A UTILIZAÇÃO DOS MAPAS MENTAIS NA REPRESENTAÇÃO DO LUGAR
Ana Rosa do Carmo Iberti
UFBA - IGEO - Mestrado em Geografia – Aluna Regular [email protected]
Resumo: Reflexão sobre o papel dos mapas mentais na representação do lugar, enfocando seu significado na sala de aula. Utiliza alguns conceitos fundamentais para a compreensão do lugar na Geografia e um ensaio metodológico sobre a utilização de mapas mentais na representação do lugar.
Palavras-chave: cartografia, mapas mentais e lugar.
THE USE OF THE MENTAL MAPS IN THE REPRESENTATION OF PLACE
Abstract: Reflection on the paper of the mental maps in the representation of the place, focusing its meaning in the classroom. It uses some basic concepts for the understanding of the place in Geography and a methodological assay on the use of mental maps in the representation of the place.
Key-words: cartography, mental maps and place.
I. INTRODUÇÃO
Mapas mentais são imagens espaciais que as pessoas têm de lugares conhecidos. As representações espaciais mentais podem ser de vivências do dia-à-dia, como por exemplo, os lugares construídos do presente ou do passado; de localidades espaciais distantes, ou ainda, formadas a partir de acontecimentos sociais, culturais, históricos e econômicos experienciados ou divulgados pela mídia.
II. A CARTOGRAFIA E OS MAPAS MENTAIS
A Cartografia é uma ciência e ao mesmo tempo uma técnica; pode ser entendida como uma arte em levantar dados, redigir e divulgar mapas. Através dos símbolos, a Cartografia faz parte da história dos homens, pois desde o princípio, eles precisavam demarcar seus caminhos, os lugares com abundância de comida. Faziam isso,
inicialmente, através da mente, da memória, desenhavam nas paredes das cavernas, mais tarde usaram a argila, bambu, pergaminho e papel. Atualmente, com as modernas tecnologias os homens usam computadores e satélites.
A longa história da Cartografia reflete a importância desta para os homens de todos os períodos históricos, pois as questões espaciais, para serem entendidas e resolvidas, necessitam da utilização de instrumentos cartográficos. Por isso, dentro do ensino da Geografia, o estudo da Cartografia deve ser destaque, uma vez que este estudo revela como é feita a apropriação, construção e a reconstrução do espaço geográfico.
Assim, destacamos a importância da Cartografia, ferramenta básica da Geografia, cuja linguagem gráfica – o mapa – permite que os alunos avancem na leitura e representação do espaço. A esse respeito, os PCNs de Geografia (PCNs de Geografia, 1998, p.33) afirmam que:
A Cartografia é um conhecimento que vem se desenvolvendo desde a pré-história até os dias de hoje. Esta linguagem possibilita sintetizar informações, expressar conhecimentos, estudar situações, entre outras coisas, sempre envolvendo a idéia de produção do espaço: sua organização e distribuição.
Segundo Oliveira, a Cartografia pode ser definida também como a ciência que trata da concepção, estudo, produção e utilização de mapas (ONU, 1949, apud OLIVEIRA, 1997).
O termo mapa é utilizado em diversas áreas do conhecimento humano como um sinônimo de um modelo do que ele representa. Na realidade deve ser um modelo que permita conhecer a estrutura do fenômeno que se está representando. Mapear deve ser considerado mais do que simplesmente apenas interpretar o fenômeno, mas também dominar o próprio conhecimento do fenômeno que se está representando. A Cartografia vai fornecer uma maneira que permitirá a representação de um fenômeno, ou de um espaço geográfico, de tal forma que a sua estrutura espacial será visualizada, permitindo que se infiram conclusões ou experimentos sobre a representação. (KRAAK & ORMELING, apud OLIVEIRA, 1997).
O mapa é uma simplificação da realidade, confeccionada a partir da seleção de elementos representados por símbolos e sinais apropriados, favorecendo a conscientização do ser humano de seu papel enquanto sujeito que interage com o mundo em que vive.
