MAURICIO
CONRADO
FARIA
PERESSONI
PERFIL
DA
MORTALIDADE NEONATAL
EM
FLORIANÓPOLIS
No ANO
DE
1998
Trabalho apresentado à Universidade
Federal d Santa Cat `
e arma, paraa
Conclusão do Curso de graduação
em
FLORIANÓPOLIS
_
SANTA
CATARINA
1999
MAURICIO
CONRADO
FARIA
PERESSONI
PERFIL
DA
MOIRTALIDADE
NEONATAL
EM
FLORIANOPOLIS
NO
ANO
DE
1998
Coordenador do curso: Prof. Dr. Edson José Cardoso
Orientador: Prof. Dr. Fúlvio Borges Nedel
Trabalho apresentado à Universidade
Federal de Santa Catarina, paraa
Conclusão do Curso de Graduação
em
Medicina.FLoR1ANÓ1>oL1s
_
SANTA CATARINA
À
meus
pais, Carlos e Neusa,minha
innã, Daniella,sem
os quais estetrabalho não seria possível, por acreditar
em
meus
sonhos e pelo apoioincondicional
em
todos osmomentos
deminha
vida.À
minha namorada
Cíntia, pela revisão gramatical, pela tranqüilidadeque
me
proporciona, pelacompreensão
quando
deminha
ausência, por estarsempre
ao
meu
ladomesmo
que
a milhas de distância, por ser tão especial.Ao
meu
cunhado
Ricardo, pela providencial impressora.Ao
Prof. Dr. FúlvioBorges
Nedel, pela orientação , incentivo,boa
vontade epaciência.
Ao
Fábio Matos,Jimema
Vieira e Sílvio Piepper, funcionáriosda
SecretariaMunicipal de Saúde, pela dedicação
ao
seu trabalho, disponibilidade eprestabilidade, essenciais para os resultados deste trabalho.
Aos
colegasque
contribuíram para que estes anos de estudostomem-se
uma
1.
INTRODUÇÃO
... .. 2.OBJETIVO
... .. 3.MÉTODO
... .. 4.RESULTADOS
... ..ÍNDICE
- . . . . . ¢ . › › . . . . . . .. . . . . . . . . . . . .. . . . . . - - z ¢ z . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . .. 5.DISCUSSÃO
... ._ 6.CONCLUSÕES
... .. 7.REFERÊNCIAS
... ._ 23RESUMO
... _.SUMMARY
... ..ANEXOS
...Mortalidade neonatal
compreende
os óbitos ocorridos desde o nascimentoaté o vigésimo sétimo dia de vida.
Da
análise dos dados contidosno
Sistema deInformação
sobre Mortalidade,elaborado pelo Centro Nacional de Epidemiologia
(CENEPI)
em
conjuntocom
o
Departamento
de Informáticado
SistemaÚnico
deSaúde(DATASUS),
verifica-se que,
no
intervalo dos anos de 1986 a 1995,o
coeficientede
mortalidade neonatal
no
município de Florianópolis registrouqueda
de 5 l%1.Os
fatoresque levam
àmorte no
período neonatal estão relacionados àgestante, à própria criança e
ao
grau de atenção dispensadaao
partobem como
aos cuidados perinatais2'7.
Uma
vez confirmada a gestação, a procura pelo serviço de saúde toma-seimperativa. Consultas regulares e
exames
de rotinafazem
partedo
acompanhamento
da
gravidez. Muitas condições desfavoráveispodem
serdetectadas e controladas se
não
prevenidas, sendoum
direitoda
mãe
arealização
do
pré-natal*-12Condições
intrínsecasdo
concepto são diagnosticadasem
muitos casos,porém
refletem
por ocasião, quadros graves de dificil atuação9› 1°.Baixo
peso ao nascer éum
fator fortemente relacionado à mortalidadeneonatal3'5,
de
modo
que
as razões que contribuem paraum
recém
nascidocom
baixo peso deverão relacionar-se
também
à sua taxa de mortalidade.Tabagismo
e desnutrição
matema,
por exemplo,causam
baixo peso3› 13.São
fatoresdiferentes
com
conseqüências semelhantes. Diferentetambém
é aabordagem
2
fumar
antesda
gravidezou
mesmo
no
seu início resolveriao
primeiro, existeum
contexto social
envolvendo
osegundo
caso, de dificil solução, que exigedo
profissional de saúde o
desempenho
completo de suas funções. Participarde
forma
ativa, exercendo liderança, divulgando conhecimento, sugerindomelhorias,
enfim,
inspirarconfiança na comunidade que o
cerca, para encontraruma
melhor
receptividade às suas condutas.A
gestação, principalmenteno
período perinatal, é talvez aépoca
mais frágilna
vida da mulher.Mudanças
acentuadasem
seuorganismo refletem
no
seuestado de espírito,
na
percepçãodo
seu corpo,na
convivênciacom
as pessoasque
a cercam,enfim,
uma
mistura de realização pessoal, insegurança, felicidadee ansiedade, entre muitos outros sentimentos
que levam
a gestante à labilidadeemocional e criam expectativa e curiosidade
em
tomo
do
parto eda
criança.Salvo raros casos
em
que
durante a gestação, percebe-seuma
condiçãodo
feto incompatível
com
a vida, a morte neonatal, seja ela precoceou
tardia,toma-
se
um
grande abalo para todos.Não
é importante nestemomento
seo bebê
viveupor 1 hora
ou
2 semanas, se éum
fetonão
viável de500 gramas ou
sepesou
4000
gramas, se foiou não
planejado e atémesmo
sehouve
contatomaterno
ou
não. Foi
demonstrado que
senão
houver qualquer intervenção terapêutica,um
terço das mortes perinatais resulta
em
prognóstico trágico.Em
uma
série de56
mães
estudadas, 19desenvolveram
distúrbios psiquiátricos.14Sabendo que
a morte deuma
criançano
período neonatalpode
ser evitadacom
medidas
preventivas, eque
existem situações demaior
risco7que
merecem
vigilância,2-4› 7 todos os esforços para diminuir estes óbitos são válidos, e
conhecer os motivos é essencial para poder combatê-los.
