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Governo do Estado do Rio de Janeiro Secretaria de Estado de Educação Coordenadoria Regional Metropolitana VII CIEP Brizolão 169 –

Profª: Giselle Campos

As modalidades da língua: Oralidade (fala) e

Fala e escrita não são modalidades opostas da língua. Elas se mantêm em uma relação contínua dentro do processo de interação verbal. Ambas são adquiridas no meio social, ou seja, são práticas sociais. A fala é adquirida de forma natural no contex

que é a escola. A escrita ganhou prestígio porque está sempre associada à prática intelectual, aqueles que a dominavam tinham maior influência na sociedade. Ex: No passado, os analfabetos não

votar.

Tanto a fala quanto a escrita vão depender do contexto, incluindo também o suporte em que são realizadas. O suporte é um lugar físico ou virtual que tem um formato específico e serve para fixar e apresentar o texto. Os suportes podem ser: jornais, revistas, livros, TV, internet, outdoor, paredes, pontos de ônibus, estações de metrô, calçadas, fachadas, cartazes, faixas, folders, rádio e telefone (para textos orais) e até o próprio corpo como, por exemplo, as tatuagens, pinturas t

Há diversas circunstâncias que influenciam na escolha da variedade linguística a ser utilizada pelo falante. O falante ajusta a sua linguagem de acordo com os fatores sociocomunicativos

realização linguística. Elementos como: o ambiente, o assunto e o objetivo da conversa, o interlocutor/receptor, o suporte/canal/veículo em que está sendo realizada a comunicação, a formalidade ou a informalidade da situação, o grau

1. Há certos usos consagrados na fala, e até mesmo na escrita, que, a depender do estrato social e do nível de escolaridade do falante, são, sem dúvida, previsíveis. Ocor

variedade padrão, pois, na verdade, revelam tendências existentes na língua em seu processo de mudança que não podem ser bloqueadas em nome de um “ideal linguístico” que estaria representado pelas regras da gramática normativa. Usos como ter por haver em construções existenciais (tem muitos livros na estante), o do pronome objeto na posição de sujeito (para mim fazer o trabalho), a não concordância das passivas com se (aluga-se casas) são indícios da existência, não d

entendida, mais uma vez, norma como conjunto de hábitos linguísticos, sem implicar juízo de valor. CALLOU, D. Gramática, variação e normas. In: VIEIRA, S. R.; BRANDÃO, S. (orgs). Ensino de gramática: des

(fragmento).

Considerando a reflexão trazida no texto a respeito da multiplicidade do discurso, verifica

a) estudantes que não conhecem as diferenças entre língua escrita e língua falada empregam, indistintamente, usos aceitos na conversa com amigos quando vão elaborar um texto escrito.

b) falantes que dominam a variedade padrão do português do Brasil demonstram usos que confirmam a diferença entre a norma idealizada e a efetivamente praticada, mesmo por falante

c) moradores de diversas regiões do país que enfrentam dificuldades ao se expressarem na escrita revelam a constante modificação das regras de emprego de pronomes e os casos especiais de concordância.

d) pessoas que se julgam no direito de contrariar a gramática ensinada na escola gostam de apresentar usos não aceitos socialmente para esconderem seu desconhecimento da norma padrão.

e) usuários que desvendam os mistérios e sutilezas da língua portuguesa em

quando, na verdade, deveriam usar formas do verbo haver, contrariando as regras gramaticais.

2. No Brasil, a condição cidadã, embora dependa da leitura e da escrita, não se basta pela enunciação do direito, nem pelo domínio desses instrumentos, o que, sem dúvida, viabiliza melhor participação social. A condição cidadã depende, seguramente, da ruptura com o ciclo da pobreza, que penaliza um largo contingente populacional.

Formação de leitores e construção da cidadania, memó

Ao argumentar que a aquisição das habilidades de leitura e escrita não são suficientes para garantir o exercício da cidadania, o autor

a) critica os processos de aquisição da leitura e da escrita. b) fala sobre o domínio da leitura e da escrita no Brasil.