Os mapas podem ser considerados para a sociedade como algo tão importante quanto a linguagem escrita. Caracterizam uma forma eficaz de armazenamento e comunicação de informações que possuem características espaciais, enfocando aspectos físicos, sociais, culturais, econômicos e políticos.
O conceito de mapa é caracterizado como uma representação plana, dos fenômenos sócio-bio-físicos, sobre a superfície terrestre, após a aplicação de transformações, a que são submetidas às informações geográficas (MENEZES, 2000). Por outro lado, um mapa pode ser definido também como uma abstração da realidade geográfica e considerado como uma ferramenta poderosa para a representação da informação geográfica de forma mental, visual, digital ou tátil (BOARD, apud MENEZES, 2000).
Os mapas nos permitem ter domínio espacial e fazer a síntese dos fenômenos que ocorrem num determinado espaço. No cotidiano do indivíduo, pode-se ter a interpretação do espaço por meio de diversas informações e, na cartografia, por diferentes maneiras de representar estas informações.
Isto é reafirmado por Simielli quando diz que a cartografia é um excelente meio de transmissão de informação, deixando para trás a época em que se copiavam mapas, pela simples razão de copiá-los, e não objetivando a análise das relações que ocorrem no espaço geográfico. A Cartografia deve ser utilizada cotidianamente, pois ela facilita a leitura de informações e permite um domínio do espaço de que só os alfabetizados cartograficamente podem usufruir. (SIMIELLI, 2001).
O bom docente deve adequar suas aulas à realidade dos alunos. Realidade tanto local (a comunidade, o espaço de vivência e suas características), como também psicogenética, existencial, social e econômica. Um dos melhores exemplos nas aulas de Geografia é a utilização dos mapas mentais. Para Bailly (1989), “a carta mental é um produto, quer dizer, uma representação que uma pessoa dá de seu entorno espacial: ela permite fixar imagens de uma área dada e executar os limites dos conhecimentos espaciais” (BAILLY, apud SIMIELLI, 2001).
Para complementar o pensamento de Bailly, Simielli ressalta que:
O mapa mental permite observar se o aluno tem uma percepção efetiva da ocorrência de um fenômeno no espaço e condições de fazer a sua transposição para o papel. Ela vai trabalhar com todos os elementos essenciais que a cartografia postula no tocante a sua forma de expressão – a linguagem gráfica. Ele nos possibilita analisar a representação oblíqua e
vertical, o desenho pictórico ou abstrato, a noção de proporção, a legenda, as referências utilizadas (particular, local, internacional e inexistente) e o título (SIMIELLI, 2001, p.107).
Os mapas mentais são representações do vivido, são os mapas que construímos ao longo de nossa história com os lugares de vivência. No mapa mental, representação do saber percebido, o lugar se apresenta tal como ele é, com sua forma, histórias concretas, simbólicas, cujo imaginário é reconhecido como uma forma de apreensão do lugar. (NOGUEIRA, 1994 apud SIMIELLI, 1999). Os mapas mentais revelam como o lugar é compreendido e vivido.
Para o educador Piaget, em todos os níveis de desenvolvimento cognitivo, as informações, fornecidas pela percepção e também pela imagem mental, servem de material bruto para a ação ou para a operação mental. Por sua vez, essas atividades mentais exercem influência direta ou indiretamente sobre a percepção, enriquecendo e orientando o seu funcionamento à medida que se processa o desenvolvimento mental (PIAGET apud OLIVEIRA, 1996).
O processo de desenvolvimento mental passa por etapas que se realizam, mais cedo ou mais tarde, em função das experiências e do meio onde o indivíduo adquire mais informações que refletem diretamente na percepção.
Cavalcanti (1998) escreve que o desenvolvimento do mapa mental objetiva avaliar o nível da consciência espacial dos alunos; ou seja, entender como compreendem o lugar em que vivem. Nesse sentido, a partir de mapas mentais, pode-se conhecer os valores previamente desenvolvidos pelos alunos e verificar a imagem que eles possuem do “seu” lugar.
Segundo os PCNs, a compreensão da paisagem significa a construção de imagens vivas dos lugares que passam a fazer parte do universo de conhecimento dos alunos, tornando-se parte de sua cultura.
