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Número 25 Brasília, 28 de junho a 1 de julho de CORTE ESPECIAL

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Academic year: 2021

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Este periódico, elaborado pela Secretaria de Jurisprudência do STJ, destaca teses jurisprudenciais firmadas pelos órgãos julgadores do Tribunal nos acórdãos proferidos nas sessões de julgamento, não consistindo em repositório oficial de jurisprudência

NOTÍCIA CRIME. ACIDENTE DE TRÂNSITO. HOMICÍDIO.

Trata-se de flagrante relativo à ocorrência de trânsito na qual Desembargador, em estado de embriaguez, atropelou coronel inativo da PM, que veio a falecer. A Corte Especial recebeu a denúncia apenas como crime culposo (art. 302 da Lei n.º 9.062/98) ao entendimento de que, no caso concreto, a primeira imputação - conduzir embriagado o veículo (art. 306 da mesma lei) - visa somente coibir o perigo de dirigir sem a devida possibilidade de autocontrole. Em acontecendo concretamente o dano, a morte, pelo princípio da consumpção, aquela imputação é absorvida pelo homicídio culposo contra a vida na direção do veículo automotor. Aceitou também a denúncia quanto à agravante de omissão de socorro, vez que somente após a instrução poderá ser apurada. NC 90-RS, Rel. Min. Garcia Vieira, julgado em 1º/7/1999.

PENSÃO. LIMITE TEMPORAL. FILHO SOLTEIRO.

A fixação do limite temporal para pagamento de pensão por morte em acidente de trabalho, de filho solteiro, arrimo dos pais, é até a data em que ele completaria sessenta e cinco anos. AgRg no EREsp 162.504-SP, Rel. Min. Waldemar Zveiter, julgado em 1º/7/1999.

COMPETÊNCIA. SEÇÃO.

A Corte Especial conheceu do conflito e declarou competente a Primeira Seção, por definir como pública a natureza da relação jurídica que se estabelece entre a administração do FGTS, a cargo da CEF, e o empregado que requereu o alvará judicial para levantamento do fundo, com base em decreto de calamidade pública do Município. Pois, ainda que se considere a CEF como mero operador do fundo, sem nenhum interesse no pedido formulado pelo empregado, a matéria mantém sua índole de direito público, vez que o FGTS foi instituído para segurança dos empregados em geral. CC 21.237-MG,

Número 25 Brasília, 28 de junho a 1 de julho de 1999.

CORTE ESPECIAL

(2)

Rel. Min. Fernando Gonçalves, julgado em 1º/7/1999.

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INVENTARIANTE. REMOÇÃO. PRÉVIA AUDIÊNCIA.

O inventariante foi removido sem a prévia audiência (art. 996, CPC), por não mais possuir a confiança do juízo para administrar o espólio, dada a sua conduta nebulosa. A Turma, prosseguindo o julgamento, por maioria, não conheceu do recurso especial, entendendo que, pelas peculiaridades do caso, o Juiz pôde exercitar poder de cautela para afastar, de pronto, o inventariante. REsp 163.741-BA, Rel. Min. Waldemar Zveiter, julgado em 29/6/1999.

EMBARGOS À EXECUÇÃO. AÇÃO DE CONHECIMENTO.

Os embargos à execução não devem ser suspensos em razão do ajuizamento, na Justiça Federal, de ação de conhecimento com o mesmo objetivo, tendo no pólo passivo o Banco do Brasil e a União. O direito do credor não pode ficar subordinado à manobra processual protelatória por parte do devedor, visto que foi citado o devedor na execução antes do credor na outra ação. REsp 192.981-RS, Rel. Min. Carlos Alberto Menezes Direito, julgado em 29/6/1999.

JUIZADO ESPECIAL DE PEQUENAS CAUSAS. ADITAMENTO DA INICIAL.

A ação para obter o pagamento de despesas hospitalares foi ajuizada preenchendo-se o formulário próprio no Juizado Especial de Pequenas Causas, e, posteriormente, tramitando perante Vara Cível, a inicial foi aditada. A Turma entendeu não ter sido alterado o pedido inaugural pela explicitação da inicial, que era necessária, visto que o formulário fornecido pelo próprio Juizado Especial não comporta maior fundamentação. REsp 192.161-RJ, Rel. Min. Carlos Alberto Menezes Direito, julgado em 29/6/1999.

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA.

