ASPECTOS PROCESSUAIS CIVIS DA LEI MARIA DA PENHA (VIOLÊNCIA
ASPECTOS PROCESSUAIS CIVIS DA LEI MARIA DA PENHA (VIOLÊNCIA
DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER)
DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER)
Fredie Didier Jr. e Rafael Olieira
Fredie Didier Jr. e Rafael Olieira
Fredie Didier Jr. é Professor-adjunto de Direito Processual Civil da Universidade
Fredie Didier Jr. é Professor-adjunto de Direito Processual Civil da Universidade
Federal da Bahia.Mestre (UFBA) e
Federal da Bahia.Mestre (UFBA) e Doutor (PUC!P). Professor-coordeDoutor (PUC!P). Professor-coordenador danador da
Faculdade Baiana de Direito.
Faculdade Baiana de Direito. Me"#ro dos $nstitutos Brasileiro e $#ero-a"ericano deMe"#ro dos $nstitutos Brasileiro e $#ero-a"ericano de
Direito Processual. Advo%ado e consultor jur&dico. '''.frediedidier.co".#r afael
Direito Processual. Advo%ado e consultor jur&dico. '''.frediedidier.co".#r afael
liveira é Professor de Direito Processual Civil da Faculdade
liveira é Professor de Direito Processual Civil da Faculdade Baiana de Direito.Baiana de Direito.
Advo%ado e Procurador do Munic&*io de !alvador. +s*ecialista e" Direito Processual
Advo%ado e Procurador do Munic&*io de !alvador. +s*ecialista e" Direito Processual
Civil (Faculdades Jor%e A"adoJU! PD$,M). Mestrando e" Direito P#lico (UFBA).
Civil (Faculdades Jor%e A"adoJU! PD$,M). Mestrando e" Direito P#lico (UFBA).
!u"
!u"ririo/ o/ 0. 0. $nt$ntrodrodu12u12o3 o3 4. 4. As As 5"e5"ediddidas as *ro*rotettetivaivas s de de urur%6%6ncincia7 a7 co"co"o o eses*éc*écies ies de de 5"e5"ediddidasas
*rovisionais7
*rovisionais73 8. 3 8. Pro*osPro*ositura da de"anda itura da de"anda c&vel *erante a c&vel *erante a autoridade *olicial3 9. Ca*acidade autoridade *olicial3 9. Ca*acidade *ostulat:ria*ostulat:ria
atri#u&da ; ale%ada v&ti"a *ara
atri#u&da ; ale%ada v&ti"a *ara re<uerer as 5"edidas *rotetivas de ur%6ncia73 =. 5Medidas *rotetivas dere<uerer as 5"edidas *rotetivas de ur%6ncia73 =. 5Medidas *rotetivas de
ur%6ncia7 c&veis t&*icas3 >. Ati*icidade das 5"edidas *rotetivas de ur%6ncia73 ?. *aradi%"a dos @9 e
ur%6ncia7 c&veis t&*icas3 >. Ati*icidade das 5"edidas *rotetivas de ur%6ncia73 ?. *aradi%"a dos @9 e
= do art. 9>0 do CPC. Possi#ilidade de utilia12o de "eios eecutivos *ara i"*le"entar as 5"edidas
= do art. 9>0 do CPC. Possi#ilidade de utilia12o de "eios eecutivos *ara i"*le"entar as 5"edidas
*rotetivas de ur%6ncia73 . controle das decisEes <ue versa" so#re as 5"edidas *rotetivas de
*rotetivas de ur%6ncia73 . controle das decisEes <ue versa" so#re as 5"edidas *rotetivas de
ur%6ncia73 . $nti"a12o *essoal da autora3 0G. Co"*et6ncia territorial3 00. Co"*et6ncia e" ra2o da
ur%6ncia73 . $nti"a12o *essoal da autora3 0G. Co"*et6ncia territorial3 00. Co"*et6ncia e" ra2o da
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"aattéérriiaa3 3 0044. . $$nntteerrvveenn1122o o ddo o MMiinniissttéérriio o PP##lliiccoo
esu"o
esu"o. +ste . +ste ensaio cuida de ea"inar os ensaio cuida de ea"inar os as*ectos *rocessuais civis da Hei 5Maria as*ectos *rocessuais civis da Hei 5Maria da Penha7I <ue cuidada Penha7I <ue cuida
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da a rree**rreessss22o o e e **rreevveenn1122o o dda a vviiooll66nncciia a ddoo""ééssttiicca a e e ffaa""iilliiaar r ccoonnttrra a a a ""uullhheerr33
Palavras-chave/ Processo civil. Direito Material. Fa"&lia. ,iol6ncia do"éstica. Medidas *rovisionais.
Palavras-chave/ Processo civil. Direito Material. Fa"&lia. ,iol6ncia do"éstica. Medidas *rovisionais.
uutteellaa ddiiffeerreenncciiaaddaa..
iassunto/ Kuesto sa%%io esa"ina %li as*etti *rocessuali della
iassunto/ Kuesto sa%%io esa"ina %li as*etti *rocessuali della le%%e 5Maria da Penha7I sulle re*ressionele%%e 5Maria da Penha7I sulle re*ressione
e
e **rreevveenniioonne e ddeelllla a vviioolleenna a ddoo""eessttiicca a e e ffaa""iilliiaarre e ccoonnttrro o lle e ddoonnnnee..
Par
Parole-cole-chiavhiave/ e/ PrProcessocesso o civicivile. le. DiriDiritto tto "ater"ateriale. iale. Fa"i%Fa"i%lia. lia. ,io,iolenlena a do"edo"esticastica. . MisuMisure re *rov*rovisioisionali.nali.
uutttteella a ddiiffffeerreenniiaattaa..
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A Hei Federal n. 00.89G4GG>I conhecida co"o 5Hei Maria da
A Hei Federal n. 00.89G4GG>I conhecida co"o 5Hei Maria da PenhPenha7I te" co"o a7I te" co"o o#jetivo *rinci*al coi#iro#jetivo *rinci*al coi#ir
a viol6ncia do"éstica e fa"iliar contra a "ulher (art. 0.). Por re%ular conduta ti*ificada co"o il&cito
a viol6ncia do"éstica e fa"iliar contra a "ulher (art. 0.). Por re%ular conduta ti*ificada co"o il&cito
*enalI a referida Hei te" sido alvo de anlise "ais detida *elos estudiosos do Direito Penal e do Direito
*enalI a referida Hei te" sido alvo de anlise "ais detida *elos estudiosos do Direito Penal e do Direito
Proces
Processual Penal. !ucede <ue a sual Penal. !ucede <ue a viol6ncia do"éstica e fa"iliar ta"#é" viol6ncia do"éstica e fa"iliar ta"#é" confi%ura il&cito civilI ca*aI *orconfi%ura il&cito civilI ca*aI *or
isso "es"oI de %erar efeitos ta"#é" na :r#ita civil dos envolvidos L tais co"oI *or ee"*loI a
isso "es"oI de %erar efeitos ta"#é" na :r#ita civil dos envolvidos L tais co"oI *or ee"*loI a
res*onsa#ilidade *or *erdas e danosI a se*ara12o do casal e a defini12o de o#ri%a12o de *resta12o
res*onsa#ilidade *or *erdas e danosI a se*ara12o do casal e a defini12o de o#ri%a12o de *resta12o
a
allii""eennttaarr..
2o #astasse issoI o si"*les fato de confi%urar u" ato il&cito L *ouco i"*orta se il&cito *enal ou civil L
2o #astasse issoI o si"*les fato de confi%urar u" ato il&cito L *ouco i"*orta se il&cito *enal ou civil L
j revela a i"*ortNncia de estudar a viol6ncia do"éstica e fa"iliar ta"#é" so# a :tica das tutelas
j revela a i"*ortNncia de estudar a viol6ncia do"éstica e fa"iliar ta"#é" so# a :tica das tutelas
jurisdiciona
jurisdicionais *redis*ostas *ela lei *rocessual civil *ara is *redis*ostas *ela lei *rocessual civil *ara ini#ir a *rtica de u" ini#ir a *rtica de u" il&cito (a tutela ini#it:ria)il&cito (a tutela ini#it:ria)
ou *ara re"ov6-loi"*edir a sua
ou *ara re"ov6-loi"*edir a sua continua12o (a tutela reinte%rat:ria). $sso *or<ue a continua12o (a tutela reinte%rat:ria). $sso *or<ue a tutela jurisdicionaltutela jurisdicional
*enalI de u" "odo %eralI te" *or o#jetivo "aior *unir o a%ente de u" il&cito j consu"adoI de sorte
*enalI de u" "odo %eralI te" *or o#jetivo "aior *unir o a%ente de u" il&cito j consu"adoI de sorte
<ue a *reven12oI no
<ue a *reven12oI no N"#ito do Direito PenalI confi%ura a*enas u" dos N"#ito do Direito PenalI confi%ura a*enas u" dos o#jetivos L indiretosI dir&a"os Lo#jetivos L indiretosI dir&a"os L
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daa **rr::**rriiaa **eennaa..
esse contetoI a des*eito de ter inserido re%ras de *rocesso *enal e de "ajora12o de *ena *ara os
esse contetoI a des*eito de ter inserido re%ras de *rocesso *enal e de "ajora12o de *ena *ara os
casos de viola12o dos direitos da "ulherI a %rande virtude da Hei Maria da Penha est e" <ue ela
casos de viola12o dos direitos da "ulherI a %rande virtude da Hei Maria da Penha est e" <ue ela
definiuI ainda <ue de for"a a#ertaI
definiuI ainda <ue de for"a a#ertaI o <ue se deve o <ue se deve entender *or viol6ncia do"éstica e fa"iliar eI o <ueentender *or viol6ncia do"éstica e fa"iliar eI o <ue
é "elhorI re%ula"entou "eios de *reven12o do il&cito. Assi" o fe seja através da ado12o de nor"as
é "elhorI re%ula"entou "eios de *reven12o do il&cito. Assi" o fe seja através da ado12o de nor"as
*ro%ra"ticasI seja através da ado12o de re%ras *rocedi"entais e*ressas <ue visa" ; *rote12o da
*ro%ra"ticasI seja através da ado12o de re%ras *rocedi"entais e*ressas <ue visa" ; *rote12o da
"ulher <ue tenha sido L ou <ue ao "enos ale%ue ter sido L v&ti"a de viol6ncia do"éstica ou fa"iliar.
