• Nenhum resultado encontrado

Relação de ajuda em contexto prisional

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Relação de ajuda em contexto prisional"

Copied!
10
0
0

Texto

(1)

Saúde: do Desafio

ao Compromisso

(2)

Saúde: do Desafio ao

Compromisso

Reservados todos

os direitos de acordo com a

legislação

em

vigor

©

20

15

,

E

scola Superior de

E

nfermagem

Or

o

José

T

imóteo

M

o

n

talvão

M

acha

d

o

R

e

vi

são

T

éc

nic

a

e Gr

á

fi

ca

T

eresa Ca

r

val

h

o

I.

a

Edi

çã

o

:

J

u

n

ho

20

1

5

ISBN:

978

-

989

-

97708-5

-

0

Co

n

s

elh

o

Editorial

Alexand

r

ina

Lobo

Alice Márti

r

es

Amâncio Carvalho

Car

l

os

T

o

r

res

Conceição Rain

h

o

Cr

i

st

i

na A

n

tunes

Cr

i

st

i

na Mou

r

a

David Fe

rn

ández Ga

r

cía

He

l

ena

Penafo

rte

Maria João Monte

i

ro

Vítor Rod

r

igue

s

(3)

Relação de ajuda em contexto prisional

Certo, A.

1,

Gaivão, A.

2

& Gomes,

J.

3

Resumo

- A qualidade de

saúde

por

vezes

é deficitária e os comportamentos de risco são elevados

,

não

pelo meio de onde derivam os

reclu

sos,

mas também pelo meio prisional onde estão inseridos.

Toma-se

imperativo que os profissionais de

saúde

consigam co

l

matar os comportamentos de risco

,

promovendo

a qualidade de

vida.

Ob

jetiv

ou-

se

compreender o

proce

sso

de

cuidar

e a

relação de ajuda

em contexto

pri

sio

nal.

Estudo de

natureza

qualitativa, assente na análise de

literatma científica publicada

.

U

t

ilizaram-se

as bases

de

dados

B-on, LILACS

e Seteio.

Critérios

de inclusão: evidências em contexto prisional;

artigos no intervalo temporal entre 2005 e 2014, com idioma português

,

espanhol e inglês. Emergiram 49

artigos científicos

,

tendo

sido selecionados

9. Evidencia-se que a prestação de cuidados, a relação de

ajuda e a ética do profissional para com os reclusos

são

comprometidas pela conceção física da prisão

,

pelas práticas restritivas da circulação de prisioneiros e pelo foco em manter o controlo e a

segmança.

Verifica

-

se

que

a

comunicação é o método mais eficaz e eficiente para poder alcançar a recuperação física

e mental dos reclusos. Conclui

-

se

que a relação de ajuda assume tml papel ftmdamental e importante para

a prática de enfermagem em contexto prisional.

Pa

l

avras

chave: Relação de ajuda

,

cuidados

,

enfermagem

,

prisão

.

S

u

mma

r

y

- The

health quality is

sometimes

precarious and

t

he risk behaviours are high, no

t

only

because of the environment where

t

he inmates originate from but also

t

he

pri

son

environmen

t

wherein

they are included.

It

's

imperative that the health professionals are able to overcome

t

he risk beha

v

iours

,

promoting life quality.

The

set

out objective

was t

o tmderstand the care process and the help relationship in a prison contex

t.

A

study

of qualitative na

t

ure based on

t

he analysis of

publi

shed scient

ific literattu·e

.

The

used databases

were

B

-

on

,

LILACS

and Scielo.

Inclu

sion

cri

t

eria: e

v

idences in prison context

;

articles within the

timeframe 2005

t

o 2014

,

in Pmtuguese

,

Spanish and English. 49

scientific

ar

t

icles emerged having 9 been

se

lected

.

E

vidence

is presen

t

ed that

t

he physical design of the prison

,

the restricted circulation practices

imposed on the inmates and the focus on maintaining control and

secmity

compromise

t

he

s

upply

of care

,

the help rela

t

ionship and the ethics o

f

the professional towar·ds the inmates

.

It

's verified

that

co1lllllunica

t

ion is the most effective and efficient method to achieve the physical and mental recovery of

inmates

.

The conclusion is

t

hat the help

rel

ationship

asstlllles a ftmdamental and important role for the

nmsing practises in

pri

son

context.

Keywords:

Help relationship

;

care; mrrsing

;

prison

.

