Introdução
Parte I -
Auditoria específica (complementar)
na área de risco operacional
Introdução
Parte I -
Auditoria específica (complementar)
na área de risco operacional
Objetivos da apresentação
Esta apresentação tem o objetivo de demonstrar a visão do auditor em
relação a um processo de auditoria das funções de risco operacional de uma instituição financeira no Brasil. Ressaltamos que esta análise foi baseada nos fundamentos da Resolução no 3.380, no Comunicado no 12.746, em questões relacionadas ao Novo Acordo da Basiléia e na legislação brasileira atual. Alterações regulamentares futuras poderão modificar
substancialmente a análise aqui apresentada.
Aproveitamos a oportunidade para manifestar o nosso agradecimento à
ABBC em nos receber para demonstrar nosso entendimento sobre o tema. Permanecemos à disposição de V.Sas. para qualquer esclarecimento
adicional que possa ser requerido com relação ao conteúdo deste documento.
Objetivos da apresentação
Auditoria específica Auditoria conforme requerido pela
Resolução 3380
• Foco em todos os componentes do framework (estratégia, processo, política, estrutura organizacional, modelagem, procedimento,
sistema,informação e comunicação) de gerenciamento de risco
operacional para atendimento a Basiléia II
• Público alvo: Conselho de
Administração, Comitê de Auditoria, Conselho Fiscal e Diretoria.
• Foco no sistema de controles internos para o processo de risco operacional com base nos requerimentos da
Resolução 3380.
• Público alvo: Conselho de
Administração, Diretoria, Controles Internos, Auditor Interno e Externo e Autoridade Regulatória
Introdução
Parte I -
Auditoria específica (complementar)
na área de risco operacional
As instituições podem solicitar uma auditoria independente
envolvendo os controles internos e procedimentos efetuados
no gerenciamento do risco operacional.
Objetivos de efetuar uma auditoria específica:
• Obter uma visão independente quanto às práticas empregadas (metodologias de mensuração) e relatórios fornecidos.
• Obter conforto para alta administração e gestor de risco em relação as práticas empregadas e um acompanhamento em relação a efetividade dos controles internos.
• Aprimorar o gerenciamento de risco operacional na instituição. • Identificar ineficiências.
As instituições podem solicitar uma auditoria independente
envolvendo os controles internos e procedimentos efetuados no
gerenciamento do risco operacional.
Objetivos de efetuar uma auditoria específica (continuação):
• Demonstrar ao regulador e/ou agências de rating sobre a situação do gerenciamento de risco
operacional.
• Ser reconhecida positivamente pelos reguladores (modelos padrões - tendência a adoção de modelos proprietários, com exigência de monitoramento por terceiro - auditor externo).
• Atender requisitos do acordo da Basiléia II para riscos operacionais.
Estrutura de relatórios
O relatório dos auditores independentes sobre a efetividade do sistema de controles internos para os processos de gerenciamento de risco
operacional será baseado em uma norma de auditoria internacional – ISAE 3000.
O objetivo do “International Standard on
Assurance Engagements (ISAE)” é estabelecer princípios básicos, procedimentos essenciais e prover um guia para que os auditores possam efetuar as referidas auditorias.
Definição de controle interno
Controle interno é um processo realizado pelo conselho, diretoria,
gerência ou outros profissionais de uma entidade, desenhado a prover razoável segurança quanto ao atendimento dos objetivos nas seguintes categorias: • efetividade e eficiência das
operações
• confiança nos relatórios financeiros • compliance com regulamentos e
Estrutura de relatórios (continuação)
a) Declaração da Administração sobre a Efetividade dos Controles Internos Para a avaliação da efetividade, a administração da instituição divulga as afirmações quanto a esta efetividade, como por exemplo:
• os controles internos são suficientes para suportar as necessidades da instituição quanto a análise de gerenciamento de riscos
operacionais;
• foram aplicados de forma
segura, precisa e oportuna no período sob análise.
Estrutura de relatórios (continuação)
a) Declaração da Administração sobre a Efetividade dos Controles Internos “Desta forma, o Banco XPTO declara que avaliou os mencionados
controles internos e concluiu que, no período de XXº de XXX a XX de XXX de 200X, os referidos controles provinham razoável conforto à administração de que:
(i) integridade dos sistemas - o processamento do sistema foi completo, preciso, oportuno e autorizado pelos níveis adequados;
(ii) disponibilidade dos sistemas - o sistema ficou disponível para atender às necessidades de nível de serviço e acordos internos/externos;
(iii) manutenção dos sistemas - o sistema pode ser atualizado quando requerido mantendo os padrões de qualidade do processamento;
(iv) segurança da informação - o sistema está protegido contra acesso físico e lógico não autorizado;
Estrutura de relatórios (continuação)
a) Declaração da Administração sobre a Efetividade dos Controles Internos (continuação).
