l'ERNANDO KAM/NG PINTARELLI
ANAUSE DA IMP ORTANC
CALCULO
DE
PARTICIPAÇÃODE MERCADO
EM SANTA CAT
»A EMPRESA MACEDO KOERICH S.L.
FERNANDO KAULING PINTARELLI
ANALISE DA IMPORTÂNCIA DO CALCULO DE PARTICIPAÇÃO DE MERCADO EM SANTA CATARINA DA EMPRESA MACEDO KOERICH S.A.
Trabalho de conclusão de estagio apresentada disciplina Estagio supervisionado — CAD 5236, como requisito para obtenção do grau de Bacharel em Administração da Universidade Federal de Santa Catarina,
área
de concentração em Administração de Empresas.Professor Orientador: Pedro Moreira Filho
Florianópolis
e s ro oretra
One
Prof. Msc. Altanuro
1 FERNANDO KAULING PINTARELLI
ANALISE DA IMPORTÂNCIA DO CÁLCULO DE PARTICIPAÇÃO DE MERCADO EM SANTA CATARINA DA EMPRESA MACEDO KOERICH S.A.
Este trabalho de Conclusão de Estágio foi julgado adequado e aprovado em sua forma final pela Coordenadoria de Estágios do Departamento de ciências da Administração da Universidade Federal de Santa Catarina.
Florianópolis, 12 de agosto de 2004
Prof. M tefano Dubiela Ostroski oordenador de Estágios
Apresentada A. Banca Examinadora integrada pelos professores:
AGRADECIMENTOS
Agradeço ao professor Pedro Moreira Filho que de forma construtiva deu suporte, apoio e orientação durante a faculdade e execução deste trabalho.
A
empresa Macedo Koerich S.A. por disponibilizar, tempo, os materiais e informações necessárias para elaboração deste trabalho.Aos meus pais e minha irmã que sempre estiveram ao meu lado me incentivando, a meu irmão Marcelo fonte de força e inspiração nos momentos mais difíceis, que me ajudou com a ortografia e o vocabulário, e soube respeitar os diversos dias em que precisei ficar sozinho.
A todos amigos e amigas que, a cada momento, me apoiaram, numerosos demais para que eu aqui os mencione um a um.
RESUMO
PINTARELLI, Fernando Kauling. Análise da importância do cálculo de participação de mercado em Santa Catarina da Empresa Macedo Koerich S.A. 2004. 99 f Trabalho de Conclusão de Estágio em Administração (Graduação em Administração). Curso de Administração da Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2004.
0 presente trabalho de conclusão de curso surgiu, a partir de um questionamento sobre quais aspectos influenciam no cálculo de participação no mercado da empresa Macedo Koerich S.A. e quais os beneficios que o cálculo pode trazer A empresa e suas estratégias.
A pesquisa efetuada é do tipo experimental, sendo caracterizada como um estudo de caso aplicado e metodológico. Para sua realização foi utilizada investigação do tipo bibliográfica. Como alternativa para mensurar sua fração no mercado, a Macedo Koerich S.A., pretende calcular sua participação com base não somente no volume comercializado, mas no faturamento gerado por suas vendas.
A proposta de um cálculo diferenciado busca possibilitar o dimensionamento das perdas com subprodutos e mensurar os ganhos com valor agregado.
Ao longo do presente estudo é verificada a metodologia de cálculo do mesmo.
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO 12
1.1 Tema problema 13
1.2 Justificativa 13
1.3 Objetivos 14
1.3.1 Objetivo Geral 14
1.3.2 Objetivos Específicos 14
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 15
2.1 Ambiente Externo 15
2.2 Aspectos Mercadológicos 16
2.2.1 Tendências Demográficas 16
2.2.2 Tendências Econômicas 17
2.2.3 Tendências políticas e legais 17
2.3 Forças de Marketing 18
2.3.1 Os consumidores 19
2.3.2 Os concorrentes 21
2.4 Importância da informação 22
2.4.1 A era da informação 23
2.4.2 Satisfação dos clientes 24
2.4.3 Vantagem competitiva 25
2.4.4 Segmentação de mercado 25
2.5 Diferenciação da produção 26
2.6 Market share 27
3. A EMPRESA MACEDO KOERICH S.A. 29
3.1 Histórico 29
3.2 Quadro funcional 30
3.3 Unidades da Empresa 31
3.3.1 Departamento de Grãos 32
3.3.2 Fábrica de Ração 33
3.3.3 Granja de Matrizes 34
3.3.4 Incubatório 35
3.3.6 Frigorifico 37
3.3.7 Centrais de Distribuição 40
3.4 Compromissos da Macedo com seus clientes 41
4. ASPECTOS MERCADOLÓGICOS 43
4.1 Concorrentes 43
4.2 Consumidores 45
5. METODOLOGIA 49
5.1 Tipo de pesquisa 49
5.2 Método de pesquisa 50
5.3 Coleta de dados 51
5.4 Análise e interpretação de dados 52
5.5 Limitações do método 52
5.6 Participação no mercado 53
5.6.1 Sistema anterior - Cálculo market share por Kg 53
5.6.2 Sistema novo - Cálculo market share por faturamento 55
5.6.3 Projeção populacional dos municípios de Santa Catarina 57
5.6.4 Consumo per capita anual de frango 60
5.6.5 Plano anual de produção 61
5.6.6 Faturamento planejado 61
5.6.7 Faturamento real 62
5.6.8 Preço médio da concorrência 62
5.6.9 Preço médio da Macedo Koerich 63
6. ANÁLISE DO CICULO DE PARTICIPAÇÃO DE MERCADO 64
6.1 Cálculo de Faturamento Disponível no Mercado 64
6.1.1 Estimativa da população dos municípios de Santa Catarina 64
6.1.2 Consumo per capita de frango 70
6.1.3 População dos municípios atendidos pelas centrais de distribuição 70
6.1.4 Preço médio estimado dos concorrentes 75
6.2 Participação Meta Macedo 77
6.2.1 Plano de vendas anual por central de distribuição 77
6.3 Participação Real Macedo 84
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS 86
LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Divisão
dos
colabotadores da Macedo porlocal
Figura 2:
Fluxo
Produtivo 32Figura 3: Granja
de Corte
Quadro 1- Estimativa da população dos municípios de Santa Catarina 64 Quadro 2 - População dos municípios atendidos pela CDFL 71 Quadro 3 - População dos municípios atendidos pela CDNE 72 Quadro 4 - População dos municípios atendidos pela CDSE 73 Quadro 5 - População dos municípios atendidos pela CDPS 74
Quadro 6 - Preço médio estimado dos concorrentes 75
LISTA
DE
1. INTRODU
ÇÃO
0
presente trabalho de
Conclusãode Curso
éuma
análisede um sistema de
calculode participação de mercado
emuma empresa do ramo de avicultura.
