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Índice
Índice
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9
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11
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13
14
▪
Destaques...
▪
Produção agropecuária...
▪
Preço externo do milho...
▪
Produção de alimentos...
▪
Produção de bebidas...
▪
Abate de bovinos (número de animais)...
▪
Preço interno do boi gordo...
▪
Captação de leite...
▪
Preço externo do algodão...
▪
Preço externo da soja...
▪
Preço externo do trigo...
▪
Resumo...
As séries acima estão disponíveis no
Machina Tendências
, a nova plataforma online que permite acessar um amplo e atualizado
conjunto de séries de dados da economia brasileira, com confiabilidade, agilidade e conveniência. Saiba mais nos últimos slides.
33
Índice
Agronegócio
Destaques
Preços internacionais do trigo
•
As exportações brasileiras de trigo foram reduzidas ao longo de 2020, refletindo a
baixa
disponibilidade de produto nacional de alta qualidade
, dado que condições climáticas adversas
prejudicaram o desenvolvimento do trigo em importantes regiões produtoras no final de 2019.
Importante lembrar que o trigo colhido no final de 2019 é aquele comercializado ao longo de 2020, tal
como a safra colhida no final do ano passado é aquela que definirá a oferta ao longo de 2021.
•
O desenvolvimento do trigo brasileiro na safra corrente foi menos prejudicado, de modo que os
produtores estão possivelmente aproveitando a janela de oportunidade de exportação aberta pela
taxa de câmbio em patamares bastante elevados
(real historicamente desvalorizado ante o
dólar), justamente na época do ano em que há mais trigo novo disponível no mercado. Com efeito, a
oferta interna de trigo deve crescer 24,9%, segundo levantamento divulgado pela Conab em fev/21.
•
Há evidências crescentes de
adoção de barreiras tarifárias e não tarifárias
em importantes países
produtores de trigo, uma vez que o contexto de pandemia gerou aumento de preocupação com
questões relacionadas à segurança alimentar no mundo. Rússia e Ucrânia são exemplos de
exportadores importantes que podem trazer mudanças relevantes no fluxo internacional do trigo. A
Argentina, em face de problemas climáticos que atrapalharam sua safra e de preocupações com a
inflação de alimentos no mercado doméstico, é outro exemplo desse contexto de maior priorização de
segurança alimentar em âmbito doméstico.
44
Índice
Resumo
* Projeção Tendências.
** As flechas associadas aos indicadores indicam a direção da revisão das projeções em relação ao último envio: elevada, mantida ou reduzida. Na indicação das setas, consideramos que a projeção foi mantida se a revisão for de até 0,3 p.p.
2020* Revisão** 2021* Revisão**
Preço externo da soja 7.0% 31.4%
Preço externo do milho -5.2% 28.0%
Produção de alimentos 4.2% -1.5%
Produção de bebidas -0.2% 1.2%
Abate de bovinos (quantidade de animais) -6.6% 2.6%
Preço interno do boi gordo 38.6% 15.1%
Preço externo do trigo 11.2% 15.8%
Captação de leite 3.4% 2.5%
55
Índice
Produção agropecuária
Fonte: CONAB e IBGE. Projeções: Tendências. Powered by
Pesos 2019
Brasil
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
2020*
2021*
Algodão
2.8%
-30.8%
32.3%
-9.9%
-17.5%
18.6%
31.1%
40.2%
6.7%
-16.0%
Milho
8.9%
11.7%
-1.8%
5.8%
-21.4%
47.0%
-17.5%
24.0%
2.5%
2.9%
Arroz
1.5%
1.9%
2.6%
2.7%
-14.8%
16.3%
-2.1%
-13.1%
6.7%
-2.2%
Feijão
1.9%
-3.8%
19.7%
-4.4%
-21.7%
35.3%
-8.3%
-3.2%
6.8%
0.9%
Soja
23.1%
22.8%
5.7%
11.7%
-0.8%
19.5%
4.6%
0.4%
4.3%
7.2%
Trigo
0.7%
26.2%
8.0%
-7.3%
21.5%
-36.6%
27.3%
-5.0%
24.9%
0.5%
Mandioca
1.3%
-6.8%
8.2%
-0.8%
-8.8%
-12.0%
-3.4%
-2.1%
8.3%
-0.8%
Café
3.3%
-3.3%
-7.8%
-4.6%
18.8%
-12.5%
37.1%
-20.0%
27.9%
-25.9%
Cana
10.4%
6.5%
-4.2%
1.9%
2.4%
-1.3%
-1.5%
0.8%
1.7%
-1.4%
Carne bovina
16.4%
11.1%
-1.3%
-7.1%
-1.8%
4.4%
4.0%
2.8%
-3.7%
1.2%
Carne de frango
11.6%
3.7%
4.5%
5.2%
0.7%
2.9%
-0.4%
0.0%
0.9%
4.5%
Carne suína
2.9%
-1.0%
2.4%
7.4%
8.2%
3.1%
3.3%
4.4%
9.2%
3.4%
Leite
5.5%
5.4%
5.1%
-2.8%
-3.7%
5.0%
0.5%
2.3%
2.1%
0.5%
6
Índice
As cotações externas de soja vêm apresentando tendência de alta recentemente, em linha com estimativas de estoques
mais apertados nos EUA.
