• Nenhum resultado encontrado

Comparação entre protocolos de extração de DNA para algodão.

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Comparação entre protocolos de extração de DNA para algodão."

Copied!
8
0
0

Texto

(1)

Comunicado

Técnico

187

ISSN 0102-0099 Dezembro/2003 Campina Grande, PB

Comparação Entre Protocolos de Extração

de DNA para Algodão

Márcia Soares Vidal1

Taciana de Carvalho Coutinho2 Lúcia Vieira Hoffman3

Em plantas, o isolamento de DNA requer mecanismos que possam eliminar os problemas gerados durante a extração. Segundo Romano e Brasileiro (1999), o DNA vegetal deve ser puro suficiente para não interferir nos tratamentos enzimáticos ou causar problemas durante a

eletroforese. O algodoeiro (Gossypium hirsutum L.), uma das principais culturas produtora de fibras do mundo, vem sendo bastante estudada ao nível de DNA com marcadores moleculares. Atualmente, vários são os métodos de extração utilizados na obtenção de DNA de algodão de alta qualidade, mas problemas com contaminação por compostos fenólicos como citado por Saha et al. (1997) ainda são fatores que geram oxidação das amostras e conseqüentemente degradação das mesmas. Desta forma, o presente trabalho teve como finalidade testar protocolos para a extração de DNA total de algodão, a fim de selecionar aquele que melhor resultado gerar para ser então empregado nos projetos da equipe de Biotecnologia com marcadores moleculares.

Para o desenvolvimento deste trabalho os genótipos: BRS IPÊ, CNPA ITA 90 II, CNPA GO 2000 1207 e

CNPA GO 2001 3072 foram cultivados em casa de vegetação da Embrapa Algodão, localizada em Campina Grande, PB no período de Janeiro a Junho. Para a extração do DNA total, folhas jovens foram coletadas e colocadas imediatamente na presença de nitrogênio líquido. As amostras foram submetidas a 6 tipos de extrações, descritas nos esquemas a seguir:

A avaliação da qualidade dos DNAs extraídos foi realizada através de migração de uma alíquota de 1 mL das amostras em gel de agarose 0,7% (P/V) em tampão TBE 0,5X (Tris-Borato 0,045 mM, EDTA 0,001 M pH 8,0) corados com brometo de etídio (1,2 mL/100 mL de uma solução 10 mg/mL) (Figura 1). Após a avaliação da qualidade das amostras extraídas, as mesmas foram tratadas com RNase e então quantificadas em espectrofotômetro (Tabela 1).

De acordo com os dados obtidos foi verificado que os protocolos de 1, 2 e 3 mostraram-se eficientes para extração do DNA do algodão. Enquanto que os protocolos de 4, 5 e 6 não mostraram bandas características de DNA íntegro, e sim, rastros de degradações e fragmentos de RNA.

1Bióloga, DSc., Embrapa Algodão, CP 174, CEP 58107-720, Campina Grande, PB. e-mail: [email protected] 2Estagiária da Universidade Estadual da Paraíba, CEP 58109-753, Campina Grande, PB.

3Eng. Agr., DSc., Embrapa Algodão. e-mail: [email protected]

Fo to : N ap ol eã o Es be ra rd de M . B el tr ão

(2)

Esquema do protocolo 1 de extração de DNA de algodão (Zhang e Stewart, 2000):

Adicionar 600µL de tampão de extração preaquecido a 65°C (CTAB 2%; NaCl 1M; EDTA 0,02 M; Tris-HCl 0,1 M pH 8,0; PVP-40 2%; -mercapoetanol 10%)

Coletar cerca de 300 mg de tecido foliar em tubos de microcentrífuga de 1,5 mL e, congelar imediatamente em N2líquido

Agitar os tubos por 30 seg.

Incubar os tubos a 65°C por 30 min., agitando-os a cada 5 min.

Adicionar 600µL de clorofórmio:álcool isoamílico (24:1) e, misturar gentilmente por 5 min.

Centrifugar as amostras a 7.000g, 4°C por 5 min.

Transferir a fase aquosa para novo tubo

Adicionar 600µL de isopropanol gelado e, misturar lentamente por inversão dos tubos

Centrifugar as amostras a 7.000g, 4°C por 15 min. e, descartar o sobrenadante

Adicionar 300µL de etanol 70%

Adicionar 300µL de etanol 95% gelado

Centrifugar as amostras a 7.000g, 4°C por 5 min. e, descartar o sobrenadante

Centrifugar as amostras a 7.000g, 4°C por 15 min. e, descartar o sobrenadante

(3)

Esquema do protocolo 2 de extração de DNA de algodão (Ferreira e Grattapaglia, 2001):

Adicionar 600µL de tampão de extração preaquecido a 65°C (CTAB 2%; NaCl 1,4 M; EDTA 0,02 M; Tris-HCl 0,1 M pH 8,0; PVP-40 2%; -mercapoetanol 10%)

Coletar cerca de 300 mg de tecido foliar em tubos de microcentrífuga de 1,5 mL e, congelar imediatamente em N2líquido

Agitar os tubos por 30 seg.

