Michel Oliveira Gouveia
Michel Gouveia
Prof. Michel Gouveia
Professor Michel Gouveia / Previtube
Financiamento do Sistema da
Seguridade Social
Financiamento
Seguridade Social
Introdução.
Como todo e qualquer sistema no mundo, a seguridade
social brasileira precisa de aportes financeiros para
poder custear os serviços e seus benefícios.
Esses
aportes
financeiros,
podemos
chamar
de
financiamento ou regras de custeio da seguridade social.
Financiamento
Seguridade Social
O custeio da seguridade social é
identificado
pela
expressão
“financiamento da seguridade social”
Custeio e financiamento são a mesma
coisa.
Financiamento
Seguridade Social
As contribuições sociais “são as mais
relevantes, as que pesam nos bolsos e
recheiam os cofres do Estado”
(Coêlho, Sacha Calmon Navarro. Curso de Direito tributário brasileiro).
Financiamento
Seguridade Social
De acordo com o STF (RE 138.248-8, Min. Carlos
Velloso), as contribuições sociais são dividas
entre:
Contribuições Sociais Gerais (sistema “S”)
Contribuições de Seguridade Social (art. 195,
inciso I ao IV, da CF)
Contribuições Sociais residuais (art. 195, § 4º, da
CF)
Financiamento
Seguridade Social
As
contribuições
previdenciárias
possuem natureza jurídica tributária,
tendo em vista que estão sujeitas ao
regime constitucional dos tributos;
Os segurados e as empresas são os
principais contribuintes, tendo em
vista o princípio da solidariedade.
Financiamento
Seguridade Social
Solidariedade:
Nas palavras de Carlos Alberto Pereira de Castro e João
Batista Lazzari:
“Assim, como a noção de bem-estar coletivo repousa na
responsabilidade de proteção de todos os membros da
coletividade, somente a partir da ação coletiva de
repartir os frutos do trabalho, com cotização de cada
um em prol do todo, se permite a subsistência de um
sistema previdenciário.”
Financiamento
Seguridade Social
A forma de financiamento da Seguridade
Social vem regulada pela :
CF/88;
Lei 8.212/91;
Decreto 3.048/99;
IN 971/09 da SRF.
Financiamento
Seguridade Social
O financiamento da seguridade social é
definido pelo artigo 195 da Constituição
Federal/88.
Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, e das seguintes
Financiamento
Seguridade Social
Art. 195:
I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre:
a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício;
b) a receita ou o faturamento; c) o lucro;
Financiamento
Seguridade Social
Art. 195:
II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 201:
III - sobre a receita de concursos de prognósticos.
IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar.
Financiamento
Seguridade Social
Receita ou Faturamento
PIS (Programas de Integração Social e de
Formação do Patrimônio do Servidor Público –
PIS/PASEP)
COFINS (Contribuição para Financiamento da
Financiamento
Seguridade Social
Sobre o Lucro:
A Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) é
um imposto de competência da União, aplicado
sobre a renda e proventos de qualquer natureza,
tendo
como
fato
gerador
a
aquisição
da
disponibilidade econômica ou jurídica.
Financiamento
Seguridade Social
Por ser um sistema contributivo, a Constituição
Federal, veda a criação ou majoração de benefícios
ou serviços sem a criação da respectiva fonte de
custeio.
Art. 195:
§ 5º Nenhum benefício ou serviço da
seguridade social poderá ser criado,
majorado
ou
estendido
sem
a
Financiamento
Seguridade Social
Fazem parte para o financiamento da seguridade
social, nos termos da Lei 8.212/91, as seguintes
fontes de financiamentos:
Art. 11. No âmbito federal, o orçamento da Seguridade
Social é composto das seguintes receitas:
I - receitas da União;
II - receitas das contribuições sociais; III - receitas de outras fontes.
Financiamento
Seguridade Social
Fazem parte para o financiamento da seguridade
social, nos termos da Lei 8.212/91, as seguintes
fontes de financiamentos:
Art. 11.
