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JÚLIO EMÍLIO BRAZ. Numa véspera de Natal

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Academic year: 2021

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JÚLIO EMÍLIO BRAZ

Numa véspera de Natal

ILUSTRAÇÕES: RUBEM FILHO

Leitor iniciante

Leitor em processo

Leitor fluente

PROJETO DE LEITURA

Maria José Nóbrega

Rosane Pamplona

mininovelas para a televisão do Paraguai. Ganhou o prêmio “Austrian Children Book Award”, na Áustria, pela versão alemã do seu livro Crianças na Escuridão (Kinder im Dunkeln); e pelo mesmo livro, o “Blue Cobra Award” do Swiss Institute for Children’s Book. Escrever para ele é, antes e acima de tudo, um imenso prazer. Acredita piamente no poder transformador da leitura. Ele mesmo pode se considerar o maior exemplo disso: Foram os livros que leu na infância e adolescência que construí-ram o escritor que é até hoje. Durante muitos anos, eles e apenas eles lhe deram esperanças de que poderia ser mais do que era e de que a realização de seus sonhos era apenas uma questão de inteligência, paciência e persistência.

RESENHA

Para sossegar a criançada na véspera de Natal, Guga promete contar-lhes uma história com Freddy Krueger — personagem de conhecidos filmes de horror —, mas, na verdade, conta-lhes um episódio de sua infância. Bia, irmã dele, tinha uma companheira inseparável: a Menina, uma gata de rua bem aventureira. Só fica-ra mais caseifica-ra após ter uma ninhada de cinco gatinhos. Um dia, porém, os gatinhos desaparecem, provavelmente roubados por algum mau-caráter. Menina não sossega mais: procura-os, fareja-os por todfareja-os fareja-os ladfareja-os. Desaparece por dias, até que reaparece, toda machucada: tinha sido atropelada. Bia se desespera, a famí-lia leva a gatinha para o veterinário, mas não tem jeito: o bichinho morre. Bia, inconsolável, não quer mais sair do quarto, não quer mais brincar, nem aceita o novo gatinho que os amigos lhe ofere-cem. Chegando a época do Natal, só o avô tem ânimo para os preparativos da festa. Então Guga se lembra dos filhotes da Meni-na e convence a turma a sair para procurá-los. As pistas condu-zem-nos à casa de Repelente, um homem com fama de comer ga-tos. Descobrem, entretanto, que ele era apenas um homem solitá-rio que adorava a companhia dos gatos. Ele mesmo ajuda a turma na sua busca, até que finalmente, na véspera do Natal, um dos meninos chega esbaforido, com um presente para Bia: um dos fi-lhotes da Menina. É um verdadeiro Feliz Natal para todos.

COMENTÁRIOS SOBRE A OBRA

Partindo da idéia de que uma boa história acalma as crianças mais traquinas, o narrador conta um episódio de sua infância. É uma história simples, através da qual se desenham discussões fi-losóficas sobre a vida e a morte, sobre o sofrimento, os laços de

Numa véspera de Natal

JÚLIO EMÍLIO BRAZ

UM POUCO SOBRE O AUTOR

Júlio Emílio Braz nasceu em abril de 1959. É mineiro da cidade-zinha de Manhumirim. Aos cinco anos veio para o Rio de Janeiro, cidade que adotou como lar. É autodidata. Lê desde os seis anos, e o aprendeu sozinho, com revistas de terror da Editora Vecchi, do Rio de Janeiro. Começou sua carreira de escritor por acaso: Acaba-ra de perder seu emprego e um amigo, que tAcaba-rabalhava numa edi-tora, insistiu para que ele procurasse o editor das tais revistas e oferecesse seus trabalhos. Acabou dando certo, e até hoje tem histórias em quadrinhos publicadas em várias editoras no Brasil e em outros países: Portugal, Bélgica, França, Holanda, Cuba e EUA. Mais tarde, começou a escrever livro de bolso de bang-bang sob 39 pseudônimos diferentes. Em 1986, ganhou o Prêmio Angelo Agostini de Melhor Roteirista de Quadrinhos e, em 1988, publicou seu primeiro infanto-juvenil, Saguairu, pela Atual Editora, que lhe rendeu o Prêmio Jabuti de Autor Revelação no ano seguinte. Até hoje, tem 77 livros publicados em 14 editoras diferentes. Escreveu roteiros para o humorístico Os Trapalhões, da TV Globo e algumas