A
análisefoi realizada na empresa
Macedo KoerichS.A., que atua
há 30anos no
ramo de avicultura
epossui
tradiçãono mercado do estado de Santa Catarina, que
é omercado objeto de estudo. A empresa ainda se destaca pela expressiva
participaçãode suas
vendas para
omercado
externo.Atualmente, aproximadamente
90%da
produção estána forma de cortes de frango
eapenas
10% évendida como frango inteiro.
Em virtude de mudanças na forma de produção
ena
sofisticaçãode seus produtos, a
Macedo Koerich
S.A. verificou que a
metodologiade
calculoutilizada para estimar sua
participaçãode mercado,
já nãosatisfazia mais suas necessidades
enão representava mais sua
posição perante os concorrentes.
A dificuldade de
cálculosurgiu a partir do momento em que a empresa passou a
ofertar produtos sem osso
eaumentou sua participação de cortes de frango em
relaçãoa
frango inteiro. Estas duas
açõesacarretaram a
reduçãodo volume em quilos ofertados pela
empresa
eportanto, com menor volume, sua
participaçãopassou a diminuir
gradativamente,conforme sua produção migrava para os novos produtos.
Como alternativa para mensurar sua
fraçãono mercado, a
Macedo KoerichS.A.
passou a calcular sua participação com base
nãosomente no volume em quilos produzidos,
mas com base no
faturamentogerado por suas vendas.
A proposta de um
cálculodiferenciado possibilita mensurar as perdas com
Ao longo do presente estudo serão verificadas, a forma de
calculoe
as dificuldades
de
elaboraçãodo mesmo.
Ao longo do presente estudo
será
verificada a metodologia de
cálculodo mesmo.
1.1 Tema problema
Em
razãoda necessidade de conhecer a
posiçãoe
participaçãoda
Macedo KoerichS.A. em seu
ramode atuação, surgiu a necessidade de calcular seu desempenho. Diante
pesquisas que demonstrem sua
participação,surge a necessidade
internade se realizar este
estudoe
cálculo.Para compreender melhor a
elaboraçãodeste
calculoe
suas
possíveis
fragilidades,
surgiu
o
problemade pesquisa que deu origem a este trabalho, que procura
verificar:Como
é
feito
o
calculode
participaçãode mercado da
Macedo KoerichS.A. no
estado de Santa Catarina,
e
quais dados devem ser analisados considerando as alternativas
existentes segundo os autores pesquisados.
1.2 Justificativa
A
importânciadeste trabalho
acadêmicoreside na tentativa de demonstrar a
relevância
do
cálculode
participaçãode mercado na moderna
gestão
das
organizações.Buscar-se-á
demonstrar, com
o
estudona empresa
Macedo KoerichS.A., quais os
beneficiosque
o
cálculopode trazer à empresa
e
suas estratégias.
Para o curso de Administração da Universidade de Federal de Santa Catarina, este trabalho pretende permear no meio acadêmico a discussão sobre forma de cálculo diferenciada que deve ser aplicada a cada tipo de empresa, dependendo de seu ramo
e
do foco de atuação.Para a Macedo Koerich S.A., pretende-se, demonstrar os beneficios que a adoção do cálculo de participação de mercado diferenciado pode
trazer.
A viabilidade deste trabalho reside no fato de
o
pesquisador trabalhar na empresa Macedo Koerich S.A.e
ter acesso a grande parte das informações da Area comercial,o
que facilita a obtenção de materiale
dados referentes ao tema.1.3 Objetivos
1.3.1 Objetivo
Geral
Avaliar a importfincia do
cálculo
de participação de mercado da empresa Macedo Koerich S.A.1.3.2 Objetivos Específicos
• Avaliar a atual metodologia do cálculo de participação de mercado utilizado pela empresa Macedo Koerich S.A.
• Propor uma metodologia capaz de proporcionar mais segurança à empresa para efetuar novos investimentos.
2.1
Ambiente
Externo
Inúmeras oportunidades surgem
e
desaparecem todos os dias,encontrá-las
pode sero
maior desafio de uma empresa. Em um ambiente de mudanças constantes,o
administrador deve estar atento para tudoo
que acontece à sua volta, porém não somente dentro da empresa, mas também fora dela.De acordo com Drucker (1964, p.05) "Os resultados são obtidos através da exploração de oportunidades, não pela solução de problemas", logo as forças da empresa devem estar mais voltadas para exploração de oportunidades que
o
mercado oferece, ao invés apenas da procura pela solução dos problemas internos urgentes do dia a dia. A fim de encontrar as verdadeiras necessidadese
prioridades, Drucker (1964, p.XV) sugere que "a função do administrador nãoé
fazer as coisas de maneira certa, mas sim procurar as coisas certas para fazer".Focar as forças em problemas periféricos pode tomar muito tempo
e
não contribuir quase nada parao
objetivo principal da empresa, que são os resultados econômicos. Ainda segundo Drucker (1964, p.03) "Os programas de impacto que procuram resolver este ou aquele problema urgente raramente conseguem resultados corretose
duradouros", sendo assim, os esforços da empresa devem direcionar-se parao
ambiente externo.2.2
Aspectos
Mercadológicos
Inúmeras
oportunidades de mercado emergem nomacroambiente
em constantemutação.
Deve-se serhábil
naidentificação
destas tendências para prevenir-se, e aproveitar asoportunidades.
2.2.1
Tendências
Demográficas
Este aspecto deve ser analisado cuidadosamente, pois umas das vantagens mais
úteis
sobre a tendência
demográfica
é a suaprevisibilidade.
Kotler(1999, p.102)
avalia que munido de algumasinformações
básicas, "pode-se projetar com anos deantecedência
e razoávelexatidão
acomposição etária futura dessa população".
Nos bens de
consumo,
asmudanças demográficas são
umdeterminante básico
dotamanho
dogrupo
decompradores
de umproduto e, assim,
do índice decrescimento na
demanda.
Deacordo com
Porter(1989, p.164) grupo
declientes em potencial para
umproduto pode ser
tãovasto quanto o número
decasas, mas ele comumente consiste
decompradores caracterizados por grupos, ou localizações geográficas".
A
alteração populacional em uma determinada localização geográfica,
poderáalterar
drasticamente o consumo.
Porter(1989, p.164) sugere que
"Amedida que o
índice decrescimento
totalda população, sua distribuição por grupos etários e
nível derenda e fatores
demográficos variam, eles traduzem-se diretamente em alteração
dedemanda".
Além
dedeterminar o tamanho
do possívelmercado consumidor, com o intuito
deprojetar resultados, é
possívelestratificar ainda mais este niuriero.
Kotler(1999, p.102)
Outra forma fail de informação demográfica está nos dados de migração. Alguns lugares perdem população, enquanto outros, mais atraentes, ganham.
Para Kotler (1999, p.102) "uma vez que o consumo de muitos produtos está estreitamente relacionado com o tamanho, a faixa etária, o nível educacional, a etnia e as praticas religiosas da população, essa informação é essencial".
2.2.2 Tendências Econômicas
Mesmo algumas regiões sendo altamente populosas, estas podem não representar um grande potencial econômico. Deve-se analisar, portanto o poder aquisitivo dos consumidores também para definir o potencial do público consumidor.
