• Nenhum resultado encontrado

Prática Pedagógica em Educação Ambiental: Cartilha “Aventura da Vida nas Cavernas”.

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2020

Share "Prática Pedagógica em Educação Ambiental: Cartilha “Aventura da Vida nas Cavernas”."

Copied!
34
0
0

Texto

(1)

Trabalho de Conclusão de Curso

Prática Pedagógica em Educação Ambiental: Cartilha

“Aventura da Vida nas Cavernas”.

David Soares Noronha Mendonça - 2200900264 Curso de Ciências Biológicas

Belo Horizonte – MG 2010

(2)

David Soares Noronha Mendonça - 2200900264

Trabalho de Conclusão de Curso

Prática Pedagógica em Educação Ambiental: Cartilha

“Aventura da Vida nas Cavernas”.

Trabalho de conclusão de curso apresentado junto ao Curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, como requisito parcial para obtenção do titulo de licenciado no curso de Ciências Biológicas.

Orientador: Prof. Dr. Marconi Souza Silva Co-Orientador: Prof. Ms. Fábio Augusto Rodrigues e Silva

Belo Horizonte – MG. 2010

(3)

Agradecimentos

Este trabalho não teria sido concluído se não fosse a colaboração de várias pessoas. Inicialmente agradeço a Deus que me deu forças e sabedoria para o discernimento, tanto na vida quanto para centrar meus pensamentos e me orientar na elaboração deste trabalho. Portanto, a conclusão deste trabalho é em honra e glória de Jesus. Minha família teve importante participação, agradeço a todos os primos, primas, tios e tias, principalmente minha tia Mary, minha avó Terezinha, tia Mônica, tio Moreira, tio Marrado, Renata, Mariana e Beth que no momento que estava mais desacreditado me estenderam a mão e me trouxeram para a luz. Agradeço ao meu pai Arnaldo por, mesmo sem acreditar no que fazia, permitiu a minha continuação acadêmica e está cada vez mais próximo. Agradeço à minha mãe Maria Amélia que passou as mais diversas situações comigo e, ainda assim, me ajuda tanto. Agradeço à minha tia Vera que sempre confiou em mim, a minha avó Mercês que do alto dos seus 98 anos sempre cuidou muito bem de mim, minha finada tia Helena que foi uma das mulheres que sempre esteve do meu lado, inclusive quando estava errado. Meus irmãos Daniel, Rafael, Karina e principalmente a Sarah que me deu muita força e ânimo. Agradeço também ao Luizmar, figura preciosa que apareceu na minha vida e me colocou para frente sendo um bom conselheiro e companheiro, agradeço ao Prof. Dr. Fábio Silva, que mesmo fugindo de mim, me auxiliou na elaboração deste trabalho e o Prof. Ms. Denílson Diniz que também colaborou para o trabalho de maneira substancial, ao Prof. Dr. Rodrigo Ferreira que acreditou em mim e o qual me direcionou para a área da bioespeleologia e grande amigo e ao Prof. Dr. Marconi Souza Silva que, além de um ótimo orientador, compreensivo e atencioso, é outro grande amigo. Não posso esquecer do Flávio Kiki que também me deu e me dá grande força.

(4)

