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Estudo Para DIP

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Academic year: 2021

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Esquema para DIP Esquema para DIP

1º passo

1º passo – – estamos perante uma situação privada internacional, com pontos de contacto com estamos perante uma situação privada internacional, com pontos de contacto com os ordenamentos jurídicos 1, 2 e 3.

os ordenamentos jurídicos 1, 2 e 3.

2º passo

2º passo – – trata trata – – se de uma questão família, c se de uma questão família, contratos, sucessões, entre outros, em geral e ontratos, sucessões, entre outros, em geral e bláblá blá blá em especial.

blá blá em especial.

3º passo

3º passo – – identificar a norma em causa. identificar a norma em causa.

Verificar se estamos perante o âmbito de um regulamento comunitário ou norma de conflitos Verificar se estamos perante o âmbito de um regulamento comunitário ou norma de conflitos do CC. do CC. Regulamentos: Regulamentos: Roma I Roma I

Estamos em sede de Regulamento Roma I,

Estamos em sede de Regulamento Roma I, sendo importante aferir pelos seus âmbitos.sendo importante aferir pelos seus âmbitos. Material

Material – – artigo 1º nº1 artigo 1º nº1 – – delimitação positiva; artigo 1º nº2 delimitação positiva; artigo 1º nº2 – – delimitação negativa. delimitação negativa. Não se verifica qualquer causa de exclusão, nos termos do artigo 1º nº2.

Não se verifica qualquer causa de exclusão, nos termos do artigo 1º nº2. Temporal

Temporal – – artigo 28º, sendo aplicável aos contratos celebrados após Dezembro de 2009. artigo 28º, sendo aplicável aos contratos celebrados após Dezembro de 2009. Espacial

Espacial – – é uma situação privada internacional, nos termos do artigo 1º nº1 ( é uma situação privada internacional, nos termos do artigo 1º nº1 ( tínhamos conflitotínhamos conflito de leis) e 2º (aplicação universal). Quanto ao artigo 2º, isto não é um âmbito, dizendo que as de leis) e 2º (aplicação universal). Quanto ao artigo 2º, isto não é um âmbito, dizendo que as normas de conflitos até ao artigo 8º tem aplicação universal, podendo designar a lei/direito normas de conflitos até ao artigo 8º tem aplicação universal, podendo designar a lei/direito material de um estado membro, mas também estado terceiro, como, por exemplo, Brasil, China, material de um estado membro, mas também estado terceiro, como, por exemplo, Brasil, China, México, entre outros.

México, entre outros.

O legislador europeu consagrou esta solução, tendo em conta uma questão de facilidade de O legislador europeu consagrou esta solução, tendo em conta uma questão de facilidade de determinação de lei aplicável e aplicabilidade do Regulamento.

determinação de lei aplicável e aplicabilidade do Regulamento. O artigo 2º é uma característica das normas do R

O artigo 2º é uma característica das normas do RRI.RI. Âmbito territorial

Âmbito territorial – – se um Estado está vinculado, nós estamos vinculados, mas se fosse o direito se um Estado está vinculado, nós estamos vinculados, mas se fosse o direito dinamarquês, aplicava

dinamarquês, aplicava – –  se o código civil dinamarquês. Fora da união europeia, não está  se o código civil dinamarquês. Fora da união europeia, não está preenchido, não se verifica fora dos Estados membros. Considerandos 45 e 46.

preenchido, não se verifica fora dos Estados membros. Considerandos 45 e 46.

Preenchidos os âmbitos, as normas do Regulamento aplicam Preenchidos os âmbitos, as normas do Regulamento aplicam – – se. se.

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Fundamentos do artigo 3º Fundamentos do artigo 3º

A lei escolhida pelas artes é uma lei segura, certa e previsível, pelo menos, para as partes. A lei escolhida pelas artes é uma lei segura, certa e previsível, pelo menos, para as partes. O artigo 3º nº1 não introduz uma restrição à escolha das partes a qualquer conexão, ao contrário O artigo 3º nº1 não introduz uma restrição à escolha das partes a qualquer conexão, ao contrário do que acontece no CC, que fala em interesse sério. Era criticado, já que tínhamos um conceito do que acontece no CC, que fala em interesse sério. Era criticado, já que tínhamos um conceito indeterminado e provocaria uma imensa imprevisibilidade.

indeterminado e provocaria uma imensa imprevisibilidade.

As partes podem escolher um conjunto de normas que não corresponda às lei do estado As partes podem escolher um conjunto de normas que não corresponda às lei do estado soberano, como, por exemplo, a lex mercatória?

soberano, como, por exemplo, a lex mercatória?

A resposta é negativa. No artigo 3º nº3, é evidente que o legislador está a pensar na lei de um A resposta é negativa. No artigo 3º nº3, é evidente que o legislador está a pensar na lei de um estado soberano, significando que temos de ter a lei do estado soberano como lei reguladora estado soberano, significando que temos de ter a lei do estado soberano como lei reguladora do contrato, mas nada impede que façamos uma referência material à lex mercatória. O artigo do contrato, mas nada impede que façamos uma referência material à lex mercatória. O artigo 405º CC prevê essa incorporação, mas é importante ter presente que essa incorporação está 405º CC prevê essa incorporação, mas é importante ter presente que essa incorporação está sujeita à lei do Estado soberano aplicável ao contrato. O artigo 405º não deixa as partes sujeita à lei do Estado soberano aplicável ao contrato. O artigo 405º não deixa as partes afastarem as disposições imperativas, mas apenas as supletivas.

afastarem as disposições imperativas, mas apenas as supletivas.

No artigo 3º nº1 RRI, está prevista a liberdade de escolha de lei, sendo esta, de facto, a regra No artigo 3º nº1 RRI, está prevista a liberdade de escolha de lei, sendo esta, de facto, a regra geral do Regulamento. Assim sendo, a referência conflitual está prevista no artigo 3º nº1, sendo geral do Regulamento. Assim sendo, a referência conflitual está prevista no artigo 3º nº1, sendo que a escolha de lei

que a escolha de lei afasta as disposições de lei potencialmente aplicável, nos tafasta as disposições de lei potencialmente aplicável, nos termos do artigoermos do artigo 4º.

4º.

A escolha A escolha

Esta escolha pode ser expressa, o mais comum, ou

Esta escolha pode ser expressa, o mais comum, ou pode ser tácita, resultando das circunstânciaspode ser tácita, resultando das circunstâncias que rodeiam o contrato. Além disso, essa escolha pode acontecer antes, durante ou depois da que rodeiam o contrato. Além disso, essa escolha pode acontecer antes, durante ou depois da celebração do contrato. Contudo, se acontecer depois, há que proteger as questões de validade celebração do contrato. Contudo, se acontecer depois, há que proteger as questões de validade substancial, assim como, os interesses de terceiro, nos termos do artigo 3º nº2.

substancial, assim como, os interesses de terceiro, nos termos do artigo 3º nº2.

Limites Limites

Como sabemos, os números 3 e 4 do artigo 3º RRI enunciam limites. O nº3 é configurado da Como sabemos, os números 3 e 4 do artigo 3º RRI enunciam limites. O nº3 é configurado da seguinte maneira: a escolha de lei estrangeira num contrato puramente interno pode afastar a seguinte maneira: a escolha de lei estrangeira num contrato puramente interno pode afastar a lei nacional? O artigo 3º diz que não, havendo escolha de lei abusiva, não se justificando o lei nacional? O artigo 3º diz que não, havendo escolha de lei abusiva, não se justificando o afastamento do direito material português, único pais como o qual o contrato tinha contacto. afastamento do direito material português, único pais como o qual o contrato tinha contacto.

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A consequência não é retirar efeito a esta escolha de lei, mas a escolha da lei estrangeira só A consequência não é retirar efeito a esta escolha de lei, mas a escolha da lei estrangeira só pode afastar as disposições supletivas da lei nacional, mas não as imperativas. Esta é a posição pode afastar as disposições supletivas da lei nacional, mas não as imperativas. Esta é a posição maioritária e a do

maioritária e a do professor Dário Moura Vicente. O professor Lima Pinheiro considera que professor Dário Moura Vicente. O professor Lima Pinheiro considera que nãonão se aplica o artigo 3º, já que o âmbito espacial do regulamento não estava preenchido, uma vez se aplica o artigo 3º, já que o âmbito espacial do regulamento não estava preenchido, uma vez que estávamos perante uma situação puramente interna

que estávamos perante uma situação puramente interna – – artigo 1º nº1 in fine em articulação artigo 1º nº1 in fine em articulação com o artigo 3º.

com o artigo 3º.

