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Resumo Historia do Pensamento Econômico

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História do Pensamento Econômico

História do Pensamento Econômico

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PROVA 1: AULA 1 ATÉ AULA 6 PROVA 1: AULA 1 ATÉ AULA 6

  A Aulula a 11 –  –  S Soocicieeddaaddee, E, Ecocononommiia a e e HHPPEE –  –  N Nossa obsoleta mossa obsoleta mentalientalidadade de dede

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Polanyi escreve após a crise

Polanyi escreve após a crise de 29, desacreditando na capacidade do de 29, desacreditando na capacidade do mercado demercado de

se autorregular, ou seja, se opõe ao liberalismo e acredita que só há mudança

se autorregular, ou seja, se opõe ao liberalismo e acredita que só há mudança

através da revolução (marxista)

através da revolução (marxista)

Economias antigas e primitivas

Economias antigas e primitivas::

A economia está submersa, incrustada nas

A economia está submersa, incrustada nas relações sociais, mesmo nasrelações sociais, mesmo nas

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sociedades primitivas a economia era apenas um meio de existência e reproduçãom meio de existência e reprodução

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da organização social. No passado a economia era um meio para se obter conomia era um meio para se obter umauma

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 posição social, um status, ela era acumulada, mas não era usada com usura,ulada, mas não era usada com usura,

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diferentemente dos dias atuais.

Polanyi se opõe Adam Smith ao in

Polanyi se opõe Adam Smith ao indicar uma inexistência de uma propensãodicar uma inexistência de uma propensão

natural para o comercio e a troca e defende a ideia de Aristóteles no que diz

natural para o comercio e a troca e defende a ideia de Aristóteles no que diz

respeito ao homem não ser econômico e sim um ser social. Para ele se havia

respeito ao homem não ser econômico e sim um ser social. Para ele se havia

ausência do risco de passar fome e do desejo de obter lucros p

ausência do risco de passar fome e do desejo de obter lucros pela produção e pelaela produção e pela

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troca nas economias primitivas os homens não buscavam o mercado.mercado.

Revolução industrial e liberalismo:

Revolução industrial e liberalismo:

E economia atual para chegar no

E economia atual para chegar no sistema autorregulado passou por grandessistema autorregulado passou por grandes

transformações, algumas técnicas e outras na mentalidade e

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homens, quando ocorre esse processo de transformações dessas economiastransformações dessas economias

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 podemos dizer que existe uma economia de mste uma economia de mercado.ercado.

A grande transformação da economia liberal:

A grande transformação da economia liberal:

Começa a transformação de coisas que

Começa a transformação de coisas que não eram economia em economia,não eram economia em economia,

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uma delas e a natureza (terra) e outra o ser humano (trabalho) passamnatureza (terra) e outra o ser humano (trabalho) passam

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a ser comercializadoscomercializados, não temos mais a opção da autossubsistência. Os, não temos mais a opção da autossubsistência. Os

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salários como preço de mercado da oferta e procura do trabalho e a rendarenda

como preço de mercado da oferta e procura de terra. Es

como preço de mercado da oferta e procura de terra. Esses dois elementos,ses dois elementos,

trabalho e terra, passam

trabalho e terra, passam a ser regidos pelas la ser regidos pelas leis do mercado. eis do mercado. A economiaA economia

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 passa a dominar a sociedade e é o principal motor das relações sociairincipal motor das relações sociais es e

 políticas. Com a econom

 políticas. Com a economia de mercado criamos uma nia de mercado criamos uma nova forma deova forma de

sociedade agora voltada para o mercado, o medo da fome (pelos

sociedade agora voltada para o mercado, o medo da fome (pelos

trabalhadores) e a atração pelo lucro (capitalistas) passam a manter esse

trabalhadores) e a atração pelo lucro (capitalistas) passam a manter esse

sistema de mercados em funcionamento. Nessas sociedades todas as fontes

sistema de mercados em funcionamento. Nessas sociedades todas as fontes

de rendimentos depender das relações entre oferta e procura, nem sempre o

de rendimentos depender das relações entre oferta e procura, nem sempre o

mercado funciona, para Polanyi os mercados devem ser

mercado funciona, para Polanyi os mercados devem ser regulados para queregulados para que

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a sociedade sobreviva, e necessário pontuar o grau de mercantilização degrau de mercantilização de

coisas que não eram mercadorias. A sociedade se torna refém do

coisas que não eram mercadorias. A sociedade se torna refém do mercadomercado

(crítica ao liberalismo)

(crítica ao liberalismo)

Pilares do liberalismo econômico:

Pilares do liberalismo econômico:

Polanyi critica o capitalismo e acredita que a economia

Polanyi critica o capitalismo e acredita que a economia de mercado dependeude mercado dependeu

de um alto grau de intervenção política. Existem três leis que marcam o

de um alto grau de intervenção política. Existem três leis que marcam o

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capitalismo e que com o seu fim garante os pilares do im garante os pilares do liberalismoliberalismo::

 Leis dos Pobres (1834): foram um sistema de ajuda social Leis dos Pobres (1834):foram um sistema de ajuda social aos pobres emaos pobres em

Inglaterra e Gales

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das leis Tudor. O

das leis Tudor. O fim da assistência aos pobres com a extinção de asilos.fim da assistência aos pobres com a extinção de asilos.

Permite a existência de mercado autorregulado de trabalho.

Permite a existência de mercado autorregulado de trabalho.

• Lei dos Bancos (Lei dos Bancos (1844): essa lei garantia 1844): essa lei garantia monopólio total ao Banco damonopólio total ao Banco da

Inglaterra imposto por

Inglaterra imposto por lei. lei. Uma vez criadUma vez criado este poder, parecia no este poder, parecia natural queatural que ele seria usado

ele seria usado e abusado. e abusado. O fim O fim dessa lei imdessa lei implica o fimplica o fim do monopólio dado monopólio da

cunhagem da moeda pelo Banco da Inglaterra. Per

cunhagem da moeda pelo Banco da Inglaterra. Permite a existência demite a existência de

mercado autorregulado de dinheiro e a instituição do

mercado autorregulado de dinheiro e a instituição do padrão ouro.padrão ouro.

• Lei dos Cereais (1846): Foi uma lei que proibia a Inglaterra de negociarLei dos Cereais (1846): Foi uma lei que proibia a Inglaterra de negociar

agricultura com outros países, foi concebida para proteger os produtores

agricultura com outros países, foi concebida para proteger os produtores

rurais ingleses ao promover a exportação

rurais ingleses ao promover a exportação e limitar a importação quando ose limitar a importação quando os

 preços caíram abaixo do ponto fixa

 preços caíram abaixo do ponto fixado. O fim da proteção agriculturado. O fim da proteção agricultura

inglesa, ou seja, o fim da Lei dos Cerais per

inglesa, ou seja, o fim da Lei dos Cerais permite a existência de livremite a existência de livre

circulação internacional de mercadorias.

circulação internacional de mercadorias.

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Essas três leis formam o mercado internacional de mercadorias, o ormam o mercado internacional de mercadorias, o mercado demercado de

dinheiro e o mercado de

dinheiro e o mercado de trabalho, todos são autorregulados. Acreditavam quetrabalho, todos são autorregulados. Acreditavam que

o mercado se organizava de

o mercado se organizava de uma forma espontânea.uma forma espontânea.

Economia de mercado:

Economia de mercado:

A proposta principal de Polanyi e criticar a ideia de buscar sempre o lucro e

A proposta principal de Polanyi e criticar a ideia de buscar sempre o lucro e

defende a ideia de que o ser humano e um ser social e que

defende a ideia de que o ser humano e um ser social e que foi transformadofoi transformado

em ser econômico e tem cada vez se tornado mais bidimensional, é preciso

em ser econômico e tem cada vez se tornado mais bidimensional, é preciso

rearticular a economia as relações sociais,

rearticular a economia as relações sociais, e necessário o controle da e necessário o controle da economiaeconomia

 para um melhor desenvol

 para um melhor desenvolvimento da vida sociavimento da vida sociall, o mundo dominado pelas, o mundo dominado pelas

forças autorreguladas do mercado e um

forças autorreguladas do mercado e um mundo de autodestruição.mundo de autodestruição.