(2)

JÚLIO EMÍLIO BRAZ

Numa véspera de Natal

ILUSTRAÇÕES: RUBEM FILHO

Leitor iniciante

Leitor em processo

Leitor fluente

PROJETO DE LEITURA

Maria José Nóbrega

Rosane Pamplona

mininovelas para a televisão do Paraguai. Ganhou o prêmio “Austrian Children Book Award”, na Áustria, pela versão alemã do seu livro Crianças na Escuridão (Kinder im Dunkeln); e pelo mesmo livro, o “Blue Cobra Award” do Swiss Institute for Children’s Book. Escrever para ele é, antes e acima de tudo, um imenso prazer. Acredita piamente no poder transformador da leitura. Ele mesmo pode se considerar o maior exemplo disso: Foram os livros que leu na infância e adolescência que construí-ram o escritor que é até hoje. Durante muitos anos, eles e apenas eles lhe deram esperanças de que poderia ser mais do que era e de que a realização de seus sonhos era apenas uma questão de inteligência, paciência e persistência.

RESENHA

Para sossegar a criançada na véspera de Natal, Guga promete contar-lhes uma história com Freddy Krueger — personagem de conhecidos filmes de horror —, mas, na verdade, conta-lhes um episódio de sua infância. Bia, irmã dele, tinha uma companheira inseparável: a Menina, uma gata de rua bem aventureira. Só fica-ra mais caseifica-ra após ter uma ninhada de cinco gatinhos. Um dia, porém, os gatinhos desaparecem, provavelmente roubados por algum mau-caráter. Menina não sossega mais: procura-os, fareja-os por todfareja-os fareja-os ladfareja-os. Desaparece por dias, até que reaparece, toda machucada: tinha sido atropelada. Bia se desespera, a famí-lia leva a gatinha para o veterinário, mas não tem jeito: o bichinho morre. Bia, inconsolável, não quer mais sair do quarto, não quer mais brincar, nem aceita o novo gatinho que os amigos lhe ofere-cem. Chegando a época do Natal, só o avô tem ânimo para os preparativos da festa. Então Guga se lembra dos filhotes da Meni-na e convence a turma a sair para procurá-los. As pistas condu-zem-nos à casa de Repelente, um homem com fama de comer ga-tos. Descobrem, entretanto, que ele era apenas um homem solitá-rio que adorava a companhia dos gatos. Ele mesmo ajuda a turma na sua busca, até que finalmente, na véspera do Natal, um dos meninos chega esbaforido, com um presente para Bia: um dos fi-lhotes da Menina. É um verdadeiro Feliz Natal para todos.

COMENTÁRIOS SOBRE A OBRA

Partindo da idéia de que uma boa história acalma as crianças mais traquinas, o narrador conta um episódio de sua infância. É uma história simples, através da qual se desenham discussões fi-losóficas sobre a vida e a morte, sobre o sofrimento, os laços de

Numa véspera de Natal

JÚLIO EMÍLIO BRAZ

UM POUCO SOBRE O AUTOR

Júlio Emílio Braz nasceu em abril de 1959. É mineiro da cidade-zinha de Manhumirim. Aos cinco anos veio para o Rio de Janeiro, cidade que adotou como lar. É autodidata. Lê desde os seis anos, e o aprendeu sozinho, com revistas de terror da Editora Vecchi, do Rio de Janeiro. Começou sua carreira de escritor por acaso: Acaba-ra de perder seu emprego e um amigo, que tAcaba-rabalhava numa edi-tora, insistiu para que ele procurasse o editor das tais revistas e oferecesse seus trabalhos. Acabou dando certo, e até hoje tem histórias em quadrinhos publicadas em várias editoras no Brasil e em outros países: Portugal, Bélgica, França, Holanda, Cuba e EUA. Mais tarde, começou a escrever livro de bolso de bang-bang sob 39 pseudônimos diferentes. Em 1986, ganhou o Prêmio Angelo Agostini de Melhor Roteirista de Quadrinhos e, em 1988, publicou seu primeiro infanto-juvenil, Saguairu, pela Atual Editora, que lhe rendeu o Prêmio Jabuti de Autor Revelação no ano seguinte. Até hoje, tem 77 livros publicados em 14 editoras diferentes. Escreveu roteiros para o humorístico Os Trapalhões, da TV Globo e algumas

