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MÓDULO 10 - Legislação Turística

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Academic year: 2021

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MÓDULO 10: Legislação Turística

1. Introdução ao Direito – definições e conceitos 1.1. Órgãos de soberania em Portugal 1.2. Processo de elaboração de leis em Portugal 2. Organização do sector público do turismo em Portugal 2.1. Órgãos internacionais 2.2. Órgãos nacionais 2.3. Órgãos regionais e locais 3. A legislação das actividades turísticas 3.1. Turismo no espaço rural e turismo de natureza 3.2. Regime jurídico do funcionamento e instalação dos empreendimentos turísticos 3.3. Regime jurídico do funcionamento e instalação dos

estabelecimentos de restauração e bebidas

3.4. As agências de viagens – Enquadramento legal 3.5. As empresas de animação turística – Enquadramento legal 3.6. Os comboios turísticos – legislação aplicável 4. O consumidor 4.1. Direitos do consumidor 4.2. Deveres do consumidor

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1. Introdução ao Direito – definições e conceitos 1.1. Órgãos de soberania em Portugal

Em Portugal, são órgãos de soberania: - Presidente da República,

- Assembleia da República, - Governo

- Tribunais

A formação, a composição, a competência e o funcionamento dos órgãos de soberania são os definidos na Constituição.

PRESIDENTE DA REPÚBLICA

As suas funções constitucionais são fundamentalmente as de representação da República Portuguesa, de garante da independência nacional, da unidade do Estado e do regular funcionamento das instituições, sendo ainda, por inerência, Comandante Supremo das Forças Armadas.

O Presidente da República é eleito pelos cidadãos, por sufrágio directo e universal, para um mandato de 5 anos, não podendo ser reeleito para um terceiro mandato consecutivo. As candidaturas são propostas por cidadãos eleitores (num mínimo de 7500 e num máximo de 15000) e o candidato para ser eleito tem necessariamente de obter mais de metade dos votos validamente expressos. Para esse efeito, se necessário, realizar-se-á uma segunda votação com os dois candidatos mais votados no primeiro sufrágio O Conselho de Estado é o órgão político de consulta do Presidente da República.

O Presidente da República tem como residência oficial o Palácio Nacional de Belém, em Lisboa.

ASSEMBLEIA DA REPUBLICA

Em Portugal, a Assembleia da República é a assembleia representativa de todos os cidadãos portugueses.

É o segundo órgão de soberania de uma República Constitucional. Em Portugal, a assembleia reúne-se diariamente no Palácio de São Bento.

É composta pelo presidente, quatro vice-presidentes, quatro secretários e quatro vice-secretários eleitos pelo período da legislatura. Todos os membros da Mesa são eleitos pela maioria absoluta dos deputados em efectividade de funções. Nas reuniões plenárias a Mesa é constituída pelo presidente e pelos Secretários. Na falta do presidente as reuniões são presididas por um dos outros presidentes. Os secretários podem ser substituídos pelos vice-secretários. Compete à Mesa, em geral, coadjuvar o Presidente no exercício das suas funções.

A Assembleia da República tem uma competência legislativa e política geral. A Constituição prevê que certas matérias constituam reserva absoluta de competência legislativa, isto é, a Assembleia não pode, sobre elas, autorizar o Governo a legislar. Entre estas inclui-se, por exemplo, a aprovação das

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alterações à Constituição, os estatutos político-administrativos das regiões autónomas (Açores e Madeira), as leis das grandes opções dos planos e do Orçamento do Estado, os tratados de participação de Portugal em organizações internacionais, o regime de eleição dos titulares dos órgãos de soberania (Presidente da República e Assembleia da República) bem como dos Deputados às Assembleias Legislativas Regionais dos Açores e da Madeira e dos titulares dos órgãos do poder local e o regime do referendo. Sobre outras matérias da sua exclusiva competência a Assembleia pode conceder ao Governo autorização para legislar – é o que se designa por reserva relativa – onde se incluem as bases do sistema de segurança social e do serviço nacional de saúde, a criação de impostos e sistema fiscal, a organização e competência dos Tribunais, entre outras.

GOVERNO

O governo é a organização, que é a autoridade governante de uma unidade política, o poder de regrar uma sociedade política, e o aparato pelo qual o corpo governante funciona e exerce autoridade. Governo não implica necessariamente a existência de estado como os Trobriandeses estudados por Bronislaw Malinowski.

Estados de tamanhos variados podem ter vários níveis de governo: local, regional e nacional.

O governo é usualmente utilizado para designar a instância máxima de administração executiva, geralmente reconhecida como a liderança de um Estado ou uma nação. Normalmente chama-se o governo ou gabinete ao conjunto dos dirigentes executivos do Estado, ou ministros (por isso, também se chama Conselho de Ministros). Porem, existem países como o Reino Unido que tem Chefe de Estado e Chefe de Governo respectivamente a Rainha Elizabeth II e o Primeiro Ministro Gordon Brown. Neste caso a rainha é chefe de estado de diversos países membros da Commonwealth

A forma ou regime de governo pode ser República ou Monarquia, e o sistema de governo pode ser Parlamentarismo, Presidencialismo, Constitucionalismo ou Absolutismo. Uma nação sem Governo é classificado como anárquico. Pode-se dizer que forma de governo é um conceito que se refere à maneira como se dá a instituição do poder na sociedade e como se dá a relação entre governantes e governados.

Sistema de governo, por outro lado, não se confunde com a forma de governo, pois este termo diz respeito ao modo como se relacionam os poderes.

TRIBUNAIS

Um tribunal (do latim tribunal, tribunalis; "dos tribunos") é o local em que é administrada a justiça, onde os juízes exercitam o seu ofício. São órgão colegiados com variadas jurisdições (federais, estaduais, provinciais etc.) e competência (civil, penal, militar etc.)

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1.2. Processo de elaboração de leis em Portugal

Um ministro toma a iniciativa (redige-a ou pede a peritos para a redigirem). Envia-a à Presidência do Conselho de Ministros, que verifica se é adequada, oportuna e correcta, fazendo-se os acertos necessários entre o Ministro proponente e a Presidência do Conselho de Ministros. Depois, é enviada aos outros Ministros que a analisam, designadamente recorrendo aos seus auxiliares directos ou aos seus serviços. A opinião do Ministro é transmitida ao Secretário de Estado que representa o Ministério na reunião de Secretários de Estado. A iniciativa é analisada na Reunião de Secretários de Estado e, se se verificar acordo, aprova-se o projecto, que será agendado para Reunião do Conselho de Ministros. O Primeiro-Ministro e os Ministros recebem os documentos da agenda do Conselho de Ministros. O Conselho de Ministros pode aprovar a proposta como lhe é apresentada, emendá-la, adiá-la ou mesmo rejeitá-la. Depois de aprovado, o diploma é assinado pelos Ministros com competência em razão das diversas matérias e pelo Primeiro-Ministro e enviado ao Presidente da República para promulgação. Uma vez promulgado, é referendado pelo Primeiro-Ministro e enviado para publicação no Diário da República.

2. Organização do sector público do turismo em Portugal 2.1. Órgãos internacionais

A OMT – ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO TURISMO História: principais etapas

- 1925: 1º congresso internacional, em Haia. É criada a International Union of Official Tourist Publicity Organization

- 1934: em Haia, é criada a International Union of Official Travel Organizations.

- 1947: renomeada International Union of Official Travel Organizations (IUOTO).

