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Simp.TCC/ Sem.IC.2017(12);

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RADIOLOGIA

PRINCÍPIOS BÁSICOS DE PROTEÇÃO

RADIOLÓGICA NO RADIODIAGNÓSTICO:

PROTEÇÃO PARA PACIENTES E IOE´S

BASIC PRINCIPLES OF RADIOLOGICAL

PROTECTION IN RADIODIAGNOSIS: PROTECTION

FOR PATIENTS AND IOE'S

EDVÂNIA NEVES COSTA GALENO

VERA LÚCIA TEODORO DOS SANTOS

Resumo

Este artigo tem como objetivo mostrar os princípios básicos de proteção radiológica no radiodiagnóstico para pacientes e, em indivíduos ocupacionalmente expostos - IOE’s, bem como conscientizar profissionais da área da radiologia sobre a importância do conhecimento dos requisitos básicos para a proteção radiológica prevenindo os possíveis efeitos causados pela radiação e enfatizar o uso dos equipamentos de proteção individual e coletiva – EPI’s para redução da dose de radiação recebida pelos profissionais e pacientes de radiologia. Este estudo foi desenvolvido utilizando o método de pesquisa bibliográfica baseada em estudos retirados de 3 livros, 1 artigo de pesquisa no site da CNEN, livros específicos sobre proteção radiológica e artigos sobre proteção radiológica disponibilizados em sites na internet.

Palavras-chave: proteção radiológica, indivíduos ocupacionalmente expostos, equipamentos de proteção radiológica. Abstract

This article aims to show the basic principles of radiological protection in radiodiagnosis for patients and, in occupationally exposed individuals - IOE's, as well as to make professionals in the radiology area aware of the importance of knowledge of the basic require-ments for radiological protection, preventing possible effects caused by radiation and emphasize the use of individual and collective protection equipment - EPI's to reduce the dose of radiation received by professionals and radiology patients. This study was developed using the method of bibliographic research based on studies taken from 3 books, 1 research article on the CNEN website, specific books on radiological protection and articles on radiological protection made available on websites.

Key words: radiological protection, occupationally exposed individuals, radiological protection equipment. INTRODUÇÃO

Proteção radiológica é um conjunto de me-didas que visam proteger o ser humano contra possíveis efeitos indesejáveis pela radiação ioni-zante. Como profissionais, os tecnólogos têm a importante responsabilidade de proteger seus pacientes, a si mesmo e seus colegas de trabalho, contra o excesso de radiação. É essencial para todos os tecnólogos uma completa compreensão da proteção a ser utilizada contra radiação (Bon-trager, 2005).

Para isso se faz necessário conhecer quais são os equipamentos de proteção individual e coletiva, tais como proteção de gônadas, de tórax, óculos de proteção para o cristalino dos olhos entre outros, esses recursos são utilizados na radiologia convencional para minimizar as doses recebidas de forma que não cause danos aos profissionais e ao paciente.

Objetivo

O objetivo deste trabalho é conscientizar profissionais da área da radiologia à importância do conhecimento sobre os requisitos básicos de Radioproteção, prevenindo possíveis efeitos cau-sados pela radiação ionizante e enfatizar o uso dos equipamentos de proteção individual e coleti-va.

Materiais e Métodos

Trata-se de uma pesquisa bibliográfica ba-seada em estudos retirados de 3 livros, 1 artigo de pesquisa no site da CNEN, livros específicos sobre proteção radiológica e artigos sobre proteção radi-ológica disponibilizados em sites na internet.

Problema:

Quais são os princípios básicos de proteção radiológica no radiodiagnóstico e a importância do uso de equipamentos de proteção?

Referencial Teórico

Efeito Biológico da Radiação Ionizante

A ação da radiação no organismo humano produz uma série de efeitos, que apresentam da-nos diferentes para cada região afetada.

Os tecidos mais sensíveis à radiação são: Medula óssea, tecido linfoide, órgão genital, siste-ma gastrointestinal e baço.

Princípios Básicos de Proteção Radiológica

De acordo com o artigo sobre a importância do uso de vestimentas radiológicas, para minimi-zar a dose de radiação primária e secundária, utiliza-se a VPR (Vestimentas de Proteção Radio-lógicas) no paciente. As VPRs são divididas entre dispositivos para pacientes e para indivíduos ocu-pacionalmente expostos. As VPRs para pacientes compreendem: Avental, protetor de gônadas, blin-dagem de escroto, blinblin-dagem de ovário e blinda-gem por sombreamento. Nas gônadas encontram-se células germinativas com alta divisão celular e alta radiossensibilidade, por isso, há grande preo-cupação de proteger está glândula contra a radia-ção ionizante (Soares et al., 2008-2009).

