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Michel Oliveira Gouveia

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(1)

Michel Oliveira Gouveia

Michel Gouveia

Prof. Michel Gouveia

Professor Michel Gouveia / Previtube

(2)

Financiamento do Sistema da

Seguridade Social

(3)

Financiamento

Seguridade Social

Introdução.

Como todo e qualquer sistema no mundo, a seguridade

social brasileira precisa de aportes financeiros para

poder custear os serviços e seus benefícios.

Esses

aportes

financeiros,

podemos

chamar

de

financiamento ou regras de custeio da seguridade social.

(4)

Financiamento

Seguridade Social

O custeio da seguridade social é

identificado

pela

expressão

“financiamento da seguridade social”

Custeio e financiamento são a mesma

coisa.

(5)

Financiamento

Seguridade Social

As contribuições sociais “são as mais

relevantes, as que pesam nos bolsos e

recheiam os cofres do Estado”

(Coêlho, Sacha Calmon Navarro. Curso de Direito tributário brasileiro)

.

(6)

Financiamento

Seguridade Social

De acordo com o STF (RE 138.248-8, Min. Carlos

Velloso), as contribuições sociais são dividas

entre:

Contribuições Sociais Gerais (sistema “S”)

Contribuições de Seguridade Social (art. 195,

inciso I ao IV, da CF)

Contribuições Sociais residuais (art. 195, § 4º, da

CF)

(7)

Financiamento

Seguridade Social

As

contribuições

previdenciárias

possuem natureza jurídica tributária,

tendo em vista que estão sujeitas ao

regime constitucional dos tributos;

Os segurados e as empresas são os

principais contribuintes, tendo em

vista o princípio da solidariedade.

(8)

Financiamento

Seguridade Social

Solidariedade:

Nas palavras de Carlos Alberto Pereira de Castro e João

Batista Lazzari:

“Assim, como a noção de bem-estar coletivo repousa na

responsabilidade de proteção de todos os membros da

coletividade, somente a partir da ação coletiva de

repartir os frutos do trabalho, com cotização de cada

um em prol do todo, se permite a subsistência de um

sistema previdenciário.”

(9)

Financiamento

Seguridade Social

A forma de financiamento da Seguridade

Social vem regulada pela :

CF/88;

Lei 8.212/91;

Decreto 3.048/99;

IN 971/09 da SRF.

(10)

Financiamento

Seguridade Social

O financiamento da seguridade social é

definido pelo artigo 195 da Constituição

Federal/88.

Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito

Federal e dos Municípios, e das seguintes

(11)

Financiamento

Seguridade Social

Art. 195:

I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre:

a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício;

b) a receita ou o faturamento; c) o lucro;

(12)

Financiamento

Seguridade Social

Art. 195:

II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 201:

III - sobre a receita de concursos de prognósticos.

IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar.

(13)

Financiamento

Seguridade Social

Receita ou Faturamento

PIS (Programas de Integração Social e de

Formação do Patrimônio do Servidor Público –

PIS/PASEP)

COFINS (Contribuição para Financiamento da

(14)

Financiamento

Seguridade Social

Sobre o Lucro:

A Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) é

um imposto de competência da União, aplicado

sobre a renda e proventos de qualquer natureza,

tendo

como

fato

gerador

a

aquisição

da

disponibilidade econômica ou jurídica.

(15)

Financiamento

Seguridade Social

Por ser um sistema contributivo, a Constituição

Federal, veda a criação ou majoração de benefícios

ou serviços sem a criação da respectiva fonte de

custeio.

Art. 195:

§ 5º Nenhum benefício ou serviço da

seguridade social poderá ser criado,

majorado

ou

estendido

sem

a

(16)

Financiamento

Seguridade Social

Fazem parte para o financiamento da seguridade

social, nos termos da Lei 8.212/91, as seguintes

fontes de financiamentos:

Art. 11. No âmbito federal, o orçamento da Seguridade

Social é composto das seguintes receitas:

I - receitas da União;

II - receitas das contribuições sociais; III - receitas de outras fontes.