O
presente trabalho visa identificar os principais fatores associados ao óbitosneonatais registrados
em
Florianópolisno ano
de 1998.Analisamos não somente
a mortalidade neonatal,
como também
as fontes dedados
disponíveis, a eficácia8110
2.
OBJETIVO
2. 1 Objetivo Geral
Traçar
um
,perfilda
mortalidade neonatalno
município de Florianópolisno
de 1998.
- 2.2 Objetivos específicos
1 - Analisar a mortalidade neonatal
em
seus dois componentes: precoce etardio.
2 - Relacionar a mortalidade neonatal
com
variáveis referentes à gestante e4
3.
MÉTODO
3.1
-
Apresentaçãodo
Campo
de TrabalhoO
presente estudo foi realizadoem
Florianópolis, capitaldo
Estado deSanta Catarina, município este
com
área total de 451Km2,
dos quais 438,9Kmz
correspondem
à parte insular.De
acordocom
oCenso demográfico
de1996
a população écomposta de
271.281 habitantes, sendo92%
na zona
urbanae
8%
na zona
rural.12› 15› 16A
distribuiçãoda
população por idade mostrauma
pirâmide etáriacom
base larga,
porém, comparando-se dados
atuaiscom
osde 1980 percebemos
o
andamento
deum
processo de transiçãodemográfica,
identificado pelo“envelhecimento”
da
população causado pela diminuição das taxas de natalidadee
de
mortalidadeno
inícioda
vida. Este fato contribuiu para oaumento da
expectativa de vida,
que na década de 80
era de69
anos, elevando-se para75
anos
em
1991.Há
um
excedente geral de 8.404 mulherescom
uma
razão defeminilidade igual a 1,06. (Mulheres:
139.841/Homens:
131.440).12› 15A
economia
é baseadano
setor terciário,em
função de todo aparatoadministrativo e de órgãos públicos
que
aqui se encontram,além do
apeloturístico de
uma
ilhacomo
a Capitaldo
Estado, que, contrariando a maioria dasdemais
capitaisdo
País,não
se traduzem
um
póloeconômico
estadual. Destamaneira
temos que
o setor terciáriodetém
78,92%
da
populaçãoeconomicamente
ativa, restando18,12%
e 2,96%
para os setores secimdário eprimário respectivamente”
Estima-se
que
81,7%
da
população seja alfabetizada12.O
rendimentomédio mensal
é deno.máximo
02 saláriosmínimos
parapara
20,19%
e 10 a20
para13,80%,
ao passo que apenas5,63%
dos chefesde
família
recebem mais
de20
saláriosminimos.”
Criou-se
um
fluxo
migratório a partirdo
interiordo
Estadoem
busca de
oportunidades de trabalho e melhores condições de vida que, inexistentes,
geraram
o aparecimento de verdadeiros bolsõesde
pobreza àsmargens da
sociedade local. 12
O
serviço de saúde Municipal está organizadoem
49
unidades, sendoum
Laboratório
de
Análises Clínicas,um
Núcleo
deAtenção
Psico-Social-NAPS,uma
clínica Odontológica,uma
Policlínica de Referência Regional, 32 centrosde
Saúde
I e 15 Centros deSaúde
II.Os
47
Centros deSaúde
são divididos deacordo
com
o
grau de atendimento prestado.O
tipo I contacom
atendimento deenfermagem,
imunização, clínicamédica
geral, clinica odontológica geral,pediatria,
marcação
de consultas eexames
especializados e fornecimentode
medicamentos
básicos.Nos
do
tipo H,somam-se
a estes serviçoso
atendimentoem
Ginecologia e Obstetrícia,exame
preventivo deCâncer
de colo de útero,Nutrição, Planejamento Familiar e coleta de material para exames.
Alguns
Centros de
Saúde
contam
aindacom
serviço deAcupuntura.”
A
dinâmica deste sistema é planejada paraque
existaum
fluxo
constante depacientes a partir de níveis
menos
especializados, para os mais especializados.Porém,
esta propostanão
é seguida por grande parteda
população,que
muitasvezes procura
um
serviçomais
especializado jáno
primeiromomento.
12A
prefeitura de Florianópolis criou oPrograma
Capital Criança, paracombater
a mortalidade infantil. Entre outras vantagens,o programa
assegurapara a gestante, 6 consultas de pré-natal,
exame
ultrassonográficona
20°semana
de gestação e consulta pediátrica pré-natal
na
34° semana, dispensando atençãoespecial à gestante de alto risco.