A retomada da demanda chinesa pela soja norte-americana
é um dos principais fatores
que têm contribuído para a sustentação das cotações. Contudo, a perspectiva de elevada oferta de soja no mercado
sul-americano tende a arrefecer a procura pela soja dos EUA a partir de mar/21, o que contribuiu para limitar avanços mais
expressivos das cotações no curto prazo.
Em 2021, as cotações internacionais da soja devem refletir a
recuperação dos preços do petróleo
, reflexo da
acomodação de incertezas advindas da covid-19 e a
consequente retomada da atividade econômica mundial
. A
expectativa de redução dos estoques norte-americanos ao final da safra 2020/21
também constitui um dos
principais vetores de alta, na esteira da retomada das compras chinesas de produtos agrícolas dos EUA (reflexo também
da recuperação do rebanho de suínos no país asiático). A relação comercial entre as duas maiores economias mundiais
continua como um risco a ser ponderado no cenário.
Preço externo da soja
Fonte: CBOT. Valores em US$/b. Dados realizados até jan/21. Projeções: Tendências.
P
REÇO EXTERNO DA SOJA EM GRÃOP
REÇOS EXTERNOS DA SOJA EM GRÃO– V
AR.
ANUALPowered by
Ano Média Var. anual
2011 13.18 25.8% 2012 14.64 11.1% 2013 14.08 -3.8% 2014 12.46 -11.5% 2015 9.45 -24.1% 2016 9.87 4.4% 2017 9.77 -1.1% 2018 9.32 -4.5% 2019 8.90 -4.5% 2020 9.52 7.0% 2021 12.52 31.4% 6.0 8.0 10.0 12.0 14.0 16.0 18.0 ja n-11 ja n-12 ja n-13 ja n-14 ja n-15 ja n -1 6 ja n -1 7 ja n -1 8 ja n-19 ja n-20 ja n-21
7
Índice
Preço externo do milho
Fonte: CBOT. Valores em US$/b. Dados realizados até jan/21. Projeções: Tendências.
P
REÇO EXTERNO DO MILHOOs preços do milho apresentaram ganhos nos últimos fechamentos na Bolsa de Chicago
. A retomada das
compras chinesas, os níveis mais elevados do brent (grande balizador de custos para os produtos agrícolas e logísticos de
modo geral) e a estabilização do dólar em níveis relativamente mais desvalorizados ante uma cesta ponderada de moedas
em fevereiro contribuem para os avanços dos preços internacionais do milho em plena colheita da safra norte-americana.
Os estoques do milho norte-americano também devem encerrar a safra atual em níveis mais baixos (queda de 21,7%
segundo o USDA, também o menor em cinco anos),
revertendo a situação de elevados excedentes que
caracterizaram o período de maiores tensões comerciais com a China
.
A revisão para baixo dos estoques de fim de temporada nos EUA promovida pelo USDA também reforça a percepção de
um balanço mais apertado no curto prazo, aliada à procura maior por grãos por parte da China, cuja recuperação do
rebanho de suínos local dá suporte para a demanda por insumos para fabricação de ração animal. O inverno mais rigoroso
no Hemisfério-Norte é outro fator que tem gerado apreensão entre os formadores de preços no mercado externo.
P
REÇOS EXTERNOS DO MILHO– V
AR.