Incubar os tubos a 65°C por 30 min., agitando-os a cada 5 min.

Adicionar 600µL de clorofórmio:álcool isoamílico (24:1) e, misturar gentilmente por 5 min.

Centrifugar as amostras a 7.000g, 4°C por 5 min.

Transferir a fase aquosa para novo tubo

Adicionar 60µL de uma solução de CTAB 10% e 1,4µde NaCl e, misturar lentamente por inversão dos tubos

Adicionar 600µL de isopropanol gelado e, misturar lentamente por inversão dos tubos

Centrifugar as amostras a 7.000g, 4°C por 15 min. e, descartar o sobrenadante

Secar o precipitado a temperatura ambiente e, ressuspender em 100µL de H2O Milli-Q

(4)

Adicionar 600µL de tampão de extração preaquecido a 65°C (CTAB 2%; NaCl 1,4M; EDTA 0,02 M; Tris-HCl 0,1 M pH 8,0; PVP-40 2%; -mercapoetanol 10%)

Coletar cerca de 300 mg de tecido foliar em tubos de microcentrífuga de 1,5 mL e, congelar imediatamente em N2líquido

Agitar os tubos por 30 seg.

Incubar os tubos a 65°C por 30 min., agitando-os a cada 5 min.

Adicionar 600µL de clorofórmio:álcool isoamílico (24:1) e, misturar gentilmente por 5 min.

Centrifugar as amostras a 7.000g, 4°C por 5 min.

Transferir a fase aquosa para novo tubo

Adicionar 600µL de isopropanol gelado e, misturar lentamente por inversão dos tubos

Centrifugar as amostras a 7.000g, 4°C por 15 min. e, descartar o sobrenadante

Adicionar 300µL de etanol 70%

Adicionar 300µL de etanol 95% gelado

Centrifugar as amostras a 7.000g, 4°C por 5 min. e, descartar o sobrenadante

Centrifugar as amostras a 7.000g, 4°C por 15 min. e, descartar o sobrenadante

(5)

Coletar cerca de 300 mg de tecido foliar em tubos de microcentrífuga de 1,5 mL e, congelar imediatamente em N2líquido

A d icio n a r 6 0 0 µL d e tam p ã o d e ex tra ç ã o p re a q u e c id o a 6 5°C (C T AB 0 ,8 % ; N a C l 1 ,4 M ; E D T A 0,0 2 2 M ; T ris-H C l 0 ,2 2 M p H 8 ,0; S a rc o sil 1 % ; 0,1 4 M S orbitol; -m e rc a p o e ta n o l

0 ,2 % ) e 6 0 0µL d e clo rof ó rm io :álc o ol iso a m ílico

Agitar os tubos por 30 seg.

Incubar os tubos a 65°C por 30 min., agitando-os a cada 5 min.

Adicionar 600µL de clorofórmio:álcool isoamílico (24:1) e, misturar gentilmente por 5 min.

Centrifugar as amostras a 7.000g, 4°C por 5 min.

Transferir a fase aquosa para novo tubo

Adicionar 600µL de isopropanol gelado e, misturar lentamente por inversão dos tubos

Centrifugar as amostras a 7.000g, 4°C por 15 min. e, descartar o sobrenadante

Adicionar 300µL de etanol 70%

Centrifugar as amostras a 7.000g, 4°C por 15 min. e, descartar o sobrenadante

Adicionar 300µL de etanol 95% gelado

Centrifugar as amostras a 7.000g, 4°C por 5 min. e, descartar o sobrenadante

Secar o precipitado a temperatura ambiente e, ressuspender em 100µL de H2O Milli-Q

®

(6)

Adicionar 600µL de tampão de extração preaquecido a 65°C (NaCl 0,5 M; EDTA 0,05 M; Tris-HCl 0,1 M pH 8,0; -mercapoetanol 0,2%)

Coletar cerca de 300 mg de tecido foliar em tubos de microcentrífuga de 1,5 mL e, congelar imediatamente em N2líquido

Agitar os tubos por 30 seg.

Incubar os tubos a 65°C por 30 min., agitando-os a cada 5 min.

Adicionar 250µL de acetato de potássio 5 M.

Adicionar 400µL de isopropanol gelado e,misturar lentamente por inversão dos tubos

Incubar a -20°C por pelo menos 1 hora. Adicionar 50µL de SDS 20%.

Centrifugar as amostras a 7.000g, 4°C por 10 min. e, descartar o sobrenadante.

