito 1C

Texto para a questão a seguir:

1 Uma decisão singular de um juiz da Vara de Execu- ções Criminais de Tupã, pequena cidade a 534 km da cidade de São Paulo, impondo critérios bastante rígidos para 4 que os estabelecimentos penais da região possam receber novos presos, confirma a dramática dimensão da crise do sistema prisional. A sentença determina, entre outras 7 medidas, que as penitenciárias somente acolham presos que

residam em um raio de 200 km.

Segundo o juiz, as medidas que tomou são previstas 10 pela Lei de Execução Penal e objetivam acabar com a violação dos direitos humanos da população carcerária e “abrir o debate a respeito da regionalização dos presídios”. 13 Ele alega que muitos presos das penitenciárias da região são de famílias pobres da Grande São Paulo, que não dispõem de condições financeiras para visitá-los semanalmente, o que 16 prejudica o trabalho de reeducação e de ressocialização. Sua sentença foi muito elogiada. Contudo, o governo estadual anunciou que irá recorrer ao Tribunal de Justiça, sob 19 a alegação de que, se os estabelecimentos penais não puderem receber mais presos, os juízes das varas de execuções não poderão julgar réus acusados de crimes 22 violentos, como homicídio, latrocínio, sequestro ou estupro. Além disso, as autoridades carcerárias alegam que a decisão impede a distribuição de integrantes de uma quadrilha por 25 diversos estabelecimentos penais, seja para evitar que continuem comandando seus “negócios”, seja para coibir a formação de facções criminosas.

28 Com um deficit de mais de 40 mil vagas e várias unida- des comportando o triplo de sua capacidade de lotação, a já dramática crise do sistema prisional de São Paulo se 31 agrava todos os dias. O mérito da sentença do juiz de Tupã, que dificilmente será confirmada em instância superior, é o de refrescar a memória do governo sobre a urgência de uma 34 solução para o problema.

In: Estado de S. Paulo, 13/1/2008, p. A3. (com adaptações).

(Fiscal de Tributos/V. Velha-ES – 2008 – CESPE) Com referência às ideias do texto, julgue os itens de 1 a 7.

(1) De acordo com o texto, não ocorrem crimes violentos, como homicídio, latrocínio, sequestro e estupro, na cidade de Tupã. (2) Depreende-se do texto que a crise do sistema prisional de São Paulo pode ser resolvida com a adoção de medidas que restrinjam o deslocamento dos presos e dos seus familiares. (3) Infere-se do texto que o juiz mencionado, ao proferir sua sentença, preocupou-se com a reabilitação dos presos. (4) Subentende-se da leitura do terceiro parágrafo que o

governo de São Paulo considera inviável cumprir a sentença e recorrerá à instância superior.

(5) De acordo com o terceiro parágrafo do texto, o encarcera-mento de criminosos em diferentes penitenciárias possibilita a desmobilização de quadrilhas.

(6) Segundo o autor do texto, a sentença salienta a necessidade de uma solução para a grave situação do sistema prisional de São Paulo.

(7) O texto caracteriza-se como texto descritivo devido à sua complexidade e à apresentação de fatos que ocorreram com personagens reais.

(12)

DIegO AMORIM, elOy gUStAvO De SOUzA, FeRnAnDA FRAncO, HenRIqUe SUbI, MAgAlly DAtO e RODRIgO FeRReIRA De lIMA

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1: De acordo com o texto, “se os estabelecimentos penais não puderem

receber mais presos, os juízes das varas de execuções não poderão julgar réus acusados de crimes violentos, como homicídio, latrocínio, sequestro ou estupro.” (linhas 19 a 22); 2: De acordo com o texto,

restringir o deslocamento dos familiares dos presos “prejudica o trabalho de reeducação e ressocialização” (linha 16); 3: O juiz alega

“que muitos presos das penitenciárias da região são de famílias pobres da Grande São Paulo, que não dispõem de condições financeiras para visitá-los semanalmente, o que prejudica o trabalho de reeducação e de ressocialização.” (linhas 13 a 16); 4: O governo do Estado de São Paulo

“anunciou que irá recorrer ao Tribunal de Justiça, sob a alegação de que, se os estabelecimentos penais não puderem receber mais presos, os juízes das varas de execuções não poderão julgar réus acusados de crimes violentos, como homicídio, latrocínio, sequestro ou estupro.” (linhas 17 a 22); 5: De acordo com o texto, “as autoridades carcerárias

alegam que a decisão impede a distribuição de integrantes de uma quadrilha por diversos estabelecimentos penais, seja para evitar que continuem seus ‘negócios’, seja para coibir a formação de facções criminosas.” (linhas 23 a 27); 6: “O mérito da sentença (...) é o de

refrescar a memória do governo sobre a urgência de uma solução para o problema.” (linhas 31 a 34); 7: O texto é dissertativo com inserções

descritivas que confirmam os argumentos do autor.

Gabarito 1E, 2E, 3C, 4C, 5C, 6C, 7E

1 Viajando pelas bocas dos rios Juruá e Purus no início do século XIX, os naturalistas alemães Spix e Martius anotaram, em seus diários, a presença de “índios selvagens” 4 e a falta de “civilização”, que, segundo os autores,

caracterizavam a região. Além da exploração da região e de suas riquezas naturais, as primeiras expedições oficiais ao 7 Purus e ao Juruá, lideradas, respectivamente, por João

Rodrigues Cametá e Romão José de Oliveira, em meados do século XIX, tinham como objetivo a atração e a pacificação 10 dos índios.