Citação de Polanyi :

Citação de Polanyi : “Os mercados existem em todas as sociedades, e a“Os mercados existem em todas as sociedades, e a

figura do mercador é conhecida em muitos tipos de civilizações. Mas os

figura do mercador é conhecida em muitos tipos de civilizações. Mas os

mercados isolados não se interligam para formar uma economia. A

mercados isolados não se interligam para formar uma economia. A

motivação do ganho era específica dos

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do cavaleiro, a devoção do sacerdote e o orgulho do artesão. A ideia de

do cavaleiro, a devoção do sacerdote e o orgulho do artesão. A ideia de

universalizar a motivação do ganho nunca passou pela

universalizar a motivação do ganho nunca passou pela cabeça dos nossoscabeça dos nossos

antepassados. Em nenhuma época anterior ao segundo quartel do

antepassados. Em nenhuma época anterior ao segundo quartel do séculoséculo

XIX os mercados foram mais que um traço secundário na vida social”

XIX os mercados foram mais que um traço secundário na vida social”

(POLANYI, 2012, p. 217; grifos Prof. Bruno).

(POLANYI, 2012, p. 217; grifos Prof. Bruno).

A citação acima mostra como as

A citação acima mostra como as pessoas estão sendo dominadas pela economia,pessoas estão sendo dominadas pela economia,

mas a busca pelo lucro e algo recente, não passava pela cabeça do cavaleiro e

mas a busca pelo lucro e algo recente, não passava pela cabeça do cavaleiro e oo

mercado não era a

mercado não era a forma dominante nas sociedades antigas.forma dominante nas sociedades antigas.

  A Aulula a 22 –  –  S Soocicieeddaaddee, E, Ecocononommiia a e e HHPPEE –  –  A história do pensamento A história do pensamento e

ecoconônômmiico co cocommo o teteoorriia ra reetótórriica ca ((PPéérrcicio o AArriiddaa))

Questões Principais:

Questões Principais:

• A economia é uma ciência?A economia é uma ciência? Não, a economia pe Não, a economia pensada como ciência sugerensada como ciência sugere

neutralidade e objetividade na análise econômica o que não acontece pois a

neutralidade e objetividade na análise econômica o que não acontece pois a

economia tem suas subjetividade e recebe influencias

economia tem suas subjetividade e recebe influencias políticas e sociaispolíticas e sociais

• Quais as consequências dessa visão para o estudo da HPE?Quais as consequências dessa visão para o estudo da HPE? Tendo aTendo a

economia como ciência, a economia seria formada apenas de teorias

economia como ciência, a economia seria formada apenas de teorias

vencedoras e as demais são descartadas, dessa forma a HPE seria apenas a

vencedoras e as demais são descartadas, dessa forma a HPE seria apenas a

história dos vencedores na qual a teoria atual sobrepõe as demais,

história dos vencedores na qual a teoria atual sobrepõe as demais,

estudantes deveriam aprender apenas a teoria atual e a HPE seria apenas

estudantes deveriam aprender apenas a teoria atual e a HPE seria apenas

curiosidades sobre o passado sem importância perto da

curiosidades sobre o passado sem importância perto da teoria atualteoria atual

(superior). A teoria econômica seria

(superior). A teoria econômica seria separada completamente da HPE.separada completamente da HPE.

• Qual é a relação entre teoria econômica (economia) e HPE?Qual é a relação entre teoria econômica (economia) e HPE? A teoriaA teoria

econômica e um progresso continuo e HPE é uma matriz que dá as

econômica e um progresso continuo e HPE é uma matriz que dá as

diretrizes do pensamento econômico. Na visão Soft

diretrizes do pensamento econômico. Na visão Soft Science a teoriaScience a teoria

econômica está ligada diretamente a HPE pois as

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 baseadas no pensam

 baseadas no pensamento econômico anterior, ou seja, nos clássicoento econômico anterior, ou seja, nos clássicos e estãos e estão

em progresso.

em progresso.

• Por que ler os clássicos do pensamento econômico? Por que eles não sePor que ler os clássicos do pensamento econômico? Por que eles não se

deveriam ser lidos?

deveriam ser lidos? Os clássicos devem ser lidos pois as teorias atuaisOs clássicos devem ser lidos pois as teorias atuais

estão baseadas neles, os clássicos dã

estão baseadas neles, os clássicos dão as matrizes do pensao as matrizes do pensamentomento

econômico. Eles não deveriam ser lidos

econômico. Eles não deveriam ser lidos pois quando nos baseamos apenaspois quando nos baseamos apenas

no passada ao mudar o contexto a teoria pode não funcionar e passa a ter

no passada ao mudar o contexto a teoria pode não funcionar e passa a ter

inexistência de novas teorias e não há evolução do pensamento. As obras

inexistência de novas teorias e não há evolução do pensamento. As obras

do passado devem ser usadas co

do passado devem ser usadas como ponto de partida e instrumento demo ponto de partida e instrumento de

referências para a evolução da economia.

referências para a evolução da economia.

 Evolução Cientifica:Evolução Cientifica:

A evolução do conhecimento ocorre de forma abrupta (

A evolução do conhecimento ocorre de forma abrupta (de revoluções) na formade revoluções) na forma

que enxergamos a ciência, temos uma forma de pensar a natureza e isso se

que enxergamos a ciência, temos uma forma de pensar a natureza e isso se

transforma completamente por um novo paradigma de acordo

transforma completamente por um novo paradigma de acordo com Thomascom Thomas

Kuhn.

Kuhn.

 Nessa visão a teoria econômica atu

 Nessa visão a teoria econômica atual seria melhor do que todas as que já foramal seria melhor do que todas as que já foram

 pensadas, a teoria vencedora.

 pensadas, a teoria vencedora.

 Economia como ciência (Forma ortodoxa)Economia como ciência (Forma ortodoxa)

 No final do século XIX a econom

 No final do século XIX a economia passou a ser estuda como ciência e não sóia passou a ser estuda como ciência e não só

como economia política, nessa visão a economia pode ser

como economia política, nessa visão a economia pode ser separadaseparada

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completamente a posição te a posição do sujeito observador como o objeto do do sujeito observador como o objeto do estudo, ou seja,estudo, ou seja,

há uma neutralidade da parte do

há uma neutralidade da parte do observador, analise objetiva baseada em fatos.observador, analise objetiva baseada em fatos.

 Nessa visão o papel do econom

 Nessa visão o papel do economista e apenas mostrar os fatos a relação econômicista e apenas mostrar os fatos a relação econômicaa

entre eles. Nessa visão a economia só funciona de uma forma, relacionada as

entre eles. Nessa visão a economia só funciona de uma forma, relacionada as

ciências exatas e naturais; são desprezadas as subjetividades e a teoria atual seria

ciências exatas e naturais; são desprezadas as subjetividades e a teoria atual seria

o ápice da economia, as teorias passadas teriam sido superadas e HPE seria

o ápice da economia, as teorias passadas teriam sido superadas e HPE seria aa

história dos vencedores. Essa ideia deu origem a teoria HARD SCIENCE

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 HARD SCIENCE: Visão da paisagem econômica onde os autores

acreditam que as teorias clássicas são desatualizadas e não tem

importâncias na atualidade. As teorias clássicas não são necessárias para as economias atuais, não se deve avaliar o presente por meio do passado,

 portanto essas teorias são desatualizadas e não tem aplicações atualmente.  Nessa interpretação mostra-se a lógica evolutiva da ciência mostrando que

a teoria usada atualmente seria a melhor e atua por ser a evolução das

anteriores, portanto estamos sempre corrigindo os erros do passado. Nesse  ponto de vista o papel da HPE seria olhar o passado e contar a história das

teorias vencedoras. Há uma separação total de HPE da teoria econômica.

 SOFT SCIENCE: Nessa visão apesar da paisagem econômica

(capitalismo) ser apenas uma, há diversas formas e visões diferentes para enxergar essa realidade. Não é possível uma visão geral de todas as

 perspectivas pois depende de vários fatores individuais de cada região, nessa visão a HPE fornece diferentes formas de se olhar a realidade

econômica, não existe uma única teoria economia, mas diversas correntes econômicas e diversas linhagens que não se misturam apesar de as vezes sofrerem influencias umas das outras, mas de maneira geral estão separas (ex. neoclássicos, marxistas e keenesianos), a forma de enxergar a realidade é diferente. Nessa interpretação o papel do HPE é fornecer diversas

matrizes do pensamento econômico e dessa forma os clássicos passam a ser importantes pois as teorias atuais foram evoluções dos clássicos, o curso de HPE analisa a perspectiva de cada autor sobre o capitalismo. Nessa visão não existe ideia de incorporação de outras teorias, não há fronteira.