Não se aplica o 3º nº1 e o nº3. Não há hipótese de escolha. O Professor Lima Pinheiro defende Não se aplica o 3º nº1 e o nº3. Não há hipótese de escolha. O Professor Lima Pinheiro defende como alternativa não tanto as CCG típicas, mas remeter para as regras supletivas do outro como alternativa não tanto as CCG típicas, mas remeter para as regras supletivas do outro direito e considera que o artigo 41º e 42º são manifestações da liberdade contratual, tudo aquilo direito e considera que o artigo 41º e 42º são manifestações da liberdade contratual, tudo aquilo que é supletivo aplicamos o outro direito, para o imperativo aplica

que é supletivo aplicamos o outro direito, para o imperativo aplica – – se o português. se o português. Contudo, a solução é exatamente a m

Contudo, a solução é exatamente a mesma.esma.

O nº4 é um limite onde não há tanta divergência. Se a

O nº4 é um limite onde não há tanta divergência. Se a situação só esta objetivamente ligada aosituação só esta objetivamente ligada ao espaço da UE, a escolha de uma lei do estão terceiro não permite afastar os direitos da UE. espaço da UE, a escolha de uma lei do estão terceiro não permite afastar os direitos da UE. Protege o direito imperativo as União Europeia,

Protege o direito imperativo as União Europeia, que inclui os contratos dos regulamentos ou que inclui os contratos dos regulamentos ou porpor transposição de diretiva. Não há o problema de ser uma situação interna, porque é uma situação transposição de diretiva. Não há o problema de ser uma situação interna, porque é uma situação com pontos de contacto com vários estados soberanos.

com pontos de contacto com vários estados soberanos.

O que se aplica na falta de escolha de lei pelas partes? O que se aplica na falta de escolha de lei pelas partes?

Artigo 4º RRI. Artigo 4º RRI.

Não tendo as partes escolhido a lei aplicável, nos termos do artigo 3º, aplicava

Não tendo as partes escolhido a lei aplicável, nos termos do artigo 3º, aplicava – – se o artigo 4º se o artigo 4º RRI que é a regra geral.

RRI que é a regra geral. Nº1

Nº1 – –embora se possa dizer que é inspirado no embora se possa dizer que é inspirado no princípio da conexão mais estreita, não se podeprincípio da conexão mais estreita, não se pode dizer que ele seja a consagração desse princípio. Aplica

dizer que ele seja a consagração desse princípio. Aplica – – se a residência habitual. se a residência habitual. A regra é rígida e a

A regra é rígida e a vantagem disso é a diminuição dos custos de transação e vantagem disso é a diminuição dos custos de transação e litigância e a certezalitigância e a certeza  jurídica que proporciona.

 jurídica que proporciona. Contudo, subjaz um problema quContudo, subjaz um problema que é o facto de existir a pe é o facto de existir a possibilidadeossibilidade de ter sempre algo de fora.

de ter sempre algo de fora. Nº2

-Nº2 - No artigo 4º nº2 falaNo artigo 4º nº2 fala – –  se em contratos mistos, mandando aplicar a lei da residência  se em contratos mistos, mandando aplicar a lei da residência habitual da parte obrigada a fazer a prestação característica.

habitual da parte obrigada a fazer a prestação característica. Coloca

Coloca – – se a questão de saber o que é a prestação característica? Esta permite distinguir entre se a questão de saber o que é a prestação característica? Esta permite distinguir entre tipos contratuais e é aquela que não é o pagamento do preço, mas alguns contratos são mais tipos contratuais e é aquela que não é o pagamento do preço, mas alguns contratos são mais complicados, ou porque não têm pagamento do preço ou porque são ambas pecuniárias. complicados, ou porque não têm pagamento do preço ou porque são ambas pecuniárias.

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Nº3

Nº3 – – a ideia é a de introdução de alguma flexibilidade, sendo uma cláusula de exceção, sendo a ideia é a de introdução de alguma flexibilidade, sendo uma cláusula de exceção, sendo que sempre que se queira aplicar o 4º nº1 ou 2º

que sempre que se queira aplicar o 4º nº1 ou 2º temos de verificar se existe uma conexão maistemos de verificar se existe uma conexão mais estreita, e de aplicação obrigatória, sempre que pretendo aplicar o nº1 ou nº2.

estreita, e de aplicação obrigatória, sempre que pretendo aplicar o nº1 ou nº2. Nº4

Nº4 – – Este não é uma clausula de exceção, sendo o caso paradigmático deste artigo o doEste não é uma clausula de exceção, sendo o caso paradigmático deste artigo o do contrato de permuta, não sendo possível identificar a prestação característica.

contrato de permuta, não sendo possível identificar a prestação característica. Este estipula queEste estipula que se os critérios anteriores não funcionam, temos de proceder a

se os critérios anteriores não funcionam, temos de proceder a uma aplicação casuística e aplicaruma aplicação casuística e aplicar a lei com uma conexão mais estreita.

a lei com uma conexão mais estreita.

Artigo 6º e artigo 8º Artigo 6º e artigo 8º

São contratos com parte mais fraca. São contratos com parte mais fraca.

Artigo 6º nº1. Temos subjacente a ideia de que temos um desequilíbrio entre as partes, entre Artigo 6º nº1. Temos subjacente a ideia de que temos um desequilíbrio entre as partes, entre um Profissional e um consumidor. Se for entre 2 profissionais, estamos no âmbito do artigo 3º um Profissional e um consumidor. Se for entre 2 profissionais, estamos no âmbito do artigo 3º e 4º.

e 4º.

A norma de conflito está toda no artigo 6º nº2, sendo que o nº1 define os contratos que A norma de conflito está toda no artigo 6º nº2, sendo que o nº1 define os contratos que beneficiam da proteção como aqueles em que há um desequilibro das partes, que o consumidor beneficiam da proteção como aqueles em que há um desequilibro das partes, que o consumidor exerça a atividade profissional no pais do consumidor ou dirija para tal país.

exerça a atividade profissional no pais do consumidor ou dirija para tal país.

Existem contratos de consumo específicos que estão excluídos

Existem contratos de consumo específicos que estão excluídos deste artigo.deste artigo. Para que se aplique o nº2, temos de verificar o nº1 e as

Para que se aplique o nº2, temos de verificar o nº1 e as exceções do nº4.exceções do nº4.

O consumidor terá sempre direito ao regime da lei da sua residência habitual, desde que, lhe O consumidor terá sempre direito ao regime da lei da sua residência habitual, desde que, lhe seja mais favorável.

seja mais favorável.

Ver questão dos contratos celebrados à distância. Ver questão dos contratos celebrados à distância. Lima Pinheiro e TJUE.

Lima Pinheiro e TJUE.

Lima Pinheiro refere que a internet é um meio suscetível de alcançar a generalidade dos países, Lima Pinheiro refere que a internet é um meio suscetível de alcançar a generalidade dos países, para convidar os consumidores a celebrar contratos à distância.

para convidar os consumidores a celebrar contratos à distância.

O TJUE, numa decisão relativa ao Regulamento de Bruxelas I foi um pouco mais exigente. para O TJUE, numa decisão relativa ao Regulamento de Bruxelas I foi um pouco mais exigente. para haver atividade dirigida a um país será necessário uma manifestação (tácita) do conhecimento haver atividade dirigida a um país será necessário uma manifestação (tácita) do conhecimento de estabelecimento de relações comerciais com vários Estados, inclusive o da residência de estabelecimento de relações comerciais com vários Estados, inclusive o da residência habitual.

habitual.

Para esses indícios, importa a natureza internacional da atividade, língua e moeda que não seja Para esses indícios, importa a natureza internacional da atividade, língua e moeda que não seja a do país do comerciante, números de telefone internacionais, nome do domínio do 1º imóvel a do país do comerciante, números de telefone internacionais, nome do domínio do 1º imóvel que seja diferente do EM em que o

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Artigo 6º nº1 b), já que estamos perante um contrato celebrado à distância. Artigo 6º nº1 b), já que estamos perante um contrato celebrado à distância.