Governo do Estado do Rio de Janeiro Secretaria de Estado de Educação Coordenadoria Regional Metropolitana VII

– MARIA AUGUSTA CORREIA Profª: Giselle Campos

4º Bimestre – Língua Portuguesa

As modalidades da língua: Oralidade (fala) e Escrita

Fala e escrita não são modalidades opostas da língua. Elas se mantêm em uma relação contínua dentro do processo de interação verbal. Ambas são adquiridas no meio social, ou seja, são práticas sociais. A fala é adquirida de forma natural no contexto informal, enquanto a escrita é adquirida no contexto formal, que é a escola. A escrita ganhou prestígio porque está sempre associada à prática intelectual, aqueles que a dominavam tinham maior influência na sociedade. Ex: No passado, os analfabetos não

Tanto a fala quanto a escrita vão depender do contexto, incluindo também o suporte em que são realizadas. O suporte é um lugar físico ou virtual que tem um formato específico e serve para fixar e podem ser: jornais, revistas, livros, TV, internet, outdoor, paredes, pontos de ônibus, estações de metrô, calçadas, fachadas, cartazes, faixas, folders, rádio e telefone (para textos orais) e até o próprio corpo como, por exemplo, as tatuagens, pinturas tribais e indígenas.

Adequação e inadequação da linguagem

Há diversas circunstâncias que influenciam na escolha da variedade linguística a ser utilizada pelo falante. O falante ajusta a sua linguagem de acordo com os fatores sociocomunicativos que vão interferir na realização linguística. Elementos como: o ambiente, o assunto e o objetivo da conversa, o interlocutor/receptor, o suporte/canal/veículo em que está sendo realizada a comunicação, a formalidade ou a informalidade da situação, o grau de intimidade entre falante e ouvinte, definem a seleção de vocabulário.

EXERCÍCIOS

Há certos usos consagrados na fala, e até mesmo na escrita, que, a depender do estrato social e do nível de escolaridade do falante, são, sem dúvida, previsíveis. Ocorrem até mesmo em falantes que dominam a variedade padrão, pois, na verdade, revelam tendências existentes na língua em seu processo de mudança que não podem ser bloqueadas em nome de um “ideal linguístico” que estaria representado pelas regras da normativa. Usos como ter por haver em construções existenciais (tem muitos livros na estante), o do pronome objeto na posição de sujeito (para mim fazer o trabalho), a não concordância das passivas com se se casas) são indícios da existência, não de uma norma única, mas de uma pluralidade de normas, entendida, mais uma vez, norma como conjunto de hábitos linguísticos, sem implicar juízo de valor.

CALLOU, D. Gramática, variação e normas. In: VIEIRA, S. R.; BRANDÃO, S. (orgs). Ensino de gramática: descrição e uso. SãoPaulo: Contexto, 2007

Considerando a reflexão trazida no texto a respeito da multiplicidade do discurso, verifica

estudantes que não conhecem as diferenças entre língua escrita e língua falada empregam, te, usos aceitos na conversa com amigos quando vão elaborar um texto escrito.

falantes que dominam a variedade padrão do português do Brasil demonstram usos que confirmam a diferença entre a norma idealizada e a efetivamente praticada, mesmo por falantes mais escolarizados.

moradores de diversas regiões do país que enfrentam dificuldades ao se expressarem na escrita revelam a constante modificação das regras de emprego de pronomes e os casos especiais de concordância.

pessoas que se julgam no direito de contrariar a gramática ensinada na escola gostam de apresentar usos não aceitos socialmente para esconderem seu desconhecimento da norma padrão.

usuários que desvendam os mistérios e sutilezas da língua portuguesa empregam formas do verbo ter quando, na verdade, deveriam usar formas do verbo haver, contrariando as regras gramaticais.

No Brasil, a condição cidadã, embora dependa da leitura e da escrita, não se basta pela enunciação do es instrumentos, o que, sem dúvida, viabiliza melhor participação social. A condição cidadã depende, seguramente, da ruptura com o ciclo da pobreza, que penaliza um largo Formação de leitores e construção da cidadania, memória e presença do PROLER. Rio de Janeiro: FBN, 2008. Ao argumentar que a aquisição das habilidades de leitura e escrita não são suficientes para garantir o

critica os processos de aquisição da leitura e da escrita. a sobre o domínio da leitura e da escrita no Brasil.