 Problemas da perspectiva Hard Science

De acordo com Persa Arrida essa perspectiva apresenta apenas um método valido de pesquisa, os economistas não seguem as regras que se prepõe.

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 Não tem uma resolução de fato científica, há uma retorica nos argumentos e uma ruptura entre a teoria econômica e HPE. A Economia sofre

interferência da política e sociedade que torna esse método cada vez menos cientifico e mais social. Não se fala em evolução teórica pois nessa

 perspectiva uma teoria seria superada pela outra e não evoluída.

 Problemas da perspectiva Soft Science

Há uma fusão entre economia e HPE e, portanto, estamos apenas repetindo o passado, havendo a inexistência de novas teorias pois está tudo contido nas matrizes do passado e toda a teoria era dissolvida na HPE. Há o risco dessa teoria e de projetar sempre as mesmas teorias para o presente. Se o contexto muda, então o texto não pode servir e orientação para a teoria

econômica. Enquanto o modelo Hard peca por falta o modelo Soft peca por excesso

 Críticas ao texto de Arida

o Arida supõe uma impermeabilidade dos textos e dos contextos do

 passado ao presente.

o Implicitamente, Arida deixa como única alternativa a utilização da

teoria econômica atual uma vez que o contexto completo do passado é impossível de ser alcançado (tanto pelas diferenças entre passado e  presente quanto pelo trabalho incansável de reconstituição do

contexto intelectual do surgimento das ideias econômicas). Portanto, Arida acaba concordando com a hard science.

o Capitalismo de Marx, Schumpeter e Keynes são tão diferentes do

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o Textos do passado não estão destinados apenas à reconstrução

meticulosa da HPE, mas também servem como referência e como  pontos de partida para análise do presente.

o Arida nega o valor da soft science enquanto delimitadora das questões

e teorias principais que estruturam o pensamento econômico em diferentes matrizes. Não são ideias conjunturais e vão à essência da realidade capitalista.

  Aula 3 –  Mercantilismo –  DE YON, Pierre. O mercantilismo. (“ Políticas e

 práticas mercantilistas”. p. 17 -55.) e HE CK SCHE R, E li. A época

mercantilista: o tema (1931).

 Por que surge a economia política?

 Na antiguidade economia era considerada a ciência da administração de casa, a ideia passa a ser ampliada e a economia começa a ser importante também para o Estado gerando uma ciência de acumulação de poder e uma ciência da criação e acumulação de riqueza (econômica). Na política passa a ser criado uma ciência de criação e acumulação do poder político, essas duas ciências estão interligadas e assim surge a economia política.

 Mercantilismo

Os principais teóricos do mercantilismo utilizam formas especificas de trata-lo,

o Schmoller (1884) define o mercantilismo como uma forma de

transformar um mercado regional (política econômica local) em um mercado nacional (política econômica do Estado nacional)

o Heckscher (1931) define o mercantilismo como fase da história da

 política econômica entre a sociedade feudal e o liberalismo (sec. XVI - XVIII)

(10)

o Deyon (1969): define mercantilismo como teorias e práticas de

intervenções econômicas, o mercantilismo como forma de unificação territorial e administrativa, sistema de produção e de riqueza. Deyon enfatiza as partes praticas, para ele o mercantilismo foi desenvolvido na Europa moderna desde a metade do século XV até o começo da Revolução Industria.

 Surgimento do mercantilismo foi profundamente dependente do

aparecimento dos Estados modernos.

A principal característica do estado moderno é o exército, que

 possibilita o monopólio da violência legitima. Apenas o estado possuía o  poder das armas. Porém Estado não possuía riqueza, sem riqueza que se

possa tributar não é possível realizar guerras, pois é necessário financiar os exércitos e frotas. O comercio passa a ser base para a riqueza e poder do Estado. O Estado para criar tributações precisa estimular a economia incentivando o comercio para ter riqueza tributária.

Exército, tributações e comércios estão interligados por isso o

mercantilismo está tão ligado aos estados nacionais. Os estados passam a lutar contra as forças de dispersão (Ex. força universal da Igreja e do

Império Romano –  Germânico), lutam contra as particularidades regionais, ou seja, províncias e corporações dentro dos estados e contra a depressão econômica (sec. XVII); o rei para possuir a soberania precisa lutar contra a igreja, a burguesia, a nobreza e outros. Essas políticas econômicas que estão surgindo mantem algumas semelhanças com a política feudal, entre elas a política de abastecimento (o estado procurava garantir o abastecimento da população) e a limitação da concorrência (necessidade de permissão real para comercializar dentro do Estado, o comercio é um  privilégio)

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 Características do mercantilismo

o 1 –  Sistema unificador : necessidade de criar uma economia

nacional homogênea em um território heterogêneo e sob disputas com outros estados. O estado passa a assumir funções econômicas anteriormente feitas pelas corporações (ex. cunhagem de moeda). O estado moderno apresenta formas limitadas de administração pública, ainda existem inúmeros entraves a livre circulação.

o 2 –  Sistema de Poder: o poder do estado é o alvo central do

mercantilismo, a ideia principal do mercantilismo e que essas forças econômicas deviam servir os interesses do estado primeiramente e depois aos interesses privados. O estado limita a circulação de

navios (Ex. atos de navegação e regime das tropas)

o 3 - Sistema protecionista: a política devia evitar o excesso de

mercadorias dentro do pais. Esse sistema fornece a acumulação do capital, a acumulação de riqueza no pais pois há uma diferença entre o que é importado e o que é exportado, possibilitando o acumulo. Além da questão tarifária, também se utiliza como armas de competição

internacional o desenvolvimento da marinha, a multiplicação das manufaturas e das companhias de comércio.

Thomas Mun (1664): “O meio ordinário de aumentar nossa riqueza e nossas espécies é o comércio exterior, para o qual é preciso sempre

observar esta regra, vender mais aos estrangeiros do que lhes compramos  para nosso consumo”.

o 4 –  Sistema monetário: a balança comercial favorável cria superávits,

ou seja, entrada de recursos líquidos. Para aumentar a quantidade de ouro de um pais era necessário que se retire a mesma dos países

(12)

 Mercantilismo x liberalismo

o Semelhanças: os dois tem uma visão amoral da econômica, não mais

vinculada a religião, e as duas correntes estão interessadas na questão da riqueza e acumulação do poder econômico, as duas correntes tem uma questão principal sobre quais as formas de se atingir a prosperidade do pais e se evitar a decadência.

o Diferenças: No mercantilismo o objetivo e fortalecer o estado e no

liberalismo o objetivo e fortalecer o indivíduo, o estado no liberalismo favorece o acumulo de riqueza individual.

  Aula 4 –  Fisiocracia –  COUTI NHO, Maurício. Lições de economia Cap.

2: “Fisiocracia: um ramo francês nos primórdios da economia política”.

 p. 49-96

Os fisiocratas procuram um modelo econômico para superar o atraso Francês, o estado estava endividado e o sistema tributário é desigual, cobrava muito dos camponeses e tinha um desenvolvimento urbano fraco, o desenvolvimento do comércio das manufaturas comparado com a Inglaterra também não era

suficiente, para eles a agricultura é a base da economia francesa, a taxa de urbanização era pequena, a economia Francesa não era completamente capitalista. Os fisiocratas pensam o capitalismo como algo restrito a

agricultura, o papel do estado é respeitar a economia e viabilizar o comercio. A economia segue as leis naturais e o governo deve agir de acordo com as leis naturais. Com essa ideia de fortalecer o comercio eles defendiam:

* livre comercio de grãos * redução da carga fiscal * obras de infraestrutura.

(13)

- Antes de 1750 apesar de existir reflexões sobre os problemas econômicos não havia caráter sistemático, a economia não era objeto autônomo de reflexão e tinha abordagem pouco especifica.