(17)

Financiamento

Seguridade Social

Fazem parte para o financiamento da seguridade

social, nos termos da Lei 8.212/91, as seguintes

fontes de financiamentos:

Art. 11.

Parágrafo único. Constituem contribuições sociais:

a) as das empresas, incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados a seu serviço;

b) as dos empregadores domésticos;

c) as dos trabalhadores, incidentes sobre o seu salário-de-contribuição;

d) as das empresas, incidentes sobre faturamento e lucro; e) as incidentes sobre a receita de concursos de prognósticos.

(18)

Financiamento

Seguridade Social

A contribuição previdenciária dos trabalhadores são

calculadas com base no salário de contribuição,

cujo valor é totalidade da remuneração auferida

em uma ou mais empresas, sempre, em qualquer

caso, limitada ao teto previdenciário.

As alíquotas de contribuições previdenciárias

podem variar entre 2% a 20%.

(19)

Financiamento

Seguridade Social

Os trabalhadores em geral financiam a Seguridade

Social através de contribuições previdenciárias, que

tem por base de incidência da alíquota de

contribuição previdenciária, o respectivo salário de

contribuição.

(20)

Financiamento

Seguridade Social

Quem são os segurados?

Individuais: qualquer pessoa que exerce atividade remunerada lícita, sem relação de emprego (ex. profissionais liberais, empresários);

Empregados: toda é qualquer pessoa que tem relação de emprego (art. 3º da CLT);

Avulsos: presta serviço sem vínculo empregatício para diversas empresas, com intermediação do sindicato da categoria (Ex. OGMO);

Facultativos: não exercem atividades remuneradas e

(21)

Salário de Contribuição

O Salário de Contribuição é valor que

serve de base para incidência das

alíquotas

das

contribuições

previdenciárias e é a base para o

cálculo do salário-de-benefício.

(22)

Salário de Contribuição

O art. 28 da Lei 8.212/91, define o

que é o Salário de Contribuição.

(23)

Salário de Contribuição

I - para o empregado e trabalhador avulso: a

remuneração auferida em uma ou mais empresas,

assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos,

devidos ou creditados a qualquer título, durante o

mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que

seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos

habituais

sob

a

forma

de

utilidades

e

os

adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer

pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo

tempo à disposição do empregador ou tomador de

serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda,

de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou

sentença normativa.

(24)

Salário de Contribuição

II - para o empregado doméstico: a

remuneração registrada na Carteira de

Trabalho e Previdência Social, observadas as

normas

a

serem

estabelecidas

em

regulamento para comprovação do vínculo

empregatício e do valor da remuneração;

(25)

Salário de Contribuição

III - para o contribuinte individual: a remuneração

auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício

de sua atividade por conta própria, durante o mês,

observado o limite máximo.

IV - para o segurado facultativo: o valor por ele

declarado, observado o limite máximo.

(26)

Salário de Contribuição

O salário de contribuição é totalidade dos rendimentos do mês.

Exemplo: 2 empregos.

No primeiro ganha R$ 1.500,00 No segundo ganha R$ 1.750,00 Total do mês = R$ 3.250,00

A contribuição será sobre a totalidade dos rendimentos

(27)

Salário de Contribuição

O limite mínimo do salário-de-contribuição

corresponde ao piso salarial legal ou

normativo da categoria ou, INEXISTINDO

ESTE, ao salário mínimo, tomado no seu

valor mensal, diário ou horário;

O limite máximo do salário-de-contribuição

é aquele publicado mediante portaria do

Ministério da Previdência sempre quando

ocorrer alteração no valor dos benefícios,

atualmente a tabela de Contribuição

encontra-se da seguinte forma:

(28)

Salário de Contribuição

Salários de Contribuição

Alíquotas

Até R$ 1.751,81

8%

De R$ 1.751,82 até R$ 2.919,72

9%

De R$ 2.919,73 até R$ 5.839,45

11%

Tabela de contribuição dos segurados empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso, para pagamento de remuneração a partir de 1º de Janeiro de 2019.

(29)

Salário de Contribuição

Salários de Contribuição

Alíquotas

R$ 998,00

5%*

R$ 998,00

11%**

De R$ 998,00 até R$ 5.839,45

20%

Tabela de contribuição dos segurados contribuinte individual e facultativo. a partir de 1º de Janeiro de 2019.

