ACORDO
LATINO-AMERICANO
SOBRE O CONTROLE DE NAVIOS PELO
ESTADO REITOR DO PORTO
(VIÑA DEL MAR, 1992)
TEXTO
- 2015 -
PREFECTURA NAVAL ARGENTINA
ÍNDICE
Página
Seção 1 COMPROMISSO... 4
Seção 2 INSTRUMENTOS PERTINENTES... 5
Seção 3 PROCEDIMENTO DE INSPEÇÃO, SANEAMENTO DE DEFICIÊNCIAS E DETENÇÃO DE NAVIOS... 6
Seção 4 DISPOSIÇÃO DE INFORMAÇÃO... 9
Seção 5 INFRAÇÕES OPERACIONAIS... 9
Seção 6 ORGANIZAÇÃO... 9
Seção 7 EMENDAS...10
Seção 8 CLÁUSULAS ADMINISTRATIVAS...11
ACORDO DE VIÑA DEL MAR
Acordo Latino-Americano sobre o Controle de Navios pelo Estado Reitor do Porto
As Autoridades Marítimas de Argentina Bolívia (2) Brasil Chile Colômbia Cuba (1) Equador Guatemala (4) Honduras (3) México Panamá Peru República Dominicana (4) Uruguai Venezuela
A seguir denominadas “AS AUTORIDADES MARÍTIMAS”.
RECONHECEM a importância da salvaguarda da vida humana no mar e nos portos e a transcendência crescente de proteger o meio marinho e seus recursos;
ESTÃO CIENTES dos objetivos da Rede Operativa de Cooperação Marítima Regional de Autoridades Marítimas das Américas (ROCRAM) e sua Estratégia 1990-2000 para a Proteção do Meio Marinho (adotada em 1989), e de outras resoluções regionais;
SALIENTAM que o parágrafo 63 da Estratégia mencionada da ROCRAM inclui a adoção de medidas encaminhadas a criar um sistema efetivo de controle de navios e ao desenvolvimento de um sistema coordenado de inspeções;
RECONHECEM as recomendações dos Chefes de Departamentos de Inspeção de Navios das Autoridades Marítimas da América Latina, e seus representantes, reunidos no Panamá em 1991 e no Uruguai em 1992;
LEVAM EM CONSIDERAÇÃO as recomendações dos Chefes de Departamentos Jurídicos das Autoridades Marítimas da América Latina, reunidos na Colômbia em 1992;
RESPEITAM os acordos sobre o assunto promovidos pela Organização Marítima Internacional (IMO) e a principal responsabilidade das Autoridades Marítimas em consoante com as normas internacionais para navios que arvoram seu pavilhão e que reconhecem a necessidade de uma ação eficaz por parte dos Estados Reitores do Porto para prevenir a operação de navios substandard;
(1) A Autoridade Marítima de Cuba adotou o Acordo de Viña del Mar em 1º de Julho de 1995 (2) A Autoridade Marítima de Bolívia adotou o Acordo de Viña del Mar em 18 de Agosto de 1999 (3) A Autoridade Marítima de Honduras adotou o Acordo de Viña del Mar em 5 de Setembro de 2001
(4) As Autoridades Marítimas de Guatemala e República Dominicana adotaram o Acordo de Viña del Mar em 16 de Outubro de 2012
RECONHECEM que, por meio da Resolução A.682(17) adotada em novembro de 1991, a Assembléia da IMO convida os Governos a estabelecer acordos regionais sobre a aplicação de medidas de supervisão pelo Estado Reitor do Porto;
RECONHECEM TAMBÉM que é preciso evitar diferenças no tratamento dado aos navios de um porto para outro, já que esse fato pode distorcer a competência entre portos;
TÊM CERTEZA de que é necessário para esse fim o estabelecimento de um sistema de controle eficaz e harmônico pelo Estado Reitor do Porto, o reforço de colaboração e a troca de informações.
Acordaram adotar o ACORDO LATINO-AMERICANO SOBRE O CONTROLE DE NAVIOS PELO ESTADO REITOR DO PORTO (a seguir denominado “o Acordo”).
Seção 1 Compromisso
1.1 Cada Autoridade Marítima, no âmbito de sua competência legal,
compromete-se a fazer efetivas as disposições do precompromete-sente Acordo e de compromete-seus Anexos que constituem parte integrante do Acordo.
