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Gestão da clínica: histórico, conceito e prática / Clinic Management: history, concept and practice

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Academic year: 2020

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Gestão da clínica: histórico, conceito e prática

Clinic Management: history, concept and practice

DOI:10.34117/bjdv6n4-008

Recebimento dos originais: 02/03/2020 Aceitação para publicação: 01/04/2020

Tallytha Barros Ala Roriz

Graduanda em Medicina pelo Centro Universitário de Brasília Instituição: UniCeub

Endereço: SHTN trecho 1 lote 2 -Asa Norte, Brasília - DF, Brasil. email: [email protected]

Julia Correia da Costa Barros

Graduanda em Medicina pelo Centro Universitário de Brasília Instituição: UniCeub

Endereço: SQN 211 BLOCO C APT 307 - Asa Norte, Brasília - DF, Brasil Email: [email protected]

Gabriel Goncalves Resende

Graduando de medicina pelo Centro Universitário de Brasílida Instituição: UniCeub

Endereço: SQN 304 BLOCO F AP 211 - ASA NORTE, Brasília. Email: [email protected]

Rafaela Mendes Gonçalves

Graduanda de medicina pelo Centro Universitário de Brasília. Instituição: UniCeub

Email: [email protected]

Endereço: SHIS QI 5 Conjunto 16 Casa 17- Lago Sul, Brasília - DF, Brasil

Débora Dornelas Belchior Costa Andrade

Médica de Família & Comunidade da Secretaria de Estado de Saúde - DF Mestra em Ciências para a Saúde - FEPECS

Especialista pela Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade - SBMFC Professora Ajunta na Faculdade de Medicina do UniCEUB

Professora Voluntária na Faculdade de Medicina da UnB Instituição: UniCeub

Email: [email protected]

RESUMO

O SUS foi implementado na década de 90 com a promulgação a Lei 8.080, a qual define os princípios do SUS: Universalidade; Equidade; Integralidade. Atualmente, a integralidade tem ganhado destaque, uma vez que todas as transformações sofridas pelo programa de saúde são voltadas a oferta desse princípio para a população. O modelo de saúde em redes foi a principal mudança e, para gerir esse novo modelo, criou-se a Gestão da Clínica. Essa gestão tem como princípios norteadores as diretrizes clínicas; gestão da condição de saúde; gestão de caso; auditoria clínica; e lista de espera. Foi realizada um revisão integrativa da literatura que evidenciou que existem publicações incipientes sobre a temática proposta.

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Palavras-chave: “Gestão da Clínica”; “Assitência Integral à saúde”; “Governança Clínica”; e

“Atenção Gerenciada”.

ABSTRACT

SUS was implemented in the 1990s with the enactment of Law 8,080, which defines the principles of SUS: Universality; Equity; Integrality. Currently, comprehensiveness has gained prominence, since all the changes undergone by the health program are aimed at offering this principle to the population. The network health model was the main change and, to manage this new model, Clinic Management was created. This management is guided by clinical guidelines; health condition management; case management; clinical audit; and waiting list. An integrative literature review was carried out that showed that there are incipient publications on the proposed theme.

Keywords: “Clinic Management”; “Comprehensive health care”; “Clinical Governance”; and

“Managed Care”.

1 INTRODUÇÃO

O SUS foi implementado na década de 90, sua implantação transformou todo o sistema de saúde brasileiro vigente à época. Observa-se como principal mudança a disponibilização dos recursos de saúde para um maior grupo da sociedade. Anteriormente a população beneficiada era composta exclusivamente por trabalhadores formais, portadores da carteira do INAMPS (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social) e seus dependentes e, a partir da implantação do novo sistema, o acesso à saúde torna-se universal, como garante o Art. 196 da Constituição Federal (CF), implementado em 1988, “a saúde é direito de todos, e dever do Estado (...)”12.

Essa mudança implementada pela CF mostrou-se necessária por uma soma de fatores: a baixa cobertura do até então modelo de atenção à saúde adotado;o crescimento exponencial da economia e, portanto, do número de trabalhadores formais; as reinvindicações daqueles que não eram atendidos pelo programa. Dessa forma, tornando-se necessáriaa ampliaçãodo número de beneficiários, tendenciando à universalização que, futuramente, foi proposta pelo modelo atualmente vigente.12

Com a Reforma Sanitária em 1988 tem-se a concepção de uma Constituição Federal que observa e defende a saúde e, ainda, a promulgação da Lei 8.080, que determina princípios e diretrizes da saúdeem um de seus artigos:

“Art. 7º As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou conveniados que integram o Sistema Único de Saúde (SUS), são desenvolvidos de acordo com as diretrizes previstas no art. 198 da Constituição Federal, obedecendo ainda aos seguintes princípios:

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II - Integralidade de assistência, entendida como conjunto articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema;

III - preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral;

IV - Igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie;

V - Direito à informação, às pessoas assistidas, sobre sua saúde;

VI - Divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e a sua utilização pelo usuário;

VII - Utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades, a alocação de recursos e a orientação programática;

VIII - Participação da comunidade;

IX - Descentralização político-administrativa, com direção única em cada esfera de governo:

a) ênfase na descentralização dos serviços para os municípios; b) regionalização e hierarquização da rede de serviços de saúde;

X - Integração em nível executivo das ações de saúde, meio ambiente e saneamento básico;

XI - Conjugação dos recursos financeiros, tecnológicos, materiais e humanos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios na prestação de serviços de assistência à saúde da população;

XII - Capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de assistência; e XIII - Organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de meios para fins idênticos.

XIV - Organização de atendimento público específico e especializado para mulheres e vítimas de violência doméstica em geral, que garanta, entre outros, atendimento, acompanhamento psicológico e cirurgias plásticas reparadoras, em conformidade com a Lei nº 12.845, de 1º de agosto de 2013.(Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990)”1

Dentre os princípios apresentados anteriormente, torna-se importante ressaltar os 03 (três) que tiveram a grande e maior responsabilidade na consolidação do SUS: 1) Universalidade; 2) Equidade; e 3) Integralidade. Para melhor entendimento do presente estudo, é importante pincelar o entendimento dos princípios supracitados. Na ordem acima apresentada: 1) aquilo que é comum à

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todos é universal, essa proposta surge com Welfare States (ou o Estado do Bem-estar social) e a Conferência da Alma-Ata, que garantem que a saúde é um direito de todos11; 2)A equidade por sua vez pode ser distinguida em dois âmbitos como bem explica Paim (2010): “equidade horizontal que constitui fornecer tratamento igual para os iguais, e a equidade vertical que baseia-se na atenção desigual para os desiguais”, visando sempre reduzir as desigualdades; 3) Por fim, tem-se por integralidade o conjuntodas ações de promoção da saúde, prevenção de doenças, diagnóstico precoce, redução de complicações/cronicidade e reabilitação, ou seja, todas as etapas que envolvem a saúde e/ou a doença.11

Aprofundadoo estudo no âmbito da integralidade, observados os ensinamentos de Mattos (2009), tem-se que a inclusão do termo na Constituição Federal reforça que o programa de atenção à saúde deve ser voltado para a prevenção do sofrimento (atividades preventivas) em detrimento do tratamento do sofrimento manifesto (atividades assistênciais). Somando à isso um atendimento digno, respeitoso, com qualidade e acolhimento, temos o que é denominado Atenção Integral à Saúde, que tornou-se um marcador de qualidade do atendimento para o Sistema Único de Saúde (SUS).7

A busca pelo atendimento integral tem sido o enfoque na promoção de saúde dos últimos anos, esta busca trouxe também a necessidade de uma transformação da atenção à saúde para sistemas integrados.10Na procura de adequar-seaos sistemas integrados de saúde, surgem os modelos de redes de atenção.8

Pode-se descrever tais redes como, unidades independentes, mas que sofrem articulações entre si, e que reúnem as capacidades clínicas, funcionais, normativas e sistêmicas, com objetivo de garantir a totalidade dos recursos e competências,e promover, como afirma Hartz, a “coordenação durável das práticas clínicas destinadas a alguém que sofre com problemas de saúde, visando a assegurar a continuidade e a globalidade dos serviços requeridos por diferentes profissionais e organizações, articuladas no tempo e no espaço, conforme os conhecimentos disponíveis”.4

Para gerir esse novo sistema integrado, esse novo modelo de redes de atenção, se fez necessária uma nova forma de gestão, neste contexto temos o surgimento da Gestão da Clínica, citada por Mendes em 2001 e que caracteriza-se “pelo deslocamento da gestão de meios para a gestão de fins (gestão da clínica)”.8

Essa nova concepção da gestão foi conceituada por Mendes como:

“conjunto de tecnologias de microgestão da clínica, destinado a prover uma atenção à saúde de qualidade; centrada nas pessoas; efetiva; estruturada com base em evidências científicas; segura, que não cause danos aos paciente e profissionais; eficiente, provida com os custos ótimos; oportuna, prestada no tempo certo;

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equitativa, de modo a reduzir as desigualdades injustas; e ofertada de forma humanizada”.8,10

Para a maioria dos autores essa definição pode se tornar um tantoquanto complexa, difícil de ser elucidada. Padilha (2017), entretanto, resume o objetivo da Gestão da Clínica baseando-se no trinômio atenção à saúde-gestão-educação, proposto por Mendes, e garantindo que:

