UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DIRETORIA DE PROJETOS ESPECIAIS PROJETO A VEZ DO MESTRE

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Texto

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PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E

DESENVOLVIMENTO

DIRETORIA DE PROJETOS ESPECIAIS

PROJETO “A VEZ DO MESTRE”

SUPERVISOR ESCOLAR FACILITADOR NO PROCESSO

ENSINO-APRENDIZAGEM

BIANCA DA SILVEIRA SANTANA

ORIENTADORA:

PROFª: MARIA ESTHER DE ARAÚJO OLIVEIRA

RIO DE JANEIRO-RJ

DEZEMBRO-2001

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UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES

PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E

DESENVOLVIMENTO

DIRETORIA DE PROJETOS ESPECIAIS

PROJETO “A VEZ DO MESTRE”

SUPERVISOR ESCOLAR FACILITADOR NO PROCESSO

ENSINO-APRENDIZAGEM

BIANCA DA SILVEIRA SANTANA

Trabalho monográfico apresentado como requisito parcial para a obtenção do Grau de Especialista em Reengenharia e Gestão de Recursos Humanos.

RIO DE JANEIRO-RJ

DEZEMBRO-2001

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“A verdadeira viagem de descoberta não consiste em procurar novas paisagens, mas em ter novos olhos”.

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AGRADECIMENTOS

A Deus, em primeiro lugar, quero agradecer sempre a oportunidade de continuar meus estudos, pela saúde e a força nesta caminhada, direcionada e iluminada pelo Seu poder.

Aos meus pais, responsáveis pela base familiar sobre a qual construo minha existência. A meus irmãos, que muito me ajudaram

com carinho e compreensão nesta caminhada.

A todos os professores que vêm construindo para a melhoria da qualidade do desempenho dos alunos de Reengenharia e Gestão em Recursos Humanos, pela seriedade do trabalho docente que realizam.

E ao Flávio com carinho, que sempre me incentiva a prosseguir com gestos e palavras oportunas de otimismo, amor e perseverança.

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SUMÁRIO

RESUMO ... 6

INTRODUÇÃO ... 7

1 – O PAPEL DO SUPERVISOR ESCOLAR ... 9

2 – O SUPERVISOR NO COTIDIANO ESCOLAR ...11

3 – A AÇÃO DO SUPERVISOR COMO FACILITADOR NO PROCESSO ENSINO-PRENDIZAGEM...13

3.1 – O Supervisor Escolar diante de uma nova proposta como facilitador no processo ensino-aprendizagem ... 13

CONCLUSÃO ... 16

BIBLIOGRÁFICA ... 17

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RESUMO

Este trabalho apresenta análise de diversos autores sobre o papel do Supervisor Escolar como facilitador no processo ensino-aprendizagem. Observamos que os diversos autores possuem uma visão quase que unânime em relação ao papel do Supervisor Escolar enquanto especialista, capaz em facilitar o processo ensino-aprendizagem. Com base nas diversas concepções admite-se que é fundamental que o Supervisor Escolar seja capaz de promover mudanças de comportamento, que possam favorecer a capacidade do professor solucionar os problemas do cotidiano escolar no processo ensino-aprendizagem. Neste contexto não se espera do Supervisor uma postura de fiscalizador, mas sim uma redefinição da sua ação enquanto especialista capaz e responsável por observar, discutir e traçar com todo corpo docente as verdadeiras carências e necessidades que necessitam serem atendidas para a garantia da qualidade do ensino. O Supervisor atua como gestor toda vez que se propõem em diagnosticar as necessidades e implementar mudanças que possam garantir a qualidade do processo ensino-aprendizagem. Comprovamos então que, o núcleo do trabalho do Supervisor Escolar agora é o resultado da relação que ocorre entre o Professor que ensina e o aluno que aprende e vice-versa. A atuação do Supervisor para dedicar-se na observação da maneira que o Professor utiliza para que o aluno aprenda. É através desta observação que o Supervisor interfere como facilitador, para garantir a qualidade no trabalho realizado pelos professores. O resultado deste trabalho é uma parceria que ocorre entre todos os envolvidos no processo ensino-aprendizagem: entre o professor que ensina-e-aprende, o aluno que aprende-e-ensina e o Supervisor que facilita-aprende e aprende-e-ensina, independente de preocupar-se em quem iniciou este processo de integração, porque o objetivo maior é garantir a qualidade do processo ensino-aprendizagem.