Resumo

O presente trabalho pretende oferecer para educadores em educação ambiental, de maneira significativa, uma estratégia de abordagem para os ambientes cavernícolas, tendo em vista a complexidade e fragilidade de tal ecossistema. Tem como ponto de partida a cartilha elaborada por Ferreira et al. (2008) “Aventura da Vida nas Cavernas” direcionada para o público infantil. Seu principal objetivo é criar, com essa estratégia, uma forma de maior apropriação do conhecimento científico em relação à utilização e preservação do ambiente subterrâneo e despertar o interesse dos alunos do Ensino Fundamental na rede estadual de ensino para a visitação consciente desses espaços. A estratégia elaborada foi desenvolvida a partir da apresentação da cartilha incluindo conceitos científicos relacionados com cada passagem da estória apresentada. Dessa maneira, a utilização da cartilha não ficará restrita ao seu caráter lúdico, podendo ser trabalhado os conceitos de acordo com a faixa etária do trabalho. Associado a isso, a proposição de situações-problema no intuito de fazer os educandos pensarem e assim, colocarem em prática os conceitos apresentados na solução desses problemas. O debate foi sugerido para reforçar a estratégia e apropriação do conteúdo em uma relação interpessoal direcionada pelo educador. Por fim, colocar os estudantes em contato com o meio apresentado para poder vivenciar o contexto da apresentação e assimilar o conhecimento adquirido na apresentação de maneira mais eficiente. O trabalho foi realizado a partir de revisões bibliográficas e sua apresentação montada em recursos visuais oferecidos pelo Microsoft Office. O resultado do trabalho foi a conciliação de algumas estratégias apresentadas pela literatura e sua organização com uma apresentação didática que pretende ir além da proposta oferecida pela cartilha. Com esse trabalho podemos melhorar a nossa abordagem ao ambiente cavernícola para alunos do Ensino Fundamental.

(5)

Sumário 1 Introdução...pág. 5 2 Desenvolvimento...pág. 7 3 Considerações Finais...pág. 13 4. Bibliografia...pág.14 Anexo I...pág. 16

(6)

1 Introdução

O presente trabalho baseia-se na elaboração de uma metodologia direcionada para alunos da rede de ensino estadual no nível fundamental utilizando a cartilha desenvolvida por Ferreira et al. (2008) “Aventura da Vida nas Cavernas” aliada a estratégias que auxiliarão os educandos à construção do conhecimento e fixação de conceitos pertinentes à preservação e à utilização das cavernas. Tal estratégia também pode ser utilizada aos alunos da rede municipal de ensino. Para estudantes da rede particular de ensino, talvez seja necesário a adequação do material, tendo em vista que as escolas particulares possuem insumos educacionais mais numerosos e modernos, além de melhor qualificação dos profissionais, refletindo em um melhor desempenho dos alunos e podendo lhes ser cobrados conteúdos mais complexos (ALBERNAZ et al., 2002).

As atividades propostas neste trabalho têm o intuito de enriquecer as aulas de ciências, já que as aulas expositivas, modelo mais freqüentemente utilizado, pautadas na transmissão de informações caracterizadas na apresentação de listagens de termos e conceitos para serem decorados podem não ser suficientes para orientar as ações dos educando para resolver problemas de seu cotidiano (BALBINOT, 2005). Destaca-se que as atividades que envolvem a emoção e a criatividade, além de tornar a aprendizagem mais prazerosa, auxiliam aos alunos na construção do conhecimento e na apropriação das informações introduzidas por essas aulas expositivas. Assim a cartilha entra como forma de cativar os educandos e desenvolver o interesse deles pelo assunto.

Para tanto, a proposta apresentada envolve um material didático diferenciado, a proposição de situações-problemas relacionadas ao assunto exposto e um trabalho de visitação a cavernas.

A utilização de um material didático diferenciado deve permitir aliar os aspectos educacionais e afetivos do conhecimento científico e levar a uma formação mais significativa do conhecimento científico e construção de valores pelos educandos (SENICIATO & CAVASSAN, 2004). A cartilha “Aventura da Vida nas Cavernas” apresenta-se então como uma importante ferramenta didática que disponibiliza ao

(7)

auxiliando na sua fixação. Ela auxilia o educador na construção de uma abordagem significativa, indo além das informações contidas nos materiais didáticos apresentados aos alunos, normalmente restritos ao livro didático (DONATO & DANTAS, 2009). Pensando nisso, é interessante para a construção da proposta a conciliação dos conceitos necessários para uma utilização consciente das cavernas e das paisagens cársticas e suas informações e da forma lúdica apresentada na cartilha, considerada assim por seus autores. Nesse sentido, podemos dizer que o aprendizado destes conceitos é necessário para a formação dos educandos e a cartilha contribui para essa abordagem como uma ferramenta lúdica que auxilia na proposta de apropriação do conhecimento.