Todas
as gestantes domiciliadasem
Florianópolis
têm
acesso a esse serviço, que foi avaliado e aprovado pelo6
Ministério
da
Saúde,da
Secretaria Estadualda
Saúde, das AssociaçõesCatarinenses
de
Pediatria ede
Ginecologia e Obstetrícia, juntas à AssociaçãoCatarinense de
Medicina”
3.2
~ Desenho
do Estudo
Para
compor
o
perfilda
mortalidade neonatalem
Florianópolis, serãoavaliados os
49
óbitos neonatais registradosno ano
de1998
deconidos
degestações de mulheres
que
residemno
municípioem
questão”.Um
estudo de corte transversal, obsewacional e descritivo foi realizadolevando-se
em
consideração,em
relação aoRN,
o sexo, peso ao nascer ecausa
mortís, de acordo
com
a 10°Revisão da
Classificação Estatística Intemacionalde
Doenças
eProblemas
Relacionados àSaúde
(CID-10).13As
demais
variáveisestudadas
foram
a renda familiar, escolaridade e idadeda mãe,
localde
ocorrência
do
parto, idade gestacionalem
semanas, tipo de parto, paridade e adistribuição
mensal
dos óbitos.Junto à Secretaria
de Saúde
Pública de Florianópolis, foiusado
como
fontede
dados
o Sistema deInformação
sobre Mortalidade(SIM)
referente aoano
de1998, através de questionário (anexo I) aplicado por fimcionários
da
própriainstituição,
em
visita domiciliar às famílias nas quais foi registrado óbitoem
crianças
menores
de 1 ano. Este sistemafomeceu
informações sobre idadematema, número
de filhos, grau de escolaridadematema
e renda familiar. 17O
Sistema deInformação de
NascidosVivos
(SINASC)
foi utilizadocomo
fonte de dados para
o
estudo dealgumas
variáveis dependentes.Foram
colhidasinformações contidas
na
Declaração deNascido
Vivo
presentesem
matemidades
e cartórios de registro civil, cujofluxograma
apareceem
anexo
(ANEXO4).
Este sistema cobre quaseque
a totalidade dos nascimentos, sendocartório civil.15› 17 Estes
números
estão disponíveisna
intemet,no
endereçoeletrônico
da
Secretaria Municipal de Saúde(hg¡¿z//wvwv.sau‹1e.s¢.g‹›v.br).Faz-se necessária a definição de alguns termos usados para
que algumas
possíveis dúvidas sejam prontamente esclarecidas.
Óbito neonatal precoce: entende-se daquele ocorrido
no
período entreo
nascimento até o sexto dia de vida (168 horas de vida).19
Óbito neonatal tardio: entende-se daquele ocorrido
no
período entreo
sétimoe vigésimo sétimo dia de vida.19
Paridade será
definida
operacionalmentecomo
onúmero
de gestações,incluindo filhos vivos, abortos e natimortos.
Primíparas são as gestantes
em
que
a primeira gestação resultouem
óbitoneonatal
no ano
de 1998. Para multíparas,entendemos
que são as gestantesque
já
haviam
engravidado pelomenos
uma
vez antesda
gestação incluída nestes
4.
RESULTADOS
Foram
registradas49
mortes neonataisno
município de Florianópolisno ano
de 1998.17
Os
registros oficiaismostram
que 40
ocorreram durante o períodoneonatal precoce, e as 9 restantes,
no
período neonatal tardio.A
taxa demortalidade neonatal foi de 8,9/ 1000 nascidos vivos.¡7(Precoce-7,3 e Tardia-
1,6).
Cinco
casos de gestação duplaforam
registrados.Em
um
deles,ambos
osfetos
foram
a óbito, e nos demais,mn
dos conceptos sobreviveu porno
mínimo
28
dias, saindodo
período neonatal. Portanto, as49
mortes neonataiscorrespondem
a48
partos.A
taxa de mortalidade neonatal para gestações duplasfoi de 36,7/ 1000
gêmeos
nascidos vivosem
1998.17A
mortalidade neonatalem
Florianópolisno ano
de 1998,mostrou
predomínio absoluto de fatalidades
no
período precoceem
relação ao tardio,porém
com
distribuição semelhanteem
relação ao sexo,conforme
afigura
1.N ° ó b itoS
50-
23:
IM
IF
20-
10,
total 0‹. . . . < 7dias
7-27
total"“"°
dias
Em
relação à idadematema, encontramos
7mães
com
idade entre 15 e 19 anos,14
com
idade entre20
e24
anos, 6com
idade entre25
e29
anos, omesmo
número
parao
intervalo de30
a34
anos etambém
6 gestaram após 35 anos deidade (tabela I).
Tabela I -
Número
de Óbitos e taxa de mortalidade neonatal por idadematema.
Florianópolis, 1998.
Idade Óbitos
Taxa
de mortalidade neonatalda
mãe
NeonataisPor 1000
nascidos vivos15-19 7 7,4 20-24 14 9,7 25-29 6 4,3 30-34 6 6,1
35ou
mais 6 11,1 Ignorada 10 ___-- Total48
8,9Fonte: Sistema de Infomução sobre Mortali‹hde(S[M), 1998. Declarações de Óbito, 1998.
Constam
nos
registros22
óbitos de fetospesando
até999
gramas.Com
pesoentre
1000
e1499 gramas
onúmero
diminuiu para 5 e, os quepesaram
entre1500
e2499 gramas foram
4.Onze
fetospesaram mais
de2500
gramas.Em
7casos informação sobre
o
peso ao nascernão
estava disponível.A
tabelaH
incluias taxas de mortalidade para a variável peso ao nascer.
Um
parto foi realizadoem
ambiente domiciliar, eum
não
foi esclarecido10
Em
51%
dos casos, informações sobre renda familiar estão disponíveis.Com
distribuição desigual, variam entremenos
deum
saláriomínimo
atémais
de vinte salários
mínimos,
concentrando-se amaior
parte das famíliascom
vencimentos entre 1 e 5 salários
mínimos
(tabela III).Uma
dasmães
não
freqüentou o ensino elementar, ao passo que cincopassaram
por curso superior e 19completaram
o 1° grau.Doze
completaram o
2°grau e outros 13 casos
não
foram
informados (Tabela ).Tabela
IV
-
Distribuição maternasegundo
graude
instrução e taxade
mortalidade neonatal. Florianópolis, 1998.