“a centralidade desse novo modelo de gestão seria a produção de uma atenção integral à saúde, com qualidade e segurança, orientada às necessidades de saúde das pessoas e populações, por meio de transformações de práticas de atenção, gestão e educação”.10

Apresentado o conceito de Gestão da Clínica, torna-se importante ressaltar um curto histórico quanto ao surgimento deste modo de gerir. A Gestão da Clínica nasce a partir de dois outros modelos de gestão: Atenção gerenciada, dos Estados Unidos, e Governança Clínica, do Reino Unido. Ambas adotam estratégias de microgestão, voltadas a melhorar o atendimento, que englobam a forma de pagamento das unidades de saúde, a educação dos agentes de saúde, estratégias de prevenção e criação de uma qualidade do cuidado.8

Esse modelo de gestão parte das diretrizes clínicas (denominada por Mendes (2011) como tecnologias-mãe) para desenvolver táticas de gestão da condição de saúde, gestão de caso, auditoria clínica e lista de espera.8Estabelecidos aquios pilares da gestão da clínica, passa-se a conceituá-los e estudá-los separadamente.

Caracteriza-sediretrizes clínicas como uma combinação de medicina baseada em evidências (MBE), avaliação tecnológica em saúde, avaliação econômica dos serviços de saúde e a garantia de qualidade, visando reduzir a má variabilidade do atendimento. Tais diretrizes podem ser divididas em dois tipos principais: guidelines e protocolos clínicos.8

A gestão da condição de saúde é a estratégia voltada para: 1) prevenção de uma determinada patologia, que , como definiu Mendes (2011), visa identificar fatores biopsicológicos que favorecem o surgimento de doenças crônicas;e/ou 2) prevenção de agravos de uma determinada condição de saúde.8

A gestão de casopor sua vez, surge para aproximar o agente de saúde (normalmente um enfermeiro ou assistente social, a depender da equipe multiprofissional) do portador de uma determinada condição de saúde. Tem-se comoseu enfoque identificar a rede de suporte desse paciente para prover o melhor tratamento, em sua melhor forma, analisando a situação real do paciente, inclusive financeira e familiar, adaptando assim o tratamento ao caso concreto,gerando maior autonomia pessoal e familiar.8

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Em que pese o conceito já pré estabelecido de auditoria em nosso cotidiano, a Auditoria

clínica nesse cenárionão terá a função investigativa/punitiva e simde ferramenta para autoanálise

visando prover uma melhoria do atendimento ofertado. Dessa forma, os profissionais de saúde podem avaliar seu desempenho e propor mudanças a partir das experiências dos usuários do sistema de saúde.8

Por último, e não menos importante, estuda-se aqui a dinâmica dalista de espera, um grande problema público. Quando maior, demonstraráum maior desequilíbrio entre oferta e demanda. Para atuar nese quesito, é necessário estabelecer medidas que sensibilizem a oferta (aumento de número de profissionais e de suas produtividades, por exemplo) e a demanda (melhoria da atenção primária e dos critérios/estratificações de risco para condições de saúde).8

Os textos acima demonstram a íntima relação entre Atenção Integral à Saúde e Gestão da Clínica. O primeiro manifesta-se como objetivo final e o segundo manifesta-se como o meio para atingir esse determinado objetivo. O presente artigo visa correlacionar a prática da gestão da clínica com o atendimento integral à saúde para os usuários do SUS, uma vez que a Atenção Integral constitui um dos princípios do Sistema Único de Saúde em voga no século XXI, além de ser um marcador da qualidade da atenção, e Gestão da Clínica um termo relativamente novo e pouco citado na prática clínica.

2 METODOLOGIA

Este trabalho caracteriza-se como uma revisão integrativa da literatura, que foi realizada com objetivo geral de definir a Gestão da Clínica associando ao atendimento integral à saúde na prática clínica. A pesquisa realizada foi de caráter exploratório e descritivo, com apresentação de análise quantitativa e qualitativa.

A revisão integrativa da literatura constitui uma ferramenta de pesquisa com relevância científica, pois possibilita a busca de estudos, avaliação crítica e a formação de um compêndio sobre o tema examinado, colaborando para achados de resultados relevantes e preenchendo lacunas do conhecimento científico.9

Percorreu-se um caminho metodológico até a definição da pesquisa. Inicialmente foi elaborado objetivos epecíficos e gerais, que auxiliaram na definição de uma questão norteadora, estabelecimento de critérios de inclusão e exclusão da busca na literatura, leitura e avaliação dos textos resultantes da pesquisa, análise dos resultados e apresentação da revisão.

O objetivo geral e questão norteadora para elaboração desse trabalho foi: Qual a relação entre gestão da clínica e a atenção integral à saúde do paciente na prática clínica?