(v) oportunidade da informação - tempo de atendimento aos requisitos de negócio;
(vi) precisão da informação - utilização de metodologias para mensuração de riscos, e
(vi) integridade dos dados.
Definição de critérios
As Afirmações da Administração estão baseadas nos princípios de
controles internos internacionalmente reconhecidos do COSO (Committee of Sponsoring Organizations of the Tradeway Commission).
Estrutura de relatórios (continuação)
b) Relatório dos auditores independentes sobre a efetividade do sistema de controles internos para o processo gerenciamento de risco operacional Parecer de auditores independentes acerca das afirmações da
administração quanto a efetividade dos sistemas de controles internos dos processos de gerenciamento dos riscos operacionais.
Este parecer possui diferentes formatos dependendo da
conclusão do auditor que podem ser: • Sem ressalva – é emitido quando
o auditor está convencido sobre todos os aspectos relevantes dos assuntos tratados.
Estrutura de relatórios (continuação)
b) (continuação)
• Com ressalva – é emitido quando o auditor conclui que o efeito de qualquer discordância ou restrição na extensão de um trabalho não é de tal magnitude que requeira parecer adverso ou abstenção de
opinião.
• Abstenção de opinião – é emitido quando houver uma limitação
significativa na extensão de seus exames que impossibilite o auditor expressar opinião sobre o objeto de auditoria por não ter obtido
comprovação suficiente para fundamentá-la.
• Adverso – é emitido quando o auditor discorda das afirmações da administração.
Estrutura de relatórios (continuação)
c) Relatório de aprimoramento dos sistemas de controles de gestão de riscos para os processos de gerenciamento de risco operacional
d) Carta de representação da administração 1.1. Estrutura organizacional Comentários da Administração Recomendações de aprimoramento Práticas atuais
Boas práticas de mercado para gerenciamento de riscos
Confiança nos Controles Internos
A abordagem de determinação da confiança nos controles internos auxiliará na definição dos procedimentos de auditoria e sua extensão:
• Alta • Alguma • Baixa
Quanto de esforço de auditoria será necessário para confirmar a
exatidão dos relatórios?
Confiança nos controles internos da área:
Baixa Alguma Alta
Sistemas Integrados Planilhas
Confiança nos Controles Internos
Concluir que não pode ser depositada qualquer confiança nos controles internos da área de Gerenciamento de Riscos Operacionais:
• testes substantivos de comprovação no processamento dos relatórios (++)
Baixa
Concluir que pode ser depositada confiança em alguns controles internos da área de Gerenciamento de Riscos Operacionais:
• identificação dos controles-chave
• testes dos controles-chave (+)
• revisões analíticas (-)
• comparação dos controles-chave com relatórios (-)
Alguma
Concluir que pode ser depositada confiança nos controles interno da área de Gerenciamento de Riscos Operacionais:
• identificação dos controles-chave
• testes dos controles-chave (-)
• revisões analíticas (+)
• comparação dos controles-chave com relatórios (+)
Baixa
Moderada
Alta
Testes substantivos
Teste de controles -Comparação de controles com relatóriosRevisões analíticas
Abordagem no primeiro ano de auditoria
Evidência substantiva de auditoria – este é o termo utilizado para descrever a evidência obtida pela
realização de procedimentos analíticos ou testes
detalhados para obter conforto significativo ou conforto limitado do ciclo de conforto de auditoria. No caso específico da auditoria para controles internos será necessário obter conforto significativo de auditoria.
Evidência substantiva de auditoria
Principalmente procedimentos
analíticos
Principalmente testes detalhados
Visão geral da metodologia
Procedimentos analíticos – facilita o processo efetivo de auditoria pelo auxílio no entendimento do negócio do cliente, direcionando a atenção do auditor às áreas de
maior risco, identificando assuntos que podem não ser aparentes, e auxiliar na avaliação dos resultados da auditoria.
Testes detalhados – se não for possível obter garantia suficiente por meio de
procedimentos analíticos, será necessário executar testes detalhados. Estes testes
compreendem: cálculos de processamento, verificação de documentos, conciliações de posições, confronto com dados externos, etc.
Outros procedimentos de auditoria –
compreendem outros procedimentos que cercam os processos sob análise como leitura de atas de reunião de comitês e comissões, comparações com melhores práticas de mercado, etc.
Outros procedimentos de auditoria
Introdução
Parte I -
Auditoria específica (complementar)
na área de risco operacional
Interpretação da Resolução n
o3.380 - Dispõe sobre a
implementação de estrutura de gerenciamento do risco
operacional.
Resolução
“....Art. 3º A estrutura de
gerenciamento do risco operacional deve prever:....
