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Qualidade e Gestão do Risco em Saúde Ocupacional: Auditorias

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Academic year: 2021

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XIII Simpósio do ISMAI e

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Qualidade e Gestão do Risco

em Saúde Ocupacional:

Auditorias

Mestre Mariana Neto, DGS, 2008

€De acordo com os conceitos mais actuais, a abordagem

do risco em saúde ocupacional constitui um procedimento estruturado, sistematizado e integrador de várias perspectivas disciplinares tais como a Medicina e a Segurança do Trabalho.

€Este diagnóstico pressupõe a correcta identificação do

factor de risco e a estimativa do risco com vista à organização da intervenção.

Uva, A.: Diagnóstico e Gestão do Risco em Saúde Ocupacional. Estudos Segurança e Saúde no Trabalho, Lisboa, ISHST, 2006.

Identificação do factor de risco

Avaliação dose resposta Qual é a relação entre a dose e a incidência?

Avaliação da exposição Qual é a exposição

actual?

Caracterização do risco Qual a incidência estimada

do efeito adverso na População exposta

Gestão do risco

Risk assessment Risk management

Identificação do factor de risco

Avaliação dose resposta Qual é a relação entre a dose e a incidência?

Avaliação da exposição Qual é a exposição

actual?

Caracterização do risco Qual a incidência estimada

do efeito adverso na População exposta

Gestão do risco

Risk assessment Risk management

Identificação do factor de risco

Avaliação dose resposta Qual é a relação entre a dose e a incidência?

Avaliação da exposição Qual é a exposição

actual?

Caracterização do risco Qual a incidência estimada

do efeito adverso na População exposta

Gestão do risco

Risk assessment Risk management

1ª Etapa Estabelecer o contexto

1ª Etapa Estabelecer o contexto

2ª Etapa Identificar o factor de risco

2ª Etapa Identificar o factor de risco

3ª Etapa Análise do risco 3ª Etapa Análise do risco 4ª Etapa Avaliação do risco 4ª Etapa Avaliação do risco 5ªEtapa Gestão do risco 5ªEtapa Gestão do risco 6ª Etapa Monitorizar e rever o risco

6ª Etapa Monitorizar e rever o risco

Existem regulamentos, padrões de referência, códigos industriais ou materiais de orientação relativos a algum dos riscos identificados?

Seguir a informação contida nos regulamentos, padrões, códigos ou orientações. Sim Não Usar a base de dados de riscos Usar a base de dados de riscos €

Estabelecer o contexto

€

Identificar o factor de risco

€

Análise do risco

€

Avaliação do risco

€

Gestão do risco

€

Monitorizar e rever o risco

€Qualidade em saúde – Cuidados ou serviços com características

que cumprem determinados requisitos e que, dados o actual estado de conhecimentos e recursos disponíveis, realizam as expectativas de maximizar os benefícios e minimizar os riscos para a saúde e bem-estar dos doentes (WHO, Continuous Quality Improvement, 1993).

€Auditoria – exame sistemático e independente com vista

determinar se as actividades e resultados relativos à qualidade satisfazem as disposições preestabelecidas, se estas disposições estão efectivamente implementadas e se são adequadas para alcançar os objectivos (Norma Portuguesa NP 30.011-1).

(2)

QUALIDADE

QUALIDADE

Satisfação Profissional Legislação Formação Recursos necessários

Estrutura Processo Resultado

Qualidade Técnico-científica

Técnicos Interpessoais

Fazer o que deve ser feito Satisfação com os cuidados Qualidade de vida percebida Aspectos físicos

e funcionais

Auditoria de sistemas

Exame total ou parcial dos elementos de controlo da direcção para verificação da sua conformidade e eficácia

Auditoria de resultados

Exame a um produto acabado, ao seu impacto ou à documentação respectiva

Auditoria de processo

Exame de uma parte seleccionada do esforço de trabalho. Exame de actividades

Auditoria de Estrutura

Exame da adequação da estrutura em relação com a finalidade a que se destina

Financeiras De Qualidade De Ambiente externo

Auditorias Organizacionais Auditorias Organizacionais

Exame da organização de serviços, sistemas e processos necessários à prestação de cuidados.

Clássica (Standards-based audit) – Definição de padrões, colheitas de dados, comparação com os padrões e implementação das medidas necessárias para corrigir os afastamentos.

Auditorias de acontecimentos críticos – Análise de situações potencialmente perigosas ou de casos que produziram resultados inesperados.

Peer review – Avaliação dos cuidados prestados por uma equipa ou por um prestador. Os casos são discutidos interpares incidindo sobre situações interessantes.