*Alíquota exclusiva do microempreendedor individual e do segurada (o) facultativo que se dedique exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência.

(30)

Salário de Benefício

Códigos de Guias: 1007 - Individual

Alíquota de 20% entre o salário mínimo e o teto.

Direito a aposentadoria por tempo de contribuição e direito a CTC. 1163 – Individual

Alíquota reduzida de 11% somente sobre o salário mínimo. Não conta para tempo de contribuição e nem CTC.

1406 – Facultativo

Alíquota de 20% entre o salário mínimo e o teto. Direito a aposentadoria por tempo de contribuição. 1473 – Facultativo

Alíquota reduzida de 11% somente sobre o salário mínimo. Não conta para tempo de contribuição e nem CTC.

(31)

Salário de Contribuição

O art. 28 da Lei 8.212/91:

§7º

O

décimo-terceiro

salário

(gratificação natalina) integra o

salário-de-contribuição, exceto para o cálculo

de benefício, na forma estabelecida em

regulamento.

(32)

Salário de Contribuição

Art. 28 da Lei 8.212/91:

§

Não

integram

o

salário-de-contribuição para os fins desta Lei,

exclusivamente:

a) os benefícios da previdência social,

nos termos e limites legais, salvo o

salário-maternidade;

(33)

Salário de Contribuição

Art. 28 da Lei 8.212/91:

§

Não

integram

o

salário-de-contribuição para os fins desta Lei,

exclusivamente:

b) as ajudas de custo e o adicional mensal

recebidos pelo aeronauta nos termos da

(34)

Salário de Contribuição

Art. 28 da Lei 8.212/91:

§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente:

C). Parcelas “in natura”. Ex. Vale refeição, ainda que pago em dinheiro;

D) O valor corresponde a 1/3 sobre férias, inclusive indenizadas;

(35)

Financiamento

Seguridade Social

Financiamento da Seguridade Social,

mediante contribuições sociais por

parte das empresas e equiparadas a

(36)

Financiamento

Seguridade Social

Lei 8.212/91

Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de:

I - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa.

(37)

Art. 22 – 8.212/91

II atividade especial (art. 57 e 58 da 8.213/91) (GILRAT)

(...) sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos:

a) 1% (um por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante o risco de acidentes do trabalho seja considerado leve; b) 2% (dois por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado médio;

c) 3% (três por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado grave.

Financiamento

(38)

Art. 22 – 8.212/91

III -

vinte por cento

sobre o total das

remunerações

pagas

ou

creditadas

a

qualquer título, no decorrer do mês, aos

segurados

contribuintes individuais

que lhe

prestem serviços;

Financiamento

(39)

Como fica o cálculo?

Folha de pagamento

R$ 200.000,00

Contribuição patronal 20%

R$ 40.000,00

SAT/RAT 3%

R$ 6.000,00

Salário Educação 2,5%

R$ 5.000,00

Contribuições de terceiros 3,3%

R$ 6.600,00

Total

R$57.600,00

Exemplo extraído do livro Prática Previdenciária para Empresas – Felipe Clement e Juliana Xavier

Não se aplica para as empresas tributada pelo Simples

(40)

Art. 22 – 8.212/91

§ 6º A contribuição empresarial da associação

desportiva que

mantém equipe de

futebol

profissional destinada à Seguridade Social, em

substituição à prevista nos incisos I e II deste

artigo, corresponde a cinco por cento da receita

bruta, decorrente dos espetáculos desportivos de

que participem em todo território nacional em

qualquer modalidade desportiva, inclusive jogos

internacionais, e de qualquer forma de patrocínio,

licenciamento de uso de marcas e símbolos,

publicidade, propaganda e de transmissão de

espetáculos desportivos.