1

Ana Certo

-

Enfermeira, Instituto Politécnico de Bragança-

catarinacerto@hotmail

.

com

2

Ana Galvão -Psicóloga Clínica Ph, D., Instituto Politécnico de Bragança, Departamento De Ciências Sociais e de

Gerontologia,

Nm-

Núcleo de Investigação

e

Intervenção no Idoso

-

anagalvao@ipb

.

pt

(4)

1 -I

N

TRODU

Ç

ÃO

V

i

ver

n

a a

tu

a

l

idade, re

m

ete

-

nos para

um

a

u

têntico

im

pregnado

d

e tecnicidade

m

ater

i

a

li

s

m

o e progressiva desva

l

orização da pessoa

human

a.

hon

i

a

d

as

iron

i

as proc

ur

a

-

se

,

e

m

je

i

to de q

u

i

m

era, a

l

cançar o

i

dea

l

de v

i

da p

l

ena de

boas cond

i

ções tis

i

cas,

m

ater

i

a

i

s

,

e

m

ocionais,

confmto

e evo

lu

ção c

i

entifico

-tecno

l

óg

i

ca ao

setv

i

ço do

ser

hum

ano.

Por vezes

,

para a

l

cançar to

d

o esse

i

dea

l

são

necessár

i

os diversos apoios, a

p

o

i

os,

esses d

i

spo

nib

ilizados por pro

fi

ss

i

onais de

saúde

.

D

esses apo

i

os, e

m

ergem d

i

versos

inst

mm

entos,

co

m

o a re

l

ação de aj

ud

a.

É

at

r

avés

d

e

l

a, q

u

e frequente

m

ente

se consegue

dar

r

esposta a detetm

in

adas

si

tu

ações desfavoráve

i

s

q

u

e ocone

m

na v

id

a

d

o

ser

hum

ano. E

n

quanto

seres

pro

fi

ss

i

ona

i

s

e

n

ão só

,

imp

l

e

m

entamos

a

r

e

l

ação

d

e

aj

u

da e

m

d

i

versos

n

í

veis,

q

u

e vamos desenvo

l

vendo co

n

soa

n

te a área de a

tu

ação, promove

n

do a

m

e

l

hor

i

a da

qu

a

li

dade de v

i

da, tentando alca

n

çar a reso

lu

ção

de

um

o

u m

a

i

s

prob

l

e

m

as

q

u

e a

f

ete

m d

etet

mi

nado

i

nd

i

v

í

d

u

o.

D

esta fmma, toma

-

se

i

m

p

r

escindíve

l

a

uti

li

zação da re

l

ação de aj

u

da entre o

enfet

m

e

i

ro e o

u

tente, neste

caso

o recl

u

so.

Apesar de to

d

as

as

di

fic

ul

dades

sent

i

das

pe

l

os profiss

i

ona

i

s

d

e

saúde

que traba

l

ha

m

em estabelec

im

entos p

li

s

i

ona

i

s,

a

r

e

l

ação de

aj

ud

a

toma-se

um

a ferra

m

enta essencia

l

para o p

r

ogresso e evo

lu

ção do esta

d

o de

saú

d

e

do recl

u

so

.

At

r

avés da

m

es

m

a, é

u

t

ili

za

d

a a co

mu

n

i

cação

como

meio de aux

íli

o na

prestação

d

os

c

ui

dados.

Segu

n

do

P

a

lm

a

(2003),

no a

mb

iente pr

i

s

i

onal

,

os recl

u

sos

não evoca

m

a

s

u

a

v

i

da

e

m

momento a

l

gum, abordar detetminados te

m

as é

qu

ase i

m

poss

í

ve

l

,

ta

l

como

fa

l

ar dos

con

fl

itos da

s

u

a

vida

,

pois para o recl

u

so

,

evocar a

s

u

a histór

i

a

é

revivê

-l

a e,

p

or

i

sso,

ex

i

ste

resistênc

i

a e

m

fazê

-l

o. Most

r

ar as

s

u

as pró

p

rias de

b

i

li

da

d

es pode

ser

per

i

goso, as

con

fi

ssões

de te

m

as

d

elica

d

os

são se

m

pre penosas e às vezes extraídas à força. Se

j

a q

u

a

l

f

or a fi

n

a

li

dade da pena de pr

i

vação de

lib

erdade de um

i

nd

i

v

í

d

u

o

,

é

im

pmtante f

r

i

sar

q

u

e o encarce

r

a

m

e

n

to

é

co

m

o re

f

ere More

i

ra

(1994), "se

m

p

r

e

um

ato

d

e

coerção,

pois a

detenção é

,

por natu

r

eza, invo

lun

tár

i

a e a

p

r

i

são

tem

s

i

do

,

desde

se

m

p

r

e

,

um m

undo

(5)

po

r

cana

i

s

p

róp

ri

os q

u

e a defm

m

a

m

e o

nd

e

tu

do se regu

l

a ao abrigo

d

os o

lh

os e o

u

vidos

in

di

scretos da socie

d

ade e

n

vo

l

ve

n

te

"

. No entan

t

o

,

re

fl

eti

nd

o o

d

esenvo

l

v

im

e

n

to da

sociedade co

m

o

um t

o

d

o

,

o s

i

ste

m

a

pri

s

i

o

n

a

l

te

m

so

f

r

id

o d

i

ve

r

si

fi

cadas

t

ransfm

m

ações

ao

l

ongo do te

m

po

,

na fm

m

a co

m

o encara e entende q

u

e

d

eve conc

r

et

i

zar a s

u

a

fun

ção

socia

l

(Marq

u

es

,

2010). Todos os di

l

e

m

as v

i

vencia

d

os pe

l

os recl

u

sos co

m

pro

m

ete

m

seria

m

e

nt

e a

qu

a

lid

ade dos c

uid

ados

.

