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5689/17 mpm/mjb 1 DGC 2B

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Conselho da União Europeia Bruxelas, 27 de fevereiro de 2017 (OR. en) 5689/17 COPS 27 COHOM 11 CONUN 12 COASI 14 MAMA 21 COEST 24 COAFR 31 CFSP/PESC 61 GENDER 3 RESULTADOS DOS TRABALHOS

de: Secretariado-Geral do Conselho

data: 27 de fevereiro de 2017

para: Delegações

n.º doc. ant.: 5687/17 COPS 26 COHOM 10 CONUN 11 COASI 13 MAMA 20 COEST

23 COAFR 30 CFSP/PESC 60 GENDER 2

Assunto: Conclusões do Conselho sobre as prioridades da UE nas instâncias das

Nações Unidas consagradas aos direitos humanos em 2017 - Conclusões do Conselho (27 de fevereiro de 2017)

Enviam-se em anexo, à atenção das delegações, as conclusões do Conselho sobre as Prioridades da UE nas instâncias das Nações Unidas consagradas aos direitos humanos em 2017, adotadas pelo Conselho na sua 3521.ª reunião, realizada em 27 de fevereiro de 2017.

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ANEXO CONCLUSÕES DO CONSELHO SOBRE AS PRIORIDADES DA UE

NAS INSTÂNCIAS DAS NAÇÕES UNIDAS CONSAGRADAS AOS DIREITOS HUMANOS EM 2017

1. A UE está fortemente empenhada no Sistema dos Direitos Humanos das Nações Unidas e continuará a participar ativamente no Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas (CDH) e na Terceira Comissão da Assembleia Geral para defender e promover a

universalidade, a indivisibilidade, a interdependência e a inter-relação dos direitos humanos. Em consonância com o apoio da UE a uma ordem mundial baseada no direito internacional e no direito em matéria de direitos humanos, conforme estabelecido no Quadro Estratégico da UE para os Direitos Humanos e a Democracia e a estratégia global para a política externa e de segurança da União Europeia, a UE continuará a chamar a atenção destas instâncias para as violações e abusos dos direitos humanos em todo o mundo, bem como para a necessidade de responsabilização e de luta contra a impunidade. A UE procurará também realçar as

experiências positivas em que foram tomadas medidas para prevenir ou pôr termo às violações e abusos dos direitos humanos.

2. A UE reitera o seu firme apoio à dedicação e ao trabalho do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos do Homem e do seu Alto Comissariado (ACDH), cuja integridade, independência e funcionamento eficaz no exercício do seu mandato continuaremos a defender. A UE apela a todos os Estados para que colaborem plenamente com os procedimentos especiais do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, assegurando

nomeadamente aos titulares de mandatos o acesso sem entraves aos cidadãos e à sociedade civil, bem como o contacto com os mesmos. A UE sublinha a importância do Exame

Periódico Universal e apela a todos os países para que participem e se empenhem plenamente neste processo. Opor-se-á a qualquer tentativa no sentido de enfraquecer o papel e a eficácia do Conselho dos Direitos Humanos. Do mesmo modo, a UE reafirma o seu apoio indefetível aos órgãos independentes instituídos pelos tratados das Nações Unidas no domínio dos direitos humanos, e atribui grande importância ao reforço do seu funcionamento eficaz. A UE reafirma a importância que atribui ao Pacto Internacional sobre os Direitos Económicos, Sociais e Culturais (PIDESC) e ao Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos (PIDCP) e aos seus Protocolos Facultativos, e continuará a apelar à sua ratificação e aplicação universais.

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3. A UE continua profundamente preocupada com a persistência de violações e abusos dos direitos humanos em todo o mundo. Continuará a procurar dialogar e cooperar com parceiros de todas as regiões para assegurar que os órgãos das Nações Unidas prossigam uma agenda temática ambiciosa e abordem as situações mais graves em matéria de direitos humanos em todo o mundo, condenando clara e veementemente as violações e os abusos dos direitos humanos, incluindo a violência e a discriminação. A UE continuará a apoiar firmemente o TPI, que é uma instituição fundamental para obrigar os autores de tais atos a responder por eles e ajudar as vítimas a obter justiça pelos crimes mais graves quando a investigação ou a ação penal não seja possível a nível nacional.