Nos anos 60 e 70, com o boom do Turismo, os membros da IUOTO sentem que há uma lacuna internacional a nível das organizações. Sentem necessidade de representar os Estados a nível intergovernamental, pois assim teriam maior força. Pretende-se articular com as Nações Unidas.

- 1967: Ano Internacional do Turismo – revela a importância crescente do Turismo nos anos 60.

- 1970: os membros da IUOTO aprovam a fundação de uma organização intergovernamental e os seus estatutos (OMT).

- 1974: ratificação da OMT por Estados-Membros. Por esta altura, estava sedeada em Genebra, na Suiça.

- 1975: Renomeação da IUOTO em Organização Mundial do Turismo.

- 1976: a sede desta organização é mudada para Madrid. Ainda neste ano, a OMT torna-se agência executante das Nações Unidas.

- 1979: foi criado o Dia Mundial do Turismo a 27 de Setembro. A escolha deste dia esta directamente ligada à aprovação dos estatutos da OMT.

- 1980: Declaração de Manila - 1985: Código do Turismo

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Membros

A OMT é uma organização intergovernamental. Representa oficialmente estados independentes.

Membros de pleno direito

São mais de 140 Estados soberanos, que se associam de livre vontade. São estes que constituem o núcleo desta organização.

Membros associados

São territórios que não são responsáveis pelas suas relações externas, não são completamente independentes, mas que têm autorização (do Estado) e alguma autonomia para se associarem. Ex.: Hong Kong, Macau (China); Madeira (Portugal); Antilhas Holandesas, Porto Rico, Comunidade Flamenga da Bélgica.

Membros Observadores

 Palestina (observador especial) – não é um Estado independente  Santa Sé (observador permanente)

Membros Filiados – são mais de 300.

São organizações que representam associações hoteleiras, restauração, companhias de aviação, instituições de ensino, etc. Como exemplo português, temos INATEL, que é membro filiado desde 1999.

Financiamento

Todos os membros têm que contribuir financeiramente. Para isso, pagam uma quota, que é fundamental para a sobrevivência da Organização.

Os membros de pleno direito pagam uma quota de acordo como seu poder económico e da importância e peso do Turismo na economia desse país. Os membros associados e os membros filiados pagam quotas fixas.

A OMT também se auto financia através da realização e venda de estudos e publicações.

Órgãos

A Organização Mundial do Turismo é constituída por:

Assembleia-Geral – em que votam os membros pleno direito e os membros associados. Os restantes membros (observadores e filiados não votam – são apenas convidados a participar). Reúnem de dois em dois anos e de quadro em quatro anos elegem o Secretário-geral – é o representante da OMT. Conselho Executivo – é eleito apenas pelos membros de pleno direito e representa os Estados – membros. Assegura o cumprimento do programa e do orçamento. Tem um representante dos associados e um dos filiados. Comissões Regionais – participam os membros de pleno direito e os membros associados. Devido à difícil coordenação a nível central, a partir de Madrid, a OMT dividiu o mundo em 6 grandes regiões turísticas. Cada comissão regional, sedeada em cada uma das regiões, representa a OMT. Actividades da OMT:

- A cooperação para o desenvolvimento, que passa pela assistência aos governos no que se refere ao desenvolvimento turístico sustentável, investimento em tecnologia, marketing e promoção;

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- A educação e a formação, cujo programa tem como finalidade principal a qualificação profissional;

- As estatísticas e estudos de mercado, no sentido de promover a uniformização de conceitos e critérios de elaboração de relatórios, medir o impacto do turismo nas economias e ainda publicar documentos com resultados, tendências e previsões;

- A qualidade dos serviços turísticos, cujas finalidades incluem a defesa da qualidade em contextos equilibrados; a melhoria da competitividade dos destinos, sobretudo nos países em desenvolvimento; e o zelo pela segurança e pela protecção quer dos consumidores, quer das comunidades de acolhimento;

- as publicações, que pretendem satisfazer as necessidades de informação dos públicos, tanto no âmbito interno, como externo.

OCDE – ORGANIZAÇÃO PARA A COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO Papel no âmbito do Turismo:

- Sensibilizar todos os países membros para a importância económica do turismo;

- Promover a valorização das políticas do turismo - Favorecer a cooperação internacional;

- Difundir a imagem deste comité, enquanto factor de análise e avaliação das políticas de turismo.

UNIÃO EUROPEIA Iniciativas

- Ano Europeu do Turismo (1990)

- O Plano de Apoio ao Turismo (1993-95), que visava implementar medidas com vista à uniformização de estatísticas, ao desenvolvimento de produtos turísticos de qualidade e de novos segmentos de mercado e ainda à cooperação com países terceiros

- O Livro Verde do Turismo (1995), que apresenta conclusões sobre o turismo e aponta medidas possíveis para o futuro

- A Philoxenia. Programa comunitário com o objectivo de estimular a competitividade e melhorar a qualidade do turismo.

1.2. Órgãos nacionais ORGANIZAÇÃO INSTITUCIONAL M MIINNIISSTTÉÉRRIIOODDAAEECCOONNOOMMIIAA E EDDAAIINNOOVVAAÇÇÃÃOO T TUURRIISSMMOODDEEPPOORRTTUUGGAALL,,iipp Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica S SEECCRREETTAARRIIAADDEEEESSTTAADDOO D DOOTTUURRIISSMMOO R REEGGIIÕÕEESSDDEETTUURRIISSMMOO Inspecção-Geral de Jogos D DIIRREECCÇÇÕÕEESSRREEGGIIOONNAAIISS D DEEEECCOONNOOMMIIAA L LIICCEENNCCIIAAMMEENNTTOO FFIINNAANNCCIIAAMMEENNTTOO FFOORRMMAAÇÇÃÃOO PPRROOMMOOÇÇÃÃOO

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Em Portugal, a instituição do governo que tutela o Turismo é a Secretaria de Estado do Turismo, que está sob a alçada do Ministério da Economia e Inovação.

O Turismo de Portugal, I.P. é a entidade pública central responsável pela promoção, valorização e sustentabilidade da actividade turística. É responsável pelo licenciamento e classificação dos empreendimentos turísticos; pelo financiamento e incentivos ao financiamento de projectos na área do Turismo; planeamento e certificação da formação turística; promoção de Portugal no estrangeiro. Compete-lhe igualmente zelar pelo cumprimento da legalidade no âmbito da actividade do jogo.

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1.3. Órgãos regionais e locais

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A CTP tem âmbito nacional e abrange as federações, uniões e associações do sector empresarial do turismo, podendo ainda nela filiar-se as empresas que, atenta à diversidade e heterogeneidade da sua actividade não sejam directamente enquadráveis em qualquer associação do sector.

São suas atribuições, entre outras:

 A promoção da harmonização dos interesses dos seus associados para o exercício de direitos e obrigações comuns,

 A representação dos interesses comuns dos seus associados junto de todas as entidades públicas ou privadas, nacionais, estrangeiras ou internacionais;

 A cooperação com estas entidades com vista à realização de iniciativas de interesse mútuo;

 A promoção e elaboração de diagnósticos, pareceres e estudos que interessem e contribuam para o desenvolvimento, modernização e aumento da competitividade do turismo e, ainda, a contribuição para a formação de políticas e medidas favoráveis ao desenvolvimento da actividade turística, em particular, e da economia nacional, em geral.

- Associações Empresariais

As associações empresariais são órgãos voluntários constituídos por empresas independentes de uma indústria específica ou de um agrupamento de indústrias, cujo principal objectivo é a protecção e desenvolvimento dos seus interesses comuns.