ANUALPowered by 2.0 3.0 4.0 5.0 6.0 7.0 8.0 9.0 ja n -1 1 ja n -1 2 ja n -1 3 ja n -1 4 ja n -1 5 ja n -1 6 ja n -1 7 ja n -1 8 ja n -1 9 ja n -2 0 ja n -2 1
Ano Média Var. anual
2011 6.79 59.0% 2012 6.94 2.2% 2013 5.80 -16.5% 2014 4.16 -28.3% 2015 3.77 -9.5% 2016 3.58 -4.8% 2017 3.59 0.3% 2018 3.68 2.4% 2019 3.83 4.1% 2020 3.63 -5.2% 2021 4.65 28.0%
88
Índice
Produção de alimentos
A produção de alimentos interrompeu trajetória de crescimento no 4T20, na esteira da desaceleração da produção de açúcar e da produção de óleo refinado. A entressafra de cana e a redução de moagem e fabricação de derivados tem ocasionado forte retração desse segmento da indústria alimentícia, o mesmo que vinha sustentando desempenhos positivos até set/20.
Por outro lado, o abate de aves e suínos continuou dando suporte ao indicador no mês. O cenário tem por base o maior fôlego para a produção de produtos cárneos de aves e suínos, haja vista a previsão de menor consumo de carne bovina neste ano, em função da baixa disponibilidade de bovinos prontos para o abate.
Em 2021, a produção de açúcar deve se acomodar em patamares relativamente mais moderadoscom a retomada esperada para a demanda por etanol, à medida que a mobilidade social for retomada. O abate de bovinos deve seguir em níveis baixos, contribuindo adicionalmente para a queda do setor. De qualquer forma, o abate de aves e suínos deve apresentar crescimento, bem como os segmentos de produção de ração animal para alimentá-los em confinamento. A demanda externa deve seguir aquecida pela carne brasileira, sobretudo na China, ainda dependente de importações por conta da peste suína que tomou o país a partir de 2018.
Fonte: PIM-IBGE. Índice de base fixa (base: média de 2012=100). Dados realizados até dez/20. Projeções: Tendências.
P
RODUÇÃO DE ALIMENTOSP
RODUÇÃO DE ALIMENTOS–
VAR.
ANUALPowered by 0,0% -1 ,2 % 0 ,6 % -1 ,0 % -1,8% 0,5% 1,2% -5 ,3 % 1,7% 4 ,2 % -1,5% -6,0% -4,0% -2,0% 0,0% 2,0% 4,0% 6,0% 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 80 85 90 95 100 105 110 ja n -1 1 ja n -1 2 ja n -1 3 ja n -1 4 ja n -1 5 ja n -1 6 ja n -1 7 ja n -1 8 ja n -1 9 ja n -2 0 ja n -2 1
99
Índice
Produção de bebidas
De acordo com a PIM-IBGE, a produção de bebidas registrou queda em dezembro na comparação ante o
mês anterior
(-4,4%, pela série com ajuste sazonal). Em relação ao nível pré-pandemia (primeiro bimestre de 2020),
a alta corresponde a 2,4%, desempenho menor do que nos últimos meses, porém, ainda beneficiado pelo suporte
conferido à renda das famílias através da vigência do Auxílio Emergencial no ano anterior.
Em 2021, a recuperação prevista está em linha com a perspectiva de maior mobilidade social, conforme
avançar a vacinação no país.
Contudo, a recuperação do setor deve ser limitada, considerando que o poder de
compra das famílias deve seguir bastante deteriorado (elevada taxa de desocupação, subocupação e informalidade no
mercado de trabalho). Além disso, a pandemia acarretou em elevados prejuízos ao
setor de Food & Service
.
Adicionalmente, os preços de bebidas ao consumidor devem passar a apresentar altas nos próximos meses, o que,
aliada a inflação acelerada de alimentos, deve limitar o consumo.
Fonte: PIM-IBGE. Índice de base fixa (base: média de 2012=100). Dados realizados até dez/20. Projeções: Tendências.
P
RODUÇÃO DE BEBIDAS–
SÉRIE DESSAZP
RODUÇÃO DE BEBIDAS–
VAR.