Auditorias de tracers – Análise de condições específicas Estudos de satisfação de utentes – A satisfação de utentes com os cuidados prestados pode ser realizada de forma isolada mas pode também ser incluida numa abordagem mais lata de auditoria.

€

A qualificação da organização das actividades

de segurança, higiene e saúde no trabalho

ocupa-se essencialmente dos chamados

«serviços externos».

€

A autorização dos serviços externos só será

concedida se estes satisfizerem os requisitos

definidos na lei relativamente a recursos

humanos, instalações e equipamentos, os

dois últimos sujeitos a verificação através de

vistoria.

€

A qualificação inicial deve manter-se enquanto

os serviços externos exercerem a respectiva

actividade.

€

A autorização que lhes for concedida constitui

uma garantia da confiança na sua capacidade

para as empresas e estabelecimentos que

recorram aos seus serviços.

€Para controlar a qualificação inicial dos serviços externos e

preservar a confiança dos utilizadores, estabelece-se um

conjunto de procedimentos de acompanhamento e avaliação da respectiva capacidade, que se inicia com a

obrigação de os serviços comunicarem ao Instituto de Desenvolvimento e Inspecção das Condições de Trabalho quaisquer alterações que diminuam os requisitos em que se baseou a autorização, bem como a interrupção ou a cessação de funcionamento.

(3)

€A capacidade dos serviços externos será avaliada através de auditorias, efectuadas na sequência de comunicações

ou por iniciativa dos serviços competentes, e poderá determinar a redução ou a revogação da respectiva autorização, tendo em conta a natureza e a extensão das reduções de capacidade.

•Queixa/denuncia apresentada ao IDICT ou DGS •Programa de auditorias de acompanhamento da DGS ou do IDICT (Rotina)

•Comunicação de elementos por parte das empresas (artigo 251.º da Lei n.º 35/2004, de 29/07) Queixa/Denúncia Rotina Comunicação de elementos Registo Classificação •Tipo de auditoria •Entidade a auditar •Entidade/s Responsáveis •Técnico responsável •Data Classificação Há documentação a digitalizar?

O IDICT procede à digitalização da documentação, terminando o pedido com a indicação dos documentos digitalizados

Digitalização da documentação

O IDICT procede à digitalização da documentação, terminando o pedido com a indicação dos documentos digitalizados

Digitalização da documentação

Comunicação DGS Determinação do responsável Determinação das entidades participantes Comunicação F A S E IN IC IA L S N

Apreciação da situação pela/s entidades envolvidas Solicitação de elementos ou esclarecimentos adicionais Apreciação Elementos suficientes?

Marcação da data da auditoria Cobrança de taxa* Impressão de um dos formulários-tipo Marcação F A SE AP REC IA Ç Ã O Conclusão Encerramento da auditoria por esclarecimento cabal da situação. Não existe cobrança de taxa

Conclusão Encerramento da auditoria por esclarecimento cabal da situação. Não existe cobrança de taxa S N Elaboração de relatório Realização Situação esclarecida? F A S E R E AL IZ ÃO AD IT O R IA S N

A situação não se encontra esclarecida São sugeridas alterações minor Verificação da implementação das alterações sugeridas

Correcções

Ciclo de correcções

Manutenção de autorização

Aceitação das alterações

Aceitação das alterações com restrições

Não aceitação das alterações

Alterações do âmbito

Revogação da autorização

Decisão tomada por Presidente IDICT Conclusão Etapa inicial Comum. e alterações Etapa inicial::Requerimento* Pedido de Candidatura Revogação Etapa decisão

Audiência prévia no caso de decisão desfavorável F A S E CO NCL US Ã O Cobrança de taxa em caso de queixa Elaboração de relatório Realização Situação esclarecida? F A S E R E AL IZ ÃO AD IT O R IA S N

A situação não se encontra esclarecida São sugeridas alterações minor Verificação da implementação das alterações sugeridas

Correcções

Ciclo de correcções

Manutenção de autorização

Aceitação das alterações

Aceitação das alterações com restrições

Não aceitação das alterações

Alterações do âmbito

Revogação da autorização

Decisão tomada por Presidente IDICT Conclusão Etapa inicial Comum. e alterações Etapa inicial::Requerimento* Pedido de Candidatura Revogação Etapa decisão

Audiência prévia no caso de decisão desfavorável F A S E CO NCL US Ã O Cobrança de taxa em caso de queixa

(4)

Aprovação pela gestão de topo Relatório preliminar e discussão Procedimentos standard da Auditoria de Qualidade Instruções para o Auditor

Programa de Programa de Auditorias periódicas Auditorias periódicas Execução da Auditoria Resultados da Auditoria Relatório da Auditoria Reunião para relatório e discussão Acções correctivas a desenvolver Verificação dos resultados depois de implementados Relatório dos resultados Direcção da Auditoria Equipa reponsável pelo desenvolvimento Direcção da

auditoria Ozeki, adaptado por Juran, in JURAN, J.M.:Quality Control Handbook

„ Devem ser legítimas. Devem ser autorizadas pelo responsável se internas e acordadas pelas partes se externas.

