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LP caderno prof 6º ano

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Academic year: 2021

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(1)

CADERNO

DE

APOIO

AO

PROFESSOR

Porta-viagens

– 6.

o

ANO

Português

Provas-modelo

de Final de Ciclo

Testes formativos

e sumativos

Testes de compreensão oral

Guião de leitura

d’

O Principezinho

(2)

APRESENTAÇÃO DO PROJETO PORTA-VIAGENS. . . 3

COMPONENTES DO PROJETO. . . 4

Manual. . . 5

Minigramática. . . 5

Leituras integrais orientadas. . . 5

Caderno de Atividades. . . 5

Caderno de Apoio ao Professor . . . 6

Planos de Aula. . . 6

CD Áudio. . . 6

Aula Digital. . . 7

ANUALIZAÇÃO (PROPOSTA DE CICLO – 5.OE 6.OANOS). . . . 8

GRELHAS DO PROFESSOR / AVALIAÇÃO POR COMPETÊNCIAS. . . 19

Leitura expressiva. . . 20 Compreensão do oral. . . 21 Expressão escrita. . . 22 Expressão oral. . . 23 GUIÃO DE LEITURA. . . 25 O Principezinho. . . 26 TESTES. . . 43

PROVAS-MODELO DE FINAL DE CICLO... 137

FICHAS DE TRABALHO EXTRA. . . 154

SOLUÇÕES . . . 175

ÍNDICE

(3)
(4)

Neste Caderno de Apoio ao Professor, pode encontrar materiais complementares ao manual Porta-viagens 6, nomeadamente:

•proposta de planificaçãoanual;

•distribuição dos descritorespelo 2.ociclo;

fichas e materiais extra, em articulação com as viagens do manual;

grelhas de avaliaçãopara as diversas competências;

guião de leitura;

testes de avaliação concebidos de acordo com os modelos do GAVE;

testes de compreensão do oral;

provas-modelo de final de ciclo, para utilizar nas aulas de preparação para a prova final de ciclo.

O rigor esteve na base de todas as propostas deste projeto, concebido em estreita articulação com as novas indicações programáticas e fruto de uma aturada reflexão sobre os Novos Programas de Portuguêse res-petivos descritores de desempenho.

Destacamos ainda que, não retirando ao texto literárioo protagonismo que ele merece no ensino da língua, valorizamos também outras tipologias textuais, nomeadamente as referidas no próprio programa.

As autoras

(5)

COMPONENTES DE PROJETO

Manual

O manual apresenta uma viagem introdutória de diagnósticoe está dividido em seis grandes unidades. Cada uma das unidades é constituída por várias viagens e uma secção de aferição das aprendizagens (Memórias de viagem ). Na versão do professor, as barras laterais incluem ainda propostas de solução dos exercícios e sugestões metodológicas.

Todas as viagens propõem atividades das cinco competências, articuladas tematicamente entre si. Para além da flexibilidadeque esta proposta oferece, a mesma pode ser entendida como uma forma de possibilitar aprendizagens diferenciadaspor parte dos alunos, atendendo ao diferente grau de dificuldade das tarefas propostas e da variedade de competências exploradas a partir do mesmo núcleo temático ou textual.

Por outro lado, a grande diversidade de atividades e estratégias propostas vai ao encontro de alunos com diferentes estilos de aprendizagem. A adequação curricularé também facilitada por este conceito das viagens, podendo o docente aprofundar determinadas competências numa unidade e outras noutras, ao longo de todo o manual.

A organização do manual foi feita considerando a seguinte distribuição das unidades pelos períodos letivos:

Período escolar Manual Unidades Outros recursos 1.operíodo

Unidade 0 – Antes da partida

(viagem de diagnóstico, onde são recuperados os principais tipos de texto e conceitos explorados no 5.oano)

Leitura integral orientada Teste formativo e sumativo no final de cada unidade Unidade 1 – Narrativa de aventuras

Viagem 1 – Os nomes Viagem 2 – Os heróis Viagem 3 – As aventuras Memórias de viagem

Unidade 2 – Narrativa de mistério

(predomínio do texto narrativo em articulação com outros tipos de texto) Viagem 1 – Narrativa de aventura

Viagem 2 – Narrativa de ficção científica Viagem 3 – Narrativa policial

Memórias de viagem

2.operíodo

Unidade 3 – Narrativa de viagens Viagem 1 – Narrativas espaciais Viagem 2 – Narrativas e feitiços Viagem 3 – Odisseias narrativas

Memórias de viagem Leitura integral orientada Teste formativo e sumativo no final de cada unidade Unidade 4 – Texto poético

Viagem 1 – Poesia escrita nas estrelas Viagem 2 – Poemas de amor

Viagem 3 – Poesia com sabor a sal Memórias de viagem

(6)

Minigramática

Com todo o rigor, mas com uma linguagem que se pretende adequada à faixa etária destes alunos, o manual integra no final uma minigramática para consulta ao longo das viagens. A mesma está de acordo com o Dicionário Terminológico e visa complementar as viagens, sendo, na nossa perspetiva, um importante auxiliar do estudo dos alunos.

Leituras integrais orientadas

O manual Porta-viagens oferece dois guiões de leitura para exploração de obras integrais, no próprio manual: Ulisses, de Maria Alberta Menéres, e O Rapaz de Bronze, de Sophia de Mello Breyner Andresen.

Neste Caderno de Apoio ao Professor, existe ainda um outro guião alternativo relativo à obra O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry.

Caderno de Atividades

Em estreita articulação com as viagens do manual, o Caderno de Atividades propõe textos e exercícios com-plementares e de reforço aos conteúdos do CEL previstos para o 2.ociclo. Podem ser usados para TPC, atividades

extra na sala de aula ou ainda para trabalho e estudo autónomo por parte do aluno, visto que o mesmo integra, no final, as soluções dos exercícios propostos.

O caderno apresenta ainda uma prova-modelo de final de ciclo, concebida de acordo com as indicações do GAVE, que poderá ser resolvida como forma de preparação para a referida prova.

Período escolar Manual Unidades Outros recursos 3.operíodo

Unidade 5 – Texto dramático Viagem 1 – Animais em cena Viagem 2 – Palco da vida Memórias de viagem Leitura integral orientada Teste formativo e sumativo no final de cada unidade Unidade 6 – Textos dos média

Viagem 1 – Entrevista, opinião, publicidade Viagem 2 – Notícia

Memórias de viagem

Provas-modelo, para utilizar nas aulas de preparação para a prova final de ciclo (Caderno de Apoio ao Professor)

(7)

Caderno de Apoio ao Professor

O presente Caderno de Apoio ao Professor apresenta ainda:

•a anualização dos descritores de desempenhodo 2.ociclo;

grelhas de avaliaçãopara as diversas competências;

guião de leitura;

livro de testescom testes elaborados segundo o modelo do GAVE e testes de compreensão oral;

provas-modelo de final de ciclo, para utilizar nas aulas de preparação para a referida prova.

fichas e materiais extra, em articulação com as viagens do manual;

soluções de todos os testes, provas, fichas e guião de leitura.

Livro de Testes

Os testes propostos neste Caderno de Apoio ao Professor visam facilitar ao professor a tarefa de pesquisa de textos e construção de itens.

Para além das provas-modelo concebidas para serem utilizadas no final do ano letivo no trabalho de prepara-ção para a prova final de ciclo, o capítulo a partir da página 43 apresenta 12 outros testes. Deste modo, podem ser realizados dois testes formativos e dois sumativos por período escolar.

Os testes estão todos articulados com as propostas das unidades e viagens do manual e, com vista a preparar ao longo de todo o ano os alunos para a avaliação externa, apresentam uma estrutura tripartida (Leitura, CEL e Escrita).