Relação entre o artigo 6º e o DL de venda de bens de consumo Relação entre o artigo 6º e o DL de venda de bens de consumo

Este decreto lei é a transposição de uma diretiva e o artigo 23º RRI concede prevalência, o que Este decreto lei é a transposição de uma diretiva e o artigo 23º RRI concede prevalência, o que significa que as regras de transposição sobre essa diretiva prevalecem sobre o artigo 6º.

significa que as regras de transposição sobre essa diretiva prevalecem sobre o artigo 6º. Pelo artigo 6º nº1 não ti

Pelo artigo 6º nº1 não tinha direito a lei da residencial habitual, mas o nha direito a lei da residencial habitual, mas o dl tem no artigo 11º umadl tem no artigo 11º uma norma de conflitos que permite apesar de não estar protegido pelo artigo 6º, estou protegido norma de conflitos que permite apesar de não estar protegido pelo artigo 6º, estou protegido pelo artigo 11º do dl por força do artigo 23º RRI.

pelo artigo 11º do dl por força do artigo 23º RRI.

Artigo 8º RRI Artigo 8º RRI

A preocupação subjacente é a mesma, a proteção da parte mais fraca e funciona de forma A preocupação subjacente é a mesma, a proteção da parte mais fraca e funciona de forma semelhante ao artigo 6º. Temos de verificar onde o trabalhador presta habitualmente o sue semelhante ao artigo 6º. Temos de verificar onde o trabalhador presta habitualmente o sue trabalho. A parte aditada do artigo tem que ver com o teletrabalho, mas também com os trabalho. A parte aditada do artigo tem que ver com o teletrabalho, mas também com os comissários de bordo e camioni

comissários de bordo e camionistas de transportes internacionais.stas de transportes internacionais.

Tem um problema de articulação de fontes com o código do trabalho, artigo 6º a 9º CT, Tem um problema de articulação de fontes com o código do trabalho, artigo 6º a 9º CT, destacamento temporário do trabalhador. Criou

destacamento temporário do trabalhador. Criou – – se o princípio que o trabalhador beneficia das se o princípio que o trabalhador beneficia das regras do pais de

regras do pais de acolhimento, desde que sejam mais favoráveis.acolhimento, desde que sejam mais favoráveis.

Existência e validade substancial do contrato Existência e validade substancial do contrato

Artigo 10º RRI. Artigo 10º RRI.

Temos de determinar se o contrato existe, enquanto contrato, sendo que vamos aplicar a lei Temos de determinar se o contrato existe, enquanto contrato, sendo que vamos aplicar a lei hipotética do contrato para determinar a sua existência de validade, tentando obter uma hipotética do contrato para determinar a sua existência de validade, tentando obter uma regulação unitária do contrato, evitando

regulação unitária do contrato, evitando – – se a aplicação de várias leis ao mesmo contrato. Há se a aplicação de várias leis ao mesmo contrato. Há uma exceção no artigo 10º nº2, que qualquer uma das partes pode invocar a lei da residência uma exceção no artigo 10º nº2, que qualquer uma das partes pode invocar a lei da residência habitual. Essa parte quando chegar ao litígio pode invocar a lei da residência habitual, mas é habitual. Essa parte quando chegar ao litígio pode invocar a lei da residência habitual, mas é uma faculdade. Exemplos: casos do silencio.

uma faculdade. Exemplos: casos do silencio.

Validade formal Validade formal

Artigo 11º. Artigo 11º.

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Princípio do favor negotti, vai ser regulado em princípio por 2 leis possíveis e vamos escolher Princípio do favor negotti, vai ser regulado em princípio por 2 leis possíveis e vamos escolher aquela que diga que o negocio é valido.

aquela que diga que o negocio é valido. 11º nº1

11º nº1 – – entre pessoas do mesmo pais; entre pessoas do mesmo pais; 11º nº2

11º nº2 – – entre pessoas de países diferentes. entre pessoas de países diferentes.

Basta que uma destas seja formalmente válida e o contrato também o é. As exceções estão Basta que uma destas seja formalmente válida e o contrato também o é. As exceções estão previstas no artigo 11º nº4 (consumidor) e nº5 (direito real sobre imóvel). Estas disposições de previstas no artigo 11º nº4 (consumidor) e nº5 (direito real sobre imóvel). Estas disposições de forma tem o valor

forma tem o valor de normas internacionalmente imperativas.de normas internacionalmente imperativas. Exige 2 pressupostos:

Exige 2 pressupostos:

 disposição de direito material imperativo;disposição de direito material imperativo; 

 disposições de forma têm valor de forma de regras internacional imperativas.disposições de forma têm valor de forma de regras internacional imperativas.

Importa focar que não é toda e qualquer disposição de forma que é um obstáculo Importa focar que não é toda e qualquer disposição de forma que é um obstáculo à aplicação da norma.

à aplicação da norma.

O artigo 875º CC preenche isto? O artigo 875º CC preenche isto?

Segundo o Professor Lima Pinheiro, não, pois não resulta da letra

Segundo o Professor Lima Pinheiro, não, pois não resulta da letra desse artigo que ele se queiradesse artigo que ele se queira aplicar em todo e qualquer caso.

aplicar em todo e qualquer caso.

Toda e qualquer disposição de forma não é um obstáculo à aplicação desta norma. Toda e qualquer disposição de forma não é um obstáculo à aplicação desta norma.

Artigo 23º Roma I Artigo 23º Roma I

Permite a aplicação direta de disposições transportas de Diretivas da EU. Permite a aplicação direta de disposições transportas de Diretivas da EU. Este artigo só permite que se aplique im

Este artigo só permite que se aplique imediatamente as normas materiais, indicadas por normasediatamente as normas materiais, indicadas por normas de conflitos que estão na ordem jurídica do Estado

de conflitos que estão na ordem jurídica do Estado  – –  Membro, por transposição de DUE.  Membro, por transposição de DUE. Exemplo: artigo 23º LCCG.

Exemplo: artigo 23º LCCG.

Aferimos pelo preenchimento dos âmbitos do Regulamento e pela

Aferimos pelo preenchimento dos âmbitos do Regulamento e pela aplicação de uma norma neleaplicação de uma norma nele constante. constante. Roma II Roma II O procedimento é o mesmo. O procedimento é o mesmo.

A responsabilidade extracontratual está prevista no RRII. A responsabilidade extracontratual está prevista no RRII.

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O foco é o RRII, que veio introduzir um regime conflitual unificado a nível da União Europeia, O foco é o RRII, que veio introduzir um regime conflitual unificado a nível da União Europeia, mas vamos olhar, igualmente, para o artigo 45º CC, sendo que ainda existe, atualmente, um mas vamos olhar, igualmente, para o artigo 45º CC, sendo que ainda existe, atualmente, um setor importante de atos ilícitos que se situa fora do RRII, obrigando a recorrer à norma de setor importante de atos ilícitos que se situa fora do RRII, obrigando a recorrer à norma de conflitos do artigo 45º CC. No fundo, as normas de conflitos de fonte interna só atuam fora do conflitos do artigo 45º CC. No fundo, as normas de conflitos de fonte interna só atuam fora do seu âmbito de aplicação.

seu âmbito de aplicação.

Âmbitos de aplicação Âmbitos de aplicação

Espacial

Espacial – –  consagrado no artigo 1º nº1 (conflitos de leis), só se aplica as situações privadas  consagrado no artigo 1º nº1 (conflitos de leis), só se aplica as situações privadas internacionais.

internacionais.

Material

Material – – artigo 1º nº - delimitação positiva; artigo 1º nº2 artigo 1º nº - delimitação positiva; artigo 1º nº2 – – negativa. Destaque para a alínea negativa. Destaque para a alínea g). Foi introduzida esta exclusão e no artigo 30º

g). Foi introduzida esta exclusão e no artigo 30º está estabelecido uma clausula de revisão desteestá estabelecido uma clausula de revisão deste artigo. A revisão deveria ter sido feita em 2012, mas não aconteceu. O problema que levou a artigo. A revisão deveria ter sido feita em 2012, mas não aconteceu. O problema que levou a exclusão do direito de personalidade, não inclui a integridade física ou bem jurídico vida, mas exclusão do direito de personalidade, não inclui a integridade física ou bem jurídico vida, mas sim direito a imagem, ao bom nome. Só inclui estes últimos e não os restantes.

sim direito a imagem, ao bom nome. Só inclui estes últimos e não os restantes.