Os mapas mentais são desenvolvidos nos indivíduos segundo as etapas de desenvolvimento mental do homem. A interpretação dos mapas vai variar de acordo com alguns critérios como, por exemplo, aspectos sociais, econômicos, políticos, culturais e etários, que constroem diferentes percepções do espaço.
III. O “LUGAR” NA GEOGRAFIA
Não é preciso freqüentar a Escola para comungar a Geografia e suas ramificações. É percebida e aprendida por força do cotidiano, do espaço vivido de cada
cidadão. É uma realidade objetiva, um saber vivido e aprendido pela própria vivência. Um saber que põe o homem em contato direto com o mundo exterior, com o todo e com cada um dos elementos, a um só tempo.
Parte-se, por exemplo, do modo como normalmente é formado o conhecimento geográfico. Um determinado grupo humano reside em uma cidade, que possui diferentes lugares, que são ligados por ruas, avenidas, estradas, entrecruzam-se através das artérias que os põem em comunicação. De diferentes lugares são extraídos recursos que em diferentes localidades são transformados em objetos úteis e que são intercambiados entre diferentes homens, de diferentes lugares. Uma combinação de lugares e relações entre lugares tece uma unidade do espaço, o espaço geográfico, constituindo o espaço de vivência dos homens, com características próprias que variam de acordo com os interesses econômicos, políticos, sociais e culturais.
Os seres humanos através das suas experiências, transformam o mundo natural em um mundo humano, devido ao seu engajamento direto enquanto seres pensantes, com sua realidade sensorial e material. A construção e a reconstrução da vida material são, necessariamente, uma arte coletiva, mediada na consciência e sustentada através de códigos de comunicação – os símbolos. Essa apropriação simbólica do mundo produz estilos de vida distintos e conseqüentemente, espaços vividos / mundos vividos também distintos.
O espaço vivido / mundo vivido possui o mesmo significado, podendo ser um cenário natural ou artificial. É um ambiente que provê sustento e tem a função de emoldurar a existência da vida diária. Nele encontramos diversos tipos de espaço, principalmente os construídos pelo homem que expressam intenções e significados humanos.
Segundo RELPH, espaço é:
“Aquele mundo de ambigüidades, comprometimentos e significados no qual estamos inextricavelmente envolvidos em nossas vidas diárias, mas o qual tomamos por muito certo. É um mundo em acentuado contraste com o universo da ciência, com seus padrões e relações cuidadosamente observados e ordenados, e no qual uma rua é um pouco mais do que um espaço vazio entre duas linhas no mapa”. (RELPH, 1979, p.3).
Sendo assim, é correto afirmar que a Geografia atualmente é mais vivida do que expressada. É nos ambientes onde vive e através das relações com os lugares, no curso
de sua vida e no movimento de coisas e pessoas que o homem externa sua ligação fundamental com o mundo.
Todos os espaços são determinantes e determinados para/pelo movimento da sociedade e dos seus modos de produção, resultando de movimentos superficiais e de fundo da sociedade, uma realidade de funcionamento unitário, mas ao mesmo tempo um mosaico de relações, de formas, de funções e de percepções.
Não existem limites precisos a serem traçados para distinguir espaço, paisagem e lugar como elementos do mundo vivido. Nem a relação entre eles é constante, pois lugares possuem paisagens, paisagens tem lugares e por sua vez, espaços também tem lugares. O lugar pode ser considerado como o mais preciso culturalmente porque focaliza espaço e paisagem em torno das intenções e experiências humanas. É possível conhecer o mundo precocemente através e a partir dos lugares nos quais se vive e que possuem algum laço sentimental. Sendo assim, os lugares são existenciais e uma fonte de auto-conhecimento e de responsabilidade social.
Os espaços não são vazios abandonados aos quais se atribuem, por vezes, qualidades e significados, mas são os contextos necessários e significantes de todas as intenções e proezas humanas. Ele não é somente apreendido através dos sentidos, ele é a projeção da personalidade e é ligado ao ser humano através de limites emocionais. Não é somente percebido, sentido ou representado, ele é mais do que isso, é vivido. E porque ele é vivido deve existir tantos espaços quantos forem as experiências espaciais, ou tantas forem suas qualidades e significações.