Quanto ao domínio da Leitura, à semelhança do que se tem registado em situações de avaliação externa, pro-pomos sempre dois textos: o primeiro, texto A, literário (com, predominantemente, itens de construção), e o outro, texto B, de tipo informativo (com itens de seleção).

O índice detalhado dos testes, em que se apresentam as tipologias textuais e os conteúdos do CEL, visa facili-tar a escolha dos itens mais pertinentes a aplicar.

Este componente do Caderno de Apoio ao Professor encontra-se em formato editável na Aula Digital.

Planos de Aula

Os Planos de Aula que propomos não têm a pretensão de ser a única leitura do manual, apresentando um caminho possível por entre as viagens que constituem este projeto e explicitando a articulação das propostas do manual com os descritores de desempenhodos Novos Programas de Português.

CD Áudio

O CD Áudio contém todos os materiais necessários à realização das atividades da secção ouvir das viagens das três unidades, além dos textos a partir dos quais foram concebidos os testes de compreensão oral. As suas trans-crições encontram-se disponíveis num booklet que acompanha o CD Áudio.

(8)

20 Aula Digital –

em CD-ROM e on-line em www.portaviagens6.te.pt

Este recurso multimédia permite ao professor uma fácil exploração do projeto Porta-viagens utilizando as novas tecnologias em sala de aula, com total integração entre os recursos digitais de apoio e o manual.

Inclui:

•Manual multimédia

•Gramáticas interativas

•Animações

•Vídeos

•Apresentações em PowerPoint direcionadas para a exploração do texto literário e produção de textos escritos

•Jogos

•Links

•Fichas e testes em formato editável

•Planos de aula e planificações em formato editável

A Aula Digital permite-lhe preparar as suas aulas em pouco tempo, podendo:

•aceder aos Planos de Aula disponíveis em formato editável e planificar as suas aulas de acordo com as características de cada turma;

•utilizar as sequências de recursos digitais feitas de acordo com os Planos de Aula criados para si, que o apoiarão nas suas aulas, com recurso a projetor ou quadro interativo;

•personalizar os Planos de Aula com recursos do projeto ou com os seus próprios materiais.

A Aula Digital permite-lhe avaliar os seus alunos de uma forma fácil, podendo:

•utilizar os testes pré-definidos ou criá-los à medida da sua turma, a partir de uma base de mais de 120 questões;

•imprimir os testes para distribuir, projetá-los em sala de aula ou enviá-los aos seus alunos com correção automática;

(9)

ANUALIZAÇÃO – 2.

o

CICLO

Escutar para aprender e construir conhecimento

Descritor 5.o 6.o

Prestar atenção ao que ouve, de modo a tornar possível: – reformular o enunciado ouvido;

– cumprir instruções dadas;

– responder a perguntas acerca do que ouviu; – explicitar o assunto, tema ou tópico;

– indicar o significado global, a intenção do locutor e o essencial da informação ouvida; – referir pormenores relevantes para a construção do sentido global;

– fazer inferências e deduções;

– distinguir facto de opinião, o que é objetivo do que é subjetivo; – distinguir o que é essencial do que é acessório;

– explicitar o significado de expressões de sentido figurado; – relatar o essencial de uma história ouvida ou de uma ocorrência; – distinguir diferentes graus de formalidade em discursos ouvidos.

Utilizar procedimentos para reter e alargar a informação recebida: – registar tópicos, tomar notas;

– preencher grelhas de registo;

– pedir informações e explicações complementares;

– registar relações de forma e de sentido com outros textos ouvidos, lidos ou vistos; – esquematizar relações. • • • • • • • • • •

Manifestar a reação pessoal ao texto ouvido, tendo em conta a sua tipologia.

Detetar aspetos de diferenciação e variação linguística, precisando o papel

da língua padrão. • •

Distinguir traços característicos específicos do oral.

Compreensão do oral

• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •

(10)

9

Falar para construir e expressar conhecimento

Descritores 5.o 6.o

Usar da palavra de modo audível, com boa dicção e num débito regular.

Usar com precisão um repertório de termos relevantes para o assunto que está a ser

tratado. •

Produzir enunciados, controlando com segurança as estruturas gramaticais correntes

e algumas estruturas gramaticais complexas. • •

Respeitar princípios reguladores da atividade discursiva: – na produção de enunciados de resposta;

– na colocação de perguntas; – na formulação de pedidos;

– na apresentação de factos e opiniões; – na justificação de pontos de vista.

• • • • • • • • • •

Produzir textos orais:

– combinar com coerência uma sequência de enunciados; – distinguir com clareza uma introdução e um fecho; – captar e manter a atenção de diferentes audiências; – apoiar-se em recursos audiovisuais, informáticos ou outros; – exprimir o(s) conhecimento(s);

– emitir opiniões;

– construir uma argumentação, através de um discurso convincente e com alguma complexidade. • • • • • • • • • • •

Ler em público, em coro ou individualmente.

Participar em situações de interação oral

Descritores 5.o 6.o

Interagir com espontaneidade e à-vontade em situações informais de comunicação.

Iniciar, manter e terminar conversas simples com diversos tipos de interlocutores.

Respeitar os princípios adequados às convenções que regulam a interação verbal

e não verbal. • •

Fornecer um contributo eficaz para o trabalho coletivo, na turma ou grupo, em situações mais formais:

– pedir oportunamente a palavra e esperar pela sua vez;

– apresentar os seus pontos de vista e fundá-los em argumentos válidos; – facilitar o entendimento entre os participantes;

– relacionar os seus contributos com os dos restantes participantes; – sintetizar o essencial. • • • • • • • • •

Expressão oral

(11)

Ler para construir conhecimento

Descritores 5.o 6.o

Ler de modo autónomo, em diferentes suportes, as instruções de atividades ou tarefas. • •

Detetar o foco da pergunta ou instrução, de modo a concretizar a tarefa a realizar. Localizar a informação a partir de palavra ou expressão chave e avaliar a sua pertinência. •

Utilizar técnicas adequadas ao tratamento da informação: – sublinhar;

– tomar notas; – esquematizar;

– preencher grelhas de registo; – sintetizar. • • • • • • • • •

Antecipar o assunto de um texto, mobilizando conhecimentos anteriores. • •

Definir uma orientação de leitura e fixar-se nela. • •

Fazer uma leitura que possibilite: – confirmar hipóteses previstas;

– identificar o contexto a que o texto se reporta;

– explicitar a intenção comunicativa ou função dominante e registo(s) utilizado(s); – demarcar diferentes unidades de forma-sentido;

– identificar pelo contexto ou pela estrutura interna o sentido de palavras, expressões ou fraseologias desconhecidas;

– detetar informação relevante: • factual e não factual; • essencial e acessória;

– distinguir relações intratextuais e a sua ordem de relevância: • parte-todo;

• causa-efeito; • razão-consequência; – captar sentidos implícitos; – fazer inferências, deduções;

– explicitar o sentido global de um texto.

• • • • • • • • • • •(função e registos) • • • • • • • • • • • •

Explicitar processos de construção do sentido de um texto multimodal. •

Confrontar diferentes interpretações de um mesmo texto, sequência ou parágrafo. • •

Recontar e sintetizar textos. • •

Identificar relações, formais ou de sentido, em vários textos, abrindo redes intertextuais. • •

Detetar traços característicos de diferentes tipos de texto ou sequências textuais. • •

Leitura

(12)

Ler para apreciar textos variados

Descritores 5.o 6.o

Fazer apreciações críticas sobre um texto, incidindo sobre o conteúdo e sobre

a linguagem. • •

Identificar marcas de literariedade nos textos: – mundos representados;

– utilização estética dos recursos verbais.

• •

• •

Distinguir modos e géneros de textos literários a partir de critérios dados.