Obrigações extracontratuais

Obrigações extracontratuais- São todas as obrigações que uma pessoa tem perante outrem que- São todas as obrigações que uma pessoa tem perante outrem que ela não assumiu voluntariamente, não foi pela sua vontade que ela surgiu.

ela não assumiu voluntariamente, não foi pela sua vontade que ela surgiu. – – Artigo 2º - conceito Artigo 2º - conceito autónomo interpretado pelo TJUE.

autónomo interpretado pelo TJUE.

Temporal

Temporal – – 2 artigos utilizados em conjunto: artigo  2 artigos utilizados em conjunto: artigo 31º e 32º, mas por questões de rigor, nunca31º e 32º, mas por questões de rigor, nunca devemos esquecer o artigo 31º porque é

devemos esquecer o artigo 31º porque é ele que nos dá o facto ele que nos dá o facto jurídico relevante. Não é a jurídico relevante. Não é a datadata de entrada em vigor, mas sim a data de publicação que nos é relevante. Todo e qualquer facto de entrada em vigor, mas sim a data de publicação que nos é relevante. Todo e qualquer facto danosos que ocorra a partir de 11 de janeiro de 2009, é aplicável o RRII, antes dessa data, aplica danosos que ocorra a partir de 11 de janeiro de 2009, é aplicável o RRII, antes dessa data, aplica  –

 – se o direito interno de cada um dos EM, no nosso caso, o artigo  se o direito interno de cada um dos EM, no nosso caso, o artigo 45º CC.45º CC.

Territorial

Territorial – – a mesma coisa do que o RRI a mesma coisa do que o RRI – – artigo 3º. artigo 3º.

Quer o RRI quer o RRII contêm normas que aferem pelo relacionamento com convenções Quer o RRI quer o RRII contêm normas que aferem pelo relacionamento com convenções internacionais

internacionais – – artigo 28º RRII. artigo 28º RRII. Ele assenta em 3 critérios distintos: Ele assenta em 3 critérios distintos:

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Material

Material  – –  só tenho um problema com estas convenções, se o objeto do RRII coincide  só tenho um problema com estas convenções, se o objeto do RRII coincide parcialmente com o objeto de uma convenção internacional. Isso não acontece se estivermos parcialmente com o objeto de uma convenção internacional. Isso não acontece se estivermos perante uma convenção sobre sucessões e o RRII;

perante uma convenção sobre sucessões e o RRII; Temporal

Temporal- - só dará prevalência as convençsó dará prevalência as convenções internacionais, às quais um dões internacionais, às quais um determinado EM seeterminado EM se tenha vinculado

tenha vinculado à data de aprovação do regulamento (“convenções existentes”), estandoà data de aprovação do regulamento (“convenções existentes”), estando subjacente a ideia de compromissos previamente assumidos, não sendo correto obrigar um subjacente a ideia de compromissos previamente assumidos, não sendo correto obrigar um Estado a incumprir ou a retirar o seu compromisso por razoes de uniformidade na União

Estado a incumprir ou a retirar o seu compromisso por razoes de uniformidade na União;; Subjetivo

Subjetivo – – traduz a ideia que decorre da  traduz a ideia que decorre da ideia dos compromissos previamente assumidos. Ora,ideia dos compromissos previamente assumidos. Ora, numa convenção internacional qualquer estado pode participar, aqui o 28 faz uma divisão: se a numa convenção internacional qualquer estado pode participar, aqui o 28 faz uma divisão: se a convenção só tiver como estados contratantes EM, então o regulamento prevalece sobre a convenção só tiver como estados contratantes EM, então o regulamento prevalece sobre a convenção; se entre os estados contratantes, estiverem estados terceiros, as regras da convenção; se entre os estados contratantes, estiverem estados terceiros, as regras da convenção prevalecem sobre o RRII.

convenção prevalecem sobre o RRII.

Direito de conflitos no RRII Direito de conflitos no RRII

Podemos deduzir das regras alguns princípios: Podemos deduzir das regras alguns princípios:

 Previsibilidade e segurança jurídica, consagrando elementos de conexão rígidos;Previsibilidade e segurança jurídica, consagrando elementos de conexão rígidos; 

 Harmonia jurídica internacionalHarmonia jurídica internacional – – unificação do direito de conflitos; unificação do direito de conflitos; 

 Autonomia da vontadeAutonomia da vontade – – consagrado porque tal como no RRI, o elemento de conexão consagrado porque tal como no RRI, o elemento de conexão

principal é o de escolha de lei pelas partes; principal é o de escolha de lei pelas partes;

 Princípio da conexão mais estreitaPrincípio da conexão mais estreita – – resultam das cláusulas de exceção.  resultam das cláusulas de exceção. O legislador daO legislador da

UE colmatou a rigidez da

UE colmatou a rigidez da maioria das suas normas de conflitos, introduzido clausulas demaioria das suas normas de conflitos, introduzido clausulas de exceção;

exceção;

 Especialização das normas de conflitosEspecialização das normas de conflitos  – –  uma norma de conflitos geral e outras  uma norma de conflitos geral e outras

especializadas; especializadas;

Escolha de lei pelas partes Escolha de lei pelas partes

Está prevista no artigo 14º RRII. Tal como no RRI, a regra de conflitos primária é a escolha das Está prevista no artigo 14º RRII. Tal como no RRI, a regra de conflitos primária é a escolha das partes, embora, na prática, ela só atue num número reduzido de casos, uma vez que é difícil partes, embora, na prática, ela só atue num número reduzido de casos, uma vez que é difícil para as partes em litígio acordar sobre a lei aplicável e a clausula de designação de lei aplicável para as partes em litígio acordar sobre a lei aplicável e a clausula de designação de lei aplicável contida num contrato celebrado por partes que desenvolvam atividades económicas nem contida num contrato celebrado por partes que desenvolvam atividades económicas nem sempre irá abranger pretensões extracontratuais.

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Ao contrário do RRI, a autonomia da vontade aparece mais mitigada, sendo que isso é Ao contrário do RRI, a autonomia da vontade aparece mais mitigada, sendo que isso é reconhecido pelo legislador. No RRII, para encontramos a

reconhecido pelo legislador. No RRII, para encontramos a escolha de lei pelas partes, só no artigoescolha de lei pelas partes, só no artigo 14 é que encontramos a autonomia. Em termos de inserção sistemática, o legislador da EU 14 é que encontramos a autonomia. Em termos de inserção sistemática, o legislador da EU acreditava que em termos de princípio faria logica

acreditava que em termos de princípio faria logica consagrar, mas que na prática, não seria assimconsagrar, mas que na prática, não seria assim tão utilizada.

tão utilizada.

Todavia, existem alguns ilícitos que não permitem a escolha de lei pelas partes, como, por Todavia, existem alguns ilícitos que não permitem a escolha de lei pelas partes, como, por exemplo, o artigo 6º nº4 (tem que ver com a concorrência) e o 8º nº3 (tem que ver com a exemplo, o artigo 6º nº4 (tem que ver com a concorrência) e o 8º nº3 (tem que ver com a propriedade intelectual).

propriedade intelectual).

Limitações à escolha de lei Limitações à escolha de lei

Não há limitações, exceto o facto de ter de ser a lei de um Estado. Não há limitações, exceto o facto de ter de ser a lei de um Estado.

Existe uma limitação quanto ao momento em que posso fazer o acordo de escolha de lei: Existe uma limitação quanto ao momento em que posso fazer o acordo de escolha de lei:

 Entre profissionaisEntre profissionais – – podem fazer acordo antes da verificação do facto danoso podem fazer acordo antes da verificação do facto danoso – – artigo artigo

14º nº2 b); 14º nº2 b);

 Entre profissionais e particularesEntre profissionais e particulares – – não podem fazer acordo antes da  não podem fazer acordo antes da verificação do factoverificação do facto

danoso

danoso – – artigo 1º nº1 a). Isto justifica artigo 1º nº1 a). Isto justifica – – se porque há uma ideia de  se porque há uma ideia de que os particularesque os particulares prescindem rapidamente de um direito que não têm.

prescindem rapidamente de um direito que não têm. Exemplo:Exemplo:dou te agora 500€ paradou te agora 500€ para se alguma vez te lesar usarmos a lei do Zimbabué.

se alguma vez te lesar usarmos a lei do Zimbabué.

Para efeitos de limitação temporal, importa atentar ao considerando 31. Para efeitos de limitação temporal, importa atentar ao considerando 31.