"ulher <ue tenha sido L ou <ue ao "enos ale%ue ter sido L v&ti"a de viol6ncia do"éstica ou fa"iliar.
Desse "odoI é i"*ortante discernir entre (i) a
Desse "odoI é i"*ortante discernir entre (i) a *uni12o do a%ressor *or conta *uni12o do a%ressor *or conta da viol6ncia do"éstica ouda viol6ncia do"éstica ou
fa"iliar co"etidaI san12o de <ue cuida o Direito Penal3 (ii) as conse<O6ncias civis desse ato il&cito e (iii)
fa"iliar co"etidaI san12o de <ue cuida o Direito Penal3 (ii) as conse<O6ncias civis desse ato il&cito e (iii)
as "edidas <ue t6" *or o#jetivo i"*edir <ue o il&cito (viol6ncia do"éstica e fa"iliar) ocorra ou se
as "edidas <ue t6" *or o#jetivo i"*edir <ue o il&cito (viol6ncia do"éstica e fa"iliar) ocorra ou se
*er*e
*er*etue. +ssas tue. +ssas lti"lti"asI asI confconfor"e se or"e se ververI I t6" t6" nitinitida"eda"ente nte cartcarter er civicivilI lI a*rea*resentasentando-sndo-se e co"oco"o
es*écies de "edidas *rovisionaisI ra2o *or <ue "erece" ser estudadas ta"#é" so# u"a *ers*ectiva
es*écies de "edidas *rovisionaisI ra2o *or <ue "erece" ser estudadas ta"#é" so# u"a *ers*ectiva
d
doo PPrroocceessssoo CCiivviill..
4.
"ulher <ue se afir"e v&ti"a de viol6ncia do"éstica ou fa"iliar é %arantido u" *rocedi"ento diferenciado *ara a o#ten12o de "edidas jurisdicionais <ue lhe conceda" tutela ini#it:ria ou reinte%rat:ria do il&cito afir"ado3 ou sejaI "edidas <ue sirva" *ara i"*edir o il&citoI a sua re*eti12o ou
a sua continua12o.
A Hei deno"ina essas "edidas co"o "edidas *rotetivas de ur%6ncia. rata-se de ee"*los das j conhecidas "edidas *rovisionais (art. do CPC). Para co"*reender a nova HeiI é *reciso *artir desta *re"issa/ as cha"adas "edidas *rotetivas de ur%6ncia se%ue" o "odelo das 5"edidas *rovisionais7I co" al%u"as ada*ta1Ees hist:ricas. Para <ue se entenda esta afir"a12oI convé" es#o1ar o "odelo da
tutela jurisdicional *rovisional.
As "edidas *rovisionais *ode" ser o#tidas *ela instaura12o de u" *rocedi"ento cautelar e"#ora se" contedo cautelar (ou sejaI de carter satisfativo) . A de"anda *ara a o#ten12o de tais "edidas é satisfativaI "as se *rocessa *elo *rocedi"ento cautelarI <ue é "ais si"*les. As "edidas *rovisionais ainda caracteria"-se *or relacionar-se a u"a *arcela da lide/ o de"andante diri%e-se ao Judicirio e *ede u"a *rovid6ncia <ue di res*eito a a*enas *arte do seu *ro#le"a. +is o rol de "edidas *rovisionais *revisto no art. do CPC / $ - o#ras de conserva12o e" coisa liti%iosa ou judicial"ente a*reendida3 $$ - a entre%a de #ens de uso *essoal do cQnju%e e dos filhos3 $$$ - a *osse *rovis:ria dos filhosI nos casos de se*ara12o judicial ou anula12o de casa"ento3 $, - o afasta"ento do "enor autoriado a contrair casa"ento contra a vontade dos *ais3 , - o de*:sito de "enores ou inca*aes casti%ados i"oderada"ente *or seus *aisI tutores ou curadoresI ou *or eles induidos ; *rtica de atos contrrios ; lei ou ; "oral3 ,$ - o afasta"ento te"*orrio de u" dos cQnju%es da "orada do casal3 ,$$ - a %uarda e a educa12o dos filhosI re%ulado o direito de visita3 ,$$$ - a interdi12o ou a de"oli12o de *rédio *ara res%uardar a sadeI a se%uran1a ou outro interesse *#lico. Kuando o CPC-?8 foi *ro"ul%adoI n2o havia a *revis2o de u"a tutela de ur%6ncia satisfativa %eneraliada (*er"itida *ara <ual<uer ti*o de situa12o jur&dica "aterial). A %eneralia12o da tutela anteci*ada so"ente veio a ocorrer e" 09I co" a introdu12o e" nosso siste"a do art. 4?8 e do @ 8 do art. 9>0I a"#os do CPC. A técnica das "edidas *rovisionais serviaI ent2oI co"o u"a for"a de conceder tutela satisfativa de ur%6nciaI *ara situa1Ees nas <uais evidente"ente isso era necessrio. "odelo diferenciado *ara a concess2o das "edidas *rovisionais estrutura-se da se%uinte "aneira/ a) as de"andas *rocessa"-se *elo *rocedi"ento cautelarI confor"e o *ar%rafo nico do art. do CPC3 #) é *oss&vel a concess2o de u"a tutela de ur%6ncia de co%ni12o su"riaI inde*endente"ente do ofereci"ento de cau12o (art. do CPC) 3 c) o *rocedi"ento cautelar *er"iteI ta"#é"I a "iti%a12o do *rinc&*io da con%ru6nciaI *odendo o "a%istrado conceder "edida diversa da re<ueridaI co"o técnica *ara a o#ten12o da tutela ade<uada ao caso concreto (art. G= do CPC) 3 d) é *oss&vel a concess2o de "edidas *rovisionais e officioI co" #ase no ca*ut do art. do CPCI consoante conhecida li12o doutrinria 3 e) a o#ten12o da tutela *rovisional n2o ei%e o ajuia"ento de u"a 5a12o *rinci*al7I e" trinta diasI eata"ente *or n2o se tratar de *rovid6ncia cautelar3 f) a decis2o judicial <ue reconhece o direito ; tutela *rovisional te" a*tid2o *ara ficar indiscut&vel *ela coisa jul%ada "aterial. Para distin%uir esse ti*o de tutela da tutela cautelarI o le%islador da é*oca resolveu dar-lhe u" novo
no"e/ "edida *rovisional.
Atual"enteI todas essas "edidas *ode" ser o#tidas no #ojo de u"a a12o satisfativaI e" <ue se discuta toda a lideI *ela técnica da tutela anteci*ada %enérica dos art. 4?8 e @ 8 do art. 9>0 do CPC. A Hei Maria da Penha *rev6 a *ossi#ilidade de concess2oI e" favor da "ulher <ue se ale%ue v&ti"a de viol6ncia do"éstica ou fa"iliarI de "edidas *rovisionaisI dando-lhesI *oré"I o no"e de "edidas *rotetivas de ur%6ncia. A naturea jur&dicaI no entantoI co"o j anunciadoI é a "es"a/ *rovid6ncias de contedo satisfativoI concedidas e" *rocedi"ento si"*lificadoI relacionadas ; *arte do conflito (no casoI do conflito fa"iliar e do"éstico).
+" ra2o dissoI "uitas das caracter&sticas do anti%o "odelo de tutela *rovisional fora" re*etidas/ a) *ossi#ilidade de o#ten12o de "edida li"inar (art. 0I @ 0I Hei Federal n. 00.89G4GG>) 3 #) fun%i#ilidade (art. 0I @ 4I Hei Federal n. 00.89G4GG>) 3 c) a a12o *ara a o#ten12o da 5"edida *rotetiva de ur%6ncia7I *or ser satisfativaI é a*ta ; *rodu12o da coisa jul%ada "aterial e dis*ensa o ajuia"ento da a12o *rinci*al e" trinta dias .