Neste sentido Kotler (1999, p.104.) relata que:
[...] as empresas monitoram regularmente indicadores específicos da saúde econômica do pais — tais como indices de emprego, taxa de juros, níveis de endividamento dos consumidores e produção industrial — baseando seus
negócios para o ano subseqüente nas expectativas econômicas atuais.
Mesmo que o projeto esteja fundamentado e tenha grande chance de obter sucesso, deve-se estar atento a flutuações da economia.
2.2.3
Tendências
políticas e
legais
Mudanças neste contexto poderiam alterar consideravelmente os rumos, as vendas
e
o
lucro da empresa.Além do ambiente politico, deve-se ainda estar atento aos aspectos legais. Segundo
Woiler; Mathias (1996, p.37):
[...] os aspectos legais
estão
relacionados com as exigências legais e/oufornecidos pelo governo federal, estadual ou municipal. Nestas categorias enquadram-se os impostos, os incentivos fiscais, os incentivos estaduais e/ou municipais para favorecer a instalação de industrias ou projetos em determinado local.
2.3
Forças
de Marketing
Para uma empresa se manter competitiva
é
necessário que, além de todas as areas interagem entre si, considerandoo
mercado em que atua.Daft (2002, p.11) adverte que "uma organização não pode existir sem interagir com clientes, fornecedores, concorrentes
e
outros elementos do ambiente externo".Esta atividade de interagir com
o
mercadoé
conhecida como administr
ação de marketing. Num sentido mais genérico, Longenecker, et al (1997, p.190) colocam que[...] o marketing de pequenas e médias empresas, consiste em atividades que se relacionam diretamente A. identificação dos mercados-alvo; determinação do potencial do mercado-alvo, A. preparação, à comunicação e
satisfação plena desses mercados.
Nickles; Wood (1997, p. 05) aprofundam essa idéia
e
relatam queo
marketing de relacionamento visa "estabelecere
manter relacionamentos de longo prazo mutuamentebenéfico
entre organizaçõese
seus clientes, empregadose
outros grupos de interesse". Essesdefinidos como os
"indivíduos e
organizações, incluindo os empregados, fornecedores,De acordo com Kotler
(1998, p.30) "o
marketing de relacionamento é aprática
deconstrução
derelações
satisfatórias em longo prazo com partes-chave-
consumidores edistribuidores
-
para reter sua preferência enegócios
em longo prazo".Em virtude desta incessante necessidade das empresas de obter
informações
sobre os personagens que interagem com ela, énecessário
que se esteja atento astendências
emudanças
relacionadas a três grupos: os consumidores, osfornecedores
e os concorrentes.No presente trabalho, serão
analisados somente
os concorrentes e consumidores, pois osfornecedores não influenciarão
no objeto de estudo.2.3.1 Os consumidores
Kotler
(1999, p.109)
declara que "consumidoressão
pessoas eorganizações
que compram produtos para uso direto ou para incorporá-los a outro produto, os mesmonão
adquirem os produtos com a
fmalidade revendê-los".
Satisfazer as necessidades e os desejos dos consumidores é provavelmente o maior objetivo das empresas.
Com
o intuito de conquistá-los, edefinir
seupúblico
alvo, as empresas devem analisar alguns aspectos principais, queconforme
ressalta Kotler(1999, p.110), são
eles:
Quem são os consumidores?
0 que necessitam ou desejam?
Que objetivos eles estão tentando satisfazer? Quem participa da decisão de compra?
Com base em que tomam as suas decisões de compra?
Quando os consumidores parecem estar dispostos a comprar? Onde os consumidores preferem comprar?
Kotler (1998, p.31) coloca que esta
combinação,
de necessidade e desejo, é quedará
de
uma necessidade ou desejo especifico, dispostos e habilitados para fazer uma troca quesatisfaça essa necessidade ou desejo".
O autor ressalta que "uma necessidade é
um
estadode
privaçãode
alguma satisfação básica.As
pessoas exigem alimento, roupa, abrigo, segurança, sentimentode posse
eauto-estima. Desejos são carências por satisfações especificas para atender
As
necessidades".(KOTLER,
1998, p.27)A
partir da análise das necessidades e desejosdos
consumidoresas
empresas podemencontrar grandes oportunidades
de
negócios, pois como colocamNickles; Wood
(1997, p. 07)"
[...] um
consumidor com uma necessidade não satisfeita, éum
consumidor comum
problema, e é função da empresa criar e comercializar
um
produto para solucionar este". Porém quando o cliente busca organização, ele busca comprar maisdo
que apenas o produto, que segundoNickles; Wood
(1997, p.162) "6um
bem,um
serviço ou uma idéia queum
consumidor adquire atravésde
uma trocade marketing
para satisfazer uma necessidade ouum
desejo". Concordando comKotler
(1998, p.28) que descreve produto como "algo quepode ser oferecido para satisfazer
a
uma necessidade ou desejo".Segundo
os autores o que o cliente deseja é encontrarum
pacotede valor
que é"a
combinaçãode
elementos tangíveis e intangíveis que os clientes potenciais avaliam ao decidir qual o produto emparticular
deve ser adquirido".(NICKLES; WOOD,
1997, p.07).De
acordo comKotler
(1998, p.51), o"valor
entregue ao consumidor éa
diferençaentre o
valor
esperado e o custototal do
consumidor".Daft
(2002, p.07) complementa esta idéia colocando que "os clientes esperam novosPine & Gilmore (1999, p.112) relatam que "mais do que atender as expectativas ou criar novas expectativas, as empresas tentam deliberadamente transcendê-las para ir a novas direções", oferecendo ao cliente o inesperado e proporcionando assim surpresas indeléveis.
Todavia, não basta apenas ser uma organização inovadora ou criar novos produtos para obter sucesso, pois como coloca Daft (2002, p.339) "as empresas inovadoras bem-sucedidas tem melhor conhecimento das necessidades dos clientes e dão muito mais atenção ao marketing".
2.3.2
Os concorrentes
Para determinar suas decisões, empresas necessitam também informações precisas sobre seus concorrentes. Além de controlar a ação dos mais próximos que atuam no mesmo mercado e utilizam estratégias parecidas com a da empresa, esta deve ainda se preocupar com os mais longínquos. Kotler (1999, p.113) sugere que "a principal ameaça a qualquer empresa
não vem de seus concorrentes atuais, mas dos concorrentes potenciais", principalmente no que diz respeito a incorporação de novas tecnologias.
Na análise do perfil do concorrente alguns pontos devem ser analisados: os objetivos, estratégias, pontos fortes, fracos e padrões de resposta. Neste sentido Kotler (1999, p.114,
figura 5.4) define algumas perguntas a serem feitas a respeito do concorrente.
Objetivos
0 concorrente está buscando lucratividade imediata? Crescimento de sua
participação de mercado? Liderança tecnológica?