A escolha pode ser expressa ou tácita, mas não pode acontecer o prejuízo dos direitos de A escolha pode ser expressa ou tácita, mas não pode acontecer o prejuízo dos direitos de terceiro, sendo que isso se pode verificar no âmbito extracontratual.

terceiro, sendo que isso se pode verificar no âmbito extracontratual. Exemplo:Exemplo: acordo deacordo de escolha de lei, no âmbito de um acidente de viação, entre lesado e agente, mas que prejudica escolha de lei, no âmbito de um acidente de viação, entre lesado e agente, mas que prejudica os direitos da seguradora.

os direitos da seguradora.

Limites Limites

Estes limites estão previstos no artigo 14º nº2 e 3 e são semelhantes aos do RRI, previstos nos Estes limites estão previstos no artigo 14º nº2 e 3 e são semelhantes aos do RRI, previstos nos artigos 3º nº3 e 3º nº4. Basicamente, só se pode afastar as supletivas e não as injuntivas.

artigos 3º nº3 e 3º nº4. Basicamente, só se pode afastar as supletivas e não as injuntivas. 14º nº2

14º nº2 – – se estiver apenas ligada a um Estado, a escolha não é conflitual, permitindo apenas se estiver apenas ligada a um Estado, a escolha não é conflitual, permitindo apenas afastar as disposições supletivas e não as

afastar as disposições supletivas e não as injuntivas.injuntivas. 14º nº3

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Nota:

Nota:a indeterminabilidade dificulta a escolha de lei antes da ocorrência de um facto danoso.a indeterminabilidade dificulta a escolha de lei antes da ocorrência de um facto danoso.

Apesar da escolha de lei

Apesar da escolha de lei ser o elemento principal, na maior ser o elemento principal, na maior parte dos casos, vamos ter às regrasparte dos casos, vamos ter às regras subsidiárias.

subsidiárias.

Regra geral Regra geral

A regra geral é a do artigo 4º RRII

A regra geral é a do artigo 4º RRII – – lei do pais onde ocorreu o  lei do pais onde ocorreu o dano, sendo que esta só é aplicáveldano, sendo que esta só é aplicável quando as partes não tenham feito

quando as partes não tenham feito uma escolha válida de uma escolha válida de lei competentelei competente – – artigo 4º nº1. artigo 4º nº1. A lei onde foi praticado o facto e a lei onde ocorreu o dano é habitual ser a mesma, mas pode A lei onde foi praticado o facto e a lei onde ocorreu o dano é habitual ser a mesma, mas pode não acontecer. A prática do facto pode ocorrer num estado, mas o dano noutro. O paradigma não acontecer. A prática do facto pode ocorrer num estado, mas o dano noutro. O paradigma são os ilícitos cometidos na internet. Se o post fosse calunioso, o dano não iria ocorrer só em são os ilícitos cometidos na internet. Se o post fosse calunioso, o dano não iria ocorrer só em Portugal, os efeitos lesivos podem factualmente acontecer

Portugal, os efeitos lesivos podem factualmente acontecer noutro pais.noutro pais. O legislador europeu optou pela lei do

O legislador europeu optou pela lei do lugar do efeito lesivo e não a prática lugar do efeito lesivo e não a prática do facto, adotandodo facto, adotando uma escolha diferente da do legislador nacional. Mas essa escolha tem subjacente acautelar a uma escolha diferente da do legislador nacional. Mas essa escolha tem subjacente acautelar a expectativa da vítima.

expectativa da vítima.

O Professor Lima Pinheiro entende que quando o efeito lesivo se produz em vários países, as O Professor Lima Pinheiro entende que quando o efeito lesivo se produz em vários países, as leis de todos os países envolvidos devem ser distributivamente aplicáveis, falando em

leis de todos os países envolvidos devem ser distributivamente aplicáveis, falando em perspetivaperspetiva de mosaico

de mosaico – – o direito de cada país envolvido aplica o direito de cada país envolvido aplica – – se apenas ao dano causado pela violação se apenas ao dano causado pela violação do bem jurídico que ocorr

do bem jurídico que ocorreu no seu território. Neste sentido, converge com eu no seu território. Neste sentido, converge com o entendimento doo entendimento do TJUE.

TJUE.

O artigo 4º nº2 RRII está numa relação de especialidade com o artigo 4º nº1. Começamos pelo O artigo 4º nº2 RRII está numa relação de especialidade com o artigo 4º nº1. Começamos pelo artigo 4º nº2, se estiver preenchido, não se aplica o artigo 4º

artigo 4º nº2, se estiver preenchido, não se aplica o artigo 4º nº1.nº1.

Artigo 4º n2º

Artigo 4º n2º- residência habitual comum (do agente e do lesado), estando subjacente a ideia- residência habitual comum (do agente e do lesado), estando subjacente a ideia de que a aplicação de um direito que é melhor conhecido pelas partes. 2 portugueses em de que a aplicação de um direito que é melhor conhecido pelas partes. 2 portugueses em Espanha, em que um atropela o outro, aplica

Espanha, em que um atropela o outro, aplica – – se a lei portuguesa. se a lei portuguesa.

Esta residência só se aplica quando todas as partes partilham a residência habitual comum. A Esta residência só se aplica quando todas as partes partilham a residência habitual comum. A ideia é antiga, advindo de um acórdão dos EUA (Badcock vs Jackson, de 1963).

ideia é antiga, advindo de um acórdão dos EUA (Badcock vs Jackson, de 1963).

Quando não há residência habitual comum entre o

Quando não há residência habitual comum entre o agente e o lesado, aplicaagente e o lesado, aplica – – se o artigo 4º nº1. se o artigo 4º nº1.

NOTA:

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Artigo 4º nº3

Artigo 4º nº3 – – cláusula de exceção. Na aplicação do artigo 4º nº1 ou 2 devemos semprecláusula de exceção. Na aplicação do artigo 4º nº1 ou 2 devemos sempre ponderar se existe uma conexão mais

ponderar se existe uma conexão mais estreita. Um dos exemplos clássicos é estreita. Um dos exemplos clássicos é a teoria da conexãoa teoria da conexão acessória - ilícitos extracontratuais que estão ligados a relações familiares ou contratuais. Essa acessória - ilícitos extracontratuais que estão ligados a relações familiares ou contratuais. Essa relação preexistente pode ser uma ideia de conexão mais estreita devido a uma ideia de relação preexistente pode ser uma ideia de conexão mais estreita devido a uma ideia de cognoscibilidade.

cognoscibilidade. Se o ilícito

Se o ilícito provem ou e uma consequência dessa relação provem ou e uma consequência dessa relação preexistente, as partes podem pensarpreexistente, as partes podem pensar que a lei que regia a situação preexistente também é apta para regular ilícitos que dela que a lei que regia a situação preexistente também é apta para regular ilícitos que dela decorrem, numa relação de consequência ou dependência. O Professor Dário Moura Vicente decorrem, numa relação de consequência ou dependência. O Professor Dário Moura Vicente defende isto na sua tese de doutoramento: sujeita

defende isto na sua tese de doutoramento: sujeita – –  se o acessório (responsabilidade civil  se o acessório (responsabilidade civil extracontratual) ao que é principal (lei reguladora de uma relação que já preexistia).

extracontratual) ao que é principal (lei reguladora de uma relação que já preexistia).

Alcance de Roma II Alcance de Roma II

Artigo 15º

Artigo 15º - - é importante porque é importante porque nos dá o conjunto dnos dá o conjunto de matérias que e matérias que a lei de obrigaçõesa lei de obrigações extracontratuais vai definir e resolve alguns

extracontratuais vai definir e resolve alguns problemas de qualificação.problemas de qualificação.

Artigo 22º

Artigo 22º- ónus da prova, vai ser definido pela lei das obrigações extracontratuais.- ónus da prova, vai ser definido pela lei das obrigações extracontratuais.

Problemas complexos Problemas complexos

Exemplo:

Exemplo: 2 portugueses em Inglaterra num choque frontal, um do lado esquerdo e outro do2 portugueses em Inglaterra num choque frontal, um do lado esquerdo e outro do lado direito. Os dois têm residência habitual em Portugal. A lei reguladora da responsabilidade lado direito. Os dois têm residência habitual em Portugal. A lei reguladora da responsabilidade extracontratual é a de Portugal, que diz que tem razão quem estava do lado direito, mas isto extracontratual é a de Portugal, que diz que tem razão quem estava do lado direito, mas isto não faz sentido, já que em Inglaterra se circula pelo lado esquerdo.

não faz sentido, já que em Inglaterra se circula pelo lado esquerdo.