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Foi feito levantamento nas bases de dados Medical Literature Analysis and Retrievel System Online (MEDLINE) e Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), pela Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) e na Google Acadêmico

A BVS é um acervo de fontes de informação científica e técnica em saúde desenvolvida sob a coordenação do Centro Latino-Americano de Informações em Ciências da Saúde (BIREME).

A MEDLINE é a base de dados da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos da América que contém artigos em ciências da saúde, já consolidada como referência em pesquisa na área da saúde.

A LILACS é o maior índice da literatura científica e técnica da América Latina e Caribe em ciências da saúde e foi utilizada pois apresenta dados de estudos mais condizentes com a realidade brasileira.

O Google acadêmico é uma ferramenta de pesquisa do Google que permite a busca por trabalhos acadêmicos, literatura escolar, jornais de universidades e artigos variados.

Os critérios de inclusão foram: trabalhos completos, disponíveis eletronicamente, redigidos em português, apresentaçãoda temática proposta no título, resumo ou nos descritores epublicados nos últimos 10 anos. Constituíram critérios de exclusão: cartas ao editor, relatos de casos, recursos educacionais abertos, artigos em duplicidade e aqueles que não abordavam diretamente a temática proposta.

A pesquisa foi realizada no mês de março de 2020 utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): "gestão da clínica", "atenção integral à saúde", "governança clínica" e "atenção gerenciada". Foi utilizado o conector booleano AND entre cada descritor. Com o resultado da pesquisa realizou-se a leitura e análise dos trabalhos encontrados.

3 RESULTADOS

O resultado da pesquisa relativa à temática investigada foi constituída por 9 publicações, das quais 6 compuseram a amostra por corresponder aos critérios de inclusão.Nenhum artigo foi encontrado no MEDLINE ou LILACS, todos os resultados (100%)foram encontrados no Google Acadêmico.

O grupo foi composto por: 1 artigo de opinião (16%), 1 editorial (16%), 1 livro (16%), 1 dissertação de mestrado (16%) e 2 teses de doutorado (33%), conforme ilustrado no gráfico1.

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O supracitado artigo de opinião foi encontrado, por meio do google acadêmico, publicado naScielo (Scientific Eletronic Library Online), a qual se trata de uma biblioteca digital de livre acesso, com modelo cooperativo de publicação digital de periódicos científicos brasileiros, resultado de um projeto de pesquisa da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo - FAPESP, em parceria com a Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde - Bireme. Reúne trabalhos de diversos países, como: África do Sul, Argentina,Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Espanha, México, Peru, Portugal, Uruguai, Venezuela, Equador, Paraguai.

O artigo em comento tem o seguinte título: “Princípios para a gestão da clínica: conectando gestão, atenção à saúde e educação na saúde.” Definido como um trabalho opinativo, tem intuíto de delimitar os princípios necessários para consolidação da gestão da clínica, bem como a sua necessidade no objetivo de transformar o modelo de saúde em redes integradas de saúde.

Para alcançar seus objetivos o estudo opinativo gangariou especialistas no assunto para validarem os princípios que havia previamente selecionado. Para tanto cada especialista atriubui pontuação,de 0 a 10, para cada um dos princípios. Das avalições por pontos, foram realizadas médias e desvios padrões (DP), bem como, observadas as opiniões e sugestões dos validadores. Feito isso, um encontro presencial foi promovido e, novamente, pontuações foramatribuídas a partir da análise de dados obtidos no último resultado. Neste novo quadro de princípios foram incluídos apenas os que possuiam, cumulativamente, média igual ou maior a sete e desvio padrão igual ou menor do que dois. Desta forma, dos 10 princípios inciais propostos pelo estudo, restaram apenas 5. Após sugestões dos especialista, acrescentou-se mais dois, resultando em 7 príncipios da Gestão da Clínica, todos com média superior a 7 e DP menor que 2.

O texto termina concluindo que: “As transformações nos três eixos estruturantes (gestão, atenção à saúde e educação) devem ser construídas pela articulação de diferentes saberes e pelo

Gráfico 1: Gêneros

Artigo de opinião Editorial

Livro Dissertação de mestrado

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compartilhamento do poder de decisão entre gestores, profissionais e usuários, no sentido de umaatenção integral, de qualidade e com segurança, orientada às necessidades de saúde de pessoas e populações.”10

O trabalho editorial, foi encontrado e publicado na revistaA Scientia Medica da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) e é intitulado como: “A Gestão da Clínica em questão.”A revista é multidisciplinar e tem como objetivo contribuir para a divulgação do conhecimento científico, nas diversas áreas da Medicina e outras Ciências da Saúde, nos formatos impresso e eletrônico.

Esse editorial faz uma breve análise histórica do termo Gestão da Clínica, pincela seus principais objetivos, bem como, alguns de seus princípios, sem aprofundar na prática da gestão ou do atendimento médico.