- Entre 1750 –  1780 homens da ciência passam a se interessar pela economia de forma sistemática visando a reprodução material na sociedade mercantil.

Constitui-se um sistema de pensamento econômico, como um conjunto de conceitos de campo delimitado de investigação e com metodologia própria.

 Raízes da econômica política clássica.

A sociedade passa a ser pensada onde o fundamento da ordem e circulação de moeda, surge a economia política como resposta para as questões da vida

material e como parte da tradição de direito natural. Surge ideais de harmonia e de natureza humana universal. Para o liberalismo o mercado autocontrola os  preços e é visto (por Coutinho) como a face econômica do Iluminismo, mas ele

desconsidera as políticas mercantilistas inspiradas no iluminismo.

 Contexto histórico

Antes de entender os fisiocratas e necessário entender a histórica da França, no final do estado XVII a França tem grande poder político militar enquanto a Inglaterra tinha passado por duas revoluções sendo a segunda a revolução gloriosa, ela começa a se tornar uma potência econômica isso favorece o capitalismo inglês. A França estava sofrendo o peso de uma sociedade

absolutista, onde o estado gastava muito com a corte e não havia verba para o aparato militar, além de guerras. O Estado francês aumenta os gastos militares e administrativos criando dividas e desigualando o sistema tributário. O

crescimento econômico beneficia apenas os grandes proprietários, nobreza e assalariados.

o Economia predominantemente agrícola o Administração da terra era capitalista

(14)

 O grupo dos fisiocratas

Eles estavam preocupados em reduzir a diferença de poder entre a Inglaterra e a França, querem reformar a sociedade francesa em uma direção mais capitalista e ao fazer isso criam modelos de crescimento econômicos diferentes do modelo mercantilista, o modelo deles vai depender da agricultura. Eles atuam como um grupo unificado com método próprio e formam a primeira escola do pensamento econômico, ou seja, um conjunto de pensadores que defendiam princípios

comuns. Eles aceitam a propriedade da terra como algo natural

Marx: fisiocratas como os verdadeiros fundadores da economia moderna. Eram chamados de économistes na França.

François Quesnay (1694-1774), era médico da corte de Luís XV. Líder dos fisiocratas, associava fluxo de mercadorias a circulação sanguínea, mas essa metáfora utilizada não é o principal para pensar economia. Para os fisiocratas o governo deveria reagir a economia fazendo uso das leis naturais. Quesnay muda a forma de relação entre o estado e a economia, para ele ao invés da economia ser dominada pelo estado, ela deve ser respeitada pelo estado. Para ele a única

função do governo era facilitar as vias, e arrumar as pedras nas estradas e deixar as correntes se moverem livremente.

 Contribuições dos fisiocratas

Eles forneceram como principais contribuições a compreensão da ordem

econômica como algo natural e racional, os fisiocratas fornecem o primeiro modelo de análise econômica e criam uma metodologia especifica para

entendimento da economia utilizando dados e gráficos; eles criam uma formula articulada de pensar a economia criando a ideia de excedente econômico e

 produtividade do trabalho compreendendo o capital e criando uma base para a concepção de acumulo de capital.

(15)

Há desavenças entre o antigo regime e o mercantilismo contra as medidas liberalistas de política econômica propostas pelos fisiocratas (ambos

centralizadoras e autoritárias). O governo deve liberar a economia (critica ao mercantilismo) e adotar condutas para o melhor desenvolvimento da riqueza, essa ideia possui caráter transformador, prescritivo e acelerador do liberalismo  proposto pelos fisiocratas.

 Medidas propostas pelos fisiocratas

Defendiam o livre comercio de cereais, a redução da carga tributária por meio do imposto único sobre a propriedade fundiária, a defesa da realização de obras de infraestrutura e o viés agrícola das políticas econômicas, poucas propostas para manufatura.

 Aula 4.2 –  Fisiocracia –  COUTI NHO, Maurício. L ições de economia Cap. 2: “Fisiocracia: um ramo francês nos pri mórdios da economia

 política”. p. 49-96

 Conceito de excedente e pressupostos.

Excedente = riqueza produzida acima de subsistência, o que sobrava depois da subsistência (valor de troca –  custo de procução); (riqueza produzida –  riqueza consumida)

Para os fisiocratas só havia excedentes na agricultura, essa e a principal diferença entre os fisiocratas e as correntes posteriores. Como só estão considerando a

agricultura, não é necessário transformar produtos diferentes em riqueza comum.  Não trabalham com a teoria do valor.

Para Rubens os fisiocratas só veem excedentes na agricultura, é o lugar onde há  produção superior aos gastos.

 Divisão da economia em três classes

- Classe Produtiva: encontrada no campo, alugam as terras (arrendatários) empresários capitalistas e trabalhadores assalariados no campo. Fazem

(16)

investimentos em capital fixo (instrumentos, melhorias, patrimônios) e material variável (sementes e produtos). Não possuem terra, pagam a renda da terra para o proprietário mas ganham o excedente de produção. Criam o

excedente e os investimentos, gastam parte do excedente para comprara matérias primas e investir em melhorias do campo e pagam os salários.

- Classe dos Proprietários: (não produz excedente) recebem renda da terra, vivem daquilo que e pago pelos produtores, e estão inclusos a coroa, o rei e funcionários  públicos e dizimeiros. Pertencem a nobreza ou agentes do estado, não realizam

trabalho produtivo.

- Classe Estéril: (não produz excedente) mas são produtores urbanos, vivem fora da agricultura, estão inclusos o comercio, manufaturas e cidade. Eles produzem, mas não o suficiente para o excedente, apenas subsistência.

* Conflitos distributivos:

o Geral: cidade (indústria e comércio) x campo (agricultura)

o Dentro da agricultura: proprietários de terras x produtores agrícolas o  No grupo dos produtores agrícolas ou dos produtores urbanos,

Quesnay não distingue entre capitalistas x trabalhadores gerando confusão entre os grupos sociais e econômicos.

Os fisiocratas visam um limite para a tributação pois a partir do momento onde os recursos são reduzidos o crescimento econômico também se reduz,  passando a ter uma visão de um estado rico como um estado onde os súditos

são ricos. Eles defendem a livre importação pois fica mais barato para comprar os produtos manufaturados.

 Consequências:

- Conforme aumenta os gastos com consumo das classes mais ricas (modernizando os padrões de consumo) o investimento e reduzido.

(17)

- Os fisiocratas são uma visão de todo pensamento posterior, tanto os liberais quanto os marxistas.

 Para concluir

•primeira análise de equilíbrio global do sistema econômico

•Relações recíprocas e interdependência total entre todos os fenômenos econômicos

• Desenvolvimento através da acumulação de capital.

• Utilização do excedente para a formação de capital.

• Desdobramentos posteriores • Busca de teoria do valor

• Análise geral do fenômeno do excedente e explicação da categoria do “lucro”

  Aula 5 –  Adam Smith –  A sociedade civil entre o E stado e o mercado

-ROSANVALLON, Pierre. O liberalismo econômico: história da idéia de mercado. “A aritmética das paixões e a instituição do social”. p. 21-26 e Cap. 2: “A economia como realização da política (o mercado e o contrato)

”.

Contexto: A sociedade medieval está centrada em Deus e não no homem, não tem visão do indivíduo. Não havia a ideia da consciência própria e

independente, essa ordem social baseada na religião entra em crise. Essa sociedade tem uma representação de como as coisas são realizadas ligadas a Deus e isso entra em crise, o indivíduo passa a ser o ponto de partida para organizar a sociedade, esse indivíduo agora não é mais controlado pela fé (tanto a reforma protestante quanto o catolicismo não controlam mais a sociedade) se faz necessário uma nova forma para controlar essa sociedade que não está mais ligado a religião.

Os filósofos daquela época começaram a estudar como era de fato o ser humano (filosófico e racional) da mesma forma começa a preocupação com a

(18)

ideia de analisar o ser humano com base na moral cristã e relações bíblicas históricas. Isso influencia o direito e a filosofia política. Esse estudo revela que o ser humano é egoísta por natureza (tese principal para Maquiavel e Hobbes) não existe mais uma fé para controlar esse egoísmo, a esfera

religiosa se separa da esfera social.