A

r

e

l

ação

d

e a

ju

da ass

um

e

um p

a

p

e

l fund

a

m

e

n

ta

l

n

o co

mb

ate a todos esses pro

bl

e

m

as

.

Q

u

a

nd

o fa

l

a

m

os n

um

a re

l

ação de aj

ud

a

,

r

efer

im

o

-n

os a

um p

rocesso grad

u

a

l

,

co

m um iní

c

i

o e

um fim

,

onde

p

ode

m

os

i

dent

i

fica

r

algumas

f

ases.

F

o

i

o

b

jet

i

vo

d

e est

ud

o co

mp

ree

n

der o

p

rocesso de c

ui

dar e a re

l

ação de aj

ud

a e

m

co

nt

exto

p

r

i

s

i

o

n

a

l.

2-MÉTODO

E

sta

p

es

qu

isa é de na

tu

reza q

u

a

lit

at

i

va descr

iti

va e exp

l

oratór

i

a

,

rea

li

zada at

r

avés

da

r

ev

i

são siste

m

át

i

ca

d

a

li

tera

tur

a

,

q

u

e e

n

vo

l

ve a

r

eco

lh

a e anál

i

se de vár

i

os ar

ti

gos

c

i

e

n

fi

cos

r

e

l

ativos ao

t

e

m

a esco

lhi

do.

A

r

ev

i

são da

li

tera

tur

a

é

um

a

m

e

t

o

d

o

l

og

i

a

qu

e

p

ro

p

orc

iOn

a a s

ínt

ese do

co

nh

ec

im

ento e a

in

co

rp

oração

d

a ap

li

ca

bili

dade

d

e

r

es

ult

ados de es

tu

dos signi

fi

cat

i

vos

n

a

pr

ática (Ma1ti

n

s

,

Agnés

&

Sa

p

e

t

a

,

2

0

12)

.

P

ara o dese

n

vo

l

v

im

en

t

o desta pes

qui

sa

,

é

imp

resc

indí

ve

l

po

r

parte do

i

nves

ti

gador c

uri

os

id

ade

,

e

ntu

s

i

as

m

o

,

m

ot

i

vação e

im

ag

in

ação

,

des

t

a fm

m

a defi

niu-

se a q

u

estão

n

orteadora

:

"

Como é realiz

a

do o proce

ss

o

de

c

uid

a

r e

a

rel

açã

o de ajuda em

c

onte

x

to pri

s

ional

?"

Em

res

p

os

t

a à q

u

estão ex

p

os

t

a re

unim

os as segu

int

es pa

l

av

r

as

-

c

h

ave

,

se

nd

o e

l

as:

Re

l

ã

o de ajuda; cuidados; enfermagem; prisão. A q

u

estão

ini

cia

l

,

se

m

e

lh

an

t

e ao q

u

e

acontece nas

qu

es

t

ões

im

p

u

ls

i

onado

r

as

d

e

um

a invest

i

gação

,

d

eve ser

b

e

m

de

lin

eada

.

E

s

t

a deve abranger a pop

ul

ação

,

in

te1ve

n

ção

,

co

mp

a

ra

ção e res

ul

ta

d

os

.

Estes q

u

atro

parâme

t

ros

i

rão se

r u

ti

li

za

d

os

n

a esca

l

a

PI

C

O

. A esca

l

a

PI

C

O

te

m

o pro

p

ós

it

o

d

e

deco

mp

or e organ

i

za

r um probl

e

m

a

,

qu

e o profiss

i

onal se vê pera

n

te a s

u

a

p

rát

i

ca

cl

íni

ca

.

Santos

(

20

0

7) de

f

ende a

u

ti

li

zação des

t

a esca

l

a

p

ara a

p

esq

ui

sa de ev

i

dênc

i

as. A

esca

l

a

PI

C

O

,

c

uj

o ac

r

ó

nim

o re

pr

ese

nt

a

:

Patie

n

t (

u

te

n

te)

,

intervention

(

In

te1ve

n

ção)

,

Comparasion (Co

mp

aração) e

O

u

tcome (res

ult

a

d

o)

,

u

ti

li

za q

u

atro e

l

e

m

e

n

tos

(6)

2.1 - Participante

s

O

bt

id

os 49 art

i

gos c

i

entí

fi

cos, no entanto, cons

i

deran

d

o os c

ri

r

i

os de

in

cl

u

são, ape

n

as

f

o

i

se

l

ec

i

o

n

ado

um t

ota

l

de 9 art

i

gos

.

