A INDÚSTRIA 4.0 INTRODUZIDA NA ALEMANHA APLICADA NO BRASIL INDUSTRY 4.0 INTRODUCES IN GERMANY APPLIED IN BRAZIL

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A INDÚSTRIA 4.0 INTRODUZIDA NA ALEMANHA APLICADA NO

BRASIL

João Cleber Rodrigues 1 Matheus Felipe Silva de Alcântara 2 Resumo:

Este trabalho consegue identificar a necessidade de se adequar as modernidades que as empresas estão passando atualmente, analisando quais os benefícios das empresas Alemãs dentro do Brasil e os impactos futuros que podem trazer para automação industrial. A indústria 4.0 ou propriamente dita a quarta revolução industrial pode ser considerada a adaptação com todo sistema integrado nas fábricas, com uma proposta de reduzir gastos e aumentar a produção. Demonstrando que a Alemanha consegue ser referência neste tema, foi citada como exemplo a “SIEMENS” onde traz uma digitalização completa dentro de sua fábrica querendo com isso seguir este método no Brasil. Mostrando também que vários empreendedores atuam diretamente neste segmento, querendo investir altos valores em modernidade e facilidade para fins de otimizar gastos futuros.

Palavras-Chave: Brasil, Alemanha, SIEMENS.

INDUSTRY 4.0 INTRODUCES IN GERMANY APPLIED IN BRAZIL

Abstract:

This work identifies the need to adapt the modernity that companies are currently undergoing, analyzing the benefits of German companies within Brazil and the future impacts they can bring to industrial automation. Industry 4.0 or indeed the fourth industrial revolution can be considered adaptation with every integrated system in the factories, with a proposal to reduce costs and increase production. Demonstrating that Germany can be a reference in this theme, "SIEMENS" was cited as an example where it brings a complete scanning within its factory, thus wanting to follow this method in Brazil. Also showing that several entrepreneurs act directly in this segment, wanting to invest high values in modernity and facility for the purpose of optimizing future expenses.

Keywords: Brazil, Germany, SIEMENS.

Introdução

Tudo se originalizou durante um projeto do governo alemão, onde tinha o intuito de um desenvolvimento de digitalizar toda produção de fábricas. Esse tipo de indústria traz por si própria vários tipos de dificuldade tanto sociais e econômicas, porque o ato de fazer uma drástica modificação no cenário fabril, traz uma concorrência com que as pequenas empresas tenham de algum modo, um plano estratégico para que consigam se adaptar e não sofram tanto, pois as

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grandes empresas irão se adaptar facilmente. No contexto geral, este método deve oferecer uma flexibilidade enorme.

Foi na edição de 2011 da famosa feira de tecnologia que acontece todos os anos, no final de abril, na cidade de Hannover, Alemanha, que o conceito sobre a indústria 4.0 seria revelado ao público pela primeira vez. Em uma associação entre o governo alemão, universidades, centros de pesquisas do país e empresas de tecnologia, a iniciativa foi fortemente incentivada e patrocinada, propondo mudanças radicais no modelo industrial que ocorre uma completa descentralização do controle dos processos e uma grande proliferação dos dispositivos inteligentes interconectados, em toda a cadeia de produção e de logística das fábricas. O impacto que se espera no setor industrial é comparado ao que a internet proporcionou ao comércio digital, às transações bancárias e aos meios de comunicação. As 3 primeiras revoluções industriais trouxeram a produção em massa, as linhas de montagem, a eletricidade e a tecnologia da informação, elevando a renda dos trabalhadores e fazendo da competição tecnológica o cerne do desenvolvimento econômico.