Financiamento

(41)

Lei 8.212/91

Art. 23. As contribuições a cargo da empresa provenientes do

faturamento e do lucro, destinadas à Seguridade Social, além do

disposto no art. 22, são calculadas mediante a aplicação das seguintes alíquotas:

I - 2% (dois por cento) sobre sua receita bruta, estabelecida segundo o disposto no § 1º do art. 1º do Decreto-lei nº 1.940, de 25 de maio de 1982, com a redação dada pelo art. 22, do Decreto-lei nº 2.397, de 21 de dezembro de 1987, e alterações posteriores;

II - 10% (dez por cento) sobre o lucro líquido do período-base, antes da provisão para o Imposto de Renda, ajustado na forma do art. 2º da Lei nº 8.034, de 12 de abril de 1990.

§ 1º No caso das instituições citadas no § 1º do art. 22 desta Lei, a alíquota da contribuição prevista no inciso II é de 15% (quinze por cento).

Financiamento

(42)

Empresa

tomadora

de

serviços

de

cooperados mediante cooperativa contribui

com 15% sobre o valor da nota fiscal/fatura

do mês.

Art. 201, inciso III, Decreto 3.048/99.

Financiamento

(43)

Financiamento

Seguridade Social

Empregador Doméstico

Recolhe 8,8% sobre o remuneração do empregado

doméstico a seu serviço, sendo:

8% de contribuição previdenciária e 0,8% referente

o financiamento da SAT/RAT

(44)

Financiamento

Seguridade Social

Exemplo:

Remuneração do empregado = R$ 2.000,00

Cota parte empregador: 2.000,00 x 8% = R$ 160,00

SAT/RAT empregador: 2.000,00 x 0,8% = R$ 16,00

Total de encargos cota parte empregador: R$ 176,00

(45)

Financiamento

Seguridade Social

DA CONTRIBUIÇÃO SOBRE A RECEITA DE CONCURSOS DE PROGNÓSTICOS (5% sobre a receita liquida)

Lei 8.21291

Art. 26. Constitui receita da Seguridade Social a contribuição social sobre a receita de concursos de prognósticos a que se refere o inciso III do caput do art. 195 da Constituição.

§ 1º O produto da arrecadação da contribuição será destinado ao financiamento da Seguridade Social.

§ 2º A base de cálculo da contribuição equivale à receita auferida nos concursos de prognósticos, sorteios e loterias.

§ 3º A alíquota da contribuição corresponde ao percentual vinculado à Seguridade Social em cada modalidade lotérica, conforme previsto em lei.

(46)

Financiamento

Seguridade Social

Outras Receitas Lei 8.21291

Art. 27. Constituem outras receitas da Seguridade Social: I - as multas, a atualização monetária e os juros moratórios; II - a remuneração recebida por serviços de arrecadação, fiscalização e cobrança prestados a terceiros;

III - as receitas provenientes de prestação de outros serviços e de fornecimento ou arrendamento de bens;

(47)

Financiamento

Seguridade Social

Outras Receitas Lei 8.21291

Art. 27. Constituem outras receitas da Seguridade Social:

V - as doações, legados, subvenções e outras receitas eventuais;

VI - 50% (cinqüenta por cento) dos valores obtidos e aplicados na forma do parágrafo único do art. 243 da Constituição Federal;

VII - 40% (quarenta por cento) do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo Departamento da Receita Federal;

(48)

Financiamento

Seguridade Social

PIS / PASEP

O PIS – Programa de Integração Social – foi

criado pela Lei Complementar 07, de

07/09/1970.

O PASEP – Programa de Formação do

Patrimônio

do

servidor

público

-

foi

instituído pela Lei Complementar 08, de

03/12/1970.

(49)

Financiamento

Seguridade Social

PIS / PASEP

Ambas as contribuições foram unificadas no

ano 1976, com a denominação especifica de

PIS/PASEP.

Tais contribuições financiam o sistema da

Seguridade Social, cujo objetivo é custear

as despesas com o seguro desemprego e o

pagamento do abono anual de um salário

mínimo para os empregados que ganham até

02 salários mínimos. (art. 239 da CF)

(50)

Financiamento

Seguridade Social

PIS / PASEP

As

contribuições,

também,

estão

regulamentadas pelas Leis 9.715/98 e

9.718/98.

O sujeito passivo são às pessoas jurídicas de

direito privado em geral, às entidades sem

fins lucrativos e às pessoas jurídicas de

direito público interno.