4. As ONG de direitos humanos e os defensores dos direitos humanos desempenham um papel importante na promoção e proteção dos direitos humanos. A UE atribuirá uma elevada prioridade à promoção de um ambiente seguro e favorável que permita a atuação das ONG e dos defensores dos direitos humanos, com especial destaque para a resposta a dar aos riscos específicos a que estão expostas as mulheres defensoras dos direitos humanos. A UE denunciará o assédio, a intimidação ou perseguição, incluindo os ataques violentos e os assassinatos de defensores dos direitos humanos, jornalistas e bloguistas, e promoverá a participação da sociedade civil nas instâncias das Nações Unidas consagradas aos direitos humanos. Continuará a opor-se à imposição de restrições injustificadas ou desproporcionadas às atividades, ao registo e acesso ao financiamento das ONG de direitos humanos e de outras organizações da sociedade civil.

5. A UE manifesta igualmente todo o seu apoio ao Secretário-Geral Adjunto das Nações Unidas para os Direitos Humanos nos seus esforços para pôr termo a todas as intimidações e

represálias contra aqueles que cooperam com as Nações Unidas no domínio dos direitos humanos. Convida o Secretário-Geral da ONU e o Presidente do CDH e o seu gabinete a continuarem a acompanhar os casos específicos levados ao seu conhecimento. A UE dará igualmente prioridade à importância do respeito pela liberdade de opinião, pela liberdade de expressão em linha e fora de linha e pela liberdade de associação e de reunião. A UE será também uma grande defensora da aplicação das resoluções da AGNU, do CSNU e do CDH sobre a segurança dos jornalistas, centrando-se em especial na luta contra a impunidade, e procurará dar resposta a novas ameaças à liberdade de expressão em linha e fora de linha.

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6. A UE reitera a necessidade de continuar a dar grande ênfase aos esforços destinados a aprofundar a proteção e a promoção dos direitos económicos, sociais e culturais. Salienta a importância de uma execução abrangente e eficaz da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, nomeadamente através de uma abordagem baseada nos direitos, que abranja todos os direitos humanos, para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, incluindo a dimensão dos direitos humanos em domínios como a saúde, a educação, a

segurança alimentar, a habitação, a água e o saneamento, o trabalho digno, o desenvolvimento e uma maior cobertura dos níveis mínimos de proteção social, e para eliminara disparidade de género. O Conselho manifesta a sua preocupação com a frequência e a escala dos atos de destruição do património cultural e compromete-se a apoiar as iniciativas e esforços relevantes empreendidos nas diversas instâncias da ONU para dar relevo a este problema e procurar maneiras de o evitar.

7. A terrível situação humanitária e dos direitos humanos na Síria merece uma constante e total atenção por parte dos organismos de defesa dos direitos humanos da ONU. A UE condenará nas instâncias da ONU os contínuos, sistemáticos, generalizados e flagrantes abusos e violações dos direitos humanos e todas as violações do direito internacional humanitário por todas as partes, em especial pelo regime sírio e seus aliados. Continuará a apelar a um pleno acesso sem entraves à ajuda humanitária, à responsabilização por todas as violações dos direitos humanos e do direito internacional humanitário e ao acesso da Comissão de Inquérito mandatada pela ONU a todas as partes do território sírio. A UE apoiará a prorrogação por um ano do mandato da Comissão de Inquérito e é favorável a outras medidas no sentido de uma rápida operacionalização do Mecanismo Internacional, Imparcial e Independente para a Síria. Reitera a sua convicção de que a situação na Síria deverá ser sujeita à apreciação do TPI e renova o seu apelo ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para que tome medidas a este respeito.

8. Dada a grave situação dos direitos humanos e a inação do Governo da RPDC no sentido de pôr termo às constantes violações dos direitos humanos, e tendo tomado nota dos debates pertinentes na ONU, nomeadamente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, a UE continuará a colaborar com o Japão e outros parceiros a fim de chamar a atenção para as violações dos direitos humanos cometidas pela RPDC e para necessidade de este país se empenhar plenamente e de forma credível em todos os mecanismos pertinentes da ONU no domínio dos direitos humanos e aplicar as recomendações do Conselho dos Direitos Humanos e da Assembleia Geral da ONU, nomeadamente em matéria de responsabilização.