Um dos resultados mais importantes da pesquisa realizada no presente estudo foi o livro de Eugênio Vilaça Mendes, denominado por “Redes de Atenção à Saúde”. O autor foi responsável por instituir o termo Gestão da Clínica em 2001, recomenda-se a leitura da obraque foi uma das fontes que trouxe informações mais ricas no aprimoramento do conhecimento do tema, sendo utilizada em muitos trechos da introdução do presente trabalho

O texto faz referência à necessidade de reformulações na estrutura da saúde e a configuração das denominadas redes de antenção à saúde, separa essas redes em redes de atenção às condições crônicas e redes de atenção às condições agudas. Ao final do livro, o autor ressalta que diante desse remodelamento da saúde fez-se necessário um remodelamento da gestão em saúde, o que ele denomina como Gestão da Clínica.

A dissertação de mestrado “Análise da prática docente em uma iniciativa educacional que integra teoria e prática em cenários do sus” realizou uma pesquisa investigativa que visava identificar como os docentes-facilitadores da especialização “Gestão da Clínica nas Regiões de Saúde-GCRS”perceberam sua prática educacional. Foram utilizados trabalhos prévios, os quais evidenciaram o desenvolvimento do perfil de competência proposto pelo curso de metodologia ativa, com articulação entre práticas de educação e de cuidado em saúde. O texto traz trechos que exemplificam a Gestão da Clínica, utilizando como referência o livro de Mendes descrito acima. O trabalho conclui afirmando que há benefício no ensino por meio de metodologias ativas, porém existem inúmeras dificuldades de aplicabilidade de tal metodologia, principalmente nas áreas de saúde.

A primeira tese de doutorado encontrada foi intitulada por: “Redes de atenção à saúde no contexto da regionalização: Análise da integração sistêmica sob o olhar dos usuários do sus no estado da bahia.” Trata-se de um estudo transversal retrospectivo, exploratório e descritivo, com

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objetivo de “analisar a integração sistêmica da atenção à saúde, a partir da percepção sobre o itinerário terapêutico dos usuários da Linha de Cuidado do Câncer de Mama, no contexto da gestão regional da saúde, observando-se os fatores que constrangem a conformação da Rede de Atenção à Saúde às Pessoas com Doenças Crônicas/Eixo Oncologia, no estado da Bahia”5. O trabalho conclui que mesmo com a mudança em redes, o sistema de saúde ainda mantêm-se voltado para a oferta e não para as necessidades da população. Ele não cita a gestão da clínica, mas foi incluído por apresentar temática associada ao tema.

“O potencial articulador da regulação do acesso à assistência à saúde” é o título da segunda tese de doutorado encontrada na pesquisa, cujo foco principal é entender “o desenvolvimento de mecanismos de cooperação e coordenação, no âmbito do sistema de saúde, buscando a integração entre serviços e eliminando barreiras de acesso entre os chamados níveis de atenção se faz necessário, principalmente com o objetivo de favorecer a integralidade da assistência prestada.”1 Para tal foi realizado um estudo na cidade de Recife-PE, entre os anos de 2009 e 2011, com intuito de compreender quais são os eixos regulamentadores do acesso à saúde. O trabalho também não abordou gestão da clínica, mas como fala de assistência e acesso à saúde, importantes fundamentos para o presente estudo, foi incluído na pesquisa.

Tabela 1:

Título Gênero Resumo

Princípios para a gestão da clínica: conectando gestão, atenção à saúde e educação na saúde.

Artigo de opinião O artigo objetiva propor princípiosvalidados que norteariam uma gestão da clínica voltada à transformação da atenção à saúde, para sistemas integrados de saúde. Partiu-se da concepção de gestão da clínica configurada a partir de certos elementos estruturantes que não separam gestão, cuidado e educação. A proposta dos autores passou por processo de estabelecimento de consenso entre especialistas convidados. Como resultados, são apresentados os seguintes princípios da gestão da clínica: (1) Orientação às necessidades de saúde e à integralidade do cuidado; (2) Qualidade e segurança no cuidado em saúde; (3) Articulação e valorização dos diferentes saberes e práticas em saúde para o enfrentamento dos problemas de saúde; (4) Compartilhamento de poder e corresponsabilização entre gestores, profissionais de saúde e cidadãos na produção da atenção em saúde; (5) Educação de pessoas e da organização; (6) Orientação aos resultados que agreguem valor à saúde e à vida e (7) Transparência e responsabilização com os interesses coletivos. Conclui-seque os princípios da gestão da clínica expressam conexões que lançam uma nova luz sobre a gestão, atenção à saúde e educação em sistemas integrados e demandam uma consciência crítica em relação à simultaneidade de permanências e mudanças de práticas. A Gestão da Clínica em

questão.