Já Raissaki (2004) pesquisou a aplicação de protetores de gônadas na radiologia infantil, observou a redução da dose absorvida nas

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das das meninas por volta de 50% e nos meninos

de 95% (Soares et al., 2008-2009).

Outros órgãos do sistema humano que ne-cessitam de proteção radiológica, por possuírem grande radiossensibilidade, são o cristalino e a glândula tireoide. Hopper et al., em seu estudo, demonstra que, a utilização de protetores oculares de bismuto reduziu 48,5% a radiação no cristalino, e o protetor de tireoide reduziu 67,3% a dose nes-ta glândula, sendo que as utilizações destes prote-tores não afetaram a qualidade da imagem da radiográfica (Soares et al., 2008-2009).

Em relação ao cristalino, outros estudos demonstraram que a proteção deste local reduz a dose em torno de 30% a 40%. Conforme estudos feitos por Brnić et al., o uso de protetores no tórax reduz a dose em 57% neste local durante um exame de crânio. Já o uso do mesmo protetor no exame de tórax pediátrico reduz a dose em 29% (Soares et al., 2008-2009).

Na radiologia convencional, estudos sobre a redução da dose em função da utilização do uso de VPRs são poucos, entretanto, nas pesquisas realizadas, observa-se que o uso de protetores de tórax durante um exame radiográfico na posição lateral de tórax reduz 88% a dose da radiação na região do útero e dos ovários (Soares et al., 2008-2009).

Redução de dose absorvida para IOE´s.

Para o indivíduo ocupacionalmente exposto, as VPRs – Vestimentas de Proteção Radiológica compreendem os aventais de proteção, com es-pessuras de 0,25 a 0,50 mm de chumbo, as luvas de proteção, os óculos plumbíferos e o protetor de tireoide.

Os requisitos básicos de proteção radiológi-ca referenciadas na normativa da Comissão Naci-onal de Energia Nuclear CNEN-NN3.01 e reco-nhecidos pelas autoridades sanitárias brasileiras são: Otimização, Justificação e Limitação de dose (Nobrega, 2012).

Otimização da Proteção (ALARA)

As exposições médicas de pacientes devem ser otimizadas ao valor mínimo necessário para obtenção do objetivo radiológico (diagnóstico e terapêutico), compatível com os padrões aceitá-veis de qualidade de imagem. O princípio de otimi-zação deve ser rigorosamente observado, plane-jado e calculado para evitar exposições desneces-sárias aos indivíduos (Nobrega, 2012).

Princípios da Justificação

A justificação é o princípio básico de prote-ção radiológica que estabelece que nenhuma prá-tica ou fonte descrita deve ser autorizada a menos que produza benefício suficiente para o indivíduo exposto ou para sociedade, de modo a compensar o detrimento que possa ser causado. A exposição deve resultar em um benefício real para a saúde

do indivíduo, tendo em conta a totalidade dos be-nefícios potenciais em matéria de diagnósticos ou terapêuticos que dela decorram, em comparação com o detrimento que possa ser causado pela radiação ao indivíduo (Nobrega, 2012).

Limitações de dose

As exposições ocupacionais de cada indiví-duo, decorrentes de todas as práticas, devem ser controladas de modo que os valores dos limites não sejam excedidos. O controle deve ser realiza-do da seguinte forma (Nobrega, 2012): A realiza-dose efetiva média anual não deve exceder 20 mSv em qualquer período de 5 anos consecutivos, não podendo exceder 50 mSv em nenhum ano. A dose equivalente anual não deve exceder 500 mSv para extremidades e 150 mSv para o cristalino (Nobre-ga, 2012). Essa limitação de dosagem de radiação é demostrado na tabela abaixo.

Tabela de Limites de dose Anuais

Figura 1– CNEN-NN -3.01

* Limite de Dose Efetiva de 100 mSv em 5 anos consecutivos e 50 mSv em único ano.

** Limite de Dose Equivalente de 100 mSv em 5 anos consecutivos e 50 mSv em único ano.

Fatores de Proteções Radiológicas

Em relação aos fatores de proteção Radio-lógicas podemos dizer que conforme aponta No-brega (2012), são três os fatores importantes em proteção: O tempo de exposição – que é a quanti-dade calculada em minutos ao qual o indivíduo fica em contato com a radiação; a distância da fonte de radiação – é a distancia em que os acompanhantes e os profissionais de radiologia ficam da fonte de radiação, pois quanto mais longe esses indivíduos ficarem menor será a dosagem absorvida pelo seu organismo; e a blindagem que é a forma pela qual a pessoa se protege da radia-ção podendo ser ela feita com chumbo ou concre-to. (Nobrega, 2012).

