Sistemas de controle
Estrutura da apresentação
• Conceitos fundamentais do sistemas de controle• Características da resposta
• Introdução à estabilidade
• Polos e zeros
• Conceito de estabilidade
Estrutura básica de controle
Definição
•
Sistema de controle deve alcançar e estabilizar sua
resposta no valor desejado.
•
A precisão está relacionada com o erro do sistema
(diferença entre o desejado e obtido) após estabilizar sua
resposta.
Estágios da resposta
• O período entre o estímulo de entrada e a estabilização da resposta do sistema é denominado de resposta em regime transitório
• O período após a transição da resposta do sistema, onde, o sistema estabiliza em um determinado valor é denominado de resposta em regime permanente
Es7mulo degrau
•
As estratégias de controle modiPicam suas ações corretivas
de acordo com os estímulos de entrada.
•
Na análise da resposta de sistema de controle
tradicionalmente é realizado um estímulo de degrau na
estrada do controlador para analisar a saída.
Es7mulo degrau
•
O degrau é uma transição instantânea do sinal de
referencia do regime permanente inicial (geralmente nulo)
para o valor desejado.
Tempo de subida
• Tempo de subida (rise time) é o tempo gasto para que a resposta do sistema a um degrau vá de seu valor (normalmente zero) até o valor Pinal
• Tradicionalmente especiPicado como o tempo gasto para a
resposta aumentar de algum percentual indicado (por exemplo 20%) para outra porcentagem especiPicada (por exemplo 70%).
Tempo de subida
•
Quanto menor for o valor do tempo de subida menor será o
atraso do sistema para responder ao estímulo do degrau
Tempo de pico
• O tempo de pico (peak time) é o tempo gasto para a resposta ir do valor nulo até o primeiro valor de pico.
• Tempo necessário para a resposta do sistema sair do repouso e ir para o primeiro pico.
Tempo de estabilização
• Intervalo para que as oscilações na resposta do sistemadesapareçam.
• Tempo necessário para a resposta diminuir e permanecer dentro de um percentual desejado, como por exemplo, 1% do valor Pinal
Sobre-‐passagem
• Sobre-‐passagem (sobre-‐sinal ou overshoot) é a quantidade máxima em que a resposta ultrapassa o valor de referencia
• Ou simplesmente, é quanto a resposta do sistema ultrapassa o valor desejado
Estabilidade
• A principal forma de determinar o desempenho de um sistema de controle é a estabilidade do sistema.
• A estabilidade de um sistema de controle está associado com a capacidade desse sistema gerar uma resposta única
invariante no tempo.
• É possível dePinir o conceito de estabilidade como:
“Um sistema de controle é estável, se e somente se, um sinal de entrada de amplitude limitada promove uma resposta
Instabilidade
• O termo instabilidade, está relacionado com geração de uma saída que tende a inPinito, ou seja, variante no tempo, e pode ser dePinido como:
“Um sistema de controle é instável, se a resposta do sistema é variante no tempo e, naturalmente, tende ao inBinito.“
• A estabilidade de um sistema de controle não é uma medida única, ou seja, um sistema não é unicamente estável ou instável
• Para o entendimento é preciso discutir os elementos que compõem um sistema de controle: os polos e os zeros
Sistema de Controle
•
Um sistema de controle pode ser entendido como uma
relação de sua saída por sua entrada que gera a função de
transferência do sistema
G s =
y(t)
u(t)
=
!
!!
!+ !
!!
!!!+ ⋯ + !
!!!+ !
!!
!!
!+ !
!!
!!!+ ⋯ + !
!!!+ !
!Polos e zeros
•
Os polos e zeros podem ser entendidos como soluções
para a função de transferência G(s)
•
“ O polo é um numero real ou complexo n, que quando
aplicado a função de transferência G(s) resulte em
inBinito, ou seja, |G(n)| = ∞.”