Parágrafo único. Constituem contribuições sociais:
a) as das empresas, incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados a seu serviço;
b) as dos empregadores domésticos;
c) as dos trabalhadores, incidentes sobre o seu salário-de-contribuição;
d) as das empresas, incidentes sobre faturamento e lucro; e) as incidentes sobre a receita de concursos de prognósticos.
Financiamento
Seguridade Social
A contribuição previdenciária dos trabalhadores são
calculadas com base no salário de contribuição,
cujo valor é totalidade da remuneração auferida
em uma ou mais empresas, sempre, em qualquer
caso, limitada ao teto previdenciário.
As alíquotas de contribuições previdenciárias
podem variar entre 2% a 20%.
Financiamento
Seguridade Social
Os trabalhadores em geral financiam a Seguridade
Social através de contribuições previdenciárias, que
tem por base de incidência da alíquota de
contribuição previdenciária, o respectivo salário de
contribuição.
Financiamento
Seguridade Social
Quem são os segurados?
Individuais: qualquer pessoa que exerce atividade remunerada lícita, sem relação de emprego (ex. profissionais liberais, empresários);
Empregados: toda é qualquer pessoa que tem relação de emprego (art. 3º da CLT);
Avulsos: presta serviço sem vínculo empregatício para diversas empresas, com intermediação do sindicato da categoria (Ex. OGMO);
Facultativos: não exercem atividades remuneradas e
Salário de Contribuição
O Salário de Contribuição é valor que
serve de base para incidência das
alíquotas
das
contribuições
previdenciárias e é a base para o
cálculo do salário-de-benefício.
Salário de Contribuição
O art. 28 da Lei 8.212/91, define o
que é o Salário de Contribuição.
Salário de Contribuição
I - para o empregado e trabalhador avulso: a
remuneração auferida em uma ou mais empresas,
assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos,
devidos ou creditados a qualquer título, durante o
mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que
seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos
habituais
sob
a
forma
de
utilidades
e
os
adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer
pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo
tempo à disposição do empregador ou tomador de
serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda,
de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou
sentença normativa.
Salário de Contribuição
II - para o empregado doméstico: a
remuneração registrada na Carteira de
Trabalho e Previdência Social, observadas as
normas
a
serem
estabelecidas
em
regulamento para comprovação do vínculo
empregatício e do valor da remuneração;
Salário de Contribuição
III - para o contribuinte individual: a remuneração
auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício
de sua atividade por conta própria, durante o mês,
observado o limite máximo.
IV - para o segurado facultativo: o valor por ele
declarado, observado o limite máximo.
Salário de Contribuição
O salário de contribuição é totalidade dos rendimentos do mês.
Exemplo: 2 empregos.
No primeiro ganha R$ 1.500,00 No segundo ganha R$ 1.750,00 Total do mês = R$ 3.250,00
A contribuição será sobre a totalidade dos rendimentos
Salário de Contribuição
O limite mínimo do salário-de-contribuição
corresponde ao piso salarial legal ou
normativo da categoria ou, INEXISTINDO
ESTE, ao salário mínimo, tomado no seu
valor mensal, diário ou horário;
O limite máximo do salário-de-contribuição
é aquele publicado mediante portaria do
Ministério da Previdência sempre quando
ocorrer alteração no valor dos benefícios,
atualmente a tabela de Contribuição
encontra-se da seguinte forma:
Salário de Contribuição
Salários de Contribuição
Alíquotas
Até R$ 1.751,81
8%
De R$ 1.751,82 até R$ 2.919,72
9%
De R$ 2.919,73 até R$ 5.839,45
11%
Tabela de contribuição dos segurados empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso, para pagamento de remuneração a partir de 1º de Janeiro de 2019.
Salário de Contribuição
Salários de Contribuição
Alíquotas
R$ 998,00
5%*
R$ 998,00
11%**
De R$ 998,00 até R$ 5.839,45
20%
Tabela de contribuição dos segurados contribuinte individual e facultativo. a partir de 1º de Janeiro de 2019.