(51)

Financiamento

Seguridade Social

PIS / PASEP

Base de cálculo da incidência da contribuição:

Pessoas jurídicas de Direito Privado (exceto instituições financeiras, seguradoras, refinarias e distribuidoras de combustíveis), tributadas pelo Lucro presumido ou arbitrado, seguem a regra da cumulatividade (sem dedução de custos, despesas e encargos).

Tem por base de cálculo o faturamento. Logo, o fato gerador é o faturamento.

(52)

Financiamento

Seguridade Social

PIS / PASEP

Base de cálculo da incidência da contribuição:

Pessoas jurídicas de Direito Privado (exceto instituições financeiras, seguradoras, refinarias e distribuidoras de combustíveis), tributadas pelo Lucro REAL, seguem a regra da não cumulatividade (com dedução de custos e despesas).

Tem por base de cálculo o faturamento. Logo, o fato gerador é o faturamento, com as deduções legais (Art. 3º, da Lei 10.637/02).

(53)

Financiamento

Seguridade Social

PIS / PASEP

Base de cálculo da incidência da contribuição: Entidade sem fins lucrativos:

Fato gerador: pagamento de salários Alíquota de 1%.

(54)

Financiamento

Seguridade Social

PIS / PASEP

Base de cálculo da incidência da contribuição: Pessoas Jurídicas de Direito Público Interno:

Fato gerador: Arrecadação de receitas ou transferências correntes e de receitas de capital.

Base de cálculo: Valor das receitas. Alíquota de 1%.

(55)

Financiamento

Seguridade Social

COFINS

A COFINS,

entrou

no

ordenamento

jurídico

tributário para substituir o antigo FINSOCIAL (LC

70/91).

O objetivo é o mesmo, financiar o sistema da

Seguridade Social.

Ao

contrário

das

contribuições

relativas

ao

PIS/PASEP, as quais têm definição exclusiva de

custeio,

a

CONFIS

tem

destinação

para

o

financiamento de todo o sistema da Seguridade

Social.

(56)

Financiamento

Seguridade Social

COFINS

Sujeito passivo:

Pessoas Jurídicas de Direito Privado e as que lhe são

equiparadas (de acordo com a legislação do IR).

Não estão sujeitas a contribuição social – COFINS

-as micro e pequen-as empres-as, tributad-as pelo

Simples Nacional.

(57)

Financiamento

Seguridade Social

COFINS

Base de cálculo da incidência da contribuição:

Pessoas jurídicas de Direito Privado (exceto instituições financeiras, seguradoras, refinarias e distribuidoras de combustíveis), tributadas pelo Lucro presumido ou arbitrado, seguem a regra da cumulatividade (sem dedução de custos, despesas e encargos).

Tem por base de cálculo o faturamento. Logo, o fato gerador é o faturamento.

(58)

Financiamento

Seguridade Social

COFINS

Base de cálculo da incidência da contribuição:

Pessoas jurídicas de Direito Privado (exceto instituições financeiras, seguradoras, refinarias e distribuidoras de combustíveis), tributadas pelo Lucro REAL, seguem a regra da não cumulatividade (com dedução de custos e despesas).

Tem por base de cálculo o faturamento. Logo, o fato gerador é o faturamento, com as deduções legais (Lei 10.833/03).

(59)

Financiamento

Seguridade Social

PIS / CONFIS

O NEGÓCIO JURÍDICO CONSISTENTE DA PESSOA

JURÍDICA QUE VENDER OU ALUGAR SEUS IMÓVEIS,

PODE SE CONSIDERAR COMO FATURAMENTO? HÁ

INCIDÊNCIA DA EXAÇÃO TRIBUTÁRIA?

(60)

Financiamento

Seguridade Social

PIS / CONFIS

RECURSO INTERPOSTO NA VIGÊNCIA DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO ART. 142 DO CTN. "TEORIA DOS MOTIVOS DETERMINANTES". CONTRIBUIÇÕES AO PIS E COFINS. POSSIBILIDADE DE INCIDÊNCIA SOBRE AS RECEITAS DECORRENTES DA VENDA E LOCAÇÃO DE IMÓVEIS PRÓPRIOS INTEGRANTES DO ATIVO FIXO.