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JÚLIO EMÍLIO BRAZ

Numa véspera de Natal

ILUSTRAÇÕES: RUBEM FILHO

Leitor iniciante

Leitor em processo

Leitor fluente

PROJETO DE LEITURA

Maria José Nóbrega

Rosane Pamplona

mininovelas para a televisão do Paraguai. Ganhou o prêmio “Austrian Children Book Award”, na Áustria, pela versão alemã do seu livro Crianças na Escuridão (Kinder im Dunkeln); e pelo mesmo livro, o “Blue Cobra Award” do Swiss Institute for Children’s Book. Escrever para ele é, antes e acima de tudo, um imenso prazer. Acredita piamente no poder transformador da leitura. Ele mesmo pode se considerar o maior exemplo disso: Foram os livros que leu na infância e adolescência que construí-ram o escritor que é até hoje. Durante muitos anos, eles e apenas eles lhe deram esperanças de que poderia ser mais do que era e de que a realização de seus sonhos era apenas uma questão de inteligência, paciência e persistência.

RESENHA

Para sossegar a criançada na véspera de Natal, Guga promete contar-lhes uma história com Freddy Krueger — personagem de conhecidos filmes de horror —, mas, na verdade, conta-lhes um episódio de sua infância. Bia, irmã dele, tinha uma companheira inseparável: a Menina, uma gata de rua bem aventureira. Só fica-ra mais caseifica-ra após ter uma ninhada de cinco gatinhos. Um dia, porém, os gatinhos desaparecem, provavelmente roubados por algum mau-caráter. Menina não sossega mais: procura-os, fareja-os por todfareja-os fareja-os ladfareja-os. Desaparece por dias, até que reaparece, toda machucada: tinha sido atropelada. Bia se desespera, a famí-lia leva a gatinha para o veterinário, mas não tem jeito: o bichinho morre. Bia, inconsolável, não quer mais sair do quarto, não quer mais brincar, nem aceita o novo gatinho que os amigos lhe ofere-cem. Chegando a época do Natal, só o avô tem ânimo para os preparativos da festa. Então Guga se lembra dos filhotes da Meni-na e convence a turma a sair para procurá-los. As pistas condu-zem-nos à casa de Repelente, um homem com fama de comer ga-tos. Descobrem, entretanto, que ele era apenas um homem solitá-rio que adorava a companhia dos gatos. Ele mesmo ajuda a turma na sua busca, até que finalmente, na véspera do Natal, um dos meninos chega esbaforido, com um presente para Bia: um dos fi-lhotes da Menina. É um verdadeiro Feliz Natal para todos.

COMENTÁRIOS SOBRE A OBRA

Partindo da idéia de que uma boa história acalma as crianças mais traquinas, o narrador conta um episódio de sua infância. É uma história simples, através da qual se desenham discussões fi-losóficas sobre a vida e a morte, sobre o sofrimento, os laços de

Numa véspera de Natal

JÚLIO EMÍLIO BRAZ

UM POUCO SOBRE O AUTOR

Júlio Emílio Braz nasceu em abril de 1959. É mineiro da cidade-zinha de Manhumirim. Aos cinco anos veio para o Rio de Janeiro, cidade que adotou como lar. É autodidata. Lê desde os seis anos, e o aprendeu sozinho, com revistas de terror da Editora Vecchi, do Rio de Janeiro. Começou sua carreira de escritor por acaso: Acaba-ra de perder seu emprego e um amigo, que tAcaba-rabalhava numa edi-tora, insistiu para que ele procurasse o editor das tais revistas e oferecesse seus trabalhos. Acabou dando certo, e até hoje tem histórias em quadrinhos publicadas em várias editoras no Brasil e em outros países: Portugal, Bélgica, França, Holanda, Cuba e EUA. Mais tarde, começou a escrever livro de bolso de bang-bang sob 39 pseudônimos diferentes. Em 1986, ganhou o Prêmio Angelo Agostini de Melhor Roteirista de Quadrinhos e, em 1988, publicou seu primeiro infanto-juvenil, Saguairu, pela Atual Editora, que lhe rendeu o Prêmio Jabuti de Autor Revelação no ano seguinte. Até hoje, tem 77 livros publicados em 14 editoras diferentes. Escreveu roteiros para o humorístico Os Trapalhões, da TV Globo e algumas

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família e a importância da solidariedade. Presente também está o tema do preconceito e dos malefícios da maledicência. O des-fecho, bem-humorado, comprova o valor da imaginação.