*Alíquota exclusiva do microempreendedor individual e do segurada (o) facultativo que se dedique exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência.
Salário de Benefício
Códigos de Guias: 1007 - Individual
Alíquota de 20% entre o salário mínimo e o teto.
Direito a aposentadoria por tempo de contribuição e direito a CTC. 1163 – Individual
Alíquota reduzida de 11% somente sobre o salário mínimo. Não conta para tempo de contribuição e nem CTC.
1406 – Facultativo
Alíquota de 20% entre o salário mínimo e o teto. Direito a aposentadoria por tempo de contribuição. 1473 – Facultativo
Alíquota reduzida de 11% somente sobre o salário mínimo. Não conta para tempo de contribuição e nem CTC.
Salário de Contribuição
O art. 28 da Lei 8.212/91:
§7º
O
décimo-terceiro
salário
(gratificação natalina) integra o
salário-de-contribuição, exceto para o cálculo
de benefício, na forma estabelecida em
regulamento.
Salário de Contribuição
Art. 28 da Lei 8.212/91:
§
9º
Não
integram
o
salário-de-contribuição para os fins desta Lei,
exclusivamente:
a) os benefícios da previdência social,
nos termos e limites legais, salvo o
salário-maternidade;
Salário de Contribuição
Art. 28 da Lei 8.212/91:
§
9º
Não
integram
o
salário-de-contribuição para os fins desta Lei,
exclusivamente:
b) as ajudas de custo e o adicional mensal
recebidos pelo aeronauta nos termos da
Salário de Contribuição
Art. 28 da Lei 8.212/91:
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente:
C). Parcelas “in natura”. Ex. Vale refeição, ainda que pago em dinheiro;
D) O valor corresponde a 1/3 sobre férias, inclusive indenizadas;
Financiamento
Seguridade Social
Financiamento da Seguridade Social,
mediante contribuições sociais por
parte das empresas e equiparadas a
Financiamento
Seguridade Social
Lei 8.212/91
Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de:
I - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa.
Art. 22 – 8.212/91
II atividade especial (art. 57 e 58 da 8.213/91) (GILRAT)
(...) sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos:
a) 1% (um por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante o risco de acidentes do trabalho seja considerado leve; b) 2% (dois por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado médio;
c) 3% (três por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado grave.
Financiamento
Art. 22 – 8.212/91
III -
vinte por cento
sobre o total das
remunerações
pagas
ou
creditadas
a
qualquer título, no decorrer do mês, aos
segurados
contribuintes individuais
que lhe
prestem serviços;
Financiamento
Como fica o cálculo?
Folha de pagamento
R$ 200.000,00
Contribuição patronal 20%
R$ 40.000,00
SAT/RAT 3%
R$ 6.000,00
Salário Educação 2,5%
R$ 5.000,00
Contribuições de terceiros 3,3%
R$ 6.600,00
Total
R$57.600,00
Exemplo extraído do livro Prática Previdenciária para Empresas – Felipe Clement e Juliana Xavier
Não se aplica para as empresas tributada pelo Simples
Art. 22 – 8.212/91
§ 6º A contribuição empresarial da associação
desportiva que
mantém equipe de
futebol
profissional destinada à Seguridade Social, em
substituição à prevista nos incisos I e II deste
artigo, corresponde a cinco por cento da receita
bruta, decorrente dos espetáculos desportivos de
que participem em todo território nacional em
qualquer modalidade desportiva, inclusive jogos
internacionais, e de qualquer forma de patrocínio,
licenciamento de uso de marcas e símbolos,
publicidade, propaganda e de transmissão de
espetáculos desportivos.