APLICAÇÃO POR ANALOGIA DO RECURSO REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA RESP. N.º 929.521 - SP E DA SÚMULA N. 423/STJ.

1. (...)

2. A 1ª Seção deste STJ firmou entendimento no sentido de que as receitas provenientes da locação e venda de imóveis integram o conceito de faturamento, para os fins de tributação a título de PIS e COFINS, incluindo-se aí as receitas provenientes da locação e venda de imóveis próprios e integrantes do ativo imobilizado, ainda que este não seja o objeto social da empresa, pois o sentido de faturamento acolhido pela lei e pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do recurso representativo da controvérsia com repercussão geral RE n. 585.235 RG-QO (Rel. Min. Cezar Peluso, julgado em 10/09/2008) e no julgamento do RE n. 371.258 AgR (Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, julgado em 03.10.2006) não é o estritamente comercial. Precedentes: AgRg no Ag n. 1.420.729 / MG, Primeira Turma, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em 27.03.2012; REsp. n. 1.210.655 / SC, Primeira Turma, Rel. Min. Benedito Gonçalves, Rel. p/acórdão Min. Teori Albino Zavascki, julgado em 26.04.2011; AgRg no REsp. n. 1.318.183 / PR, Primeira Turma, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, julgado em 19.06.2012; AgRg no REsp. n. 1.238.892 / PR, Segunda Turma, Rel. Min. Castro Meira, julgado em 03.05.2012; ERESP 179.723/MG, 1ª S., Min. Garcia Vieira, DJ de 25.10.2000; EREsp 149.026/AL, 1ª Seção, Min. Humberto Gomes de Barros, DJ de 09.12.2002.

(...)

(AgInt no REsp 1634899/RS, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 07/03/2017, DJe 13/03/2017)

(61)

Financiamento

Seguridade Social

CSLL

CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro

Líquido.

Instituída pela Lei 7.689/88, com destinação

especifica

para

o

financiamento

da

Seguridade Social.

Aplicam-se à CSLL as mesma normas de

apuração e de pagamento estabelecida para

o IRPJ.

(62)

Financiamento

Seguridade Social

CSLL

Fator Gerador:

Auferir Lucros

Base de cálculo:

Receita bruta.

Alíquota de 9%

(63)

Contribuições Substitutivas

Lei 12.546/11

Essa

desoneração

da

folha

de

pagamento consiste na substituição da

contribuição para custear a Seguridade

Social que incide sobre a totalidade da

folha de salários mensal, pela criação

de outra contribuição que irá incidir

sobre a receita bruta da empresa.

(64)

A lei veio para regulamentar os § 12 e 13, do

artigo 195 da Constituição Federal:

§ 12. A lei definirá os setores de atividade

econômica para os quais as contribuições

incidentes na forma dos incisos I, b; e IV

do caput, serão não-cumulativas.

§ 13. Aplica-se o disposto no § 12 inclusive na

hipótese de substituição gradual, total ou parcial,

da contribuição incidente na forma do inciso I, a,

pela incidente sobre a receita ou o faturamento.

Contribuições Substitutivas

Lei 12.546/11

(65)

Os artigos 7º e 8º, ambos da Lei 12.546/11

trazem um rol de empresas que têm a

possibilidade da desoneração.

Contribuições Substitutivas

Lei 12.546/11

(66)

A contribuição é realizada da seguinte maneira:

Art. 7

o

-A.

A alíquota da contribuição sobre a

receita bruta prevista no art. 7

o

será de 4,5%

(quatro inteiros e cinco décimos por cento),

exceto para as empresas de call center referidas

no inciso I, que contribuirão à alíquota de 3%

(três por cento), e para as empresas identificadas

nos incisos III, V e VI, todos do caput do art. 7

o

,

que contribuirão à alíquota de 2% (dois por

cento).