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9. Preocupada com as contínuas violações dos direitos humanos em várias regiões de

Mianmar/Birmânia, em particular contra as pessoas pertencentes à população Rohingya no Estado de Rakhine, a UE reitera o seu apelo a que se ponha termo à discriminação e à perseguição de pessoas pertencentes a minorias étnicas e religiosas, a que sejam realizadas investigações credíveis e independentes sobre os relatos de violações e abusos dos direitos humanos, a que sejam responsabilizados todos os autores de atos de violência e de ódio e a que seja garantido pleno acesso à ajuda humanitária e aos observadores. A UE apoiará a adoção, pelo Conselho dos Direitos Humanos, de uma resolução que renove o mandato da Relatora Especial e seguirá de perto a evolução da situação no país, para além de trabalhar com o Governo e outros parceiros a fim de identificar as melhores formas de tratar questões que suscitam preocupação. A UE continuará a salientar importância de abrir um gabinete do ACDH no país.

10. A UE continua extremamente preocupada com a situação dos direitos humanos no Burundi e vai continuar a acompanhar de perto a evolução no terreno, bem como a primeira atualização a apresentar pela Comissão de Inquérito recentemente criada. Continuará a colaborar com o Governo do Burundi, com os parceiros africanos e com os parceiros que partilhem a mesma visão, e estudará medidas adicionais adequadas caso persistam as violações e os abusos dos direitos humanos.

11. Na sequência da sessão extraordinária do Conselho dos Direitos Humanos realizada em dezembro de 2016, e consternada com as conclusões iniciais da Comissão dos Direitos Humanos no Sudão do Sul, em particular no que diz respeito à violência contra os civis e aos numerosos casos de violência sexual e de violência baseada no género, a UE empenhar-se-á, no âmbito do Conselho dos Direitos Humanos, em pôr termo à impunidade e em assegurar a responsabilização, bem como em apoiar a prorrogação do mandato da Comissão e o seu alargamento a fim de incluir a investigação de todas as alegadas violações dos direitos humanos, e em apelar ao Governo do Sudão do Sul para que nomeie um Representante Especial para a Violência Sexual.

12. A UE continua preocupada com as violações dos direitos humanos e os atos de repressão na RDC, que comprometem o Estado de direito e restringem as liberdades fundamentais.

Continuará a acompanhar de perto a situação na RDC, em especial no contexto da preparação das eleições e da difícil aplicação do acordo de transição, a trabalhar com o país em causa e todas as partes interessadas relevantes e a intensificar a sua cooperação com a sociedade civil.

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13. O Conselho continua profundamente preocupado com a situação dos direitos humanos na Eritreia e acompanhará de perto as atualizações a facultar pelo Relator Especial, bem como a cooperação do Governo da Eritreia com o ACDH e a implementação das recomendações do Exame Periódico Universal.

14. A UE colaborará com os EUA e o Grupo da África com vista a assegurar a adoção de uma resolução pelo Conselho dos Direitos Humanos que reflita a situação dos direitos humanos no Sudão e prorrogue o mandato do Perito Independente. Estabelecerá um diálogo com os parceiros africanos a fim de apoiar a permanente atenção consagrada pelo Conselho dos Direitos Humanos ao Mali e à República Centro-Africana. Atendendo à deterioração da situação humanitária e dos direitos humanos no Iémen, a UE continuará a apoiar a

investigação independente de todas as alegadas violações dos direitos humanos e do direito internacional humanitário cometidas por todas as partes no conflito. A UE incentivará todas as instâncias pertinentes no domínio dos direitos humanos, incluindo o Conselho dos Direitos Humanos, a darem uma atenção adequada à situação dos direitos humanos nas regiões

georgianas da Abcázia e de Tskhinvali/Ossétia do Sul, na Líbia, e nos territórios palestinianos ocupados. Dará todo o seu apoio às diligências no sentido de manter o Sri Lanca na agenda do Conselho dos Direitos Humanos, tendo em vista promover a reconciliação e a

responsabilização no país.