Sectoriais (ex. , FERECA, AHP, ARESP) Regionais (ex. UNISHNOR)

Locais (ex. AT Póvoa de Lanhoso) Público e Privado

ASSOCIAÇÃO NACIONAL

ex. ANRET (Associação Nacional das Regiões de Turismo)

AGÊNCIAS REGIONAIS DE PROMOÇÃO

ex. ADETURN, ATL (Associação de Turismo de Lisboa), ATA ( Associação de Turismo do Algarve), etc

3. A legislação das actividades turísticas

3.1. Turismo no espaço rural e turismo de natureza – O QUE É O TURISMO NO ESPAÇO RURAL

O Turismo no Espaço Rural é um produto turístico que consiste no conjunto de actividades, serviços de alojamento e animação em empreendimentos de natureza familiar situados em zonas rurais e que possam servir simultaneamente de residência dos seus proprietários, que engloba :

Os serviços de Hospedagem prestados em casas particulares nas seguintes modalidades:

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TH -TURISMO DE HABITAÇÃO - serviço de hospedagem familiar prestado em casas ANTIGAS PARTICULARES cujo valor arquitectónico, histórico ou artístico seja representativo de uma época – ex.: casas apalaçadas ou solares ( art. 4º do DL);

TR - TURISMO RURAL - serviço de hospedagem familiar prestado em casas RÚSTICAS PARTICULARES que pela sua traça, materiais e demais características, se integrem na arquitectura típica regional ( art. 5º do DL); AG - AGRO-TURISMO – serviço de hospedagem em casas particulares integradas em EXPLORAÇÕES AGRÍCOLAS ( Art. 6º do DL);

CC - CASAS DE CAMPO - serviço de hospedagem em casas particulares situadas em zonas rurais cuja traça, materiais...se integrem na arquitectura da zona onde se situem ( Art. 8º do DL);

TA - TURISMO DE ALDEIA - serviço de hospedagem num CONJUNTO composto no MÍNIMO por 5 CASAS particulares situadas numa ALDEIA HISTÓRICA, CENTRO RURAL ou ALDEIAS que mantenham ambiente estético, paisagístico...do local onde se inserem (art. 7º do DL);

Fazem ainda parte do TER :

HR - HOTÉIS RURAIS - estabelecimentos HOTELEIROS situados em ZONAS RURAIS e fora da SEDE DE CONCELHO;

PCR - PARQUES DE CAMPISMO RURAIS - terrenos destinados PERMANENTEMENTE ou NÃO à instalação de acampamentos INTEGRADOS ou NÃO em EXPLORAÇÕES AGRÍCOLAS - Área máxima: 5000 m2

AS ACTIVIDADES DE ANIMAÇÃO OU DIVERSÃO que se destinem à ocupação dos tempos livres dos turistas contribuindo para a divulgação dos produtos e tradições da região – ex: património natural e paisagístico, itinerários temáticos, caça, pesca... e sejam declarados de INTERESSE PARA O TURISMO;

COMO SE PODE REGISTAR COMO TURISMO NO ESPAÇO RURAL

Para instalação de uma casa ou empreendimento de Turismo no Espaço Rural - TER, o interessado deve dirigir-se à respectiva Câmara Municipal, sendo esta entidade responsável pelo processo de licenciamento e de autorização para realização de operações urbanísticas das casas e empreendimentos TER.

Para além dos elementos exigidos por lei, no âmbito do regime jurídico da urbanização e edificação, tanto no pedido de Informação Prévia como de Licenciamento ou autorização de operações urbanísticas, o processo deve

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ser instruído com os seguintes elementos, de acordo com a legislação específica do TER :

1. Formulário devidamente preenchido ( tipo A – Câmara Municipal; tipo B – Consulta directa )

2. Plantas, à escala de 1:25.000 ou 1:1.000, referentes à localização do empreendimento de T.E.R.

3. Fotografias ORIGINAIS no formato 20x25 cm, do interior dos edifícios ou das suas partes destinadas aos hóspedes e das suas fachadas, bem como do local onde se integram.

4. Documentos respeitantes às características históricas, arquitectónicas e paisagísticas da região.

5. Documentos comprovativos da qualidade de requerente. 6. Carece de Obras? (*)

a) Não

Levantamento da edificação ou edificações existentes, assinalando as dependências afectas à exploração turística, à família e comuns.

b ) Sim

Projecto de Arquitectura instruído de acordo com o disposto no Decreto Lei 177/2001, de 4 de Junho, assinalando as dependências afectas à exploração turística, à família e comuns.

(*) só no caso de pedido de licenciamento ou autorização de operações urbanísticas.

Estes documentos são indispensáveis para emissão do parecer da Direcção Regional da Economia - DRE competente em razão do território, entidade consultada pela Câmara Municipal, e cujo parecer é vinculativo.

Para além da DRE, a Câmara Municipal consulta a Direcção Geral do Desenvolvimento Rural – DGDR, cujo parecer é vinculativo, e o Órgão Regional e Local de Turismo – ORLT.

LICENÇA OU AUTORIZAÇÃO DE UTILIZAÇÃO PARA TURISMO NO ESPAÇO RURAL

Tendo sido deferido pela CM o pedido do licenciamento ou de autorização para realização de obras de edificação na casa ou empreendimento TER, após concluída a obra e equipado o empreendimento em condições de iniciar

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o seu funcionamento, o interessado requer à respectiva CM a concessão da licença ou autorização de utilização para TER.

Esta licença é sempre precedida de vistoria, a realizar no prazo de 30 dias a contar da data de apresentação do requerimento que formaliza o pedido.

ALVARÁ DE LICENÇA OU DE AUTORIZAÇÃO DE UTILIZAÇÃO PARA TURISMO NO ESPAÇO RURAL

Concedida a licença o titular requer à C.M. o respectivo alvará que a titula, o qual é emitido no prazo de 30 dias a contar da data da recepção do respectivo requerimento.

Para além dos elementos estipulados no nº 5 do art. 77 do DL nº177/2001, de 4 de Junho, constam deste alvará, de acordo com o parecer emitido pelas DRE’s, o nome do empreendimento, a classificação provisória quanto à modalidade de hospedagem e a capacidade máxima também fixada provisoriamente, e ainda a entidade exploradora.

O funcionamento do empreendimento TER depende apenas da emissão deste alvará.

CLASSIFICAÇÃO

No prazo de 2 meses a contar da emissão do alvará, o interessado deve requerer à DRE competente em razão de território, a aprovação definitiva da capacidade máxima e classificação quanto à modalidade de hospedagem do empreendimento TER.

Esta aprovação é sempre precedida de vistoria a realizar pela DRE. No prazo de 15 dias a contar da realização desta vistoria, a DRE aprova definitivamente a classificação quanto à modalidade de hospedagem e capacidade máxima, comunicando estes elementos à respectiva CM, a qual procede ao averbamento no alvará de licença ou de autorização de utilização para Turismo no Espaço Rural.

3.2. Regime jurídico do funcionamento e instalação dos empreendimentos turísticos

Consideram -se empreendimentos turísticos os estabelecimentos que se destinam a prestar serviços de alojamento, mediante remuneração, dispondo, para o seu funcionamento, de um adequado conjunto de estruturas, equipamentos e serviços complementares.