Contribuições Substitutivas

Lei 12.546/11

(67)

Inciso

Alíquota

I

3%

II

revogado

III

2%

IV

2%

V

2%

VI

4,5%

VII

4,5%

Contribuições Substitutivas

Lei 12.546/11

(68)

Art. 8

o

Até 31/12/2020, poderão contribuir sobre o

valor

da

receita

bruta,

excluídas

as

vendas

canceladas e os descontos incondicionais concedidos,

em substituição às contribuições previstas nos incisos

I e III do caput do art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de

julho de 1991:

Contribuições Substitutivas

Lei 12.546/11

(69)

Art. 8o

VI - as empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens de que trata a Lei nº 10.610, de 20 de dezembro de 2002, enquadradas nas classes 1811-3, 5811-5, 5812-3, 5813-1, 5822-1, 5823-9, 6010-1, 6021-7 e 6319-4 da CNAE 2.0;

VIII - as empresas que fabriquem os produtos classificados na Tipi nos códigos: IX - as empresas de transporte rodoviário de cargas, enquadradas na classe 4930-2 da CNAE 2.0;

Contribuições Substitutivas

Lei 12.546/11

(70)

Conforme disposto no artigo 8-A, as

alíquotas da contribuição sobre a receita

bruta prevista no art. 8

o

será de 2,5%, 1,5%

ou de 1% (um por cento).

Contribuições Substitutivas

Lei 12.546/11

(71)

Diante disto, se a empresa se enquadra na

possibilidade de desoneração pela legislação,

tem um menor valor de contribuição:

Empresa

Base de Cálculo

Alíquota

Sem a

desoneração

Folha de salários

20%

(Lei 8.212/91)

Com a

desoneração

Receita Bruta

1 a 4,5%

(Lei 12.546/11)

Contribuições Substitutivas

Lei 12.546/11

(72)

Financiamento

Seguridade Social

Responsabilidade por arrecadação e

pagamento das contribuições

(73)

Financiamento

Seguridade Social

Lei 8.212/91:

Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas:

I - a empresa é obrigada a:

a) arrecadar as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço, descontando-as da respectiva remuneração;

(74)

Financiamento

Seguridade Social

Decreto 3.048/99:

Art. 216. A arrecadação e o recolhimento das contribuições e de outras importâncias devidas à seguridade social, observado o que a respeito dispuserem o Instituto Nacional do Seguro Social e a Secretaria da Receita Federal, obedecem às seguintes normas gerais:

I - a empresa é obrigada a:

a) arrecadar a contribuição do segurado empregado, do trabalhador avulso e do contribuinte individual a seu serviço, descontando-a da respectiva remuneração;

(75)

Financiamento

Seguridade Social

Lei 8.212/91:

Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas:

II - os segurados contribuinte individual e facultativo estão obrigados a recolher sua contribuição por iniciativa própria, até o dia quinze do mês seguinte ao da competência;

(76)

Financiamento

Seguridade Social

Decreto 3.048/99: Art. 216.

II - os segurados contribuinte individual, quando exercer atividade econômica por conta própria ou prestar serviço a

pessoa física ou a outro contribuinte individual, produtor

rural pessoa física, missão diplomática ou repartição consular de carreira estrangeiras, ou quando tratar-se de brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial internacional do qual o Brasil seja membro efetivo, ou ainda, na hipótese do § 28, e o facultativo estão obrigados a recolher sua contribuição, por iniciativa própria, até o dia quinze do mês seguinte (...)

(77)

Financiamento

Seguridade Social

Lei 8.212/91:

Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas:

V - o empregador doméstico é obrigado a arrecadar e a recolher a contribuição do segurado empregado a seu serviço, assim como a parcela a seu cargo, até o dia 7 do mês seguinte ao da competência;

(78)

Financiamento

Seguridade Social

Lei 10.666/03:

A responsabilidade pela arrecadação da contribuição previdenciária do contribuinte individual é do tomador dos serviços:

Art. 4o Fica a empresa obrigada a arrecadar a

contribuição do segurado contribuinte individual a

seu serviço, descontando-a da respectiva remuneração, e a recolher o valor arrecadado juntamente com a contribuição a seu cargo até o dia 20 (vinte) do mês seguinte ao da competência, ou até o dia útil imediatamente anterior se não houver expediente bancário naquele dia.