Dessa maneira, consiste em uma “geografização” do movimento estrutural da sociedade que se traduz espacialmente em novas formas e funções e estas, ao se combinarem para atender as necessidades geradas pelos “efeitos” de reestruturação dos processos de organização das relações sociais, produzem o espaço. Neste caso, a idéia de produção do espaço torna-se prisioneira de sua conotação técnica e econômica e adquire a noção de fabricação repetitiva de formas e geração de movimentos.
A produção do espaço consiste, então, na realização prática de produção de objetos “geograficizados” segundo uma dada lógica econômica, e destinam-se a cumprir funções diferenciadas em sintonia com as necessidades de reprodução das relações sociais de produção e da divisão social do trabalho.
Não existem simples generalizações que possam ser feitas sobre os modos pelos quais as pessoas se relacionam com o lugar. Os lugares para cada cidadão são únicos e tem suas particularidades que são determinadas por suas paisagens e espaços
individuais. Cada pessoa está sempre dentro de um lugar que é colorido por intenções, vontades e experiências, que se modificam de acordo com seus interesses.
De acordo com RELPH, o lugar pode ser compreendido da seguinte maneira: “Lugar significa muito mais que o sentido geográfico de localização. Não se refere a objetos e atributos das localizações, mas o tipo de experiência e envolvimento com o mundo, à necessidade de raízes e de segurança.”
(RELPH, 1979, p.17). Nos PCNs (1997), o lugar é um dos conceitos imprescindíveis para a compreensão da Geografia como forma de desvendar a natureza dos lugares e do mundo como habitat do homem.
Para o ser humano, a realidade geográfica é primeiramente o lugar que está, os lugares de sua infância, o ambiente que lhe traz recordações ou que sensibiliza-o de alguma maneira. É a terra onde ele planta, a rua onde mora ou um ambiente que gosta de freqüentar. Desse modo, existem lugares e não simplesmente lugar, e enquanto há consistências em nossa maneira de conhecê-los, e como todo lugar é, em algum sentido, um centro, por isso, torna-se incorreto dizer que para qualquer pessoa a fixação no lugar está relacionada com o tempo de permanência.
As imagens que as pessoas constroem de um “lugar”, carregam consigo suas ruas e avenidas, fortemente embebidas de recordações e significados de suas experiências ali vividas. Neste sentido, remete-se aqui ao conhecimento de um lugar não apenas como obra individual, pois cada cidadão vivencia experiências únicas, mas coletiva, na medida em que compartilha valores e significados com comunidades e redes de relações. Essa multiplicidade de sentidos que um mesmo “lugar” contém para os seus moradores e visitantes está ligada sobretudo ao que se denomina de imaginação criadora, função cognitiva que ressalta a fabulação como vetor a partir do qual todo homem conhece o mundo que habita. O espaço percebido pela imaginação não pode ser o espaço indiferente, é um espaço vivido. E vivido não em sua positividade, mas com todas as parcialidades da imaginação.
É assim, através da perspectiva antropológica da compreensão do espaço enquanto espaço vivido, que existem incontáveis perspectivas através das quais se conhece um “lugar”, uma vez que as pessoas, em seus trajetos, percursos e vivências cotidianas, acabam por relacionar-se afetivamente com certos espaços urbanos, desenvolvendo um conhecimento próprio e sui generis sobre eles. Isso significa que um
mesmo espaço pode ser interpretado de diferentes maneiras por grupos que dele usufruem.
O mapa mental pode ser um instrumento ideal a ser utilizado pelos profissionais de Geografia, para a compreensão dos lugares, uma vez que, através dessas representações, pode-se compreender o lugar das experiências e das vivências.
IV. ATIVIDADE COM MAPAS MENTAIS
Esta atividade foi realizada, no ano de 1995, com uma turma do ensino fundamental II, composta de adultos, com idades entre 50 e 65 anos, alunos do Programa de Educação de Jovens e Adultos (FIEB/NETI), na Cidade do Salvador, no Estado da Bahia.