RI *oré"I al%u"as diferen1as nesse novo "odelo de tutela *rovisionalI <ue transfor"a" o *rocesso *ara a o#ten12o das 5"edidas *rotetivas de ur%6ncia7 e" ee"*lo de tutela jurisdicional diferenciada. +a"ine"os essas *eculiaridades. 8. Pro*ositura da de"anda c&vel *erante a autoridade *olicial. Por raEes :#viasI é #astante &nti"a a rela12o entre as causas c&veis e as causas *enais <ue t6" co"o causa de *edir a viol6ncia do"éstica e fa"iliar. Partindo desta constata12oI o le%islador federal troue interessante inova12o no N"#ito da tutela civil da *rote12o ; "ulher v&ti"a de viol6ncia do"éstica e fa"iliar/ a *ossi#ilidade de ela de"andar as 5"edidas *rotetivas de ur%6ncia7 civis *erante a *r:*ria autoridade *olicialI co"*etente *ara rece#er a notitia cri"inis. A lei atri#uiu ; autoridade *olicial fun12o nor"al"ente contida no car%o de serventurio da justi1a. S o <ue deter"ina o art. 04 da Hei Maria da Penha/ 5Art. 04. +" todos os casos de viol6ncia do"éstica e fa"iliar contra a "ulherI feito o re%istro da ocorr6nciaI dever a autoridade *olicial adotarI de i"ediatoI os se%uintes *rocedi"entosI se" *reju&o
da<ueles *revistos no C:di%o de Processo Penal/ (...) $$$ - re"eterI no *rao de 9 (<uarenta e oito) horasI e*ediente a*artado ao jui co" o *edido da ofendidaI *ara a concess2o de "edidas *rotetivas
de ur%6ncia37
A data da *ro*ositura da a12o é a a<uela e" <ue a su*osta v&ti"a for"ula sua de"anda *erante a autoridade *olicial. S este o "o"ento e" <ue se considera iniciada a litis*end6ncia e" rela12o ; autora-v&ti"a. +ce*ciona-se a re%ra do art. 4>8 do CPCI <ue considera *ro*osta a a12o na data da distri#ui12o ou do des*acho inicial (onde a distri#ui12o n2o for necessria). A <uest2o é relevanteI dentre outras raEesI *ara deter"inar a data de interru*12o do *rao de *rescri12o *ara a a12o de
ali"entosI *or ee"*lo.
ter"o da de"andaI re"etido ao Judicirio *ela autoridade *olicialI dever ser distri#u&do nor"al"ente (art. 4=0 do CPC)I ou des*achadoI se na co"arca n2o houver necessidade de distri#ui12o. A data da distri#ui12o (ou do des*acho inicial) serI *ortantoI inevitavel"ente *osterior ; data da de"anda (<ue se considera for"uladaI le"#re-seI na data e" <ue a*resentada ; autoridade *olicial). 2o coincide"I *oisI a data de *ro*ositura da de"anda co" a data da distri#ui12o (ou do des*acho inicial). !ucede <ueI se" a distri#ui12oI n2o é *oss&vel sa#er <ual o ju&o co"*etente *ara a causa. Assi"I é *reciso atentar *ara o se%uinte/ no caso de de"anda e" <ue se *leiteia 5"edida *rotetiva de ur%6ncia7I a data e" <ue se deter"ina a co"*et6nciaI nos ter"os do art. ? do CPCI n2o ser a da *ro*ositura da a12oI "as a data da distri#ui12o (ou do des*acho inicialI se na co"arca n2o houver necessidade de distri#ui12o). Mas a data do in&cio da litis*end6ncia *ara a autora é a data e" <ue de"andou *erante a autoridade *olicial. S sa#ido <ue as autoridades *oliciais n2o t6" e*eri6ncia no rece#i"ento de de"andas c&veisI até "es"o *or<ue n2o s2o servidores do Poder Judicirio. A de"anda da v&ti"a dever ser reduida a ter"o *ela autoridade *olicial e ser enca"inhada ao Poder JudicirioI <ue deverI e" ra2o disso tudoI ser "ais tolerante co" eventuais defeitos for"ais da *ostula12o. 2o o#stante issoI o le%islador deter"inou ; autoridade *olicial <ue *reencha o ter"o de de"andaI <ue ser re"etido ; autoridade judicialI co" al%u"as infor"a1Ees indis*ensveis e junte a u"a lista de docu"entos <ue *ossa" corro#orar a assertiva da ale%ada v&ti"aI alé" de *odere" ser co"*reendidos co"o 5docu"entos indis*ensveis ; *ro*ositura da a12o7I na letra do art. 48 do CPC. !e%ue o teto dos *ar%rafos do art. 04 da "encionada lei/ 5@ 0o *edido da ofendida ser to"ado a ter"o *ela autoridade *olicial e dever conter/ $ -<ualifica12o da ofendida e do a%ressor3 $$ - no"e e idade dos de*endentes3 $$$ - descri12o sucinta do fato e das "edidas *rotetivas solicitadas *ela ofendida. @ 4o A autoridade *olicial dever anear ao docu"ento referido no @ 0o o #oleti" de ocorr6ncia e c:*ia de todos os docu"entos dis*on&veis e" *osse da ofendida. @ 8o !er2o ad"itidos co"o "eios de *rova os laudos ou *ronturios "édicos fornecidos *or hos*itais e *ostos de sade7. oteI *oré"I <ue n2o h o#ri%atoriedade de a de"anda ser for"ulada *erante a autoridade *olicial/ *oder a "ulher-v&ti"a diri%ir-se direta"ente ao Poder Judicirio. 9. Ca*acidade *ostulat:ria atri#u&da ; ale%ada v&ti"a *ara re<uerer as 5"edidas *rotetivas de ur%6ncia7.
*edido de concess2o de 5"edidas *rotetivas de ur%6ncia7 *ode ser for"ulado direta"ente *ela su*osta ofendidaI <ueI *ara tantoI te" ca*acidade *ostulat:ria. 2o é necessrioI *ortantoI <ue esteja aco"*anhada de advo%ado ou defensor *#lico (art. 4? da Hei Maria da Penha) . A ca*acidade *ostulat:ria é concedida ; "ulherI neste casoI a*enas *ara for"ular a de"anda das 5"edidas *rotetivas de ur%6ncia7 (arts. 44-49 da Hei Federal n. 00.89G4GG>)3 n2o a te"I *oré"I *ara o aco"*anha"ento do *rocesso a *artir da&. !e%ue-seI assi"I o "odelo da lei de ali"entos (art. 4 da Hei
=.9?0>) .
ece#ida a de"andaI a*:s ea"inada a *ossi#ilidade de concess2o de "edida li"inarI deve o "a%istrado deter"inar a inte%ra12o da ca*acidade *ostulat:ria da autoraI seja *ela constitui12o de u" advo%adoI seja *ela desi%na12o de u" defensor *#lico (art. 0I $$I Hei 00.89G4GG>) . =. 5Medidas *rotetivas de ur%6ncia7 c&veis t&*icas. A *r:*ria Hei 00.89G4GG> se anteci*ou e ti*ificouI nos seus arts. 44 a 49I al%u"as "edidas *rovisionaisI ali deno"inadas 5"edidas *rotetivas de ur%6ncia7. Distin%uiu-as entre "edidas *rotetivas diri%idas contra o a%ressor (art. 44)I esta#elecidas e" favor da ofendida (art. 48) ou fiadas no intuito de salva%uardar os #ens co"uns ou *r:*rios da "ulher (art. 49). odasI *oré"I t6" carter *rovisional e visa" a *revenir atos il&citos (viol6ncia fa"iliar e do"ésticaI constran%i"ento dos filhosI fa"iliares e teste"unhasI dila*ida12o de #ens etc.) ou o dano <ue deles eventual"ente resulte. Por isso "es"oI *ode" ser concedidas ao final do *rocedi"ento ou no seu cursoI co"o tutela anteci*at:riaI nos casos e" <ue isso se "ostrar necessrio (art. 0I @0). +i-lasI *oisI as "edidas t&*icas.
a) jui *ode deter"inar a sus*ens2o da *osse ou a restri12o do *orte de ar"asI co" co"unica12o ao :r%2o co"*etenteI nos ter"os da Hei n. 0G.4>I de 44 de dee"#ro de 4GG8 (art. 44I $). A Hei Federal n. 0G.4>4GG8I conhecida co"o 5+statuto do Desar"a"ento7I e" seu art. >I *ro&#e o *orte de ar"as e" todo o territ:rio nacionalI ressalvando a*enas os casos nela *revistos e outros *revistos e" leis es*eciais . Dessa for"aI se o a%ressor for u" da<ueles a%entes aos <uais se defere o direito ; *osse ou ao *orte de ar"a de fo%oI *oder o "a%istrado deter"inar o desa*ossa"ento da ar"a L "ediante #usca e a*reens2o ou <ual<uer outra "edida coercitiva (co"o a "ultaI *or ee"*lo) L ou restrin%ir o seu direito de *ort-la L i"*edindoI *or ee"*loI o *orte de ar"a <uando estiver fora de servi1o . !e *ossuir ou *ortar ar"a de fo%o n2o re%istrada ou se" autoria12oI te"-se ent2o hi*:tese <ue confi%uraI
*or si s:I il&cito *enalI
Deferida a "edida *rovisional *revista no inciso $ do art. 44I deve o jui co"unic-la ao !iste"a acional de Ar"as T !$AM e ; Pol&cia FederalI aos <uais co"*eteI dentre outras coisasI res*ectiva"enteI o re%istro da ar"a de fo%o e a concess2o da autoria12o de *orte de ar"a (art. 4.I Hei n. 0G.4>4GG8). +ncontrando-se o a%ressor nas condi1Ees "encionadas no ca*ut e incisos do art. > da Hei n. 0G.4>4GG8 (+statuto do Desar"a"ento)I deve a autoridade judiciria *rovidenciar <ue seja co"unicado ao :r%2oI cor*ora12o ou institui12o ; <ual *erten1a o a%ressor so#re as "edidas *rotetivas de ur%6ncia concedidasI caso e" <ue o seu su*erior i"ediato ficar res*onsvel *elo cu"*ri"ento da deter"ina12o judicialI so# *ena de incorrer nos cri"es de *revarica12o ou de deso#edi6nciaI confor"e
o caso (art. 44I @4).