Manifestar-se em relação a aspetos da linguagem que conferem a um texto

qualidade literária. •

Ler textos literários

Descritores 5.o 6.o

Fazer a leitura integral de textos literários representativos dos três modos

literários. • •

Expor o sentido global de um texto narrativo ou de partes específicas

do mesmo. • •

Explicitar os temas dominantes e características formais de poemas.

Expor o sentido global de um texto dramático, estabelecendo relações

entre o texto e o desenvolvimento cénico. • • Expressar ideias e sentimentos provocados pela leitura de um texto

(13)

Escrever para construir e expressar conhecimento

Descritores 5.o 6.o

Redigir com correção enunciados para responder a diferentes propostas de trabalho.

Organizar as respostas de acordo com o foco da pergunta ou pedido.

Usar com precisão o repertório de termos relevantes para o assunto que está

a ser tratado. •

Controlar as estruturas gramaticais mais adequadas à resposta a fornecer.

Combinar os enunciados numa organização textual com coesão e coerência.

Cuidar da apresentação final do texto escrito.

Utilizar técnicas específicas para selecionar, registar, organizar ou transmitir

infor mação. • •

Definir a temática, a intenção, o tipo de texto, o(s) destinatário(s) e o suporte em que

o texto vai ser lido. • •

Fazer um plano, esboço prévio ou guião do texto: – estabelecer objetivos;

– selecionar conteúdos;

– organizar e hierarquizar a informação.

• • • • • • • • Redigir o texto:

– articular as diferentes partes planificadas; – selecionar o vocabulário ajustado ao conteúdo;

– construir os dispositivos de encadeamento (crono)lógico, de retoma e substituição que assegurem a coesão e a continuidade de sentido;

– dar ao texto a estrutura compositiva e o formato adequados; – respeitar regras de utilização da pontuação.

Adotar as convenções (orto)gráficas estabelecidas.

• • • • • • • • • • • • • •

Rever o texto, aplicando procedimentos de reformulação: – acrescentar, apagar, substituir;

– condensar, reordenar, reconfigurar.

• •

• • •

Produzir textos que obrigam a uma organização discursiva bem planificada e estrutu rada, com a intenção de:

– reformular, reinterpretar, resumir; – relatar, expor, descrever;

– dar instruções, persuadir; – analisar, comentar, criticar.

• • • • •

Escrita

(14)

Escrever em termos pessoais e criativos

Descritores 5.o 6.o

Escrever textos por sua iniciativa, para expressar conhecimentos,

experiências, sensibilidade e imaginário. • • Intervir em rede, utilizando dispositivos tecnológicos adequados:

– cooperar em espaços de partilha de escrita relacionados com os seus interesses e necessidades;

– participar em projetos de escrita colaborativa, em grupo

ou em rede alargada. •

• •

Escrever textos experimentando novas configurações textuais,

com marcas intencionais de literariedade. • •

Identificar em enunciados orais e escritos a variação em vários planos

(fonológico, lexical, sintático, semântico e pragmático). • • Distinguir contextos geográficos e sociais que estão na origem de

diferen-tes variedades do português. • Identificar propriedades da língua padrão.

Consultar regularmente obras lexicográficas, mobilizando a informação

(15)

Plano morfológico

Descritores 5.o 6.o

Sistematizar as propriedades de distinção entre palavras variáveis

e invariáveis. • •

Explicitar categorias relevantes para a flexão das classes de palavras

variáveis. • •

Sistematizar paradigmas flexionais regulares dos verbos.

Identificar paradigmas flexionais irregulares em verbos de uso

muito frequente. •

Estabelecer grupos de verbos de conjugação incompleta.

Plano da língua, variação e mudança

Descritores 5.o 6.o

Identificar em enunciados orais e escritos a variação em vários planos

(fonológico, lexical, sintático, semântico e pragmático). • •

Distinguir contextos geográficos e sociais que estão na origem de dife

-rentes variedades do português. • Identificar propriedades da língua padrão.

Consultar regularmente obras lexicográficas, mobilizando a informação

na análise da receção e da produção no modo oral e escrito. • •

Plano fonológico

Descritores 5.o 6.o

Identificar unidades mínimas com valor distintivo nas palavras.

Distinguir ditongos crescentes e decrescentes.

Distinguir ditongos de sequências de duas vogais que não pertencem

à mesma sílaba. • •

Identificar diferentes estruturas silábicas nas palavras.

Distinguir sílaba gramatical de sílaba métrica.

(16)

Plano morfológico

Descritores 5.o 6.o

Explicitar padrões de formação de palavras complexas. (derivação) (composição)

Deduzir o significado de palavras complexas a partir do valor de prefixos

e sufixos nominais, adjetivais e verbais do português contemporâneo. • • Distinguir regras de formação de palavras por composição de duas ou mais

formas de base. •

Plano das classes de palavras

Descritores 5.o 6.o

Distinguir classes abertas e fechadas de palavras.

Explicitar propriedades distintivas de classes e subclasses de palavras. (nome/verbo/ adjetivo/ pronome/ determinante/ interjeições/ conjunções/ preposições) •(todas)

Utilizar o pronome pessoal átono (reflexo e não reflexo) em adjacência

verbal. • •

Sistematizar as propriedades na base das quais se pode distribuir o léxico

(17)

16

Plano sintático

Descritores 5.o 6.o

Distinguir os constituintes principais da frase. Sistematizar processos sintáticos. Explicitar a relação entre constituintes principais de frases e as funções

sintáticas por eles desempenhadas. • • Identificar diferentes realizações da função sintática de sujeito.

Distinguir as funções sintáticas de constituintes selecionados e não selecionados pelo verbo.

•(c.d., c.ind., predicativo do sujeito) •(complemento oblíquo / modificador) Identificar a função sintática do constituinte à direita do verbo copulativo

e os grupos que o podem constituir. • •(grupos que o constituem) Explicitar as convenções do uso do vocativo em enunciados orais

ou escritos. •

Transformar frases ativas em frases passivas e vice-versa. Explicitar processos sintáticos de articulação entre frases complexas. (coordenação) (subordinação)

Plano lexical e semântico

Descritores 5.o 6.o

Identificar processos de enriquecimento lexical do português. • •

Identificar diferentes significados de uma mesma palavra ou expressão

em distintos contextos de ocorrência. • • Explicitar relações semânticas de semelhança e oposição, hierárquicas

e de parte-todo. •

Detetar processos irregulares de formação de palavras e de inovação

lexical. •

Identificar duas funções básicas da linguagem verbal que dão origem ao significado das frases e dos enunciados:

– referir entidades, localizações temporais e espaciais;

– descrever situações e relações entre as entidades. • • Utilizar diferentes processos de negação em enunciados e frases. •

Distinguir recursos verbais que podem ser utilizados para localizar no tempo as situações descritas nos enunciados:

– tempos verbais;

– grupos preposicionais e adverbiais temporais; – orações temporais.

• •

• •

Estabelecer relações entre diferentes categorias, lexicais e gramaticais,

(18)

17

Plano discursivo textual

Descritores 5.o 6.o

Explicitar relações pertinentes entre a sequência dos enunciados que constituem um discurso e:

– quem o produz; – a quem se destina;

– a intenção e o efeito conseguido; – a situação particular em que ocorre; – o tema ou assunto; – o registo (in)formal. • • • • • • • • • • • • • •

Caracterizar modalidades discursivas e sua funcionalidade. Detetar, nas formas de realização de um enunciado, o objetivo do locutor,

tendo em conta o contexto em que a interação ocorre. • • Explicitar princípios básicos reguladores da interação discursiva,

aplicando-os eficazmente nos enunciados que produz. • • Distinguir, na receção de enunciados, ou utilizar intencionalmente na sua

produção, unidades linguísticas com diferentes funções na cadeia discur siva:

– ordenação;

– explicação e retificação; – reforço argumentativo; – concretização;

– marcação conversacional ou fática; – conexão entre enunciados.

