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Academic year: 2021

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(1)

26. Transformações lineares de R

n

em R

m

.

26.1. Composição de transformações lineares.

Sejam E , ′E e ′′E espaços vectoriais sobre o corpo K e :T E →E , :S E′→E ′′ transformações lineares. Então

:

S T E→E ′′

é uma transformação linear, chamada composta de S com T (e escrevemos

( ( ))

S T u ou (S T u )( )). Por outras palavras, a composta de uma transformação linear é uma transformação linear.

Em particular, se T :»n » é uma transformação linear com matriz canónica p

T

A e :S »p » é outra transformação linear com matriz canónica m A , então S

: n m

S T   é linear e a sua matriz canónica é

T S T S A A A  = Exemplos

1. Sendo T :»3 » uma reflexão sobre o plano xz 3 u u A u w           − = = = 1 0 0 0 1 0 0 0 1 ) ( T T T Ó P I C O S

Composição de transformações lineares. Transformação linear inversa.

Transformações afins. Translação.

A

ULA

26

• Note bem: a leitura destes apontamentos não dispensa de modo algum a leitura atenta da bibliografia principal da cadeira

• Chama-se a atenção para a importância do trabalho pessoal a realizar pelo aluno resolvendo os problemas apresentados na bibliografia, sem consulta prévia das soluções propostas, análise comparativa entre as suas resposta e a respostas propostas, e posterior exposição junto do docente de todas as dúvidas associadas.

(2)

, S:»3 » uma rotação de 3 θ =−π 2 sobre o eixo do zz ( ) cos( ) sen( ) 0 sen( ) cos( ) 0 0 0 1 0 1 0 1 0 0 0 0 1 S S = = θ − θ     = θ θ         = −     v w A w w w , U :»3 » uma expansão de 3 k=1.5 ( ) 1.5 0 0 0 1.5 0 0 0 1.5 U U = =     =       r v A v v

A composição de U com S com T ,

u A A A u u u r=V( )=U(S(T( ))=(UST)( )= U S T , é

uma transformação linear, V :»3 » , com matriz de 3

transformação           − − =           −           −           = = 5 . 1 0 0 0 0 5 . 1 0 5 . 1 0 1 0 0 0 1 0 0 0 1 1 0 0 0 0 1 0 1 0 5 . 1 0 0 0 5 . 1 0 0 0 5 . 1 T S U V A A A A , ou seja ( ) 0 1.5 0 1.5 0 0 0 0 1.5 V V = = −     = −     r u A u u

Saliente-se que a composição de transformações lineares não é comutativa (basta atender ao facto de se efectuar à custa de um produto matricial).

(3)

26.2. Transformação linear inversa.

Se E é um espaço vectorial sobre um corpo K , a aplicação 1 : →E E E tal que 1 ( ) =E u u é linear e designa-se por identidade em E .

Duas aplicações quaisquer T :E →E e :S E′ →E dizem-se transformações

inversas uma da outra se S T = 1E e T S =1E. Escrevemos S = T−1 e T = S−1 (uma vez que a inversa, quando existe é única) e dizemos que S e T são invertíveis.

Se E e ′E são espaços vectoriais sobre o corpo K e :T E→E é uma ′

transformação linear invertível então T−1 :E′ →E é uma transformação linear (invertível). Por outras palavras, a inversa de uma transformação linear é linear.

Em particular, se T :»n » é uma transformação linear invertível (um n

isomorfismo), com matriz canónica A , então T T−1:»n » é uma n

transformação linear invertível com matriz canónica

1

1 =

T

T A

A

Ou seja, a matriz da transformação inversa é igual à inversa da matriz da transformação.

Exemplo

2. Sendo T :»3 » uma rotação de 3 θ =−π 2 sobre o eixo do zz

u u u A u w           − =           π − π − π − − π − = = = 1 0 0 0 0 1 0 1 0 1 0 0 0 ) 2 cos( ) 2 sen( 0 ) 2 sen( ) 2 cos( ) ( T T

, a sua transformação inversa tem matriz de transformação

w w w w A w A w u           π π π − π =           − =           − = = = = − − − 1 0 0 0 ) 2 cos( ) 2 sen( 0 ) 2 sen( ) 2 cos( 1 0 0 0 0 1 0 1 0 1 0 0 0 0 1 0 1 0 ) ( 1 1 1 1 T T T

(4)

Figura 26.1

26.3. Transformações afins. Translação.

Chamamos transformação afim de »n → » a uma transformação da forma m

k u u)= ( )+

( T

S

, em que T é uma transformação linear de »n →» e m k » é um vector ∈ m

constante. (Note bem: uma transformação afim não é uma transformação linear.)