Áreas envolvidas: Língua Portuguesa, História Temas transversais: Ética, Pluralidade cultural Público-alvo: Leitor em processo

PROPOSTAS DE ATIVIDADES Antes da leitura:

1. Pergunte à classe quem já ouviu falar em Freddy Krueger. Peça

que contem o que sabem a respeito dessa personagem. Ele é o vilão dos conhecidos filmes Sexta-feira 13 e suas intermináveis continuações...

2. Existem histórias baseadas em fatos reais, histórias de fadas,

de assombração, de suspense... Pergunte a seus alunos que tipo de história preferem. Por quê?

3. Leia com eles o primeiro capítulo, Quando eu tinha onze anos,

que funciona como uma espécie de abertura. Explique que o ob-jetivo dele é preparar o leitor para o que vai ser tratado no livro. Qual tema eles imaginam que será?

Durante a leitura:

1. A partir da leitura do primeiro capítulo, já é possível

perce-ber que neste livro há uma história dentro da história. Peça que prestem atenção a isso: a história de Guga, adulto, às vol-tas com seus sobrinhos e a de Guga, criança, tentando resolver o problema da irmã.

Depois da leitura:

1. Retome a leitura conversando com seus alunos qual das duas

histórias acabou ganhando maior relevância: a de Guga, adulto, ou a de Guga, menino?

Aproveite para conversar a respeito desse recurso: encaixar uma história dentro de outra. Um exemplo famoso é As mil e uma

noites, em que a esperta Sherazade se livra da morte envolvendo

o marido com suas histórias.

Que tal promover a “Semana das Mil e uma noites”?

Leve um tapete para a sala, estique-o no chão para que todos se sentem em volta e deliciem-se com algumas das histórias desse clássico.

2. Folheie o livro examinando as ilustrações de página inteira

cri-adas por Rubem Filho. Qual o trecho do capítulo que a ilustração privilegiou? Peça que seus alunos se imaginem no lugar do ilus-trador: escolheriam essa ou outra passagem para ilustrar?

3. Verifique se perceberam a silhueta da gatinha que aparece

em todos os capítulos. Peça que confrontem com a do sumário, em que o corpo da gata parece um céu estrelado. Por que será que o artista usou esse recurso?

4. Retome o texto, perguntando:

• Guga e seu avô conversaram longamente sobre a morte. O avô, entre outras coisas, disse que “enquanto as coisas estão por aqui, entre nós, a gente muitas vezes nem dá importân-cia“ e que “a gente aprende com a idade a não ter raiva nem medo da morte”.

A morte é um tema tabu, e pouco se conversa sobre ela com as crianças. Nem por isso as crianças deixam de pensar na questão.

Promova uma conversa sobre essas idéias.

• Apelidos podem ser modos afetivos de sermos tratados pe-las pessoas que amamos, mas podem, também, revelar pre-conceito. Por que Repelente ganhara esse apelido? Ele o merecia? Na verdade, ele era apenas um homem solitário que morava numa casa velha, rodeado por gatos.

Aproveite a oportunidade para analisar os apelidos que circu-lam entre seus alunos. Peça que cada um expresse com sinceri-dade como se sente a respeito. Não há um termômetro para medir quando um apelido passa de carinhoso a ofensivo. O que é ofensivo para um pode não ser para outro, mas precisamos respeitar as diferenças para convivermos harmoniosamente.

5. Guga conta a seus sobrinhos uma história que aconteceu com

ele, quando tinha onze anos, numa época próxima ao Natal. As crianças, em geral, gostam de saber coisas que aconteceram com os adultos da família.

Essa é uma ótima oportunidade para estimular seus alunos a con-versarem com os pais ou outros familiares e conhecerem as histó-rias da família. Estimule-os a gravar esses depoimentos para com-partilhar com os colegas.

É possível, ainda, depois, produzir uma versão escrita do depoi-mento, ilustrando-o de um modo bem bonito como fez Rubem Filho e presentear a pessoa que tão generosamente comparti-lhou conosco um pouco de sua vida.

6. Embora Guga e os amigos não conhecessem pessoalmente o

Repelente, acreditavam que ele tivesse roubado os gatinhos para comê-los. Isso porque deram crédito à voz maledicente das pes-soas. Pergunte a seus alunos se eles já acreditaram em alguma coisa que lhe contaram e depois acabaram descobrindo que tudo não passava de fofocas.