Escolaridade Gestantes
Número
Taxa
Sem
Instrução 1 23,2 1° grau 19 6,3 2° grau 12 8,6 Superior 5 7,0Não
hiformado
11 ---- Total48
8,6Fonte: Sistema de Infomiação de Mortalidade (SIM) 1998.
A
tabelaV
mostra o predomínio de primíparas relacionadascom
óbito neonatal.Apesar do
total de49
óbitos neonatais, apenas48
gestantes são contadasem
razão de
uma
gestação dupla ter resultadoem
óbito deambos
os conceptos.Registramos ainda 2 gestantes
com
aborto prévio e outras 4com
gestação duplaPeso
ao nascer N.° deTaxa
de mortalidade óbitos neonatal 0 -999g
22
647,01000-1499g
5 116,01500-2499g
4
10,62500-2999g
3 2,63000g
e mais 8 2,1não
informados 7 --- Total49
8,9Fonte: Sistema de Informação sobre Mortalichde (SIM), 1998.
Tabela
HI
-
Renda
familiarem
salários mín_imos(SM).Renda
Número
de famíliasMenos
de 1SM
1 1-5SM
12 5-10SM
4
10-15SM
3 15- e mais 4Sem
informação24
Total48
12
Tabela
V
- Relação entre paridade enúmero
absoluto de óbitos neonatais.Florianópolis, 1998.
Paridade Óbitos
Taxa
Primpíparas 2 1 8,3
Multíparas 1 8 6,7
Não
informada 9 ----Total
48
8,6Fonte: Sistema de Informação de Mortalidade(SIM)
Entre as causas de óbito, de acordo
com
o
CID-10,
as afecções originadasno
período perinatal são as mais freqüentes, das quais os transtomos respiratórios e
cardiovasculares específicos
do
período perinatal são os maiscomuns,
com
24
episódios. Neste grupo de doenças, estão incluídas: hipóxia intra-uterina, asfixia
ao nascer, angústia respiratória
do
recém-nascido e síndrome de aspiraçãoneonatal.
Aqui
também
encontramos
os transtomos cardiovasculares originadosno
período perinatal.O
restante das afecçõesdo
período neonatal estiverampresentes
em
14 casos.Malformações
congênitas, deformidades e anomaliascromossômicas causaram
10 óbitos, dos quais 3em
decorrênciade
malformações
congênitasdo
aparelho circulatório.Observamos
também
a variaçãomensal
dos óbitoscom
maior
incidência nosmeses
de Abril e Outubro,como
demonstrado
na
figura
3Vinte e cinco casos
possuem
informação sobreo
tipo de parto, dos quais 18foram
espontâneos e 7 cesáreos.Os
demais 23 óbitosnão
são especificados.O
número
desemanas
de gestação foi pesquisada a intervalos de até 21semanas,
com
2 casos,22
a27
semanas,com
5 casos,28
a36
semanas,com
14casos,
37
a 41 semanas,com
2 casos eacima de 42
semanas,com
1 casoCausa do
óbitoNúmero
de Óbitos ~Afecçoes originadas
no
períodoperinatal
Malformações
congênitas edeformidades e anormalidades
cromossômicas
Causas extemas
demorbidade
emortalidade
38
10 l Total49
bso uto de ób'tos O-\I\>C›J-I>U'IO>\IQ
Fonte: Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM).
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Precoce
--
Tardio
_-
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14
A
5.
DISCUSSÃO
A
mortalidade neonatal constituium
importante indicador de saúde, fazendoparte
da
mortalidade infantil.Mais
do que
isso, correspondeu,no ano
de 1998, a53%
dos óbitos entre habitantesdo
município de Florianópoliscom
idadeinferior a 5
anos”
,merecendo
assim, enfoque diferenciado.Houve
um
predomínio absoluto de óbitos neonataisno
período precoceno
ano de
1998,com
taxa de 7,6 óbitos por l000nascidos vivos enquanto a taxano
período tardio
ficou
em
tomo
de
1,6 óbitos por l000nascidos vivos,mantendo
atendência dos anos de
1997
e1996
17 .Lealfi descreveu opredomínio
das mortesno
período precoce jáno ano de
1981,porém
observoumais
tardeque
atendência para predomínio de óbitos neonatais precoces
tem
aumentado
a partirdo
inícioda
atual década,confirmando
as taxas encontradas neste estudo.Influenciada por fatores biológicos e sociais, a mortalidade neonatal
tem
alguns fatores de risco associados já descritos2› 4'7› 2°,
como
baixo pesoao
nascer, prematuridade, idade
matema
acima
de 35 anos, sexo masculino,não
realização
ou
má
adesão ao pré-natal(menos
de 5 consultas), tabagismomatemo,
diabetesmatema21, além
de baixa condição socio-econômica, eprimiparidade, entre outros2› 5 .
A
Secretaria Municipalde Saúde de
Florianópolis, atravésdo
Sistema deInforrnação sobre Mortalidade
(SIM)
procura,com
a aplicação de questionárioem
domicíliono
prazo de atéum
mês
apóso
óbito15 , associado à retenção decópia
da
Declaração de Óbito ao encaminha-lo para a Secretaria Estadual deSaúde, buscar o
máximo
de informações sobre a mortedo
recém
nascido,bem
nasça
sem
termos dados referentes à gestação.Os
dados contidos nestequestionário (anexol), nos
permitem
ternoção
das condições sócio-econômicase grau de preocupação
com
a saúde por parteda
gestante.São
de grandeutilidade informações
como
realizaçãoou não
de pré-natal, grau de escolaridadee profissão, todos relacionados à gestante.