1.2 Cada Autoridade Marítima deverá manter um sistema eficaz de controle pelo
Estado Reitor do Porto para garantir, sem discriminações de pavilhão, que os navios estrangeiros que visitam os portos da região cumpram com as normas estabelecidas nos instrumentos, definidos na Seção 2.
1.3 Cada Autoridade Marítima tentará atingir, em um prazo máximo de três anos,
a partir do dia 28 de maio de 2006 (data de entrada em vigor da emenda), a inspeção de no mínimo 20% dos navios estrangeiros diferentes (a seguir denominados “navios”) que entrarem nos portos do Estado no decurso de um período representativo e recente de 6 meses (*).
1.4 Cada Autoridade Marítima fará consultas, cooperará e trocará informação com
as outras Autoridades Marítimas para atingir os objetivos do Acordo.
1.5 No marco do Acordo, quando forem usados os termos “região”, “regional”,
“portos da região” ou “controle de navios pelo Estado Reitor do Porto regional”, será sempre aplicável à região da América Latina; e quando for usado o termo “Estado Reitor do Porto”, será aplicável ao Estado reconhecido como Membro da Organização Marítima Internacional (IMO), em cujo território encontra-se o porto.
∗Conceito de “NAVIO DIFERENTE” para fins estatísticos: “É o navio que não foi inspecionado nos últimos seis meses por
uma Autoridade Marítima membro do Acordo e que não registra entrada em portos do país durante esse período, ou que devido a deficiências pendentes de saneamento, ou por motivos fundados, deve ser supervisado.”
Seção 2 Instrumentos pertinentes
2.1 No marco do Acordo, os “Instrumentos Pertinentes” são as convenções
internacionais a seguir com suas respectivas emendas em vigor:
Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar (1974), com suas emendas (Convenção SOLAS);
Protocolo de 1988 relativo à Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar, 1974 (Protocolo de 1988 à Convenção SOLAS); Convenção Internacional sobre Linhas de Carga, 1966 (Convenção de
Linhas de Carga);
Protocolo de 1988 relativo à Convenção Internacional sobre Linhas de Carga, 1966 (Protocolo de Linhas de Carga de 1988);
Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição Causada por Navios, 1973, com sua modificação dos Protocolos de 1978 e 1997 emendados (Convenção MARPOL);
Convenção Internacional sobre Padrões de Formação, Certificação e Serviço de Quarto para Marítimos (1978), com suas emendas (Convenção de Formação);
Convenção internacional sobre Arqueação de Navios, 1969 (Convenção de Arqueação);
Convenção sobre o Regulamento Internacional para Evitar Abalroamentos no Mar (1972) (ABALROAMENTOS 1972);
Convenção Internacional sobre Responsabilidade Civil em Danos Causados por Poluição por Óleo, 1969 (CLC 1969), modificado pelo Protocolo de 1992;
Convenção Internacional sobre Controle de Sistemas Anti-incrustantes Danosos em Navios (Convenção AFS);
Convenção sobre Trabalho Marítimo (CTM 2006).
2.2 Cada Autoridade Marítima aplicará os instrumentos pertinentes que estiverem
em vigor e dos quais seu Estado for parte. Em caso de emendas de um instrumento pertinente, cada Autoridade Marítima aplicará aquelas que estiverem em vigor e forem aceitas por seu Estado. Um instrumento emendado será considerado instrumento pertinente pela Autoridade Marítima.
2.3 Ao aplicar as prescrições de um instrumento pertinente para o controle pelo
Estado Reitor do Porto, as Autoridades Marítimas não farão diferenças de tratamento entre navios, forem ou não membros do Acordo, em virtude do Anexo 1 (Capítulo 1 - Ponto 1.5).
2.4 Em caso de navios de dimensões menores às estipuladas nas convenções,
as Autoridades Marítimas aplicarão as disposições dos instrumentos pertinentes que corresponderem; quando isso não for possível, elas adotarão as medidas necessárias para garantir que os navios não representem um risco evidente para a segurança ou para o meio ambiente, consoante com o Anexo 1 (Capítulo 1 - Pontos 1.6).