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Fala e escrita não são modalidades opostas da língua. Elas se mantêm em uma relação contínua dentro do processo de interação verbal. Ambas são adquiridas no meio social, ou seja, são práticas sociais. A to informal, enquanto a escrita é adquirida no contexto formal, que é a escola. A escrita ganhou prestígio porque está sempre associada à prática intelectual, aqueles que a dominavam tinham maior influência na sociedade. Ex: No passado, os analfabetos não tinham o direito de Tanto a fala quanto a escrita vão depender do contexto, incluindo também o suporte em que são realizadas. O suporte é um lugar físico ou virtual que tem um formato específico e serve para fixar e podem ser: jornais, revistas, livros, TV, internet, outdoor, paredes, pontos de ônibus, estações de metrô, calçadas, fachadas, cartazes, faixas, folders, rádio e telefone (para textos orais) e

Há diversas circunstâncias que influenciam na escolha da variedade linguística a ser utilizada pelo que vão interferir na realização linguística. Elementos como: o ambiente, o assunto e o objetivo da conversa, o interlocutor/receptor, o suporte/canal/veículo em que está sendo realizada a comunicação, a formalidade ou de intimidade entre falante e ouvinte, definem a seleção de vocabulário.

Há certos usos consagrados na fala, e até mesmo na escrita, que, a depender do estrato social e do nível de rem até mesmo em falantes que dominam a variedade padrão, pois, na verdade, revelam tendências existentes na língua em seu processo de mudança que não podem ser bloqueadas em nome de um “ideal linguístico” que estaria representado pelas regras da normativa. Usos como ter por haver em construções existenciais (tem muitos livros na estante), o do pronome objeto na posição de sujeito (para mim fazer o trabalho), a não concordância das passivas com se e uma norma única, mas de uma pluralidade de normas, entendida, mais uma vez, norma como conjunto de hábitos linguísticos, sem implicar juízo de valor.

crição e uso. SãoPaulo: Contexto, 2007

Considerando a reflexão trazida no texto a respeito da multiplicidade do discurso, verifica-se que

estudantes que não conhecem as diferenças entre língua escrita e língua falada empregam, te, usos aceitos na conversa com amigos quando vão elaborar um texto escrito.

falantes que dominam a variedade padrão do português do Brasil demonstram usos que confirmam a s mais escolarizados. moradores de diversas regiões do país que enfrentam dificuldades ao se expressarem na escrita revelam a constante modificação das regras de emprego de pronomes e os casos especiais de concordância.

pessoas que se julgam no direito de contrariar a gramática ensinada na escola gostam de apresentar usos pregam formas do verbo ter quando, na verdade, deveriam usar formas do verbo haver, contrariando as regras gramaticais.

No Brasil, a condição cidadã, embora dependa da leitura e da escrita, não se basta pela enunciação do es instrumentos, o que, sem dúvida, viabiliza melhor participação social. A condição cidadã depende, seguramente, da ruptura com o ciclo da pobreza, que penaliza um largo ria e presença do PROLER. Rio de Janeiro: FBN, 2008. Ao argumentar que a aquisição das habilidades de leitura e escrita não são suficientes para garantir o

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c) incentiva a participação efetiva na vida da comunidade.

d) faz uma avaliação crítica a respeito da condição cidadã do brasileiro.

e) define instrumentos eficazes para elevar a condição social da população do Brasil. A construção linguística da internet

A tecnologia digital trouxe novos conceitos e novas formas de se pensar o texto. A utilização de links, hipertextos, o envolvimento de elementos diversos, podendo ser visuais ou sonoros, caracterizam uma escrita híbrida (formada por elementos de várias origens).

Tais conceitos já foram, de certa maneira, explorados pelo movimento Concretista, que teve seu auge na década de 60, e mesclava a noção de imagem, forma e palavra, ampliando a visão da construção textual, para criar múltiplos efeitos.

Observe os seguintes exemplos do movimento Concretista:

Augusto de Campos In: Viva Vaia. Ronald Azeredo, 1957.

Na internet, também utilizamos recursos visuais, como os emoticons, de acordo com a nossa intencionalidade discursiva. Além disso, há a presença de elementos orais mesclados a uma escrita abreviada, palavras aportuguesadas, onomatopeias, sinais de pontuação que formam desenhos, a fim de apresentarem sentimentos, posições, avaliações, etc.