2.2 -

M

aterial

Utilizaram-

s

e a

s

ba

s

e

s

de dado

s

B-on, LILACS

e Scielo

.

Tabela 1.

Resumo dos arâmetros P

I

C

O

P

Reclusos

I

dentificar as

di

fic

u

l

d

ades na p

r

estação

d

e ctúdados aos reclusos

C

E

ncontrar eventuais comparações de estratégias no processo de cuidar

O

Apresentar

di

ficuldades no âm

b

i

to do cu

i

da

r

em contexto

p

r

i

sional

2.3 - Procedimento

s

A rev

i

são da

li

terat

ur

a é

um

a

m

etodo

l

ogia q

u

e

f

ac

ul

ta a s

ínt

ese do co

nh

eci

m

en

t

o e a

incorpo

r

ação da ap

li

cab

ilid

ade de res

ul

tados

d

e es

tu

dos s

i

gni

fi

cat

i

vos

n

a prát

i

ca

(Martins et a

i.

, 20

1

2)

.

P

ara

f

ac

ultar

a aná

li

se e até tomar

m

ais

cl

ara a i

n

fm

m

ação

r

e

l

evante

d

e cada

um

dos ar

t

igos se

l

ec

i

o

n

ados, fora

m

re

uni

das as i

n

fmmações de

m

a

i

or

pert

in

ê

n

c

i

a e

in

tro

duzi

das e

m

q

u

adros

d

e fmma a promover o fác

il

e ráp

id

o acesso à

s

i

ste

m

a

ti

zação de

i

n

f

m

m

ação

d

e ca

d

a

um d

e

l

es

.

3 -ANÁLI

S

E DE RES

U

LTADOS

Na ta

b

e

l

a 2 é a

p

rese

n

tada

um

a s

ín

tese da aná

li

se dos a

1

t

i

gos c

i

e

n

t

í

ficos

se

l

ec

i

o

n

ados

.

P

ara Ca

l

das (1986)

,

a pes

qui

sa b

ibli

ogr

áfi

ca represe

nt

a a "proc

ur

a e o arq

u

ivo de

da

d

os de e

n

tra

d

a

p

ara a revisão,

processa

nd

o

-

se a

um l

evanta

m

en

t

o

d

e

publi

cações

ex

i

stentes so

b

re o ass

unt

o o

u p

ro

bl

e

m

a e

m

es

tu

do, se

l

eção e

l

e

itur

a das

inf

m

m

ações

r

e

l

evantes".

D

es

t

a fm

m

a,

f

o

r

a

m

se

l

ec

i

o

n

ados os res

p

e

ti

vos a1t

i

gos q

u

e

p

e1

mi

te

m

(7)

Tabela

2.

Sínte

s

e do

s

resultados do

s

artigos científicos

Autores (Ano) Parada, AF. C. (2013) Gonçalves, N. S.C.S. (2014) SoUZll, MO.S. & Passos, J.P. (2008) Martins, J.C.B.M. (2013) Powell, J., Harris, F., Condon, L. & Kemple, T. (2010) Wbitehea, D. (2006) Santo, F.S., Valente, GS., SoUZll, L.M., Santos, M. L.,

Santos, LS. &

Sch

w

artz

,

M.P.(2013) Weiskopf, C.S. (2005) White KL.A, Christopher F C.J. & Kerridge, L (2014) Objetivo (s)

-Compreender o processo de cuidar e a relação de ajuda em contexto prisional

- Compreender a experiência vivida pelos enfenneiros de cuidar reclusos

em estabelecimentos prisionais

Identificar os prmoptos que norteiam a prática de enfermagem e discutir os limites e as possibilidades

da atuação da equipe de enfermagem nos serviços de saúde do Sistema

Penal

· Analisar e caracterizar os diferentes tipos de condicionantes e limitações experienciados no atendimento dos reclusos, quer por parte do sistema de segurança, do próprio recluso e profissional de saúde;

· Analisar e compreender a relação estabelecida entre profissionais de saúde e guardas prisionais;

· Analisar e compreender quais as percepções dos profissionais de saúde em relação aos reclusos e até que ponto isso

poderá afetar a prestação de cuidados

- Compreender as experiências dos enfenneiros e de outros profissionais de saúde da prisão acerca dos seus papéis e dos cuidados de enfermagem que prestam aos reclusos

-Analisar os serviços de enfermagem e cuidados de saúde utilizados em contexto prisional

