Saúde: do Desafio
ao Compromisso
Saúde: do Desafio ao
Compromisso
Reservados todos
os direitos de acordo com a
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em
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978
-
989
-
97708-5
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Editorial
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Relação de ajuda em contexto prisional
Certo, A.
1,Gaivão, A.
2& Gomes,
J.
3Resumo
- A qualidade de
saúde
por
vezes
é deficitária e os comportamentos de risco são elevados
,
não
só
pelo meio de onde derivam os
reclu
sos,
mas também pelo meio prisional onde estão inseridos.
Toma-se
imperativo que os profissionais de
saúde
consigam co
l
matar os comportamentos de risco
,
promovendo
a qualidade de
vida.
Ob
jetiv
ou-
se
compreender o
proce
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de
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em contexto
pri
sio
nal.
Estudo de
natureza
qualitativa, assente na análise de
literatma científica publicada
.
U
t
ilizaram-se
as bases
de
dados
B-on, LILACS
e Seteio.
Critérios
de inclusão: evidências em contexto prisional;
artigos no intervalo temporal entre 2005 e 2014, com idioma português
,
espanhol e inglês. Emergiram 49
artigos científicos
,
tendo
sido selecionados
9. Evidencia-se que a prestação de cuidados, a relação de
ajuda e a ética do profissional para com os reclusos
são
comprometidas pela conceção física da prisão
,
pelas práticas restritivas da circulação de prisioneiros e pelo foco em manter o controlo e a
segmança.
Verifica
-
se
que
a
comunicação é o método mais eficaz e eficiente para poder alcançar a recuperação física
e mental dos reclusos. Conclui
-
se
que a relação de ajuda assume tml papel ftmdamental e importante para
a prática de enfermagem em contexto prisional.
Pa
l
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chave: Relação de ajuda
,
cuidados
,
enfermagem
,
prisão
.
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son
context.
Keywords:
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;
care; mrrsing
;
prison
.
1
Ana Certo
-
Enfermeira, Instituto Politécnico de Bragança-
catarinacerto@hotmail
.
com
2
Ana Galvão -Psicóloga Clínica Ph, D., Instituto Politécnico de Bragança, Departamento De Ciências Sociais e de
Gerontologia,
Nm-Núcleo de Investigação
e
Intervenção no Idoso
-
anagalvao@ipb
.
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Tabela
2.
Sínte
s
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s
resultados do
s
artigos científicos
Autores (Ano) Parada, AF. C. (2013) Gonçalves, N. S.C.S. (2014) SoUZll, MO.S. & Passos, J.P. (2008) Martins, J.C.B.M. (2013) Powell, J., Harris, F., Condon, L. & Kemple, T. (2010) Wbitehea, D. (2006) Santo, F.S., Valente, GS., SoUZll, L.M., Santos, M. L.,Santos, LS. &
Sch
w
artz
,
M.P.(2013) Weiskopf, C.S. (2005) White KL.A, Christopher F C.J. & Kerridge, L (2014) Objetivo (s)-Compreender o processo de cuidar e a relação de ajuda em contexto prisional
- Compreender a experiência vivida pelos enfenneiros de cuidar reclusos
em estabelecimentos prisionais
Identificar os prmoptos que norteiam a prática de enfermagem e discutir os limites e as possibilidades
da atuação da equipe de enfermagem nos serviços de saúde do Sistema
Penal
· Analisar e caracterizar os diferentes tipos de condicionantes e limitações experienciados no atendimento dos reclusos, quer por parte do sistema de segurança, do próprio recluso e profissional de saúde;
· Analisar e compreender a relação estabelecida entre profissionais de saúde e guardas prisionais;
· Analisar e compreender quais as percepções dos profissionais de saúde em relação aos reclusos e até que ponto isso
poderá afetar a prestação de cuidados
- Compreender as experiências dos enfenneiros e de outros profissionais de saúde da prisão acerca dos seus papéis e dos cuidados de enfermagem que prestam aos reclusos
-Analisar os serviços de enfermagem e cuidados de saúde utilizados em contexto prisional
-Avaliar junto da produção cientifica de enfermagem os cuidados prestados ao recluso
- Compreender a experiência de cuidar de prisioneiros através da
opinião dos enfenneiros
- Compreender como os diferentes context.os institucionais podem
influenciar significativamente a conceção e prestação de Cllidados de saúde e as obrigações e práticas dos profissionais de saúde que trabalham dentro deles Método: Participantes eMate1ial -Estudo qualitativo fenomenológico. -Entrevistas -Catorze enfenneiros
-Qua.l.i
tativo -Entrevistas -30 Profissionais de enfermagem ·Descritivo com abordagem qualitativa ·Entrevista ·16 profissionais de saúde do EPSCB ·Qualitativo -Entrevista -80 funcionários de saúde e 12 gestores de saúde -Qualitativo -Entrevista semi -estruturada -Artigos Científicos -Qualitativo -Revisão da literatura -4Artigos Científicos -Qualitativo -Revisão de literatura -9 enfenneiros -Qualitativo -Entrevista Enfenneiras -Qualitativo -Entrevista ResultadosPara se trabalhar neste meio, ser dotado de algumas competências adicionais, nomeadamente a ruvel social. Os enfenneiros têm que ter uma componente social quanto à sua forma de comunicar. Existe ainda toda uma vertente de enfermagem na área da saúde mental, pelo que conhecimentos acerca da mesma são essenciais.
Das técnicas adotadas a técnica privilegiada foi a relação de ajuda confiança. Constatou-se que os sintomas psicopatológicos limitam o funcionamento do sem-abrigo. Das intervenções resultou uma melhor perceção de estado de saúde dos sem abrigo e da interação estabelecida mediada pela relação de ajuda - confiança. A formação sobre técnicas de relação de ajuda destinada aos pares, promoveu o conhecimento e melhoria da prática de cnidados.