#) utra "edida t&*ica *revista é o afasta"ento do a%ressor do larI do"ic&lio ou local de conviv6ncia co" a ofendida (art. 44I $$)I ou "es"o o afasta"ento da *r:*ria ofendidaI se" *reju&o dos direitos relativos a #ensI %uarda dos filhos e ali"entos (art. 48I $$$). rata-se de "edidas <ue "uito se a*roi"a" da<uela *revista no art. I ,$I do CPCI onde se ad"ite o afasta"ento te"*orrio de u" dos cQnju%es da "orada do casal. essalte-seI *oré"I <ue as "edidas ora a*ontadas *ode" ser utiliadas <ual<uer <ue seja a rela12o &nti"a de afeto L seja o casa"entoI a uni2o estvel ou "es"o a uni2o ho"oafetiva (art. =I *. nico). A*:s o afasta"ento do a%ressorI ad"ite-se <ue o jui deter"ine a recondu12o da ofendida e a de seus de*endentes ao res*ectivo do"ic&lio ou local de conviv6ncia (art.
48I $$).
$"*ortante discutir se eiste diferen1a entre as "edidas aludidas no *ar%rafo anterior e a se*ara12o de cor*os de <ue fala o art. 48I ,$. Ao se referir a elasI a Hei Maria da Penha reacende anti%a discuss2o. Co" efeitoI "uito j se discutiu se a "edida *revista no art. I ,$I do CPCI de <ue se falou linhas atrsI %uardava identidade co" a 5se*ara12o de cor*os7 de <ue falava o art. 448 do C:di%o Civil de 00> e de <ue ainda hoje fala" o art. ?I @0I da Hei Federal n. >.=0=?? (Hei do Div:rcio) e o art. 0.=>4 do C:di%o Civil vi%ente . 5+" outras *alavrasI a se*ara12o de cor*os constitui *rovid6ncia de naturea diversaI inconfund&vel co" o afasta"ento te"*orrio *rescrito no inciso ,$ do art. 7 Contetualiando "elhor a *er%unta/ a se*ara12o de cor*osI *revista no art. 48I ,$I constitui *rovid6ncia de naturea diversaI inconfund&vel co" o afasta"ento do a%ressor *revisto no art. 44I $$I ou co" o afasta"ento da ofendidaI *revisto no art. 48I $$$ Carlos Al#erto Alvaro de liveiraI con<uanto analisando a <uest2o nu" outro cenrio (o do art. I ,$I do CPC)I afir"a <ue seria" *rovid6ncias inconfund&veisI na "edida e" <ue a se*ara12o de cor*os teria eficcia "era"ente jur&dicaI utilivel *ara fins de cQ"*uto do *rao *ara o eerc&cio do direito *otestativo ao div:rcioI en<uanto <ue a "edida *rovisional do art. I ,$I do CPCI teria eficcia "aterialI re*resentando o afasta"ento de fato dos cQnju%es . +sta *arece ser a inter*reta12o correta. 2o haveria sentido e" <ue a Hei Maria da Penha fiesse *revis2oI e" sedes distintasI de *rovid6ncias co" id6ntico contedo. De fatoI a se*ara12o de cor*os de <ue trata o art. 48I ,$I é "edida <ue te" eficcia "era"ente jur&dicaI na "edida e" desconstitui o v&nculo jur&dico eistente entre o a%ressor e a ofendidaI <uando casadosI *er"itindo o in&cio da conta%e" do *rao *ara o *edido de div:rcio (art. 0.=GI CC ). J as "edidas de afasta"ento do a%ressor (art. 44I $$) ou da ofendida (art. 48I $$$) t6" n&tida eficcia "aterialI j <ue visa" ao afasta"ento de fato entre a%ressor e v&ti"aI co" vistas a coi#ir os atos de viol6ncia. Alé" dissoI a deter"ina12o judicial i"*ede <ue se caracterie o a#andono de lar . Co" issoI a se*ara12o de cor*os (art. 48I ,$) i"*lica se*ara12o jur&dicaI "as n2o necessaria"ente se*ara12o de fato. ada i"*edeI o#via"enteI <ue tais "edidas seja" cu"uladas. 2o custa le"#rar <ue a se*ara12o de cor*os ou o afasta"ento de <ue ora se trata n2o su#stitue" a dissolu12o de uni2o estvelI a se*ara12o ou o div:rcio
judiciais ou etrajudiciais .
c) Prev6 a leiI aindaI a *roi#i12o de deter"inadas condutas *or *arte do a%ressor (art. 44I $$$)I entre as <uais/ a) a*roi"a12o da ofendidaI de seus fa"iliares e das teste"unhasI fiando o li"ite "&ni"o de distNncia <ue deve ser o#servada3 #) contato co" a ofendidaI seus fa"iliares e teste"unhas *or <ual<uer "eio de co"unica12o3 c) fre<Oenta12o de deter"inados lu%ares a fi" de *reservar a inte%ridade f&sica e *sicol:%ica da ofendida. Ao evitar a a*roi"a12o e o contato entre a%ressor e a v&ti"aI seus fa"iliares eou as teste"unhas da viol6ncia outrora co"etidaI o o#jetivo do le%isladorjui éI clara"enteI o de i"*edir n2o s: a reitera12o dos atos de viol6nciaI co"o ta"#é" a inti"ida12o e a a"ea1a <ue eventual"ente *ossa" causar constran%i"ento ou interferir no curso das investi%a1Ees. d) S *oss&vel ta"#é" <ue o "a%istrado restrinja ou sus*enda as visitas aos de*endentes "enores (art. 44I $,). esse casoI *reocu*a-se o le%islador e" deter"inar <ue seja ouvida a e<ui*e de atendi"ento "ultidisci*linar a <ue se refere o &tulo , da lei e" co"ento (arts. 4 a 84) ou servi1o si"ilar. A ressalva te" sua ra2o de serI na "edida e" <ue a restri12o ou sus*ens2o das visitas *ode causarI reflea"enteI
aos de*endentes "enores u" *ro#le"a t2o sério <uanto a *r:*ria viol6ncia do"éstica e fa"iliar. $sso *or<ueI n2o raroI os casos de viol6ncia se d2o entre cQnju%es ou co"*anheiros. Assi"I se eles t6" filhos "enoresI a utilia12o eclusiva ou conju%ada da "edida a <ue alude o art. 44I $,I *ode retirar-lhes a refer6ncia diria da fi%ura *aterna. Da& *or<ue tal "edida deve ser cercada de "aiores cuidados eI natural"enteI deve ser te"*orriaI *erdurando a*enas en<uanto houver a"ea1a de reitera12o dos atos
de viol6ncia.
e) A lei *er"ite <ue o jui i"*onha ao ofensor a *resta12o de ali"entos *rovisionais ou *rovis:rios (art. 44I ,). A des*eito da distin12o feita na lei I a verdade é <ue as e*ressEes 5ali"entos *rovisionais7 e 5ali"entos *rovis:rios7 s2o utiliadasI no "ais das veesI co"o sinQni"as. Deve" ser o#servados a<ui todos os *arN"etros *revistos e" lei *ara o reconheci"ento e eerc&cio do direito ; *erce*12o de ali"entos (arts. 0.>9 a 0.?0GI CC)I valendo destacar <ue deve" eles ser fiados na *ro*or12o das necessidades <ue o recla"ante te" *ara viver de "odo co"*at&vel co" a sua condi12o socialI inclusive *ara fins de educa12oI e dos recursos da *essoa o#ri%ada (art. 0.>9I ca*ut e @0I CC). A dis*osi12o é #astante interessanteI *or deferir aos Juiados de ,iol6ncia Do"éstica e Fa"iliar contra a Mulher L ouI en<uanto n2o fore" eles criadosI ao ju&o das ,aras Cri"inais (art. 88) L a co"*et6ncia *ara dis*or ta"#é" so#re <uest2o relativa a ali"entos. Mas ela deve ser #e" co"*reendida/ o#via"enteI essa co"*et6ncia so"ente se confi%ura nos casos e" <ue o dever de *restar ali"entos tiver *or *ano de fundo a *rtica de atos de viol6ncia do"éstica e fa"iliar. S dier/ n2o #asta <ue esteja" *resentes os *ressu*ostos confi%uradores do direito de *edir ali"entos (art. 0.>=I CC )3 é necessrio <ue a eles se associe a situa12o de ur%6ncia verificada *ela *rtica de atos de viol6ncia do"éstica e fa"iliar. Punido o a%ressor ou cessada a viol6ncia (ou a sua a"ea1a)I deia de eistir o funda"ento *ara a "anuten12o dos ali"entos *rovisionais ou *rovis:rios. esse casoI a "anuten12o dos ali"entosI ou a fia12o de nova *resta12oI de*ender do ajuia"ento de a12o *r:*riaI *erante o ju&o co"*etente *ara a discuss2o de causas de fa"&lia. $sso n2o <uer dierI *oré"I <ueI deferidos os ali"entos na for"a do art. 44I ,I tenha a ofendida <ue *ro*orI e" 8G diasI a a12o *rinci*alI co"o defende" o%ério !anches Cunha e onaldo Batista Pinto . De for"a al%u"a. Co"o j se viuI *or se tratar de "edida *rovisionalI ela é satisfativa (e n2o cautelar)I o <ue afasta a necessidade de ajuia"ento da a12o *rinci*al de <ue cuida o art. G> do CPC. !endo assi"I *ode vi%er en<uanto *erdurar a situa12o de ur%6ncia verificada *ela *rtica de atos de viol6ncia
do"éstica e fa"iliar.