0 concorrente está interessado em investidas agressivas ou na coexistência
pacifica? Estratégias
Como o concorrente está tentando vencer: Com preços mais baixos? Maior qualidade? Melhor atendimento? Custos mais baixos?
As ações do concorrente são orientadas basicamente para o curto ou para o
Pontos fortes e fracos
Em que o concorrente é melhor do que a própria empresa? Que fraqueza principal do concorrente se pode explorar?
Padrões de resposta
Como o concorrente vai reagir se os preços forem elevados? E se forem baixados?
Como o concorrente vai reagir se os orçamentos corn promoções forem aumentados agressivamente ou o tamanho da força de vendas?
Através desta análise, sera possível à empresa determinar quais concorrentes deve atacar e quais evitar.
2.4
Importância
da
informação
Oliveira (1999, p. 38), define informação como o conjunto de dados que se tratados de maneira correta fornecem ao administrador a base necessária para a tomada de decisão.
Nos mercados cada vez mais competitivos os executivos enfrentam decisões dificeis para resolver seus problemas de marketing. Em poucos casos estes executivos tern a sua disposição todas as informações que gostariam, para que evitem confiar apenas na intuição. possível obter informações para melhorar a qualidade da tomada de decisão, enfatiza McCarthy (1997, p.28)
O propósito básico da informação é o de habilitar a empresa a alcançar seus objetivos pelo uso eficiente dos recursos disponíveis, nos quais se inserem pessoas, materiais, equipamentos, tecnologia, dinheiro, além da própria informação. Nesse sentido, a teoria da informação considera os problemas e as adequações de seu uso eficiente, eficaz e efetivo pelos executivos da empresa (McCARTHY 1997, p.28).
preocupações, pois um aumento no custo marginal diminui a utilidade marginal da informação e a redução dos custos de informação limita a abrangência da informação.
Nesse particular, a preocupação maior deveria residir em descobrir o nível ótimo da geração da informação, ou seja, de utilidade efetiva, pois incorpora o conceito de valor, que
sempre embute certa subjetividade. Por sua vez, o custo pode ser mais facilmente determinado. Além de seu propósito, deve-se considerar o valor da informação, o qual está associado ao seu uso final. "Sua qualificação evidencia-se à medida que possibilita a redução do grau de incerteza quando da tomada de decisão pelo seu gestor, permitindo melhoria na qualidade das decisões". (OLIVEIRA, 1999, p. 37)
A batalha de hoje segundo Kotler (1999, p.119), é pela propriedade da informação. possível copiar equipamentos, produtos e procedimentos dos concorrentes, mas não é possível copiar as informações. Estas informações podem ser sua principal vantagem competitiva.
2.4.1
A era da
informação
De acordo com Kaplan (2000, p. 45), "hoje a informação é o maior capital que uma empresa pode possuir". Vivemos a era da informação e as empresas precisam adaptar-se a esta nova realidade. As empresas que pretendem prosseguir no mercado devem aprender a oferecer produtos e serviços a diversos segmentos de clientes sem prejudicar-se pela personalização da produção e baixo volume.
nervoso digital de categoria mundial de tal forma que a informação possa fluir com facilidade através de suas empresas para um máximo
e
constante aprendizado.Um sistema de informação acrescenta Gates (1997, p.97), "não responde todas as perguntas, mas, liberta a empresa de uma série de processos lentos
e
ineficazes dando tempoe
subsídios
ao executivo para que este possa pensar nestas questões". As informações tambémpropiciam dados impulsionadores de idéias permitindo uma melhor visão do aparecimento de novas tendências.
2.4.2 Satisfação
dos clientes
Segundo Kotler (1998, p.110):
[...] mercados cada vez mais competitivos exigem dos executivos uma
preocupação maior no que diz respeito à conquista de clientes. Hoje, mais que expandir seus mercados as empresas estão se concentrando em solidificar mais e mais sua relação com seus clientes e para isso é preciso obter informações sobre ele, conhece-lo e pensar como ele. Se não está pensando no cliente não se está pensando.
"0 ressurgimento do marketing customizado, praticado antes da revolução industrial
onde os
artesões
fabricavam os itens um a um para cada pedido de compra tornar-se-ão uma realidade." (KOTLER, 1998, p.110). Hoje, em alguns casosé possível
encomendar a produção de uma linha especial de um produto, produtos sob medida ou exclusivos.Tanto a retenção quanto a captação de clientes são
determinadas
pelo atendimento As necessidades dos clientes. Indicadores de satisfação dos clientes fornecem feedback sobreo
2.4.3
Vantagem competitiva
O histórico feito por Desatnick (1995, p.72) considera que:
"nos últimos vinte anos é possível perceber claramente uma modificação no comportamento dos consumidores. Os consumidores que com razão insistiram para receber aquilo por que pagaram, certamente não abrirão mão deste direito."
Além destas mudanças percebe-se também uma modificação em fatores
demográficos, tecnológicos, politicos, culturais enfim, em todo
o
macro ambiente das
empresas.
As empresas que
terão sucesso serão aquelas que mais rapidamentereconhecerem
estas mudanças
e
preparam-se plenamente para enfrentar a nova realidade com os mais altos
padrões de serviços oferecidos aos clientes.
Não importa
o
tamanho ou
o
ramo de atividade da empresa. Tentar competir baseado
apenas no produto ou no preço é insuficiente, pois a diferenciação de produtos esta cada vez
mais dificil. O fator distintivo
é
raramente a superioridade dos produtos. 0 segredo está nos
serviços
e
na atenção aos clientes.
2.4.4 Segmentação
de mercado
Segundo Desatnick (1995, p.73), pode-se dizer que
é
preciso conhecere
"pensar no mercado, no cliente, no produtoe
na organização" para alcançar os objetivos da organ
ização.A respeito deste conhecimento sobre clientes
e
sua necessidades, Las Casas (1997, p.67) "considera queo
administrador deve sempre pensar em uma forma de atuar no mercado visando alcançar os objetivos da empresa." Para issoé
preciso definir claramenteo
mercado. Para uma empresa vender seus produtos em um mercadoé
preciso identificar as necessidades deste mercado em relação aos produtos a serem vendidos. Depois de identificada as necessidades do mercadoo
poder aquisitivo deste mercado deve ser avaliado para saber se este possui condições de adquirir os produtos ou serviços em questão.Os mercados consistem em compradores, que diferem de várias formas — quanto aos desejos, recursos, localidades, atitudes de compra e práticas de compras. Como os compradores têm necessidades e desejos próprios, tudo funciona como se cada um deles fosse um mercado potencial em separado. Portanto, a forma ideal seria o vendedor planejar um programa de marketing separado para cada comprador (KOTLER, 1998, p.160 e 162).