-Avaliar junto da produção cientifica de enfermagem os cuidados prestados ao recluso

- Compreender a experiência de cuidar de prisioneiros através da

opinião dos enfenneiros

- Compreender como os diferentes context.os institucionais podem

influenciar significativamente a conceção e prestação de Cllidados de saúde e as obrigações e práticas dos profissionais de saúde que trabalham dentro deles Método: Participantes eMate1ial -Estudo qualitativo fenomenológico. -Entrevistas -Catorze enfenneiros

-Qua.l.i

tativo -Entrevistas -30 Profissionais de enfermagem ·Descritivo com abordagem qualitativa ·Entrevista ·16 profissionais de saúde do EPSCB ·Qualitativo -Entrevista -80 funcionários de saúde e 12 gestores de saúde -Qualitativo -Entrevista semi -estruturada -Artigos Científicos -Qualitativo -Revisão da literatura -4Artigos Científicos -Qualitativo -Revisão de literatura -9 enfenneiros -Qualitativo -Entrevista Enfenneiras -Qualitativo -Entrevista Resultados

Para se trabalhar neste meio, ser dotado de algumas competências adicionais, nomeadamente a ruvel social. Os enfenneiros têm que ter uma componente social quanto à sua forma de comunicar. Existe ainda toda uma vertente de enfermagem na área da saúde mental, pelo que conhecimentos acerca da mesma são essenciais.

Das técnicas adotadas a técnica privilegiada foi a relação de ajuda confiança. Constatou-se que os sintomas psicopatológicos limitam o funcionamento do sem-abrigo. Das intervenções resultou uma melhor perceção de estado de saúde dos sem abrigo e da interação estabelecida mediada pela relação de ajuda - confiança. A formação sobre técnicas de relação de ajuda destinada aos pares, promoveu o conhecimento e melhoria da prática de cnidados.

Os resultados evidenciaram que a prática do cuidado e a relação de ajuda são os princípios que norteiam a atuação da enfermagem na Unidade Hospitalar Penitenciária. Dentre as limitações verificam-se a presença do agente penitenciário e a periculosidade, que dificultam a autonomia do profissional de enfermagem no desempenho de suas ações.

Os problemas verificados na aplicação da prestação de cuidados são expectáveis, a falta de autonomia por parte do profissional, a dependência do guarda prisional, a vigilância constante pelo guarda sobrepondo o factor segurança à

saúde. Os profissionais relatam a existência de uma pobre comunicação entre o recluso e o profissional.

Evidenciou-se que os ambientes prisionais têm uma cultura caracterizada pela ordem, controle e disciplina, este fator sobrepõem-se às necessidades de saúde dos prisioneiros, na perspectiva dos profissionais de saúde. Os participantes descreveram claramente o seu papel, centrado na atenção primária, sendo a comunicação e a confiança essencial para estabelecer uma relação entre enfenneiro e recluso. Os resultados evidenciam que atualmente, os serviços de

enfermagem em contexto prisional são desadequados e que carecem de meios a ruvel estrutural e de recursos. Assim sendo, a relação de ajuda fica muito aquém dos serviços realizados pela enfermagem

Os resultados evidenciam que o "cuidar" em contexto prisional, deixa de ser apenas um procedimento, uma

intervenção, considerando-se como uma forma de relacionalmente entre o enfenneiro e o recluso, onde a ajuda humanitária é o objetivo, sendo essencial investir na qualidade de outro ser ou vir a ser, usando o respeito, a compreensão, tocando os de forma mais afetiva.

As experiencias retratam que os enfenneiros cuidam de forma a negociar fronteiras entre culturas e carinho. Enfrentem desafios complexos e uma série de limitações a ruvel da relação de ajuda entre o enfenneiro e o recluso. Os resultados evidenciam que existe uma experiência desafiadora e fiustrante no cuidar dos reclusos, pois enquadram-se em ambientes restritivos.

Os resultados evidenciam que a prestação de cuidadores, a relação e ética do profissional para com o utente são comprometidas pela conceção fisica da prisão, pelas práticas restritivas da circulação de prisioneiros e pelo foco em manter o controlo e a segurança. Assim sendo, o contexto prisional tem um impacto sobre a prática profissional e ilustrar a importância da sociologia e da antropologia.

(8)

4 - DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Com

a

análise dos estudos evidenciou-se que existem diversificadas baneiras que

influenciam a prestação de cuidados do enfe1meiro para

com

o recluso. A maioria dos

estudos evidencia que a relação de ajuda

,

por vezes

é

dificil de

ser

realizada

,

porém é

tida

como

um instrumento prioritário e essencial pelos enfe1meiros no cuidar

dos

utentes em estabelecimentos prisionais. Além disso

,

Powell

,

Condon e Kemple

(2010)

frisam

que a comunicação e

a confiança assumem-se como

meios

impmtantíssimos

para

estabelecer

uma

relação

de ajuda eficaz

.