15. À luz das preocupações persistentes em matéria de direitos humanos e da elevada taxa de aplicação da pena de morte no Irão, e a fim de melhorar a situação dos direitos humanos, a UE voltará a apoiar a prorrogação do mandato da Relatora Especial e continuará a apelar a que lhe seja dado um acesso sem entraves ao território deste país. A UE continua preocupada com a elevada taxa de aplicação da pena de morte na Arábia Saudita, especialmente a

menores ou adultos por ações cometidas quando eram menores, e com o endurecimento da posição relativa aos ativistas dos direitos humanos.

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16. A UE não reconhece e continua a condenar a anexação ilegal da Crimeia e de Sebastopol pela Federação da Rússia. Dada a situação extremamente preocupante dos direitos humanos na península da Crimeia e as graves violações e abusos dos direitos humanos cometidos no âmbito do conflito no leste da Ucrânia, a UE continuará a apoiar iniciativas lideradas pela Ucrânia com vista a tratar estas questões no Conselho dos Direitos Humanos e na Assembleia Geral, e a dar o seu pleno apoio à Missão da ONU de observação dos direitos humanos na Ucrânia. Continuará ainda a instar a que os mecanismos internacionais e regionais

estabelecidos de observação da situação dos direitos humanos tenham um acesso sem restrições à Crimeia e ao leste da Ucrânia, a fim de ultrapassar os obstáculos que atualmente os impedem de exercer o seu mandato. O reforço global do Estado de direito continua também a ter uma importância crucial para o respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais na Ucrânia.

17. Registando embora alguns progressos, nomeadamente o reatamento do diálogo sobre direitos humanos entre a UE e a Bielorrússia, a UE continuará a acompanhar de perto a situação dos direitos humanos neste país. Especificamente, a UE está seriamente preocupada com a continuação da aplicação da pena de morte e continua a debater essas preocupações com a Bielorrússia. Exorta as autoridades bielorrussas a restabelecerem os direitos dos antigos presos políticos, a porem termo às limitações à liberdade de expressão, de associação e de reunião, e a eliminarem todos os obstáculos ao exercício de uma comunicação social livre e independente.

18. A UE está plenamente empenhada na promoção dos direitos humanos, das liberdades fundamentais e do Estado de direito no seu diálogo com os parceiros, no quadro da PEV revista, em particular com os países com os quais são negociadas novas prioridades de parceria.

19. A UE é uma firme defensora de longa data da abolição da pena de morte, a que se opõe em todas e quaisquer circunstâncias. A UE continuará a pronunciar-se contra as execuções, em particular quando se trata de execuções em massa ou quando a pena de morte é aplicada a crimes cometidos por menores de 18 anos. A UE continuará a chamar a atenção para as violações das normas mínimas. No seguimento do forte apoio interregional à resolução relativa a uma moratória sobre a pena de morte na 71.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, a UE continuará a apoiar o trabalho desenvolvido pela ONU tendo em vista a abolição da pena de morte em todo o mundo.

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20. A proibição absoluta da tortura em qualquer circunstância está consagrada no direito internacional em matéria de direitos humanos. Trinta anos após a entrada em vigor da Convenção das Nações Unidas Contra a Tortura, o combate à tortura continua a ser um importante desafio no domínio dos direitos humanos e uma prioridade para a UE nesta matéria, e um dos nossos principais objetivos é conseguir a ratificação universal e a implementação efetiva da Convenção e do respetivo Protocolo Facultativo.

21. A UE continuará a defender os direitos das crianças nas instâncias da ONU e a trabalhar com todos os membros da ONU para alcançar progressos neste domínio prioritário. No Conselho dos Direitos Humanos, a resolução fará referência aos direitos da criança no âmbito da implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, ao passo que a Assembleia Geral abordará a questão da violência contra as crianças. Nesse contexto, a UE procurará tratar questões urgentes relativas a estes dois assuntos, incluindo a questão das crianças privadas de liberdade, a proteção das crianças contra todas as formas de violência, abuso, negligência e exploração, nomeadamente no contexto dos conflitos armados, a proteção das raparigas e dos rapazes contra os casamentos infantis, precoces e forçados e contra outras práticas nocivas, como a mutilação genital feminina. Além disso, a UE volta a condenar vigorosamente os abusos de direitos humanos cometidos por grupos terroristas contra mulheres e crianças, incluindo os ataques do Boko Haram contra crianças em África e as atrocidades cometidas pelo Daexe, e faz os possíveis por que os autores dessas violações respondam pelos seus atos.