Essa preocupação com a ordenação social gera diferentes respostas dos filósofos do sec. XVII e XVIII.

 Sec. XVII - preocupação central com a passagem do estado de natureza

 para a sociedade civil. (o estado é capaz de organizar o egoísmo do ser humano, mas é um processo de longo prazo. O principal defensor é Hobbes)

 Século XVIII: teoria do pacto fundador deixa de ser a questão principal,

 preocupações se voltam para a regulação da sociedade civil e para a busca da harmonia social. (Adam Smith diz que o mercado é capaz de regular a sociedade sem recorrer ao estado)

 Diferentes respostas à crise da ordem tradicional:

o Estado como resposta política (Hobbes, Leviatã, 1651)

o Mercado como resposta econômica (Smith, Riqueza das nações,

1776).

- HOBBES: O Estado como solução

Ele defende o absolutismo pois achava que o rei era legal, o absolutismo era a única forma de organizar a sociedade e tirar o estado da guerra e de um conflito generalizado. Faz análise do ser humano e vê que ele é dominado pelo egoísmo e este não pode ser controlado pela nação. Para ele a paz não pode ser garantida somente pelo desejo de conservação de cada um, depende de um poder superior e geral que garanta a paz. Por meio do pacto social, há uma associação e uma submissão que permite confiar todo o poder a um único homem ou a uma assembleia de homens. O ideal para a organização social é se alcançar um estado

(19)

de paz, para isso as pessoas tem que entrar em acordo e isso só acontece quando elas tem medo da morte, o medo da morte faz com que os homens entrem em acordo entre si. É necessária uma força que evite as pessoas de usar a violência.

Para construir a paz é necessário um pacto entre os homens e a submissão a um único poder que controla a violência. Para ele a assembleia era uma forma de estado, ela não impedia o começo da guerra, o rei por ser uma única pessoa detentora de poder seria capaz de controlar as tendências destrutivas da ordem social. O poder absoluto é a única forma de criar o poder, por isso ele defende o absolutismo

 Críticas a Hobbes

A partir do final do sec. XVII Hobbes passa a ser criticado, inclusivo John Locke (pai do liberalismo político) Locke diz que não adianta fazer um pacto de submissão isso não garante a ordem social. O rei não estava submetido a

nenhum poder, portanto ele poderia fazer uso da violência, não há controle  para o rei pois ele está acima de todos, Locke defende que é necessária uma  barreira ao poder absoluto. O liberalismo se baseia nos contra poderes para  balancear o poder real. Hobbes diz que na Inglaterra o parlamento é o contra  poder do poder real. No sec. XVIII Montesquieu diz que é necessário dividir

os poderes em legislativo, executivo e judiciário, dessa forma um controla o outro. Locke contribui com o liberalismo também com a ideia de que a função do estado não é só a garantia a vida, na visão de Locke a função do estado passa a ser garantir a vida e a propriedade privada, outro pilar fundamental do

liberalismo, a propriedade privada é criada no estado da natureza, o acumulo de  poder (trabalho) gera diferenças econômicas que devem ser sancionadas pela  propriedade privada. Cria uma teoria para legitimar o capitalismo moderno e o

surgimento da propriedade privada. De acordo com Locke o estado ganha

(20)

que pertence ao indivíduo e pode ser recebido como herança ou levada ao mercado. O papel do soberano é garantir a paz e a propriedade privada

(sociedade civil = estado)

Rousseau: filosofo iluminista que muda a visão que se tinha sobre estado de natureza, ideia do estado de natureza do homem ser bom, sinônimo de felicidade. Quando passa para a sociedade civil o homem passa a ser ruim, perde seu contato com a natureza e com a sua essência, o estado de natureza não é um estado de guerra, o ser humano em sua origem e bom mas ele é corrompido pela

civilização. Primeiro critico a modernidade e o primeiro romântico. Na visão do Rousseau se o estado de natureza não era tão ruim, não e necessário a transição do estado de natureza para o estado de sociedade civil mas sim o aprimoramento do estado de natureza para controlar os interesses humanos, e controla-los. Não e  preciso fazer pacto de submissão e transferir a soberania para o rei. A soberania

reside no povo e deve continuar no povo.

  Adam Smith (1723-1790)

- O mercado como solução: na visão de Smith o mercado resolve o dilema da articulação entre os interesses gerais e os interesses individuais, sintetizando e organizando o egoísmo humano. A economia surge como resultado de um raciocínio que vê no mercado o papel de vínculo com a ordem social, que não é baseado na religião nem no estado. Na interpretação de Smith o mercado alcança a paz tanto no plano interno quanto no externo, é possível que as  pessoas não entrem em guerra em si e nem os países, no plano interno com a Filosofo Matriz do pensamento

Hobbes Absolutismo

Locke Liberalismo

Rousseau Democrático e revolucionário Smith Liberalismo, livre mercado

(21)

divisão de trabalho e externamente com o comercio internacional, isso permite a saída do estado de guerra generalizado. Ele cria uma solução para a questão do pacto social, o mercado da a associação entre os homens. Ele faz uso da metáfora da “mão invisível” não era exatamente o mercado mexendo na economia, mas que ao buscar o individual resulta em ordem social não

esperada inicialmente, quando atuamos no mercado acontece um fenômeno semelhante. Ele consegue conciliar a busca individual pela liberdade com o  bem comum, ou seja, a ordem social e o bem-estar de todo, a condição

essencial para o pregresso.

Interesses sociais ≤---≥ Interesses individuais

A liberdade moderna e uma consequência de independência econômica. Para ele o mercado e uma promessa de liberdade. Se os seres humanos são tão

egoístas, como e possível manter a sociedade? Como ela não se rompe? O que mantem a sociedade e a busca por interesses individuais e esta é canalizada no mercado. Os homens se unem por possuírem interesses privados.

 Originalidade de Smith

Ele dá uma resposta ao problema do século XVIII defendendo o liberalismo econômico e traz a ideia de que o mercado e um espaço onde se pode alcançar a harmonia social, para ele os fundamentos da sociedade estão na econômica do mercado. Antes de surgir uma economia de mercado e necessário uma sociedade voltada para o mercado. A função do estado e garantir o funcionamento da

economia do mercado e deixa de ser espaço de articulação dos interesses

 privados. Percebe-se a ideologia fundida no Smith conserva o espaço econômico como o único espaço possível de realização do ser humano. Ao fazer isso

esvazia-se os outros espaços de articulação, criando problemas para o poder

 político. Cria ideologia de defesa de uma sociedade voltada para o mercado, para o liberalismo.

(22)

o  Aula 5.2 –  Adam Smith –  COUTI NHO, Maurício. Lições de

economia cap. 3 (itens 1, 2, 3 e 5)

 Crítica ao sistema mercantil:

Smith critica a visão metalista da riqueza, na concepção dos mercantilismos a riqueza vinha da acumulação de metais preciosos, quando tem mais metal na economia, temos mais ouro em circulação aumentando o poder de

compra da população, dado esse raciocínio surge a teoria quantitativa da moeda. Quando temos mais dinheiro em circulação as pessoas gastam mais. A oferta permanece estática e a demanda cresce, teremos uma escassez de  produto ocasionando na alta dos preços dos produtos, criando assim uma

diferença entre o nível de preços internos e externos. Existe uma

modificação do lado monetário enquanto o lado real permanece o mesmo, o acumulo de metais preciosos não leva a geração de riqueza, só altera o padrão monetário.

o Críticas internas (ao mercantilismo): Smith critica os monopólios

 pois não garantem o crescimento econômico para todos mas apenas  para alguns, defende a livre circulação e que a concorrência maximiza

o crescimento econômico, a moeda é apenas um símbolo da riqueza e depende da extração dos metais preciosos, o pais não fica mais rico acumulando metais preciosos.

o Críticas Externas (ao mercantilismo): Ele critica o mercantilismo

externamente pois as restrições ao comercio internacional impedem o aumento dos mercados e da divisão dos trabalhos; aumento da

 produção e das riquezas.

o Críticas aos Fisiocratas: a principal crítica e a especificidade da

(23)

riqueza e excedente, para ele você consegue aumentar a produtividade nas cidades e no comercio e não somente na agricultura como sugeriram os fisiocratas. Smith defende o liberalismo e desvincula esse liberalismo em termos mais amplos defendendo a liberdade da circulação de capital.