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INTRODUÇÃO

Professores com experiência docente nas séries iniciais de Educação-Infantil e Ensino Fundamental observam as dificuldades no processo-aprendizagem e associam como principal fator, falta de uma assistência ao professor quanto a seu desempenho em sala de aula por parte do Supervisor Escolar.

Podemos admitir, a partir dessas considerações diagnósticas, que a ação do Supervisor Escolar facilita o processo ensino-aprendizagem uma vez que ele é capaz de promover no professor mudanças de comportamento que favoreçam a sua capacidade de solucionar problemas.

Portanto, parece crucial que o Supervisor Escolar preste ao professor assistência contínua, no sentido de melhoria do seu desempenho.

Este tema surge então da necessidade de um trabalho integrado, onde o Supervisor não coloca apenas como um especialista responsável por fiscalizar o desempenho do professor, mas de um especialista capaz de observar, discutir e traçar como todo corpo docente as carências e necessidades emergenciais que necessitam serem atendidas.

Diante das diversas concepções quanto a atuação do Supervisor Escolar fica evidente a expectativa unânime de que ele seja capaz de promover modificações no comportamento do corpo docente, objetivando maior aproveitamento no processo ensino-aprendizagem.

Este estudo também objetiva organizar informações que proporcionem um desenvolvimento reflexivo sobre a atuação do Supervisor Escolar, comprovando através da literatura e pesquisa de campo, que a eficácia do Supervisor Escolar facilita o processo ensino-aprendizagem.

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O interesse em trabalhar este tema em Reengenharia e Gestão em Recursos Humanos surge na busca pela qualidade no processo ensino-aprendizagem, onde o Supervisor Escolar assume o papel de Gestor, uma vez que a sua atuação no cenário escolar está associado aos desafios e mudanças no processo ensino-aprendizagem.

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Consultando diversos autores é claro encontrar diferentes concepções e, sem dúvida, bastante completa no sentido de traduzir o significado da função.

Embora distintas, na forma de expressão, as concepções são, na verdade coerentes no que se refere às atribuições.

As diversas concepções demonstram preocupação em uma prática que possa garantir a qualidade no processo ensino-aprendizagem.

Diz Anne Hicks que a Supervisão Escolar dever ser entendida como:

“orientação profissional e as assistências dadas por pessoas competentes em matéria de educação, quando e onde forem necessárias, visando ao aperfeiçoamento da situação total do ensino-aprendizagem”. (Hicks)

O profissional antes conhecido como alguém capaz e responsável por apenas fiscalizar o desempenho do professor, hoje busca libertar-se da postura outrora autoritária e assumir uma ação de estimulador, organizador de um projeto de mudança necessária que envolva, de forma responsável toda comunidade escolar em especial aos professores.

Cabe ao Supervisor dar assistência ao Professor, em forma de planejamento, acompanhamento, coordenação, controle, avaliação e atualização do desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem.

Sem dúvida, o contexto em que está inserida a Supervisão e a criatividade do Supervisor são as principais agentes de organização e estrutura do serviço. Esta organização e esta estrutura têm validade na medida em que conduzem à melhoria do processo, para tanto,, deverão ser periodicamente avaliadas e, se necessário reformuladas, em vista de melhores resultados.

É importante ressaltar que a função da Supervisão será determinada de acordo como a escola concebe a idéia de educação.

A ação supervisora é abrangente ao mesmo tempo específica. Abrangente uma vez que nas articulações, nas “co-ordenações” (organizações em

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comum) de muitas atividades, promove a sua integração e a das pessoas que as realizam.

Segundo Mary Rangel:

“A supervisão na sua “visão nobre” tem a sua “especialidade” nucleada na conjugação dos elementos do currículo: pessoas e processos. Desse modo a “especialidade supervisora” caracteriza-se pelo que congrega, reúne, articula, enfim soma e não divide” (Rangel)

Assim o Supervisor escolar enquanto especialista dedica-se às questões específicas do seu trabalho: conhecimento, formação e prática enquanto partes de um todo, de um projeto comum.

A supervisão escolar deve interessar-se pelo bom funcionamento do todo escolar, tendo em vista o satisfatório desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem.