Contudo, nem todos os textos da internet possuem este caráter. Tudo dependerá da intenção do autor, da situação em que se encontra, ou seja, do contexto. Se, por exemplo, estivermos escrevendo um email para uma empresa, ou para nosso chefe, ou se for o texto de um jornal online, a forma será alterada de acordo com a situação comunicativa que, nestes casos, exige um maior grau de formalidade.

EXERCÍCIOS

1. O hipertexto refere-se à escritura eletrônica não sequencial e não linear, que se bifurca e permite ao leitor o acesso a um número praticamente ilimitado de outros textos a partir de escolhas locais e sucessivas, em tempo real. Assim, o leitor tem condições de definir interativamente o fluxo de sua leitura a partir de assuntos tratados no texto sem se prender a uma sequência fixa ou a tópicos estabelecidos por um autor. Trata-se de uma forma de estruturação textual que faz do

leitor simultaneamente coautor do texto final. O hipertexto se caracteriza, pois, como um processo de escritura/leitura eletrônica multilinearizado, multisequencial e indeterminado, realizado em um novo espaço de escrita. Assim, ao permitir vários níveis de tratamento de um tema, o hipertexto oferece a possibilidade de múltiplos graus de profundidade simultaneamente, já que não tem sequência definida, mas liga textos não necessariamente correlacionados.

MARCUSCHI, L. A. Disponível em: http://www.pucsp.br. Acesso em: 29 jun. 2011.

O computador mudou nossa maneira de ler e escrever, e o hipertexto pode ser considerado como um novo espaço de escrita e leitura. Definido como um conjunto de blocos autônomos de texto, apresentado em meio eletrônico computadorizado e no qual há remissões associando entre si diversos elementos, o hipertexto a) é uma estratégia que, ao possibilitar caminhos totalmente abertos, desfavorece o leitor, ao confundir os conceitos cristalizados tradicionalmente.

b) é uma forma artificial de produção da escrita, que, ao desviar o foco da leitura, pode ter como consequência o menosprezo pela escrita tradicional.

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c) exige do leitor um maior grau de conhecimentos prévios, por isso deve ser evitado pelos estudantes nas suas pesquisas escolares.

d) facilita a pesquisa, pois proporciona uma informação específica, segura e verdadeira, em qualquer site de busca ou blog oferecidos na internet.

e) possibilita ao leitor escolher seu próprio percurso de leitura, sem seguir sequência predeterminada, constituindo-se em atividade mais coletiva e colaborativa.

2.

A charge revela uma crítica aos meios de comunicação, em especial à internet, porquê: a) questiona a integração das pessoas nas redes virtuais de relacionamento.

b) considera as relações sociais como menos importantes que as virtuais.

c) enaltece a pretensão do homem de estar em todos os lugares ao mesmo tempo. d) descreve com precisão as sociedades humanas no mundo globalizado.

e) concebe a rede de computadores como o espaço mais eficaz para a construção de relações sociais. 3. O Chat e sua linguagem virtual

O significado da palavra chat vem do inglês e quer dizer “conversa”. Essa conversa acontece em tempo real, e, para isso, é necessário que duas ou mais pessoas estejam conectadas ao mesmo tempo, o que chamamos de comunicação síncrona. São muitos os sites que oferecem a opção de bate-papo na internet, basta escolher a sala que deseja “entrar”, idenSficar-se e iniciar a conversa. Geralmente, as salas são divididas por assuntos, como educação, cinema, esporte, música, sexo, entre outros. Para entrar, é necessário escolher um nick, uma espécie de apelido que idenSficará o parScipante durante a conversa. Algumas salas restringem a idade, mas não existe nenhum controle para verificar se a idade informada é realmente a idade de quem está acessando, facilitando que crianças e adolescentes acessem salas com conteúdos inadequados para sua faixa etária.

AMARAL, S. F. Internet: novos valores e novos comportamentos. In: SILVA, E.T. (Coord.). A leitura nos oceanos da internet. São Paulo: Cortez, 2003. (adaptado).