Outra proposta que pretende enriquecer o trabalho auxiliando na construção de conceitos, procedimentos e atitudes relacionadas com o conhecimento construído é a proposição de problemas. Essas situações-problemas podem colocar o aluno em confronto com uma tarefa, a qual o fará desenvolver o intelecto e a aplicação dos conceitos adquiridos para solucionar uma questão. Na atividade são disponibilizados meios para que possibilitem ao educando a compreensão da situação-problema e o desenvolvimento do trabalho para a sua solução, sem que os recursos apresentados expliquem por si só a solução do problema (NUÑES & RAMALHO, 2004).

Para o melhor alcance da proposta deste trabalho se faz necessário também aulas de campo. Elas favorecem a compreensão dos conceitos pelos alunos tornando a abordagem mais complexa e menos abstrata e também possibilitam a manifestação de sensações e emoções nos alunos tornando o ato de aprender reconfortante e satisfatório. Além disso, a experiência contribui para a aprendizagem dos conceitos científicos e a ligação aos aspectos concretos da realidade (SENICIATO & CAVASSAN, 2004).

Dessa forma, o presente trabalho organizou uma abordagem que incentiva o interesse pela visitação de cavernas de maneira consciente e ensina aos educandos características e conceitos do ambiente cavernícola e a importância de sua preservação, integrando os conceitos científicos com as concepções anteriores dos educandos. Inicialmente sua proposta seria para ser apresentada em duas aulas de 50 minutos além da saída de campo que consistiria em um período do dia

(8)

ou de forma integral. Porém, foi observado que poderia ser melhor trabalhada de forma mais extensiva e com uma melhor abordagem dos assuntos.

2 Desenvolvimento

O ponto de partida deste trabalho foi a análise da cartilha ilustrada elaborada por Ferreira et al. (2008), material elaborado para informar o público infantil sobre o ambiente das cavernas e alguns impactos ambientais relacionados a esse ambiente. Essa cartilha busca informar sobre o funcionamento dos componentes biológicos das cavernas e as conseqüências da sua desestruturação. A partir dessa análise foram propostas metodologias complementares para aumentar o alcance informativo da cartilha e, assim elaborar um conjunto de estratégias mais eficientes no seu objetivo de fomentar o interesse pela visitação e de fornecer ao educando a conscientização e conhecimento sobre os ambientes cavernícolas.

A principal intenção da cartilha é despertar, desde cedo, o interesse pela preservação das cavernas de forma lúdica apresentando, além da estória em que os personagens são alguns representantes dos animais que frequentemente ocorrem nas cavernas apresentando alguns conceitos básicos referentes à fauna subterrânea, bem como atividades e jogos que ajudam a fixar as informações apresentadas.

A cartilha, apresentada na figura 1, foi desenvolvida a partir de informações sobre a biodiversidade e sobre as alterações ambientais obtidas em 103 cavernas inseridas na Mata Atlântica Brasileira e tem como função conciliar o uso e a conservação das cavernas (FERREIRA et al., 2008). As cavernas, com suas peculiaridades, atraem o público para a visitação, muitas vezes desorganizada e sem o devido respeito aos seus componentes bióticos e abióticos. Além disso, as cavernas são constituídas por diversos recursos os quais o homem tem interesse, principalmente econômico, como os minerais e a água. Porém, a estabilidade de suas variáveis ambientais confere às cavernas certas fragilidades, estando expostas a fortes impactos ambientais (LOBO, 2006).

(9)

(...)

figura 1: Cartilha “Aventura da vida nas Cavernas”

O estímulo à visitação de cavernas no Brasil tem crescido bastante nos últimos anos. Como os próprios autores da cartilha comentam em seu trabalho, a cartilha é uma forte parceria com os meios de divulgação de conhecimento e melhoria na

(10)

qualidade do ensino-aprendizagem do assunto e assim a mobilização para uma utilização consciente do ambiente cavernícola (FERREIRA et al., 2008).

No trabalho de Souza et al. (2009), a autora afirma que a utilização de cartilhas como ferramenta de aprendizagem é utilizada desde a metade do século XIX como material didático e com grande aceitação entre professores e alunos por possibilitar fácil compreensão do tema abordado. A utilização de uma linguagem simples, didática, ilustrada e de formato adequado possibilita que temas cientificamente conceituados possam ser trabalhados e apresentados como conteúdos de fácil compreensão.