Não se consideram empreendimentos turísticos para efeitos do presente decreto -lei:

a) As instalações ou os estabelecimentos que, embora destinados a

proporcionar alojamento, sejam explorados sem intuito lucrativo ou para fins exclusivamente de solidariedade social e cuja frequência seja restrita a grupos limitados;

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b) As instalações ou os estabelecimentos que, embora destinados a

proporcionar alojamento temporário com fins lucrativos, revistam natureza de alojamento local nos termos do artigo seguinte.

Alojamento local

Consideram -se estabelecimentos de alojamento local as moradias, apartamentos e estabelecimentos de hospedagem que, dispondo de autorização de utilização, prestem serviços de alojamento temporário, mediante remuneração, mas não reúnam os requisitos para serem considerados empreendimentos turísticos.

Os estabelecimentos de alojamento local devem respeitar os requisitos mínimos de segurança e higiene definidos por portaria conjunta dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do turismo e da administração local. Os estabelecimentos de alojamento local que reúnam os requisitos previstos no presente artigo são obrigatoriamente registados na câmara municipal da respectiva área.

Apenas os estabelecimentos de alojamento local registados nas câmaras municipais da respectiva área podem ser comercializados para fins turísticos quer pelos seus proprietários, quer por agências de viagens e turismo.

As câmaras municipais devem facultar ao Turismo de Portugal, I. P., o acesso informático ao registo do alojamento local.

Os estabelecimentos referidos no presente artigo devem identificar -se como alojamento local, não podendo, em caso algum, utilizar a qualificação turismo e ou turístico, nem qualquer sistema de classificação.

Tipologias de empreendimentos turísticos

Os empreendimentos turísticos podem ser integrados num dos seguintes tipos:

a) Estabelecimentos hoteleiros; b) Aldeamentos turísticos; c) Apartamentos turísticos; d) Conjuntos turísticos (resorts);

e) Empreendimentos de turismo de habitação; f) Empreendimentos de turismo no espaço rural; g) Parques de campismo e de caravanismo; h) Empreendimentos de turismo da natureza.

Os requisitos específicos da instalação, classificação e funcionamento de cada tipo de empreendimento turístico referido no número anterior são definidos:

a) Por portaria conjunta dos membros do Governo responsáveis pelas áreas

do turismo e do ordenamento de território, nos casos das alíneas a) a d);

b) Por portaria conjunta dos membros do Governo responsáveis pelas áreas

do turismo, da administração local e da agricultura e do desenvolvimento rural, no caso das alíneas e) a g).

Requisitos gerais de instalação

A instalação de empreendimentos turísticos que envolvam a realização de operações urbanísticas conforme definidas no regime jurídico da urbanização e da edificação devem cumprir as normas constantes daquele regime, bem

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como as normas técnicas de construção aplicáveis às edificações em geral, designadamente em matéria de segurança contra incêndio, saúde, higiene, ruído e eficiência energética, sem prejuízo do disposto no presente decreto – lei e respectiva regulamentação.

O local escolhido para a instalação de empreendimentos turísticos deve obrigatoriamente ter em conta as restrições de localização legalmente definidas, com vista a acautelar a segurança de pessoas e bens face a possíveis riscos naturais e tecnológicos.

Os empreendimentos turísticos devem possuir uma rede interna de esgotos e respectiva ligação às redes gerais que conduzam as águas residuais a sistemas adequados ao seu escoamento, nomeadamente através da rede pública, ou de um sistema de recolha e tratamento adequado ao volume e natureza dessa águas, de acordo com a legislação pelas câmaras municipais.

Nos locais onde não exista rede pública de abastecimento de água, os empreendimentos turísticos devem estar dotados de um sistema de abastecimento privativo, com origem devidamente controlada.

Para efeitos do disposto no número anterior, a captação de água deve possuir as adequadas condições de protecção sanitária e o sistema ser dotado dos processos de tratamentos requeridos para potabilização da água ou para manutenção dessa potabilização, de acordo com as normas de qualidade da água em vigor, devendo para o efeito ser efectuadas análises físico -químicas e ou microbiológicas.

Condições de acessibilidade

As condições de acessibilidade a satisfazer no projecto e na construção dos empreendimentos turísticos devem cumprir as normas técnicas previstas no Decreto-Lei n.º 163/2006, de 8 de Agosto.

Sem prejuízo do disposto no número anterior, todos os empreendimentos turísticos, com excepção dos previstos na alínea e) e f) do n.º 1 do artigo 4.º, devem dispor de instalações, equipamentos e, pelo menos, de uma unidade de alojamento, que permitam a sua utilização por utentes com mobilidade condicionada.

Unidades de alojamento

Unidade de alojamento é o espaço delimitado destinado ao uso exclusivo e privativo do utente do empreendimento turístico.

As unidades de alojamento podem ser quartos, suites, apartamentos ou moradias, consoante o tipo de empreendimento turístico.

Todas as unidades de alojamento devem ser identificadas no exterior da respectiva porta de entrada em

local bem visível.

As portas de entrada das unidades de alojamento devem possuir um sistema de segurança que apenas permita o acesso ao utente e ao pessoal do estabelecimento.

As unidades de alojamento devem ser insonorizadas e devem ter janelas ou portadas em comunicação directa com o exterior.

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Para o único efeito da exploração turística, e com excepção do disposto no n.º 4, a capacidade dos empreendimentos turísticos é determinada pelo correspondente número e tipo de camas (individual ou duplo) fixas instaladas nas unidades de alojamento.

Nas unidades de alojamento podem ser instaladas camas convertíveis desde que não excedam o número das camas fixas.

Nas unidades de alojamento podem ser instaladas camas suplementares amovíveis.

A capacidade dos parques de campismo e de caravanismo é determinada pela área útil destinada a cada utilizador, de acordo com o estabelecido na portaria prevista na alínea b) do n.º 2 do artigo 4.º

Equipamentos colectivos

Os requisitos dos equipamentos colectivos que integram os empreendimentos turísticos, com excepção dos requisitos de segurança, são definidos por portaria do membro do Governo responsável pela área do turismo.

Estabelecimentos comerciais ou de prestação de serviços

Nos empreendimentos turísticos podem instalar -se estabelecimentos comerciais ou de prestação de serviços desde que o seu número e localização não afectem a função e a utilização das áreas de uso comum.

3.3. Regime jurídico do funcionamento e instalação dos estabelecimentos de restauração e Bebidas

O Decreto-Lei n.º 234/2007, de 19 de Junho, altera o regime jurídico da instalação e do funcionamento dos estabelecimentos de restauração ou de bebidas

O regime jurídico da instalação e do funcionamento dos estabelecimentos de restauração ou de bebidas, estabelece que a abertura dos mesmos só pode ocorrer após a emissão de um alvará de licença ou autorização de utilização para restauração e bebidas, sendo este acto administrativo precedido de vistoria obrigatória para o efeito.

Tendo em conta que nem sempre são cumpridos os prazos legais para a realização da vistoria e emissão do alvará, assiste-se à abertura ao público de estabelecimentos em situações irregulares, com evidentes prejuízos para consumidores, Estado e promotores.

Com o estabelecimento em condições de laboração, os promotores ficam impossibilitados de iniciar a exploração dos mesmos por causas que não lhes são imputáveis ou assumem o risco de iniciar a actividade em situação irregular, sujeitando-se às consequências legais.