A Turma, citando precedente da Corte Especial, reafirmou que são cabíveis embargos de declaração de qualquer decisão judicial, mesmo que interlocutória, e que sua interposição interrompe o prazo recursal. A interpretação meramente literal do art. 535 do CPC atrita com a sistemática que deriva do próprio ordenamento processual. Precedentes citados: REsp 163.322-SC, DJ 22/6/1998; REsp 173.021-MG, DJ 5/10/1998; REsp 158.032-MG, DJ 30/3/1998; REsp 153.462-RS, DJ 9/3/1998, e REsp 107.212-DF, DJ 8/9/1997. REsp 193.924-PR, Rel. Min. Carlos Alberto Menezes Direito, julgado em 29/6/1999.

DANO MORAL. PROPAGANDA. SOFTWARE.

TERCEIRA TURMA

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A recorrida divulgou, por meio de propaganda, que seu software fora eleito, por empresa de marketing americana, o melhor do mundo em sua categoria. Porém a comparação da empresa americana não tinha essa finalidade, visto que se destinava, não a uso público, mas a familiarizar gerência e investidores da empresa que a contratou com a concorrência, buscando uma visão de mercado. A Turma conheceu e deu provimento ao recurso especial para condenar a recorrida por dano moral, apesar da ressalva dos Ministros Carlos Alberto Menezes Direito e Eduardo Ribeiro em aceitar a indenização por dano moral à pessoa jurídica. REsp 60.809-SP, Rel. Min. Ari Pargendler, julgado em 29/6/1999.

USUCAPIÃO. OUTORGA UXÓRIA.

A sentença de usucapião, lavrada em 1972, não foi publicada, porém surtiu efeito, visto que registrada no ofício imobiliário, sendo que a propriedade foi sucessivamente transferida pela compra e venda, com a assinatura da mulher do autor. Houve posteriormente o ajuizamento de ação de reintegração de posse de parte da área usucapienda, julgada procedente. A Turma determinou a anulação do processo de usucapião a partir da citação porque falta nos autos a outorga uxória, necessária pela natureza real da ação, não suprida pela assinatura da mulher na escritura de compra e venda. REsp 60.592-SP, Rel. Min. Ari Pargendler, julgado em 29/6/1999.

RESP. DIVERGÊNCIA. TRANSCRIÇÃO DE EMENTAS.

A Turma admitiu a indicação de acórdão paradigma mediante a transcrição de sua ementa, quando essa deixa bem caracterizada a hipótese fática e o direito que se teve como aplicável, de maneira a não ensejar dúvida quanto à diferença no tratamento jurídico das situações que, pela identidade, deveriam ter igual solução. Após a edição da Lei n.º 8.950/94, que deu nova redação ao art. 563 do CPC, a ementa obrigatoriamente deve fazer parte do acórdão. EDcl no REsp 150.467-RJ, Rel. Min. Eduardo Ribeiro, julgado em 29/6/1999.

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CONCURSO PÚBLICO. DEFICIENTE FÍSICO.

O cargo de Técnico de Segurança Legislativa, pelas suas peculiaridades de velar pela segurança de deputados, servidores e visitantes, não é compatível ao candidato que padece de deformidade em um dos braços, conforme o disposto no art. 5º, § 2º, da Lei n.º 8.112/90. In casu, não se trata de discriminação, mas das qualificações necessárias exigidas para o desempenho das funções. Não houve ilegalidade da autoridade em indeferir o pedido de suspensão dos exames físicos da impetrante que incluíssem esforço com os membros superiores, tendo o edital, inclusive, previsto a realização da prova de subida de corda. RMS 10.481-DF, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 30/6/1999.

MINISTÉRIO PÚBLICO. SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO.

Paciente denunciado por suposta infração ao art. 180 do CP afirma preencher os requisitos legais para a concessão do sursis processual, mas o Ministério Público recusou o pedido. O Juiz não se manifestou a respeito, alegando que compete privativamente ao MP promover a ação penal ou, em tais casos, oferecer a proposta de suspensão condicional do processo. A Turma, prosseguindo no julgamento, reconheceu que há divergência sobre a matéria com a Sexta Turma e, por maioria, julgou em conformidade com seus precedentes, seguindo também a orientação do STF, que na hipótese remete os autos ao Procurador-Geral de Justiça do Estado; persistindo o abuso, se for o caso, aí o Poder Judiciário deverá decidir. RHC 8.607-SP, Rel. originário Min. Edson Vidigal, Rel. para acórdão Min. Felix Fischer, julgado em 30/6/1999.

TRÁFICO DE ENTORPECENTES. APLICAÇÃO DA LEI Nº 9.714/98.