f) Aliado a todas essas "edidasI *ode o jui *rovidenciar o enca"inha"ento da ofendida e seus de*endentes a *ro%ra"a oficial ou co"unitrio de *rote12o ou de atendi"ento (art. 48I $)I onde *ossa rece#er u" aco"*anha"ento inicial da sua situa12o e onde *ossa estar se%ura contra futuros e eventuais atos de viol6nciaI ou ainda *ode deter"inar a sua inclus2oI *or deter"inado *raoI e" *ro%ra"a assistencial desenvolvido *elo %overno federalI estadual ou "unici*al (art. I $)I onde *ossa ser aco"*anhada *or *rofissionais <ue *ossa" lhe *restar au&lio. %) utra dis*osi12o i"*ortante é a <ue deter"ina <ue a assist6ncia ; "ulher e" situa12o de viol6ncia do"éstica e fa"iliar co"*reender o acesso aos #enef&cios decorrentes do desenvolvi"ento cient&fico e tecnol:%icoI incluindo os servi1os de contrace*12o de e"er%6nciaI a *rofilaia das Doen1as !eual"ente rans"iss&veis (D!) e da !&ndro"e da $"unodefici6ncia Ad<uirida (A$D!) e outros *rocedi"entos "édicos necessrios e ca#&veis nos casos de viol6ncia seual (art. I @8.). +sse dis*ositivoI aliado ao <ue est *revisto no ca*ut do art. I fa concluir <ue o "a%istrado *ode deter"inarI *or ee"*loI <ue o esta#eleci"ento hos*italarI valendo-se das va%as destinadas ao !iste"a Vnico de !ade T !U!I adote as *ri"eiras *rovid6ncias no intuito de i"*edir ou "ini"iar os danos ; sadeI o risco de %ravide indesejada (atravésI *or ee"*loI da cha"ada 5*&lula do dia se%uinte7) ou até "es"o no intuito de i"*edir a "aternidade indesejada (*or "eio do a#orto )I <ue eventual"ente *ossa" resultar da viol6ncia seual co"etida contra a "ulher. h) Por fi"I cha"a aten12o a *ossi#ilidade de o juiI *ara *reservar a inte%ridade f&sica e *sicol:%ica da ofendidaI certificar o seu direito de acesso *rioritrio ; re"o12o <uando servidora *#licaI inte%rante da ad"inistra12o direta ou indireta (art. I @4I $) ou o seu direito de "anuten12o do v&nculo tra#alhistaI *or até seis "esesI <uando necessrio o afasta"ento do local de tra#alho (art. I @4I $$). o *ri"eiro casoI o le%islador n2o criou "ais u"a hi*:tese de re"o12o do servidor *#lico . <ue fe foi t2o-so"ente %arantir o seu direito de acesso *rioritrio ; re"o12o. Assi"I n2o nos *arece <ue se *ossa i"*or a re"o12oI "as a*enas %arantir <ueI havendo dis*oni#ilidade de car%o nu"a outra localidade (outro +stadoI outra cidade ou até "es"o outro #airro)I a ofendida a ele ter *rioridade de acessoI ante a concorr6ncia co" outros servidores. ivesse o le%islador criado "ais u"a hi*:tese de re"o12oI decerto <ue a re%ra so"ente valeria *ara os servidores *#licos federaisI eis <ue aos +stados e Munic&*ios co"*ete esta#elecerI *or lei *r:*riaI o re%i"e jur&dico dos seus servidores . +fetiva"enteI tal co"o su%ere" o%ério !anches Cunha e onaldo Batista PintoI talve fosse "elhor o le%islador ter feito a *revis2o da *ossi#ilidade de afasta"ento *rovis:rio e *or *rao certo da servidora ofendida. Mas tal *rovid6ncia n2o fica descartadaI tendo e" vista a *ossi#ilidade de sere" to"adas "edidas distintas da<uelas e*ressa"ente *revistas e" lei (art. 44I @0.). Kuanto ; "anuten12o do v&nculo tra#alhista *or até seis "esesI a <uest2o <ue sur%e é a de sa#er se é %arantido ta"#é"I durante esse *er&odoI o *a%a"ento de salrio. Parece <ue o o#jetivo do le%islador a& foi o de %arantir ; "ulher n2o s: o seu e"*re%oI e" caso de afasta"ento do local de tra#alhoI co"o ta"#é" o seu sustento. Assi"I de nada adiantaria %arantir ; "ulher a *ossi#ilidade retornar ao seu e"*re%o a*:s o *er&odo de afasta"entoI se" <ue lhe fosse %arantidoI durante a<uele *er&odoI a
*erce*12o de salrioI ainda <ue se" a contra*resta12o do servi1o. Desse "odoI *arece <ue a "elhor inter*reta12o é a<uela <ue *er"ite ao jui %arantir n2o s: a "anuten12o do v&nculo tra#alhista co"o ta"#é" a do *a%a"ento dos salrios "ensaisI o <ue é *lena"ente justificvel e" ra2o de tratar-se de "edida de ece12o e de *rote12o ; *essoa e" situa12o de risco ("uitas veesI alisI risco de "orte). 2o se *ode deiar de reconhecerI *oré"I <ue esta é u"a "edida <ue *recisa ser "uito #e" *onderada *elo "a%istradoI <ue dever levar e" conta ta"#é" as re*ercussEes econQ"icas <ue dela *ode"
advir .
i) Alé" das "edidas vistas até a<uiI <ue t6" *or o#jetivo *redo"inante %arantir a inte%ridade f&sicaI a sade e a vida da ofendida e dos seus de*endentes ou fa"iliaresI #e" assi" i"*edir o tu"ulto das investi%a1Ees ou o constran%i"ento das teste"unhasI h outras 5"edidas *rotetivas de ur%6ncia7I ta"#é" t&*icasI <ue t6" *or o#jetivo *rote%er o *atri"Qnio da "ulher ou do casal (<uando for o caso). Cuida do assunto o art. 49 da Hei Maria da Penha. S *oss&velI *or ee"*loI <ue o jui deter"ine ao a%ressor a restitui12o de #ens <ue eventual"ente haja" sido su#tra&dos ; ofendida (art. 49I $)I o <ueI natural"enteI é a*licvel tanto aos #ens *articulares da "ulher co"o aos #ens co"uns do casal <ue eventual"ente ficara" e" *oder eclusivo do ofensor . Ravendo dvida so#re a titularidade dos #ens ou "es"o havendo interesse t2o-so"ente e" conserv-losI i"*edindo o etravio ou dila*ida12oI *oder o juiI a re<ueri"ento ou de of&cioI deter"inar o seu arrola"entoI na for"a dos arts. == e se%uintes do CPCI inclusive co" a no"ea12o de de*ositrio.
Pode ainda o jui i"*or a *roi#i12o te"*orria de *rtica de atos ou cele#ra12o de contratos de co"*raI venda e loca12o de *ro*riedade co"u"I salvo se houver e*ressa autoria12o judicial (art. 49I $$). Kuanto ; venda de #ensI a "edida n2o *arece ter tanta utilidade <uando se fala de i":veisI eis <ue a sua aliena12o de*ender da a<uiesc6ncia da ofendidaI <uando casadaI salvo se o re%i"e de #ens for o da se*ara12o a#soluta (art. 0.>9?I $I CC). A sua utilidade a*areceI *oré"I <uando a hi*:tese é de venda de #ens ":veisI ou <uando o a%ressor e a ofendida vive" e" uni2o estvel ou e" uni2o ho"oafetiva. A<uiI esta"os diante de indis*oni#ilidade de #ens *or orde" judicial. Mas n2o s: a venda do *atri"Qnio co"u" *ode causar *reju&o ; ofendida3 ta"#é" a co"*ra de #ens *ode ensejar a sua ru&na. S vlido le"#rar <ue o art. 0.>98 do C:di%o Civil autoria os cQnju%es aI inde*endente"ente de autoria12o u" do outroI (i) co"*rarI ainda <ue a créditoI as coisas necessrias ; econo"ia do"ésticaI e (ii) o#terI *or e"*résti"oI as <uantias <ue a a<uisi12o dessas coisas *ossa ei%ir. +" co"*le"entoI o art. 0.>99 di <ue as d&vidas contra&das *ara os fins do arti%o antecedente o#ri%a" solidaria"ente a"#os os cQnju%es. Da& a i"*ortNncia da veda12oI *elo juiI da cele#ra12o de contratos de co"*raI so#retudo <uando i"*ortar dis*6ndio de vultosa <uantia. Por fi"I a loca12o dos #ens co"uns ta"#é" *ode ser vedadaI *rinci*al"ente a loca12o de i":vel ur#ano co"u"I <ueI e" re%raI inde*ende de autoria12o do cQnju%eI salvo se cele#rado o contrato *or *rao i%ual ou su*erior a 0G anos (art. 8I Hei Federal n. .49=00). esses casosI a "edidaI alé" de conter u"a orde" diri%ida ao a%ressor (dever de a#sten12o)I retira-lhe ta"#é"I no *lano jur&dicoI a ca*acidade de *raticar deter"inados atos e de eercer deter"inados direitos civis <ue eventual"ente recaia" so#re o *atri"Qnio co"u" do casal ou *articular da "ulher. Desse "odoI *ode-se dier <ue <ual<uer ato jur&dico (sentido a"*lo) *raticado e" deso#edi6ncia ; decis2o judicial estar *ass&vel de invalida12o. A fi" de *rote%er o direito e a #oa-fé de terceirosI é necessrio <ue seja" to"adas *rovid6ncias no sentido de dar *u#licidade ; decis2oI ra2o *or <ue se ei%e <ue o jui deter"ine a re"essa de of&cios aos cart:rios e re*arti1Ees co"*etentes (re%istros de i":veisI juntas co"erciaisI Detran etc.) *ara <ue aver#e" as necessrias restri1Ees (art. 49I *. nico). !e a ofendida havia outor%ado *rocura12o ao a%ressorI *ode o jui sus*ender a sua eficciaI a fi" de <ue o "andatrio n2o *rati<ue atos contrrios aos interesses da "ulher (art. 49I $$$). ada i"*edeI o#via"enteI <ue a ofendida revo%ue a *rocura12o3 a *ossi#ilidade de sus*ens2o de eficciaI *oré"I %anha i"*ortNncia so#retudo na<ueles casos e" <ue a *rocura12o é irrevo%velI ou <uando a sua revo%a12o i"*licar o *a%a"ento de *erdas e danos (arts. >8 a >=I CC). S i"*ortanteI ta"#é" a<uiI <ue se fa1a u"a divul%a12o "ais a"*la *oss&vel da decis2o judicialI a fi" de n2o ferir direitos e interesses de terceiros de #oa-fé (art. 49I *. nico). a"#é" é i"*ortante dar ci6ncia i"ediata e ine<u&voca da decis2o ao *r:*rio a%ressor. Por fi"I é l&cito ao jui esta#elecer a *resta12oI *elo a%ressorI de cau12o *rovis:riaI "ediante de*:sito judicialI *or *erdas e danos "ateriais decorrentes da *rtica de viol6ncia do"éstica e fa"iliar contra a ofendida (art. 49I ,)I a*licando-se a<uiI no <ue for ca#&velI os arts. 4> e se%uintes do C:di%o de
Processo Civil.