RIQUEZA DAS NAÇÕES

 Nessa obra ele Adam Smith vai investigas de onde vem e a riqueza das nações, não só o que se tem internamente, mas o que se obtém de outros países, ele usa a ideia de trabalho comandado para adquirir riquezas de outros países. Para ele a riqueza da sociedade mercantil e expressa pela capacidade de realizar trabalho, não se vive da autossubsistência. O trabalho é a medida mais invariável do valor, a que varia menos. Conceitua riqueza como não só o que é produzido no pais, mas em todas as mercadorias que possui acesso.

Riqueza: o que se obtém através do trabalho.

Trabalho comandado: trabalho que se pode obter a partir das trocas. Acesso ao trabalho de outras pessoas.

- Trabalho e valor: Smith se preocupa com uma medida geral de valor na economia, ele inclui na noção de trabalho o que é feito pelo sujeito e o que ele  pode adquirir. O trabalho e uma força produtiva da riqueza, ele pode ser trocado  por trabalho. A única coisa que não muda através o tempo e o trabalho, o

trabalho sempre vai ser esforço do ser humano. A teoria do valor do trabalho realça o caráter cooperativo da sociedade baseada na divisão.

- Divisão do trabalho: a divisão do trabalho aumenta a produtividade e consequentemente a riqueza, Smith avalia a fábrica de alfinetes onde um

(24)

divide-se essa tarefa por um número maior de trabalhadores e obdivide-serva a melhora no desempenho. Para Smith é importante organizar a sociedade e os interesses e encontrar uma forma de direcionar o egoísmo humano (que busca o lucro) para algo fixo.

“Todo homem vive pela troca” A. Smith

 Na visão de Smith a sociedade e a economia estão baseadas no trabalho, o trabalho direciona a sociedade ao progresso e em como ele se realiza (iluminista defensor da razão e do progresso), ele vincula a formação do capitalismo com o crescimento das cidades.  Isso serve como justificação para incorporar regiões atrasadas ao capitalismo e para a modernização do Antigo Regime. Além da análise do valor como trabalho ele cria uma outra análise do valor, analise do valor de troca. Alguns bens podem tem grande valor de troca e pouca utilizada.

Valor de uso e o que é útil individualmente, mas a riqueza da economia depende do valor de troca. Em cada produto e possível decompor em elementos de cada nível econômico. Smith cita que os trabalhadores recebem salário e os capitalistas recebem o lucro e os proprietários recebem a renda da terra, com isso temos a teoria da distribuição de renda para ver quanto cada um deles recebe.

Preço Natural ≠ Preço de mercado

O que interessa não é o preço de mercado, este e definido pelas condições de oferta e demanda. Se o preço de mercado foi muito diferente do preço natural ninguém produz por não ter retribuição necessário. A tendência geral e que o  perco de mercado se iguale ao preço natural. Quando o sistema não e de

concorrência perfeita o preço de mercado será muito maior do que o preço natural pelo impedimento da concorrência

(25)

Valor: Trabalho comandado x produto do trabalho x rendimentos do trabalho, capital e terra?

Para críticos, Smith sai da teoria do valor trabalho, pois preços não se resumem mais ao trabalho produtivo.

Assim, o trabalho comandado pelo trabalhador não corresponde ao esforço realizado pelo trabalhador. Ou seja, o valor é maior do que o salário ou  preço natural.

Crítica de Ricardo:  preço do trabalho (salários pagos) x quantidade de trabalho necessária para produzir bem   flutuação entre trabalho

disponível (salário) e trabalho incorporado. Para Ricardo, trabalho incorporado era a verdadeira medida de valor.

 No final a teoria do Smith chega a alguns problemas, como por exemplo:

• O que explica a renda da terra e do capital?

• Os rendimentos da terra e do capital correspondem a um trabalho?

• Por que o produto do trabalho não pertence integralmente ao trabalhador na

economia moderna?

• Todos (trabalhadores, capitalistas e proprietários de terras) seriam

 beneficiados pelo crescimento econômico?

• Quando esse crescimento econômico poderia chegar ao fim?

 Aula 6.1 –  DAV I D R I CAR DO - Aula 1 –  Sociedade, E conomia e HPE – 

Nossa obsoleta mentalidade de mercado (Karl Polanyi)

Economista inglês, exerce a mesma função do pai como corretor de ações e fica rico especulando na bolsa de Londres.

(26)

Ricardo completa os fundamentos da economia, baseado nas teses de Adam Smith, clássica enquanto Smith da os principais temas do

liberalismo.

Ele coloca duas questões importantes, a primeira delas é se a economia deve ser vista como uma ciência e a segunda questão sobre como analisar o crescimento econômico. Ricardo marca uma época onde a economia passa a ser discutida publicamente, tanto no parlamento quanto na imprensa.

Constrói uma economia até hoje usada, como por exemplo a teoria do comercio internacional. Ricardo junto com Adam Smith formam a base da economia clássica.

 Contexto histórico.

- Expansão napoleônica entre 1797 e 1815

o Bloquei continental (limitando a expansão do mercado)

o Falta de recursos para o estado inglês (desordem fiscal e financeira) o Emissão de papel moeda para suprir déficit do governo (desordens

monetárias).

- Crise econômica pós-guerra

 Questões de Ricardo.

Ele procura criar uma teoria que aprofunda na economia e aprimora Adam Smith. Ele se coloca do lado da burguesia industrial. Ele diz que a economia não cresce por dois fatores, um interno e um externo

Interno: o mercado não cresce, pois, a agricultura não deixa, a agricultura tira recursos que iriam para a burguesia consumindo o lucro.

Externo: o mercado não vai crescer pois não há a abertura dos portos, impedindo o livre comercio.

Ricardo analisa as ideias de Malthus para sua tese sobre acumulação de capital. Apesar de defenderem o liberalismo econômico, Smith é mais histórico e institucional do que Ricardo que usa um método dedutivo, a preocupação

(27)

 principal de Ricardo é tratar o capitalismo para todas as épocas. A teoria

econômica tem diferenças históricas. Enquanto Smith tem uma visão filosófica Ricardo enxerga a economia como algo logico e sem moralidades. Ricardo abre espaço para o estudo da economia como ciência, isso reflete na forma como conceitua o objeto de estudo da economia.

Diferenças Smith x Ricardo

Smith Ricardo

• Objeto da economia política é a

investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das

nações.

• Escreve em contexto histórico de

 persistência de formas

econômicas não capitalistas (ex.  produtores independentes).

• Começo da Revolução Industrial

inglesa, mais otimista.

• Teoria econômica possui

 preocupação filosófica

• Certeza sobre identidade natural

de interesses e harmonia social

• Acumulação depende de

determinadas etapas e condições históricas de crescimento

econômico.

• Fenômenos econômicos são

descritos de forma mais

concreta/particularista, histórica e indutiva.

• Ausência de uma teoria da

distribuição

• Ausência de unidade conceitual

(segundo Dobb)

• Teoria do valor era logicamente

incompleta

• Leitura agradável!!

• Objetivo principal da economia

 política é determinar as leis que regulam a distribuição do

produto entre as classes sociais (capitalistas, trabalhadores e  proprietários de terras). • Escreve em contexto rigorosamente capitalista (sociedade dividida em três classes).

• Final da Revolução Industrial

inglesa, mais pessimista.

• Teoria econômica não possui

 preocupação filosófica e moral.

• Incerteza e pessimismo sobre a

questão da harmonia de interesses individuais

• Acumulação depende do

movimento a-histórico da taxa de lucro. Sistema econômico é

subordinado aos movimentos do capital. Taxa de lucros determina o movimento e o destino

histórico do processo capitalista.

• Fenômenos econômicos são

descritos de forma abstrata, científica e dedutiva.

• Teoria integrada do valor, do

lucro e da renda

(28)

leis) e uso de hipóteses gerais

• Precisão e abstração matemática

• Leitura difícil!!

Ricardo abre espaço para enxergar a economia como em um ambiente de concorrência perfeita.

 Aula 6.2 –  DAVI D R I CAR DO - Aula 2 –  TEORI A DO VALOR – 

COUTI NHO, Maurício. L ições de economia política clássica.