Financiamento
Lei 8.212/91
Art. 23. As contribuições a cargo da empresa provenientes do
faturamento e do lucro, destinadas à Seguridade Social, além do
disposto no art. 22, são calculadas mediante a aplicação das seguintes alíquotas:
I - 2% (dois por cento) sobre sua receita bruta, estabelecida segundo o disposto no § 1º do art. 1º do Decreto-lei nº 1.940, de 25 de maio de 1982, com a redação dada pelo art. 22, do Decreto-lei nº 2.397, de 21 de dezembro de 1987, e alterações posteriores;
II - 10% (dez por cento) sobre o lucro líquido do período-base, antes da provisão para o Imposto de Renda, ajustado na forma do art. 2º da Lei nº 8.034, de 12 de abril de 1990.
§ 1º No caso das instituições citadas no § 1º do art. 22 desta Lei, a alíquota da contribuição prevista no inciso II é de 15% (quinze por cento).
Financiamento
Empresa
tomadora
de
serviços
de
cooperados mediante cooperativa contribui
com 15% sobre o valor da nota fiscal/fatura
do mês.
Art. 201, inciso III, Decreto 3.048/99.
Financiamento
Financiamento
Seguridade Social
Empregador Doméstico
Recolhe 8,8% sobre o remuneração do empregado
doméstico a seu serviço, sendo:
8% de contribuição previdenciária e 0,8% referente
o financiamento da SAT/RAT
Financiamento
Seguridade Social
Exemplo:
Remuneração do empregado = R$ 2.000,00
Cota parte empregador: 2.000,00 x 8% = R$ 160,00
SAT/RAT empregador: 2.000,00 x 0,8% = R$ 16,00
Total de encargos cota parte empregador: R$ 176,00
Financiamento
Seguridade Social
DA CONTRIBUIÇÃO SOBRE A RECEITA DE CONCURSOS DE PROGNÓSTICOS (5% sobre a receita liquida)
Lei 8.21291
Art. 26. Constitui receita da Seguridade Social a contribuição social sobre a receita de concursos de prognósticos a que se refere o inciso III do caput do art. 195 da Constituição.
§ 1º O produto da arrecadação da contribuição será destinado ao financiamento da Seguridade Social.
§ 2º A base de cálculo da contribuição equivale à receita auferida nos concursos de prognósticos, sorteios e loterias.
§ 3º A alíquota da contribuição corresponde ao percentual vinculado à Seguridade Social em cada modalidade lotérica, conforme previsto em lei.
Financiamento
Seguridade Social
Outras Receitas Lei 8.21291
Art. 27. Constituem outras receitas da Seguridade Social: I - as multas, a atualização monetária e os juros moratórios; II - a remuneração recebida por serviços de arrecadação, fiscalização e cobrança prestados a terceiros;
III - as receitas provenientes de prestação de outros serviços e de fornecimento ou arrendamento de bens;
Financiamento
Seguridade Social
Outras Receitas Lei 8.21291
Art. 27. Constituem outras receitas da Seguridade Social:
V - as doações, legados, subvenções e outras receitas eventuais;
VI - 50% (cinqüenta por cento) dos valores obtidos e aplicados na forma do parágrafo único do art. 243 da Constituição Federal;
VII - 40% (quarenta por cento) do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo Departamento da Receita Federal;
Financiamento
Seguridade Social
PIS / PASEP
O PIS – Programa de Integração Social – foi
criado pela Lei Complementar 07, de
07/09/1970.
O PASEP – Programa de Formação do
Patrimônio
do
servidor
público
-
foi
instituído pela Lei Complementar 08, de
03/12/1970.
Financiamento
Seguridade Social
PIS / PASEP
Ambas as contribuições foram unificadas no
ano 1976, com a denominação especifica de
PIS/PASEP.
Tais contribuições financiam o sistema da
Seguridade Social, cujo objetivo é custear
as despesas com o seguro desemprego e o
pagamento do abono anual de um salário
mínimo para os empregados que ganham até
02 salários mínimos. (art. 239 da CF)
Financiamento
Seguridade Social
PIS / PASEP
As
contribuições,
também,
estão
regulamentadas pelas Leis 9.715/98 e
9.718/98.
O sujeito passivo são às pessoas jurídicas de
direito privado em geral, às entidades sem
fins lucrativos e às pessoas jurídicas de
direito público interno.