• • • • • • •

Identificar nos enunciados recebidos ou produzidos as unidades

linguísticas que referenciam a sua enunciação. • • Identificar informação não explicitada nos enunciados, recorrendo

a processos interpretativos inferenciais. • Distinguir modos de reprodução do discurso no discurso, quer no modo oral

quer no modo escrito. • •

Detetar, em sequências de enunciados orais ou escritos, características inerentes à textualidade:

– autonomia (sequência de enunciados com um princípio e um fim delimitados);

– autoria (sequência de enunciados produzida por um ou mais autores); – unidade forma-sentido (sequência de enunciados organizados de acordo

com determinadas intenções, convenções e regras, de modo a produzir um sentido global);

– atualização do sentido feita por um leitor/ouvinte intérprete.

• •(escrito) • • • • •(oral) • • •

Enunciar, por comparação, as principais diferenças entre texto realizado no modo oral e texto realizado no modo escrito, no que se refere a:

– organização da informação;

– utilização de recursos extraverbais e verbais.

• • •

(19)

Representação gráfica e ortográfica

Descritores 5.o 6.o

Explicitar regras de uso de sinais de pontuação para: – delimitar constituintes da frase;

– representar tipos de frase. •

Aplicar regras de uso de sinais auxiliares da escrita.

Aplicar regras de configuração gráfica dos textos, das unidades textuais ou

das palavras. • • Explicitar regras: – ortográficas; – de acentuação gráfica; – de translineação. • • • • • •

Desambiguar sentidos que decorrem de relações entre a grafia e a fonia

de palavras. • •

Nota: O grau de progressão entre os dois anos que constituem o ciclo foi feito a partir do grau de dificuldade e do material linguístico

(20)

Grelhas do Professor

(21)

Grelha de Avaliação da Leitura Expressiva

Alunos Pronuncia todo o texto de forma clara e fluente

Lê expressivamente e com entoação adequada todo o texto

Utiliza ritmo e tom adequados 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30

(22)

Grelha de Avaliação de Compreensão do Oral

Alunos Compreende globalmente o texto Compreende pormenores do texto Realiza deduções sugeridas pelo texto

Compreende a intencionalidade comunicativa do texto 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30

(23)

Grelha de Avaliação da Expressão Escrita

Alunos Interpreta e cumpre a instrução, desenvolvendo o tema de acordo com a tipologia textual Revela conhecimento profundo sobre o tema, apresentando um juízo crítico Define claramente a estrutura do texto, com recurso adequado a parágrafos Utiliza corretamente conectores, concordâncias, flexões verbais, construção frásica e outros Aplica corretamente as regras ortográficas, de acentuação, pontuação e uso de maiúscula 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30

(24)

Grelha de Avaliação da Expressão Oral

Alunos Estrutura e organiza o discurso/ as ideias É objetivo, desenvolve e fundamenta as ideias Utiliza linguagem e rigor adequados, assim como vocabulário adequado

Utiliza tom, entoação e expressividade variados e adequados, ritmo regular e adequado, volume audível e dicção clara Revela domínio de estratégias argumentativas 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30

(25)
(26)

GUIÃO DE LEITURA

O Principezinho,

(27)

. . . Antes de ler . . .

Lê a dedicatória e resolve os exercícios de acordo com as indicações dadas.

1. O autor dedica o livro «a uma pessoa crescida». Indica:

a. quem é a pessoa crescida.

b. o motivo pelo qual lhe dedica o livro.

c. os argumentos que explicam a sua opção.

2. A dedicatória inicia-se por um pedido de desculpas. A quem é dirigido?

2.1. Na tua opinião, por que motivo é feito esse pedido de desculpas?

3. A história do principezinho inicia-se com o narrador a recordar um desenho que fez aos seis anos. Observa-o atentamente e seleciona a opção correta.

3.1. O desenho é:

a.um chapéu.

b.uma jiboia muito grande.

c.uma jiboia a comer um elefante.

3.2. Inicia a leitura do primeiro capítulo e verifica a correção da tua resposta anterior.

O Principezinho

(28)

. . . Durante a leitura . . .

Capítulo I

1. O narrador da história O principezinho é participante ou não participante?

1.1. Transcreve uma frase que comprove a tua resposta.

1.2. De acordo com a opinião do narrador e com a resposta dada na pergunta 3.2. do exercício ante-rior, tu pensas como uma criança ou um adulto? Justifica a tua resposta.

1.3. Explica que influência teve a interpretação feita pelos adultos do desenho do narrador na sua vida futura.

1.4. Por que motivo o narrador guardou sempre o desenho número um?

1.5. O que nos ensina este capítulo sobre como são as pessoas crescidas? Seleciona apenas as opções que consideres corretas.

a.Sérias e.Criativas

b.Divertidas f.Imaginativas

c.Inteligentes g.Perspicazes

d.Objetivas

1.5.1. Justifica cada uma das tuas opções.

Capítulo II

1. O narrador conheceu o principezinho.

1.1. Em que circunstâncias se encontraram?

(29)

1.3. O principezinho fez-lhe um pedido. Indica:

a.que pedido foi esse.

b.por que motivo o fez.

c.como reagiu o narrador.

d.a reação do menino à resposta dada.

1.4. O principezinho era muito exigente. Concordas com a afirmação? Justifica.

1.5. Que situação nos permite ver a capacidade de imaginação do principezinho?

Capítulo III

1. O narrador e o principezinho têm algo em comum. Concordas com a afirmação? Justifica a tua resposta.

2. Por que motivo o principezinho desatou a rir quando soube que o narrrador caiu do céu?

2.1. Como reagiu o narrador?

(30)

Capítulo IV

Neste capítulo, o narrador volta a fazer considerações sobre as pessoas crescidas.

1. Na tua opinião, qual das afirmações é a mais correta?

a.As pessoas crescidas são preconceituosas.

b.As pessoas crescidas têm uma mente aberta.

Redige um pequeno texto de opinião, baseando-te nos factos apresentados neste capítulo para fun-damentares a tua opção.

2. É-nos também indicado quando decorreu esta história e o motivo pelo qual o narrador a conta. Indica-os.

Capítulo V

Faz a correspondência entre as duas colunas de forma a obteres frases verdadeiras.

1. são as sementes do embondeiro.

2.o seu planeta poderia explodir.

3.não o podemos deixar para depois, pois pode ter consequências graves.

4.para transmitir a lição do principezinho a todos os meninos.

5. os rebentos dos embondeiros quando estes se distinguem das roseiras.

6.todos os dias limpava o seu planeta.

7.para que esta coma as ervas daninhas do seu planeta.

a. O principezinho quer a ovelha

b. No seu planeta, as sementes daninhas

c. Por isso, é preciso arrancar

d. Caso deixasse crescer os embondeiros

e. Apesar de ser um trabalho monótono,

f. Se um trabalho é mesmo importante,

g. O narrador esforçou-se por demonstrar o perigo que os embondeiros representavam

(31)

Capítulo VI

Completa o resumo.

No a. dia, o narrador ficou a saber que b. era tão pequeno que bastava colocar c. para assistir as vezes que quisesse d. .

Uma vez, viu o pôr do sol e. vezes. O principezinho gostava de ver o pôr do sol quando

f. .

Capítulo VII

1. O principezinho compara o narrador a um senhor que conheceu.

Preenche o quadro com informação do texto que te permita ver as semelhanças entre os dois.

2. Identifica o recurso expressivo presente na frase «Mas aquilo não é um homem! Aquilo é um cogumelo!»

2.1. Se o senhor do outro planeta é comparado a um cogumelo, podemos afirmar que o narrador é também um cogumelo. Concordas com a afirmação? Justifica a tua resposta.