Cap. 5: “Ricardo: um sistema dedutivo completo de Economia  Política”. p. 179-215.

RI CARDO, D avid. Princípios de economia política e tributação.

Cap. 1: “Sobre o valor”. Seção 1, p. 43-47.

 Objetivo da economia política: Ricardo traz para a economia o estudo da

distribuição de renda, o objetivo de Ricardo é criar uma ciência que regula a distribuição de renda, ele analisa o aspecto contraditório entre taxa de  juros e renda da terra. Para ele nenhum autor antes dele teria analisando

essa distribuição de rendimentos de forma satisfatória.

 Objetivo da teoria de valor: Ele conceitua a economia política com o

estudo da distribuição de renda, de antemão para RICARDO as condições são separadas da distribuição de renda (o que difere de Adam Smith) a forma que a riqueza se distribui não e a mesma forma que ela se produz e uma não afeta a outra.

ADAM SMITH RICARDO

Cria duas teorias de valor, uma para analisar o trabalho comandado (capacidade de adquirir novas

mercadorias) adam Smith vincula a  produção de valor com o consumo,

Para ele por meio da análise de Smith nunca chegaria em uma determinação precisa da relação entre salários, lucros e renda. Ele abandona essa teoria pois a produção

(29)

elas estavam unidas. Smith

desenvolve uma outra teoria do valor chamada “TEORIA DO SOMATÓRIO DOS

RENDIMENTOS”, que diz que em uma mercadoria podemos separar o  preço natural do lucro, do salário e

da renda da terra, decompondo o valor da mercadoria em três partes, mas não diz. exatamente como é feita essa divisão. As suas duas teorias se chocavam e com base nessa incoerência Ricardo constrói sua teoria.

A nica solução para conciliar as duas teorias de Smith é periodizando as teorias apenas antes do capitalismo. Trabalho comandado

• Valor depende do trabalho

comandado

• Valor depende da distribuição

do produto

• Inter-relação valor x

distribuição

• Variações nos salários, lucros e

renda da terra afetam o valor de troca

• Leis distintas do valor de troca

conforme o tipo de sociedade (primitiva ou mercantil).

• Acumulação de capital e

 propriedade fundiária afetam lei do valor.

do valor não pode ser vinculada ao consumo realizado pelos

trabalhadores. Não existe igualdade entre valor e salário.

Ricardo propõe uma teoria onde a produção de mercadorias está

baseada na quantidade de

trabalho necessário para produzir (não em quanto de rendimento vai obter pelo trabalho) sua teoria não depende das trocas e sim da

produção. Ricardo volta a análise do valor para a produção isso

contribui, pois, para estudar a

natureza do capitalismo e necessário entender o que se passa na produção. Trabalho contido ou incorporado

• Valor depende do trabalho

dispendido na produção das mercadorias

• Valor depende do trabalho

contido (mesmo com a

existência dos lucros e salários)

• Independência entre valor e

distribuição

• Variações nos salários, lucros e

renda da terra não afetam o valor de troca.

• Uma única lei de valor,

independente da sociedade. Acumulação de capital e propriedade fundiária não afetam o

funcionamento da lei de valor  - Smith: na sociedade mercantil (capitalista), as mercadorias não são trocadas segundo a quantidade de trabalho contido nas mercadorias, pois trabalho

(30)

- Ricardo: na sociedade mercantil (capitalista), as mercadorias são trocadas segundo o trabalho contido, mas apenas parte do produto retorna aos

trabalhadores sob a forma de salários. O restante é transformado em lucro ou renda da terra

 Teoria do valor por eliminação: consiste em remover tudo que considera

secundário antes de produzir sua teoria

- Valor de uso não contribui para a teoria do valor Ex: ouro –  água - Valor de troca depende de: escassez (oferta inelástica) –  PARTE ESPECIFICA DE ALGUMAS MERCADORIAS –  Ex. obras de arte O valor das mercadorias é determinado pela quantidade de trabalho

necessária para produzi-la, isso compõe a maior parte das mercadorias no universo capitalista, se aumentamos a quantidade de trabalho

aumentaremos o valor dessas mercadorias. Esse conjunto de mercadorias estão relacionadas a economia em concorrência perfeita, ou seja, sem poder de mercado. O trabalho empregado na produção é invariável.

• Aumento do trabalho contido  Aumento do valor de troca

• Redução do trabalho contido  Redução do valor de troca

Ricardo separa o trabalho incorporado, ou contido, como medida invariável do valor e defende que o trabalho comandado não é uma medida invariável, ele se altera ao longo das épocas, não e possível criar uma teoria bem

fundamentada em cima de algo que varia ao longo do tempo, o mesmo acontece com a moeda.

Ideia de teoria: para criar a teoria do valor tem que ser tirado tudo o que se altera (moeda e preço do trabalho –  afetado pelo mercado-), é necessário encontrar algo invariável. Ele busca criar uma teoria relacionada a

distribuição de renda.

(31)

1- Quantidade de trabalho aplicado na produção

2- Proporções diferentes do capital fixo, dependendo do setor será usado mais ou menos capital e trabalho. Ex: agricultura (Trabalho > Capital) e Industria (Capital > Trabalho)

 “Efeito curioso”: quando há diferentes proporções de capital e de trabalho,

isso faz com o que a teoria do valor seja diferente de acordo com as  proporções de capital fixo e de capital variável, Ricardo percebe que ao

aumentar a taxa de lucro e a renda da terra for constante é necessário

reduzir salários, economicamente nos setores onde o capital fixo é muito e o variável é pouco, as mercadorias vão aumentar de valor e nos setores onde temos pouco capital fixo e muito variável as mercadorias vão reduzir de valor. Para solucionar é necessário a produção de uma mercadoria que serve de referência para todas as outras.

o Se duas mercadorias mudam de valor relativo, qual das duas

efetivamente teve seu valor alterado?

o  Necessidade de uma terceira mercadoria para saber se a variação das

duas outras mercadorias.

o Medida invariável permite referir as alterações do valor relativo entre

duas mercadorias a uma única causa (o trabalho dispendido).

 Restrições à teoria do valor de Ricardo.

o Para que variação do valor relativo das mercadorias seja igual ao

trabalho dispendido exige condições de produção iguais entre diferentes mercadorias.

o Se condições de produção variam, então não há medida invariável de

valor.

o Teoria Ricardiana do valor só é válida para proporções iguais de

(32)

o Crítica de Malthus: análise de Ricardo abarca número limitado de

mercadorias, logo teoria do valor como trabalho contido é uma teoria  parcial e não geral.

Capital fixo: não se altera em curto prazo (estrutura e tecnologia) Capital variável: se altera facilmente (mão de obra)

  Aula 6.3 –  DAVI D R I CAR DO - Aula 3 –  Acumulação

COUTINHO, Maurício. Lições de economia política clássica.

Cap. 5: “Ricardo: um sistema dedutivo completo de Economia Política”. De um ponto de vista especifico o debate da renda da terra de Ricardo está relacionado a lei dos cereais, a legislação protecionista de importação de grãos na Inglaterra e a discussão sobre as relações entre agricultura e indústria, renda da terra e lucros se opondo à forma econômica e política entre proprietários de terras e capitalistas.

 Teoria da renda diferencial da terra

Teoria de Malthus:

o Crescimento populacional >> oferta de alimentos  crise de

crescimento

Questão de Ricardo: quais são os efeitos dessa situação sobre a indústria e a taxa de lucros? Há uma maior demanda por alimentos o que gera necessidade de ocupar novas terras o que gera uma renda fundiária (renda da terra) que vai

 produzir os lucros, ao reduzir a taxa de lucro da agricultura, reduz a taxa de lucro geral da economia, Ricardo generaliza o processo para toda a economia.

• renda fundiária [determina]  tx lucro da agricultura  tx lucro

(33)

OBS: O lucro é o resultado da dinâmica entre a renda da terra, o que movimenta o sistema econômico é a renda da terra.