É preciso considerar que a supervisão escolar deve atuar, o mais rápido possível, junto ao corpo docente de quem vai depender, em última análise, a qualidade do ensino.

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O Supervisor Escolar tem um lugar relevante para a realização da transformação para a realização da transformação educacional, porém as condições a ele oferecidas para desempenhar o seu trabalho é pouco discutido.

As condições materiais, de salário e principalmente na intensificação de seu trabalho, que concentra-se em cumprir com afinco as instâncias centrais o impedem de ter tempo para a inovação e a criatividade.

A situação descrita acima como tantas outras vivida cotidianamente obstrui em grande medida, a possibilidade de aprofundar o sentido democratizante e público da tarefa do Supervisor Escolar.

A multiplicação de tarefa e funções destinadas ao Supervisor provoca a falta de uma assistência real ao Professor no contexto escolar e em especial no processo ensino-aprendizagem que neste caso é o mais importante.

É indispensável que se entenda que o espaço ocupado pelo Supervisor no cotidiano escolar não lhe garante privilégios, pelo fato de não estar regendo classe; ao contrário, atribui-lhe um trabalho amplo na escola, que envolve a ação dos professores, o anseio da comunidade e o desejo dos alunos.

Como as escolas não são iguais, são unidades distintas ligadas a um mesmo sistema de ensino é impossível que o Supervisor atue da mesma maneira em toda as escolas.

Assim o Supervisor deverá utilizar formas distintas para investigar o espaço escolar, pois cada escola possui especificidade em termos de comunidade., alunos, professores e administração.

Sendo considerado as diversidades de cada escola, o trabalho do Supervisor será encaminhado de acordo com suas necessidades, seus desejos e os projetos de desenvolvimento como unidade do sistema de ensino.

Diferente da supervisão fiscalizadora o Supervisor facilitador no cotidiano escolar estimula e orienta, de maneira democrática e científica, os

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professores, a fim de que se desenvolvam profissionalmente e sejam cada vez mais capazes de obter o maior grau de eficiência no processo de ensino.

Ele promove atividades de crescimento profissional e cria ambiente de estudo e de estímulo que incita os professores a superarem-se constantemente.

Com a atuação democrática o Supervisor escolar, modifica o panorama sombrio antes caracterizado, criando um ambiente de compreensão, liberdade, respeito e criatividade, que certamente irá garantir ao processo ensino-aprendizagem a qualidade desejada.

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NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM

A busca por uma ação de facilitador no profissional conhecido como Supervisor Escolar é unânime e emergencial.

Essa busca se dá pelas dificuldades existentes no processo ensino-aprendizagem, onde o Professor se sente desamparado e perdido.

Segundo Lück (1998) a eficácia da ação do Supervisor torna-se diretamente ligada à sua habilidade em promover mudanças de comportamento no professor.

Koran (1969) defende que o aprimoramento do processo ensino-aprendizagem, preconizado pela Supervisão Escolar não depende tanto de diretrizes preestabelecidas e de planos prontos, mas das condições apresentadas por este profissional para implementá-los. Para Koran é o potencial do Professor canalizado para o processo ensino-aprendizagem que “faz diferença” neste processo.

Retomando as afirmações iniciais o Supervisor Escolar deve facilitar todo processo ensino-aprendizagem de maneira integrada com toda comunidade escolar.

3.1 – O Supervisor Escolar diante de uma nova proposta como facilitador no processo ensino-aprendizagem

O papel do Supervisor passa, então, a ser redefinido baseando-se no resultado da relação que ocorre entre o Professor que ensina e o aluno que aprende. Esta troca de ensinar e aprender e vice-versa passa constituir o núcleo do trabalho do Supervisor na escola.

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O foco de atuação do Supervisor passa ser a maneira que o Professor utiliza para que o aluno aprenda.

Observando a atuação do Professor e vivenciando do seu dia-a-dia o Supervisor poderá encontrar, no diálogo, com os Professores formas próprias para intervir na qualidade do trabalho que os regentes realizam em sala de aula.

Para que tal intervenção aconteça é necessário que o Supervisor busque constantemente saberes e conhecimentos concernentes às várias formas de construir metodologias. Essas metodologias devem facilitar o ato de ensinar e aprender do aluno e do Professor.

