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Perfil bioquímico de mulheres atendidas na Unidade de Alimentação e Nutrição do Serviço Social do Comércio - SESC - em Belém, Pará

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Perfil bioquímico de mulheres atendidas na Unidade de Alimentação e Nutrição do Serviço Social do Comércio - SESC - em Belém, Pará

Unitermos:

Perfil de Saúde. Mulheres. Nível Socioeconômico. Jornada de Trabalho.

Keywords:

Health Profile. Women. Socioeconomic Status. Work Hours.

Endereço para correspondência:

Vanessa Vieira Lourenço Costa.

Travessa Dr. Enéas Pinheiro, s/n, Condominio Em-brapa rua Jarí nº 05 B - Marco - CEP 66.095-260. Belém, PA, Brasil.

E-mail: vlourencocosta@hotmail.com / vanessacos-ta@ufpa.br

Submissão:

5 de janeiro de 2014

Aceito para publicação:

17 de março de 2014

RESUMO

Introdução: A mulher tem se estabilizado no mercado de trabalho e adotado dupla jornada, o que diminui os esforços físicos, porém, aumenta a ingestão de alimentos industrializados. Esse estilo de vida promove o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, nota-damente as cardiovasculares. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar os fatores socioeconômicos, antecedentes familiares e o perfil bioquímico em mulheres atendidas na Unidade de Alimentação e Nutrição do Serviço Social do Comércio – SESC, em Belém, PA. Método: Pesquisa transversal com entrevista a 96 mulheres. Os fatores socioeconômicos e antecedentes familiares foram coletados em questionário. O perfil bioquímico foi verificado pela dosagem do colesterol total (CT), triglicerídeo (TG), colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL-c), colesterol de lipoproteína da alta densidade (HDL-c) e glicemia. O banco de dados e a análise estatística foram codificados no programa Epi-nfo versão 6.04d. Resul-tados: A faixa etária predominante foi de 20 a 35 anos (51%; n=49). Quanto à jornada de trabalho, a amostra é representativa de mulheres que trabalham e fazem atividades domésticas (60,4%; n=58). A média da renda familiar foi de 2 a 4 salários mínimos. Para os antecedentes familiares investigados, a mãe apresentou maior representação, com destaque para a dislipidemia com 24% (n=23). Quanto aos achados bioquímicos, o valor médio de HDL-c foi de 44 (±7,8). Conclusões: O nível socioeconômico e a jornada de trabalho podem influenciar diretamente na qualidade nutricional de uma dieta, contribuindo para os baixos valores de HDL-c encontrados na amostra.

ABSTRACT

Foundation: The woman comes if stabilizing at the work market and adopting double journey, in that way reduces the physical efforts, increases the ingestion of industrialized foods. That lifestyle promotes the development of chronic diseases no transmissible, especially the cardiovascular. Objective: To evaluate the socioeconomic factors, family antecedents and the biochemical profile in women assisted in the Unit of Food and Nutrition of the Social Service of the Commerce - SESC, in Belém city, Pará state. Method: Study traverse with interview to 96 women. The socioeconomic factors and family antecedents were collected in question-naire. The biochemical profile was verified by the dosage total cholesterol (CT), triglyceride (TG), cholesterol of lipoprotein of low density (LDL-c), cholesterol of lipoprotein of the high density (HDL-c) and glycemia. The database and the statistical analysis were codified in the program Epi - Info version 6.04d. Results: The predominant age group was from 20 to 35 years (51%; n=49). Concerning the work day the sample is representative of women that, work and make domestic activities in 60.4% (n=58). The average of the family income was from 2 to 4 minimum wages. For the investigated family antecedents, the mother presented larger representation, with prominence for the dyslipidemia with 24% (n=23). Concerning the biochemical discoveries the medium value of HDL-c was of 44 (±7.8). Conclusion: The socioeconomic level and the work day can influence directly in the nutritional quality of a diet, contributing to the low values of HDL-c found in the sample.

Vanessa Vieira Lourenço Costa1 Marília de Souza Araújo2 Lilaine de Sousa Neres3

1. Mestre. Professora do Instituto de Ciências da Saúde, Faculdade de Nutrição, Universidade Federal do Pará (UFPA), Belém, PA, Brasil. 2. Doutora. Professora do Instituto de Ciências da Saúde, Faculdade de Nutrição, Universidade Federal do Pará (UFPA), Belém, PA, Brasil. 3. Tecnóloga de Alimentos. Aluna do Programa em Ciência Animal do Núcleo de Ciências Agrárias e Desenvolvimento Rural, Universidade Federal

do Pará (UFPA), Belém, PA, Brasil.