A presente iniciativa legislativa permite tornar mais célere estes procedimentos de licenciamento, facilitando a abertura regular dos estabelecimentos de restauração ou de bebidas, uma vez concluída a obra ou, na ausência desta, sempre que o estabelecimento se encontre equipado e apto a entrar em funcionamento. Assim, existe a possibilidade, no cumprimento de determinados requisitos, explícitos neste decreto-lei, da

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abertura do estabelecimento poder ser efectuada independentemente da realização da vistoria e da emissão do título que legitima a utilização do imóvel.

Nos casos em que os prazos previstos para a realização da vistoria, para a emissão do alvará de licença, autorização de utilização para estabelecimento de restauração ou de bebidas não sejam cumpridos pelas entidades competentes, admite-se a possibilidade de abertura do estabelecimento ao público, mediante a responsabilização do promotor, do director técnico da obra, dos autores dos projectos de especialidades e do autor do projecto de segurança contra incêndios, atestando que a edificação respeita o projecto aprovado, bem como as normas legais e regulamentares aplicáveis, tendo em conta o uso a que se destina, assegurando-se, deste modo, a salvaguarda do interesse público.

1.1. As agências de viagens – Enquadramento legal

Artigo 1.º - São agências de viagens e turismo as empresas cujo objecto compreenda o exercício das actividades previstas no n.º 1 do artigo 2.º do presente diploma e se encontrem licenciadas como tal.

Para os efeitos do presente diploma, a noção de empresa compreende o estabelecimento individual de responsabilidade limitada, a cooperativa e a sociedade comercial que tenham por objecto o exercício das actividades referidas no número anterior.

Artigo 2.º Actividades próprias e acessórias

São actividades próprias das agências de viagens e turismo:

a) A organização e venda de viagens turísticas;

b) A reserva de serviços em empreendimentos turísticos, em empreendimentos de turismo no espaço rural e nas casas de natureza;

c) A bilheteria e reserva de lugares em qualquer meio de transporte;

d) A representação de outras agências de viagens e turismo, nacionais ou

estrangeiras, ou de operadores turísticos estrangeiros, bem como a intermediação na venda dos respectivos produtos;

e) A recepção, transferência e assistência a turistas.

São actividades acessórias das agências de viagens e turismo:

a) A obtenção de certificados colectivos de identidade, vistos ou outros

documentos necessários à realização de uma viagem;

b) A organização de congressos e eventos semelhantes;

c) A reserva e venda de bilhetes para espectáculos e outras manifestações

públicas;

d) A realização de operações cambiais para uso exclusivo dos clientes, de

acordo com as normas reguladoras da actividade cambial;

e) A intermediação na celebração de contratos de aluguer de veículos de

passageiros sem condutor;

f) A comercialização de seguros de viagem e de bagagem em conjugação e

no âmbito de outros serviços por si prestados;

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h) O transporte turístico efectuado no âmbito de uma viagem turística, nos

termos do definido no artigo 14.º;

i) A prestação de serviços ligados ao acolhimento turístico, nomeadamente a

organização de visitas a museus, monumentos históricos e outros locais de relevante interesse turístico;

j) O exercício de actividades de animação turística, nos termos previstos no

artigo 53.ºA. Artigo 3.º

Exclusividade e limites

Apenas as empresas licenciadas como agências de viagens e turismo podem exercer as actividades previstas no n.º 1 do artigo 2.º, sem prejuízo do disposto nos números seguintes.

Não estão abrangidos pelo exclusivo reservado às agências de viagens e turismo:

a) A comercialização directa dos seus serviços pelos empreendimentos

turísticos, pelos empreendimentos de turismo no espaço rural, pelas casas de natureza, pelas empresas de animação turística e pelas empresas transportadoras;

b) O transporte de clientes pelos empreendimentos turísticos, empreendimentos de turismo no espaço rural, casas de natureza, empresas de animação turística e operadores marítimo-turísticos, com meios de transporte próprios;

c) A venda de serviços de empresas transportadoras feita pelos seus agentes

ou por outras empresas transportadoras com as quais tenham serviços combinados.

Não está abrangida pelo n.º 1 do artigo 2.º a comercialização de serviços por empreendimentos turísticos, empreendimentos de turismo no espaço rural, casas de natureza ou empresas transportadoras, estabelecimentos, iniciativas ou projectos declarados de interesse para o turismo que não constituam viagens organizadas, quando feita através de meios telemáticos. Entende-se por meios de transporte próprios aqueles que são propriedade da empresa, bem como aqueles que são objecto de contrato de locação financeira, ou de aluguer de longa duração, desde que a empresa utilizadora seja a locatária.

Artigo 4.º

Denominação, nome dos estabelecimentos e menções em actos externos 1 - Somente as empresas licenciadas como agências de viagens e turismo podem usar tal denominação ou outras semelhantes, nomeadamente «agente de viagens» ou «agência de viagens».

2 - As agências de viagens e turismo não podem utilizar nomes de estabelecimentos iguais ou semelhantes às de outros já existentes, salvo se comprovarem estarem devidamente autorizadas para o efeito pelas respectivas detentoras originais e sem prejuízo dos direitos resultantes da propriedade industrial.

3 - O Turismo de Portugal, I. P., não deverá autorizar o licenciamento de agências cuja denominação infrinja o disposto no número anterior, sem prejuízo dos direitos resultantes da propriedade industrial.

(18)

4 - Todos os estabelecimentos das agências de viagens e turismo devem exibir, de forma visível, a denominação da agência titular do alvará.

5 - Em todos os contratos, correspondência, publicações, publicidade e, de um modo geral, em toda a sua actividade comercial as agências de viagens e turismo devem indicar a denominação e número do seu alvará, bem como a localização da sua sede, sem prejuízo das referências obrigatórias nos termos do Código das Sociedades Comerciais.

6 - A utilização de marcas pelas agências de viagens e turismo carece de prévia comunicação ao Turismo de Portugal, I. P.

Artigo 5.º Licença

1 - O exercício da actividade de agências de viagens e turismo depende de licença, constante de alvará, a conceder pelo Turismo de Portugal, I. P.

2 - A concessão da licença depende da observância, pela requerente, dos seguintes requisitos:

a) Ser uma cooperativa, estabelecimento individual de responsabilidade

limitada ou sociedade comercial que tenha por objecto o exercício daquela actividade e um capital social mínimo realizado de € 100.000;

b) Prestação das garantias exigidas por este diploma;

c) Comprovação da idoneidade comercial do titular do estabelecimento em

nome individual de responsabilidade limitada, dos directores ou gerentes da cooperativa e dos administradores ou gerentes da sociedade requerente. 3 - Para efeitos do disposto na alínea c) do número anterior, não serão consideradas comercialmente idóneas as pessoas relativamente às quais se verifique:

a) A proibição legal do exercício do comércio;

b) A inibição do exercício do comércio por ter sido declarada a sua falência

ou insolvência enquanto não for levantada a inibição e decretada a sua reabilitação;

c) Terem sido titulares, gerentes ou administradores de uma agência de

viagens e turismo falida, a menos que se comprove terem os mesmos actuado diligentemente no exercício dos seus cargos nos termos estabelecidos por lei;

d) Terem sido titulares, gerentes ou administradores de uma agência de

viagens e turismo punida com três ou mais coimas, desde que lhe tenha sido também aplicada a sanção de interdição do exercício da profissão ou a sanção de suspensão do exercício da actividade.

Artigo 6.º Pedido

1 - Do pedido de licença deverão constar:

a) A identificação do requerente;

b) A identificação dos titulares, administradores ou gerentes; c) A localização dos estabelecimentos.