3. Indica:

a.o estado de espírito do principezinho que o levou a fazer esta comparação.

b. o motivo do seu estado de espírito.

4. Por que motivo está tão preocupado em saber se as ovelhas comem flores com espinhos?

(32)

Capítulo VIII

1. Seleciona com

˚

a opção que completa a afirmação.

1.1. O principezinho vigiara o rebento que dera origem àquela flor porque

a.receava tratar-se de uma erva daninha.

b.era semelhante às outras.

c.estava certo de que era uma semente de embondeiro.

d.estava curioso para ver quando despontava.

1.2. A flor

a.demorara muito tempo a despontar.

b.despontara rapidamente.

c.demorara um dia a despontar.

d.despontara ao anoitecer.

1.3. O principezinho desde logo percebeu que era uma flor

a.muito vaidosa.

b.muito humilde.

c.muito cínica.

d.muito vivaça.

1.4. Ao vê-la, o principezinho ficou muito admirado porque

a.ela era semelhante a uma papoila.

b.ela era tão grande como um embondeiro.

c.ela era uma flor muito bonita.

d.ela era a flor mais faladora que já vira.

1.5. Neste capítulo, está presente a personificação porque

a.o principezinho fala.

b.a flor fala com o principezinho.

c.a flor está presa ao chão.

(33)

1.6. A flor não receava os tigres porque

a.no planeta do principezinho não havia tigres.

b.os tigres não comiam flores.

c.tinha quatro espinhos que a protegiam.

d.estava protegida por uma redoma.

1.7. A flor era

a.modesta, mas exigente.

b.cansativa, mas modesta.

c.exigente e caprichosa.

d.bonita e compreensiva.

1.8. O biombo serviria para

a. a proteger dos tigres.

b.a proteger da água.

c.a proteger das correntes de ar.

d.a proteger do sol.

1.9. A flor sentiu-se humilhada porque

a.foi apanhada numa mentira.

b.não se lembrava de onde vinha.

c. o principezinho não lhe fazia as vontades.

d.era a única flor daquele planeta.

1.10. O principezinho estava cansado por causa

a.das correntes de ar do seu planeta.

b.dos embondeiros do seu planeta.

c.dos tigres do seu planeta.

(34)

Capítulo IX

A flor, antes que o principezinho partisse, mostrou arrependimento.

Redige um texto, com base na informação dada neste capítulo, em que demonstres que o arrependi-mento é verdadeiramente sentido.

Capítulos X a XV

1. Nestes capítulos, ficamos a conhecer os vários asteroides que o principezinho visitou. Completa a grelha com informação sobre ele.

Asteroide Habitantes Características Informação sobre o asteroide Problema de cada habitante Físicas Psicológicas

(35)

2. O principezinho refere constantemente que «As pessoas crescidas são mesmo esquisitas!»

Redige um texto em que demonstres o(s) motivo(s) pelo(s) qual(is) o principezinho tem esta opinião sobre as pessoas crescidas.

Capítulo XVI

O sétimo planeta visitado, a Terra, é um planeta que conjuga todos os outros. Concordas com a afirmação?

Redige um pequeno texto em que fundamentes a tua opinião com base no presente capítulo e no conhe-cimento que tens de capítulos anteriores.

Capítulo XVII

1. Este capítulo divide-se em duas partes:

Parte 1 – reflexões do narrador. Parte 2 – narração da chegada do principezinho à terra. Delimita as partes que o constituem transcrevendo o início e o final de cada uma.

2. Atenta na parte 1.

2.1. O narrador inicia este capítulo fazendo uma confissão.

a.Que confissão é essa?

b. Por que motivo a fez?

2.2. Neste capítulo, o narrador confunde-se com o principezinho, pois começa também ele a usar a linguagem da personagem principal da história. Concordas com a afirmação? Justifica a tua resposta fazendo referências textuais.

(36)

3. Atenta na segunda parte do capítulo e preenche a banda desenhada. 1 2 3 4 5 6 7 8 9

(37)

10 11 12 13 14 15 16 17

(38)

Capítulo XVIII

1. Na Terra, o principezinho encontra uma flor. Compara a flor que agora encontrou com a que deixou no seu planeta.

2. Que recurso retórico foi usado neste capítulo? Justifica a tua resposta.

3. Que informação pretende o principezinho obter da flor?

4. Transcreve do capítulo uma frase que comprove que a flor não conhece os homens.

18

19

20

(39)

Capítulo XIX

1. Atenta na última fala do capítulo.

1.1. Explica por que motivo o principezinho considera :

a.o planeta Terra seco e pontiagudo.

b.que os homens têm falta de imaginação.

Capítulo XX

1. Que descoberta faz o principezinho relativamente:

a.à flor do seu planeta?

b.a si próprio?

2. Por que motivo, na tua opinião, o principezinho desata a chorar?

Capítulo XXI

1. Transcreve do texto a expressão que define a palavra «cativar».

2. O principezinho anda «à procura de amigos», como ele próprio diz à raposa. Não andará, portanto, à procura de alguém para cativar? Justifica a tua resposta.

3. Explica porque é que a vida da raposa é monótona.

4. «O trigo é dourado e há de fazer-me lembrar de ti.»

(40)

5. O que teve o principezinho de fazer para cativar a raposa? Ordena os passos de acordo com o ritual explicado pela raposa.

a.Aproximar-se a cada dia do ser a cativar.

b.Passar a ser único no mundo.

c.Sentar-se longe do ser a cativar.

d.Usar o olhar como forma de comunicação.

e.Chegar sempre à mesma hora.

f.Ser paciente, pois é um processo longo.

6. Seleciona uma das afirmações feitas pela raposa.

a.«Os homens deixaram de ter tempo para conhecer o que quer que seja.»

b.«A linguagem é uma fonte de mal-entendidos.»

c.«Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.»

6.1. Em grupos, discutam o significado de cada uma das frases.

6.2.Apresentem à turma as conclusões a que chegaram.

7. Individualmente, seleciona uma das afirmações em 6 e, com base nela, redige um texto narrativo em que se possa ver a mensagem da citação que selecionaste.

(41)

Capítulo XXII

1. Neste capítulo, o principezinho encontra um agulheiro. Lê o verbete do dicionário.

a.gu.lhei.ro a n. 1.Pessoa que tem por profissão fabricar agulhas. 2.Pessoa que movimenta as agu-lhas nos caminhos de ferro. • agulheiron.m.3. Estojo para guardar agulhas.

Dicionário de Português 2.oCiclo, Texto Editores

1.1. Que significado corresponde ao sentido da palavra neste contexto?

2. Completa o diagrama com palavras que encontras no texto pertencentes ao campo lexical de «agulheiro».

3. Que conclusão tira o principezinho da observação dos comboios?

a.Os homens sabem o que procuram.

b.Os homens estão sempre insatisfeitos.

c.As crianças estão sempre a chorar.

d.As crianças sabem o que procuram.

Capítulo XXIII

1. O homem perde tempo a pensar em formas de ganhar tempo em vez de aproveitar a vida.

1.1. Concordas com a afirmação? Justifica a tua resposta.

(42)

Capítulo XXIV

1. Transcreve do texto uma frase/expressão que te indique o período de duração da ação neste momento.

2. Quer o principezinho, quer o narrador enfrentam uma situação problemática.

2.1. Que situação é essa?

2.2.Que sugestão faz o principezinho para a resolver?

2.3.O narrador concorda com a sugestão? Justifica a tua resposta.

3. Neste capítulo há situações que nos mostram que a raposa tinha razão quando referiu que «Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos».