A atividade proposta

A apresentação da cartilha foi construída com o auxílio de recursos informáticos como o programa Power Point e encontra-se como o anexo (anexo 1) deste trabalho. Nele, os conhecimentos científicos necessários foram incorporados à medida que se desenvolvesse a leitura da cartilha. A cada momento da cartilha há uma explanação simples dos conceitos aplicados a tal passagem. Foram utilizadas fotografias para incentivar a visitação através da excitação da curiosidade. Essa construção foi utilizada no intuito de causar efeitos conscientes e reflexivos no processo de construção quantitativa e qualitativa de uma Educação Ambiental, objetivando a fundamentação para auxiliar os educandos na tomada de posições e estabelecimento de valores à melhoria e proteção do ambiente cavernícola. Segundo Müller (2000), citado por Binotto et al. (2003) a simples fundamentação teórica básica dentro dos conceitos ecológicos, de grande expressão dentro do contexto educativo, exige uma diversificação das experiências e da compreensão fundamental do Meio Ambiente em questão e dos problemas anexos, salientando o papel de cada um nessas situações.

Dessa forma, a utilização da apresentação construída poderá passar por duas aulas com a possibilidade de ser extendida de acordo com a possibilidade, sendo a maneira extendida a sugerida por possibilitar uma melhor abordagem do assunto e poder ser trabalhada de forma mais contundente.

(11)

O modelo mental é utilizado por vários estudos citados por Balbinot (2005), e é descrito pela autora como uma representação interna de uma informação que corresponde analogamente àquilo que está sendo representado, é um modelo construído pelo educando no qual passa a confiar e utilizá-lo quando necessário. O mundo real dos educandos e os conceitos científicos aprendidos em sala de aula normalmente não têm ligação, tornando-se necessário que esses dois mundos construam modelos da realidade de forma criativa. Então, diante dessas definições apresentadas por Balbinot (2005), a apresentação proposta tende criar no educando um modelo mental das cavernas o mais próximo possível da realidade de forma que o sensibilize quanto à utilização, conservação e preservação. Formado esse modelo mental, o educando será exposto a problemas, os quais sua solução dependerá da utilização de seu modelo mental e estimulará o seu raciocínio.

Em cada momento, e a cada explanação, foram inseridas questões no intuito de colocar os alunos frente a problemas os quais devem ser solucionados a partir das informações adquiridas e o modelo mental construído, obrigando-os a utilizar essas informações caso queiram solucionar o problema proposto (QUADRO 1). Essa metodologia proposta por Nuñes & Ramalho (2004) não demonstra apenas a possibilidade do aluno resolver tal problema, mas sim de toda a sua personalidade. Coloca sob a responsabilidade do educador o desenvolvimento dessa capacidade que deve incentivar a participação dos educandos e provocar a sua curiosidade, estimulando o pensamento divergente, crítico e dialético.

• Como são formados os espeleotemas nas cavernas?

• Por que é necessária a proteção dos ambientes externos às cavernas? • Como o ser humano pode ajudar para evitar tais impactos?

• Como podemos visitar uma caverna tendo em mente o que aprendemos e, assim, evitar de causar problemas ambientais?

Quadro 1: Questões apresentadas na proposta

Porém, a metodologia do trabalho pretende ir além e trabalhar, ainda dentro de sala de aula, com debate entre os educandos a partir da interação social e troca de informações adquiridas na apresentação. A inclusão dessa ferramenta está embasada no trabalho de Davis et al. (1989), que considera a interação social como

(12)

uma fundamental ferramenta no processo de elaboração de conhecimento. As trocas de informação entre parceiros resultam em conhecimentos construídos com os outros e reconhece o caráter iminentemente social do ser humano. Podemos afirmar também que dependem de uma dupla interação: a do homem com a natureza e a do homem com outros homens, tendo em vista que a relação com a natureza é meditizada na relação com os outros e com a realidade humana material. A escola, como construtora de determinados conhecimentos, deve propiciar essas interações onde os educandos participem ativamente de atividades específicas. Assim, o professor deve ser parte ativa e integrante dessas interações, coordenando e orientando os alunos e ajudando-os a superar entraves que necessariamente aparecem ao longo da construção do saber. Dessa forma, pretendemos ampliar a apropriação da informação e enriquecer o senso crítico em relação às cavernas.