ANUALPoweredby -0 ,1 % 1,3% -2,1% 1, 3% -4 ,8 % -3 ,1 % 0,8% 0,9% 4,3% -0,2% 1,2% -6,0% -5,0% -4,0% -3,0% -2,0% -1,0% 0,0% 1,0% 2,0% 3,0% 4,0% 5,0% 85 87 89 91 93 95 97 99 101 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 40 50 60 70 80 90 100 110 120 ja n-11 ja n-12 ja n-13 ja n-14 ja n-15 ja n-16 ja n-17 ja n-18 ja n-19 ja n-20 ja n-21
10
10
Índice
Abate de bovinos (número de animais)
A pecuária brasileira de corte de bovinos passa por um período de intensa retenção de fêmeas, direcionadas para a cadeia de reprodução, em resposta à elevação dos preços do bezerro. Diante desse cenário e de condições climáticas adversas para o processo de engorda dos animais em pastagens comprometidas, o 1S20 foi marcado por forte retração no número de animais abatidos (queda de 8,2% e 8,0% no 1T20 e 2T20 na comparação anual, respectivamente). Dados de abates no 3T20 apontam gradual retomada em comparação com os níveis baixos dos trimestres anteriores (alta 4,6% na margem trimestral). De qualquer forma, em relação a 2019, o desempenho dos frigoríficos permanece bastante inferior (cerca de -9,5% YoY).
Para 2021, os prognósticos são menos restritivos a partir do 4T21, à medida que a disponibilidade de fêmeas aumentar para a cadeia de engorda e abates.O 1º semestre ainda deve ser de baixo desempenho, refletindo não somente o clima seco dos últimos meses nas principais regiões produtoras do Brasil, como também o baixo poder de compra das famílias no Brasil (menor suporte de rendimentos assistenciais e previdenciários e elevada inflação de alimentos e bebidas).
Fonte: IBGE. Quantidade de bovinos abatidos em milhões de animais. Dados realizados até 3T20. Projeções Tendências.
Q
UANTIDADE DE BOVINOS ABATIDOS–
SÉRIE DESSAZQ
UANTIDADE DE BOVINOS ABATIDOS–
VAR.
ANUALPowered by -1 ,6 % 8 ,0 % 10,6% -1,5% -9,6% -3 ,1 % 3,9% 3,8% 1,3% -6 ,6 % 2,6% -15,0% -10,0% -5,0% 0,0% 5,0% 10, 0% 15, 0% 27 28 29 30 31 32 33 34 35 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2,0 2,2 2,4 2,6 2,8 3,0 3,2 ja n-11 ja n-12 ja n-13 ja n-14 ja n-15 ja n-16 ja n-17 ja n-18 ja n-19 ja n-20 ja n-21
11
11
Índice
Preço interno do boi gordo
O preço da arroba do boi gordo mantém tendência de alta nos últimos dias, renovando níveis recordes e superando o patamar de R$ 300/ arroba. A baixa oferta de animais, escala curta dos frigoríficos e a taxa de câmbio (R$/US$) depreciada – reflexo do recrudescimento da crise política e econômica no Brasil – contribuem para a prevalência dos vetores de alta sobre os preços, contrabalanceando eventuais pressões de baixa, tais como: (i) o baixo poder de compra das famílias no mercado doméstico, haja vista a queda de rendimentos (inclusive os assistenciais e previdenciários) e a inflação elevada de bens básicos; e (ii) o recente enfraquecimento da demanda externa.
Em 2021, as compras aquecidas da China devem limitar quedas mais expressivas dos preços domésticos, sobretudo tendo em vista a previsão de queda das exportações de carne bovina na Austrália. A demanda externa elevada deve compensar os efeitos negativos esperados para o poder de compra das famílias no Brasil. A recuperação do gado suíno na China, após o surto de Febre Suína Africana, dá sinais mais contundentes, contudo, deve ser parcial e gradual em 2021. Para satisfazer o esperado aquecimento da demanda externa, os frigoríficos nacionais contam com a complementação da oferta de animais confinados, mesmo que a elevação dos preços do farelo da soja e do milho imponha custos maiores à cadeia de engorda e terminação. A perspectiva é de demanda interna aquecida por grãos em 2021, dado o desempenho positivo previsto para os setores demandantes de derivados de milho e soja - como a avicultura, a suinocultura e o refino de biodiesel.
Fonte: CEPEA. Valores em R$/arroba - 15kg. Dados realizados até jan/21. Projeções Tendências.
P
REÇO INTERNO DO BOI GORDOP
REÇOS INTERNOS DO BOI GORDO– V
AR.