Deixe que façam o relato oral de suas experiências.

7. Produzindo histórias de terror

Guga não contou, afinal, uma história com Freddy Krueger, como prometera. Mas inventou, de última hora, que ele era um dos mendigos. Caso seus alunos tenham familiaridade com a perso-nagem, organize-os em grupos e peça que troquem idéias a res-peito: Como ele foi parar lá? O que estava tramando? Os mendi-gos desconfiavam de sua identidade?

Se a turma se animar, proponha que inventem um episódio para-lelo à história de Guga, desta vez com o terrível criminoso em ação.

LEIA MAIS... 1. DO MESMO AUTOR

• Felicidade não tem cor — São Paulo, Editora Moderna • Um sonho dentro de mim — São Paulo, Editora Moderna • Crianças na escuridão — São Paulo, Editora Moderna • Saguairu — São Paulo, Editora Atual

2. SOBRE O MESMO ASSUNTO

• Mais respeito, eu sou criança! — Pedro Bandeira, São Paulo, Editora Moderna

• Liberdade para todos — Thales Guaracy, São Paulo, Editora Moderna

• Sapo de estimação — Marcia Kupstas, São Paulo, Editora Moderna

• Um dono para Buscapé — Giselda Laporta Nicolelis, São Paulo, Editora Moderna

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família e a importância da solidariedade. Presente também está o tema do preconceito e dos malefícios da maledicência. O des-fecho, bem-humorado, comprova o valor da imaginação.

Áreas envolvidas: Língua Portuguesa, História Temas transversais: Ética, Pluralidade cultural Público-alvo: Leitor em processo

PROPOSTAS DE ATIVIDADES Antes da leitura:

1. Pergunte à classe quem já ouviu falar em Freddy Krueger. Peça

que contem o que sabem a respeito dessa personagem. Ele é o vilão dos conhecidos filmes Sexta-feira 13 e suas intermináveis continuações...

2. Existem histórias baseadas em fatos reais, histórias de fadas,

de assombração, de suspense... Pergunte a seus alunos que tipo de história preferem. Por quê?

3. Leia com eles o primeiro capítulo, Quando eu tinha onze anos,

que funciona como uma espécie de abertura. Explique que o ob-jetivo dele é preparar o leitor para o que vai ser tratado no livro. Qual tema eles imaginam que será?

Durante a leitura:

1. A partir da leitura do primeiro capítulo, já é possível

perce-ber que neste livro há uma história dentro da história. Peça que prestem atenção a isso: a história de Guga, adulto, às vol-tas com seus sobrinhos e a de Guga, criança, tentando resolver o problema da irmã.

Depois da leitura:

1. Retome a leitura conversando com seus alunos qual das duas

histórias acabou ganhando maior relevância: a de Guga, adulto, ou a de Guga, menino?

Aproveite para conversar a respeito desse recurso: encaixar uma história dentro de outra. Um exemplo famoso é As mil e uma

noites, em que a esperta Sherazade se livra da morte envolvendo

o marido com suas histórias.

Que tal promover a “Semana das Mil e uma noites”?

Leve um tapete para a sala, estique-o no chão para que todos se sentem em volta e deliciem-se com algumas das histórias desse clássico.

2. Folheie o livro examinando as ilustrações de página inteira

cri-adas por Rubem Filho. Qual o trecho do capítulo que a ilustração privilegiou? Peça que seus alunos se imaginem no lugar do ilus-trador: escolheriam essa ou outra passagem para ilustrar?

3. Verifique se perceberam a silhueta da gatinha que aparece

em todos os capítulos. Peça que confrontem com a do sumário, em que o corpo da gata parece um céu estrelado. Por que será que o artista usou esse recurso?

4. Retome o texto, perguntando:

• Guga e seu avô conversaram longamente sobre a morte. O avô, entre outras coisas, disse que “enquanto as coisas estão por aqui, entre nós, a gente muitas vezes nem dá importân-cia“ e que “a gente aprende com a idade a não ter raiva nem medo da morte”.

A morte é um tema tabu, e pouco se conversa sobre ela com as crianças. Nem por isso as crianças deixam de pensar na questão.

Promova uma conversa sobre essas idéias.