Seção 3 Procedimento de inspeção, saneamento de deficiências e detenção de navios
3.1 Disposições relativas à supervisão pelo Estado Reitor do Porto:
Os procedimentos de supervisão a serem aplicados pelas Partes para navios estrangeiros que entram nos portos da região são estabelecidos a seguir: nas regras 19 do capítulo I, 6.2 do capítulo IX, 4 do capítulo XI-1 e 9 do capítulo XI-2 da Convenção SOLAS (modificado pelo Protocolo de 1988), no artigo 21 da Convenção de Linhas de Carga (modificado pelo Protocolo de 1988), nos artigos 5 e 6, nas regras 11 do Anexo I, 16.9 do Anexo II, 8 do Anexo III, 13 do Anexo IV, 8 do Anexo V E 10 do Anexo VI da Convenção MARPOL, o artigo X da Convenção Internacional de Formação, o artigo 12 da Convenção de Arqueação e o artigo 11 da Convenção AFS. As autoridades do Estado Reitor do Porto deverão utilizar efetivamente tais disposições para determinar possíveis deficiências de num navio (Capítulo 3 - Ponto 3.1 do Anexo 1) e adotar as medidas de saneamento correspondentes.
3.2 No cumprimento de suas obrigações, as Autoridades Marítimas efetuarão
inspeções a navios estrangeiros que entrarem em seus portos, através dos funcionários de supervisão pelo Estado Reitor do Porto. Tais inspeções poderão ser realizadas:
3.2.1 por iniciativa da Autoridade Marítima;
3.2.2 por petição de outra Autoridade Marítima, ou baseada na informação sobre um navio dada por ela;
3.2.3 baseadas na informação sobre um navio dada por um ou vários membros da tripulação, um colégio profissional, uma associação, um sindicato ou qualquer particular interessado na segurança do navio e de sua tripulação e passageiros ou na proteção do meio marinho.
3.3 A inspeção inicial consistirá em uma visita a bordo do navio para comprovar a
validade dos certificados e documentos pertinentes, o estado geral do navio, seu equipamento e sua tripulação. Em caso de inexistência de certificados ou documentos válidos, ou se existirem motivos fundados para pensar que o navio, o equipamento ou sua tripulação não cumprem, minimamente, com as prescrições de um instrumento pertinente, uma inspeção mais detalhada será efetuada. É necessário que as Autoridades Marítimas incluam em seus procedimentos de controle o cumprimento dos requisitos operacionais a
bordo. As inspeções serão efetuadas de acordo com o Anexo°1 (Capítulo 2 -
Pontos 2.1 e 2.2).
3.4 Em cumprimento dos procedimentos de supervisão do capítulo IX da
Operação Segura de Navios e para a Prevenção da Poluição (Código IGS), o funcionário de supervisão seguirá as diretrizes do Apêndice 8 do Anexo 1.
3.5 Razões e procedimentos para inspeções mais detalhadas.
3.5.1 As Autoridades Marítimas considerarão como “motivos fundados” para efetuar uma inspeção mais detalhada, dentre outros, os exemplos constantes do Anexo 1 (Capítulo 1 - Ponto 2.4).
3.5.2 Nada do disposto acima deve ser interpretado como uma restrição às faculdades das Autoridades Marítimas para adotar medidas dentro de sua jurisdição a respeito de qualquer caso relacionado com os Instrumentos Pertinentes.
3.6 Ao selecionar os navios para uma inspeção, as Autoridades Marítimas
prestarão atenção especial a:
navios de passageiros e graneleiros;
navios que puderem representar um risco especial, por exemplo, aqueles que transportam petróleo, gás, químicos e substâncias ou mercadorias perigosas e/ou prejudiciais empacotadas;
navios com deficiências recentes reiteradas.
3.7 As Autoridades Marítimas tentarão evitar que navios inspecionados por outra Autoridade nos últimos seis meses sejam novamente submetidos a revisão, exceto se existir relatório ou notificação de outra Autoridade Marítima ou de qualquer pessoa ou organização interessada em manter a segurança na operação do navio ou na prevenção da poluição, ou se existirem motivos evidentes para sua inspeção. A freqüência de inspeção não será aplicável para os navios mencionados na seção 3.6 do Acordo, e as Autoridades Marítimas determinarão a conveniência ou não de seu cumprimento.
3.8 As inspeções serão realizadas por funcionários de supervisão pelo Estado
Reitor do Porto devidamente qualificados e autorizados pela Administração Marítima, de acordo com o perfil profissional e os requisitos mínimos de formação e competência exibidos no Anexo 1 (Capítulo 1 - Ponto 1.8).
3.9 Cada Autoridade Marítima tentará controlar que as deficiências detectadas
sejam sanadas.
3.10 Quando as deficiências representarem um risco evidente para a segurança ou para o meio ambiente, a Autoridade Marítima, exceto no caso da seção 3.11, confirmará que o risco foi sanado antes de autorizar o navio a navegar e adotará, com esse fim, as medidas oportunas, inclusive a detenção, se for necessária. A Autoridade Marítima expedirá as comunicações necessárias em conformidade com as prescrições sobre notificação do Estado Reitor do Porto, disponíveis no Apêndice 13 e 16 do Anexo 1 do Texto do Acordo.