Princípios básicos de Proteção Radiológica ao trabalhador (IOEs)

De acordo com a portaria 453 do Ministério da Saúde, os princípios básicos de proteção radio-lógica ao trabalhador são: realizar periodicamente o exame clínico geral que inclua hemograma com-pleto com contagem de plaquetas, se afastarem de atividades radiológicas sempre que forem de-tectadas alterações hematológicas, observar e aplicar os fatores básicos de proteção: tempo, blindagem e distância, efetuar a exposição sempre protegidos por biombos e barreiras, usar sempre

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que necessário avental de chumbo (exames em

leito, UTI´s, etc), evitar segurar o paciente na hora do exame (atribuir essa tarefa a um acompanhan-te), manter-se o mais distante possível da fonte de radiação, não se expor à radiação primária, mes-mo com proteção de aventais, utilizar dosímetros individuais sempre que expostos ocupacionalmen-te a radiações (Nobrega, 2012).

O artigo sobre a importância do uso de vestimen-tas radiológicas, da Portaria nº 453, em seu item 5.5, cita que para cada equipamento de raios X deve haver uma VPR, a qual deve garantir prote-ção do tronco dos pacientes, incluindo tireoide e gônadas, com pelo menos 0,25 mm equivalente de chumbo (mmPb). Além disso, no item 5.10a é estabelecido que quando for necessário um indivi-duo assistir a um paciente debilitado, este deve utilizar um avental plumbífero com no mínimo 0,25 mmPb (Figura 2) (Soares et al.,2008-2009). Já para os profissionais a Portaria 453 da Anvisa no item 4.26a (ii), relata que durante procedimen-tos radiológicos os profissionais devem proteger-se da radiação espalhada usando VPRs ou barrei-ras protetobarrei-ras com atenuação não inferior a 0,25 mmPb e que se deve utilizar luvas de chumbo (Figura 3) com no mínimo 0,25 mmPb (Soares et al., 2008-2009).

Figura 2- Avental Plumbífero – é utilizado pelo

acompanhante quando houver necessidade de conter o paciente.

Fonte: www.rayons-csr.com

Figura 3- Luvas Plumbíferas - utilizada quando

houver necessidade de conter o paciente.

Fonte: www.rxnet.com.br

Princípios básicos de Proteção Radiológica ao Paciente e indivíduos do público em geral

Se o acompanhante tiver que segurar o pa-ciente o mesmo deverá estar usando avental plumbífero e protetor de tireoide. Usar sempre que possível o protetor de gônadas nos exames da pelve e adjacências, desde que este não interfira no resultado do exame. Só realizar exames em mulheres grávidas se expressamente solicitado pelo médico responsável. Neste caso utilizar me-didas de proteção para gestantes. Colimar o cam-po de excam-posição às dimensões da região anatômi-ca de interesse. Só realizar exposições com a porta da sala fechada (Nobrega, 2012).

Acessórios de proteção individual no RX con-vencional

As principais barreiras às radiações primá-rias são utilizadas pelos pacientes que se subme-tem a exames radiológicos e estão constituídas de dispositivos que impedem que o feixe primário atinja diretamente áreas que não estão sendo examinadas. Entre esses dispositivos podemos citar: protetores de gônadas, protetores de tireoi-de, saiotes plumbíferos, luvas de chum-bo.(Nobrega, 2012).

Figura 4 – Protetor de Tireoides – É utilizado em

pacientes quando não houver necessidade de exposição médica desta área.

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Figura 5 – Protetores de Gônadas – É utilizado

em pacientes quando houver necessidade de pro-teção radiológica das gônadas.

Fonte: www.rayons-csr.com

A argamassa baritada é usada para revesti-mento da parede da sala de raios-X (Figura 6). Tem a composição de sulfato de bário de alto teor, areias, ligas de agregação e outros elementos minerais.

As principais barreiras de proteção às radia-ções secundárias são: blindagem da sala, avental de chumbo, óculos plumbífero (Figura 7), protetor de tireoide e a distância da fonte (Nobrega, 2012).

Figura 6- Argamassa Baritada - Massa utilizada

para preparo da blindagem de paredes.

FONTE: www.aecweb.com.br Figura 7 – Óculos Plumbífero – Utilizado por

profissionais ou acompanhantes quando houver a necessidade de proteção do cristalino.