O legislador europeu não deixou isto por resolver e coordenou a aplicação da lei da prática do O legislador europeu não deixou isto por resolver e coordenou a aplicação da lei da prática do facto para algum conjunto de normas, nomeadamente, aquelas que se querem aplicar às facto para algum conjunto de normas, nomeadamente, aquelas que se querem aplicar às pessoas que estão em certo território, como, por

pessoas que estão em certo território, como, por exemplo, as regras do Código da Estrada. Assimexemplo, as regras do Código da Estrada. Assim sendo, querem aplicar aquelas naquele território, as mesmas têm de ser tomadas em sendo, querem aplicar aquelas naquele território, as mesmas têm de ser tomadas em consideração.

consideração.

Artigo 17º

Artigo 17º - não há hipótese de no caso a ilicitude do facto e a culpa não podem ser aferidos- não há hipótese de no caso a ilicitude do facto e a culpa não podem ser aferidos pelo código da estrada, é discutível se estamos a

pelo código da estrada, é discutível se estamos a aplicar a lei do aplicar a lei do lugar do facto que se quer aplicarlugar do facto que se quer aplicar a todas as pessoas indistintamente num território,

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Segundo Dário Moura Vicente, são normas imperativas que devem ser aplicadas Segundo Dário Moura Vicente, são normas imperativas que devem ser aplicadas indistintamente a todas as pessoas

indistintamente a todas as pessoas – – normas de aplicação  normas de aplicação territorial e que têm territorial e que têm necessariamentenecessariamente de ser observadas.

de ser observadas.

Segundo Lima Pinheiro a ideia base é a de que se há uma norma de direito material da lei do Segundo Lima Pinheiro a ideia base é a de que se há uma norma de direito material da lei do lugar do facto de todas as pessoas que se situam no seu território, essa lei tem de ser aplicada lugar do facto de todas as pessoas que se situam no seu território, essa lei tem de ser aplicada em desfavor daquela que seria aplicada. Isto é necessário para aferir a lei que determina a em desfavor daquela que seria aplicada. Isto é necessário para aferir a lei que determina a ilicitude e a culpa, sendo que já seria outra lei para aferir o montante de indemnização.

ilicitude e a culpa, sendo que já seria outra lei para aferir o montante de indemnização.

Artigo 45º CC Artigo 45º CC

Nas violações em que o âmbito de aplicação do RRII está excluído, aplica

Nas violações em que o âmbito de aplicação do RRII está excluído, aplica – – se o artigo 45º CC. se o artigo 45º CC. Efetivamente, as soluções não são assim tão

Efetivamente, as soluções não são assim tão dispares, mas são diferentes.dispares, mas são diferentes.

A interpretação do conceito de responsabilidade extracontratual deve partir do disposto nos A interpretação do conceito de responsabilidade extracontratual deve partir do disposto nos artigos 483º e seguintes do CC.

artigos 483º e seguintes do CC.

O elemento de conexão principal, no CC, não é a escolha das partes, mas sim a lei do lugar da O elemento de conexão principal, no CC, não é a escolha das partes, mas sim a lei do lugar da prática do facto e não a lei do lugar do efeito lesivo, surgindo esta como conexão alternativa, prática do facto e não a lei do lugar do efeito lesivo, surgindo esta como conexão alternativa, nos termos do artigo 45º nº2 CC.

nos termos do artigo 45º nº2 CC. Mas esta alternatividade não é pura,

Mas esta alternatividade não é pura, exigindoexigindo – – se 2  se 2 pressupostos:pressupostos:

 Que a lei do lugar da prática Que a lei do lugar da prática do facto não sancione a conduta;do facto não sancione a conduta; 

 Que a produção de dano naquele 2º país era previsível para o agenteQue a produção de dano naquele 2º país era previsível para o agente – – conduta que conduta que

praticou era passível de lesar outros. praticou era passível de lesar outros.

O lesado é protegido pela conexão alternativa, estando subjacentes preocupações de tutela do O lesado é protegido pela conexão alternativa, estando subjacentes preocupações de tutela do lesado e favorecimento da vitima em situações de responsabilidade civil extracontratual. Além lesado e favorecimento da vitima em situações de responsabilidade civil extracontratual. Além disso, tenta evitar

disso, tenta evitar – – se que alguém fique sem sanção e coordena os interesses individuais do se que alguém fique sem sanção e coordena os interesses individuais do agente que causa o dano, os interesses do tráfego jurídico e os interesses público dos Estados. agente que causa o dano, os interesses do tráfego jurídico e os interesses público dos Estados.

O 45 nº3 CC tem uma proximidade grande com o artigo 4º nº2, embora sendo mais amplo, e O 45 nº3 CC tem uma proximidade grande com o artigo 4º nº2, embora sendo mais amplo, e com o artigo 17º RRII.

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A ideia é a mesma do artigo 4º nº2, aplicando uma lei que é mais cognoscível pelas partes A ideia é a mesma do artigo 4º nº2, aplicando uma lei que é mais cognoscível pelas partes envolvidas, existindo sempre o risco de termos regras que não podem deixar de ser aplicadas a envolvidas, existindo sempre o risco de termos regras que não podem deixar de ser aplicadas a título da lei do lugar do facto.

título da lei do lugar do facto.

Aferimos pelo preenchimento dos âmbitos do Regulamento e pela

Aferimos pelo preenchimento dos âmbitos do Regulamento e pela aplicação de uma norma neleaplicação de uma norma nele constante.

constante.

Se estivermos perante responsabilidade pré

Se estivermos perante responsabilidade pré – – contratual, vamos aos âmbitos do Roma II, ao 12º contratual, vamos aos âmbitos do Roma II, ao 12º e depois ao Roma I.

e depois ao Roma I.

Sebenta David. Sebenta David.

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Roma III Roma III

Ver se estão preenchidos os âmbitos de aplicação. Ver se estão preenchidos os âmbitos de aplicação.

Regulamento sobre Sucessões Regulamento sobre Sucessões

Uma vez que estamos no âmbito de um Regulamento comunitário, é necessário verificar os Uma vez que estamos no âmbito de um Regulamento comunitário, é necessário verificar os âmbitos de aplicação, nomeadamente, o âmbito de aplicação material, espacial e temporal. âmbitos de aplicação, nomeadamente, o âmbito de aplicação material, espacial e temporal. Âmbito material

Âmbito material – – artigo 1º n1º e nº2 a contrario sensu, artigo 1º n1º e nº2 a contrario sensu, Âmbito espacial

Âmbito espacial – – artigo 20º - aplicação universal do Regulamento; artigo 20º - aplicação universal do Regulamento; Âmbito temporal

Âmbito temporal – – artigo 84º, entrando em vigor a partir de 17 de Agosto de 2015 e o facto do artigo 84º, entrando em vigor a partir de 17 de Agosto de 2015 e o facto do caso prático ocorre em Novembro de 2015.

caso prático ocorre em Novembro de 2015.

Se concluirmos que esta é

Se concluirmos que esta é que é a norma de que é a norma de conflitos potencialmente aplicável, interpretação éconflitos potencialmente aplicável, interpretação é feita com autonomia relativamente ao Direito nacional dos Estados-membros (ou seja, feita com autonomia relativamente ao Direito nacional dos Estados-membros (ou seja, autonomia aqui não tem o mesmo sentido que na interpretação

autonomia aqui não tem o mesmo sentido que na interpretação de conceitos-quadro de normasde conceitos-quadro de normas de conflitos portuguesas, onde quer dizer autonomia relativamente ao Direito material de conflitos portuguesas, onde quer dizer autonomia relativamente ao Direito material português); essa interpretação deve ser uniforme para

português); essa interpretação deve ser uniforme para todos os Estados-membros (princípio datodos os Estados-membros (princípio da uniformidade na interpretação e aplicação do Direito Europeu), não podendo cada uniformidade na interpretação e aplicação do Direito Europeu), não podendo cada Estado-membro dar uma interpretação dos conceitos-quadro contidos nos regulamentos europeus membro dar uma interpretação dos conceitos-quadro contidos nos regulamentos europeus como se estivesse a interpretar Direito

como se estivesse a interpretar Direito de fontes internas. Ao invés, deve recorrer de fontes internas. Ao invés, deve recorrer aos seguintesaos seguintes elementos: 1) letra do regulamento; 2) objetivos e sistema do regulamento europeu; 3) elementos: 1) letra do regulamento; 2) objetivos e sistema do regulamento europeu; 3) princípios gerais resultantes do conjunto dos

princípios gerais resultantes do conjunto dos sistemas jurídicos nacionais (Critérios do Ac. sistemas jurídicos nacionais (Critérios do Ac. do TJdo TJ Eurocontrol, de 14-10-1976, ainda sobre a Convenção de Bruxelas, mas ainda hoje seguidos para Eurocontrol, de 14-10-1976, ainda sobre a Convenção de Bruxelas, mas ainda hoje seguidos para regulamentos europeus

regulamentos europeus – –Ac. Tacconi; Ac. Tacconi; Ac. Ac. Lechouritou)Lechouritou)