3.11 Quando as deficiências mencionadas no anexo 3.10 não puderem ser sanadas no porto de inspeção, a Autoridade Marítima poderá autorizar o navio a dirigir-se a outro porto, sujeito a qualquer condição adequada fixada por ela. O navio poderá continuar sua viagem desde que ele não represente um risco excessivo para a segurança do meio marinho. A notificação das Autoridades Marítimas deverá cumprir com as prescrições sobre notificação do Estado Reitor do Porto constantes do Apêndice 14 e 15 do Anexo 1 do Texto do Acordo. A Autoridade Marítima que receber a notificação informará à Autoridade Marítima emissora das medidas adotadas.
3.12 As disposições dos parágrafos 3.10 e 3.11 regem, sem prejuízo da aplicação dos instrumentos pertinentes ou dos procedimentos estabelecidos pelas organizações internacionais referentes a procedimentos de notificação e de relatórios de controle pelo Estado Reitor do Porto.
3.13 As Autoridades Marítimas, quando exercem o controle no marco do Acordo, têm que evitar, na medida do possível, a detenção ou demora indevida do navio. Nada afetará os direitos estabelecidos nas disposições dos instrumentos pertinentes referentes à indenização por detenção ou demora indevida de um navio.
3.14 Quando os motivos para a detenção forem resultado de uma avaria por acidente durante a última viagem, nenhuma ordem de detenção será expedida desde que:
3.14.1 Sejam contempladas as prescrições das convenções relativas à notificação da Administração do Estado de bandeira, do inspetor designado ou da organização responsável de expedir o certificado pertinente;
3.14.2 O comandante ou a empresa, antes da entrada no porto, tenha apresentado à autoridade do Estado Reitor do Porto os detalhes do acidente e da avaria sofrida, bem como a notificação enviada à Administração do Estado de bandeira.
3.14.3 Tenham-se adotado as medidas de saneamento requeridas pela autoridade do Estado Reitor do Porto; e
3.14.4 A autoridade do Estado Reitor do Porto, depois de notificar essas medidas, verifique que as deficiências que perigosas para a segurança, a saúde ou o meio ambiente tenham sido sanadas.
3.15 A empresa ou seu representante têm direito de apelação perante a detenção proferida pela Autoridade de um Estado Reitor do Porto. A apelação não deve produzir a suspensão da detenção. O funcionário de supervisão informará devidamente ao comandante sobre a existência do direito de apelação.
Seção 4 Disposição de informação
Cada Autoridade Marítima informará as supervisões e seus resultados segundo os procedimentos especificados do Acordo. A esse efeito, serão cumpridos os passos indicados no ponto 7 do Anexo 2.
Seção 5 Infrações operacionais
As Autoridades Marítimas, por petição de outra Autoridade Marítima, oferecerão provas das supostas infrações às disposições de conduta dos navios previstas na regra 10 do Regulamento internacional para Evitar Abalroamentos no Mar, 1972, e pela Convenção MARPOL.
Em caso de infrações relativas a descargas de substâncias nocivas, uma Autoridade Marítima, por petição de outra, visitará o porto do navio suspeito para obter informação; se for necessário, coletará amostras da substância potencialmente contaminante.
Seção 6 Organização
6.1 Será criado um Comitê composto por um representante de cada uma das
Autoridades Marítimas membros do Acordo.
Poderão participar das reuniões do Comitê, como observadores, um representante da Secretaria da ROCRAM, da Organização Marítima Internacional, de outras organizações regionais similares ao Acordo, e todos os membros da ROCRAM não aderidos ao Acordo de Viña del Mar.
Poderão ser especialmente convidados por decisão do Comitê,
representantes de outras Autoridades Marítimas e de Organizações Internacionais ou regionais, públicas ou privadas, cujo aporte for considerado de utilidade para as funções do Comitê.
6.2 O Comitê se reunirá uma vez por ano e em qualquer ocasião considerada
oportuna.