Hoje, produtos
e
serviços tendem a serem mais adaptados para atender As necessidades especificas dos grupos homogêneos de consumidores. Diante disto As técnicas de posicionamento de produtos nos mercados alvo ganham força, relatou Cobra (1992, p.112).2.5 Diferenciação da produção
A
medida queo
mix de produtose
a produção de uma empresa se expandem, estaverifica a necessidade de agregar mais valor a seus produtos vendidos. Para Porter (1989, p. 167):
[...] a inovação no produto pela indústria, pode permitir que ele atenda a novas necessidades, pode melhorar a posição da indústria em relação aos substitutos e pode reduzir a necessidade de produtos complementares escassos ou dispendiosos.
indústria".
Esta vantagem busca atender consumidores antes
excluídosde seu
grupode
interesse de clientes.
0 significado
fundamental de
novossegmentos de compradores para
evoluçãoda
industria 6que as exigências para atender estes novos compradores, segundo Porter
(1989, p.168)"podem ter urn impacto fundamental na estrutura da
industria" eem
mixde produtos
oferecidos pela empresa.
Existem ainda outros aspectos que deve ser analisado na
diferenciação,no que diz
respeito, as
própriasmudanças de
hábitoda
população.Conforme Porter
(1989, p.164): [...] A demanda em relação ao produto de uma indústria é afetada pelasvariações que qualquer sociedade experimenta no decorrer do tempo quanto aos estilos de vida, aos gostos, As filosofias e As condições sociais da
população compradora.
2.6
Market share
Toda a atividade competitiva
énorteada por um posicionamento frente ao mercado
de atuação. Assim sendo, a concorrência
émuito forte
e influenciadoradas
definições eestratégias
a serem tomadas. Portanto, toda empresa, produto ou serviço acaba criando um
market share,
ou seja, uma
participaçãode mercado diante da sua
atuação.Esta
participaçãopode ser apresentada diante de diferentes aspectos como: uma
empresa possuir um alto
market sharede sua marca, um médio de seu produto
eum baixo em
termos
de valor de
comercialização —preço. No presente
trabalho,analisaremos apenas a
participação
em termos de
comercialização.Kotler
(1998, p.150) afirma que :Além de estimar a demanda total e a demanda de uma Area do mercado, a empresa deve ficar a par das vendas concorrentes do mesmo setor em que
Neste sentido, devem-se
estimar
as vendase
aparticipação
de mercado das concorrentes,com
afuialidade
deestimar
astendências
de alta ou baixa domercado, e
também o desempenho
daprópria
empresaKotler
(1998, P. 151)
aindadestaca que:
As associações comerciais e industriais geralmente coletam e publicam as vendas totais por setor, mas não as a vendas individuais das empresas. De posse destes dados, cada empresa pode avaliar seu desempenho com relação
indústria como uni todo.
No
presente
estudo, em virtude dadificuldade
deseparar, o
abate defrangos
doEstado
de Santa Catarina de suasvendas,
sera estimadoo consumo
dapopulação
residente no estado.Desta forma,
pode-se
verificarque
dividiro
mercadoe possuir
uma participação forte, requer daorganização
umequilíbrio
em suaatuação para apresentar
todos ospossíveis
elementos
participativos doprocesso
de formaequacionada,
pois assim,o
empreendimentoconseguirá,
diante de seu desenvolvimento, atingir patamarespositivos e
altamente3.1 Histórico
A Macedo, Koerich S.A. é uma empresa totalmente catarinense. Esta foi fundada em 13 de julho de 1973, sob a denominação de Frios Macedo Ltda. A empresa iniciou suas atividades abatendo 300 frangos por dia e contando com a participação de sete colaboradores funcionais.
Com o ingresso do Grupo Koerich na sociedade, em 1974, a empresa passou a ter a denominação de Macedo, Koerich & Cia Ltda. Inicia-se uma trajetória de muito trabalho e também muitas conquistas.
Com a construção de uma nova unidade, iniciada em 1975, e concluída em 1976, passou a ter uma capacidade inicial de abate de 3.000 frangos por dia. Ainda em 1976, teve inicio da produção vertical, com a construção das primeiras granjas próprias de frangos de corte.
Em 1980, foi iniciada a construção de uma fábrica de rações e de uma filial de distribuição em Joinville. Em 1982, foi construido o incubatório e a empresa foi ampliada passando a abater 1.500 frangos por hora.
Para aprimorar o atendimento aos seus clientes, a Empresa decide construir em julho de 1992 a central de distribuição do Sul do Estado, no município de Içara. Também neste ano a Empresa constrói a sua nova granja de matrizes em Bom Retiro, com o intuito de melhorar a qualidade na produção dos ovos incubáveis.
atendimento, a satisfação dos seus clientes
e
colaboradorese o
bem estar de todos que serelacionam com a Empresa.
Em 1994 a Macedo, Koerich iniciou a construção da sua unidade de compra
e
armazenamento de
grãos,
na cidade de Guarapuava no estado doParaná.
Nesse ano a Empresa também constrói duas novas centrais de distribuição: Norte do Estadoe
Planalto Serrano, nosmunicípio
de Araquarie
Lages respectivamente.No inicio de 1997, foi inaugurada uma nova central de distribuição em São Paulo.
expandindo as vendas da Empresa para fora do Estado de Santa Catarina. Em virtude do foco no mercado de Santa Catarina
e o
mercado externo, esta central foi posteriormente fechada.Em 1998,
o
incremento do Programa de Qualidade Total Macedo possibilitou a certificação internacional ISO 9001 (auditoria final em 26 de Junho de 1998). Certificação ISO 9001 em 09 de setembro de 1998, por um dos mais conceituados organismos certificadores do mundo, a TOVCERT, através de seu representante brasileiro, a empresaBRTOV.
Além da certificação ISO 9001,
o
Frigorifico foi inspecionado no HACCP (HazardAnalysis Critical Control Point), um sistema aplicável a indústrias de alimentos, que tem por objetivo identificar
e
avaliar os pontoscríticos
de controle do processo produtivo, garantindoa qualidade dos produtos
e
a saúde do consumidor.Assim, a Macedo, Koerich tornou-se um dos primeiros
frigoríficos
da América Latina a receber certificação ISO 9001e
HACCP.Em 2004, a empresa conta com uma capacidade de alojamento de 3,4 milhões de aves, cerca de 1500 colaboradores, uma produção semanal de 505.000 frangos.
A empresa no seu quadro funcional em 31/05/04 possui 1459 colaboradores, totalizando uma folha com encargos de R$ 899.857,00.
Distribuídos da seguinte forma:
Divisão
dos colaboradores da
Macedoor local
Area Industrial 1180
Matrizes 33
Comercial 79
Incubatário 28
Gran as 11
Armazena: em Grãos 5
Fabrica de Ra AD 42
Administrativo 81
Figura
1: Divisão dos colaboradores da Macedo por local Fonte: Macedo Koerich S.A. 20043.3 Unidades
da Empresa
A Macedo Koerich S.A. está dividida em nove filiais. A Matriz da empresa
está
localizada na Rodovia SC 407, Km 06, no bairro Santana do município de São José —
Sc,
CEP 88101-901. Neste Mesmo
endereço
estão localizadas as filiais, Frigorifico, onde aconteceo
abate de Avese
Comercialização dos mesmos in natura,e
a Central de Distribuição de Florianópolis — CDFL, que comercializa os produtos na Grande Florianópolis.UNIDADE DE ARMA ZEN AG EM (30 mil toneladas)
toneladas por ntis
•6 mi toneladas de es toc agent
FÁBRICA DE RAÇÃO
MERCADO
CENTRAIS DE DISTRIBUIÇÃO
r?