Segundo o texto, o chat proporciona a ocorrência de diálogos instantâneos com linguagem específica, uma vez que nesses ambientes interaSvos faz-se uso de protocolos diferenciados de interação. O chat, nessa perspecSva, cria uma nova forma de comunicação porque

A) possibilita que ocorra diálogo sem a exposição da idenSdade real dos indivíduos, que podem recorrer a apelidos ficUcios sem comprometer o fluxo da comunicação em tempo real.

B) disponibiliza salas de bate-papo sobre diferentes assuntos com pessoas pré-selecionadas por meio de um sistema de busca monitorado e atualizado por autoridades no assunto.

C) seleciona previamente conteúdos adequados à faixa etária dos usuários que serão distribuídos nas faixas de idade organizadas pelo site que disponibiliza a ferramenta.

D) garante a gravação das conversas, o que possibilita que um diálogo permaneça aberto, independente da disposição de cada parScipante.

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E) limita a quantidade de participantes conectados nas salas de bate-papo, a fim de garantir a qualidade e eficiência dos diálogos, evitando mal-entendidos.

4. A Internet que você faz

Uma pequena invenção, A Wikipédia, mudou o jeito de lidarmos com informações na rede. Trata-se de uma enciclopédia virtual colaborativa, que é feita e atualizada por qualquer internauta que tenha algo a contribuir. Em resumo: é como se você imprimisse uma nova página para a publicação desatualizada que encontrou na biblioteca. Antigamente, quando precisávamos de alguma informação confiável, tínhamos a enciclopédia como fonte segura de pesquisa para trabalhos, estudos e pesquisa em geral. Contudo, a novidade trazida pela Wikipédia nos coloca em uma nova circunstância, em que não podemos confiar integralmente no que lemos.Por ter como lema principal a escritura coletiva, seus textos trazem informações que podem ser editadas e reeditadas por pessoas do mundo inteiro. Ou seja, a relevância da informação não é determinada pela tradição cultural, como nas antigas enciclopédias, mas pela dinâmica da mídia. Assim, questiona-se a possibilidade de serem encontradas informações corretas entre sabotagens deliberadas e contribuições erradas.

NÉO, A. et al: A Internet que você faz. In: Revista PENSE!Secretaria de Educação do Estado do Ceará. Ano2, no3, mar.-abr. 2010 (adaptado).

As novas Tecnologias de Informação e Comunicação, como a Wikipédia, tem trazido inovações que impactaram significativamente a sociedade. A respeito desse assunto, o texto apresentado mostra que a falta de confiança na veracidade dos conteúdos registrados na Wikipédia

A) acontece pelo fato de sua construção coletiva possibilitar a edição e reeditação das informações por qualquer pessoa no mundo inteiro.

B) limita a disseminação do saber, apesar do crescente número de acessos ao site que a abriga, por falta de legitimidade.

C) ocorre pela facilidade de acesso à página, o que torna a informação vulnerável, ou seja, pela dinâmica da mídia.

D) ressalta a crescente busca das enciclopédias impressas para as pesquisas escolares.

E) revela o desconhecimento do usuário, impedindo-o de formar um juízo de valor sobre as informações. 5. O texto a seguir é um trecho de uma conversa por meio de um programa de computador que permite comunicação direta pela Internet em tempo real, como o MSN Messenger. Esse tipo de conversa, embora escrita, apresenta muitas características da linguagem falada, segundo alguns linguistas. Uma delas é a interação ao vivo e imediata, que permite ao interlocutor conhecer, quase instantaneamente, a reação do outro, por meio de suas respostas e dos famosos emoticons (que podem ser definidos como "ícones que demonstram emoção").

João diz: oi Pedro diz: blz? João diz: na paz e vc? Pedro diz: tudo trank :-) João diz: oq vc ta fazendo? [...]

Pedro diz: tenho q sair agora... João diz: flw

Pedro diz: vlw, abc

Para que a comunicação, como no MSN Messenger, se dê em tempo real, é necessário que a escrita das informações seja rápida, o que é feito por meio de

A) frases completas, escritas cuidadosamente com acentos e letras maiúsculas (como “oq vc ta fazendo?”).

B) frases curtas e simples (como “tudo trank”) com abreviaturas padronizadas pelo uso (como “vc” – você– “vlw – valeu!).