O que

conobora com

os resultados de Parada

(2013)

,

que evidenciam que os enfe1meiros e todos os profissionais que trabalham nesta

área

têm que

ser

detentores de

uma

componente

social

quanto

à

sua fmma

de

comunicar.

No

estudo de Ma1tins

(2013)

,

a comunicação também foi referenciada

como

um

instmmento

de

grande

relevância

,

porém com baixo nível de

utilização

entre o

recluso

e o profissional

,

podendo an·ibuir-se

a

este

fator a falta

de

confiança

por pa1te do

recluso.

Segundo White

,

Jordens e

Kenidge (2014), a

relação

e ética do profissional

para

com

o

recluso são

comprometidas pela

conceção

fisica da prisão

,

pelas práticas

restritivas

da

circulação

de prisioneiros e pelo foco em

manter

o

controlo

e

a segurança.

O contexto prisional assume

um impacto sobre

a prática profissional e

ilusn·a

a

importância da

sociologia

e da ann·opologia.

Nos

estudos de Gonçalves

(

2014) e Souza

e Passos

(2008),

os resultados

são semelhantes

em ambos

,

a relação de ajuda e

confiança

são

privilegiadas pelos enfe1meiros

no

processo do

cuidar.

Assim

sendo

,

a

prática do cuidar é o princípio

que

norteia a atuação de enfe1magem.

Souza

Santo et ai.

(2013)

evidenciam que o

"cuidar

"

em

contexto

prisional

,

deixa de

ser

apenas

um

procedimento

,

uma

intervenção

,

considerando-se

como uma

fmma de relacionamento

enn·e o enfe1meiro e o recluso

,

onde a

ajuda

humanitária

é

o objetivo

,

sendo

essencial

investir na qualidade de outro

ser

ou

vir

a

ser,

usando

o respeito

,

a compreensão

,

tocando-os de fmma mais afetiva.

Referem

que os enfe1meiros devem

usar

incentivos

mentais

para estimular o paciente

,

indagando o

"cuidar"

como uma fmma

de

se

sentirem

apoiados

e

até

mesmo

valorizadas as suas

necessidades

,

sendo

o objetivo

melhorar as

condições de vida das pessoas

,

por meio

de

incentivo

à

autoestima. Os

resultados

dos diversos estudos evidenciam que a relação de ajuda

deve

estar presente

no

processo de

cuidar

em enfe1magem

,

sendo

que por

vezes

pode

ser afetada

(9)

negativamente deri

vado

a fatores extrínsecos

às

práticas de enfe1magem, como as

estruturas físicas

da

prisão

(o

espaço

di

spo

nibilizado

),

a

pre

se

n

ça

do guarda

(

reduz

a

privacidade

do reclu

so

per

an

te o enfe1meiro) assim

co

mo

a desconfiança dos

me

s

mo

s

perante o profi

ss

ional de

saúde.

Portanto

,

os resu

l

tados eviden

c

iado

s

pe1mitem

co

n

stata

r

que

a

relação de ajuda

p

ara

o enfe1meiro

ass

ume um

pape

l

fundamental

e que a

comunicação é um meio fundamental que po

ss

ibilit

a

todo esse pro

cesso.

5 -

CONCLUSÕES

Enun

c

i

a

mo

s

as princip

a

i

s con

clu

sões

deconente

s

da

anál

i

se

da literatura re

a

li

zada.

A elaboração

de

ste

estudo

co

n

st

ituiu uma experi

ê

n

c

ia

a

l

tamente emiquecedora,

n

ão só

como

profi

ssiona

l

de

saú

de

,

ma

s

também a ní

ve

l pessoal.

O

estudo realizado

foi um

a

re

v

i

são s

i

ste

máti

ca

da

literatura

so

bre

o

processo de cuidar e a relação de ajuda de

enfe1magem em contexto prisional.

Para dar re

s

po

sta

à questão

de pa1

t

id

a,

utilizamo

s

o

método PI

[

C]OD, para

cons

e

c

u

ção

dos objetivos de

lin

eados. Ao

ana

li

sa

1mo

s

os a1tigos

s

ele

c

ion

ados

,

ve

rifi

cámos

que todos

referem o níve

l

de imp01tân

c

i

a

que

a

rela

ção

de

ajuda representa para

a

pr

át

i

ca

de enfe1magem em

contex

to

prisional. Contudo

,

estão

presentes baneiras

/

obstácu

l

os em todo este

pro

cesso, co

mo

as estmturas

s

i

c

a

s

d

a

prisão

(o

espaço disponibilizado), a pre

se

n

ça

do guarda

(r

eduz a pri

vac

idade do reclu

so

perante o enfe1meiro )

,

ass

im

co

mo

a

desconfiança dos me

s

mo

s

perante o profi

ss

ional de

saúde.