Uma transformação afim T :n → da forma n k u I

u = n +

T )(

, em que k=

[

k1,k2,,kn

]

corresponde a uma translação de k unidades segundo i cada um dos vectores e da base canónica de i » . n

Exemplos 3. A transformação afim T :»2 → » 2       +       = 2 1 1 0 0 1 ) (u u T

corresponde a uma translação de uma unidade segundo e e de 2 unidades segundo 1

2 e 4. A transformação afim T :»2 → » 2       +      − = 2 0 1 0 0 1 ) (u u T

corresponde a uma reflexão sobre o eixo dos yy seguida de uma translação de 2 unidades segundo e . 2

Por exemplo, para o ponto (2,2) temos

     − =       +      − =       +            − = 4 2 2 0 2 2 2 0 2 2 1 0 0 1 ) (u T

(5)



Exercícios.

CALCULAR A IMAGEM DADA A MATRIZ DA TRANSFORMAÇÃO E O OBJECTO.

26.1. Sendo           − − = 3 2 1 1 2 2 A

a matriz canónica de uma transformação linear T :»2 →» , determine (1,2)3 T . Temos           − =                 − − = = 8 3 6 2 1 3 2 1 1 2 2 Au w

A imagem do vector u =e1+2e2 é o vector w = T(u)=6e1−3e2 +8e3.

>> A=[2 2; -1 -1;2 3]; >> u=[1 2]'; >> w=A*u w = 6 -3 8 26.2. Sendo       − − = 3 2 1 2 1 2 A

a matriz canónica de uma transformação linear T :»3 →» , determine (1,2,3)2 T . Temos       =                 − − = = 12 6 3 2 1 3 2 1 2 1 2 Au w

(6)



>> w=A*u w = 6 12 26.3. Sendo           − − − = 1 0 1 3 2 1 2 1 2 A

a matriz canónica de uma transformação linear T :»3 →» , determine (1,2,1)3 T . Temos           − =                     − − − = = 2 6 2 1 2 1 1 0 1 3 2 1 2 1 2 Au w

A imagem do vector u =e1+2e2 +e3 é o vector w= T(u)=2e1+6e2−2e3.

>> A=[-2 1 2; -1 2 3;-1 0 -1]; >> u=[1 2 1]'; >> w=A*u w = 2 6 -2

26.4. Dada a transformação linear T :»2 → » , que consiste numa reflexão sobre o eixo 2 dos yy, seguida duma rotação de 2π (no sentido directo) e duma projecção ortogonal sobre o eixo dos yy, determine (2,2)T .

Como vimos, a uma reflexão sobre o eixo dos yy corresponde a matriz de

transformação      − = 1 0 0 1 1 A

, a uma rotação de um ângulo θ no sentido directo corresponde a matriz de

transformação       θ θ θ − θ = ) cos( ) sen( ) sen( ) cos( 2 A

, e a uma projecção ortogonal sobre o eixo dos yy corresponde a matriz de

(7)



      = 1 0 0 0 3 A

Sendo a transformação T uma composição das 3 transformações elementares, temos

      − =             − =            −       −       =            −       π π π − π       = = = 2 0 2 2 0 1 0 0 2 2 1 0 0 1 0 1 1 0 1 0 0 0 2 2 1 0 0 1 ) 2 cos( ) 2 sen( ) 2 sen( ) 2 cos( 1 0 0 0 ) (u A3A2A1u w T >> A1=[-1 0;0 1]; >> teta=pi/2;

>> A2=[cos(teta) -sin(teta); sin(teta) cos(teta)]; >> A3=[0 0;0 1]; >> A=A3*A2*A1 A = 0 0 -1.0000 0.0000 >> u=[2 2]'; >> w=A*u w = 0 -2.0000

26.5. Considere a seguinte matriz dos vértices de um triângulo em » 2       = 1 3 2 2 3 1 r T

Determine a imagem final (os vértices) do triângulo quando é reflectido sobre o eixo dos yy, e depois rodado de 2π no sentido directo.

Dado que a uma reflexão sobre o eixo dos yy corresponde a matriz de transformação      − = 1 0 0 1 1 A 2

(8)



      − =       θ θ θ − θ = 0 1 1 0 ) cos( ) sen( ) sen( ) cos( 2 A A matriz da transformação é       − − =      −       − = = 0 1 1 0 1 0 0 1 0 1 1 0 1 2A A A

Dado que os vértices do triângulo correspondem a vectores coluna correspondentes a cada uma das colunas da matriz T r

                        = v1 v2 v3 r T

, resulta que ao produto AT corresponde uma matriz r

[

]

[

]

[

]

[

]

[

]

[

]

                        =                         =                   −       −       −       −       −       − =                               − − = 3 2 1 3 2 1 3 0 1 2 0 1 1 0 1 3 1 0 2 1 0 1 1 0 3 2 1 0 1 1 0 w w w v v v v v v v v v v v v r A A A AT

em que cada uma das colunas corresponde à imagem de cada um dos vértices do triângulo       − − − − − − =             − − = 2 3 1 1 3 2 1 3 2 2 3 1 0 1 1 0 r AT >> teta=pi/2; >> A2=[cos(teta) -sin(teta);... sin(teta) cos(teta)]; >> A=A2*A1; >> Tr=[1 3 2;2 3 1]; >> A*Tr ans = -2.0000 -3.0000 -1.0000 -1.0000 -3.0000 -2.0000

Referências

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