2 - O pedido deve ser instruído com os seguintes elementos:

a) Certidão do acto constitutivo da empresa ou a respectiva cópia simples; b) Código de acesso à certidão permanente ou, em alternativa, certidão do

(19)

c) Indicação do nome adoptado para o estabelecimento e de marcas que a

agência pretenda utilizar, acompanhados de cópia simples do registo no Instituto Nacional da Propriedade Industrial, I. P., caso exista;

d) Cópia simples ou depósito no Turismo de Portugal, I. P., consoante os

casos, dos contratos de prestação de garantias e comprovativo do pagamento do prémio ou fracção inicial;

e) Declaração em como o titular do estabelecimento em nome individual de

responsabilidade limitada, os directores ou gerentes da cooperativa e os administradores ou gerentes da sociedade requerente, consoante o caso, não se encontrem em alguma das circunstâncias previstas no n.º 3 do artigo anterior.

3 - Na falta de decisão do Turismo de Portugal, I. P., no prazo de 10 dias úteis a contar da entrega do pedido devidamente instruído, desde que se mostrem pagas as taxas devidas nos termos do disposto no artigo 62.º, entende-se que a licença é concedida, pelo que o requerente pode iniciar a actividade, devendo ser emitido o respectivo alvará.

5 - Quando os elementos a que se referem as alíneas a) e c) do n.º 2 se encontrem disponíveis na Internet, a respectiva apresentação pode ser substituída por uma declaração do interessado a indicar o endereço do sítio onde aqueles documentos podem ser consultados e a autorizar, se for caso disso, essa consulta.

Artigo 7.º

Obrigação de comunicação

1 - A transmissão da propriedade e a cessão de exploração de estabelecimentos, bem como a alteração de qualquer elemento integrante do pedido de licença, devem ser comunicadas ao Turismo de Portugal, I. P., no prazo de 30 dias após a respectiva verificação.

2 - A comunicação prevista no número anterior deverá ser acompanhada dos documentos comprovativos dos factos invocados.

Artigo 8.º

Sucursais de agências estabelecidas na União Europeia

1 - As agências de viagens e turismo estabelecidas noutro Estado Membro da União Europeia podem abrir sucursais em Portugal, sendo dispensadas as formalidades exigidas pelo direito nacional para a constituição de empresas previstas no artigo 1.º

2 - Sem prejuízo das obrigações internacionais do Estado Português, são aplicáveis à abertura das sucursais referidas no número anterior as normas sobre licenciamento de agências de viagens e turismo.

3 - Para os efeitos do disposto no número anterior, o pedido deve ser instruído com um certificado emitido pela entidade competente do país onde se encontra situada a sede da sociedade, comprovando que esta se encontra habilitada ao exercício da actividade de agência de viagens e turismo, bem como os elementos referidos nas alíneas c) a e) do n.º 2 do artigo 6.º, e código de acesso à certidão permanente ou, em alternativa, certidão do registo comercial actualizada e em vigor, ou respectiva cópia simples, comprovando a constituição da representação permanente em Portugal.

(20)

Artigo 9.º

Revogação da licença

1 - A licença para o exercício da actividade de agência de viagens e turismo pode ser revogada nos seguintes casos:

a) Se a agência não iniciar a actividade no prazo de 90 dias após a emissão

do alvará;

b) Havendo falência;

c) Se a agência cessar a actividade por um período superior a 90 dias sem

justificação atendível;

d) Se deixar de se verificar algum dos requisitos legais para a concessão da

licença;

e) Se a agência não entregar no Turismo de Portugal, I. P., o comprovativo

de que as garantias exigidas se encontram em vigor.

2 - A revogação da licença será determinada por despacho do presidente do Turismo de Portugal, I. P., e acarreta a cassação do alvará da agência.

Artigo 10.º Registo

1 - O Turismo de Portugal, I. P., deve organizar e manter actualizado um registo das agências licenciadas, o qual será disponibilizado e acessível ao público no sítio da Internet deste instituto público.

2 - O registo das agências deve conter:

a) A identificação do requerente;

b) A firma ou denominação social, a sede, o objecto social, o número de

matrícula e a conservatória do registo comercial em que a sociedade se encontra matriculada;

c) A identificação dos administradores, gerentes e directores; d) A localização dos estabelecimentos;

e) O nome comercial;

f) As marcas próprias da agência;

g) A forma de prestação das garantias exigidas e o montante garantido.

3 - Devem ainda ser inscritos no registo, por averbamento, os seguintes factos:

a) A alteração de qualquer dos elementos integrantes do pedido de

licenciamento;

b) A verificação de qualquer facto sujeito a comunicação ao Turismo de

Portugal, I. P.; c) [Revogada]; d) Reclamações apresentadas; e) Sanções aplicadas; f) Louvores concedidos. 4 - [Revogado]. Artigo 11.º Estabelecimentos

1 - As agências de viagens e turismo devem dispor, no mínimo, de um estabelecimento para atendimento dos clientes.

(21)

3 - [Revogado]. Artigo 12.º

Abertura e mudança de localização

1 - A abertura ou mudança de localização dos estabelecimentos ou de quaisquer formas de representação só pode ser efectuada após comunicação ao Turismo de Portugal, I. P.

2 - As comunicações referidas no número anterior devem ser acompanhadas dos elementos constantes das alíneas a) e c) do n.º 1 do artigo 6.º e, no caso de representações temporárias, do período em que estarão em funcionamento no local.

3 - [Revogado]. 4 - [Revogado]. Artigo 13.º

Negócios sobre os estabelecimentos

A transmissão da propriedade e a cessão de exploração dos estabelecimentos dependem da titularidade de licença de agência de viagens pela empresa adquirente.

Artigo 14.º

Utilização de meios próprios

1 - Na realização de viagens turísticas e na recepção, transferência e assistência de turistas, as agências de viagens podem utilizar os meios de transporte que lhes pertençam, devendo, quando se tratar de veículos automóveis com lotação superior a nove lugares, cumprir os requisitos de acesso à profissão de transportador público rodoviário interno ou internacional de passageiros que nos termos da legislação respectiva lhes sejam aplicáveis, sem prejuízo do disposto nos números seguintes.

2 - Para efeitos de comprovação da capacidade financeira exigida para o acesso à profissão de transportador público rodoviário, internacional e interno de passageiros, regulado pelo Decreto-Lei n.º 3/2001, de 10 de Janeiro, o valor do capital social é, no caso das agências de viagens e turismo, reduzido para € 100.000.

3 - Para efeitos de comprovação da capacidade profissional exigida para o acesso à profissão de transportador público rodoviário, internacional e interno de passageiros, aplica-se às agências de viagens e turismo que exerçam a actividade prevista na alínea h) do n.º 2 do artigo 2.º, com as necessárias adaptações, o disposto na alínea b) do n.º 1 do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 3/2001, de 10 de Janeiro.

4 - As agências de viagens e turismo previstas no n.º 1 podem alugar os meios de transporte a outras agências.

5 - As agências de viagens e turismo que acedam à profissão de transportador público rodoviário, interno ou internacional de passageiros, podem efectuar todo o tipo de transporte ocasional com veículos automóveis pesados de passageiros.

6 - Os veículos automóveis utilizados no exercício das actividades previstas no n.º 1 com lotação superior a nove lugares devem ser sujeitos a prévio licenciamento pela Direcção- Geral de Transportes Terrestres, nos termos a definir em portaria conjunta dos membros do Governo responsáveis pelas

(22)

áreas do turismo e dos transportes, a qual fixará igualmente os requisitos mínimos a que devem obedecer tais veículos.