Com o intuito de auxiliar a proposta do artigo, ele ainda propõe mais uma alternativa que tende a enriquecer a qualidade do ensino-aprendizagem, a aula de campo a ser realizada em cavernas turísticas das proximidades de onde poderá ser aplicada a metodologia proposta. Além disso, possibilita ao professor avaliar as atividades desenvolvidas de educação ambiental dentro de sala e também as mudanças de valores e postura dos educandos em relação ao ambiente cavernícola. Segundo Viveiro e Diniz, 2009, essa diversidade de atividades e recursos didáticos contribui na motivação dos estudantes, possibilitando atender as diferentes necessidades e interesses dos alunos. O pluralismo das estratégias pode garantir maiores oportunidades para a construção do conhecimento e fornecer mais ferramentas para a melhor compreensão do tema estudado (BUENO, 2003 citado por VIVEIRO & DINIZ, 2009)

Deve-se atentar para a possibilidade da aula de campo poder ser uma estratégia fracassada quando não se tem os objetivos claros e um professor preparado. A complexidade desse tipo de aula pode confundir o aluno na construção de conceitos, pois este será colocado em contato com uma maior quantidade de fenômenos quando comparada com uma aula tradicional. Por outro lado, as aulas de campo de ciências e biologia podem ser positivas na

(13)

e que este ambiente seja limitado, no sentido espacial e físico, de forma a atender os objetivos (LOPES E ALLAIN, 2002; SANTOS, 2002 citados por SENICIATO & CAVASSAN, 2004). Essa estratégia permite uma aproximação das relações entre professores e alunos que pode perdurar na volta ao ambiente escolar. Envolve aspectos afetivos e emocionais positivos incentivando o aprofundamento dos conteúdos estudados e vencer obstáculos relacionados à aprendizagem.

A saída não deve ser apenas um passeio proposto e sim um modo interdisciplinar de abordagem dos diversos aspectos que envolvem o conteúdo. Aspectos tais como sociais, políticos e culturais e com coerência entre o discurso utilizado em sala de aula e o comportamento na aula de campo, tanto pelo professor quanto pelos alunos (Viveiro & Diniz, 2009).

Assim, o trabalho apresentado oferecerá uma aula de campo voltada para a exploração dos conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais visto em sala de aula e uma fixação por parte dos alunos de como aproveitar as cavernas de maneira consciente, minimizando seus impactos. Além disso, será possível estimular a preservação destes patrimônios naturais e culturais confrontando a teoria com a prática, possibilitando que os alunos se tornem protagonista de seu ensino, sentir-se um elemento ativo na construção do conhecimento e não um simples receptor de informações.

(14)

3. Considerações Finais

Com a metodologia apresentada neste artigo, o conteúdo sobre cavernas se torna uma questão importante a se pensar dentro dos conceitos de meio ambiente e ecossistemas e sendo, ao mesmo tempo, prazeroso e instrutivo. Demonstra a interrelação entre o ambiente cavernícola e os demais ecossistemas e leva além para uma possível compreensão da dependência do equilíbrio ecológico dos demais ecossistemas entre si e indiretamente com o homem. Faz com que os educandos percebam o seu envolvimento dentro do meio ambiente e não se vejam como uma parte isolada do ambiente que os rodeia.

Também, elabora estratégias para um processo de aprendizagem que afirme valores e ações, contribuindo para a transformação humana e social e para a preservação ecológica e assim, tornando-os cidadãos participativos nas questões ambientais e que tomem posições críticas com os problemas de sua realidade dentro do seu contexto cotidiano.