Financiamento
Seguridade Social
PIS / PASEP
Base de cálculo da incidência da contribuição:
Pessoas jurídicas de Direito Privado (exceto instituições financeiras, seguradoras, refinarias e distribuidoras de combustíveis), tributadas pelo Lucro presumido ou arbitrado, seguem a regra da cumulatividade (sem dedução de custos, despesas e encargos).
Tem por base de cálculo o faturamento. Logo, o fato gerador é o faturamento.
Financiamento
Seguridade Social
PIS / PASEP
Base de cálculo da incidência da contribuição:
Pessoas jurídicas de Direito Privado (exceto instituições financeiras, seguradoras, refinarias e distribuidoras de combustíveis), tributadas pelo Lucro REAL, seguem a regra da não cumulatividade (com dedução de custos e despesas).
Tem por base de cálculo o faturamento. Logo, o fato gerador é o faturamento, com as deduções legais (Art. 3º, da Lei 10.637/02).
Financiamento
Seguridade Social
PIS / PASEP
Base de cálculo da incidência da contribuição: Entidade sem fins lucrativos:
Fato gerador: pagamento de salários Alíquota de 1%.
Financiamento
Seguridade Social
PIS / PASEP
Base de cálculo da incidência da contribuição: Pessoas Jurídicas de Direito Público Interno:
Fato gerador: Arrecadação de receitas ou transferências correntes e de receitas de capital.
Base de cálculo: Valor das receitas. Alíquota de 1%.
Financiamento
Seguridade Social
COFINS
A COFINS,
entrou
no
ordenamento
jurídico
tributário para substituir o antigo FINSOCIAL (LC
70/91).
O objetivo é o mesmo, financiar o sistema da
Seguridade Social.
Ao
contrário
das
contribuições
relativas
ao
PIS/PASEP, as quais têm definição exclusiva de
custeio,
a
CONFIS
tem
destinação
para
o
financiamento de todo o sistema da Seguridade
Social.
Financiamento
Seguridade Social
COFINS
Sujeito passivo:
Pessoas Jurídicas de Direito Privado e as que lhe são
equiparadas (de acordo com a legislação do IR).
Não estão sujeitas a contribuição social – COFINS
-as micro e pequen-as empres-as, tributad-as pelo
Simples Nacional.
Financiamento
Seguridade Social
COFINS
Base de cálculo da incidência da contribuição:
Pessoas jurídicas de Direito Privado (exceto instituições financeiras, seguradoras, refinarias e distribuidoras de combustíveis), tributadas pelo Lucro presumido ou arbitrado, seguem a regra da cumulatividade (sem dedução de custos, despesas e encargos).
Tem por base de cálculo o faturamento. Logo, o fato gerador é o faturamento.
Financiamento
Seguridade Social
COFINS
Base de cálculo da incidência da contribuição:
Pessoas jurídicas de Direito Privado (exceto instituições financeiras, seguradoras, refinarias e distribuidoras de combustíveis), tributadas pelo Lucro REAL, seguem a regra da não cumulatividade (com dedução de custos e despesas).
Tem por base de cálculo o faturamento. Logo, o fato gerador é o faturamento, com as deduções legais (Lei 10.833/03).
Financiamento
Seguridade Social
PIS / CONFIS
O NEGÓCIO JURÍDICO CONSISTENTE DA PESSOA
JURÍDICA QUE VENDER OU ALUGAR SEUS IMÓVEIS,
PODE SE CONSIDERAR COMO FATURAMENTO? HÁ
INCIDÊNCIA DA EXAÇÃO TRIBUTÁRIA?
Financiamento
Seguridade Social
PIS / CONFIS
RECURSO INTERPOSTO NA VIGÊNCIA DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO ART. 142 DO CTN. "TEORIA DOS MOTIVOS DETERMINANTES". CONTRIBUIÇÕES AO PIS E COFINS. POSSIBILIDADE DE INCIDÊNCIA SOBRE AS RECEITAS DECORRENTES DA VENDA E LOCAÇÃO DE IMÓVEIS PRÓPRIOS INTEGRANTES DO ATIVO FIXO.