Editorial A discussão da Gestão da Clínica demanda uma abordagem que leve em conta questões relacionadas ao poder e ao papel dos diferentes atores

na produção e gestão da saúde. Nesse sentido, busca-se uma transformação das práticas de atenção, gestão e da própria educação para que

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saúde das pessoas e populações. Para isso, faz-se necessário considerar

todos os envolvidos nesse processo e apoiar a leitura da realidade por meio da criticidade e da capacidade de dialogar diferentes perspectivas,

incluindo a das pessoas sob cuidado, dos profissionais de saúde e da gestão de sistemas de saúde.

As Redes de Atenção à Saúde

Livro Não apresenta resumo

Análise da prática docente em uma iniciativa educacional que integra teoria e prática em cenários do sus

Dissertação de Mestrado

A partir da hipótese de que o sujeito responsável pela formação de pessoas também se forma e é modificado durante o processo de ensino aprendizagem juntamente com os indivíduos em formação, essa investigação se propõe a identificar como os docentes-facilitadores da especialização “Gestão da Clínica nas Regiões de Saúde - GCRS” perceberam sua prática educacional. Os facilitadores foram simultaneamente docentes do curso GCRS e alunos da especialização “Processos Educacionais na Saúde - EPES”. Essas especializações foram construídas em parceria pelo Ministério da Saúde – MS – e o Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa – IEP/HSL, sendo desenvolvidas nos anos de 2011-2012 em 10 regiões do país indicadas pelo MS. Os cursos utilizaram uma abordagem construtivista e foram pautados em metodologias ativas de ensinoaprendizagem. Essa investigação foi baseada nos princípios da pesquisa qualitativa e utilizou o Trabalho de Conclusão do Curso - TCC dos docentes-facilitadores como fonte para a coleta de dados. Nos TCC, a prática educacional dos facilitadores foi relatada em sínteses reflexivas sobre suastrajetórias de ensino-aprendizagem. Para a interpretação dos dados, foi aplicada a técnica de análise temática de conteúdo. Foram consideradas duas categorias analíticas: Prática Educacional e Prática de Cuidado em Saúde. A partir destas, foram identificadas três temáticas: (i) Desafios na graduação e pós graduação de profissionais de saúde; (ii) Construindo novas estratégias e capacidades educacionais, (iii) Dialogando com elementos da Gestão da Clínica. A primeira e a segunda temática vinculam-se à categoria analítica “Prática Educacional” e a terceira relaciona-se com a categoria “Prática de cuidado em saúde”. Uma quarta temática (iv) denominada “Transformações na vida pessoal” foi vinculada à categoria empírica “Desenvolvimento Pessoal”. Os TCC evidenciaram o desenvolvimento do perfil de competência proposto pelo curso, com destaque para a articulação entre práticas de educação e de cuidado em saúde. As ideias de autonomia e construção de novos saberes, a partir da ampliação das capacidades de ouvir, respeitar o outro e ter tolerância com a diversidade, permearam todas as temáticas. Os sentimentos de descoberta, alegria e satisfação relatados pelos facilitadores, associados ao reconhecimento de transformações nas próprias práticas, apontaram a potência de iniciativas educacionais que integram teoria e prática.

Redes de atenção à saúde

no contexto da

regionalização: Análise da integração sistêmica sob o olhar dos usuários do sus no estado da bahia.

Tese de Doutorado A regionalização da saúde, embora se constitua em princípio e diretriz organizativa do Sistema Único de Saúde (SUS), assume relevância, a partir dos anos de 2000, mediante mecanismos indutores do governo federal, com vistas a superar a fragmentação das ações e serviços de saúde e os vazios assistenciais. A estratégia de redes regionalizadas é novamente retomada pelo Ministério da Saúde em 2010, com a instituição das Redes de Atenção à Saúde (RAS), com o propósito de garantir a integralidade do cuidado a partir da integração sistêmica das ações e serviços de saúde. Este estudo tem como objetivo analisar a integração sistêmica da atenção à saúde, a partir da percepção sobre o itinerário terapêutico das(os) usuárias(os) da Linha de Cuidado do Câncer de Mama, no