Artigo 15.º

Representantes das agências

Aos representantes das agências, quando devidamente identificados e em serviço, é permitido o acesso às delegações das alfândegas, aos cais de embarque e aos recintos destinados aos passageiros nos aeroportos ou gares, desde que tal acesso seja possível em função dos regulamentos de segurança adoptados pelas respectivas entidades gestoras.

Artigo 16.º

Livro de reclamações

1 - Em todos os estabelecimentos das agências de viagens e turismo deve existir um livro de reclamações, aplicando-se à sua utilização, edição e venda, o regime previsto no Decreto- Lei n.º 156/2005, de 15 de Setembro. 2 - O original da reclamação deve ser enviado pelo responsável da agência de viagens e turismo ao Turismo de Portugal, I. P.

Das viagens turísticas SECÇÃO I

Artigo 17.º

Noção e espécies

1 - São viagens turísticas as que combinem dois dos serviços seguintes:

a) Transporte; b) Alojamento;

c) Serviços turísticos não subsidiários do transporte e do alojamento.

2 - São viagens organizadas as viagens turísticas que, combinando previamente dois dos serviços seguintes, sejam vendidas ou propostas para venda a um preço com tudo incluído, quando excedam vinte e quatro horas ou incluam uma dormida:

a) Transporte; b) Alojamento;

c) Serviços turísticos não subsidiários do transporte e do alojamento,

nomeadamente os relacionados com eventos desportivos, religiosos e culturais, desde que representem uma parte significativa da viagem.

3 - São viagens por medida as viagens turísticas preparadas a pedido do cliente para satisfação das solicitações por este definidas.

4 - Não são havidas como viagens turísticas aquelas em que a agência se limita a intervir como mera intermediária em vendas ou reservas de serviços avulsos solicitados pelo cliente.

5 - A eventual facturação separada dos diversos elementos de uma viagem organizada não prejudica a sua qualificação legal nem a aplicação do respectivo regime.

Artigo 18.º

Obrigação de informação prévia

1 - Antes da venda de uma viagem turística, a agência deve informar, por escrito ou por qualquer outra forma adequada, os clientes que se desloquem ao estrangeiro sobre a necessidade de documento de identificação civil,

(23)

passaportes e vistos, prazos legais para a respectiva obtenção e formalidades sanitárias e, caso a viagem se realize no território de Estados Membros da União Europeia, a documentação exigida para a obtenção de assistência médica ou hospitalar em caso de acidente ou doença.

2 - Quando seja obrigatório contrato escrito, a agência deve, ainda, informar o cliente de todas as cláusulas a incluir no mesmo.

3 - Considera-se forma adequada de informação ao cliente a entrega do programa de viagem que inclua os elementos referidos nos números anteriores.

4 - Qualquer descrição de uma viagem bem como o respectivo preço e as restantes condições do contrato não devem conter elementos enganadores nem induzir o consumidor em erro.

Artigo 19.º

Obrigações acessórias

1 - As agências devem entregar aos clientes todos os documentos necessários para a obtenção do serviço vendido.

2 - Aquando da venda de qualquer serviço, as agências devem entregar aos clientes documentação que mencione o objecto e características do serviço, data da prestação, preço e pagamentos já efectuados, excepto quando tais elementos figurem nos documentos referidos no número anterior e não tenham sofrido alteração.

Viagens organizadas Artigo 20.º

Programas de viagem

1 - As agências que anunciarem a realização de viagens organizadas deverão dispor de programas para entregar a quem os solicite.

2 - Os programas de viagem deverão informar, de forma clara, precisa e com caracteres legíveis, sobre os elementos referidos nas alíneas a) a l) do n.º 1 do artigo 22.º e ainda sobre:

a) A exigência de documento de identificação civil, passaportes, vistos e

formalidades sanitárias para a viagem e estada;

b) Quaisquer outras características especiais da viagem.

Artigo 21.º

Carácter vinculativo do programa

A agência fica vinculada ao cumprimento pontual do programa, salvo se:

a) Estando prevista no próprio programa a possibilidade de alteração das

condições, tal alteração tenha sido expressamente comunicada ao cliente antes da celebração do contrato, cabendo o ónus da prova à agência de viagens;

b) Existir acordo das partes em contrário, cabendo o ónus da prova à agência

de viagens. Artigo 22.º Contrato

1 - Os contratos de venda de viagens organizadas deverão conter, de forma clara, precisa e com caracteres legíveis, as seguintes menções:

(24)

a) Nome, endereço e número do alvará da agência vendedora e da agência

organizadora da viagem;

b) Identificação das entidades que garantem a responsabilidade da agência,

bem como indicação do número da apólice de seguro de responsabilidade civil obrigatório, nos termos do disposto no artigo 50.º;

c) Preço da viagem organizada, termos e prazos em que é legalmente

admitida a sua alteração e impostos ou taxas devidos em função da viagem, que não estejam incluídos no preço;

d) Montante ou percentagem do preço a pagar, a título de princípio de

pagamento, data de liquidação do remanescente e consequências da falta de pagamento;

e) Origem, itinerário e destino da viagem, períodos e datas de estada;

f) Número mínimo de participantes de que dependa a realização da viagem e

data limite para a notificação do cancelamento ao cliente, caso não se tenha atingido aquele número;

g) Meios, categorias e características de transporte utilizados, datas, locais

de partida e regresso e, quando possível, as horas;

h) O grupo e classificação do alojamento utilizado, de acordo com a

regulamentação do Estado de acolhimento, sua localização, bem como o nível de conforto e demais características principais, número e regime ou plano de refeições fornecidas;

i) Montantes máximos exigíveis à agência, nos termos do artigo 40.º;

j) Termos a observar pelo cliente em caso de reclamação pelo não

cumprimento pontual dos serviços acordados, incluindo prazos e trâmites para accionamento da caução;

l) Visitas, excursões ou outros serviços incluídos no preço; m) Serviços facultativamente pagos pelo cliente;

n) Todas as exigências específicas que o cliente comunique à agência e esta

aceite.

2 - Sem prejuízo do disposto no número seguinte, considera-se celebrado o contrato com a entrega ao cliente do documento de reserva e do programa, desde que se tenha verificado o pagamento, ainda que parcial, da viagem, devendo a viagem ser identificada através da designação que constar do programa.

3 - Sempre que o cliente o solicite ou a agência o determine, o contrato constará de documento autónomo, devendo a agência entregar ao cliente cópia integral do mesmo, assinado por ambas as partes.

4 - O contrato deve conter a indicação de que o grupo e a classificação do alojamento utilizado são determinados pela legislação do Estado de acolhimento.