C) uso de reticências no final da frase, para que não se tenha que escrever o resto da informação. D) estruturas coordenadas, como “na paz e vc”.

E) flexão verbal rica e substituição de dígrafos consonantais por consoantes simples (“qu” por “k”).

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Tipos de Discurso

(discurso: refere-se à construção de textos, pressupondo um locutor e um interlocutor).

• Na narrativa tradicional:

Discurso direto – é aquele em que o diálogo dos personagens é introduzido por travessões ou aspas de forma direta, fiel e literal.

Discurso indireto – é aquele em que o narrador reproduz as falas dos personagens.

• Na narrativa moderna:

Discurso ficcional – é aquele em que o narrador se despersonaliza para se tornar os próprios personagens, mostrando suas emoções, sentimentos, pensamentos, pontos de vista, ou seja, o narrador torna-se outro, como se fosse um ator. O texto é apresentado sem separações entre o que é relatado pelos personagens e pelo narrador o que, às vezes, confunde o leitor sobre quem está reportando o discurso. Também é conhecido como discurso indireto livre.

Ex: Trecho de Capítulo I – Mudança – da obra Vidas Secas de Graciliano Ramos

“Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala.

Arrastaram-se para lá, devagar, Sinhá Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás.

Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão.”

Transcrever e retextualizar

Um texto transcrito é aquele em que há a reprodução fiel de outro (oral ou escrito), é uma cópia de um texto que fora feito anteriormente. Sendo assim, transcrever é reproduzir, copiar.

A retextualização é um processo em que o texto passa por uma transformação, passando de uma modalidade (oral e escrita) para a outra.

Os dois mecanismos podem ser utilizados na produção de textos de gêneros jornalísticos, como, por exemplo, a reportagem e a entrevista que estudaremos neste bimestre.

A estrutura organizacional de textos jornalísticos

Reportagem: é um gênero discursivo que se caracteriza por apresentar informações sobre temas específicos e por caracterizar situações e acontecimentos a partir da observação direta dos fatos. É o produto da atividade do repórter. Pode ser televisionada ou impressa. O objetivo de uma reportagem é apresentar ao leitor várias versões para um mesmo fato, informando-o, orientando-o e contribuindo para formar sua opinião. A linguagem utilizada nesse tipo de texto é objetiva, dinâmica e clara, ajustada ao padrão linguístico divulgado nos meios de comunicação de massa, que se caracteriza como uma linguagem acessível a todos os públicos, mas pode variar de formal para mais informal dependendo do público a que se destina. Embora seja impessoal, às vezes é possível perceber a opinião do repórter sobre os fatos ou sua interpretação.

Notícia: é o conteúdo de uma comunicação antes desconhecida, um evento divulgado ou a divulgação de uma

informação. Por outras palavras, a notícia consiste em dar a conhecer ou transmitir uma noção. Nos meios de comunicação em massa, uma notícia é uma redacção ou um relato que informa o público sobre uma situação nova ou atípica, ocorrida no seio de uma comunidade ou determinado âmbito específico, que mereça ser alvo de

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6 divulgação. Posto isto, a notícia é do foro jornalístico e constitui um extracto da realidade que merece ser informado pela sua relevância social. O conteúdo de uma notícia deve responder às perguntas seguintes: “quem?”, “o quê?”, “quando?”, “onde?”, “porquê?”, “para quê?” e “como?”.

Fonte: conceito.de ESQUEMA DE ORGANIZAÇÃO DA REPORTAGEM E DA NOTÍCIA

Entrevista: é essencialmente oral e requer uma postura adequada tanto por parte de quem a elabora quanto por parte de quem a responde. Portanto, deve-se dar maior atenção no que se refere à linguagem, pois é algo que se tornará acessível ao público de uma forma geral.A entrevista é uma das formas mais comuns de se obter dados para notícias e reportagens. É em essência uma matéria jornalística organizada sob a forma de perguntas e respostas. Antes de ser publicada em revistas ou jornais escritos, a entrevista geralmente é feita oralmente, quando é gravada, e depois transcrita para a linguagem escrita. Na passagem da linguagem oral para a escrita, quase sempre são realizadas modificações nas falas originais. Assim como a reportagem, a entrevista também apresenta uma estrutura. Veja:

Manchete ou título - Essa é uma parte que deverá despertar interesse no interlocutor envolvido, podendo ser uma frase criativa ou pergunta interessante.