Perfil bioquímico de mulheres atendidas na Unidade

de Alimentação e Nutrição do Serviço Social do

Comércio - SESC - em Belém, Pará

Biochemical profile of women attended in the Unit of Food and Nutrition of Social Service of Com-merce - SESC - in Belém city, Pará state.

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INTRODUÇÃO

Nas últimas décadas, as mulheres têm alcançado o mercado de trabalho e adotado dupla jornada, o que leva à diminuição do esforço físico e aumento da ingestão de alimentos industrializados1. Esse estilo de vida contribui para

o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis

(DCNT), tais como as doenças cardiovasculares (DCV)2.

O risco de se desenvolver DCV é avaliado com base em um conjunto de fatores modificáveis (diabetes, dislipi-demia, hipertensão, tabagismo, obesidade, sedentarismo, dieta e intolerância à glicose) e não modificáveis (idade, sexo, história familiar e raça). A prevenção baseia-se nos modificáveis3,4.

Em 2011, as DCV culminaram na morte de 344 mil brasileiros com idade entre 30 e 70 anos. Nesse período, as DCNT, incluindo as DCV e diabetes mellitus (DM), foram responsáveis por 2/3 das mortes mundiais e a primeira

causa de mortes no Brasil, totalizando 74%5.

A aterosclerose é um processo inflamatório crônico que leva à formação de placas de ateroma, ocorre

gradual-mente e se inicia na infância4. É uma doença degenerativa

e tem nas dislipidemias um fator de risco, porém, passível de modificações no quadro clínico a partir da diminuição

da lipoproteína de baixa densidade (LDL-c)6.

A identificação de fatores de risco é importante para

dimensionar e direcionar ações de prevenção a saúde7.

Portanto, este estudo objetiva avaliar os fatores socioeco-nômicos, antecedentes familiares e o perfil bioquímico em mulheres atendidas na Unidade de Alimentação e Nutrição do Serviço Social do Comércio - UAN/SESC, em Belém, PA.

MÉTODO

Estudo transversal prospectivo realizado com 96 mulheres que frequentam a UAN/SESC, em Belém, PA. A escolha do local justifica-se por seu alcance socioeconômico e por repre-sentar as atividades econômicas do comércio do município de Belém. A escolha do grupo de estudo justifica-se por sua crescente representação nas estatísticas das DCNT. A amostra foi desenvolvida por meio da média de mulheres que frequentaram durante uma semana cada UAN/SESC, UAN Manoel Barata e UAN Doca. As amostras foram calculadas no subprograma Statcalc do software Epi-Info versão 6.04d8.

Os critérios de inclusão na pesquisa foram: ser do sexo feminino, exercer atividade remunerada e aceitar ser submetida à avaliação bioquímica. As mulheres grávidas e amamentando foram excluídas da pesquisa. Foi realizada abordagem inicial para esclarecimento da pesquisa e assi-natura do termo de consentimento.

A coleta de dados ocorreu em dois momentos. Primeiro, aplicou-se questionário com inquéritos socioeconômicos e

antecedentes familiares com perguntas sobre idade, sexo, escolaridade, situação conjugal, jornada de trabalho, renda familiar e antecedentes familiares de DM, hipertensão, disli-pidemia e obesidade.

No segundo momento, realizou-se a coleta de sangue periférico, sendo respeitado o jejum de 8-12 horas. Para a coleta, utilizou-se agulha e seringa, em seguida o sangue foi colocado em tubo de ensaio de vidro de 13/100 mm sem anticoagulante. Após formação do coágulo, os tubos foram acondicionados em cuba de isopor contendo bolsas de gelo e enviados ao laboratório no período de aproximadamente uma hora. No laboratório, os tubos foram centrifugados para extração do soro9.

Após a obtenção do soro, foram realizadas as dosagens bioquímicas para verificação das taxas de glicose, triglicerí-deos, colesterol total e frações de colesterol, no equipamento de automação em bioquímica ADVIA 1650, utilizando insumos da Biosystems para colesterol e triglicerídeos, e Labteste para glicose e HDL.