O
campo
“Informações deMoradia”
abrange questões
como
fomecimento
deágua
luz e destinodo
lixo,dando
apossibilidade de
uma
noção
acerca das condições de higieneem
que
vive afarnília
do
recém-nascido.A
presençaou não
de alguns bens materiais, avaliasuperficialmente o poder aquisitivo
da
mesma.
O
questionário aplicadono
ano de1998
(anexo 1) diferedo
usadono
presenteano
(anexo2).Algumas
informações importantes,como
número
de consultasde
pré-natal, o fato de a gestante ser
fumante
ou
não,além da
duraçãoda
gestaçãoem
semanas
forarn adicionadas e serão de grande valia sedevidamente
coletadas.
Acreditamos
que
a atualizaçãodo
questionário,com
pergimtasreferentes aos principais fatores de risco para mortalidade neonatal e infantil até
um
ano, seráuma
boa
iniciativa para padronização dos dados .A
devidaorientação para coletá-los de
maneira
coesa por todos os entrevistadores seriatão importante quanto a própria iniciativa de criá-los.
Apesar
da implantaçãoda
visita domiciliarcom
aplicação dos questionários,apenas
50%
das famíliasem
que o
óbito neonatal foi registradoforam
entrevistadas.
Os
motivos parao
insucesso dasdemais
residena
mudança
deendereço, endereço inexistente
ou
incorreto.A
renda familiarmensal
está disponívelem
um
campo
específico,porém
com uma
ressalva:tomando
como
exemplo
uma
família de 6 pessoas,com
vencimentos totais semelhante aos de
uma
farnília de 3 pessoas,temos que
arenda
per
capita será odobro
para asegimda
famíliaem
relação a primeira.O
16
vida para lares
com
maior
rendaper
capita. Faz-se necessária então, a descriçãodo
número
de pessoasque
dependem
damesma
renda.Dividimos
a renda familiar dos casos aqui pesquisadosem
saláriosmínimos.
Novamente
contamos
com
um
número
aquém
do
almejado,com
dados
deapenas
24
casos.Porém,
mesmo
nestespoucos
exemplos,um
contrasteeconômico
ficou
claro,com
extremos de vencimentos entreR$
100,00 eR$12.000,00.
A
maior
incidênciapermaneceu no
intervalo de 1 a 5 saláriosmínimos.
Cabe
ressaltarque
baixas condições sócio-econômicas são fatores derisco descritos
na
literatura para enfatizar a importância deste indicador.3› 7Menezes3
, constatouque
a realização deexames
de
pré-natal é diretamenterelacionada
com
o
óbito neonatal. Gestantescom
menos
de 5 consultas,número
este
recomendado
pela OrganizaçãoMundial da
Saúde, estãoem
maior
riscopara mortalidade neonatal3,
o que demonstrou
a importânciado seguimento
completo
das consultas.Em
nosso estudo, informações sobre o pré-natal sãoprecárias,
uma
vez
que o
questionário aplicado alcançou apenas25
das48
entrevistas planejadas, assim
como
tampouco
há
registrodo
número
de
consultas realizadas. Deste total entrevistado, a
maior
parte (19 gestantes)realizou consultas de pré-natal,
porém
a assiduidadenão
foi aferida.Como
mencionado
anteriormente, o questionáriodo
correnteano
indaga sobreo
número
de consultas realizadas.Dados
sobre a duraçãoda
gestaçãoem
semanas
estão presentena
Declaração de óbito (anexo3),
porém
em
intervalos longos,como
por exemplo,28-36 semanas. Lissauer9 descreve
que o
número
de complicações e aintensidade das
mesmas
diminuem
com
o
aumento
da
idade gestacional e citaainda
que o termo
após32
semanas
de gestação,com
o adventoda
UTI
neonatal, conquistou excelente prognóstico.
Tivemos
apenas24
casoscom
dados referentes à idade gestacional, dosao certo se havia
ou não
fetoscom
mais de32 semanas
neste grupo.Uma
altataxa de mortalidade para nascidos vivos
acima
desta idade gestacionalpode
servir de alerta para revisão de procedimentos
em
UTI
neonatal. Constatou-setambém
que o
preenchimento da Declaração de Óbito(DO)
é muitas vezesincompleto,
com
o
espaço reservado a informações referentes a óbito fetalou
demenor
deum
ano
( item IIIda
DO),
em
branco.Apesar
das poucas informaçõessobre
semanas
de gestação,vimos
atravésdo
atestado médico(itemIV
da
DO),
que
prematuridade foi a situaçãomais
encontradacomo
causada doença que
diretamente levou
o
concepto a morte. -A
assistênciamédica
perinatal é de extrema importância tanto paraintervenção após
o
termo, quanto para predição de condições adversas durantetoda a gestação e
também
durante o trabalho de.parto,quando medidas
simplespodem
modificar
o
prognósticodo
concepto.22Asfixia
perinatalpode
resultarem
insuficiência respiratória.A
realização deexames
de Cardiotocografia avalia a possibilidade de hipóxia perinatal.Com
40%
de resultados falso positivos, possui baixa especificidade.Porém,
como
fator tranqüilizante, possui alta sensibilidade,
com
resultado falso negativoem
apenas
1%
dosexames
A
aferição de batimentos cardíacos fetaiscom
sonarsimples antes, durante e após as contrações,
em
meio ao
trabalho de parto,sugerem
a condição atualdo
feto.Caso
esteja alterado,em
taquiou
bradicardia,o diagnóstico de sofrimento fetal
agudo deve
ser descartados.São medidas
debaixo custo para
o
serviçoque
podem
alterar o destinodo
recém-nascido,que
jápoderá ser esperado por
uma
equipe preparada para possíveis intercorrências.Algumas
malformações
congênitas são passíveis de identificaçãocom
o
fetointra-útero.