22. A UE continuará a promover a liberdade de religião ou de crença e a opor-se firmemente à intolerância religiosa, e apela a uma maior proteção das pessoas pertencentes a minorias religiosas e outras contra a perseguição e a violência. Continua especialmente preocupada com a perseguição e discriminação de pessoas pertencentes a minorias religiosas em todo o mundo.

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23. A UE continuará a promover os princípios da igualdade e da não discriminação, opondo-se firmemente a qualquer tipo de discriminação. Neste contexto, no âmbito do Conselho dos Direitos Humanos e da Assembleia Geral, a UE participará nos procedimentos especiais pertinentes, incluindo o novo perito independente para a proteção contra a violência e a discriminação em razão da orientação sexual ou da identidade de género, e encoraja os Estados a manterem-se abertos ao diálogo com estes procedimentos e a concederem-lhes acesso ao seu território. A UE continuará a opor-se, em todo o mundo, a todas as formas de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância que lhes estão associadas. Continuará a promover os direitos das pessoas com deficiência na sua ação externa, inclusivamente a sua participação em pé de igualdade e a sua inclusão social.

24. A UE continuará a participar nas consultas realizadas sob a égide do Presidente da

Assembleia Geral sobre possíveis medidas que permitam a participação de representantes e instituições dos povos indígenas nas reuniões dos órgãos pertinentes das Nações Unidas que abordem assuntos que os afetam.

25. A UE continuará ativamente empenhada nos esforços internacionais para alcançar a igualdade de género, o empoderamento das mulheres e a promoção dos direitos das mulheres, que constituem uma prioridade. Continuará a promover a integração da perspetiva de género em todos os trabalhos do Conselho dos Direitos Humanos, da Assembleia Geral e de outras instâncias consagradas aos direitos humanos. Recordando as suas conclusões sobre o género no desenvolvimento, de 26 de maio de 2015, o Conselho continua empenhado na promoção, proteção e observância de todos os direitos humanos e na aplicação plena e efetiva da Plataforma de Ação de Pequim, do Programa de Ação da CIPD e dos resultados das respetivas conferências de revisão e, neste contexto, reitera o seu empenho na saúde e nos direitos em matéria sexual e reprodutiva. A UE continuará a empreender esforços para

implementar de forma eficaz a Resolução 1325 do Conselho de Segurança das Nações Unidas e as resoluções subsequentes sobre as Mulheres, a Paz e a Segurança e intensificará os

esforços para evitar e eliminar todas as formas de violência e discriminação contra mulheres e raparigas em todo o mundo.

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26. A UE está empenhada em implementar a Declaração de Nova Iorque sobre os Refugiados e os Migrantes, de setembro de 2016, e apoiará as iniciativas lançadas nas instâncias das Nações Unidas consagradas aos direitos humanos que visem fazer respeitar os direitos humanos dos refugiados e dos migrantes. A UE continuará a salientar a importância do cumprimento do direito internacional em matéria de refugiados, incluindo o princípio da não repulsão. Reitera que este é um compromisso partilhado por todos os países envolvidos, a fim de proteger os direitos humanos dos requerentes de asilo, dos refugiados, dos migrantes e de todas as pessoas deslocadas, tendo especialmente em conta os riscos específicos enfrentados pelas mulheres e pelos grupos vulneráveis, nomeadamente as crianças e as pessoas com deficiência, e

respeitando plenamente o direito internacional. A União mantém-se inabalável no seu compromisso de garantir o direito de asilo.

27. A UE continuará a trabalhar com os seus parceiros a fim de implementar os princípios orientadores das Nações Unidas sobre empresas e direitos humanos, nomeadamente

incentivando mais Estados a adotarem planos de ação nacionais, e participará nos trabalhos do grupo de trabalho das Nações Unidas e do ACDH, incluindo o seu projeto sobre

responsabilidade e recurso efetivo. Enquanto se debate a evolução da situação jurídica, a UE considera que há muito trabalho a fazer para implementar as obrigações existentes em matéria de prevenção de abusos e para garantir o acesso a recurso judicial quando são cometidos abusos.

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