Se estiver em causa uma norma de conflitos nacional - Identificar a norma de conflitos Se estiver em causa uma norma de conflitos nacional - Identificar a norma de conflitos portuguesa e falar sobre ela.

portuguesa e falar sobre ela. Interpretação feita: 1)

Interpretação feita: 1) à luz da là luz da lex ex fori (recorrendo ao fori (recorrendo ao Direito material portuguêDireito material português, em nome s, em nome dada unidade do sistema e da preservação do pensamento legislativo subjacente à norma de unidade do sistema e da preservação do pensamento legislativo subjacente à norma de conflitos), 2) mas com autonomia (não é nem pode ser exatamente o mesmo que o conceito conflitos), 2) mas com autonomia (não é nem pode ser exatamente o mesmo que o conceito correspondente usado no Direito material português: isso violaria o princípio da harmonia correspondente usado no Direito material português: isso violaria o princípio da harmonia internacional de julgados e a ideia de paridade de ordens jurídicas subjacente às normas de internacional de julgados e a ideia de paridade de ordens jurídicas subjacente às normas de conflitos bilaterais

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Direito estrangeiro só por se revelar diferente do nosso, independentemente desse grau de Direito estrangeiro só por se revelar diferente do nosso, independentemente desse grau de diferença).

diferença).

4º passo

4º passo  – –  interpretação e concretização do elemento de conexão. Se se situar nos  interpretação e concretização do elemento de conexão. Se se situar nos regulamentos europeus, interpretamos o elemento de conexão, de novo, à luz do Direito da regulamentos europeus, interpretamos o elemento de conexão, de novo, à luz do Direito da União, em que a norma de conflitos se insere.

União, em que a norma de conflitos se insere.

5º passo

5º passo – – se estivermos perante concurso de  se estivermos perante concurso de nacionalidades.nacionalidades.

Elemento de conexão usado: nacionalidade. Este tem um caracter paradigmático. Elemento de conexão usado: nacionalidade. Este tem um caracter paradigmático.

Artigo 31º nº1 - lei pessoal das pessoas singulares. Artigo 31º nº1 - lei pessoal das pessoas singulares.

Nacionalidade - Vínculo jurídico político que liga

Nacionalidade - Vínculo jurídico político que liga um individuo a um estado soberano.um individuo a um estado soberano.

Também podemos falar em cidadania, tanto em termos supraestaduais, como em termos Também podemos falar em cidadania, tanto em termos supraestaduais, como em termos intraestaduais. Contudo, a cidadania europeia não tem grande interesses para o DIprivado, já intraestaduais. Contudo, a cidadania europeia não tem grande interesses para o DIprivado, já que existem poucos estruturas a esse nível

que existem poucos estruturas a esse nível na federação.na federação.

Cabe ao próprio estado dizer quem são os seus nacionais, sendo que esta ideia é um princípio Cabe ao próprio estado dizer quem são os seus nacionais, sendo que esta ideia é um princípio europeu.

europeu.

Logo, as normas da nacionalidade não são bilateralizaveis. Logo, as normas da nacionalidade não são bilateralizaveis.

Como se resolve o conflito entre 2 ou 3 nacionalidade: se uma delas e portuguesas, o 27º da Como se resolve o conflito entre 2 ou 3 nacionalidade: se uma delas e portuguesas, o 27º da primazia a portuguesa, o 28º da

primazia a portuguesa, o 28º da prevalência a efetiva. Neste artigo, presumeprevalência a efetiva. Neste artigo, presume – – se que tenha uma se que tenha uma conexão mais estreita com o

conexão mais estreita com o estado onde reside habitualmente.estado onde reside habitualmente.

Nós tratamos os portugueses sempre como portugueses. Nós tratamos os portugueses sempre como portugueses.

Se estivermos perante uma nacionalidade de um Estado Membro da EU, suspeitamos da Se estivermos perante uma nacionalidade de um Estado Membro da EU, suspeitamos da necessidade de desaplicar o artigo 27º e 28º da Lei na Nacionalidade, em virtude, da necessidade de desaplicar o artigo 27º e 28º da Lei na Nacionalidade, em virtude, da  jurisprudência Micheletti e Garcia Avello.

 jurisprudência Micheletti e Garcia Avello.

O TJUE reconhece que em caso de dúvida de nacionalidade devia sempre prevalecer a O TJUE reconhece que em caso de dúvida de nacionalidade devia sempre prevalecer a nacionalidade do Estado Membro. Isto vem proteger o individuo com todas as nacionalidades nacionalidade do Estado Membro. Isto vem proteger o individuo com todas as nacionalidades

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que tenha. Em suma, o acórdão faz uma interpretação conforme ao Tratado, para que a UE não que tenha. Em suma, o acórdão faz uma interpretação conforme ao Tratado, para que a UE não faça prevalência de uma nacionalidade em

faça prevalência de uma nacionalidade em detrimento de outra.detrimento de outra.

Outra posição, o Professor Lima Pinheiro considera que devemos continuar a usar o critério do Outra posição, o Professor Lima Pinheiro considera que devemos continuar a usar o critério do acórdão, mas usa como fundamento o princípio de DIP, sendo que este princípio é o da acórdão, mas usa como fundamento o princípio de DIP, sendo que este princípio é o da harmonia interna, ou seja, o DIP tenta

harmonia interna, ou seja, o DIP tenta encontrar uma ideia de coerência interna, isto encontrar uma ideia de coerência interna, isto é, tratar aé, tratar a situação jurídica tanto quanto possível da mesma maneira. Se, por força do DUE, sou obrigado situação jurídica tanto quanto possível da mesma maneira. Se, por força do DUE, sou obrigado a tratar o paco como italiano, então, a única maneira de assegurar a harmonia é tratando a tratar o paco como italiano, então, a única maneira de assegurar a harmonia é tratando – – o o como italiano para tudo.

como italiano para tudo.

O Professor Regente considera que esta situação só ocorre quando esteja em causa al

O Professor Regente considera que esta situação só ocorre quando esteja em causa al guma dasguma das liberdades europeias (artigo 26º, 45º TFUE, entre outras), assim como, estará em causa uma liberdades europeias (artigo 26º, 45º TFUE, entre outras), assim como, estará em causa uma situação discriminatória, nos termos do artigo 18º e ss TFUE. Lima Pinheiro entende que se situação discriminatória, nos termos do artigo 18º e ss TFUE. Lima Pinheiro entende que se aplica sempre a prevalência da nacionalidade europeia, mesmo que não esteja em causa uma aplica sempre a prevalência da nacionalidade europeia, mesmo que não esteja em causa uma liberdade europeia.

liberdade europeia.

Falta de conteúdo Falta de conteúdo

Exemplo:

Exemplo:apátridas. Quando se verifica a falta de conteúdo concreto do elemento de conexão,apátridas. Quando se verifica a falta de conteúdo concreto do elemento de conexão, há que atender, em primeiro lugar, à norma especial que resolva o problema.

há que atender, em primeiro lugar, à norma especial que resolva o problema.