3.1. Apresenta essas situações.

Capítulo XXV

1. O resumo que se segue tem informação incorreta. Reescreve-o no teu caderno, corrigindo-a.

Ao chegarem ao poço, o narrador percebeu que aquele poço era um poço sariano. De imediato, puxou o balde através da roldana e o ruído que fazia acordou o principezinho. Beberam a água e sen-tiram-se melhor de imediato.

Toda aquela situação fez o narrador perceber que o que se vê é que é importante, e lembrou-se dos seus presentes de Natal. O principezinho relembrou-o da importância de se ver bem com os olhos.

De seguida, pediu-lhe que lhe mostrasse o açaimo que tinha desenhado para a sua ovelha. O nar-rador tirou os desenhos do seu casaco e verificaram que os desenhos estavam muito bem feitos.

O principezinho relembrou-o de que fazia uma semana que se conheceram no dia seguinte. O nar-rador percebeu que o principezinho encontrara o que andara à procura, o poço.

Por fim, o principezinho aconselhou o narrador a voltar para o seu avião, dizendo-lhe que estava quase na hora de partir para o seu planeta.

(43)

Capítulo XXVI

1. No dia seguinte, o narrador foi ter com o principezinho. Por que motivo, ao vê-lo, procurou a sua pis-tola e desatou a correr?

2. O principezinho cativou o narrador, tal como a flor cativou o principezinho e o principezinho cativou a raposa.

Mostra que a afirmação é verdadeira.

Capítulo XXVII

1. Quanto tempo decorreu até que o narrador contasse a história que vivera?

2. Que sentimento provocou no narrador o desaparecimento do principezinho?

3. Por que motivo, na tua opinião, esteve tanto tempo sem contar a ninguém a história vivida no deserto?

4. O que representam os quinhentos milhões de guizinhos que o narrador ouve à noite?

5. O narrador percebeu ou não o que a raposa queria dizer ao afirmar «Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos»? Justifica a tua resposta.

(44)
(45)

ÍNDICE

TESTES

Leitura Conhecimento Explícito da Língua Escrita

UNIDADES 1 e 2 Pág.

Teste 1

Texto A – Texto narrativo: O rapaz Invísivel

Texto B – Texto informativo: Invisibilidade já é real!

Palavras variáveis e invariáveis Classes de palavras

Família de palavras Flexão dos nomes (grau) Tempos verbais

Texto narrativo 46

50

Teste 2

Texto A – Texto narrativo: O dia em que a mata ardeu Texto B – Texto expositivo: Os fósforos e as velas

Classes abertas

Flexão- palavras variáveis e e invariáveis Campo lexical

Classes de palavras

Funções sintáticas (tipos de predicado)

Texto de opinião 54

57

Teste 3

Texto A – Texto narrativo: A mala assombrada Texto B – Texto Informativo: Fontes de energia renováveis

Processos de formação de palavras Tempos e modos verbais Pronomes relativos Graus dos adjetivos

Funções sintáticas (tipos de sujeito)

Texto narrativo 61

64

Teste 4

Texto A – Texto narrativo: Crime no expresso do tempo Texto B – Textos informativo: Comunicações através dos tempos

Classes de palavras e flexão Pronominalização

Flexão verbal: tempos e modos Processos de formação de palavras Análise sintática Relato 68 71 UNIDADES 3 e 4 Pág. Teste 5

Texto A – Texto narrativo: Os sete Potters

Texto B – Texto instrucional: Panquecas pelo ar!

Flexão do adjetivo Sinónimos

Grupos constituintes da frase Funções sintáticas Discursos direto e indireto Classes de palavras Orações subordinadas Texto narrativo 76 79 Teste 6

Texto A – Texto narrativo: As aventuras de Caidé

Texto B – Crítica cinematográfica: Os Marretas

Palavras homónimas Flexão dos adjetivos Funções sintáticas Grupos constituintes da frase

Orações subordinadas (temporais, causais e condicionais)

Entrevista 83

86

Teste 7

Texto A – Texto poético: O cavaleiro da montanha Texto B – Cartaz publicitário: Procura-se

Sílabas gramaticais e sílabas métricas Discursos direto e indireto

Relações entre palavras Classe e subclasse dos adjetivos Grupos constituintes da frase

Carta 90

92

Teste 8

Texto A – Texto poético: Um dia o nosso Duarte Texto B – Notícia: O planeta Kepler

Pronomes relativos Classes de palavras Orações subordinadas Grupos constituintes da frase Funções sintáticas Carta 96 98 UNIDADES 5 e 6 Pág. Teste 9

Texto A – Texto dramático: Enquanto a cidade dorme Texto B – Texto expositivo: As rochas, os fósseis e os metais

Processos de formação de palavras Frase negativa / afirmativa Tempos compostos Frase ativa / passiva Funções sintáticas

Texto dramático 102

105

Teste 10

Texto A – Texto Dramático: Shakespeare Texto B – Notícia: Eduardo Gageiro Família de palavras Classes de palavras Funções sintáticas

Verbos transitivos e intransitivos Tempos compostos

Frase ativa e passiva

Texto dramático 109

(46)

PROVAS-MODELO Pág.

Prova--modelo

1

Texto A – Texto narrativo: A sala de chocolate

Texto B – A difusão do chocolate

Acentuação Sinónimos Classes de palavras Pronomes Flexão dos adjetivos Funções sintáticas

Carta 138

Prova--modelo

2

Texto A – Texto poético: A nau catrineta

Texto B – Cartaz publicitário: O mundo mágico de Jack

Classes de palavras Pronomes

Formação de palavras Frase ativa / passiva Modos verbais: conjuntivo Orações

Funções sintáticas

Relato de viagem 145

SOLUÇÕES 174

Testes de Compreensão do Oral Pág.

Teste 1

Unidade 1 – Texto narrativo: O escadote-fantasma

Texto narrativo 129

Teste 2

Unidade 2 – Texto narrativo: O mistério da porta da igreja

Texto narrativo 131

Teste 3

Unidade 3 – Texto narrativo: As viagens de Gulliver

Texto narrativo 133

Teste 4

Unidade 4 – Texto poético: Deriva

Texto poético 134

Teste 5

Unidade 5 – Texto drmático: Excerto da peça Dom Quixote pelo Til (Teatro Infantil de Lisboa)

Texto dramático 135

Teste 6

Unidade 6 – Notícia Notícia 136

Leitura Conhecimento Explícito da Língua Escrita

(continuação) Pág.

Teste 11

Texto A – Texto narrativo: Gato escuro

Texto B – Texto informativo: Entrevista a Mia Couto

Processo de formação de palavras Subclasse dos verbos

Frase ativa / passiva

Tempo anterior, posterior e simultâneo Frase afirmativa / negativa

Entrevista 116 119 Teste 12 Texto A – Notícia: Supercontinente Amásia Texto B – Cartaz publicitário: Banco Alimentar contra a fome

Ativa / passiva

Processo de formação de palavras Subclasses dos verbos

Grupos constituintes da frase e funções sintáticas Tempo simultâneo

Notícia 123

(47)

5 10 15 20 25 30

TESTE

1

GRUPO I 1 . Lê atentamente o texto A. Texto A O rapaz invisível

Não é fácil para um rapaz sem família, viver na cidade.

– Deves ser internado na Casa Pia, Zé Manel — aconselhava uma vizinha. Mas ele queria ser livre.

– Podes ser adotado. Gostavas de ser nosso filho? — propôs-lhe um casal gordo e rico que morava numa vivenda grande e rica com grades em todas as janelas.

Mas ele queria ser livre.

Com doze anos, sonhava correr mundo sem dar contas a ninguém, ainda que para isso tivesse de passar fome, de andar esfarrapado, de dormir debaixo das pontes.

Para se sustentar vendia jornais nas esquinas ou entre as filas de carros.