Para verificação da taxa de LDL-c, utilizou-se a fórmula de Friedewald: LDL-c = CT – (HDL-c + TG/5), onde TG/5 corresponde ao colesterol ligado à VLDL-c. Com fórmula apresentando ressalva para o nível de TG quando este for ≥ 400 mg/dL, não devendo ser usada6. O risco de desenvolver doença arterial coronariana (DAC) em mulheres foi verificado pela relação de LDL-c/HDL-c e CT/HDL-c, com índices definidos em: baixo risco para mulheres (CT/HDL≤4,4 e LDL-c/HDL-c≤2,9) e alto risco para mulheres (CT/HDL≥5,3 e LDL-c/HDL-c≥3,5)10,11.

Os valores de referência para a avaliação das variáveis lipídicas seguem os critérios de diagnósticos estabelecidos pela IV Diretriz Brasileira sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose do Departamento de Aterosclerose da

Socie-dade Brasileira de Cardiologia6. Os valores de referência

da glicemia seguem os critérios propostos pela Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes12. O risco de DAC foi

verificado com o uso do índice de Castelli I (calculado pela relação CT/HDL-c) e o índice de Castelli II (calculado pela relação LDL-c/HDL-c)10,11.

O banco de dados e a análise estatística foram realizados a partir dos dados obtidos dos questionários, os quais foram

codificados no programa Epi-Info versão 6.04d8. As tabelas

foram elaboradas no programa Microsoft Excel 2007 e para a análise estatística utilizou-se o software BioEstat 5.013.

A pesquisa não representou risco aos participantes e iniciou-se após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa envolvendo Seres Humanos do Instituto de Ciências de Saúde da Universidade Federal do Pará, sendo respeitados todos os parâmetros éticos que ressalta o Conselho Nacional de Saúde, no uso da competência que lhe é outorgada pelo Decreto nº 93.933, de 14 de janeiro de 1987.

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RESULTADOS

Dados de identificação e socioeconômicos

As 96 mulheres entrevistadas tinham idade média de 34,6±9,8. A maioria (51%) encontrava-se na faixa etária entre 20 e 35 anos (n=49), seguida de 38,5% na faixa de 35 a 50 anos (n=37), 8,3% com idade superior a 50 anos (n=8) e menores de 20 anos representaram 2,1% (n=2).

Quanto ao setor e jornada de trabalho, o setor do comércio representou 58,3% (n=56) das frequentadoras da UAN, seguida das áreas administrativa com 21,9% (n=21), saúde com 6,3% (n=6), serviços gerais com 3,1% (n=3) e outras áreas com 10,4% (n=10). Quanto à jornada de trabalho dessas mulheres, 60,4% (n=58) trabalham e realizam atividades domésticas, 13,5% (n=13) apenas traba-lham, 13,5% (n=13) trabatraba-lham, estudam e fazem atividades domésticas e 12,5% (n=12) trabalham e estudam.

Quanto ao estado civil das participantes, 59,4% (n=57) vivem com companheiro e 40,6% (n=39) vivem sem compa-nheiro. A média da renda familiar, com base no salário mínimo (SM), foi de 2 a 4 com 41,7% (n=40), seguida de 38,5% (n=37) para menor que 2 SMs, de 14,6% (n=14) para renda de 4 a 7 SMs e 5,2% (n=5) para quem soma mais de 7 SMs. Para o nível de escolaridade, a maioria das entrevistadas (72,9%; n=70) possuía o ensino médio, 22,9% (n=22) o ensino superior e 4,2% (n=4) o ensino fundamental e 0% de analfabetismo.

Antecedentes familiares

Para os antecedentes familiares, a maioria relatou que as DCNT não se aplicavam aos seus genitores: diabetes tipo 2 (77,1%; n=74), hipertensão (50%; n=48), dislipidemia (49%; n=47) e obesidade (82,3%; n=79). Porém, comparando os achados entre os genitores, o sexo feminino apresenta maior prevalência de DCNT, com destaque para a dislipidemia, com 24% (n=23) (Tabela 1).

Perfil bioquímico

A classificação dos níveis plasmáticos da população estu-dada mostrou que 21,9% (n=21) estavam com colesterol total acima da normalidade e 71,9% (n=69) com baixo HDL-c. Apenas 7,3% (n=7) apresentaram LDL-c alto. Observou-se triglicerídeo e glicemia alterados em 15,6% (n=15) e 4,2% (n=4) das mulheres, respectivamente (Tabela 2).