ANUALPowered by 50 100 150 200 250 300 350 ja n-11 ja n-12 ja n-13 ja n -1 4 ja n-15 ja n-16 ja n -1 7 ja n-18 ja n-19 ja n -2 0 ja n-21 Ano Média R$/arroba 2014 126.35 23.1% 2015 145.45 15.1% 2016 152.89 5.1% 2017 138.91 -9.1% 2018 144.99 4.4% 2019 163.29 12.6% 2020 226.29 38.6% 2021 260.42 15.1% Var. anual
12
Índice
Preço externo do trigo
Fonte: CBOT. Valores em US$/b. Dados realizados até jan/21. Projeções Tendências.
P
REÇO EXTERNO DO TRIGOP
REÇOS EXTERNOS DO TRIGO– V
AR.
ANUALNa Bolsa de Chicago, as cotações de trigo apresentaram alta robusta em janeiro (+9,1% ante a média de dezembro) e alguma acomodação na primeira quinzena de fevereiro. Os sinais de demanda aquecida na China e a estabilização do dólar em níveis relativamente desvalorizados em termos globais constituem drivers importantes para a sustentação das cotações em Chicago. Os patamares valorizados dos preços do trigo no mercado internacional também refletem algum suporte conferido pela confirmação de estimativas menores para os estoques ao final da temporada mundial 2020/21, de acordo com relatório do USDA de fevereiro, que também trouxe perspectivas menores de oferta de países como Rússia e Argentina (questões climáticas, logísticas e comerciais). Contudo, para os próximos meses, a perspectiva é de que as cotações internacionais passem a apresentar acomodação,
sobretudo no 2º semestre, reflexo do início de um período de maior disponibilidade de trigo nos principais países produtores e exportadores do Hemisfério Norte. Outro balizador que deve conferir limite à alta dos preços no curto prazo é a expectativa de um
quadro de oferta relativamente folgada na safra atual em comparação com a anterior (relação historicamente elevada entre estoques e consumo). Powered by 3.0 4.0 5.0 6.0 7.0 8.0 9.0 10.0 ja n -1 1 ja n -1 2 ja n -1 3 ja n -1 4 ja n -1 5 ja n -1 6 ja n -1 7 ja n -1 8 ja n -1 9 ja n -2 0 ja n -2 1
Ano Média Var. anual
2011 7.10 22.3% 2012 7.50 5.7% 2013 6.84 -8.8% 2014 5.88 -14.0% 2015 5.07 -13.7% 2016 4.36 -14.0% 2017 4.36 -0.1% 2018 4.95 13.5% 2019 4.94 -0.2% 2020 5.50 11.2% 2021 6.36 15.8%
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13
Índice
Captação de leite
Em 2020, a alta foi modesta para a captação de leite se comparada com o avanço robusto nos últimos anos. A evolução mais fraca da demanda interna deve ter reduzido o potencial de consumo de lácteos, tendo em vista os choques negativos relevantes no mercado de trabalho. Pelo lado da oferta, convém destacar que a desvalorização do real ante o dólar pressionou para cima as cotações internas de insumos utilizados na fabricação de ração animal (milho e farelo de soja), o que tende a comprimir as margens dos produtores de leite. Além disso, o clima ainda mais seco neste inverno no Centro-Oeste e no Sudeste deve ter se convertido em menor qualidade nutricional do gado em pastagens e, portanto, gerou efeitos redutivos na produtividade das vacas leiteiras no curto prazo, bem como reforçou adependência por complementação alimentar e procura por grãos.
Para 2021, a perspectiva é de melhora também modesta para as margens dos produtores de leite, na esteira da queda dos preços de grãos no mercado doméstico no decorrer do ano. Se os custos devem contar com algum alento em 2021, os condicionantes não são animadores pelo lado da demanda, uma vez que a expectativa é de que os efeitos negativos da fragilização do mercado de trabalho fiquem mais visíveis neste ano.
Fonte: CEPEA. Valores em número-índice (base 100=julho/04). Dados realizados até dez/20. Projeções Tendências.
Í
NDICE DE CAPTAÇÃO DE LEITE NOB
RASIL–
SÉRIE DESSAZÍ
NDICE DE CAPTAÇÃO DE LEITE NOB
RASIL–
VAR.