Entendimento do auditor
• A estrutura de gerenciamento de risco operacional compreende todo o
Framework – Política, Estrutura
Organizacional, Modelagem, Sistema, Procedimentos, Informação e
Interpretação da Resolução n
o3.380 - Dispõe sobre a
implementação de estrutura de gerenciamento do risco
operacional (continuação).
Resolução
“....Art. 3º A estrutura de
gerenciamento do risco operacional deve prever:....
I, II…. III - elaboração, com periodicidade
mínima anual, de relatórios que
permitam a identificação e correção tempestiva das deficiências de controle e de gerenciamento do risco
operacional;....”
Entendimento do auditor
• Participantes:
• Controles Internos
• Objetivo: Avaliação dos controles e da sua eficiência por meio de
Interpretação da Resolução n
o3.380 - Dispõe sobre a
implementação de estrutura de gerenciamento do risco
operacional (continuação).
Resolução
“....Art. 3º A estrutura de
gerenciamento do risco operacional deve prever:....
....IV - realização, com periodicidade mínima anual, de testes de avaliação dos sistemas de controle de riscos operacionais implementados; V, VI…” Entendimento do auditor • Participantes: • Risco Operacional • Auditoria Interna
• Objetivo: Testes de avaliação dos sistemas de controle de riscos operacionais implementados.
Interpretação da Resolução n
o3.380 - Dispõe sobre a
implementação de estrutura de gerenciamento do risco
operacional (continuação).
Resolução
“....Art. 3º A estrutura de
gerenciamento do risco operacional deve prever:....
§ 2º Os relatórios mencionados no inciso III devem ser submetidos à
diretoria das instituições de que trata o art. 1º e ao conselho de administração, se houver, que devem manifestar-se expressamente acerca das ações a serem implementadas para correção tempestiva das deficiências
apontadas.”
Entendimento do auditor
• Participantes: Diretoria e/ou Conselho de Administração
• Objetivo: Comentários dos
participantes em relação as análises efetuadas e a adequação dos planos de ação para resolução das
Interpretação da Resolução n
o3.380 - Dispõe sobre a
implementação de estrutura de gerenciamento do risco
operacional (continuação).
Resolução
“....Art. 3º A estrutura de gerenciamento do risco operacional deve prever:....
§ 3º Eventuais deficiências devem compor os relatórios de avaliação da qualidade e adequação do sistema de controles internos, inclusive sistemas de processamento eletrônico de dados e de gerenciamento de riscos e de
descumprimento de dispositivos legais e regulamentares, que tenham, ou possam vir a ter impactos relevantes nas
demonstrações contábeis ou nas operações da entidade auditada, elaborados pela
auditoria independente, conforme disposto na regulamentação vigente.”
Entendimento do auditor
• Participantes:Auditor Externo
• Objetivo: No contexto de seu exame de auditoria, avalia os trabalhos efetuados por Controles Internos/Auditoria Interna e os respectivos comentários da Diretoria e/ou Conselho de Administração. Caso aplicável, inclui recomendações no
relatório sobre a avaliação da qualidade e adequação do sistema de controles
internos, requerido pela Resolução 3.380.
Interpretação da Resolução no 3.380 - Dispõe sobre a implementação
de estrutura de gerenciamento do risco operacional (continuação).
Diversas áreas da instituição financeira, incluindo Risco Operacional Controles Internos e Auditoria Interna Diretoria e/ou
Conselho Auditor Externo
Controles Internos implementados Avalia os controles dos processos relacionados Ratifica os planos de ações elaborados Analisa os trabalhos efetuados e inclui na CCI, quando necessário
• Deficiências nas integrações de sistemas. • Utilização excessiva de planilhas eletrônicas. • Fragilidades no ambiente geral de sistemas. • Dificuldades na obtenção de informação:
• relacionamento.
• sistemas carregados. • inexistência de back-up.
• Falta de conciliações com contabilidade ou outras fontes disponíveis. • Falta de comprometimento da alta administração.
• Repulsa dos gestores de risco (supervisão).
No processo de revisão (auditoria específica ou contexto
regulatório) existem dificuldades e preocupações do auditor
quanto a:
• Limitação do número de
profissionais da área de ORM. • Treinamento dos auditores
internos e da área de controles internos.
• Insuficiência de orçamento para realização dos trabalhos.
• Ausência de abertura para reflexão.
• Tratamento de recomendações como críticas.
No processo de revisão (auditoria específica ou contexto
regulatório) existem dificuldades e preocupações do auditor
quanto a:
Luciana Medeiros von Adamek 3674-3796 [email protected] Luciana Bacci 3674-3419 [email protected] Marco Antonio 3674-3340 [email protected]
responsabilidade por conseqüências de atos ou omissões de qualquer pessoa, que sejam decorrentes de informações contidas nesta publicação ou resultantes de decisões baseadas nas mesmas.