Os resultados evidenciaram que a prática do cuidado e a relação de ajuda são os princípios que norteiam a atuação da enfermagem na Unidade Hospitalar Penitenciária. Dentre as limitações verificam-se a presença do agente penitenciário e a periculosidade, que dificultam a autonomia do profissional de enfermagem no desempenho de suas ações.
Os problemas verificados na aplicação da prestação de cuidados são expectáveis, a falta de autonomia por parte do profissional, a dependência do guarda prisional, a vigilância constante pelo guarda sobrepondo o factor segurança à
saúde. Os profissionais relatam a existência de uma pobre comunicação entre o recluso e o profissional.
Evidenciou-se que os ambientes prisionais têm uma cultura caracterizada pela ordem, controle e disciplina, este fator sobrepõem-se às necessidades de saúde dos prisioneiros, na perspectiva dos profissionais de saúde. Os participantes descreveram claramente o seu papel, centrado na atenção primária, sendo a comunicação e a confiança essencial para estabelecer uma relação entre enfenneiro e recluso. Os resultados evidenciam que atualmente, os serviços de
enfermagem em contexto prisional são desadequados e que carecem de meios a ruvel estrutural e de recursos. Assim sendo, a relação de ajuda fica muito aquém dos serviços realizados pela enfermagem
Os resultados evidenciam que o "cuidar" em contexto prisional, deixa de ser apenas um procedimento, uma
intervenção, considerando-se como uma forma de relacionalmente entre o enfenneiro e o recluso, onde a ajuda humanitária é o objetivo, sendo essencial investir na qualidade de outro ser ou vir a ser, usando o respeito, a compreensão, tocando os de forma mais afetiva.
As experiencias retratam que os enfenneiros cuidam de forma a negociar fronteiras entre culturas e carinho. Enfrentem desafios complexos e uma série de limitações a ruvel da relação de ajuda entre o enfenneiro e o recluso. Os resultados evidenciam que existe uma experiência desafiadora e fiustrante no cuidar dos reclusos, pois enquadram-se em ambientes restritivos.
Os resultados evidenciam que a prestação de cuidadores, a relação e ética do profissional para com o utente são comprometidas pela conceção fisica da prisão, pelas práticas restritivas da circulação de prisioneiros e pelo foco em manter o controlo e a segurança. Assim sendo, o contexto prisional tem um impacto sobre a prática profissional e ilustrar a importância da sociologia e da antropologia.
4 - DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Com
a
análise dos estudos evidenciou-se que existem diversificadas baneiras que
influenciam a prestação de cuidados do enfe1meiro para
com
o recluso. A maioria dos
estudos evidencia que a relação de ajuda
,
por vezes
é
dificil de
ser
realizada
,
porém é
tida
como
um instrumento prioritário e essencial pelos enfe1meiros no cuidar
dos
utentes em estabelecimentos prisionais. Além disso
,
Powell
,
Condon e Kemple
(2010)
frisam
que a comunicação e
a confiança assumem-se como
meios
impmtantíssimos
para
estabelecer
uma
relação
de ajuda eficaz
.
O que
conobora com
os resultados de Parada
(2013)
,
que evidenciam que os enfe1meiros e todos os profissionais que trabalham nesta
área
têm que
ser
detentores de
uma
componente
social
quanto
à
sua fmma
de
comunicar.
No
estudo de Ma1tins
(2013)
,
a comunicação também foi referenciada
como
um
instmmento
de
grande
relevância
,
porém com baixo nível de
utilização
entre o
recluso
e o profissional
,
podendo an·ibuir-se
a
este
fator a falta
de
confiança
por pa1te do
recluso.
Segundo White
,
Jordens e
Kenidge (2014), a
relação
e ética do profissional
para
com
o
recluso são
comprometidas pela
conceção
fisica da prisão
,
pelas práticas
restritivas
da
circulação
de prisioneiros e pelo foco em
manter
o
controlo
e
a segurança.
O contexto prisional assume
um impacto sobre
a prática profissional e
ilusn·a
a
importância da
sociologia
e da ann·opologia.
Nos
estudos de Gonçalves
(
2014) e Souza
e Passos
(2008),
os resultados
são semelhantes
em ambos
,
a relação de ajuda e
confiança
são
privilegiadas pelos enfe1meiros
no
processo do
cuidar.
Assim
sendo
,
a
prática do cuidar é o princípio
que
norteia a atuação de enfe1magem.
Souza
Santo et ai.
(2013)
evidenciam que o
"cuidar
"
em
contexto
prisional
,
deixa de
ser
apenas
um
procedimento
,
uma
intervenção
,
considerando-se
como uma
fmma de relacionamento
enn·e o enfe1meiro e o recluso
,
onde a
ajuda
humanitária
é
o objetivo
,
sendo
essencial
investir na qualidade de outro
ser
ou
vir
a
ser,
usando
o respeito
,
a compreensão
,
tocando-os de fmma mais afetiva.
Referem
que os enfe1meiros devem
usar
incentivos
mentais
para estimular o paciente
,
indagando o
"cuidar"
como uma fmma
de
se
sentirem
apoiados
e
até
mesmo
valorizadas as suas
necessidades
,
sendo
o objetivo
melhorar as
condições de vida das pessoas
,
por meio
de
incentivo
à
autoestima. Os
resultados
dos diversos estudos evidenciam que a relação de ajuda
deve
estar presente
no
processo de
cuidar
em enfe1magem
,
sendo
que por
vezes
pode
ser afetada
negativamente deri
vado
a fatores extrínsecos
às
práticas de enfe1magem, como as
estruturas físicas
da
prisão
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5 -
CONCLUSÕES
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