5 - O contrato deve ser acompanhado de cópia da ou das apólices de seguro vendidas pela agência de viagens no quadro desse contrato, nos termos da alínea f) do n.º 2 do artigo 2.º

Artigo 23.º

(25)

Antes do início de qualquer viagem organizada, a agência deve prestar ao cliente, em tempo útil, por escrito ou por outra forma adequada, as seguintes informações:

a) Os horários e os locais de escalas e correspondências, bem como a

indicação do lugar atribuído ao cliente, quando possível;

b) O nome, endereço e número de telefone da representação local da

agência ou, não existindo uma tal representação local, o nome, endereço e número de telefone das entidades locais que possam assistir o cliente em caso de dificuldade;

c) Quando as representações e organismos previstos na alínea anterior não

existirem, o cliente deve em todos os casos dispor de um número telefónico de urgência ou de qualquer outra informação que lhe permita estabelecer contacto com a agência;

d) No caso de viagens e estadas de menores no País ou no estrangeiro, o

modo de contactar directamente com esses menores ou com o responsável local pela sua estada;

e) A possibilidade de celebração de um contrato de seguro que cubra as

despesas resultantes da rescisão pelo cliente e de um contrato de assistência que cubra as despesas de repatriamento em caso de acidente ou de doença;

f) Sem prejuízo do disposto na alínea anterior, no caso de a viagem se

realizar no território de Estados Membros da União Europeia, a documentação de que o cliente se deve munir para beneficiar de assistência médica e hospitalar em caso de acidente ou doença;

g) O modo de proceder no caso específico de doença ou acidente;

h) A ocorrência de catástrofes naturais, epidemias, revoluções e situações

análogas que se verifiquem no local de destino da viagem e de que a agência tenha conhecimento ou que lhe tenham sido comunicadas.

Artigo 24.º

Cessão da posição contratual

1 - O cliente pode ceder a sua posição, fazendo-se substituir por outra pessoa que preencha todas as condições requeridas para a viagem organizada, desde que informe a agência, por forma escrita, até sete dias antes da data prevista para a partida, e que tal cessão seja possível nos termos dos regulamentos de transportes aplicáveis à situação.

2 - Quando se trate de cruzeiros e de viagens aéreas de longo curso, o prazo previsto no número anterior é alargado para 15 dias.

3 - O cedente e o cessionário são solidariamente responsáveis pelo pagamento do preço e pelos encargos adicionais originados pela cessão. 4 - A cessão vincula também os terceiros prestadores de serviços, devendo a agência comunicar-lhes tal facto no prazo de quarenta e oito horas.

5 - Caso não seja possível a cessão da posição contratual prevista no n.º 1 por força dos regulamentos de transportes aplicáveis, deve tal informação ser prestada, por escrito, ao cliente, no momento da reserva.

Artigo 25.º

Acompanhamento dos turistas por profissionais de informação turística Nas visitas a centros históricos, museus, monumentos nacionais ou sítios classificados, incluídas em viagens turísticas, à excepção das viagens

(26)

previstas no n.º 3 do artigo 17.º, os turistas devem ser acompanhados por guias-intérpretes.

Artigo 26.º

Alteração do preço nas viagens organizadas

1 - Nas viagens organizadas o preço não é susceptível de revisão, excepto o disposto no número seguinte.

2 - A agência só pode alterar o preço até 20 dias antes da data prevista para a partida e se, cumulativamente:

a) O contrato o previr expressamente e determinar as regras precisas de

cálculo da alteração;

b) A alteração resultar unicamente de variações no custo dos transportes ou

do combustível, dos direitos, impostos ou taxas cobráveis ou de flutuações cambiais.

3 - A alteração do preço não permitida pelo n.º 1 confere ao cliente o direito de rescindir o contrato nos termos dos n.ºs 2 e 3 do artigo 27.º.

4 - O cliente não é obrigado ao pagamento de acréscimos de preço determinados nos 20 dias que precedem a data prevista para a partida.

Artigo 27.º

Impossibilidade de cumprimento

1 - A agência deve notificar imediatamente o cliente quando, por factos que não lhe sejam imputáveis, não puder cumprir obrigações resultantes do contrato.

2 - Se a impossibilidade respeitar a alguma obrigação essencial, o cliente pode rescindir o contrato sem qualquer penalização ou aceitar por escrito uma alteração ao contrato e eventual variação de preço.

3 - O cliente deve comunicar à agência a sua decisão no prazo de quatro dias úteis após a recepção da notificação prevista no n.º 1.

Artigo 28.º

Rescisão ou cancelamento não imputável ao cliente

Se o cliente rescindir o contrato ao abrigo do disposto nos artigos 26.º ou 27.º ou se, por facto não imputável ao cliente, a agência cancelar a viagem organizada antes da data da partida, tem aquele direito, sem prejuízo da responsabilidade civil da agência, a:

a) Ser imediatamente reembolsado de todas as quantias pagas;

b) Em alternativa, optar por participar numa outra viagem organizada,

devendo ser reembolsada ao cliente a eventual diferença de preço. Artigo 29.º

Direito de rescisão pelo cliente

O cliente pode sempre rescindir o contrato a todo o tempo, devendo a agência reembolsá-lo do montante antecipadamente pago, deduzindo os encargos a que, justificadamente, o início do cumprimento do contrato e a rescisão tenham dado lugar e uma percentagem do preço do serviço não superior a 15 %.

Artigo 30.º Incumprimento

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1 - Quando, após a partida, não seja fornecida uma parte significativa dos serviços previstos no contrato, a agência deve assegurar, sem aumento de preço para o cliente, a prestação de serviços equivalentes aos contratados. 2 - Quando se mostre impossível a continuação da viagem ou as condições para a continuação não sejam justificadamente aceites pelo cliente, a agência deve fornecer, sem aumento de preço, um meio de transporte equivalente que possibilite o regresso ao local de partida ou a outro local acordado.

3 - Nas situações previstas nos números anteriores, o cliente tem direito à restituição da diferença entre o preço das prestações previstas e o das efectivamente fornecidas, bem como a ser indemnizado nos termos gerais. 4 - Qualquer deficiência na execução do contrato relativamente às prestações fornecidas por terceiros prestadores de serviços deve ser comunicada à agência por escrito ou de outra forma adequada, no prazo máximo de 20 dias úteis após o termo da viagem, ou no prazo previsto no contrato, se superior. 5 - Caso se verifique alguma deficiência na execução do contrato relativamente a serviços de alojamento e transporte, o cliente deve, sempre que possível, contactar a agência de viagens, através dos meios previstos nas alíneas b) e c) do artigo 23.º, por forma que esta possa assegurar, em tempo útil, a prestação de serviços equivalentes aos contratados.

6 - Quando não seja possível contactar a agência de viagens nos termos previstos no número anterior, ou quando esta não assegure, em tempo útil, a prestação de serviços equivalentes aos contratados, o cliente pode contratar com terceiros serviços de alojamento e transporte não incluídos no contrato, a expensas da agência de viagens.

Artigo 31.º

Assistência a clientes

1 - Quando, por razões que não lhe forem imputáveis, o cliente não possa terminar a viagem organizada, a agência é obrigada a dar-lhe assistência até ao ponto de partida ou de chegada, devendo efectuar todas as diligências necessárias.

2 - Em caso de reclamação dos clientes, cabe à agência ou ao seu representante local provar ter actuado diligentemente no sentido de encontrar a solução adequada.

Das relações das agências entre si e com empreendimentos turísticos Artigo 32.º

Identidade de prestações

1 - Sendo proibidos os acordos ou as práticas concertadas entre empreendimentos turísticos ou entre estes e as agências de viagens que tenham por efeito restringir, impedir ou falsear a concorrência no mercado, não podem os empreendimentos turísticos vender os seus serviços directamente a preços inferiores aos preços que recebam das agências que comercializam os seus serviços, sem prévio aviso à agência ou agências contratantes.

2 - Independentemente da diversidade de preços praticados directamente e dos acordos com as agências, os serviços prestados pelos empreendimentos turísticos devem ser iguais, designadamente em qualidade e características, quer sejam vendidos directamente a clientes quer por meio de agências de viagens.

Referências

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