.FRIGORÍFICO
1
1-
G RA NJA S DE FRANGO
It
IN CUBATORIO1I
GRANJA DE MATRIZES
Figura 2: Fluxo Produtivo Fonte: Macedo Koerich S.A. 2004
3.3.1 Departamento de
GrãosEstas compras são feitas especialmente no estado do Paraná, sendo também efetuadas nos estados de Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, e esporadicamente via importação da Argentina.
Esta unidade iniciou suas atividades em 1994 e está localizada em Guarapuava - PR, uma região produtora de grãos utilizados nas rações. Atualmente, conta com a capacidade de
estocagem de 30 mil toneladas.
Esta unidade é responsável por alianças com produtores agrícolas, cooperativas e negociadoras de grãos em uma grande relação de parceria, que busca a vantagem para ambos os lados através da venda direta dos grãos para a indústria, ganhando em custo e qualidade. Atualmente quatro colaboradores da Macedo que coordenam o trabalho junto com a sociedade agrícola da região.
Diariamente esta unidade manda grãos para a fábrica de rações já com uma pré-análise de qualidade dos produtos.
Em 1999 foram realizadas alianças estratégicas para recepção, secagem e armazenamento de milho para Macedo Koerich S.A. A partir de março deste mesmo ano iniciaram-se ainda novas parcerias para recepção, processamento e estocagem de soja e prestação de serviços a outros.
3.3.2 Fábrica
de
Ração
A moagem, a dosagem e a peletização, principais processos de produção das rações, são automatizados. Toda matéria-prima, entretanto é analisada no laboratório da própria fábrica para verificação da qualidade e dos indices de nutrientes exigidos.
A fabrica dispõe ainda de um laboratório de patologia para análises necessárias ao bom desempenho do plantel e do frigorifico, de colhidos vivos e mortos, trazidos das granjas e do frigorifico.
3.3.3 Granja de Matrizes
Localizada em Bom Retiro - SC, a granja de matrizes da Macedo é responsável pela reprodução de ovos férteis que dardo origem aos "pintinhos de um dia". Nesta unidade estão alojadas 270.000 fêmeas e 30.000 machos, com a reprodução sendo feita naturalmente, com cada macho fazendo a cobertura diária média de 10 fêmeas que colocam cerca de 180 ovos por ano cada.
A localização na serra permite o trabalho em clima favorável à atividade, principalmente no verão, época em que as aves poderiam sofrer mais por causa do calor. Isso possibilita um trabalho com mais qualidade e melhores resultados.
As matrizes são compradas com um dia de idade de granjas especializadas que trabalham com avós importadas. As aves iniciam seu período produtivo com 24 semanas de idade e finalizam com 68 semanas.
Nestas granjas também temos o sistema de alimentação com comedouros automáticos e bebedouros tipo nipk.
3.3.4 Incubatório
Unidade chamada de DEPIN (Departamento de Produção de Pintos), iniciou suas atividades em 02/06/1983 e produz atualmente 1.400.000 pintos por mês. É a unidade que recebe ovos férteis da granja de matrizes e entrega pintos de um dia para as granjas de frango de corte.
Conta atualmente com 28 colaboradores que tern como principais atividades: classificação de ovos, incubação; transferência, nascimento, seleção, classificação por sexo, vacinação e higienização.
Com a implantação, em 1999, do 2° ciclo de produção das matrizes do Albardão no município de Palhoça, tive-se um ganho de produtividade, no ano, de 2,4 milhões de pintinhos. Atualmente, com esta melhoria obtida, não há mais necessidade de comprar pintinhos de terceiros.
Os principais projetos para o ano de 2004 estudam o aumento da capacidade de produção da unidade, ganho de qualidade no manejo dos ovos e pintinhos, que resultarão em maior índice de eclosão e maior ganho de peso por frango.
3.3.5
Granjas de Frangos de Corte
A capacidade total atual de alojamento da Macedo é de 3,4 milhões de aves em granjas de frango de corte que estão instaladas em vários municípios da regido: em São José, Palhoça, Angelina, Anitápolis, Rancho Queimado, São Bonifácio, Paulo Lopes, e Aguas Mornas, em urna distância máxima de 100 km da fábrica de rações.
aviários e apenas a mão de obra é terceirizada. Na Integração, a empresa busca pequenos proprietários rurais e viabiliza, através de bancos de desenvolvimento, o financiamento das instalações. 0 investimento fica sob responsabilidade do integrado.
Os pintos chegam com apenas um dia na granja e são alojados no aviário onde ficarão até o dia do abate. 0 alojamento é em separado para os machos e as fêmeas, pois cada sexo tem necessidades diferentes de alimentação e demais tratamentos.
0 tempo médio para o abate é de 44 dias para os machos e de 47 dias para as f'e'meas. Por ser menor, a fêmea permanece mais tempo para atingir o peso ideal de abate.
A mão de obra é muito importante para a criação do frango. 0 resultado está fortemente ligado à capacidade do criador, bem treinado, dedicado e comprometido com os padrões de qualidade exigidos. Os parceiros têm curso técnico agrícola, o que facilita a comunicação, o desenvolvimento da parceria e o alcance de bons resultados.
Figura 3: Granja de Corte
Fonte: Macedo Koerich S.A. 2004
O Laboratório de Patologia analisa a qualidade de nossa matéria-prima (frango vivo) e do produto final, auxiliando a eficiência do monitoramento por técnicos e apontando resultados que servem como base para decisões operacionais e estratégicas na empresa.
No laboratório de bromatologia é analisada a qualidade das matérias-primas das rações, controlando os indices de nutrientes presentes. É analisada ainda, amostra de rações prontas, monitorando-se a eficiência do processo. Desta forma garante-se a qualidade da alimentação das aves.
A tecnologia de nutrição, manejo e ambiência são desenvolvidas no CPT (Centro de Pesquisa Tecnológica), situado na Granja MFA (Terra Fraca - Palhoça), que possui um galpão dividido em 176 boxes com cerca de 50 aves cada, para o estudo altamente controlado de
novas técnicas para a melhoria continua da produtividade, eficiência e eficácia de nossos produtos.
Todos os galpões possuem sistema de climatização para adequar a temperatura as necessidades de conforto do frango. 0 forro dos galpões serve para uma melhor homogeneidade de temperatura no interior dos aviários (efeito semelhante ao forro de uma casa). As paredes laterais dos aviários são dotadas de cortinas que podem ser erguidas ou abaixadas, controlando a entrada de luz natural e a ventilação. Outros recursos para atingir as melhores condições são ventiladores e campanulas de gás (para aquecimento).