>. Ati*icidade das 5"edidas *rotetivas de ur%6ncia7. As tutelas ini#it:ria e reinte%rat:ria via#iliadas *elas "edidas *rotetivas de ur%6ncia s2o es*écies de tutela es*ec&ficaI assi" entendida a<uela "odalidade de tutela jurisdicional e" <ue se #usca via#iliar *ara a *arte u" resultado es*ec&fico (deveres de faerI n2o faer ou de entre%a de coisa). As "edidas *rotetivas de ur%6ncia t6" *or finalidadeI co"o j se viuI i"*edir atos il&citos (co"o a viol6ncia do"éstica e fa"iliarI o constran%i"ento aos filhosI aos fa"iliaresI ;s teste"unhasI a dila*ida12o indevida do *atri"Qnio alheio etc.) ou re"ov6-losI <uando continuadosI o <ue justifica a *ossi#ilidade de o "a%istrado i"*or ao a%ressor deveres de faerI n2o faer e de entre%a de coisaI no intuito de tutelar es*ecifica"ente o resultado al"ejado *ela ofendida.
+" vrias o*ortunidadesI o le%islador deia claro <ue as "edidas *rovisionais *or ele esta#elecidas s2o "era"ente ee"*lificativas. S o <ue se *ode de*reender do ca*ut dos arts. 44I 48 e 49 I e do @0 do art. 44 . Pode-se dierI ent2oI <ue su#siste u" verdadeiro *rinc&*io da ati*icidade das "edidas *rotetivas de ur%6nciaI o <ue corro#ora a tend6nciaI j esta#elecida no ordena"ento *rocessual civil no <ue di res*eito ; tutela es*ec&fica dos deveres de faerI n2o faer e dar coisa distinta de dinheiro (arts. 9>0 e 9>0-AI CPC)I de conferir ao "a%istrado a *ossi#ilidade de se valerI e" cada caso concretoI da "edida <ue re*utar "ais ade<uadaI necessria e *ro*orcional *ara alcan1ar o resultado al"ejadoI ainda <ue tal "edida n2o esteja *revista ou re%ula"entada na lei. +ssa é a for"a encontrada *ara "anter a a#ertura do siste"a. Mas a atividade do jui n2o *ode ficar i"une a <ual<uer ti*o de controle. Co" efeitoI a *rovid6ncia adotada deve estar *autada nos interesses e" jo%oI deve *onderar os valores e" conflito. S nesse conteto <ue sur%e o *rinc&*io da *ro*orcionalidade co"o li"itador do *oder conferido ao "a%istrado *ara a escolha da "edida *rovisional correta. Por esse *rinc&*ioI tr6s su#-*rinc&*ios deve" ser o#servados na escolhaI *elo "a%istradoI da *rovid6ncia "aterial tendente a ini#ir ou re"over o il&cito (viol6ncia do"éstica e fa"iliar)/ (i) a ade<ua12oI se%undo a <ual a *rovid6ncia adotada *elo jui n2o *ode infrin%ir o ordena"ento jur&dicoI devendo ser ade<uada *ara <ue se atinja o #e" da vida al"ejado3 (ii) a necessidadeI se%undo a <ual a a12o "aterial eleita deve ter a ca*acidade de realiarI no *lano dos fatosI a tutela do direitoI causando a "enor restri12o *oss&vel ao a%ressor3 (iii) e a *ro*orcionalidade e" sentido estritoI se%undo a <ual o "a%istradoI antes de ele%er a a12o "aterial a ser i"*ostaI deve so*esar as vanta%ens e desvanta%ens da sua a*lica12oI #uscando a solu12o <ue "elhor atenda aos valores e" conflito. A des*eito de se ei%ir a *rovoca12o do Ministério P#lico ou da ofendida *ara <ue o jui *ossa conceder as "edidas *rotetivas de ur%6ncia (art. 0 )I n2o est o "a%istrado adstrito ao *edido. Desse "odoI *ode conceder "edida diversa da<uela *leiteada. $sso se revela ainda "ais evidente nos casos e" <ue a "edida é re<uerida direta"ente *ela ofendidaI <ue "uitas vees desconhece os seus direitos e a *rote12o <ue lhe é %arantida *ela lei. +sta assertiva te" assento na *r:*ria Hei Maria da PenhaI <ueI no seu art. 44I @9I deter"ina <ue se a*li<ueI no <ue cou#erI o ca*ut do art. 9>0 do CPC. referido dis*ositivoI *or sua veI deter"ina <ue o jui conceda a tutela es*ec&fica dos deveres de faer e de n2o faer ou asse%ure o resultado *rtico e<uivalente ao do adi"*le"ento . Co" issoI <uer dier <ue o "a%istrado est autoriado a conceder "edida diversa da<uela *leiteadaI se" ofensa ao *rinc&*io da con%ru6ncia o#jetivaI desde <ue isso seja necessrio *ara a tutela do #e" da vida <ue se *retende
alcan1ar .
2o #astasse issoI as "edidas *rotetivas de ur%6ncia *ode" ser a*licadas isolada ou cu"ulativa"ente eI <uando se "ostrare" insuficientes *ara os fins a <ue visa"I *ode" ser su#stitu&dasI a <ual<uer te"*oI *or outras de "aior eficciaI se"*re <ue os direitos reconhecidos ; "ulher fore" a"ea1ados ou violados (art. 0I @4). J o @8 do art. 0 deter"ina <ue o jui *odeI a re<ueri"ento do Ministério P#lico ou a *edido da ofendidaI conceder novas "edidas *rotetivas de ur%6ncia ou rever a<uelas j concedidasI se entender necessrio ; *rote12o da ofendidaI de seus fa"iliares e de seu *atri"QnioI
ouvido o Ministério P#lico.
?. *aradi%"a dos @9 e = do art. 9>0 do CPC. Possi#ilidade de utilia12o de "eios eecutivos *ara i"*le"entar as 5"edidas *rotetivas de ur%6ncia7. U"a coisa s2o as "edidas *rotetivas de ur%6nciaI <ue visa" a i"*edir ou re"over atos il&citos3 outra coisa s2o os "eios *ara torn-las efetivas. art. 44 esta#elece <ue 5*ara %arantir a efetividade das "edidas *rotetivas de ur%6nciaI *oder o jui re<uisitarI a <ual<uer "o"entoI au&lio da for1a *olicial7 (@8.)I #e" co"o <ue se a*lica" ;s "edidas <ue o#ri%a" o ofensorI no <ue cou#erI o dis*osto no ca*ut e nos @@=. e >. do art. 9>0 do CPC (@9.). +is a reda12o desses dis*ositivos le%ais/
5Art. 9>0. (W)
@=.. Para a efetiva12o da tutela es*ec&fica ou a o#ten12o do resultado *rtico e<uivalenteI *oder o juiI de of&cio ou a re<ueri"entoI deter"inar as "edidas necessriasI tais co"o a i"*osi12o de "ulta *or te"*o de atrasoI #usca e a*reens2oI re"o12o de *essoas e coisasI desfai"ento de o#ras e i"*edi"ento de atividade nocivaI se necessrio co" re<uisi12o de for1a *olicial. @>.. jui *oderI de of&cioI "odificar o valor ou a *eriodicidade da "ultaI caso verifi<ue <ue se
tornou insuficiente ou ecessiva.7
Co"o se v6I o dis*ositivo le%al lan1a "2o de u"a clusula %eral eecutiva I na <ual esta#elece u" rol "era"ente ee"*lificativo das "edidas eecutivas <ue *ode" ser adotadas *elo "a%istradoI outor%ando-lhe *oder *araI ; lu do caso concretoI valer-se da *rovid6ncia <ue entender necessria ; efetiva12o da "edida *rotetiva L é o cha"ado *oder %eral de efetiva12o. Clara"enteI ao lan1ar "2o da refer6ncia aos incisos @@= e > do art. 9>0I o o#jetivo da Hei 00.89G4GG> foi o de "uniciar o "a%istrado *ara <ue *ossa dar efetividade ;s suas decisEes. ,i%eI ta"#é" a<uiI o *rinc&*io da ati*icidadeI s: <ue dos "eios eecutivos. al co"o ocorre no "o"ento de escolha da "edida *rotetiva a ser i"*ostaI o jui deve o#edi6nciaI na escolha do "eio eecutivo a*ro*riadoI ao *rinc&*io da *ro*orcionalidadeI i"*ondo-se <ue o*te *ela "edida "ais ade<uadaI necessria e *ro*orcional.