A questão é se, no crime de tráfico de entorpecentes, aplica-se a Lei n.º 9.714/98, que instituiu as penas alternativas substitutivas das privativas de liberdade, quando o prazo de apenamento for inferior ou igual a quatro anos, preenchidas as condições. Prosseguindo no julgamento, a Turma decidiu que, no caso, as alterações genéricas previstas nessa Lei devem ser aplicadas no ordenamento jurídico-penal, ressalvadas as disposições legais em sentido contrário, estabelecidas em legislação penal especial (art. 12 do CP). Portanto o art. 2º, § 1º, da Lei n.º 8.072/90 continuaria em vigor, vez que a aplicação do Código Penal é subsidiária e suas regras incidem na lei especial onde não houver vedação. RHC 8.406-RJ, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 30/6/1999.

CRIME DE EXPLORAÇÃO DE PRESTÍGIO. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL.

A decisão recorrida efetivamente laborou em erro quando trancou a ação penal, afirmando ser necessário que se conheça a identidade do servidor dito influenciado para a existência de crime de exploração de prestígio. Com esse entendimento, a Turma deu provimento ao recurso do Ministério

QUINTA TURMA

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Público para determinar o restabelecimento do curso da ação penal indevidamente trancada. REsp 76.211-PE, Rel. Min. Edson Vidigal, julgado em 30/6/1999.

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RMS. EXONERAÇÃO DE MAGISTRADO. QUORUM QUALIFICADO.

Trata-se de decisão proferida em processo administrativo pelo Tribunal Estadual, que culminou por anular a vitaliciedade de magistrado quando não havia mais condição para tal, pois, no caso, só poderia dar-se por meio de sentença judicial. Assim, pelas peculiaridades da situação, para aferir a necessidade ou não do quorum qualificado, era necessária a avaliação da ocorrência ou não da vitaliciedade do magistrado, sem que houvesse qualquer extrapolação do tema disposto na lide. Com esse entendimento, a Turma rejeitou os embargos, mantendo integralmente a decisão que deu provimento ao recurso para anular o julgamento administrativo, sem prejuízo de que nova decisão venha ser proclamada pelo Tribunal a quo, obedecendo o quorum qualificado (art. 93, VIII, CF/88). EDcl em RMS 10.080-RR, Rel. Min. José Arnaldo da Fonseca, julgado em 30/6/1999.

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TRIBUNAL DO JÚRI. PROMOTORES.

A atuação de dois promotores na sessão de julgamento do Tribunal do Júri, um deles sem designação expressa do Procurador-Geral de Justiça, não é causa de nulidade absoluta, além de que não restou demonstrada a existência de prejuízo para qualquer das partes, e os quesitos obtiveram expressiva votação, evidenciando a certeza do Conselho de Sentença. Outrossim, não houve na atuação conjunta ultrapassagem do tempo de debate previsto em lei e as nulidades ocorridas em plenário devem ser argüidas de pronto sob pena de preclusão (art. 571, VIII do CPP). HC 9.674-MG, Rel. Min. Fernando Gonçalves, julgado em 30/6/1999.

APOSENTADORIA COMPULSÓRIA. MAGISTRADA.

A Turma negou provimento ao recurso, vez que, após prévio procedimento administrativo bem disciplinado, resguardando os princípios do contraditório e da ampla defesa, apurou-se falta grave de desídia quanto às obrigações da magistrada que, em dez anos de judicatura, prolatou apenas quatro sentenças criminais de mérito e trinta e três cíveis de igual natureza, sendo que, em grau de recurso, a maioria foi cassada por ocorrência de erros grosseiros quanto à aplicação do direito. RMS 10.268-BA, Rel. Min. Vicente Cernicchiaro, julgado em 30/6/1999.

CRIME PRATICADO CONTRA A FAUNA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA.

A Turma concedeu habeas corpus de ofício para o trancamento da ação penal por entender que, no caso, o ato dos réus em apanhar quatro minhocuçus não tem relevância jurídica. Incide aqui o princípio da insignificância, porque a conduta dos acusados não tem poder lesivo suficiente para atingir o bem jurídico tutelado pela Lei n.º 5.197/67. A pena porventura aplicada seria mais grave do que o dano provocado pelo ato delituoso. Precedentes citados: REsp 182.847-RS, DJ 5/4/1999 e RHC 6.918-SP, DJ 9/12/1997. CC 20.312-MG, Rel. Min. Fernando Gonçalves, julgado em 1º/7/1999.

SEXTA TURMA

Referências

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