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contexto da gestão regional da saúde, observando-se os fatores que constrangem a conformação da Rede de Atenção à Saúde às Pessoas com Doenças Crônicas/Eixo Oncologia, no estado da Bahia. Para tanto, realizou-se um estudo transversal retrospectivo, de natureza exploratória e descritiva, com uso de abordagem quantitativa e qualitativa, utilizando-se do aporte teórico da análise de redes de políticas públicas. A investigação teve como fontes de informação documentos oficiais, entrevistas semiestruturadas com usuárias(os) da linha de cuidado do câncer de mama e a técnica de observação não participante e participante, no âmbito da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia. Os dados do estudo empírico foram analisados à luz do conceito de integração sistêmica, em suas dimensões macro e micropolítica, correspondendo, respectivamente, aspectos relativos à organização das redes de atenção à saúde nas regiões de saúde e a gestão de redes de serviços de saúde. Os resultados evidenciam que a organização das redes de atenção à saúde, no território regional, ainda reproduz a lógica do modelo de atenção à saúde pautado na oferta e não nas necessidades da população, com fortalecimento da rede de prestadores de serviços que se adensa nos grandes centros urbanos, permanecendo lacunas assistenciais na média e alta complexidade, cujo espaço tem sido ocupado pelo setor privado não complementar ao SUS, sobretudo a partir do nível secundário de atenção à saúde. Apesar da relevância da Atenção Primária à Saúde (APS) para reordenamento do modelo de atenção à saúde, a mesma não se apresenta como principal porta de entrada, coordenadora do cuidado e ordenadora da rede. O percurso terapêutico demonstra a permeabilidade desse fenômeno aos aspectos individuais e situacionais, existindo multiplicidade de portas de entrada na rede, cujos fluxos intermunicipal e/ou interestadual, e de acesso aos diferentes pontos de atenção à saúde, evidenciam a existência de barreiras de acessibilidade geográfica e sócio-organizacional. Argumenta-se que o desenho homogêneo de redes integradas e regionalizadas e sua normativa, embora importantes, não são suficientes para o enfrentamento dos complexos problemas da realidade brasileira, em face à diversidade de contextos intra e inter-regionais, dinâmicas territoriais, urbanas, de modo que não pode ser superestimado o esforço indutor para transformar cenários, uma vez que o processo de redes e regionalização são fenômenos eminentemente políticos.

O potencial articulador da regulação do acesso à assistência à saúde

Tese de Doutorado A sustentabilidade e legitimidade do SUS dependem do enfrentamento de obstáculos políticos, de gestão e de reorganização da rede de atenção à saúde. A fragmentação e desarticulação das ações e serviços tem prejudicado a efetividade do sistema, pois possibilita um acesso desordenado a serviços especializados, sobrecarregando-os e dificultando a continuidade da assistência iniciada na atenção básica. O desenvolvimento de mecanismos de cooperação e coordenação, no âmbito do sistema de saúde, buscando a integração entre serviços e eliminando barreiras de acesso entre os chamados níveis de atenção se faz necessário, principalmente com o objetivo de favorecer a integralidade da assistência prestada. A presente pesquisa estudou a experiência no município do Recife, entre os anos de 2009 e 2011, buscando apresentar um conjunto de questões que dizem respeito à Regulação do Acesso à Assistência à Saúde no Sistema Único de Saúde (SUS). Para isso procuramos recolocar a Atenção Básica como coordenadora de uma Rede, que se utiliza de arranjos e dispositivos que facilitam o acesso a ações e serviços, com o objetivo de oferecer uma assistência integral às pessoas. A metodologia utilizada foi de uma pesquisa qualitativa, através de um estudo de caso, em que utilizamos de técnicas de coleta de

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dados como o diário de campo, análise documental e entrevistas semi-estruturadas com trabalhadores e gestores do município. Os resultados compõem uma narrativa e apontam para a necessidade de ampliação do conceito de Regulação do Acesso e seu instrumentos, para além das Centrais de Regulação, considerando que esse processo se inicia no acesso à

atenção básica de saúde e passa pela relação entre serviços de saúde articulados em rede, necessitando, para isso, de mecanismos de interação entre equipes de diferentes unidades de saúde.

4 DISCUSSÃO

Como observada pela leitura realizada até o presente momento, aplicada a metodolagia de pesquisa cuidadosamente estabelecida para o presente estudoobservou-se a resultante dos 6 trabalhos comentados, sendo que desses apenas 3 possuíam a temática coerente e elucidativa para otema aqui em estudo.Ademais, em nenhum dos trabalhos encontrou-se correlação com a prática clínica. Apesar do altíssimo nível e qualidade dos trabalhos aqui revisados, observa-se, pelo pequeno número de trabalhos encontrados, e ainda menor, qual seja zero, número de trabalho correlatos com a prática clínica, um reduzido volume de estudo sobre o tema.

Importantíssimo ressaltar ainda que não foi encontrado nenhum resultado na maior base de dados da américa latina, a LILACS. Observa-se que é esperado encontrar textos de temáticas relevantes como a aqui em estudo, ainda mais pela base de dados incluir em seu asservo estudos de países mais próximos, culturalmente e geograficamente, do Brasil. Destaca-se ainda a inexistência de resultados na pesquisa realizada perante a importante base de dados americana MEDLINE, o que demonstra comdestacada clareza a necessidade de maiores estudos acerca do tema.