• Apelidos podem ser modos afetivos de sermos tratados pe-las pessoas que amamos, mas podem, também, revelar pre-conceito. Por que Repelente ganhara esse apelido? Ele o merecia? Na verdade, ele era apenas um homem solitário que morava numa casa velha, rodeado por gatos.

Aproveite a oportunidade para analisar os apelidos que circu-lam entre seus alunos. Peça que cada um expresse com sinceri-dade como se sente a respeito. Não há um termômetro para medir quando um apelido passa de carinhoso a ofensivo. O que é ofensivo para um pode não ser para outro, mas precisamos respeitar as diferenças para convivermos harmoniosamente.

5. Guga conta a seus sobrinhos uma história que aconteceu com

ele, quando tinha onze anos, numa época próxima ao Natal. As crianças, em geral, gostam de saber coisas que aconteceram com os adultos da família.

Essa é uma ótima oportunidade para estimular seus alunos a con-versarem com os pais ou outros familiares e conhecerem as histó-rias da família. Estimule-os a gravar esses depoimentos para com-partilhar com os colegas.

É possível, ainda, depois, produzir uma versão escrita do depoi-mento, ilustrando-o de um modo bem bonito como fez Rubem Filho e presentear a pessoa que tão generosamente comparti-lhou conosco um pouco de sua vida.

6. Embora Guga e os amigos não conhecessem pessoalmente o

Repelente, acreditavam que ele tivesse roubado os gatinhos para comê-los. Isso porque deram crédito à voz maledicente das pes-soas. Pergunte a seus alunos se eles já acreditaram em alguma coisa que lhe contaram e depois acabaram descobrindo que tudo não passava de fofocas.

Deixe que façam o relato oral de suas experiências.

7. Produzindo histórias de terror

Guga não contou, afinal, uma história com Freddy Krueger, como prometera. Mas inventou, de última hora, que ele era um dos mendigos. Caso seus alunos tenham familiaridade com a perso-nagem, organize-os em grupos e peça que troquem idéias a res-peito: Como ele foi parar lá? O que estava tramando? Os mendi-gos desconfiavam de sua identidade?

Se a turma se animar, proponha que inventem um episódio para-lelo à história de Guga, desta vez com o terrível criminoso em ação.

LEIA MAIS... 1. DO MESMO AUTOR

• Felicidade não tem cor — São Paulo, Editora Moderna • Um sonho dentro de mim — São Paulo, Editora Moderna • Crianças na escuridão — São Paulo, Editora Moderna • Saguairu — São Paulo, Editora Atual

2. SOBRE O MESMO ASSUNTO

• Mais respeito, eu sou criança! — Pedro Bandeira, São Paulo, Editora Moderna

• Liberdade para todos — Thales Guaracy, São Paulo, Editora Moderna

• Sapo de estimação — Marcia Kupstas, São Paulo, Editora Moderna

• Um dono para Buscapé — Giselda Laporta Nicolelis, São Paulo, Editora Moderna

(6)

família e a importância da solidariedade. Presente também está o tema do preconceito e dos malefícios da maledicência. O des-fecho, bem-humorado, comprova o valor da imaginação.

Áreas envolvidas: Língua Portuguesa, História Temas transversais: Ética, Pluralidade cultural Público-alvo: Leitor em processo

PROPOSTAS DE ATIVIDADES Antes da leitura:

1. Pergunte à classe quem já ouviu falar em Freddy Krueger. Peça

que contem o que sabem a respeito dessa personagem. Ele é o vilão dos conhecidos filmes Sexta-feira 13 e suas intermináveis continuações...

2. Existem histórias baseadas em fatos reais, histórias de fadas,

de assombração, de suspense... Pergunte a seus alunos que tipo de história preferem. Por quê?

3. Leia com eles o primeiro capítulo, Quando eu tinha onze anos,

que funciona como uma espécie de abertura. Explique que o ob-jetivo dele é preparar o leitor para o que vai ser tratado no livro. Qual tema eles imaginam que será?

Durante a leitura:

1. A partir da leitura do primeiro capítulo, já é possível

perce-ber que neste livro há uma história dentro da história. Peça que prestem atenção a isso: a história de Guga, adulto, às vol-tas com seus sobrinhos e a de Guga, criança, tentando resolver o problema da irmã.

Depois da leitura:

1. Retome a leitura conversando com seus alunos qual das duas

histórias acabou ganhando maior relevância: a de Guga, adulto, ou a de Guga, menino?