APLICAÇÃO POR ANALOGIA DO RECURSO REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA RESP. N.º 929.521 - SP E DA SÚMULA N. 423/STJ.
1. (...)
2. A 1ª Seção deste STJ firmou entendimento no sentido de que as receitas provenientes da locação e venda de imóveis integram o conceito de faturamento, para os fins de tributação a título de PIS e COFINS, incluindo-se aí as receitas provenientes da locação e venda de imóveis próprios e integrantes do ativo imobilizado, ainda que este não seja o objeto social da empresa, pois o sentido de faturamento acolhido pela lei e pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do recurso representativo da controvérsia com repercussão geral RE n. 585.235 RG-QO (Rel. Min. Cezar Peluso, julgado em 10/09/2008) e no julgamento do RE n. 371.258 AgR (Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, julgado em 03.10.2006) não é o estritamente comercial. Precedentes: AgRg no Ag n. 1.420.729 / MG, Primeira Turma, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em 27.03.2012; REsp. n. 1.210.655 / SC, Primeira Turma, Rel. Min. Benedito Gonçalves, Rel. p/acórdão Min. Teori Albino Zavascki, julgado em 26.04.2011; AgRg no REsp. n. 1.318.183 / PR, Primeira Turma, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, julgado em 19.06.2012; AgRg no REsp. n. 1.238.892 / PR, Segunda Turma, Rel. Min. Castro Meira, julgado em 03.05.2012; ERESP 179.723/MG, 1ª S., Min. Garcia Vieira, DJ de 25.10.2000; EREsp 149.026/AL, 1ª Seção, Min. Humberto Gomes de Barros, DJ de 09.12.2002.
(...)
(AgInt no REsp 1634899/RS, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 07/03/2017, DJe 13/03/2017)
Financiamento
Seguridade Social
CSLL
CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro
Líquido.
Instituída pela Lei 7.689/88, com destinação
especifica
para
o
financiamento
da
Seguridade Social.
Aplicam-se à CSLL as mesma normas de
apuração e de pagamento estabelecida para
o IRPJ.
Financiamento
Seguridade Social
CSLL
Fator Gerador:
Auferir Lucros
Base de cálculo:
Receita bruta.
Alíquota de 9%
Contribuições Substitutivas
Lei 12.546/11
Essa
desoneração
da
folha
de
pagamento consiste na substituição da
contribuição para custear a Seguridade
Social que incide sobre a totalidade da
folha de salários mensal, pela criação
de outra contribuição que irá incidir
sobre a receita bruta da empresa.
A lei veio para regulamentar os § 12 e 13, do
artigo 195 da Constituição Federal:
§ 12. A lei definirá os setores de atividade
econômica para os quais as contribuições
incidentes na forma dos incisos I, b; e IV
do caput, serão não-cumulativas.
§ 13. Aplica-se o disposto no § 12 inclusive na
hipótese de substituição gradual, total ou parcial,
da contribuição incidente na forma do inciso I, a,
pela incidente sobre a receita ou o faturamento.
Contribuições Substitutivas
Lei 12.546/11
Os artigos 7º e 8º, ambos da Lei 12.546/11
trazem um rol de empresas que têm a
possibilidade da desoneração.
Contribuições Substitutivas
Lei 12.546/11
A contribuição é realizada da seguinte maneira:
Art. 7
o-A.
A alíquota da contribuição sobre a
receita bruta prevista no art. 7
oserá de 4,5%
(quatro inteiros e cinco décimos por cento),
exceto para as empresas de call center referidas
no inciso I, que contribuirão à alíquota de 3%
(três por cento), e para as empresas identificadas
nos incisos III, V e VI, todos do caput do art. 7
o,
que contribuirão à alíquota de 2% (dois por
cento).