Entre os achados bioquímicos, foram observadas alte-rações séricas no HDL-c, com média 44,0±7,8, quando o recomendado é acima de 49,0. As demais variáveis estiveram dentro dos limites aceitáveis (Tabela 3).

Com relação aos índices I e II de Castelli, foi constatado que 70,8% (n=68) e 65,6% (n=63), respectivamente, não apresentaram risco de DAC. As dislipidemias mais frequentes

foram HDL-c baixo (71,8%; n=69) e hipercolesterolemia (6,2%; n=6). O total de pessoas que apresentaram alterações em seus níveis lipídicos foi de 80 (83,3%) (Tabela 4).

DISCUSSÃO

O estudo avaliou mulheres com idade entre 18 anos e acima de 50 anos que exercem atividade remunerada e frequentam as UAN/SESC em Belém, PA. Quanto ao setor de trabalho, o comércio foi o mais representativo, pois 58,3% (n=56) eram comerciárias. Em nível nacional, de 2003 a 2011, as mulheres ocuparam o segundo lugar no setor do comércio14.

Expressivo número de mulheres (60,4%; n=58) trabalham e realizam atividades domésticas. Assim, constata-se que as mulheres permanecem como as principais responsáveis pela atividade doméstica e cuidados com os familiares, o que representa uma sobrecarga para as que, também, exercem atividade econômica14.

Tabela 1 – Antecedentes familiares das mulheres que frequentam a Unidade de

Alimentação e Nutrição do SESC – Belém, PA, 2011.

Antecedente familiar N % Diabetes tipo 2 Pai 6 6,3 Mãe 11 11,5 Ambos 0 0,0 Não sabe 5 5,2 NSA 74 77,1 Total 96 100,0 Hipertensão Pai 14 14,6 Mãe 17 17,7 Ambos 6 6,3 Não sabe 11 11,5 NSA 48 50,0 Total 96 100,0 Dislipidemia Pai 10 10,4 Mãe 23 24,0 Ambos 3 3,1 Não sabe 13 13,5 NSA 47 49,0 Total 96 100,0 Obesidade Pai 3 3,1 Mãe 7 7,3 Ambos 2 2,1 Não sabe 5 5,2 NSA 79 82,3 Total 96 100,0

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O nível de escolaridade predominante foi o ensino médio. As maiores parcelas dos comerciários encontram-se entre os que não chegaram a concluir o 1º grau e entre aqueles que começaram a faculdade sem, no entanto, concluí-la. Assim como é pouco significativo o percentual de pessoas que não estudaram15, fato verificado na pesquisa, com índice

de analfabetismo de 0%.

A renda familiar de 41,7% das participantes manteve-se na faixa de 2 a 4 salários mínimos. Em Florianópolis, a renda de mulheres que atuavam no setor comercial e de serviços esteve em torno de 1 a 3 salários mínimos16. Na análise

dos antecedentes familiares para DCNT, em média, 64,6% relataram que tais doenças (DM, hipertensão, dislipidemia e obesidade) não se aplicavam aos seus familiares. Porém, as genitoras apresentaram maior predisposição à dislipidemia, fato ratificado em estudo realizado em nove capitais brasi-leiras, no qual verificou-se maior prevalência de dislipidemia em mulheres e com idade elevada6. Entretanto, a presença de

antecedentes familiares (por serem fatores não modificáveis) tem relevância para o desenvolvimento de tais doenças17.

A pesquisa encontrou 4,2% (n=4) de mulheres com glicemia alterada, devendo-se considerar que o DM2 pode ocorrer em qualquer idade, porém, é mais comum em

pessoas acima de 40 anos12. Pesquisas apontam que a DAC

é rara em sociedades com valores de CT< 180 mg/dL18. O

risco de desenvolver tal cardiopatia tem aumento progressivo a partir dos valores limítrofes do CT e LDL-c19. Neste estudo,

os níveis limítrofes de CT e LDL-c foram consideráveis. Apesar do baixo número de mulheres com alto triglicerídeo (3,1%), a literatura indica relação entre TG e LDL-c que surge quando níveis de TG estão acima de 100 mg/dL, e é justificado pela influência que o TG tem no surgimento de LDL pequenas e densas. Foram encontradas 38 mulheres com TG acima de 100 mg/dL. É possível que com a manutenção de seus hábitos alimentares e sociais esse grupo tenha elevação em seus índices lipídicos, levando à provável complicação cardiovascular20.