(79)

Financiamento

Seguridade Social

Lei 8.212/91:

Art. 43. Nas ações trabalhistas de que resultar o pagamento

de direitos sujeitos à incidência de contribuição

previdenciária, o juiz, sob pena de responsabilidade, determinará o imediato recolhimento das importâncias devidas à Seguridade Social.

(80)

Financiamento

Seguridade Social

A Justiça do Trabalho além de ter competência para

determinar

o

recolhimento

das

contribuições

previdenciárias, tem competência para executar:

Súmula Vinculante 53

A competência da Justiça do Trabalho prevista no art. 114, VIII, da Constituição Federal alcança a

execução de ofício das contribuições

previdenciárias relativas ao objeto da

condenação constante das sentenças que proferir e acordos por ela homologados

(81)

Financiamento

Seguridade Social

TRIBUTÁRIO. RECURSO REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART. 543-C DO 543-CP543-C E RESOLUÇÃO STJ 8/2008. 543-CONTRIBUIÇÃO PREVIDEN543-CIÁRIA A CARGO DA EMPRESA. REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. BASE DE CÁLCULO. ADICIONAIS NOTURNO, DE PERICULOSIDADE E HORAS EXTRAS. NATUREZA REMUNERATÓRIA. INCIDÊNCIA. PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMAS DA PRIMEIRA SEÇÃO DO STJ.

SÍNTESE DA CONTROVÉRSIA

1. Cuida-se de Recurso Especial submetido ao regime do art. 543-C do CPC para definição do seguinte tema: "Incidência de contribuição previdenciária sobre as seguintes verbas trabalhistas: a) horas extras; b) adicional noturno; c) adicional de periculosidade". CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA A CARGO DA EMPRESA E BASE DE CÁLCULO: NATUREZA REMUNERATÓRIA

(82)

Financiamento

Seguridade Social

TRIBUTÁRIO. RECURSO REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART. 543-C DO 543-CP543-C E RESOLUÇÃO STJ 8/2008. 543-CONTRIBUIÇÃO PREVIDEN543-CIÁRIA A CARGO DA EMPRESA. REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. BASE DE CÁLCULO. ADICIONAIS NOTURNO, DE PERICULOSIDADE E HORAS EXTRAS. NATUREZA REMUNERATÓRIA. INCIDÊNCIA. PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMAS DA PRIMEIRA SEÇÃO DO STJ.

SÍNTESE DA CONTROVÉRSIA

2. Com base no quadro normativo que rege o tributo em questão, o STJ consolidou firme jurisprudência no sentido de que não devem sofrer a incidência de contribuição previdenciária "as importâncias pagas a título de indenização, que não correspondam a serviços prestados nem a tempo à disposição do empregador" (REsp 1.230.957/RS, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Primeira Seção, DJe 18/3/2014, submetido ao art. 543-C do CPC).

(83)

Financiamento

Seguridade Social

TRIBUTÁRIO. RECURSO REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART. 543-C DO 543-CP543-C E RESOLUÇÃO STJ 8/2008. 543-CONTRIBUIÇÃO PREVIDEN543-CIÁRIA A CARGO DA EMPRESA. REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. BASE DE CÁLCULO. ADICIONAIS NOTURNO, DE PERICULOSIDADE E HORAS EXTRAS. NATUREZA REMUNERATÓRIA. INCIDÊNCIA. PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMAS DA PRIMEIRA SEÇÃO DO STJ.

SÍNTESE DA CONTROVÉRSIA

3. Por outro lado, se a verba possuir natureza remuneratória, destinando-se a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, ela deve integrar a base de cálculo da contribuição. ADICIONAIS NOTURNO, DE PERICULOSIDADE, HORAS EXTRAS: INCIDÊNCIA 4. Os adicionais noturno e de periculosidade, as horas extras e seu respectivo adicional constituem verbas de natureza remuneratória, razão pela qual se sujeitam à incidência de contribuição previdenciária (...) (REsp 1358281/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 23/04/2014, DJe 05/12/2014)

(84)

Obrigado pela oportunidade de falar

um pouquinho sobre Direito

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