ANUALPowered by 120 140 160 180 200 220 240 ja n -1 1 ja n -1 2 ja n -1 3 ja n -1 4 ja n -1 5 ja n -1 6 ja n -1 7 ja n -1 8 ja n -1 9 ja n -2 0 ja n -2 1
-2
,2
%
3,
2%
5,
7%
14
,4
%
8,3%
-6,4%
7,9%
6,7%
6,
0%
3,
4%
2,
5%
-10,0% -5,0% 0,0% 5,0% 10, 0% 15, 0% 20, 0% 105 120 135 150 165 180 195 210 225 240 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 202114
14
Índice
Preço do algodão
Os próximos meses devem ser marcados por sinais mais contundentes de recuperação do setor têxtil no Brasil e no mundo, ainda que o ambiente seja de elevadas incertezas e volatilidade por conta da pandemia. As cotações do algodão na bolsa de Nova Iorque tem apresentado tendência de alta, na esteira da demanda aquecida por fibra na China, valorização dos preços do petróleo
(balizador de custos para fibras sintéticas) e fortalecimento de perspectivas mais otimistas para a economia mundial em 2021.
De qualquer forma, a perspectiva de expansão de excedentes globais da commodity é outro fator que reforça as estimativas de preços internacionais em patamares baixos. Segundo o USDA, os estoques finais devem totalizar 20,8 milhões. Nesse mesmo relatório divulgado em fevereiro pelo USDA, as estimativas de consumo mundial apontam para queda de 14,9% na safra 2019/20, deixando volume excedente expressivo para 2021. O consumo mundial em 2020/21 ainda deve ficar em níveis 2,6% abaixo daqueles registrados no período pré-pandemia.
Fonte: Bolsa de Nova York (Contrato - nº 2). US$c/lb. Dados realizados até jan/21. Projeções Tendências.
Powered by
P
REÇO EXTERNO DO ALGODÃOP
REÇOS EXTERNOS DO ALGODÃO– V
AR.
ANUAL50 70 90 110 130 150 170 190 210 ja n-11 ja n-12 ja n-13 ja n-14 ja n-15 ja n-16 ja n-17 ja n-18 ja n-19 ja n-20 ja n-21
Ano Série Var. anual
2011 137.69 46.9% 2012 79.89 -42.0% 2013 83.33 4.3% 2014 76.41 -8.3% 2015 63.26 -17.2% 2016 65.62 3.7% 2017 73.50 12.0% 2018 82.07 11.7% 2019 67.25 -18.1% 2020 64.15 -4.6% 2021 76.51 19.3%
15
15
Índice
Outros indicadores
A Tendências acompanha uma série de outros setores e indicadores, na forma de relatórios setoriais, trabalhos
customizados e estudos especiais. Para o setor Agronegócio, além dos indicadores no presente relatório, a
Tendências também desenvolve cenários para:
Cenários regionais
suínos e aves
(abates e preços)
aberturas da indústria de alimentos
(produção)
couro e calçados
(produção)
Algodão
(produção e preços)
Complexo soja
(produção e preços)
Cana de açúcar e derivados
(produção e preços)
Indústria têxtil
(produção)
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Mais do que um simples banco de dados, a interatividade do
Machina Tendências possibilita ao usuário manipular as séries
econômicas,
usando avançados recursos que auxiliam na exploração
e análise das variáveis pesquisadas e ferramentas de cálculos que
automatizam diversas tarefas e proporcionam grande economia de
tempo.
O
Machina Tendências
é uma plataforma online que permite acessar
um amplo e atualizado conjunto de séries de dados da economia
brasileira, com confiabilidade, agilidade e conveniência.
O serviço
concentra mais de 17.000 séries, sendo mais de 98% com atualização
automatizada a partir de suas fontes originais.
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Macroeconomia e Análise Setorial
CENÁRIOS SETORIAIS
Analista responsável
por este relatório
Felipe Novaes
[email protected]
Analistas
Camila Saito e Lucas Assis – Cenários Regionais [email protected]
Felipe Beraldi e Yasmin Riveli – ‘Mineração e siderurgia’ e Bens de capital [email protected]
[email protected] Felipe Novaes – Agronegócio [email protected]
Estagiários Marcelo Mendes
Isabela Tavares – Comércio varejista e ‘Crédito e sistema financeiro’ e Automotivo [email protected]
Samanta Imbimbo e Matheus Ferreira – Construção civil e ‘Transporte e logística’ [email protected]
Walter De Vitto – Energia e “Embalagens, petroquímico, celulose e papel” [email protected]
Edição Clara Setoguchi