Para verificação do DAC o índice de Castelli I (CT/HDL-c)

parece ser mais útil11. Na população em estudo este risco

esteve presente em 29,2% (n=28). Para o índice II, o risco foi verificado em 34,4% (n=33). Para Castelli et al.10, o

risco de desenvolver DAC é mais propenso em pessoas que apresentam HDL-c baixo. No grupo avaliado, 71,9% apre-sentaram HDL-c abaixo do normal, com média de 44,0±7,8 indicando propensão à DAC e à dislipidemia. O valor de HDL-c maior que 60 mg/dL é considerado protetor6. Na

amostra, uma pessoa superou esse valor.

Como medida de modificação do quadro dislipidêmico e para regressão da aterosclerose, LDL-C inferior a 100 mg/dL é recomendado, além do rigoroso controle dos outros fatores de risco. Para o HDL-c, recomendam-se valores maiores que

35 mg/dL e TG menor que 200 mg/dL19.

Tabela 2 – Perfil clínico das mulheres que frequentam a Unidade de

Alimentação e Nutrição do SESC – Belém, PA, 2011.

Variável N % Glicemia Normal 92 95,8 Alterada 4 4,2 Total 96 100,0 Triglicérides Normal 81 84,4 Aumentado 15 15,6 Total 96 100,0 Colesterol Total Normal 75 78,1 Aumentado 21 21,9 Total 96 100,0 HDL-colesterol Normal 27 28,1 Baixo 69 71,9 Total 96 100,0 LDL-colesterol Normal 89 92,7 Alto 7 7,3 Total 96 100,0

Tabela 3 – Média e desvio padrão das variáveis bioquímicas das mulheres que

frequentam a Unidade de Alimentação e Nutrição do SESC – Belém, PA, 2011.

Variável clínica Média ±desvio-padrão Mínimo Máximo Recomen-dado

Glicemia 86,1 35,3 65,0 412,0

Triglicérides 103,2 59,8 32,0 478,0

Colesterol total 179,2 35,1 121,0 297,0

HDL-colesterol 44,0 7,8 29,0 66,0

LDL-colesterol 114,5 28,3 72,0 223,8

Tabela 4 – Distribuição dos índices de Castelli I e II de mulheres que

frequentam a Unidade de Alimentação e Nutrição do SESC - Belém, PA, 2011.

Variável N %

Castelli I Média ± desvio-padrão: 4,2±0,9

Baixo Risco 68 70,8

Alto Risco 28 29,2

Total 96 100,0

Castelli II Média ± desvio-padrão: 2,7±0,7

Baixo Risco 63 65,6 Alto Risco 33 34,4 Total 96 100,0 Dislipidemia Hipercolesterolemia 6 6,2 Hipertrigliceridemia isolada 3 3,1 Hiperlipidemia mista 2 2,0 Baixo HDl-c 69 71,8

(5)

CONCLUSÃO

De acordo com os dados obtidos neste trabalho, dos fatores socioeconômicos depreende-se que o grupo estudado é de classe média e possui nível médio de escolaridade, além de se dividir entre família e trabalho. Aliado a fatores socioeconômicos, a análise da história familiar para DCNT deve ser considerada como um indicador precoce dessas enfermidades crônicas, já que em população jovem o exame bioquímico pode não confirmar a presença de DCNT e que tais doenças são identificadas com maior frequência em pessoas com idade acima dos 40 anos, ou seja, quando o processo crônico já está instalado.

O nível socioeconômico e a jornada de trabalho podem influenciar na qualidade nutricional da dieta e contribuir, juntamente com a falta de atividade física regular, com baixos valores de HDL-c. O presente estudo chama a atenção para o desenvolvimento de ações que visem à qualidade da alimentação dentro e fora das UAN/SESC.

VINCULAÇÃO UNIVERSITÁRIA

O trabalho apresentado é parte de Trabalho de Conclusão de Curso da Universidade Federal do Pará.

AGRADECIMENTO

Ao Laboratório Dr. Paulo Azevedo, por realizar as análises bioquímicas.

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