Os comedouros são automáticos e, quando atingem um nível minim), um sensor os aciona para abastecimento. A água é fornecida por pressão em dois sistemas. 0 primeiro é o bebedouro niple (forma de chupeta) na maioria dos galpões e o segundo em forma de
bebedouro de pressão, nos demais.
A
Macedo, Koerich
S.A. possui uma unidade de abate, chamada Frigorifico. Esta
unidade é onde trabalham aproximadamente
2/3
dos colaboradores funcionais da
Macedo.
A
capacidade
de abate é de aproximadamente
11.500
frangos por hora e atualmente abate-se
505.000 cabeças
por semana, em dois
turnos
de
8
horas e
48
minutos com uma capacidade de
estocagem
de aproximadamente
650 toneladas.
A unidade industrial da
Macedo
foi certificada pelas normas da ISO
9001
em
1998
pela
TOV
CERT, entidade
alem
ã
muito
respeitada pela seriedade de seu trabalho. No mesmo
momento, o Frigorifico também foi certificado no
HACCP,
pela mesma entidade.
Nesta unidade chega o
frango
vivo que após ser processado
sairá
embalado resfriado
ou congelado, para as Centrais de
Distribuição.
Atualmente a
produção
é de
90%
de cortes e
10%
de inteiros.
As
principais
atividades de processamento
são:
abate, processamento, embalagem,
estocagem
e
expedição
de produtos de frango e
produção
de subprodutos. Os efluentes
são
tratados em lagoas de
decantação,
sendo dispensados A. natureza somente
após
totalmente
livres de contaminados.
Em
1999,
foi aumentada a capacidade do frigorifico com a
conclusão
do novo Setor
de Farinhas e Oleos
(SFO),
nova caldeira e nova sala de
máquinas,
dando maior capacidade
de processamento e de
aproveitamento
de subprodutos.
Em
2004,
está sendo trabalhada a
adequação
do
frigorifico
para
exportação
à
União
Européia e o aumento da
produção
de
bandejas.
Cabe salientar que a pesquisa proposta se deterá nesta unidade e na unidade
administrativa onde os dados de coletas serão obtidos.
•
Descarregamento:
Nesta fase osfrangos
chegam nas granjas acondicionados emgaiolas
plásticas.
Em média,o
transporte dosfrangos
das granjasaté
o
frigorifico, requer aproximadamente45
minutos. A idade de abate dos frangos normalmente acontece entre44
e
47
dias.•
Colocação dos frangos na nórea (gancho):
Após
serem tirados da gaiola, os frangossão
pendurados pelospés
nan6rea.
•
Sangria:
Nessa fase os frangos passam por um atordoamento elétrico para que passempela
lâmina
anestesiadose
não
sofram, propiciando maior qualidade na textura de sua came. A sangriaé
uma etapa muito importante, porque tem que ser bem executada para queo
produto tenha qualidade.•
Escaldagem: Aqui
o
frango
passa por um tanque deescaldagem
comAgua
quente(57°
C)para
que abram seus poros para facilitar a fase seguinte queé
a retirada daspenas, ou como
é
chamada nofrigorifico depenagem.
•
Depenagem:
0
frango passa por umadepenadeira
totalmente automatizada.Após
o
processo,
o
frangoé
checadoe
sai totalmente depenado.•
Evisceração
Automática: Nesta faseo
frango passa por diversos processos: retirada da cloaca; abertura abdominal;evisceração; inspeção
doSIF (Serviço
deInspeção
Federal
-
Ministério da Agricultura) para assegurar a qualidade do frango;remoção
de papoe
traquéia; remoção dospulmões;
corte do pescoço; limpezae
repasse final.• Chiller
(resfriador): 0
chiller é um grande tanque comágua
com diferentestemperaturas, separadas em compartimentos.
0
objetivo desse processoé
fazer com que os frangos passem por um processo gradual de resfriamento.0
processo requer aproximadamente35
minutos.•
Acondicionamento:
Depois de embalado,o
frango
é
acondicionado de acordo como
• Encaixotagem: Depois de embalado,
o
frangoé
encaixotado em caixas de papelão.• Túnel
de Congelamento:
Os produtos atingem a temperatura ideal de estocagem nos túneis de congelamento que trabalham com uma temperatura em torno de -25° C. Produtos resfriados permanecem de 2,5 a 4 horase
os congelados de 4 a 6 horas, dependendo do produtoe
da embalagem.• Câmaras
frigorificas:
Após
a etapa anterior, as caixas são encaminhadas para as câmaras frigorificas. As temperaturasdependerão
do tipo de frango: resfriado ou congelado.• Expedição
para as centrais de
distribuição: Após atingir a temperatura ideal, os Frangos Macedo são encaminhados as centrais de distribuição.3.3.7
Centrais de
Distribuição
A Macedo Koerich S.A. possui cinco centrais de distribuição, que recebem os produtos do frigorifico
e
entregam para cerca de 4.100 clientes ativos aomês.
As centrais de venda, estão estrategicamente divididas da seguinte forma.3.3.7.1 CDFL —
Central de
Distribuição
da Grande
Florianópolis
Clientes ativos atendidos em média:
1220 clientes/ mês na regido da Grande Florianópolis. Iniciodas atividades:
1992.Capacidade de
estocagem: utilizao
estoque do frigorifico, em virtude de sua proximidade. Participaçãono volume total em kg de vendas da
Macedono Mercado Interno:
35,28 %Clientes ativos atendidos em média:
950 clientes/ mês no Vale do Itajai e do Norte do estado de Santa Catarina.Inicio das atividades:
1976.Capacidade de
estocagem: 60 toneladas.Participação
no volume total em kg de vendas da
Macedono Mercado Interno:
27,61 %3.3.7.3 CDSE —
Central de
Distribuição
do Sul do Estado
Clientes ativos atendidos em média:
880 clientes/ mês no Sul do Estado de Santa Catarina.Inicio das atividades:
1992.Capacidade de
estocagem: 60 toneladas.Participação
no volume total em kg de vendas da
Macedono Mercado Interno:
18,77 %3.3.7.4 CDPS —
Central de
Distribuição
do Planalto Serrano
Clientes ativos atendidos
em média: 1050 clientes/ Ines no Planalto Serrano Catarinense.Inicio das atividades:
1992.Capacidade de
estocagem: 60 toneladas.Participação
no volume total em kg de vendas da
Macedono Mercado Interno:
18,34 %3.4 Compromissos da Macedo com seus clientes
•
Fornecer
oproduto
sempreao preço
dopedido, independente
dasvariações
depreço
que
venham aocorrer
após. suaefetiva950;
Garantir
o atendimento constante
ecom
altopadrão
dequalidade;
• Garantir a entrega dos
pedidos efetivados;
•
Apoiar
acomercialização
dos seus produtosatravés
deações
decomunicaglo;
•
Prestar serviço
depás-venda;
Este capitulo tem como objetivo descrever os
concorrentes e
consumidores da
empresa
Macedo Koerich
S.A.,
com o intuito
de facilitar a
compreensão
do ambiente no qual
a empresa
está inserida.