•
“ O zero é um numero real ou complexo n, que quando
aplicado a função de transferência G(s) resulte em
zero, ou seja, |G(n)| = 0.”
Polos e zeros
•
Exemplo 01: Extrair os polos e zeros do sistema
• Zeros: são obtidos através das soluções do numerador da função de transferência do sistema, ou seja, solucionando a equação s +2=0. Assim, o único zero do sistema é s=-‐2
• Polos: são obtidos através das soluções do denominador da função de transferência do sistema, ou seja, solucionando a equação s2+4s=0. Assim, os polos do sistema são s=0 e s=-‐4
! ! =
! + !
!
!+ !"
Polos e zeros
•
Exemplo 02: Extrair os polos e zeros do sistema
•
Zeros: Solução da equação s+2=0 à s=-‐2
•
Polos: Solução da equação s
2+4=0 à s=+2i e s=-‐2i
! ! = ! + ! !! + !
Diagrama de polos e zeros
• O diagrama de polos e zeros demonstra os aspectos deestabilidade do sistema
• É construído no plano S que é um plano com um eixo Real e um eixo Imaginário
Diagrama de polos e zeros
• Os polos e zeros são desenhados no plano S de acordo com seu valor.
Diagrama de polos e zeros
•
Exemplo 01:
• Zeros: o único zero do sistema é s=-‐2
• Polos: os polos do sistema são s=0 e s=-‐4
! ! =
! + !
Diagrama de polos e zeros
• %-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐
• % Exemplo 01
• %-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐
•
• clc %limpa o console
• close all %fecha todas as janelas existentes
• clear all %limpa todas as variaveis
•
• s = tf('s'); %deBine a variavel simbolica "s"
•
• numerador = s+2;
• denominador = s^2+4*s;
• sistema = numerador/denominador
•
• zeros = zero(sistema) %extrai os zeros do sistema
• polos = pole(sistema) %extrai os polos do sistema
•
• Bigure %cria uma nova janela
• pzmap(sistema) %desenha os polos e zeros
•
• grid % coloca grid no graBico
• title('Exemplo 01')
• xlabel('Eixo real');
• ylabel('Eixo imaginario');
Diagrama de polos e zeros
•
Exemplo 02:
•
Zeros: único zero s=-‐2
•
Polos: s=+2i e s=-‐2i
! ! = ! + ! !! + !
Diagrama de polos e zeros
• %-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐
• % Exemplo 02
• %-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐
•
• clc %limpa o console
• close all %fecha todas as janelas existentes
• clear all %limpa todas as variaveis
•
• s = tf('s'); %deBine a variavel simbolica "s"
•
• numerador = s+2;
• denominador = s^2+4;
• sistema = numerador/denominador
•
• zeros = zero(sistema) %extrai os zeros do sistema
• polos = pole(sistema) %extrai os polos do sistema
•
• Bigure %cria uma nova janela
• pzmap(sistema) %desenha os polos e zeros
•
• grid % coloca grid no graBico
• title('Exemplo 02')
• xlabel('Eixo real');
• ylabel('Eixo imaginario');
• axis([-‐3 .5 -‐5 5]);
Conceito de estabilidade
• A estabilidade está associada com a localização dos polos e zeros no plano S, em relação ao eixo imaginário.
• Os polos são os principais fatores que afetam a estabilidade do sistema e sua localização no plano S está diretamente relacionada com o tipo de resposta do sistema.
• O eixo imaginário é como um “limite” entre a região de estabilidade e instabilidade.
Conceito de estabilidade
• Os polos devem estar à esquerda do eixo imaginário para o sistema ser considerado estável.
• Polos à direita do eixo imaginário introduzem instabilidades ao sistema.
Conceito de estabilidade
•
A estabilidade depende diretamente da localização dos
polos da função de transferência do sistema
•
Um sistema não é dito unicamente estável ou instável,
existem outras denominações de estabilidade que estão
relacionadas com a localização dos polos.