A
ultra-sonografia(USG),
exame
não
invasivo esem
efeitoscolaterais,
tem
a possibilidade de detectar a maioria dasmalformações
estruturais.
Manninglo
relataque o
reconhecimento de fetoscom
alto risco para18
prevenir a equipe responsável das possíveis complicações,
que
agorapodem
serevitadas.
O
emprego
do Doppler
colorido facilitou o diagnóstico de anomaliascardiovasculares 23
O
sexo masculino foio mais
encontrado,porém,
em
número
pouco
superior.As
taxasmostraram
10 óbitos por1000
nascidos vivos parao
sexo masculino e8,3 para
o
sexo feminino.A
literatural confirmao
predomíniodo
sexomasculino
em
mortes neonatais.Gestação após 35 anos de idade é fator de risco
comprovadol
paramorte
neonatal.
O
Sistema de Informação sobre Mortalidade atravésdo
DATASUS7,
fornece dados sobre a idade materna,
no
entanto, para gestantesacima
de20
anos de idade,
o
intervalo decontagem
é de 10em
10 anos,não sendo
possívelsaber ao certo quantas gestantes teriam 35 anos
ou
mais.Dados
específicosem
relação à idade das gestantes
foram
colhidos junto as Declarações de Óbito equestionários aplicados pela Secretaria Municipal de Saúde.
Além
disso, onúmero
de gestantessem
informações sobre a idade perfazum
percentualmuito
alto
com
aproximadamente
18%
do
total.Como
apenas 2 dos48
partosque fazem
parte deste estudo aconteceramem
ambiente domiciliar, os
demais foram
realizadosem
ambiente hospitalar.A
faltade informação sobre a idade das gestantes
pode
residirno
momento
do
atendimento pelo preenchimento incorreto e/ou incompleto de formulários de
controle pelos próprios profissionais
da
saúde, prática bastantecomum em
nossas instituições.
Sabe-se4 que
o
risco demorte
perinatalem
gestações múltiplas éaproximadamente
5 vezes maior,comparando-se
a gestações únicascom
fetospesando
acima
de 2500g. Curiosamente,encontramos na
literaturaque
fetos degestações múltiplas
pesando
entre500g
e 2499g,têm
menor
incidência de morteperinatal se
comparados
a fetos de gestações únicas depeso
equivalentes.Em
incorreu
no
óbitode
ambos. Outras 4 gestações duplas ocasionaram a mortede
apenas
um
dos conceptosno
período neonatal.Todos pesavam menos
del500g
(530g-l350g) e os eventos que
causaram
os óbitos, nestes 6 casosem
particular,ocorreram devido a prematuridade,
com
idades gestacionais dentrodo
intervalode
22
a 36 semanas.A
realizaçãodo
pré-natal possibilita a identificaçãode
gestações múltiplas, e
o
peso fetalacima
de2500 gramas
é sinal de alerta parao
manejo
mais cuidadosoda
gestação 4Baixo
pesoao
nascer éuma
variável relacionada ao recém-nascidoque
estáintimamente ligada à mortalidade neonatal. Tariq7,
em
estudo recente, analisou268
óbitos neonatais e encontrou,em
68%
dos casos, a contribuição de baixopeso ao nascer e que destes,
74%
eram
pré-tenno.No
entanto, o agente causadordo
baixo peso éque
deve ser reconhecido e prevenido.Existem
fatoresmatemos
que levam
ao óbito neonatal por ocasionarum
feto de baixo peso,como
tabagismo durante a gestação. Terrin,9
em
um
estudo canadense, analisou 31.788nascimentos, constatando
aumento da
mortalidade perinatal geralem
tomo
de27%
para filhos de gestantes fumantes.Mais
uma
vez,não dispomos
dedados
sobre
o
hábitodo
tabagismo entre as gestantes parao
ano de 1998.O
questionário de
1999
já foimodificado
a esse respeito. Fatoresmatemos
associados a óbitos de fetos
com
baixo pesoincluem
também
diabetesmatema
eprimiparidade, entre outros.
Forssas et al.2 concluíram
que
primiparidade constitui fator de risco paramorte
neonatal.Nesta
série, a taxa de mortalidadesegundo
a paridade foimaior
para as primíparas
em
relação a multíparas.O
grau de instruçãomatema
per
senão
foi referidona
literaturacomo
riscodireto para
aumento de
mortalidade neonatal.No
entanto, espera-seque
quantomais
instruída a gestante,maior
a consciência e nível de responsabilidadeem
relação à gestação. Este estudo registrou apenas urna paciente
sem
instruçao,20
mortalidade,
segundo
a instrução, foimaior
para gestantescom
2° grau eformação
superiorquando comparadas
à taxa de gestantescom
1° grau,muito
embora
as 3 taxas sejam semelhantes. Estes resultados, provavelmente, sãoconseqüência
do pequeno
número
de casos.O
SINASC
tem
uma
ótima estatística de nascidos vivossegundo
tipode
parto.
Em
5503
partos registrados, apenas 1não
foi informadosegundo
estavariável.