Co" os olhos *ostos nessa finalidadeI *ode" ser esta#elecidas "edidas coercitivas diretas ou indiretas. A "edida coercitiva direta é a<uela adotada e" su#stitui12o ; conduta do devedorI caso ele n2o cu"*ra voluntaria"ente o dever <ue lhe é i"*ostoI co"o é o caso da #usca e a*reens2o dos #ens <ue esteja" e" *oder do a%ressor (art. 49I $) ou da sua ar"a de fo%o (art. 44I $). J a "edida coercitiva indireta atua na vontade do eecutadoI servindo co" u"a es*écie de 5est&"ulo7 ao cu"*ri"ento da *resta12o. +sta coer12o *ode se dar *elo "edo (te"or)I co"o é o caso da *ris2o civil e da "ulta coercitivaI co"o ta"#é" *elo incentivoI de <ue *ode servir co"o ee"*lo a i"*osi12oI ao a%ressorI *ara <ue *artici*e de *ro%ra"a de rea#ilita12oI ao #enef&cio de ver intensificados seus *er&odos de visita12o aos filhos. !e" dvida al%u"aI o "eio coercitivo indireto "ais difundido L eI <ui1I u" dos "ais eficientes L é a "ulta coercitiva. rata-se de "edida de naturea *rocessual <ue te" *or o#jetivo co"*elir o devedor ao cu"*ri"ento da orde" judicial (carter coercitivo). Justa"ente *or issoI n2o *ode ser irris:riaI devendo ser fiada nu" valor tal <ue *ossa %erar no &nti"o do a%ressor o te"or do descu"*ri"ento . a"#é" *or ser coercitivaI a *riori ela n2o te" tetoI n2o te" li"iteI n2o te" valor *ré-li"itado. !e fosse *unitivaI teriaI co"o ocorre co" a clusula *enal (art. 904 do C:di%o Civil ). A*esar de ser "uito co"u" a utilia12o da "ulta diriaI deve-se ver <ue a *eriodicidade de sua incid6ncia ne" se"*re ser essa. Pode ser. Mas a "ulta ta"#é" *ode ser horriaI se"analI "ensalI anual ou até "es"o fia. caso concreto é <ue vai dier. Assi"I *or ee"*loI é *oss&vel ao "a%istrado deter"inar ao a%ressor <ue n2o se a*roi"e da resid6ncia ou do local de tra#alho da ofendidaI ou <ue n2o "antenha contato co" elaI so# *ena de "ulta fiaI incidente se"*re <ue houver descu"*ri"ento da orde". +" caso de deso#edi6nciaI o "ontante acu"ulado reverter e" favor da ofendida. Kuest2o interessante é sa#er se o "a%istrado *ode i"*or a *ris2o civil co"o "eio coercitivo indireto *ara tornar efetiva a "edida *rotetiva i"*osta. A Constitui12o FederalI e" seu art. =XI inciso HY,$$I *ro&#e e*ressa"ente a *ris2o civil *or d&vidaI considerando-a *oss&vel a*enas nos casos de de*ositrio infiel e de d&vida ali"entar . A*esar das o*iniEes e" sentido contrrio I entende"os <ue é *oss&vel a i"*osi12o da *ris2o civil co"o "edida coercitiva . $sso *or dois "otivos/ (i) ao <ue *areceI 5d&vida7 a& deve ser entendida co"o o dever jur&dico cuja *resta12o te" contedo *atri"onial3 (ii) inde*endente"ente do si%nificado <ue se d6 ao ter"o 5d&vida7I a *re"issa funda"ental da conclus2o alcan1ada te" *or #ase a idéia de <ue nenhu" direito funda"ental é a#soluto 3 dessa for"aI o direito ; li#erdade do indiv&duoI <ue é o <ue se *retende *rote%er no inciso HY,$$I ta"#é" n2o *ode s6-lo . Dessa for"aI ca#e ao "a%istradoI co" #ase no *rinc&*io da *ro*orcionalidadeI decidir se a *ris2o civil se "ostraI no caso concretoI a "edida "ais ade<uadaI necessria e *ro*orcional. Co" efeitoI nada i"*ede <ue o jui deter"ine ao a%ressor <ue se afaste do lar e <ue n2o se a*roi"e da ofendida ne" "antenha contatoI so# *ena de *ris2o civil. R valores "uito relevantes e" conflito/ de u" ladoI o direito ; li#erdade eI do outroI o direito ; inte%ridade f&sica ouI <ui1I o direito ; vida. 2o se *odeI *oisI nu" *lano a#stratoI <uerer *rote%er se"*re e indistinta"ente o direito ; li#erdade. Para <ue tal "edida seja i"*ostaI é necessrioI contudoI <ue se o#serve" os se%uintes re<uisitos/ (i) a orde" i"*osta n2o *ode ter contedo *atri"onial (assi"I n2o é *oss&velI *or ee"*loI ordenar a restitui12o de coisa <ue co"*onha o *atri"Qnio *articular da "ulher ou co"u" do casalI so# *ena de *ris2o)3 (ii) a *ris2o civil s: deve ser utiliada e" lti"o casoI <uando outras "edidas n2o tenha" sido suficientes3 (iii) deve-se %arantirI na "edida do *oss&velI o contradit:rio3 (iv) é *rudente <ue o jul%ador fie desde
lo%o o seu *rao de dura12o.
Por lti"oI é l&cito ao "a%istradoI de of&cio ou a re<ueri"ento da *arte interessadaI alterar a "edida coercitiva i"*osta <uando ela se "ostrar inefica *ara a efetiva12o da decis2o judicial ou <uando se "ostrar ecessiva *ara a o#ten12o do resultado al"ejado. S *oss&vel a su#stitui12o de u"a "edida indireta *or u"a su#-ro%at:riaI e vice versaI #e" co"oI e o#via"enteI u"a indireta *or outraI ou u"a su#-ro%at:ria *or outra. S *oss&velI aindaI a cu"ula12o *osterior de "edidasI seja" elas su#-ro%at:rias ou indiretasI ou a cessa12o de u"a delasI se j havia" sido i"*ostas e" cu"ula12o. +ssa *ossi#ilidade decorre do *r:*rio *oder %eral de efetiva12o *revisto no @= do art. 9>0I co"o ta"#é" do seu @>. A*esar de referir-se unica"ente ; *ossi#ilidade de altera12o da "ultaI o referido @>. deve ser inter*retado de for"a a"*laI *ara a#ran%er ta"#é" toda e <ual<uer "edida coercitivaI seja ela direta
ou indireta.
. controle das decisEes <ue versa" so#re as 5"edidas *rotetivas de ur%6ncia7. As decisEes <ue defere" ou indefere" as 5"edidas *rotetivas de ur%6ncia7I #e" co"o as <ue altera" o "eio eecutivo e"*re%ado *ara efetiv-las *ode" ser controladas *elas *artes através de recursos. Partindo da *re"issa de <ue s2o "edidas *rovisionais L eI *oisI c&veis L e de <ue o art. 08 ad"ite a a*lica12o su#sidiria do C:di%o de Processo Civil na<uilo <ue n2o for inco"*at&vel co" a lei es*ec&ficaI deve-se a*licar a<ui o siste"a recursal do CPC. Desse "odoI contra a decis2o interlocut:ria <ue defere ou indefere a "edida *rotetivaI ca#er o recurso de a%ravo de instru"ento3 contra a decis2o final
ca#er a*ela12o.
+sses recursos dever2o ter o seu "érito a*reciado *elo :r%2o fracionrio do tri#unal co" co"*et6ncia *ara a a*recia12o das causas c&veis. A co"*et6ncia definida no art. 88 da Hei Federal n. 00.89G4GG> di res*eito a*enas ao :r%2o jurisdicional de *ri"eiro %rau. o tri#unalI deve"-se se%uir as re%ras de co"*et6ncia deter"inadas e" seu re%i"ento interno. ada i"*edeI o#via"enteI a cria12oI no N"#ito dos tri#unaisI de :r%2os co" co"*et6ncia es*ec&fica *ara conhecerI e" se%unda instNnciaI dos assuntos
vinculados ; viol6ncia do"éstica e fa"iliar3 do "es"o "odoI nada i"*ede <ue o tri#unalI através do seu re%i"ento internoI atri#ua a co"*et6ncia recursal a u"a CN"ara ou ur"a cri"inalI a des*eito da
naturea civil da "atéria.
2o havendo recursoI h *reclus2o da decis2o *roferidaI <ual<uer <ue seja o seu contedo. !e se tratar de decis2o finalI <ue analise <uest2o *rinci*al ("érito)I e tiver sido *roferida co" #ase e" ju&o de co%ni12o eaurienteI te" ela a*tid2o *ara ficar aco#ertada *ela coisa jul%ada "aterialI o <ue invia#ilia a discuss2o da "es"a <uest2o na<uele ou e" <ual<uer outro *rocesso. A *arte so"ente *oder reiterar o seu *edidoI se fundado e" novas circunstNncias de fato L caso e" <ue estar for"ulando nova de"anda. ada i"*edeI *oisI <ueI rejeitado o seu *edido de fia12o de ali"entos *rovis:rios (art. 44I ,)I a *arte in%resse co" a12o de ali"entos no ju&o c&vel ou de fa"&lia. $sso é *oss&vel *or<ue a sua causa de *edir a& seria distinta da causa de *edir <ue ensejara o *edido deduido *erante o Juiado de ,iol6ncia Do"éstica e Fa"iliar contra a Mulher .