A quarta revolução industrial, que terá um impacto mais profundo e exponencial, se caracteriza, por um conjunto de tecnologias que permitem a fusão do mundo físico, digital e biológico. Tornar a Indústria 4.0 uma realidade implica rá na adoção gradual de um conjunto de tecnologias emergentes de TI e automação industrial na formação de um sistema de produção físico-cibernético, com intensa digitalização de informações e comunicação direta entre sistemas, máquinas, produtos e pessoas; a chamada Internet das Coisas (IoT). Este processo promete gerar ambientes de manufatura altamente flexíveis e auto ajustáveis à demanda crescente por produtos cada vez mais customizados. Para o sucesso do projeto, a consolidação de um único conjunto de padrões técnicos de comunicação e segurança será um elemento chave. Com ele, a troca de informações entre os diferentes tipos de sistemas e dispositivos será assegurada, eliminando-se as restrições relacionadas aos padrões proprietários vigentes.

2. Objetivo

Demonstrar que a Alemanha é o berço da indústria 4.0, com uma vasta lista de empresas de grande porte, que querem se tornar as famosas “fábricas inteligentes”, como a SIEMENS (maior produtora de softwares alemã) ,onde está fazendo um investimento pesado na digitalização que estuda maneiras de trazer esse tipo de industrialização pro Brasil, onde visam otimizar ao máximo os processos fazendo assim com que reduza os custos tardios.

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Com esse avanço da Indústria 4.0 observa-se que está ocorrendo um crescimento pela área em diversos países. Nos EUA, a Indústria 4.0 está de fato tendo um impacto muito importante nas iniciativas de fábricas inteligentes (smart factories), especialmente com a colaboração com o Consórcio Industrial da Internet. Além disso, há um número crescente de organizações e países onde a quarta revolução industrial está sendo adotada a todo vapor. Exemplos incluem o Reino Unido (Indústria 4.0 e o trabalho em torno do 4IR, abreviação de 4ª revolução industrial pela EEF), Japão (onde existe uma colaboração com a Iniciativa de Robot Revolution ), China (onde o esboço da Indústria 4.0 está pautada no projeto “ Made in China 2025 “) e outras inúmeras iniciativas da União Europeia (UE). A Indústria 4.0 no Brasil ainda é mais um conceito do que uma realidade, mas está sendo motivada por três grandes mudanças no mundo industrial produtivo: avanço exponencial da capacidade dos computadores, imensa quantidade de informação digitalizada e novas estratégias de inovação (pessoas, pesquisa e tecnologia).

Imagem 1: Industria 4.0

Fonte: [1]

A Automata do Brasil vem trabalhando forte, investindo em pesquisa e desenvolvimento desta nova tecnologia, juntamente com nossas “HeadSquare” Automata Itália, Automata Alemanha e uma outra gigante no assunto a Siemens, para trazer aos nossos clientes as melhores soluções e dar um grande passo rumo à indústria 4.0 no Brasil. A realidade 4.0 não se trata apenas de fábricas com alto grau de automação. Nesse novo contexto a chamada “indústria inteligente”, com todas as suas máquinas e insumos dialogam e trocam dados entre si ao longo das operações industriais. A Internet Industrial e a Indústria 4.0 criam também enormes oportunidades para empreendedores que atuem na área de tecnologia. Talvez como nunca antes na história da humanidade. Muito do que será necessário para converter a manufatura, os meios de transportes, agronegócio e outros setores industriais ainda precisa ser desenvolvido. Boa parte dessas tecnologias disruptivas ainda requer aperfeiçoamento, customização e a criação de soluções abrangentes que funcionem e gerem os

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benefícios esperados. Para mencionar apenas algumas destas novas ferramentas, precisaremos de empresas e de startups focadas em Big Data, Analytics, nuvem, segurança e automação de conhecimento na área de software e em robótica avançada, manufatura aditiva, novos materiais, energias sustentáveis e simulação no campo da engenharia.