Neste programa, os alunos cursam o ensino fundamental (I e II) e médio em um período de quatro anos. A maior parte da clientela quando inicia o curso não sabe ler e nem escrever.
Esta turma é composta somente por alunos do sexo masculino e que foram alfabetizados já em idade avançada. A maioria apesar das dificuldades do dia-à-dia, tem muito interesse em aprender e acabam superando os seus limites, em busca de se tornarem cidadãos.
Esta prática foi iniciada no primeiro dia de aula da disciplina de Geografia, onde a docente buscou aplicar o exercício, que foi dividido em quatro etapas, para situar os alunos perante o curso, fazendo com que eles compreendessem o que é a Geografia a partir da construção de mapas mentais e consequentemente, do reconhecimento do lugar.
Na primeira etapa, a docente falou sobre a história da Cidade do Salvador, abordando aspectos econômicos, históricos, políticos, sociais e culturais. Neste momento, os alunos interagiram muito, pois se relembraram de informações que possuíam sobre a cidade, é claro que muitas de fontes duvidosas.
Na segunda etapa, cada aluno falou sobre o seu bairro. É importante ressaltar, que em uma turma composta de vinte alunos, todos residem no mesmo bairro, o bairro de Paripe. Cada aluno falou sobre o bairro, segundo o seu ponto de vista, ressaltando as características que consideram mais importantes. Este momento foi muito surpreendente, pois cada um ressaltou o que mais o sensibiliza e as coincidências foram mínimas.
Na terceira etapa, cada aluno construiu um mapa mental do seu bairro, mostrando a maneira como ele vê o seu lugar de vivências, embebido de sentimentos e recordações.
O ensaio com os mapas mentais pode ser observado através de três exemplos a seguir:
Mapa 1 –Antônio Sousa, 45 anos.
Mapa 3 – Roque Costa, 50 anos.
Pode ser percebido não só nos exemplos acima mostrados, como também nos outros mapas construídos nesta atividade, que existe uma ligação de afetividade com o lugar. Há também, uma semelhança nos referenciais de localização, mas cada um tem a sua maneira de ver o seu espaço de vivência.
Na quarta etapa foi feita uma leitura e interpretação dos mapas com os alunos, onde eles interagiram mostrando conhecer profundamente o lugar. Neste momento, a docente fez algumas interferências buscando mostrar a importância da geografia/cartografia para a compreensão do espaço vivido e consequentemente, para a busca da cidadania.
IV. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A utilização dos mapas mentais nas aulas de Geografia é uma maneira de fazer com que o aluno tenha a percepção efetiva da ocorrência do fenômeno no espaço e condições de transpor essa informação para o papel. Através dessa atividade, ele trabalha com todos os elementos essenciais da cartografia quanto a sua forma de expressão, através da linguagem gráfica, e também, inicia seus estudos no campo da Geografia.
Observando as imagens, pode-se considerar que elas revelam diversas maneiras de ver o “lugar”, cada uma trazendo os seus significados, a percepção de quem construiu.
Em relação às noções cartográficas, pode ser verificado nos mapas mentais: proporcionalidade entre os objetos representados, isto nos remete uma noção de escala; orientação e direção nos objetos representados; referência, quando selecionam e elementos mais significativos e que possuam sentimento para representar no papel; além de outros conceitos que poderiam ser explorados.
Para que o mapa mental possa ser utilizado como um recurso didático e pedagógico para o estudo de conteúdos de Geografia no ensino fundamental II, considera-se o planejamento do trabalho docente como um ponto muito importante, para que este recurso possa ter eficácia na sua utilização tanto na introdução de um conteúdo temático, quanto para avaliar o conhecimento que os alunos têm de um determinado lugar. Pode-se, também, levar o aluno a questionar as situações concretas que vivenciam em seu cotidiano, incentivando-os a procurar respostas para os problemas sociais, econômicos e ambientais. Desse modo, o aluno poderá compreender melhor a sua realidade, ajudando a construir e reconstruir a realidade do mundo e transformando-se em um agente ativo do processo.
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