Apresentação - É o momento em que se apresentam os pontos de maior relevância da entrevista, como também se destaca o perfil do entrevistado, sua experiência profissional e seu domínio em relação ao assunto abordado.

Perguntas e respostas - Basicamente, é a entrevista propriamente dita, na qual são retratadas as falas de cada um dos envolvidos.

Algumas entrevistas apresentam um roteiro mais conciso, somente de perguntas e respostas, outras, ao invés de retratar as falas em seu modo literal, optam por transcrevê-las usando um discurso indireto, ou, até mesmo, muitas trazem um texto introdutório e mais detalhado, com informações sobre o local, a data e duração da entrevista.

EXERCÍCIOS

1. Leia a seguinte reportagem e responda as questões propostas.

Conversa Sobre Sexo é Tardia

Estudo mostra que mais de 40% dos jovens tiveram a primeira relação sexual sem nunca ter falado sobre o tema com os pais

Renata Cabral

A

escolha do melhor momento para conversar sobre sexo em casa continua sendo um dilema para muitos pais, apesar dos avanços no campo da sexualidade. A constatação é de um estudo publicado neste mês pela revista americana de pediatria “Pediatrics”, liderado por Mark Schuster, professor da Escola Médica de Harvard, nos Estados Unidos. Ao acompanhar 155 adolescentes, com idade entre 13 e 17 anos, e seus respectivos pais por um

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7 ano, eles descobriram que mais de 40% dos jovens tiveram a primeira relação sexual sem nunca ter conversado sobre sexo com os responsáveis. Por embaraço ou medo de despertar uma curiosidade precoce, muitos esperam tempo demais para abordar o assunto. E perdem a oportunidade de ajudar os filhos quando eles iniciam a vida sexual.O resultado da desinformação é uma exposição maior a uma gravidez indesejada ou infecções por doenças sexualmente transmissíveis, alertam os especialistas. O estudo americano reflete uma realidade que os médicos também comprovam no Brasil. No Núcleo de Estudos em Saúde do Adolescente (Nesa), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, quando buscam informações sobre sexo, os adolescentes costumam ir sozinhos ou com amigos, observa a pediatra do núcleo Regina Katz. “Apenas para tratar de doenças eles levam os pais”, diz. Para o sexólogo Marcos Ribeiro, autor do livro “Conversando com seu Filho Sobre Sexo”, as duas gerações têm dificuldade de falar sobre o assunto, porque ainda não o tratam como etapa natural do desenvolvimento. Para ele, a orientação deveria ser dada às crianças quando surgissem as primeiras perguntas. “Os pais traduzem a infância como uma fase de inocência, em que a sexualidade não está presente, mas isso não é verdade”, diz Ribeiro. Mesmo quando há espaço para conversa, nem sempre ela tem qualidade, demonstraram os pesquisadores americanos. Metade dos responsáveis não havia orientado os filhos sobre contracepção ou uso de preservativos. “Hoje, temos menos tempo para tudo, por isso, apesar de falarmos mais sobre sexo, as conversas são superficiais”, diz José Maria Soares Junior, chefe do setor de Ginecologia da Infância e do Adolescente na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Apesar da vastidão de informações a que os jovens têm acesso na internet, pela televisão e na escola – e também por conta disso –, a função de pais como educadores é essencial, defende Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan, de São Paulo, que oferece educação sexual para jovens. “Ter uma boa conversa é garantia de que numa situação de perigo eles irão buscar o apoio dos pais”, diz ela.

Publicado na revista Istoé, 30/12/2009

A. Considerando o suporte em que a reportagem foi veiculada e o conteúdo abordado, responda: que público-alvo ela pretende atingir? Justifique a sua resposta.

B. Qual a função do subtítulo [lide] na estrutura da reportagem?

C. Caracterize o tipo de linguagem empregada nesta reportagem. Ela está adequada? Por quê?

2. Observe a seguinte capa do Jornal Meia Hora e explique de que maneira a imagem presente auxilia na

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