 Fase inicial:

o Demanda por alimentos é suprida pelo cultivo das terras de maior

fertilidade e melhor localização

o Terras praticamente ilimitadas o Inexistência de renda da terra o Lucro é todo do capitalista

 Nessa etapa não existe renda da terra e todo lucro gerado por essa economia vai  para a mão dos capitalistas, Ricardo está pensando em um sistema onde há uma

separação entre o proprietário de terra (recebe a renda da terra), que nesse

momento inicial não recebem a renda da terra, e o agricultor que aluga a terra e investem na agricultura (recebem o lucro)

 Fase posterior

o Cultivo das terras menos férteis e mais longínquas

o Exige maior quantidade de capital para a mesma produção agrícola o Redução da taxa de lucro

o Tx lucro inicial –  Tx lucro atual = origem da renda da terra

o Cultivo da terra na 2ª fase origina renda diferencial sobre a terra na 1ª

fase (ocupação inicial)

o Ocupação de terras menos férteis  ↓ progressiva da tx lucro e ↑

renda da terra

Como as terras são menos férteis é necessários mais investimentos, isso faz com que a taxa de lucro obtida seja menor, por se investe mais. Para Ricardo é criado

(34)

um sistema de diferentes taxas de lucros (terras mais férteis > lucro e terras menos férteis < lucro) , na primeira fase todo lucro é absorvido pelo produtor, enquanto na segunda fase uma parte de lucro vai para o proprietário de terra (a renda da terra)

Resumo: no início tem-se um impulso dado pelos alimentos que leva a ocupação de terras mais férteis, quando acabam as terras férteis passam a ocupar as terras menos férteis, com isso temos a diminuição de rendimentos físicos, com a

diminuição da taxa de lucro na agricultura temos a diminuição geral da taxa de lucro econômica, e aumentando a renda da terra.

• ↑ Demanda alimentos  ↓ Terras férteis e próximas  ↑ Ocupação lotes

menos férteis  ↓ Rendimentos físicos 

•  ↓ Tx lucro na agricultura  ↓ Tx geral de lucros

•  ↑ Renda da terra

 Consequências: Ricardo mostra como a renda da terra e os lucros são

completamente opostos (antagônicos) no modelo de desenvolvimento econômico, conforme se aumenta a renda da terra os lucros são reduzidos na economia, a ideia de renda da terra é aplicada como sendo uma

aplicação surgida entre as diferenças entre a produtividade, e possível generalizar o modelo e citar que os lucros seriam regulados pela

 produtividade da pior máquina.

Detalhe: Ricardo sempre parte do mais especifico para o mais geral, isso

acontece também com a taxa de lucro, para ele pelo processo de concorrência,  para que realize todos os investimentos é necessária uma rentabilidade mínima

no setor menos produtivo.

• Tx lucro pior terra  tx lucro agricultura  tx lucro geral

(35)

o Defesa do livre-comércio (importação e exportação) de cereais o Redução dos salários e aumento da produtividade não são

considerados por Ricardo.

o Ricardo é contra a Lei dos Cereais e a favor do livre comercio,

pois assim estaria em um modelo para mudar a produtividade agrícola. Além disso temos 3 condições (renda da terra, lucro e salários) com a redução dos salários as taxas de lucros voltar a crescer, mas a redução passa a ser inviável pois esses salários são apenas para subsistências.

 Salários:

o Salários permanecem no nível de subsistência

o Variam em função das oportunidades de emprego e da oferta

 populacional

o Ajuste final depende do nível de subsistência

o Se preço dos alimentos aumenta  exige aumento dos salários 

reduz proporção dos lucros

o Mais uma vez determinação fica a cargo das condições agrícolas

Para o Ricardo a renda da terra é o motor principal, na sua visão se a população crescesse muito e o salário não acompanha as pessoas vão morrer e isso reduz a oferta de mão de obra, por outro lado se o salário cresce mais do que a população a população vai aumentar e isso reduz o salário. Na interpretação de Ricardo o salário fica uma constante, o que varia é a renda da terra e o lucro.

Para Marx os três estão variando mesmo a renda da terra variando menos.

(36)

Cria uma análise de longo prazo o que é muito importante, mas ao mesmo tempo ele deixa de lado as flutuações de curto prazo que também afetam a economia. Ricardo cria para a economia esse modelo abstrato e dedutivo, criando uma nova forma de pensar na economia, a economia vira uma lógica. Ricardo ao fazer a análise da renda da terra dá início ao que chamamos de analise marginalista,  pensando em acréscimos adicionais (a margem), ele está na origem do

desenvolvimento posterior de Marx e da teoria da classe. Ele cria a teoria dos rendimentos decrescentes, e traz a questão da análise da concorrência como  ponto central de estudo na economia, ele aplica a questão da concorrência para

diferenciar os preços de mercado dos preços normais, e os seus respectivos

lucros. Smith enfatiza a importância da concorrência, mas como analise Ricardo mostra de forma mais clara.

PROVA 2: AULA 7 ATÉ AULA 10.

  Aula 7.1 –  KAR L MAR X - Aula 1

DOBB, Maurice. Teorias do valor e distribuição desde Adam Smith.

MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política.

Marx vive em um sistema político novo onde objetiva-se a igualdade (1818  –  1883) vive em época de revolução burguesa, onde há a divisão dos grupos (trabalhadores e burguesia) fim do antigo regime e em  pensamento influenciado por vários ideais. Coloca em questão a liberdade e a igualdade e se seria possível a

existência de liberdade e igualdade em sistemas capitalistas, procura desmontar a ilusão da burguesia.  1ª fase: formação inicial.

Período onde ele está na Alemanha e está completamente absorvido pelo pensamento alemão, Marx começa seus estudos sobre o direito, mas estuda filosofia e história para complementar seus estudos, faz a crítica a filosofia dos direitos do rei. De forma geral a ideia de Hegel (mais avançado em economia política) é que a sociedade se evolui em direção a uma sociedade mais racionalizada.

Marx se aproxima da economia pois enxerga a economia como núcleo da sociedade civil, para entender a sociedade civil é necessário entender a sociedade econômica. Essa primeira fase está muito carregada com filosofia e é inicialmente deixada de lado no estudo do autor.

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Marx é expulso de vários países pois é extremamente radical, primeiramente vai para França, vai  para Bélgica e para Londres, em 1848 acontecem revoluções por volta de toda Europa, nessa época Marx e

Engels escrevem o Manifesto Comunista. Observa as transformações na economia de Londres e tem boa

parte de sua obra sobre o capital financeiro e mantem contato com essa realidade que não tinha na Alemanha. Marx estuda história e economia e passa a possuir um amplo conhecimento econômico.

Teorias sobre a mais valia: conjunto de escritos de Marx,

 3 fase:

1867 –  1 volume: O Capital (Marx Vivo) 1885 –  2 volume:

1894 –  3 Volume: organizado por Engels.

Objetivos: critica a liberdade e igualdade no capitalismo, até onde a liberdade afeta a igualdade e onde a igualdade limita a liberdade, por meio de análise histórica, o objetivo principal de sua obra “ O capital” e mostrar as tendências centrais da economia capitalista e verificar as contradições e conflitos existentes no capitalismo. Para Schumpeter, Marx é o último dos economistas clássicos e o fundador da nova economia  política. Marx estuda a economia e procura saber os limites dessa forma economia, faz isso por meio da

inserção da economia política clássica na economia política nova, critica a ideia de Ricardo de se criar uma economia para todas as épocas pois isso só é valido na economia capitalista moderna.

* critica da igualdade e da liberdade no capitalismo

* mostra a especificidade histórica do modo de produção capitalista (MPK) e apontar as tendências do funcionamento desse modo de produção.

* Refundar criticamente a economia política.

• Sentido mais comum: crítica ao pensamento econômico burguês

• Sentido mais específico: apontar os limites desse pensamento, propondo uma linguagem

ciente da especificidade e historicidade do MPK (ex.: crítica da Razão Pura de Kant).

Apropriação crítica: Marx se apropria do pensamento criado pela burguesia que é simultaneamente revolucionário (em método) e conservadores (em sua visão de mundo).

 Economia política inglesa (Ricardo)  Método dialético hegeliano.

o Transição das instituições humanas frente as contradições, para Hegel a transformação da

sociedade está sempre ocorrendo para ele nada é definitivo.

Sobre esse método Marx define a sociedade como transitória e a economia está sempre em transformação e critica a teoria de Ricardo apenas como uma parte histórica da economia. Para Marx o que move a história são os interesses materiais, Marx e Hegel criticam o idealismo.

Referências

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