Per

an

te

os

re

s

ult

ados

encont:I·ados

,

ver

ifi

ca

mo

s

que a

co

muni

cação

assume

um

pape

l

imp01

ta

ntí

ss

imo no pro

cesso

da rela

ção

de ajuda

,

porém toma-se pou

co

eficiente

em

ceitas s

itua

ções, co

mo

os resu

l

tados

indi

ca

m

.

Da

elaboração

de

ste

e

s

tudo pode

co

ncluir-

se

que os objetivos

foram

atingidos

,

as s

u

as s

upo

s

içõe

s

foram

con

fnmad

as

e

foram

enunciadas as principais

co

nt:I

·

ibui

ções

teóricas

e pr

át

i

cas

do

trab

a

lh

o realizado

,

referen

c

iando

os

re

c

ur

sos

humanos

impre

sc

indívei

s

par

a

a

re

a

li

zação

de

sta

re

v

i

são

s

i

ste

máti

ca

da literatura. Concluímos que

a

rela

ção

de

aj

uda

ass

ume um p

a

pel

fund

a

ment

a

l

na pre

stação

e na

melhoria do

s c

uidado

s

em

co

ntexto pri

s

ional.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Caldas

,

M

.

A.E.

(1986)

.

Estudos de revisão de literatura: Fundamentação e estratégia metodológica

.

São

Paulo

:

Hucitec

.

Gonçalves

,

N

.

S.C.S

.

(

2014)

.

Cuidar entre as grades: Vivências

dos enfermeiros. Dissettação de mestrado

não pub

l

icada

,

Unive

r

sidade

do Porto

,

In

s

t

ituto de Ciências

Biomédicas

Abel Salazar

,

P01to

.

(10)

Marques

,

A M

.

M

.

B.

(

2010). Esquemas mal-adapta

t

ivos precoces

,

ansiedade

,

depressão e

psicopatologia em

reclu

sas

.

Tese de mesn·ado

.

Porto

:

Universidade

do Porto

Matt

ins

,

J.C

.

B

.

M.

(2013).

A prática da

saúde

em contexto prisional: Relação entre profissionais de

saúde

e reclusos

.

Projeto de graduação não publicado

,

Uni

v

ersidade Femando Pessoa

,

Faculdade

de

Ciências

Humanas e

Sociais

.

Reti

rado

de

http

:

/

lbdigital.ufP.pt/bitstream/1028

4

/

4016

/

1

/

PG

.

pdf

Matt

ins

,

M.

,

Agnés

,

P

.

,

&

Sape

ta

,

P

.

(201

2)

.

Fim de

v

ida no

serviço

de urgência: Dificuldades e

in

t

er

v

enções dos enfermeiros na p

r

es

tação

de cuidados

.

Insti

t

uto Politécnico de Castelo Branco

,

E

sco

l

a

Superior de Saúde De. Lopes Dias

.

Mo

r

eira J. J

.

Semedo

.

1994.

«V

idas Encarceradas

:

E

studo Sociológico

de tuna P

r

isão Masculina

»

.

Colecção Cademos

do CEJ. Gabinete de Estudos Jurídico-Sociais do

Cenn·o

de Estudos

Judiciários

.

Lisboa: n

.

0

1

/

93.

Palma

,

A

C

.

(

2003)

.

Sobrepenas:

O

s

Exce

ssos

na Execução Penal.

Mo

nografi

a

do

Curso

de

E

specialização

em Modalidades de Tratamento Penal e Gestão Prisional.

Universidade

Federal

do Panamá

Parada

,

AF

.

C

.

(

2013). Enfermagem nos estabelecimen

t

os prisionais

.

P

r

ojeto de g

raduação

não

publicado

,

Universidade F

emando Pessoa Faculdade de Ciências da

Saúde

,

Porto

.

Powell

,

J

.

,

Hall'is

,

F

.

,

Condon

,

L.

,

& Kemple

,

T

.

(

2010)

Nursing

care of prisoners

:

Staff views

and

experiences

.

Joumal o

f

Advanced

Nursing

,

66

(6)

,

1

257-1265.

Retrieved f

r

om

http:

//

onlinelibrary

.

wiley

.

com/doi/

1

0

.1

1

1

11

j

.1365-2648

.

20

1

0

.

05296

.

x/absn·act

Santo

,

F.S

.

,

Valente

,

G

.

S

.

C

.

,

Souza

,

L.M

.

C

.

,

Sa

nto

s

,

M

.

L.S

.

C

.

,

Sa

nto

s

,

I.S

.

,

& Schwartz,

M.P.

(

2013).

Cuidados

de enfetmería en

sit

uación de cárce

l

según

Waldow: Entre lo p

r

ofesional

y

lo

exp

r

essi

v

o

.