Nos intervalos lia as notícias – dos desastres, das guerras, do futebol. Até que um dia, ao folhear o Diário Popular, deu com uma cara conhecida, por baixo de um grande título:

Doutor Inventino, o inventor português

que tornou um gato invisível

Seria mesmo verdade, ou mais uma intrujice? Resolveu investigar.

O Dr. Inventino morava ali à esquina. Todas as manhãs, às 8 horas, Zé Manel lhe tocava à campainha para entregar o jornal. O Doutor vinha abrir, invariavelmente acom-panhado do gato preto, que aproveitava para vadiar. O doutor voltava a entrar, deixando a porta escancarada, para só a fechar quando o bichano regressava. Entretanto, qual-quer pessoa podia, sorrateiramente, ir descobrir os seus segredos.

Mas um dia ao ir buscar o jornal, não trazia consigo o inevitável gato preto. – O seu tareco, doutor? − perguntou o rapaz.

– Acaba de sair. É natural que não reparasses, porque se tornou invisível – respon-deu o cientista, rindo. E meteu-se para dentro deixando, como sempre, a porta aberta.

Zé Manel detestava que troçassem dele. Descalçou os sapatos para que ninguém o ouvisse, subiu os degraus, seguiu o corredor, espreitou para o quarto, escutou à porta da casa de banho, felizmente o doutor cantava enquanto fazia a barba. A mulher e a filha tomavam o pequeno-almoço na cozinha.

NOME: TURMA: N.O

(48)

À vontade, o moço esgueirou-se para o laboratório. Também aí não topou sinais do gato — só frascos, frasquinhos, frascões, com estranhas fórmulas acompanhadas de uma tradução. H2O2 Água oxigenada H2SO4 Ácido Sulfúrico C2H5OH Álcool

Até que uma garrafa lhe chamou a atenção, por ter uma fórmula tão extensa que quase a tapava toda:

CO4H4fe Cu 100Gd Pr (SO4) Na (C6H6)Hg C12 12F2K4 Co Va Nb (H20) 311 Pt Ag Sn Pb Os W Ti N Dy Ba Sr Ca Qual seria a tradução?

Xarope da Invisibilidade.

«E se eu tomasse isto?» — pensou o rapaz — «Podia viajar sem comprar bilhete, almoçar sem pagar, dormir nos hotéis de luxo.»

Tirou a rolha. Levou o frasco à boca para provar.

Que enjoativo! Sentiu a cabeça a andar à roda. Estava pronto a desistir quando repa-rou que os seus braços acabavam nos pulsos.

Luísa Ducla Soares, Crime no expresso do tempo, «O rapaz invisível», Civilização Editora

2. Identifica a personagem principal da ação.

3. Assinala com

˚

os adjetivos que melhor caracterizam a personagem principal.

a.Medroso b.Determinado c.Solitário d.Curioso e.Inteligente f.Aventureiro g.Desconfiado 35 40 45 50

(49)

3.1. Justifica as tuas opções.

4. Que propostas são feitas ao Zé Manel para que deixe de viver na rua? Assinala com

˚

as opções .

a. O Dr. Inventino e a esposa querem adotá-lo.

b. Um casal rico propõe-lhe uma viagem ao mundo.

c. Um casal aconselha-o a ir para a Casa Pia.

d. Uma vizinha aconselha-o a ir para a Casa Pia.

e. Uma vizinha quer adotá-lo.

f. Um casal rico quer adotá-lo.

5. O Zé Manel recusa todas as propostas que lhe são feitas.

5.1. Transcreve a frase do texto que justifica esta recusa.

5.2.Enumera as consequências desta recusa.

6. Seleciona com

˚

a opção que completa cada frase de acordo com o sentido do texto.

6.1. O Zé Manel vivia sozinho porque

a.ninguém o queria adotar.

b.fugira da Casa Pia.

c.queria ser livre.

d.não tinha família.

6.2.O Zé Manel sonhava

a.vender jornais.

b.viajar pelo mundo.

c.ser invisível.

(50)

6.3. O Dr. Inventino era

a.um investigador.

b.um cientista.

c.um inventor.

d.um criativo.

6.4.O Zé Manel foi a casa do Dr. Inventino para

a.lhe entregar o jornal, como habitualmente.

b.lhe perguntar se a notícia que lera é verdadeira.

c.para ver o gato que se tornara invisível.

d.para descobrir a fórmula da invisibilidade.

6.5. O Zé Manel esgueirou-se para o laboratório porque

a.queria beber o xarope da invisibilidade.

b.queria procurar o gato que ficara invisível.

c.queria descobrir a fórmula do xarope da invisibilidade.

d.queria ver como era um laboratório.

(51)

8. Lê a notícia com atenção. Texto B

Invisibilidade já é real!

Dispositivo desenvolvido em Birmingham ocultou pequenos objetos

Tornar alfinetes ou clipes invisíveis ao olho humano já é possível graças a uma invenção de Zhang Shuang, da Universidade de Birmingham (Inglaterra), que desenvolveu um dispositivo capaz de ocultar objetos dentro do espetro de luz visível.

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=47275&op=all (acedido em dezembro de 2011)

5 10 15 20 25 30

Nesta investigação, des-crita na revista científica

Nature Communications, os

cientistas criaram um apare-lho composto por dois cristais de calcite, um mineral que possibilita a polarização da luz, sendo capaz de criar um «manto da invisibilidade».

Quando um raio de luz incide na calcite, decompõe --se em dois feixes polarizados em direções perpendiculares e com velocidades diferentes. Os investigadores colocaram dois prismas deste mineral unidos em forma piramidal na parte superior e recorre-ram a ouro para fortalecer a reflexão. Daí resultou o «desa-parecimento» dos elementos colocados entre os cristais.

A investigação nesta área de estudo tem vindo a dar largos passos desde 2006,

quando um grupo de cientis-tas liderado por John Pendry descreveu a técnica de «ótica de transformação», que conse-gue controlar a luz e outras ondas eletromagnéticas. Este investigador do Imperial

College de Londres colaborou

com a equipa de Zhang, que incorpora também elementos da Universidade Técnica da Dinamarca, nesta busca pelo «manto da invisibilidade».

Apesar dos avanços con-seguidos, esta técnica ainda precisa de mais investigação e desenvolvimento, sendo um dos seus maiores incon-venientes a visibilidade do dispositivo que oculta os objetos.

O cientista de Birmingham acredita que no futuro haverá uma forma de ocultá-lo, dizendo que nos testes de

laboratório já foi possível fazê --lo passar quase despercebido, colocando-o debaixo de água. Outra das limitações deste aparelho relaciona-se com o facto de funcionar apenas com luz polarizada sobre uma superfície fixa. Além disso, os cristais de calcite têm de ser muito maiores do que o corpo que pretendem esconder.

Tendo em conta o suces-so alcançado com este dis-positivo, futuramente os investigadores esperam con-seguir esconder objetos maiores, como artigos milita-res. Outra das aplicações desta investigação poderia refletir-se na indústria cosmé-tica, visto que as calcites, segundo Zhang Shuang, podem ocultar pequenas manchas e imperfeições da pele. 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80

(52)

9.Preenche a tabela com informação retirada do texto.

10. Enumera as desvantagens encontradas pelos cientistas.

11. Indica em que outra área poderá ser usada a calcite e como poderá ser usada.

GRUPO II

1.«O Dr. Inventino morava ali à esquina. Todas as manhãs, às 8 horas, Zé Manel lhe tocava à cam-painha para entregar o jornal.»

1.1. Agrupa as palavras destacadas na coluna correta:

2.«Descalçou os sapatos para que ninguém o ouvisse…»

2.1. Retira da frase o pronome indefinido.

2.2. Reescreve a frase substituindo o pronome indefinido pelos nomes a que refere.

2.3.Indica a classe e subclasse de palavras a que pertence a palavra destacada.