“Um sistema é chamado assintoticamente estável se
todos os polos da função de transferência encontram-‐se
no lado esquerdo do eixo imaginário do plano S”
Conceito de estabilidade
“Um sistema é chamado de marginalmente estável se
existe um polo real simples na origem ou pares
conjugados simples no eixo imaginário; e todos demais
polos à esquerda do eixo imaginário do plano S”
“Um sistema é chamado de instável se pelo menos um
polo estiver à direita do eixo imaginário do plano S, ou se
ocorrerem raízes múltiplas no eixo imaginário”
Critérios de estabilidade de
Routh-‐Hurwitz
•
O critério de Routh-‐Hurwitz é uma metodologia para a
determinação da localização dos polos de uma função de
transferência sem a necessidade de calcula-‐los
•
É possível determinar também as condições de estabilidade
do sistema, prevendo quantos polos estão localizados a
Critérios de estabilidade de
Routh-‐Hurwitz
Critérios de estabilidade de
Routh-‐Hurwitz
https://drive.google.com/file/d/0B_Iu05AZenzUZGhXVjBBOUdpR2s/ view?usp=sharing
Critérios de estabilidade de
Routh-‐Hurwitz
• Exemplo 03 – Determine a distribuição dos polos no plano S utilizando o critério de Routh-‐Hurwitz para a função de
transferência abaixo. s4 1 5 4 0 s3 1 2 0 0 s2 b1 b2 0 0 s1 c1 0 0 0 s0 d1 0 0 0
! ! =
!
!
!+!
!+!"
!+ !" + !
!! = −!"# ! !! ! ! = ! !! = −!"# ! !! ! ! = !Critérios de estabilidade de
Routh-‐Hurwitz
!! = −!"# ! !! ! ! = ! ! = !. !" s4 1 5 4 0 s3 1 2 0 0 s2 3 4 0 0 s1 0.67 0 0 0 s0 d1 0 0 0 !! = − !"# ! ! !. !" ! !. !" = ! s 4 1 5 4 0 s3 1 2 0 0 s2 3 4 0 0 s1 0.67 0 0 0 s0 4 0 0 0
Não é possível identificar trocas de sinais na primeira coluna.
Então, todas as raízes então
localizadas ao lado esquerdo do eixo imaginário do plano S.
• %-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐ • % Exemplo 03
• %-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐-‐
•
• clc %limpa o console
• close all %fecha todas as janelas existentes
• clear all %limpa todas as variaveis
•
• s = tf('s'); %deBine a variavel simbolica "s"
• • numerador = 1; • denominador = s^4+s^3+5*s^2+2*s+4; • • sistema = numerador/denominador •
• Zeros = zero(sistema) %extrai os zeros do sistema
• Polos = pole(sistema) %extrai os polos do sistema
•
• RHpolos=Routh(sistema); %determinacao do criterio de Routh-‐Hurwitz e
• %calculo da quantidade de polos no lado direito
• %do eixo imaginario do plano S
•
• fprintf('\n Numero de polos do lado direito do eixo imaginario =%2.0f\n',RHpolos)
•
• Bigure %cria uma nova janela
• pzmap(sistema) %desenha os polos e zeros
•
• grid % coloca grid no graBico
• title('Exemplo 03')
• xlabel('Eixo real');
• ylabel('Eixo imaginario');
Exercícios
• Determine se os sistemas descritos abaixo são estáveis ou instáveis, justiBicando sua resposta em relação ao
posicionamento dos polos em relação do Plano S, utilizando o critério de Routh-‐Hurwitz:
1. ! ! = ! !!!!"!!!!!!!"!! 2. ! ! = ! !!!!"!!!!!!!"!! 3. ! ! = ! !!!!!"!!!"!! 4. ! ! = ! !!!!!!!! 5. ! ! = ! !!!!!!!!!! 6. ! ! = ! !!!!!!!!!!"