Aproveite para conversar a respeito desse recurso: encaixar uma história dentro de outra. Um exemplo famoso é As mil e uma

noites, em que a esperta Sherazade se livra da morte envolvendo

o marido com suas histórias.

Que tal promover a “Semana das Mil e uma noites”?

Leve um tapete para a sala, estique-o no chão para que todos se sentem em volta e deliciem-se com algumas das histórias desse clássico.

2. Folheie o livro examinando as ilustrações de página inteira

cri-adas por Rubem Filho. Qual o trecho do capítulo que a ilustração privilegiou? Peça que seus alunos se imaginem no lugar do ilus-trador: escolheriam essa ou outra passagem para ilustrar?

3. Verifique se perceberam a silhueta da gatinha que aparece

em todos os capítulos. Peça que confrontem com a do sumário, em que o corpo da gata parece um céu estrelado. Por que será que o artista usou esse recurso?

4. Retome o texto, perguntando:

• Guga e seu avô conversaram longamente sobre a morte. O avô, entre outras coisas, disse que “enquanto as coisas estão por aqui, entre nós, a gente muitas vezes nem dá importân-cia“ e que “a gente aprende com a idade a não ter raiva nem medo da morte”.

A morte é um tema tabu, e pouco se conversa sobre ela com as crianças. Nem por isso as crianças deixam de pensar na questão.

Promova uma conversa sobre essas idéias.

• Apelidos podem ser modos afetivos de sermos tratados pe-las pessoas que amamos, mas podem, também, revelar pre-conceito. Por que Repelente ganhara esse apelido? Ele o merecia? Na verdade, ele era apenas um homem solitário que morava numa casa velha, rodeado por gatos.

Aproveite a oportunidade para analisar os apelidos que circu-lam entre seus alunos. Peça que cada um expresse com sinceri-dade como se sente a respeito. Não há um termômetro para medir quando um apelido passa de carinhoso a ofensivo. O que é ofensivo para um pode não ser para outro, mas precisamos respeitar as diferenças para convivermos harmoniosamente.

5. Guga conta a seus sobrinhos uma história que aconteceu com

ele, quando tinha onze anos, numa época próxima ao Natal. As crianças, em geral, gostam de saber coisas que aconteceram com os adultos da família.

Essa é uma ótima oportunidade para estimular seus alunos a con-versarem com os pais ou outros familiares e conhecerem as histó-rias da família. Estimule-os a gravar esses depoimentos para com-partilhar com os colegas.

É possível, ainda, depois, produzir uma versão escrita do depoi-mento, ilustrando-o de um modo bem bonito como fez Rubem Filho e presentear a pessoa que tão generosamente comparti-lhou conosco um pouco de sua vida.

6. Embora Guga e os amigos não conhecessem pessoalmente o

Repelente, acreditavam que ele tivesse roubado os gatinhos para comê-los. Isso porque deram crédito à voz maledicente das pes-soas. Pergunte a seus alunos se eles já acreditaram em alguma coisa que lhe contaram e depois acabaram descobrindo que tudo não passava de fofocas.

Deixe que façam o relato oral de suas experiências.

7. Produzindo histórias de terror

Guga não contou, afinal, uma história com Freddy Krueger, como prometera. Mas inventou, de última hora, que ele era um dos mendigos. Caso seus alunos tenham familiaridade com a perso-nagem, organize-os em grupos e peça que troquem idéias a res-peito: Como ele foi parar lá? O que estava tramando? Os mendi-gos desconfiavam de sua identidade?

Se a turma se animar, proponha que inventem um episódio para-lelo à história de Guga, desta vez com o terrível criminoso em ação.

LEIA MAIS... 1. DO MESMO AUTOR

• Felicidade não tem cor — São Paulo, Editora Moderna • Um sonho dentro de mim — São Paulo, Editora Moderna • Crianças na escuridão — São Paulo, Editora Moderna • Saguairu — São Paulo, Editora Atual

2. SOBRE O MESMO ASSUNTO

• Mais respeito, eu sou criança! — Pedro Bandeira, São Paulo, Editora Moderna

• Liberdade para todos — Thales Guaracy, São Paulo, Editora Moderna

• Sapo de estimação — Marcia Kupstas, São Paulo, Editora Moderna

• Um dono para Buscapé — Giselda Laporta Nicolelis, São Paulo, Editora Moderna

Referências

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