6.3 O Comitê:
Preparará e adotará seu regulamento de funcionamento, bem como o regulamento da Secretaria e do Centro de Informação;
Assumirá as funções determinadas no Acordo;
Promoverá, por todos os médios necessários, a organização de seminários para inspetores, a harmonização dos procedimentos e práticas de inspeção, saneamento e detenção, e a aplicação do parágrafo 2.3; Criará e revisará as diretrizes para inspeções no marco do Acordo; Criará e revisará procedimentos para a troca de informação;
Fará uma revisão constante de outros assuntos referentes ao funcionamento e eficácia do Acordo.
6.4 A Autoridade Marítima Argentina constituirá uma Secretaria do Acordo, sediada em Buenos Aires.
6.5 A Secretaria atuará sob a direção do Comitê e nos limites dos recursos a sua
disposição.
Organizará as reuniões, difundirá os documentos e apoiará ao Comitê para permitir-lhe cumprir com suas funções.
Será responsável do funcionamento do Centro de Informação;
Facilitará a troca de informação, efetuará os procedimentos descritos no Anexo 4 e preparará os relatórios necessários para o funcionamento do Acordo.
Efetuará outras tarefas que puderem resultar necessárias para assegurar o bom funcionamento do Acordo.
Seção 7 Emendas
7.1 Qualquer Autoridade Marítima poderá propor emendas ao Acordo.
7.2 O procedimento indicado a seguir será aplicado para emendar as seções do
Acordo:
a. A emenda proposta será distribuída às Autoridades Marítimas, por meio da Secretaria, antes da reunião do Comitê;
b. As emendas serão adotadas por maioria de dois terços dos representantes das Autoridades Marítimas presentes e votantes no Comitê. Se uma emenda for adotada, a Secretaria notificará todas as Autoridades Marítimas para sua aceitação;
c. Uma emenda será considerada aceita depois de um período de seis meses desde sua adoção pelos representantes das Autoridades Marítimas do Comitê, ou depois de um período diferente, estipulado de maneira unânime pelo Comitê no momento da adoção, a menos que alguma Autoridade Marítima apresente uma objeção perante a Secretaria.
d. Uma emenda entrara em vigor 60 dias depois de sua aceitação ou depois de qualquer outro período decidido por unanimidade pelos representantes das Autoridades Marítimas do Comitê.
7.3 O procedimento indicado a seguir será aplicado para emendar um Anexo do
Acordo:
a. A emenda proposta será submetida ao estudo das Autoridades Marítimas por meio da Secretaria;
b. A emenda será aceita depois de um período de seis meses desde a notificação da Secretaria, a menos que uma Autoridade Marítima apresente uma objeção ou solicite por escrito que a emenda seja considerada pelo Comitê; em ambos os casos, será aplicável o procedimento do parágrafo 7.2;
c. A emenda entrara em vigor 60 dias depois de sua aceitação ou depois de qualquer outro período decidido por unanimidade pelos representantes das Autoridades Marítimas do Comitê.
Seção 8 Cláusulas Administrativas
8.1 O Acordo será estabelecido sem prejuízo dos direitos e obrigações constantes
de qualquer Convenção Internacional.
8.2 Se uma Autoridade Marítima de outro Estado da região cumprir com os
critérios estabelecidos no Anexo 4 poderá, com o consentimento das Autoridades Marítimas membros, aderir-se ao Acordo, e ser adicionada à lista de países aderentes com a data de incorporação no rodapé. Para essa Autoridade Marítima, o Acordo será efetivo na data determinada por todos os membros.
8.3 Se uma Autoridade Marítima ou uma Organização Intergovernamental quiser
participar como Observadora, segundo o Anexo 4 do Acordo de Viña del Mar, ela deverá apresentar seu requerimento por meio de uma nota dirigida ao Comitê, que poderá aceitar a proposta com o consentimento das Autoridades Marítimas Membros do Acordo.
8.4 Uma Autoridade Marítima Membro do Acordo poderá sair do Acordo 60 dias
depois de remeter uma notificação escrita ao Comitê.
8.5 O Comitê poderá, por meio da votação das Autoridades Marítimas Membros
presentes na reunião, requerer a avaliação de uma Autoridade Marítima Membro que não cumprir com os critérios estabelecidos no Anexo 4 do Acordo, as cláusulas ou objetivos do Acordo.
8.6 Os idiomas oficiais do Acordo são espanhol e português.
Seção 9 Entrada em vigor
O Acordo entrará em vigor para cada Autoridade Marítima na data em que a Secretaria da ROCRAM expedir a notificação.
Adotado pela Resolução N°5 (VI) da ROCRAM, em cinco de novembro de 1992, durante a VI Reunião de Viña del Mar, Chile. O documento original está disponível na Secretaria da ROCRAM.