Em outra seara, nota-se a abordagem de forma conceitualrealizada pelos trabalhos em realação ao tema, ou seja, com pouca referência para a prática clínica.À excessão ao trabalho “Análise da prática docente em uma iniciativa educacional que integra teoria e prática em cenários do sus”, porém que aborda a prática docente de um curso sobre o tema e não a prática clínica, o que é o real objeto de estudo deste trabalho.

Essa revisão vai ao encontro com a literatura atual e revela a necessidade de maiores estudos sobre o tema, observada primeira citação do termo por Mendes em 2001 constata-se se tratar de um tema recente, o que, por sua vez, não elimina, e sim encoraja, maiores discussões sobre a importate temática que é a Gestão da Clínica.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conclui-se que o número de publicações com a temática proposta é ainda incipiente, porém relevante do ponto de vista da saúde pública por haver uma necessidade de melhoria da

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integralidade do cuidado para os usuários do SUS e também do ponto de vista de conhecimento científico uma vez que está sendo pouco estudada.

Espera-se que este trabalho sirva de gatilho para novas publicações neste tema.

REFERÊNCIAS

(1) BRASIL. Lei 8.080 de 19 de setembro de 1990.Dispõe sobre as condições para promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Cap. III, Art 7º. Diário Oficial da União, DF. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8080.htm>. Acesso em 10 mar. 2020.

(2) FEITOSA, Tiago Oliveira de. O POTENCIAL ARTICULADOR DA REGULAÇÃO DO ACESSO À ASSISTÊNCIA À SAÚDE. n. 124 - Fundação Oswaldo Cruz. Recife, 2014.

(3) GOMES, Romeu. LIMA, Valéria Vernaschi. A Gestão da Clínica em questão. Scientia Medica, jun. 2017. Disponível em:

https://www.researchgate.net/profile/Valeria_Lima3/publication/317710878_A_Gestao_da_Clinica _em_questao/links/595112920f7e9be7b2e84d38/A-Gestao-da-Clinica-em-questao.pdf. Acesso em 10 Março 2020.

(4) HARTZ, Zulmira M. de Araújo; CONTANDRIOPOULOS, André-Pierre. Integralidade da atenção e integração de serviços de saúde: desafios para avaliar a implantação de um "sistema sem muros". Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro , v. 20, supl. 2, p. S331-S336, 2004 . Disponível

em:

<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2004000800026&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 10 mar. 2020.

(5) LANDIM, Edivânia Lúcia Araújo Santos. REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE NO

CONTEXTO DA REGIONALIZAÇÃO: ANÁLISE DA INTEGRAÇÃO SISTÊMICA SOB O OLHAR DAS(OS) USUÁRIAS(OS) DO SUS NO ESTADO DA BAHIA. n. 229 – Universidade Federal da Bahia, Escola de Administração. Salvador, 2018.

(6) LARA, Ellys Marina de Oliveira. ANÁLISE DA PRÁTICA DOCENTE EM UMA

INICIATIVA EDUCACIONAL QUE INTEGRA TEORIA E PRÁTICA EM CENÁRIOS DO SUS. n. 74 - Universidade Federal de São Carlos, centro de ciências biológicas e da saúde, programa de pós-graduação em gestão da clínica. São Paulo, 2014.

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(7) MATTOS, Ruben Araujo de. Princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e a humanização das práticas de saúde. Interface (Botucatu), Botucatu , v. 13, supl. 1, p. 771-780, 2009. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-32832009000500028&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 10 mar. 2020.

(8) MENDES, Eugênio Vilaça. As redes de atenção à saúde. 2ª edição. Brasília. Organização Pan-Americana da Saúde, 2011.

(9) MENDES, Karina Dal Sasso, SILVEIRA, Renata Cristina de C. P., GALVÃO, Cristina Maria. Revisão Integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. Texto Contexto Enferm. 2008. 17(4):758-64

(10) PADILHA, Roberto de Queiroz et al. Princípios para a gestão da clínica: conectando gestão, atenção à saúde e educação na saúde. Ciência & Saúde Coletiva [online]. v. 23, n. 12, 2018. Acesso em 10 Março 2020 , pp. 4249-4257. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1413-812320182312.32262016>.

(11) PAIM, Jairnilson Silva; SILVA, Lígia Maria Vieira da. Universalidade, integralidade, equidade e SUS. BIS, Bol. Inst. Saúde (Impr.), São Paulo, v. 12, n. 2, ago. 2010 . Disponível

em:<http://periodicos.ses.sp.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1518-18122010000200002&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em 10 mar. 2020.

(12) SOUZA, Renilson Rehem de. Ministério da Saúde. O sistema público de saúde brasileiro. Seminário Internacional Tendências e Desafios dos Sistemas de Saúde nas Américas. São Paulo, Brasil. Agosto de 2002.

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Gráfico 1: Gêneros

Referências

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