Contribuições Substitutivas
Lei 12.546/11
Inciso
Alíquota
I
3%
II
revogado
III
2%
IV
2%
V
2%
VI
4,5%
VII
4,5%
Contribuições Substitutivas
Lei 12.546/11
Art. 8
oAté 31/12/2020, poderão contribuir sobre o
valor
da
receita
bruta,
excluídas
as
vendas
canceladas e os descontos incondicionais concedidos,
em substituição às contribuições previstas nos incisos
I e III do caput do art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de
julho de 1991:
Contribuições Substitutivas
Lei 12.546/11
Art. 8o
VI - as empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens de que trata a Lei nº 10.610, de 20 de dezembro de 2002, enquadradas nas classes 1811-3, 5811-5, 5812-3, 5813-1, 5822-1, 5823-9, 6010-1, 6021-7 e 6319-4 da CNAE 2.0;
VIII - as empresas que fabriquem os produtos classificados na Tipi nos códigos: IX - as empresas de transporte rodoviário de cargas, enquadradas na classe 4930-2 da CNAE 2.0;
Contribuições Substitutivas
Lei 12.546/11
Conforme disposto no artigo 8-A, as
alíquotas da contribuição sobre a receita
bruta prevista no art. 8
o
será de 2,5%, 1,5%
ou de 1% (um por cento).
Contribuições Substitutivas
Lei 12.546/11
Diante disto, se a empresa se enquadra na
possibilidade de desoneração pela legislação,
tem um menor valor de contribuição:
Empresa
Base de Cálculo
Alíquota
Sem a
desoneração
Folha de salários
20%
(Lei 8.212/91)
Com a
desoneração
Receita Bruta
1 a 4,5%
(Lei 12.546/11)
Contribuições Substitutivas
Lei 12.546/11
Financiamento
Seguridade Social
Responsabilidade por arrecadação e
pagamento das contribuições
Financiamento
Seguridade Social
Lei 8.212/91:
Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas:
I - a empresa é obrigada a:
a) arrecadar as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço, descontando-as da respectiva remuneração;
Financiamento
Seguridade Social
Decreto 3.048/99:
Art. 216. A arrecadação e o recolhimento das contribuições e de outras importâncias devidas à seguridade social, observado o que a respeito dispuserem o Instituto Nacional do Seguro Social e a Secretaria da Receita Federal, obedecem às seguintes normas gerais:
I - a empresa é obrigada a:
a) arrecadar a contribuição do segurado empregado, do trabalhador avulso e do contribuinte individual a seu serviço, descontando-a da respectiva remuneração;
Financiamento
Seguridade Social
Lei 8.212/91:
Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas:
II - os segurados contribuinte individual e facultativo estão obrigados a recolher sua contribuição por iniciativa própria, até o dia quinze do mês seguinte ao da competência;
Financiamento
Seguridade Social
Decreto 3.048/99: Art. 216.
II - os segurados contribuinte individual, quando exercer atividade econômica por conta própria ou prestar serviço a
pessoa física ou a outro contribuinte individual, produtor
rural pessoa física, missão diplomática ou repartição consular de carreira estrangeiras, ou quando tratar-se de brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial internacional do qual o Brasil seja membro efetivo, ou ainda, na hipótese do § 28, e o facultativo estão obrigados a recolher sua contribuição, por iniciativa própria, até o dia quinze do mês seguinte (...)
Financiamento
Seguridade Social
Lei 8.212/91:
Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas:
V - o empregador doméstico é obrigado a arrecadar e a recolher a contribuição do segurado empregado a seu serviço, assim como a parcela a seu cargo, até o dia 7 do mês seguinte ao da competência;
Financiamento
Seguridade Social
Lei 10.666/03:
A responsabilidade pela arrecadação da contribuição previdenciária do contribuinte individual é do tomador dos serviços:
Art. 4o Fica a empresa obrigada a arrecadar a
contribuição do segurado contribuinte individual a
seu serviço, descontando-a da respectiva remuneração, e a recolher o valor arrecadado juntamente com a contribuição a seu cargo até o dia 20 (vinte) do mês seguinte ao da competência, ou até o dia útil imediatamente anterior se não houver expediente bancário naquele dia.