Do
contrário, o registro de óbitos neonataissegrmdo
tipo de partopossui 23 casos
sem
registro deum
total de48
partos. Entre os 25 registrados,18
foram
submetidas a parto espontâneo, e 7 submetidas a parto operatório.O
cálculo de taxas
ficou
prejudicado pelonúmero
de incógnitas.Em
face ao grandenúmero
de variáveis importantessem
a devidanotificação, vale expor
que o
Hospital Universitário, única instituição de saúdedo
município filiada ao Centro Latirro-Americano de Perirratologia eDesenvolvimento
Humano,
faz uso nos ambulatórios de pré-natal ena
matemidade
de formulário (anexo 4) por essa instituição. Trata-se deuma
padronização para
o
registro da história clírrica perinataldo binômio
mãe-
criança.
Há
espaço para identificação e localizaçãoda mãe,
grau de instrução ,estado civil e antecedentes
médicos
familiares, pessoais e obstétricos.Infonnações sobre a gestação atual incluem tabagismo, inclusive
com
número
de cigarros por dia,
além
de espaço para anotação das consultas de pré-natal.Informações referentes ao parto
constam
como
semanas
de gestaçãoem
que
ocorreu, tipo de parto e nível de atenção recebido.Em
relação ao recém-nascido, oCLAP
fornece dados relativos ao sexo,peso
ao nascer e idade
em
semanas
peloexame
fisico entre outros. ,Trata-se de
um
formulário prático,com
boa
carga de informações deinteresse ao estudo
da
mortalidade neonatal,que
éusado somente na
matemidade
do
Hospital Universitário, sendo portantonão
apropriado paraA
adoçãodo
formulárioda
CLAP
como
documento
obrigatório nos registrosmédicos
em
hospitais, maternidades, e qualquer outra entidadealém
de seruma
fonte padronizada de informação, apresenta baixo custo para sua aplicação.
A
mortalidade neonatal mostrou-seum
indicador de saúde passível deredução
em
razão dos fatores associados,como
hábitos maternos e cuidadosrotineiro
com
a
saúde, os quais todas as pessoas, gestantesou não deveriam
tomar.
Os
resultados desta sérieforam
claros ao mostrarque
amaior
parte dosóbitos neonatais ocorreram
no
período precoce.A
assistência ao parto estáfortemente ligada à
morbidade
nestaépoca da
vida19, demodo
que
mesmo com
todo cuidado
que
a gestante possatomar
durante o pré-natal,o
momento
do
parto é critico.
O
serviço prestadodeve
ser de alta qualidade,com
utilizaçãode
todos os recursos possíveis.
O
parto constitui-seem
rotina para os profissionaisda
saúde,no
entanto éo
22
6.
CONCLUSÕES
A
mortalidade neonatalem
Florianópolisno ano
de 1998, concentra-seprincipalmente
no
período neonatal precoce,com
predomínio para o sexomasculino.
Transtomos
respiratórios e cardiovasculares são as principais causasde
óbito.
Idade materna
acima
de 35 anos e peso ao nascer abaixo de1499 gramas
possuem
taxas elevadasde
mortalidade neonatal,com
taxas especialmenteelevadas para conceptos
com
peso ao nascer abaixo de999
gramas.Primíparas são mais sujeitas a óbito neonatal
em
relação à multíparas.Idade gestacional
em
semanas, importante indicador de mortalidadeneonatal,
não
contacom
informações satisfatóriasO
questionário aplicadono
ano
de 1998,em
visita domiciliarnão
pesquisouindicadores importantes para mortalidade neonatal
como
tabagismo,número
de
consultas de pré-natal, idade gestacional, presentes
no novo
questionário.Doenças
matemas
associadasnão foram
incluídas nos questionários.A
entrevista domiciliar realizada pela Secretaria Municipal deSaúde não
obteve
dados
uniformes atravésdo
questionáriodo
Sistema de Informação sobre7.
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LldA.
Ultrassonografiaem
Obstetrícia. In:Manual
de Terapêuticazé
RESUMO
Para traçar
o
perfilda
mortalidade neonatalem
Florianópolisno
ano de1998
em
seuscomponentes
precoce e tardio, realizou-seum
estudo de cortetransversal observacional e descritivo
onde
foram
analisadas variáveisrelacionadas ao concepto e à gestante calculando a .taxa
de
mortalidade neonatalcorrespondente.
Foram
pesquisados,em
relação ao concepto,dados
acercado
períodode
ocorrência, sexo, peso ao nascer e causa
da
morte.No
que
diz respeito àgestante, informações sobre renda, escolaridade, idade,
tempo
de gestação, tipoe local
do
parto e paridadeforam
avaliadas.Percebemos
predomíniode
óbitosno
período neonatal precoce.São
fatoresassociados
com
maior
mortalidade neonatal o baixopeso
ao nascer e sexomasculino.
A
causa
mortismais
encontrada relaciona-se aos transtornosrespiratórios e cardiovasculares.
Gestantes
acima
de 35 anospossuem
amais
alta taxa de mortalidadeneonatal por faixa etária. Primíparas estão mais relacionada à morte neonatal
quando comparadas
à multíparas.Tabagismo,
menos
de 5 consultas de pré-natal, baixas condições sócio-econômicas
e diabetes mellitusmatema
são fatoresde
risco para mortalidadeneonatal
que não
puderam
ser estudados por falta de informações satisfatórias.Otimização
do
Serviço de Inforrnação sobre Mortalidade emétodos mais
SUMMARY
In order to
compoud
the profile of the neonatal mortality in Florianópolisduring the year of
1998
in both, earlyand
late pen`ods. Variables related to thenewbom
and
the pregnantwere
studiedand
the corresponding neonatalmortality rate
was
determined.As
far as thenewbom
was
concerned, data about the period of death, sex,birth-weight,
and
causeof
deathwas
studied.About
the mother, wages, schooldegrees, age,
pregnancy
duration, typeand
place of labor,and
paritywere
evaluated.