Essas entradas permaneceram limitadas, subindo os rios apenas parcialmente, mas inauguraram uma série de 13 explorações da região durante as décadas de 50 e 60 do

século XIX. Entre essas expedições, destaca-se a viagem, a mando da Royal Geographical Society de Londres, do 16 geógrafo inglês William Chandless, que subiu o Purus em

1864/65 e o Juruá em 1867. Todavia, a historiografia regional consagrou os nomes de Manoel Urbano, explorador 19 do Purus em 1858, e de João da Cunha Corrêa, que percorreu

o Juruá em 1861, como os primeiros “desbravadores” e “descobridores” das terras acreanas.

Idem, ibidem (com adaptações). (Fiscal de Tributos/Rio Branco-AC – 2007 – CESPE) Considerando o texto acima, julgue os itens a seguir.

(1) De acordo com o texto, os alemães Spix e Martius integraram as primeiras expedições oficiais aos rios Juruá e Purus. (2) Os objetivos das expedições lideradas por João Rodrigues

Cametá e Romão José de Oliveira, de acordo com o texto, circunscreviam-se à pacificação dos índios da região. (3) O emprego de itálico em “entradas” (l.11) indica que essa

expressão está sendo utilizada com sentido adaptado ao contexto, pois seu sentido original não abrange expedições da região Norte.

(4) O uso de vírgula após “Chandless” (l.16) justifica-se por isolar oração subordinada adjetiva explicativa.

(5) O termo “Todavia” (l.17) pode, sem prejuízo para a correção gramatical e para as informações originais do período, ser substituído por qualquer um dos seguintes: Porém, Contudo, Entretanto, No entanto, Porquanto, Conquanto.

1: As primeiras expedições oficiais ao Purus e ao Juruá foram lideradas

por “João Rodrigues Cametá e Romão José de Oliveira” (linhas 6 a 8);

2: As primeiras expedições oficiais “tinham como objetivo a atração e

a pacificação dos índios” (linhas 9 e 10); 3: A utilização de destaques

no texto como itálico ou as aspas indica que o termo não está sendo usado no seu sentido literal ou usual; 4: A oração “que subiu o Purus

em 1864/65 e o Juruá em 1867” é subordinada adjetiva explicativa. O pronome relativo que retoma o termo anterior “William Chandless” com o objetivo de explicá-lo; 5: A conjunção todavia pode ser substituída

por outra adversativa (porém, contudo, entretanto, no entanto) que transmitem a ideia de contraste. Não pode, porém, ser substituída pela conjunção causal porquanto ou pela concessiva conquanto.

Gabarito 1E, 2E, 3C, 4C, 5E

1 Os heróis existem em todas as culturas e em todas as épocas. Cada povo tem seus heróis, que vão de fundadores de cidades ou civilizações a mártires de causas voltadas ao bem 4 coletivo.

Os tipos de heróis são muitos. Há o herói social, aquele que luta pelas necessidades de um grupo ou de um 7 povo; há o herói velho, experiente, que tem a missão de ensinar; há o herói jovem, intrépido, que enfrenta desafios por impulso; há o herói cotidiano, que enfrenta o trânsito e 10 luta para sustentar com dignidade a sua família; há o herói de ocasião, que, diante do perigo ou de uma situação limite, reúne forças tiradas não se sabe de onde; há o herói 13 equivocado, que luta por causas enganosas; há o herói justiceiro; o vingativo; o de dupla personalidade, que é metade homem-comum, metade super-homem etc.

Moacyr Scliar. Um país chamado infância. Português:

linguagens. 2002, p. 57 (com adaptações). (Fiscal de Tributos Estaduais/AC – 2006 – CESPE) Assinale a opção correta de acordo com as ideias do texto.

(A) Para ser um herói é preciso enfrentar perigos, lutar por uma causa injusta e escapar de muitas armadilhas.

(B) Muitas vezes, o jovem quer ser um verdadeiro super-herói, o que consiste em participar de grandes aventuras e fazer o bem.

(C) Os heróis vivem em mundos hipotéticos, às vezes paradi-síacos, construídos basicamente pela linguagem. (D) O fato de haver heróis em todas as culturas e épocas faz que

a tipologia desses personagens tenha contornos variados.

A: de acordo com o texto existem vários tipos de heróis; B: dentre os

diversos tipos de heróis, “há o herói jovem, intrépido, que enfrenta desafios por impulso”; C: os heróis são homens comuns, do cotidiano:

“Os heróis existem em todas as culturas e em todas as épocas.”; D:

é a assertiva correta.

Gabarito "D"

Texto para as duas questões seguintes

1 Em dezembro de 2000, quando tomou posse no Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Ellen Gracie Northfleet obrigou a corte a uma reforma insólita: a 4 construção de um banheiro feminino ao lado do plenário. Até então, em 172 anos de história, tal peça não tinha sido necessária. Ellen foi a primeira mulher a integrar a Suprema 7 Corte do país. Na quarta-feira, dia 15 de março, a juíza quebrou mais um tabu. Pelo sistema de rodízio dos ministros, foi escolhida para a presidência do Supremo. Todos os seus 10 40 antecessores no cargo foram homens.

A chegada de uma mulher ao cargo mais alto da justiça brasileira não é um fato isolado. Uma pesquisa da Associação 13 dos Magistrados Brasileiros mostra que a presença feminina na Justiça cresceu muito. Até o final dos anos 60, apenas 2,3% dos magistrados eram mulheres. Hoje são 22,4%. 16 Elas estão principalmente nos juizados especiais, a área mais moderna do Poder Judiciário brasileiro. Ocupam 37,1% dessas cortes.

19 Segundo a pesquisa, as juízas são mais críticas em relação à atuação da Ordem dos Advogados do Brasil e da justiça. São mais éticas e preocupadas com as questões 22 humanas, tendendo à individuação das sentenças. Os juízes seguiriam a lei, de forma prática. As juízas seriam mais preocupadas com as questões sociais e econômicas que 25 cercam os casos.

Referências

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