4.1 Concorrentes
Os
concorrentes são organizações
que oferecem produtos ou
serviços idênticos
ou
similares aos da
organização
em
questão. Quando
as
organizações
competem pelos mesmos
consumidores
e tentam
ganhar
participação
de mercado, todos devem reagir a antecipar as
ações
de seus concorrentes.
Para
determinar
suas
decisões,
as empresas
necessitam também
de
informações
precisas sobre seus concorrentes. Além de controlar a
ação
dos mais
próximos
que atuam no
mesmo mercado
e
utilizam estratégias parecidas com a da empresa, a mesma deve se
preocupar
com os mais
longínquos.
Os principais
concorrentes
no mercado de Santa Catarina
são:
A Sadia, a
Perdigão,
a
Agroavicola Vêneto,
a Aurora
e
a Seara Alimentos. As demais empresas
são
concorrentes
indiretas da
Macedo Koerich
S.A no mercado externo,
e
nos planos de
expansão
em longo
prazo.
empresas apresentam um alto grau de competitividade proporcionada pela sua escala
e
poder
econômico. Além destas empresas, existem os concorrentes regionais, que são microempresas
e
empresas de pequeno porte que atuam apenas em sua cidade ou região.
Abaixo podemos observar a produção das empresas produtoras de frango. A Macedo
Koerich S.A. representa apenas 0,60% do total de produção, porém em Santa Catarina a se
destaca com grande participação de mercado, conforme sell verificado no cdculo de
participação de mercado.
1.6a:
CABEÇAS ABATIDAS
EMPRESA PARTICIPAÇÃO
SAI31A 479.900.928 12,92
PERDIGÃO 427.439.592 11,51
SEARA 246 151.173 6,63
FRANGOSUL 237.804.287 6,40
AVIPAL 213.950. 5,76
DAGRANJA 95.784.494 2,58
AURO 87.567.045 2,36
PENA BRANCA 72.163.169 1,94
COPACOL 56 438 391 1,52
PIF PAF 48.561.267 1,31
iA o 48.426.390 1,30
BIG FRANGO 41.881.434 1,13
'COOP. AOROPEC.LAR 6.209904 0,98
PENASUL 36.157.413 0,97
COOPAVEL 2, 346 218 0,87
AVÍCOLA PAULISTA 22.421.847 0,60
CEJ KOERICH 2 41.585 ,59
AGRO VÊNETO 21.520.544 0,58
--COSSISA_ 7.774,666.
TOTAL ASSOCIADOS 2.234.340.795 60,16
Irmo
19,84TOTAL GERAL 3.753.805.958 100,00
Figura 4: Produção em kg dos abatedores de frango - 2003
A maioria dos competidores da Macedo Koerich S.A. são empresas muito bem estruturadas que estão no mercado muito tempo. Desta forma a competição entre elas acontece de forma ética, e portanto não utilizam seu poder econômico de forma a prejudicar as outras.
4.2
Consumidores
O perfil de clientes da marca Macedo Koerich S.A. não apresenta diferenças significativas em relação ao conjunto de clientes de outras marcas concorrentes. Diferenças significativas também não são observadas entre clientes habituais e clientes eventuais dessa marca.
Em outras palavras, o perfil dos clientes Macedo reflete o perfil dos consumidores de carne de frango, de modo geral. Nenhuma característica de perfil evidencia-se com caráter de única entre os clientes da Macedo, de tal forma que permitisse agregar uma imagem diferencial à marca, ou supor que ela atraísse, por meio de sua imagem, uma parcela de público diferenciado.
A categoria de produtos do mercado de carne de frango tem o status de commodity.
Esforços de diferenciação por meio da ampliação horizontal da linha de produtos (cortes, temperados, caipira, etc) ou mesmo de sua verticalização (derivados e pratos prontos, caminho não adotado pela Macedo Koerich S.A.) ainda não conseguiram alterar o status da
categoria de carnes de frango em si (inteiro ou cortes), nem mesmo pela associação de imagem de marca que a verticalização bem sucedida da linha pudesse eventualmente trazer.
qual permite maiores diferenciações apenas em aspectos extrínsecos (embalagem.
comunicação, distribuição, trabalho da imagem de marca, preço, etc).
A variável preço poderia vir a ser um item que resultasse em diferenciação de perfil de público, porém, mesmo as diferenças de preços nesta categoria caracterizada como
commodity, costumam ser pequenas.
Os aspectos intrínsecos, o produto em si, permitem pouca diferenciação. mas são logo seguidas por outras. Algumas dessas diferenciações alcançam, por vezes, apenas pequenas parcelas de público.
Não existe um nível de exclusividade ou mesmo de fidelidade dos consumidores em relação As marcas de carne de frango que consomem. Segundo uma pesquisa de perfil e satisfação dos consumidores de frango realizada pela empresa Mapa, à Macedo Koerich S.A. em 2003, apenas cerca de 5% dos clientes Macedo são exclusivos desta marca, que ainda assim é a que apresenta o maior grau de exclusividade, a segunda marca representa apenas 0,6% dos casos. Em geral, o público é cliente de mais de uma marca e este é um comportamento comum a 72% do público pesquisado.
Durante esta pesquisa, foi perguntado aos consumidores Qual a melhor marca de frango do mercado. A empresa Macedo Koerich S.A. é percebida como a melhor marca de frango por 47% das pessoas entre o público pesquisado. A empresa Sadia ocupa a segunda
4
6%
Na sua opinião, qual a melhor marca de frango?
Total Clientes habituais Macedo
MACEDO
Sadia
47z, MACEDO
16% Sadia 6%
Perdigão 10 Perdigão 3%
Seara 5% Seara 1%
Agrovêneto Agrovêneto 2%
Outras marcas 1 I Outras marcas 4%
Nenhuma 2% Nenhuma
Não sabem 1% Não sabem
0% 20% 40% 60%
Bases: Total: 1070 entrevistados
Periodo: 24/09 a 07/10 de 2003
Fonte: Instituto MAPA
Clientes não habituais Macedo
MACEDO Sadia Perdigão Seara Agrovêneto Outras marcas Nenhuma Não sabem
0% 10% 20% 30% 40%
Bases. Clientes não habituais Macedo:
602 entrevistados
Periodo: 24/09 a 07/10 de 2003
Fonte' Instituto MAPA
0% 30% 60% 90% Bases: Clientes habit. da Macedo:
358 entrevistados
Periodo: 24/09 a 07/10 de 2003
Fonte: Instituto MAPA
Não clientes Macedo 4.--
MACEDO 9%
Sadia 27%
Perdigão 11%
Seara 10%
Agrovèneto
Outras marcas 26'
Nenhuma 4'3/0
Não sabem 4%
0% 10% 20% 30% 40% Bases: Não clientes Macedo:
110 entrevistados
Periodo: 24/09 a 07/10 de 2003
Fonte: Instituto MAPA
Figura 5: Na sua opinião, qual a melhor marca de frango?