Death
during the early neonatal periodwas
predominant.Higher
neonatalmortality rates
were
associated withlow
birth-weightand males. Respiratoryand
cardiovascular disorders
were
themost
commom
cause of death.Higher
mortality rates are associated withpregnancy
agingabove
35.Primiparous are
more
likely tohave
a neonatal death than multiparous.Smoking,
lees than 5 appointmentswhen
pregnant,low
socio-economicconditions
and
maternal diabettes are risk factors for neonatal mortality thatwere
not studied becauseof poor
data.Better data collection
and
better type of informations are suggestedby
theANEXO
I
|›REr=E|1'unA
os
|=|.omANo|›o|.|s -sAúoE
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único os
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SIM
-INFANTIL
_
;iNgr=oRMAÇõEs
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MÃE
t“ Nome: ' ' _ Í E lidade: ` 'Número de Filhos: ‹ .Local do Pré-Natal: ' 'Periodo de Amamentação: ~ `
Natural (Município de Nascimento): Código: __
Município que Morava antes de vir para Florianópolis:
u
Código: '_ '_
'
ú
Tempo de Moradia
em
Florianópolis: "`4"_5`Í››Anos_ _'
O
`
_-Dias
Motivo que veio Morar
em
Florianopolis:7
,
`
Código:
Município(s) de Moradia durante a Gestação: Código:
Z '
Q
Tempo
de Moradiaem
Florianópolis durante a Gestaçao |.f:'l_”o‹;_to›on Tempo
Joui louu :Dias J
Grau de Escolaridade: _ -: Código: Â Profissão: ' Q [Código: I Emprego: ' ' E W U Código:
Tempo de Serviço no Ultimo Trabalho:
Anos
" `_Mesesj -I ' Dias U p Local do Trabalho: fl ._ _ _ j_ . Município: Código ` i~ I " u n~z ' Á _ Matemidade de Nascimento: í Código: › › _ ,
*Tempo de Moradia após o Nascimento até o Óbito:
Em
Florianópolis ( .`
) Outro Município ( )
Municipio de Nascimento: _ -[Código
_ 9
'
_
Unidade de Saúde que Atendeu a Criança: _* _
-
Código:
Número de Consultas que compareceu no Centro de Saúde: _ _
V
Foi Agendada Consulta pelo Capital Criança: [ ] Sim [ 4 Não
'
E
_ Estava inscrita no Programa Hora de Comer. [ ] Sim | Í] Não
Tinha Cademeta de Saúde: I 1 Sim I _; Não IO esquema de Vacina estava
em
Dia: [ ] Sim l _ NãoÚltimos Atendimentos: Posto/Centro de Saudel ] Hospitais t '] Outros [ ]
Tipo de Energia Elétrica: Código: Destino do Lixo: Código:
Abastecimento D'água: Código: Tratamento D'água: Código ;
ICarro[ ] I
Moto [ 1 lGeladeira [ j_'Fogão f 'ju Ftádioí
ll ['] [Computador[ ]'*Micro Ondas [ ] '1
Renda
Familiar Mensal:R$
E ~':¬^ ~-- ›~ _
1 _
Nome:
E
Dala da E“Í"°Í'¡5Ͱ Carimbo ou Nome:
Categoria: Código: A _ 1 ' V/ _, 'A `Assinatura:
PREFEITURA DE FLORIANOPOLIS - SAÚDE
SECRETARIA MUNICIPAL
DA
SAÚDE E DESENVOLVIMENTO SOCIALSISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
SIM
-INFANTIL
I S SM
T ~ S Nome: ,__ idade: Número de Filhos:
`
Local do Pré-Natal: N° Consultas Período de Amamentação: N° Ultrason Realizados: Duração Gestação: Semanas Tipo Parto:
Filhos 'Tidos: 'Nascidos Vivos: 'Nascidos Mortos: Fumante [ 1Sim I l Não
Natural (Municipio de Nascimento):
1
Código: '
Municipio que Morava antes de vir para Florianópolis: Código:
I
Tempo de Moradia em Florian6P0lis:
1 1 7 __
í
Motivo que veio Morar em Florianópolis: Código:
A
Municipio(s) de Moradia durante a Gestação: Código:
\
Tempo de Moradia em Florianópolis durante a Gestação 'ou
[ Ioulf 7
Grau de Escolaridade: Código: T
Profissão:
\
Código:
_' Emprego: |
Código:
*Tempo de Serviço no Último Trabalho:
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Local do ttiibarno- Município- código- `
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|Código: 1
Tempo de Moradia após o Nascimento até o Óbito: Em Florianópolis ( ) Outro Municipio ( )
1 Unidade de Saúde que Atendeu a
Criança:
1 | Código:
Foi Agendeda Consulta pelo Capital Criança: 1 1 Sim 1 1 Não
Número de Consultas que compareceu no Centro de Saúde: 1
Estava inscrita no Programa Hora de Comer: [ 1 Sim [ 1 Não Tinha Cademeta Saúdezl 1 Sim [ 1 Não*
Oesquema de Vacina estava em Dia: [ 1 Sim [ 1 Não [ 1NãoseApIica
Últimos Atendimentos: PostolCentro de Saúde[ 1 Hospitais [ 1 Outros [ 1
Tipo de Energia Elétrica: T Código: Destino do Lixo: Código:
Abastecimento D'água: Código: Tratamento D'água: Código Carro[
1' Moto [ 1ÍuGeladeira [ 1'Fogão [ Rádio[ 1
' TV
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Renda Familiar Mensal: R$
Eme.
I Ç E- "”.fItennm<àvz:
to
Nome: Carimbo ou Nome:
IIX
V.
ANEXO
III
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