. $nti"a12o *essoal da autora.
!e%uindo no intuito de *rote%er a ofendidaI a Hei Federal n. 00.89G4GG> *rev6 <ue dever ela ser notificada dos atos *rocessuais relativos ao a%ressorI es*ecial"ente dos *ertinentes ao in%resso e ; sa&da da *ris2oI se" *reju&o da inti"a12o do advo%ado constitu&do ou do defensor *#lico (art. 40). Ao <ue *areceI a lei *rocura esta#elecer a o#ri%atoriedade de inti"a12o *essoal da ofendida acerca de todos os atos *rocessuais *raticados *elo a%ressor (*. e.I a*resenta12o de defesaI inter*osi12o de recurso etc.)I se" *reju&o da inti"a12o diri%ida ao seu advo%ado ou defensor *#lico. D 6nfase ; inti"a12o dos atos relativos ao in%resso e ; sa&da da *ris2oI nu"a clara de"onstra12o de <ue o seu o#jetivo é o de dar "ais se%uran1a ; ofendidaI <ue *assar a aco"*anhar "ais de *erto o *rocesso instaurado.
A inti"a12o *essoal n2o *recisa ser feita necessaria"ente *or oficial de justi1a. Pode ser feita *or via *ostal ou "es"o *or "eio eletrQnico. Curioso é o dis*ositivo contido no *ar%rafo nico do art. 40I se%undo o <ual a ofendida n2o *oder entre%ar inti"a12o ou notifica12o ao a%ressor. rata-se de *rocedi"ento <ue era #astante co"u"I so#retudo nos lu%ares <ue n2o conta" co" u"a estrutura ade<uada de atendi"ento ; "ulher v&ti"a de viol6ncia. Muitas veesI a*:s noticiada a viol6ncia ; autoridade *olicialI elas "es"as se via" co"*elidas a entre%ar ao a%ressor a inti"a12o *ara co"*areci"ento ; dele%aciaI o <ue a envolvia e" "ais u"a situa12o de risco . Foi necessrio <ue o le%islador i"*usesse a *roi#i12oI j <ue o #o"-senso
n2o foi ca*a de fa6-lo.
0G. Co"*et6ncia territorial.
As de"andas c&veis e" cuja causa de *edir se afir"e a ocorr6ncia de viol6ncia do"éstica contra a "ulher *oder2o tra"itarI ; escolha da autoraI no foro a) do seu do"ic&lio ou resid6nciaI #) do lu%ar do fato e" <ue se #aseia a de"andaI c) do do"ic&lio do su*osto a%ressor (art. 0=I Hei Federal n. 00.89G4GG>). rata-se de u"a hi*:tese e" <ue h foros concorrentesI cuja escolha ca#e ; de"andante. S hi*:tese de co"*et6ncia relativaI dis*on&velI *ortanto. trata"ento *rivile%iado dado ; "ulherI neste casoI justifica-se *ela situa12o de fra%ilidade e" <ue se encontra <uando é v&ti"a de viol6ncia do"éstica. S *recisoI *oisI <ue a de"andante afir"e a ocorr6ncia deste il&cito *ara <ue incida a hi*:tese le%al e se lhe *er"ita a escolha de foros. 2o haver essa o*12oI *or ee"*loI e" outras a1Ees de fa"&lia <ue n2o se #aseie" na ale%ada *rtica violenta de
<ue tenha sido v&ti"a.
A escolha do foro *ode ser feita *erante a "es"a autoridade *olicial co"*etente *ara *roceder ao re%istro da ocorr6ncia da viol6nciaI <ueI de acordo co" a leiI te" o *oder de re"eter ao ju&o co"*etente (<ue *oder ser o <ue a ale%ada v&ti"a escolher) o *edido de concess2o de 5"edidas *rotetivas de ur%6ncia7 (art. 04I $$$I cc art. 44 e se%s.I Hei Federal n. 00.89G4GG>). 00. Co"*et6ncia e" ra2o da "atéria. A Hei Federal n. 00.89G4GG> deter"inou a cria12o de Juiados de ,iol6ncia Do"éstica e Fa"iliar contra a MulherI :r%2o jurisdicional co" co"*et6ncia cri"inal e c&vel. A cria12o destes :r%2os ca#e ; Uni2oI no Distrito Federal e errit:riosI e aos +stados (art. 09 da Hei Federal n. 00.89G4GG>). A desi%na12o 5Juiado7 re"ete a u" ti*o de :r%2o jurisdicional e u"a es*écie de *rocedi"entoI eclusivo deste "es"o :r%2o . Juiado de ,iol6ncia Do"éstica e Fa"iliar contra a MulherI e"#ora tenha essa desi%na12oI n2o é u" 5Juiado7 no sentido tradicional. rata-se de u"a 5vara es*ecialiada7. 2o h u" *rocedi"ento es*ec&fico *ara as causas <ue tra"ita" neste ju&oI <ue dever2o o#edecer as re%ras do C:di%o de Processo CivilI C:di%o de Processo PenalI +statuto da Crian1a e do Adolescente e +statuto do $dosoI desde <ue n2o conflite" co" as re%ras *rocessuais es*eciais *revistas na Hei Federal n. 00.89G4GG>I <ueI alé" de n2o sere" "uitasI n2o se relaciona" direta"ente ao *rocedi"ento (art. 08). ConsiderandoI *oré"I <ue os arts. 44 a 49 cuida" de es*écies de "edidas *rovisionaisI *arece <ue se lhes a*licaI no <ue cou#erI o *rocedi"ento cautelar do CPCI tal co"o indica o art. I <ue fa refer6ncia aos arts. G0 a G8 do CPC . art. 88 da Hei Federal n. 00.89G4GG> *rescreve <ue en<uanto n2o estruturados esses JuiadosI ca#er
;s varas cri"inais acu"ular a co"*et6ncia c&vel e cri"inal *ara conhecer e jul%ar as causas decorrentes da *rtica de viol6ncia do"éstica. ote <ue n2o foi atri#u&da ao ju&o cri"inal a co"*et6ncia *ara a eecu12o dos jul%ados c&veis . dis*ositivoI e" u"a *ri"eira anliseI n2o *arece raovelI notada"ente *ela falta de e*eri6ncia do jui cri"inal na lida co" <uestEes de fa"&lia. Deveria ser atri#u&da ao ju&o de fa"&lia essa co"*et6ncia *rovis:ria . ,ista *or outro Nn%uloI *oré"I a re%ra *ode ser interessante/ o ju&o *enal *oderia resolver todas as <uestEes si"ultanea"enteI *enais e c&veisI "ais ra*ida"ente. S certo <ue a *end6ncia de u" *rocesso *enal (eI *or conse%uinteI a *resen1a diante de u" jui *enal) eerce so#re o de"andando u"a *ress2o *sicol:%ica "aior do <ue situa12o se"elhante no N"#ito c&vel. +ssa situa12o *oder favorecer a solu12o "ais r*ida do conflito (eI se%undo infor"a1Ees <ue de estor voraI defensor *#lico e" Ala%oasI é isso o <ue ve" acontecendoI notada"ente e" co"arcas "enores).
Alé" dissoI j h <ue" o in<uine de inconstitucionalI eata"ente *or<ueI sendo dis*ositivo de lei federalI n2o *oderia cuidar de co"*et6ncia de ju&o estadualI deter"inada *or lei estadual de
or%ania12o judiciria.
04. $nterven12o do Ministério P#lico. Alé" da *ossi#ilidade de re<uerer "edidas *rotetivas de ur%6ncia (art. 0)I deve o Ministério P#licoI <uando n2o for *arteI intervir nas causas c&veis e cri"inais decorrentes de viol6ncia do"éstica e fa"iliar contra a "ulher (art. 4=)I funcionando co"o custos le%is. Afora essa *artici*a12o *rocessualI ca#er ao Ministério P#licoI na for"a do art. 4> e se" *reju&o de outras atri#ui1EesI <uando necessrio/ a) re<uisitar for1a *olicial e servi1os *#licos de sadeI de educa12oI de assist6ncia social e de se%uran1aI entre outros (inciso $)3 #) fiscaliar os esta#eleci"entos *#licos e *articulares de atendi"ento ; "ulher e" situa12o de viol6ncia do"éstica e fa"iliarI e adotarI de i"ediatoI as "edidas ad"inistrativas ou judiciais ca#&veis no tocante a <uais<uer irre%ularidades constatadas (inciso $$)3 c) cadastrar os casos de viol6ncia do"éstica e fa"iliar contra a "ulher (inciso $$$).
S!"re ! #e$#!%
eto inserido no +,CA$ evista n = (40G4G0G) I&f!r'ae* "i"li!+r,fi-a*%
Confor"e a B >G48/4GG4 da Associa12o Brasileira de or"as écnicas (AB)I este teto cient&fico *u#licado e" *eri:dico eletrQnico deve ser citado da se%uinte for"a/
Dis*on&vel e"/ Z htt*/'''.evocati.co".#revocatiarti%os.'s*t"*[codarti%o\99 ]. Acesso e"/ 0GG84G09