Enferm Gglob

.

,

12

(31)

.

Retirado de

http

:

//

scielo.isciii

.

es

/

scielo

.

php

?

pid=

S

1695

-61

4

1

20

1300030001

8&script=sci

_arttext

Santos

,

C

.

(

2007)

.

A estra

t

egia PI

CO

para

a

consnução de pesquisa e busca de evidências

.

Revista

Latino-Americana

de

enfermagem,

v

.

15

,

n.

3

,

p

.

7

-

1

1.

D

isponível

em

:

.

<http

:

//

www

.

scielo

.

br/pdf!rlae

/

v

1

5n3

/

p

t

_

v1

5n3a23.pdt>

.

Acesso a 2 maio 20

1

5

.

Souza

,

M.O

.

S.

& Passos

,

J.P.

(2008)

.

A prática de enfermagem no

sistema

penal

:

Limites e

po

ssibilidades

.

Revis

ta

Enfermagem Anna Nery

,

1

2

(3)

,

4

1

7

-2

3

.

Re

ti

rado

de

http:

//

www.scielo.br

/

pdf!ean/

v1

2n3

/

v

1

2n3a04

Weiskop

f

,

C

.

S

.

(2005)

.

Nurses

'

experience of caring fo

r

inmate

patien

ts

. J

Adv Nurs, 49 (4)

,

336

-

343

.

Re

t

i

rado

de http:

//

www.ncbi.nlmnih

.

gov

/

pubmed/1570

1

1

48

Whi

t

e

,

K.L.

,

Jordens

,

C

.

F

.

,

& Kerridge. I.

(

20

1

4)

.

A ética p

r

ofissional

:

O

impac

t

o do contex

t

o prisiona

l

sobr

e

as

prá

ticas

e normas

de atuação

dos p

r

ofissionais de

saúde

.

Bioeth

Ing.,

1

1

(

3)

,

333

-

345

.

doi

:

10.1007

/

s11673

-

014

-

9558

-8

Whi

t

ehea

,

D

.

(2006)

.

The health p

r

omoting prison (HPP)

and

its imperative fo

r

nursing,

Int

J

Nurs Stud.,

43

(1)

,

123-131. Retrieved fi

:om h

ttp

:

//

www

.

ncbi

.

n

l

m.nih

.

gov

/

pubmed/

1

6326

167

Ana

Certo

Enfe

r

meira

.

Fo

r

mado

ra

Ciências da

Saúde

.

Ana

Gaivão

Dou

t

o

rada

em Psicologia. Licenciada em Psicologia Clínica pela

Universidade

do Porto

.

Pro

f

essora

Coordenadora

do Instituto Politécnico de Bragança

/

Escola

Supe

rior

de Saúde

.

Execut

ive Coach

rec

onhecida

pela

I

CF

(

Int.emational Coaching Federation). Psicóloga no Gabinete

Clínico

do

In

stitut

o

Politécnico de Bragança.

Coodenadora

do Departamento das Ciências

Sociais

e de Gerontologia..

Investigadora

do Núcleo

de Investigação e In

t

ervenção

do idoso (NIII). Áreas Cientificas de In

v

estigação

:

Desenvolvimento Humano.

Jos~

Gomes

Profe

ss

or

Adjtmto

no Instituto Politécnico

de

Bragança

,

Escola

Superior

de

Saúde

.

PhD Sociologia no

In

s

tituto

Ciências Sociais

da. Univer

si

dade

do

Minho.

Referências

Documentos relacionados

O presente trabalho tem como objetivo geral analisar como instrumentos interativos podem contribuir no processo de aprendizado e do desenvolvimento do indivíduo,

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) apresenta à categoria e à sociedade em geral o documento de Referências Técnicas para a Prática de Psicólogas(os) em Programas de atenção

No primeiro livro, o público infantojuvenil é rapidamente cativado pela história de um jovem brux- inho que teve seus pais terrivelmente executados pelo personagem antagonista,

Costa (2001) aduz que o Balanced Scorecard pode ser sumariado como um relatório único, contendo medidas de desempenho financeiro e não- financeiro nas quatro perspectivas de

Para aprofundar a compreensão de como as mulheres empreendedoras do município de Coxixola-PB adquirem sucesso em seus negócios, aplicou-se uma metodologia de

Como o predomínio de consumo energético está no processo de fabricação dos módulos fotovoltaicos, sendo os impactos da ordem de 50 a 80% nesta etapa (WEISSER,

Nessa situação temos claramente a relação de tecnovívio apresentado por Dubatti (2012) operando, visto que nessa experiência ambos os atores tra- çam um diálogo que não se dá

Portanto, mesmo percebendo a presença da música em diferentes situações no ambiente de educação infantil, percebe-se que as atividades relacionadas ao fazer musical ainda são