4. Problemática a ser abordada

Para empreendedores que já atuam em um dos segmentos diretamente impactados por essa revolução, vale investir tempo na formulação de um plano consistente para avaliar e aplicar as novas tecnologias em suas operações. O ideal é reunir sua equipe interna com especialistas do mercado para analisar a viabilidade e o impacto de cada uma das novas tecnologias. Na transição, uma dica é pensar grande e começar pequeno, ou seja, pilotar cada ideia, medir os resultados e expandir para toda a operação. A outra é não esperar por um momento futuro. A hora é agora, antes que seus competidores o tirem do mercado. O processo industrial está se transformando de forma irreversível, e quem quiser ter sucesso nesse novo cenário terá de desenvolver novas habilidades. Esqueça a imagem que você tem de uma fábrica tradicional. No futuro, as linhas de produção barulhentas e confusas serão substituídas por um cenário peculiar. A indústria 4.0 será cada vez mais automatizada e controlada por robôs. Máquinas dotadas de sensores conseguirão comunicar-se entre si e tornar o processo produtivo cada vez mais eficiente. Com o avanço dos sistemas de big data e da internet das coisas, o controle da produção poderá ser feito remotamente. É uma questão de tempo para que indústrias de todo tipo se adaptem a este novo conceito. Em poucos anos, esse conceito deve se espalhar por outros países. Como consequência, o perfil da mão de obra deve mudar totalmente.

Há grandes desafios para a economia brasileira, em especial para a indústria, que enfrentou adversidades recentemente. Apesar disto, os dados apontam a quarta revolução industrial como uma oportunidade para o país. Afirma David Kupfer, professor da Faculdade de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador executivo adjunto do projeto Indústria 2027. Esse projeto pode ser considerado um dos primeiros e tímidos passos aqui no Brasil rumo à Indústria 4.0. A iniciativa da CNI em parceria com institutos de economia da UFRJ e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) visa explorar as oportunidades e os desafios que a indústria brasileira enfrentará nos próximos dez anos. Uma das vertentes do projeto é voltada para as mudanças no perfil dos trabalhadores que a nova realidade irá provocar. Fala-se aqui na integração de diversas formas de conhecimento, o que, certamente exigirá profissionais multidisciplinares.

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Nesse sentido, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) lançou em 2017 cinco cursos voltados à era da chamada “manufatura avançada”. Tais cursos terão foco na exploração de big data, internet das coisas, conexão entre máquinas, dentre outros.

A indústria 4.0 é composta por duas vertentes: processos integrados que garantem a produção customizada e produtos inovadores. O Brasil precisa ainda andar muito nesses dois sentidos. Temos poucos setores competitivos em escala global”, afirma o professor Eduardo de Senzi Zancul, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Algumas indústrias brasileiras saíram na frente, com projetos que podem ser considerados 4.0. Veja o caso da Ambev. Em 2015, a multinacional de bebidas adotou um sistema de automação para melhorar o controle do processo de resfriamento da cerveja e reduzir as variações de temperatura, evitando, assim, o desperdício de energia. A tecnologia já está em oito cervejarias da empresa e a previsão é expandir o uso para outras unidades ao longo deste ano.

5. Conclusão

A Industria 4.0 veio com o intuito de acabar totalmente com todas as necessidades de flexibilidade de produção, fazendo produzir perfis específicos de produtos sem a obrigação de um aumento de tempo, fazendo com que isso interfira principalmente na redução de um preço final e otimização de processos. A Alemanha se tornou referência nesse ramo com um dos maiores índices de robôs trabalhando em fábricas, se tornando assim inviável a contratação de mão-de-obra para serviços pesados. Os alemães têm como intuito trazer por meios de fábricas já localizadas no Brasil, esse tipo de indústria, digitalizando quase que totalmente sua produção e fazendo com que se adeque a modernidade do mundo.

Referências

Industria 4.0. Disponível em: < industria40.gov.br >. Acesso em: 13 de outubro de 2018.

A era da internet no ramo industrial. Disponível em <pollux.com.br/blog/a-era-da-internet-industrial-e-a-industria-4-0/> Acesso em: 20 de Outubro de 2018.

Automação da Industria 4.0. Disponível em <automataweb.com.br/industria-4-0-no-brasil/> Acesso em:

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