Acredita-se que, com a combinação das estratégias apresentadas, seja possível estimular o interesse pelo ambiente cavernícola e, associado a isso, sensibilizar os alunos das questões ambientais envolvidas de maneira significativa que possibilite a apropriação do conteúdo por parte deles e os tornem capazes de crias valores e comportamentos de maneira a intervir participativamente nas decisões da comunidade.

(15)

4 Bibliografia

ALBERNAZ, Ângela; FERREIRA, Francisco H. G.; FRANCO, Creso. Qualidade

e Equidade na Educação Fundamental. Maio, 2002. Disponível em:

<http://www.econ.puc-rio.br/pdf/td455.pdf>. Acessado em: 06 de Julho de 2010. BALBINOT, Margarete Cristina. Uso de Modelos, numa Perspectiva Lúdica, no Ensino de Ciências. In: Encontro Ibero-americano de Coletivos Escolares e Redes de Professores que Fazem Investigação na sua Escola, 4, 2005. Lajeado. Trabalho

apresentado... 2005. Rede Municipal e Estadual de Ensino do Estado do Rio

Grande do Sul.

BARBOSA, Paulina Maria Maia; ALONSO, Rodrigo Soares, VIANA, Flávia Elizabeth de Castro. Aprendendo Ecologia Através de Cartilhas. In: Encontro de Extensão da Universidade Federal de Minas Gerais, 7, 2004. Belo Horizonte.

Anais...2004. Instituto de Ciências Biológicas / Departamento de Biologia Geral /

Universidade Federal de Minas Gerais.

BINOTTO, R. F.; MISSIO, E.; PIRES, M. R. S. Educação Ambiental nas Séries Iniciais do Ensino Fundamental das Escolas Estaduais e Municipais de Frederico Westphalen. Revista de Pesquisa e Pós-Graduação, Santo Ângelo, 2003.

DAVIS, Claudia; SILVA, Maria Alice Setúbal S.; ESPÓSITO, Yara. Papel e Valor das Interações Sociais em Sala de Aula. Caderno de Pesquisa, São Paulo, n°71, pp. 49 – 54, Novembro, 1989.

DONATO, Christiane Ramos; DANTAS, Mário André Trindade. Utilização de CD-ROM como Instrumento de Aprendizagem Significativa Sobre a Bioespeleologia Sergipana. In: Congresso Brasileiro de Espeleologia, 30, 2009. Montes Claros.

Anais...Aracajú: Centro Terra – Grupo de Espeleológico de Sergipe, 2009.

FERREIRA, R.L.; GOMES, F.M.C.; SILVA, M.S. Ferramenta de Educação nas Atividades de Turismo em Paisagens Cársticas. Pesquisas em Turismo e Paisagens

Cársticas, Campinas, 1(2), 2008, 145 - 164.

LIMA, Kênio Erithon Cavalcante; VASCONCELOS, Simão Dias. Análise da

Metodologia de Ensino de Ciências nas Escolas da Rede Municipal de Recife.

Ensaio: Avaliação da Política Pública Educacional. Vol.14 (52). Rio de Janeiro, Julho/Setembro, 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci _arttext&pid=S0104-40362006000300008>. Acessado em: 10 de Maio de 2010

LOBO, Heros Augusto Santos. Caracterização dos Impactos Negativos do Espeleoturismo e suas Possibilidades de Manejo. In: Seminário de Pesquisa em Turismo do MERCOSUL, 4, 2006. Caxias do Sul. Trabalho apresentado ao GT... Dourados: Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, 2006.

(16)

NUÑES, Isauro Beltrán; RAMALHO, Betania Leite. O Uso de Situações-Problema no Ensino de Ciências. In: ______. Fundamentos do

Ensino-Aprendizagem das Ciências Naturais e da Matemática: o Novo Ensino Médio. Porto

Alegre: Editora Sulina, 2004. 145 – 171.

SENICIATO, Tatiana; CAVASSAN, Osmar. Aulas de Campo em Ambientes Naturais e Aprendizagem em Ciências – um Estudo com Alunos do Ensino Fundamental. Ciência e Educação, vol. 10, n. 1, pp. 133-147, 2004.