Financiamento
Seguridade Social
Lei 8.212/91:
Art. 43. Nas ações trabalhistas de que resultar o pagamento
de direitos sujeitos à incidência de contribuição
previdenciária, o juiz, sob pena de responsabilidade, determinará o imediato recolhimento das importâncias devidas à Seguridade Social.
Financiamento
Seguridade Social
A Justiça do Trabalho além de ter competência para
determinar
o
recolhimento
das
contribuições
previdenciárias, tem competência para executar:
Súmula Vinculante 53
A competência da Justiça do Trabalho prevista no art. 114, VIII, da Constituição Federal alcança a
execução de ofício das contribuições
previdenciárias relativas ao objeto da
condenação constante das sentenças que proferir e acordos por ela homologados
Financiamento
Seguridade Social
TRIBUTÁRIO. RECURSO REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART. 543-C DO 543-CP543-C E RESOLUÇÃO STJ 8/2008. 543-CONTRIBUIÇÃO PREVIDEN543-CIÁRIA A CARGO DA EMPRESA. REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. BASE DE CÁLCULO. ADICIONAIS NOTURNO, DE PERICULOSIDADE E HORAS EXTRAS. NATUREZA REMUNERATÓRIA. INCIDÊNCIA. PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMAS DA PRIMEIRA SEÇÃO DO STJ.
SÍNTESE DA CONTROVÉRSIA
1. Cuida-se de Recurso Especial submetido ao regime do art. 543-C do CPC para definição do seguinte tema: "Incidência de contribuição previdenciária sobre as seguintes verbas trabalhistas: a) horas extras; b) adicional noturno; c) adicional de periculosidade". CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA A CARGO DA EMPRESA E BASE DE CÁLCULO: NATUREZA REMUNERATÓRIA
Financiamento
Seguridade Social
TRIBUTÁRIO. RECURSO REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART. 543-C DO 543-CP543-C E RESOLUÇÃO STJ 8/2008. 543-CONTRIBUIÇÃO PREVIDEN543-CIÁRIA A CARGO DA EMPRESA. REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. BASE DE CÁLCULO. ADICIONAIS NOTURNO, DE PERICULOSIDADE E HORAS EXTRAS. NATUREZA REMUNERATÓRIA. INCIDÊNCIA. PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMAS DA PRIMEIRA SEÇÃO DO STJ.
SÍNTESE DA CONTROVÉRSIA
2. Com base no quadro normativo que rege o tributo em questão, o STJ consolidou firme jurisprudência no sentido de que não devem sofrer a incidência de contribuição previdenciária "as importâncias pagas a título de indenização, que não correspondam a serviços prestados nem a tempo à disposição do empregador" (REsp 1.230.957/RS, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Primeira Seção, DJe 18/3/2014, submetido ao art. 543-C do CPC).
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Seguridade Social
TRIBUTÁRIO. RECURSO REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART. 543-C DO 543-CP543-C E RESOLUÇÃO STJ 8/2008. 543-CONTRIBUIÇÃO PREVIDEN543-CIÁRIA A CARGO DA EMPRESA. REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. BASE DE CÁLCULO. ADICIONAIS NOTURNO, DE PERICULOSIDADE E HORAS EXTRAS. NATUREZA REMUNERATÓRIA. INCIDÊNCIA. PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMAS DA PRIMEIRA SEÇÃO DO STJ.
SÍNTESE DA CONTROVÉRSIA
3. Por outro lado, se a verba possuir natureza remuneratória, destinando-se a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, ela deve integrar a base de cálculo da contribuição. ADICIONAIS NOTURNO, DE PERICULOSIDADE, HORAS EXTRAS: INCIDÊNCIA 4. Os adicionais noturno e de periculosidade, as horas extras e seu respectivo adicional constituem verbas de natureza remuneratória, razão pela qual se sujeitam à incidência de contribuição previdenciária (...) (REsp 1358281/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 23/04/2014, DJe 05/12/2014)