Compreendendo o Supervisor também como profissional da educação, suas experiências e estudos de aprofundamento devem desencadear um trabalho visando compreender o desempenho do Professor no cotidiano da escola, especialmente na sala de aula.

Na busca pela compreensão do trabalho do professor, o Supervisor levanta interrogações, faz afirmações, confronta idéias, tentando em parceria com o Professor descobrir a melhor maneira de ensinar, aprender e educar uma determinada classe de alunos.

O trabalho pode ser denominado como “parceria” uma vez que acontece relação entre o Professor que ensina-e-aprende, o aluno que aprende-e-ensina e o Supervisor que orienta-aprende-e-aprende-e-ensina, independente de preocupar-se na identificação de quem inicia este processo.

Segundo Medina (1997) as formas de ação que provocam reações que encaminham as aprendizagens terão de ser inventadas ou recriadas com base nas experiências vividas pelo Supervisor e pelo professor no interior da sala de aula.

Ao Supervisor cabe a mobilização dos professores para a construção do currículo e para a discussão da prática pedagógica fazendo a articulação escola-família-comunidade-sociedade.

O Supervisor que assume uma proposta de facilitador é quem traz dados indispensáveis para a construção de um curriculo que responda às características, às possibilidades, às necessidades e aos desejos dos alunos.

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relação com a situação ensino-aprendizagem. Ela não tem um fim em si mesma e só será positiva enquanto seus efeitos sobre o ensino e a aprendizagem forem positivos, enquanto estiver conseguindo melhoria nesses aspectos.

A supervisão moderna implica bom relacionamento humano, comunicação e liderança, para que haja interação mútua e contínua. É importante que o Supervisor seja aceito pelo grupo com o qual trabalha, pois supervisão é uma atividade cooperativa. A eficiência da supervisão não se mede pelo esforço e competência do Supervisor, mas pelas modificações verificadas no comportamento do grupo.

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CONCLUSÃO

Com base no capítulo III onde é analisada a importância do Supervisor Escolar enquanto observador da atuação do Professor, comprovamos que o Supervisor facilita o processo ensino-aprendizagem uma vez que, este especialista se propõem a investigar a maneira que o Professor utiliza para que o aluno aprenda.

Através dos resultados desta investigação o Supervisor irá intervir de maneira à oferecer ao Professor conhecimentos e saberes concernentes à várias formas de construção metodológicas, visando facilitar o processo ensino-aprendizagem.

Neste capítulo também podemos destacar com relevância a redefinição do papel do Supervisor Escolar. Neste caso o resultado da relação entre o professor que ensina e o aluno que aprende e vice-versa torna-se o núcleo do trabalho do Supervisor na escola.

O objetivo previsto foi alcançado quando comprovamos em todos os capítulos e em especial na introdução a unânime preocupação em uma prática por parte do Supervisor Escolar, que possa garantir a qualidade no processo ensino-aprendizagem.

Assim podemos concluir que o Supervisor no contexto escolar atual é um profissional que tem a capacidade de dar assistências ao Professor quando e onde forem necessárias, visando ao aperfeiçoamento da situação total do ensino-aprendizagem.

O Supervisor Escolar assume o papel de Gestor quando busca através de hábitos e atitudes garantir a qualidade no processo ensino-aprendizagem, uma vez que a sua atuação está relacionada aos desafios e mudanças no processo ensino-aprendizagem.

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BIBLIOGRAFIA

CARAPETO, Maura Syria Ferreira (ORG.). Supervisão educacional para uma

escola de qualidade. 2.ed. São Paulo: Cortez, 2000.

LÜCK, Heloísa. Ação integrada. Administração, supervisão e orientação

educacional. 2.ed. Petrópolis: Vozes, 1998.

LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar. 2.ed. São Paulo: Cortez, 1998.

NÊRICI, G., Imídeo. Introdução à supervisão escolar. 2.ed. São Paulo: Atlas, 1974.

RANGEL, Mary. Considerações sobre o papel do supervisor como

especialista em educação na américa latina. São Paulo: Papirus, 1998.

RANGEL, Mary. Supervisão pedagógica. Um modelo, Editora Vozes, 1979.

SILVA JUNIOR, Celestino Alves e RANGEL, Mary (orgs). Nove olhares sobre a

supervisão. São Paulo: 1998.

_____________ Da Supervisão da educação do autoritarismo ingênuo à

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Referências

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