SOUZA, Helga Valéria de Lima; FERREIRA, Emilio Caetano; GOYA, Edna de Jesus. A Cartilha como material didático: conservação do patrimônio artístico

cultural. PROGRAD-UFG, 2009.

VILANOVA, Rita; MARTINS, Isabel. Educação em Ciências e Educação de

Jovens e Adultos: pela Necessidade de Diálogo Entre Campos e Práticas. Ciência

Educacional. Vol 14 (2). Bauru, 2008. Acessado em: < http://www.scielo.br/scielo .php?pid=S1516-73132008000200011&script=sci_arttext>. Acessado em: 10 de Maio de 2010.

VIVEIRO, Alessandra Aparecida; DINIZ, Renato Eugênio da Silva. Atividades de Campo no Ensino das Ciências e na Educação Ambiental: Refletindo sobre as Potencialidades desta Estratégia na Prática Escolar. Ciência em Tela. Vol. 2, número 1, pp. 1 – 12, 2009.

(17)

Anexo 1

Slide 1

A Aventura da vida nas cavernas

(18)

Slide 3

(19)

Slide 5

Slide 6

O que são as cavernas?

As cavernas ou grutas são ambientes debaixo da terra (subterrâneos) quase sempre formadas pelo desgaste da rocha pela água, que também pode depositar minerais no seu interior, formando os espeleotemas, como as

estalactites, estalagmites e colunas.

Nesses ambientes escuros não existem plantas, os produtores de alimento nos ambientes de superfície. A fauna de cavernas depende do alimento que vem da superfície, trazidos pela água ou por animais que visitam matas fora das cavernas.

Quanto mais preservadas as matas na superfície melhor o alimento que é levado para as cavernas e sua fauna peculiar.

(20)

Slide 7 Slide 8 500Km Brasília Vazante Ponte Alta Itaú de Minas Cantagalo São João Del Rei Castelo Rio de Janeiro Belo Horizonte Quadrilátero Ferrífero Grupo Bambui Grupo Una Grupo Apodi Grupo Açungui Supergrupo Canudos Formação Vazante Formação Caatinga Grupo Corumbá Grupo Araras Regiões carsticas de reduzida área Grupo Rio Pardo Grupo Brusque Grupo Ubajara Grupo Vargem Grande Grupo Araras Fortaleza Mossoró Natal Recife Aracaju Salvador Xambioá São Raimundo Nonato Montes Claros Bom Jesus Da Lapa Andarai Formação Caboclo Campo Formoso Porto Alegre Brusque Curitiba Iporanga São Paulo Bonito Corumbá Cuiabá Cáceres São Domingos Ubajara

(21)

Slide 9

Catalogando as cavernas brasileiras

Já foram encontradas em todo o Brasil mais de 4.269 cavernas. Estas estão cadastradas na Sociedade Brasileira de Espeleologia (http://www.sbe.com.br). Este número de cavernas reflete apenas aquelas cavernas visitadas por espeleólogos que se preocuparam em enviar dados a SBE. Entretanto, a grande maioria das cavernas ainda não foram cadastradas. Estima-se que exista um número 10 vezes superior ao das cavernas cadastradas. Somente 15% destas cavernas foram cientificamente estudadas.

Slide 10

Como são formados os

espeleotemas nas cavernas?

(22)

Slide 11

(23)

Slide 13

Slide 14

O alimento para a fauna das Cavernas

Nas cavernas, assim como em qualquer outro lugar onde há vida, existem relações ecológicas entre os diferentes seres vivos...

Isso mesmo engordem bastante, pois serão meu jantar. Ai galera, lá vai a refeição venham! Comida!!!

(24)

Slide 15

Alimenta

Alimentaççãoão Grilo se alimenta de fungos

Aranha predando um opilião

Barbeiro predando um opilião

Diplopodas se alimentam de guano

Aranha com inseto na teia Caramujos se alimentam de guano

Baratas se alimentam de guano

Pseudoescorpião predando uma barata

Slide 16

Por que é necessária a

proteção dos ambientes

(25)

Slide 17

(26)

Slide 19

(27)

Slide 21

(28)

Slide 23

Slide 24

As cavernas são importantes para o equilíbrio ambiental e biológico em suas áreas de ocorrência. Alterações no ambiente de cavernas e seus arredores, sejam naturais ou antrópicos, podem causar perda de espécies únicas e desequilíbrio no ambiente externo.