Fonte: www.rayons-csr.com Os acessórios de proteção radiológica são dispositivos com finalidade de proporcionar prote-ção radiológica ao operador, paciente e acompa-nhante (quando necessário), durante a realização do exame radiográfico (Biasoli, 2006).

O biombo curvo, fabricado com chumbo la-minado, acabamento em aço tratado e pintado, com rodízios para fácil locomoção e visor de vidro plumbífero de 7 x 13 cm (Pb 1,92 mm). Os biom-bos móveis só devem ser utilizados em equipa-mentos transportáveis, não sendo permitidos para aparelhos fixos. Tamanho 180x80 cm, peso: 58 kg (Figura 8).

É responsabilidade do operador (técnico, tecnólogo, médico) proporcionar ao paciente uma exposição mínima à radiação, suficiente para ob-tenção de uma margem radiográfica com todas as informações necessárias ao diagnóstico (Bia-soli, 2006).

Figura 8- Biombo Curvo de Chumbo – Utilizado

como barreira para proteção radiológica quando houver a necessidade de uso de aparelhos móveis ou portáteis.

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Justificativa

A radiação não pode ser sentida pelos ór-gãos sensitiveis humanos. O que se observa é apenas os efeitos que podem surgir em curto es-paço de tempo ou tardiamente, se medidas de proteção radiológica não forem adequadamente adotadas. Alguns procedimentos simples e que não envolvem custos significativos, como usar aventais de chumbo, protetores de tireoide ou mesmo manter-se distante da fonte de radiação são realmente eficazes e devem ser incorporados na rotina diária de trabalho (Nobrega, 2012).

Considerações Finais

O Corpo é formado por diversas moléculas de diferentes tamanhos e estas moléculas são formadas pela união de diversos átomos que es-tão ligados por forças elétricas. Quando uma partí-cula ionizante atinge um átomo arrancando um elétron de sua camada, pode causar desestrutura-ção do mesmo, provocando à quebra desta molé-cula, em decorrência deste fato a mesma não poderá exercer função destinada a ela.

Essas consequências podem variar em grau dependendo a célula atingida, devido ao grau de radiossensibilidade característica de cada célu-la ou tecido.

Diversas são as formas de proteção e ou redução da dose para o paciente e o profissional em Radiologia, tais como, uso de barreiras, dis-tancia da fonte, redução de dose e mesmo o uso de materiais que possam barrar a Radiação como os protetores plumbiferos.

Como resultado desta pesquisa e estudos sobre proteção radiológica observa-se a importân-cia do uso dos acessórios coletivos e individuais de proteção para redução da dose recebida pelos profissionais e pacientes, bem como minimizar os efeitos causados pela radiação, tais como câncer de tireoides, útero, cataratas, etc.

Referências bibliográficas

1. Biasoli, J.A. 2006. Técnicas radiográficas. Editora Rubio. 67pgs

2. Bontrager, K.L; Lampignano, J.P. 2005. Tra-tado de Posicionamento Radiográfico e Anatomia Associada. Editora Elsevier. 6º Edição

3. Comissão Nacional de Energia Nuclear. Dis-ponível em: (www.cnen.gov.br) – Acesso em 21 de maio de 2017.

4. Fotos de equipamentos de proteção radioló-gica. Disponível em: (www.rxnet.com.br) e (www.rayons-csr.com) – Acesso em 21 de maio de 2017.

5. Nobrega, A.I. 2012. Tecnologia Radiológica e Diagnóstico por imagem. Editora Difusão. 5º Edi-ção123-126,128 e 129 pgs.

6. Portaria número 453 do Ministério da Saúde. Diretrizes de Proteção Radiológica em Radiodiag-nóstico Médico e Odontológico. Brasília Diário Oficial da União de 02 de junho de 1998.

7. Princípios fundamentais de proteção

radioló-gicas:(

http://radiologia.br/protecao- radiologica/protecao-radiologica-os-3-principios-fundamentais) Acesso em: 10 de Dezembro de 2017.

8. Soares, A.P; Pereira, A.G: Flôr, C.2008-2009 A. Utilização de vestimentas de proteção radiológi-ca para redução de dose absorvida: uma revisão integrativa da literatura.

9. Tecidos mais afetados pela radiação (www.picinteljr-radiacao.com.br) - Acesso em 04 de setembro 2017.

10.

11. Utilização de vestimentas de proteção radio-lógica para redução de dose absorvida: uma revi-são integrativa da literatura. Disponível em: (www.scielo.br) – Acesso em 04 de setembro 2017.

Referências

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