Assim, o artigo 12.o da Convenção de Nova Iorque Relativa ao Estatuto do Apátrida determina Assim, o artigo 12.o da Convenção de Nova Iorque Relativa ao Estatuto do Apátrida determina que a lei pessoal do apátrida é a do país do domicílio que deve ser entendido no sentido de que a lei pessoal do apátrida é a do país do domicílio que deve ser entendido no sentido de residência habitual. Se o apátrida não

residência habitual. Se o apátrida não tiver residência habitual, releva a lei do tiver residência habitual, releva a lei do país da residênciapaís da residência ocasional. Creio que esta solução é criticável e contrária às exigências que a conexão deve ocasional. Creio que esta solução é criticável e contrária às exigências que a conexão deve satisfazer em matéria de estatuto pessoal. Seria preferível que na falta de residência habitual se satisfazer em matéria de estatuto pessoal. Seria preferível que na falta de residência habitual se recorresse à lei do pais com o qual o apátrida apresenta a conexão mais estreita (tendo recorresse à lei do pais com o qual o apátrida apresenta a conexão mais estreita (tendo especialmente em conta a sua inserção num determinado meio sociocultural). A aplicação da especialmente em conta a sua inserção num determinado meio sociocultural). A aplicação da Convenção de Nova Iorque não alterará

Convenção de Nova Iorque não alterará substancialmente a situação existente perante o artigosubstancialmente a situação existente perante o artigo 32º nº1, 1ª parte CC, que determina que a lei pessoal do apátrida é a do lugar onde tiver a 32º nº1, 1ª parte CC, que determina que a lei pessoal do apátrida é a do lugar onde tiver a residência habitual. E se o apátrida não

residência habitual. E se o apátrida não tiver residência habitual? O nº2 do mesmo artigo tiver residência habitual? O nº2 do mesmo artigo resolveresolve o problema, remetendo para o nº2 do artigo 82º CC. De onde decorre que releva a residência o problema, remetendo para o nº2 do artigo 82º CC. De onde decorre que releva a residência ocasional e, se esta faltar, até o simples paradeiro. Não havendo norma especial que resolva o ocasional e, se esta faltar, até o simples paradeiro. Não havendo norma especial que resolva o problema há que atender ao critério geral estabelecido pelo artigo 23º nº2 2ª parte CC, que problema há que atender ao critério geral estabelecido pelo artigo 23º nº2 2ª parte CC, que manda recorrer à lei que for subsidiariamente competente. Na falta de conexão subsidiária, manda recorrer à lei que for subsidiariamente competente. Na falta de conexão subsidiária, resta o recurso ao Direito material do foro, por aplicação analógica do disposto no artigo 348º resta o recurso ao Direito material do foro, por aplicação analógica do disposto no artigo 348º nº3 CC.

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Segundo o Professor Dário Moura Vicente, quanto temos muitos temos de procurar o critério Segundo o Professor Dário Moura Vicente, quanto temos muitos temos de procurar o critério da primazia, sendo que na ausência, temos o critério da subsidiariedade.

da primazia, sendo que na ausência, temos o critério da subsidiariedade.

Apátridas Apátridas

Não havendo nacionalidade, como se resolve. Resolvem

Não havendo nacionalidade, como se resolve. Resolvem – – se pelo artigo 32º. se pelo artigo 32º. Critérios:

Critérios:

 Residência habitual;Residência habitual; 

 Domicílio legal;Domicílio legal; 

 Domicílio ocasional;Domicílio ocasional; 

 Paradeiro.Paradeiro.

6º passo

6º passo – – ordenamentos jurídicos complexos. ordenamentos jurídicos complexos.

Remissão para ordenamentos jurídicos complexos Remissão para ordenamentos jurídicos complexos

Existem vários ordenamentos jurídicos complexos, entre eles, os

Existem vários ordenamentos jurídicos complexos, entre eles, os seguintes:seguintes:

  EUA;EUA;   Suíça;Suíça;   Canadá.Canadá.

Os textos legislativos a considerar são os seguintes: Os textos legislativos a considerar são os seguintes:

 Artigo 20º CC;Artigo 20º CC; 

 Artigo 19º nº1 Convenção Roma;Artigo 19º nº1 Convenção Roma; 

 Artigo 22º nº1 RRI;Artigo 22º nº1 RRI; 

 Artigo 25º nº1 RRII;Artigo 25º nº1 RRII; 

 Artigo 19º Convenção de Haia de 1979;Artigo 19º Convenção de Haia de 1979; 

 Artigos 14º e 15º RRIV;Artigos 14º e 15º RRIV; 

 Artigos 36º e 37º Regulamento das Sucessões.Artigos 36º e 37º Regulamento das Sucessões.

Se estamos perante o âmbito de um Regulamento, aplicamos as normas referentes a esta Se estamos perante o âmbito de um Regulamento, aplicamos as normas referentes a esta matéria previstas nestes regulamentos.

matéria previstas nestes regulamentos.

Se estivermos perante uma norma de conflitos do CC, aplicamos o artigo 20º CC. Se estivermos perante uma norma de conflitos do CC, aplicamos o artigo 20º CC.

(18)

Regime vigente Regime vigente

Colocam

Colocam – – se 2 questões: se 2 questões:

Quando é que a norma de conflitos remete para o ordenamento jurídico complexo no seu Quando é que a norma de conflitos remete para o ordenamento jurídico complexo no seu conjunto?

conjunto?

A primeira questão que se coloca é a de saber quando é que a norma de conflitos remete para A primeira questão que se coloca é a de saber quando é que a norma de conflitos remete para a ordem jurídica complexa no seu conjunto e quando é que remete diretamente para um dos a ordem jurídica complexa no seu conjunto e quando é que remete diretamente para um dos sistemas que nela coexistem. O artigo 20º CC só se refere à remissão feita pelo elemento de sistemas que nela coexistem. O artigo 20º CC só se refere à remissão feita pelo elemento de conexão nacionalidade. Como proceder quando o elemento de conexão seja a residência conexão nacionalidade. Como proceder quando o elemento de conexão seja a residência habitual, o domicílio, o lugar da celebração, o lugar do efeito lesivo, o lugar

habitual, o domicílio, o lugar da celebração, o lugar do efeito lesivo, o lugar da situação da coisa,da situação da coisa, etc.?

etc.?

Há duas posições: Há duas posições:

 Ferrer CorreiaFerrer Correia: entende que quando o elemento de conexão aponta diretamente para: entende que quando o elemento de conexão aponta diretamente para

determinado lugar no espaço será competente o sistema em vigor neste lugar; determinado lugar no espaço será competente o sistema em vigor neste lugar;

 Isabel de Magalhães CollaçoIsabel de Magalhães Collaço: defende que a remissão da no: defende que a remissão da norma de conflitos é feita, emrma de conflitos é feita, em

princípio, para o ordenamento do Estado soberano. princípio, para o ordenamento do Estado soberano.

O Professor Lima Pinheiro concorda com esta posição porque ao Direito Internacional Privado O Professor Lima Pinheiro concorda com esta posição porque ao Direito Internacional Privado compete determinar o Direito aplicável, quando a situação está em contacto com mais de um compete determinar o Direito aplicável, quando a situação está em contacto com mais de um estado sobreano, e não resolver conflitos internos. Em princípio, a

estado sobreano, e não resolver conflitos internos. Em princípio, a norma de conflitos de Direitonorma de conflitos de Direito Internacional Privado, quando remete para o Direito estadual, fá-lo para o

Internacional Privado, quando remete para o Direito estadual, fá-lo para o Direito de um EstadoDireito de um Estado soberano. Neste sentido, apontam os artigos 36º e 37º do Regulamento sobre sucessões. Já em soberano. Neste sentido, apontam os artigos 36º e 37º do Regulamento sobre sucessões. Já em matéria de obrigações contratuais e extracontratuais e de contratos de mediação e matéria de obrigações contratuais e extracontratuais e de contratos de mediação e representação resulta do disposto nos artigos 22º nº1 RRI, 25º nº1 RRII e 19º CH1979 que a representação resulta do disposto nos artigos 22º nº1 RRI, 25º nº1 RRII e 19º CH1979 que a remissão seja feita pelas normas de conflitos contidas nestes instrumentos é entendida como remissão seja feita pelas normas de conflitos contidas nestes instrumentos é entendida como uma referência direta a um dos sistemas locais.

uma referência direta a um dos sistemas locais.

O legislador internacional e europeu, porém, não contemplou a hipótese em que as partes O legislador internacional e europeu, porém, não contemplou a hipótese em que as partes designem a ordem jurídica complexa no seu conjunto. Neste caso, é inevitável considerar a designem a ordem jurídica complexa no seu conjunto. Neste caso, é inevitável considerar a remissão como feita ao ordenamento local do Estado soberano e proceder à determinação do remissão como feita ao ordenamento local do Estado soberano e proceder à determinação do sistema aplicável nos termos que se seguem. O Regulamento Roma III adotou uma posição sistema aplicável nos termos que se seguem. O Regulamento Roma III adotou uma posição intermédia em matéria de divórcio e separação judicial: a remissão feita pelas normas de intermédia em matéria de divórcio e separação judicial: a remissão feita pelas normas de

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