Os principais usos e alterações nas cavernas são: depósitos de materiais e lixo, curral para gado, mineração, desmatamentos, contaminação da água por agrotóxicos, intensas visitas turísticas, retirada de guano para adubar plantas e até mesmo matança de morcegos..

(29)

Slide 25

Como o ser humano pode

ajudar para evitar tais

impactos?

(30)

Slide 27

(31)

Slide 29

(32)

Slide 31

Slide 32

Você pôde perceber que as cavernas são ambientes muito frágeis, além de possuírem muitas espécies que não são encontradas em nenhum outro lugar. Sua conservação é essencial, pois caso sejam destruídas ocorrerão muitos efeitos prejudiciais, até mesmo fora das cavernas. Da mesma forma, a vida nas cavernas só existirá enquanto os ambientes ao seu redor também forem preservados. A fragilidade destas vidas está em nossas mãos sendo nossa obrigação preservá-la.

(33)

Slide 33

Conservação das Cavernas

Para conservar é preciso conhecer para podermos conscientizar jovens, adultos e crianças da importância da conservação destes ambientes. O estudo das cavernas deve ser feito de maneira dentro de todas as matérias (geologia, hidrologia, biologia, arqueologia, paleontologia, etc.) e minuciosa. Na parte da biologia devemos conhecer bem os aspectos climáticos, alimentares e biológicos dos organismos.

Slide 34 Pr e s e r v e Pr e s e r v e Pr e s e r v e Pr e s e r v e Pr e s e r v e Pr e s e r v e Pr e s e r v e Pr e s e r v e e s tae s tae s tae s tae s tae s tae s tae s ta id id id id id idid idééééééééiaiaiaiaiaiaiaia...

Eu sou o bioespeleólogo, aquele que estuda a vida no interior das cavernas. No fascinante ambiente das cavernas sou apenas um visitante que observa os bichos muito interessantes e que vivem de forma peculiar.

Sei muito bem de que se alimentam, como reproduzem, e por que alguns deles são muito diferentes daqueles animais que vivem na superfície. Lá no subterrâneo existem pequeninas criaturas maravilhosas e formas de rochas capazes de fazer você perder o fôlego, não de medo, mas admiração.

Assim convido-os a fazer um passeio pelas cavernas da Mata Atlântica e conhecer um pouco sobre esse mundo e seus animais.

Olá! Amigos

(34)

Slide 35

Como podemos visitar uma

caverna tendo em mente o que

aprendemos e, assim, evitar de

causar problemas ambientais?

Imagem

figura 1: Cartilha “Aventura da vida nas Cavernas”

Referências

Documentos relacionados

Assim, a anamnese vocal na sua generalidade deve permitir: explorar o comportamento e o perfil vocal do indivíduo; identificar os possíveis factores causais, desencadeantes e

Na entrevista a seguir, Capovilla revisita a própria trajetória intelectual, debate a sua passagem pelo Centro Popular de Cultura de São Paulo e as críticas que escreveu para

A narrativa fundamentou-se na possibilidade de se afirmar que a literatura infantil com ênfase nas fábulas e histórias em quadrinhos é um instrumento fundamental

Significant differences were detected for all the evaluated traits. Table 1 shows the mean numbers of new emerged leaves, young green cherries and flowers per

Para além de todas as atividades já descritas e formações em que participei, durante o estágio na FMB elaborei material de divulgação e promocional da FMB

Para a validação do código Ecoterra foi considerado como georreferenciamento padrão de latitude e longitude a precisão de milésimo de minuto para que, por meio de

Acrescenta, também, que as preocupações centrais para as feministas quanto à prestação de trabalho não remunerado debruçam-se sobre como valorizá-lo e partilhá-lo de

percepcionei como ferramentas disponíveis para realizar o meu trabalho. Assim, sempre entendi estes recursos pluri e inter disciplinares em uníssono. Isto é, sempre os