„ Consistem num estudo da prática actual da organização em função de conceitos de “boa prática”.

„ São conduzidas por pessoas treinadas, experientes e independentes das actividades auditadas.

„ São esquematizadas e planeadas com antecedência mais do constituem a resposta a uma crise.

„ São esquematizadas e conduzidas com o conhecimento e participação de todos aqueles cujo trabalho vai ser auditado (sem segredos ou surpresas)

„ Os factos relatados na auditoria são alvo de concordância antes de o relatório ser enviado para o alto nível.

„ Os achados e recomendações são revistos ao alto nível e dão origem então a acções seguras (sustentadas).

„ O processo de uma auditoria deve ser desenvolvido por forma a facilitar a interacção entre as partes. Para além de preservar os pontos de vista de ambas as partes sobre a matéria auditada deve propiciar as condições de aprendizagem tanto para auditores em relação ao sistema de qualidade como para auditados em relação às áreas que requerem melhoria da qualidade.

JURAN, J.M.:Quality Control Handbook

„ Como é que a entidade se prepara internamente para organizar os serviços do seu cliente?

„ Como se articula e comunica com ele?

(5)

„ Gestão da informação clínica

„ Adequação dos procedimentos à vigilância da saúde: „ Sectores específicos de actividade „ Actividades de risco elevado „ Subcontratação

„ Verificação da idoneidade dos profissionais „ Verificação dos condicionalismos legais impostos „ Afectações horárias

„ Capacidade instalada „ Instalações

€Desenvolvendo-se a prestação de serviços externos

predominantemente fora do quadro de um serviço público, importa considerar o sentido empresarial desta actividade, a qual, em função dos fins prosseguidos (a segurança e a saúde dos trabalhadores), está, naturalmente, subordinada a uma tutela pública.

€Neste contexto, o funcionamento destes serviços tem de ser

avaliado com base nos grandes referenciais do regime de enquadramento da prevenção de riscos profissionais, designadamente ao nível dos princípios da gestão e ao nível da adequação dos recursos (humanos, equipamentos e procedimentos de avaliação de riscos) necessários à sua materialização.

€... a acreditação, que terá de integrar uma autorização de

funcionamento e um sistema de acompanhamento, deverá desenvolver-se no âmbito da Administração do Estado, podendo o sistema de acompanhamento ser, também, assegurado por um corpo de auditores acreditados especificamente para o efeito.

ۥ Seria, ainda, de considerar que, no momento actual, se

afigura como particularmente importante o desenvolvimento deste sistema de acreditação para credibilizar a própria actividade de prevenção nos locais de trabalho e para estimular o funcionamento do mercado nesta área.

Empresa autorizada em 2007 para vigiar 2500 trabalhadores; contava com dois médicos do trabalho, um dos quais sócio-gerente, uma médica do trabalho estagiária e um enfermeiro. Dispunha de uma afectação horária mensal de 200 horas/médico.

Foi relatada a vigilância de 6270 trabalhadores, tendo o sócio-gerente realizado exames de saúde a 4552 trabalhadores, para o que necessitaria, caso se tratassem de serviços ou comércio, de 220 horas/mês.

Surge um segundo médico do trabalho, responsável pela vigilância dos restantes trabalhadores, mas que não estava afecto à empresa aquando do processo de autorização.

Não foi feito qualquer alargamento do pedido. RAASSHST – 2007:

Situação da empresa

Autorizada para 2250 trabalhadores; tem 5 médicos, com afectação horária de horas médico/mês de 380 e dois enfermeiros Autorizada em 06 de 2007.

Verificou-se que 9551 trabalhadores foram vigiados por um único médico desta empresa o que implicaria, caso se tratassem de empresas comerciais, uma afectação horária de cerca de 480 horas/mês.

RAASSHST – 2007: Situação da empresa

(6)

Maia, 20 de Novembro 2008

MUITO OBRIGADA

Mestre Mariana Neto DGS, 2008

Referências

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