2.3.1.Comprova a tua resposta.

Nome do cientista Invenção

Local onde foi desenvolvida Material usado

Revista onde o estudo foi publicado

Palavras variáveis Palavras invariáveis

(53)

3. Insere as palavras que te são dadas no grupo respetivo de acordo com a classe de palavras a que per-tencem.

reparasse nada pessoa mulher eu ir degraus uma isto seu chamou doze as

4. «… só frascos, frasquinhos, frascões, com estranhas fórmulas acompanhadas de uma tradução.»

4.1. Na frase transcrita é usada uma família de palavras. Identifica-a.

4.2.A que classe de palavras pertence?

4.3.Indica o grau em que se encontram as palavras desta família.

4.4.Completa a frase.

Nesta frase, o grau é usado para mostrar

5. Reescreve a frase colocando o verbo nos tempos indicados. «Seria mesmo verdade, ou mais uma intrujice?»

a.Futuro do indicativo:

b.Pretérito mais-que-perfeito do indicativo:

c.Pretérito imperfeito do indicativo:

dia ele oito qualquer tocava

jornal se todas as tornou

(54)

GRUPO III

O Zé Manel bebeu o Xarope da Invisibilidade que encontrou no laboratório do Dr. Inventino e começou de imediato a desaparecer.

Redige um texto narrativo (entre 15 a 20 linhas) em que continues a história. Deverás referir:

os efeitos secundários que o xarope da invisibilidade teve no Zé Manel;

o que sentiu quando ficou completamente invisível;

de que forma usou a invisibilidade;

(55)

5 10 15 20 25 30

TESTE

2

GRUPO I 1 . Lê atentamente o texto A. Texto A

O dia em que a mata ardeu

Hoje, vou contar-vos o dia em que estes maraus, por descuido e negligência, deixa-ram atear um grande fogo, que é a pior tragédia que pode acontecer a todos os que vivem numa mata.

Tudo se passou quando a família dos pássaros Bisnaus quis fazer um piquenique naquela mata que é de toda a gente e, por isso, também é muito minha.

Veio o pai Bisnau que tinha cara de tubarão e cuspia para o chão. A mãe Bisnau, D. Bisnuca que era embirrenta, gosmenta e muitíssimo zaruca. A filha Bisnica, estica --larica, que pintava o bico de verniz e passava o dia a tirar macacos do nariz. O filho Bisneco que comia até rebentar e ficava como a bola a rebolar.

Em vez de virem a pé, entraram com o carro pela mata dentro, a deitar fumo para o ar e com o rádio a fazer puncapuncapunca, puncapuncapunca, punca --punca-punca tão alto que até as nuvens tiveram de tapar os ouvidos para não fica-rem malucas.

Mal se instalaram, puseram-se logo a fazer porcaria. A filha bisnica desembrulhou 19 hambúrgueres e encheu-os de molhos amarelos, azuis, verdes e vermelhos.

O filho Bisneco comeu 32 pacotes de batatas fritas, 26 pastilhas, 17 chupa-chupas, 59 rebuçados e 9 sumos de laranja completamente deslaranjados.

E os papéis de tudo isto para onde é que foram atirados? Para o chão! Todo aquele lixo foi parar ao chão da minha mata. Mas ainda fizeram muito pior, os pássaros Bisnaus.

D. Bisnuca e os filhos Bisnica e Bisneco, depois de terem comido tanta comida que não presta, resolveram fazer a sesta. Foram-se deitar e, em menos de nada, já estavam a ressonar.

O pai, de barriga a rebentar, sentou-se encostado a um tronco e pôs-se a fumar. E o que é que havia de acontecer? Deixou-se adormecer, o cigarro aceso caiu e pôs-se a rebolar, fazendo acender uma faúlha aqui, outra ali, até o fogo começar a crepitar.

De repente, no meio de latas, lixos e sucatas, mais pacotes de batatas, embalagens de papel e papelão, começaram a surgir mais de mil chamas no chão.

As chamas cresceram, pegaram-se às ervas e subiram pelas árvores acima numa dança assustadora.

NOME: TURMA: N.O

(56)

O fumo encheu tudo num instante e, no meio de fumarada, os pássaros Bisnau acordaram a tossir e sem pensarem em mais nada, puseram-se logo a fugir.

O fogo crescia e crescia, as árvores ardiam. E os animais, muito aflitos, que remédio tinham? Para se salvar foram-se embora passarinhos passarões toutinegras e perdizes cotovias codornizes pintassilgos tentilhões pombas brancas e falcões pato-bravos tarambolas gaviões e galinholas pica-paus e andorinhas raposões e raposinhas lebres lobos e coelhos todos com os olhos vermelhos cucos melros rouxinóis aranhiços cara-cóis a correr e a saltar todos se foram embora para nunca mais voltar.

Com mais ou menos facilidade, os animais conseguiram escapar daquele pesadelo. Mas as minhas amigas ervas, as plantas, os arbustos e as árvores estão agarrados à terra e não têm pernas para fugir. Por isso, a pouco e pouco, no meio da enorme con-fusão, iam-se deixando cair, transformadas em carvão.

Um passarinho pequeno, quando viu que a árvore onde costumava fazer o seu ninho estava a arder, foi a correr, quer dizer, foi a voar chamar os bombeiros.

O passarinho não sabia falar a língua dos homens. Mas o seu canto era tão aflitivo, que os bombeiros perceberam muito bem o que lhes queria dizer e saíram logo com a sirene tinóni-tinóni para ir apagar o fogo da nossa mata que estava mesmo à beira de ficar toda queimada.

Foi uma trabalheira. Mangueiras para aqui, mangueiras para ali. Com muito esforço e muita coragem, os bombeiros lá conseguiram apagar as chamas, salvaram algumas árvores que ainda só estavam chamuscadas. E deram de beber à terra que estava cheia de sede.

O fogo foi apagado, o fumo foi desaparecendo e o ar, ao fim de alguns dias, voltou a ficar limpo e puro.

José Fanha, O dia em que a mata ardeu, Gailivro

2. Seleciona com

˚

a opção que completa cada frase de acordo com o sentido do texto.

2.1. A mata ardeu no dia em que

a. o narrador foi passear na mata.

b.o narrador fez um piquenique com a família na mata.

c.a família Bisnau fez um piquenique na mata.

d.o narrador viu a família Bisnau na mata.

2.2.Bisnico era a.vaidoso. c.mal-humorado. b.mal-educado. d.comilão. 35 40 45 50

(57)

2.3.A causa do incêndio foi

a.um cigarro aceso. c.um curto circuito.

b.uma fogueira mal apagada. d.um trovão.

2.4.Os bombeiros foram chamados

a.pelo narrador. c.pelos animais da mata.

b.pela família Bisnau. d.por um pássaro pequeno.

2.5.O incêndio foi extinto

a.rapidamente. c.dificilmente.

b.lentamente. d.facilmente.

3. Transcreve do texto uma frase que comprove que os pássaros Bisnaus não respeitam a natureza. Cumpre as regras da transcrição.

4. Na frase «as nuvens tiveram de tapar os ouvidos para não ficarem malucas» está presente um recurso expressivo.

4.1. Identifica-o.

4.2.Explica a sua expressividade.

5. Responde de forma clara, completa e objetiva às seguintes questões:

5.1. O narrador, no início do excerto, refere-se a «estes maraus». A quem se refere?

5.2.Por que motivo se refere a eles desta forma?

6. O narrador do texto mostra-nos claramente a sua opinião negativa relativamente à família Bisnau. Na tua opinião, a posição do narrador em relação a esta família é correta?

Referências

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