Precipitar o DNA pela adição de 0,1 volume de acetato de sódio (NaOAc) 3M e 0,7 volumes de isopropanol gelado

Incubar a -20°C por pelo menos 1 hora.

Centrifugar as amostras a 7.000g, 4°C por 10 min. e, descartar o sobrenadante.

Adicionar 300µL de etanol 70%

(7)

Adicionar 600µL de tampão de extração preaquecido a 65°C (CTAB 2%; NaCl 1,4M; EDTA 0,02 M; Tris-HCl 0,1 M pH 8,0; -mercapoetanol 1%)

Coletar cerca de 300 mg de tecido foliar em tubos de microcentrífuga de 1,5 mL e, congelar imediatamente em N2líquido

Agitar os tubos por 30 seg.

Incubar os tubos a 65°C por 30 min., agitando-os a cada 5 min.

Adicionar 600µL de clorofórmio:álcool isoamílico (24:1) e, misturar gentilmente por 5 min.

Centrifugar as amostras a 7.000g, 4°C por 5 min.

Transferir a fase aquosa para novo tubo

Adicionar 600µL de isopropanol gelado e, misturar lentamente por inversão dos tubos

Centrifugar as amostras a 7.000g, 4°C por 15 min. e, descartar o sobrenadante

Precipitar o DNA pela adição de 0,1 volume de acetato de sódio (NaOAc) 3M e 1 volume de etanol gelado

Incubar a -20°C por pelo menos 1 hora.

Centrifugar as amostras a 7.000g, 4°C por 10 min. e, descartar o sobrenadante.

Adicionar 300µL de etanol 70%

Centrifugar as amostras a 7.000g, 4°C por 15 min. e, descartar o sobrenadante

Secar o precipitado a temperatura ambiente e, ressuspender em 100µL de H2O Milli-Q ®

(8)

Referências Bibliográficas

DELLAPORTA, S.L.; WOOD, J.; HICKS, J.B. A plant minipreparation: Version II. Plant Molecular Biology

Reports v.1, p. 19-20, 1993.

FERREIRA, M.E.; GRATTAPAGLIA, D. Introdução ao

uso de marcadores moleculares em análise genética.

3 ed. Brasília: Embrapa, 1998. 220p.

MURRAY, M.G.; THOMPSON, W.F. Rapid isolation of high molecular weight plant DNA. Nucleic Acids

Research, v.8, n. 19, p. 4321-4325, 1980.

ROMANO, E. Extraçäo de DNA de tecidos vegetais. In: BRASILEIRO, A.C.M.; CARNEIRO, V.T.C. (Ed).

Manual de transformação genética de plantas.

Fig. 1. Fotografia Polaroid da quantificação das amostras de DNA total obtido nos testes de protocolos: Ferreira e

Grattapaglia com TP (1 a 4), Ferreira e Grattapaglia sem TP (5 a 8), Romano e Brasileiro (9 a 12), Dellaporta et al (13 a 16), Murray e Thompson (17 a 20) e Zhang e Stewart (21 a 24). Os números de (I a IV) são os marcadores moleculares do bacteriófago lambda nas concentrações 50, 100, 150 e 200 ng / mL, respectivamente.

Tabela 1. Avaliação do grau de pureza por espectrofotometria das amostras de DNA extraídas.

Brasília: Embrapa-SPI/Embrapa-Cenargen, 1998. p. 163-177.

ROMANO, E.; BRASILEIRO, A.C.M. Extração de DNA de plantas: Soluções para problemas comumente encontrados. Biotecnologia Ciência e

desenvolvimento, Brasília, n. 9, p. 40-43, 1999.

SAHA, S.; CALLAHAN, F.E.; CREECH, J.B. Cotton improvement effect of lyophilization of cotton tissue on quality of extractable DNA, RNA and protein. The

Journal of Cotton Science, v.1, p. 10-14, 1997.

ZHANG, J.; STEWART, J. M. Economical and rapid method for extracting cotton genomic DNA. Journal

of Cotton Science, v. 4, p. 193-201, 2000. A m o s t r a s D . O . 2 6 0 n m 2 8 0 n m R a z ã o 2 6 0 / 2 8 0 1 a * 0 , 2 0 2 0 , 1 2 3 1 , 6 4 1 b 0 , 5 0 1 0 , 4 2 2 1 , 1 8 1 c 0 , 1 1 5 0 , 0 9 2 1 , 2 5 2 a 0 , 1 6 6 0 , 1 0 9 1 , 5 2 2 b 0 , 2 1 1 0 , 1 7 0 1 , 2 4 2 c 0 , 1 4 7 0 , 1 0 0 1 , 4 7 3 a 0 , 2 4 1 0 , 1 5 9 1 , 5 1 3 b 0 , 2 0 8 0 , 1 4 7 1 , 4 1 3 c 0 , 3 1 5 0 , 2 6 0 1 , 2 1 4 a 0 , 2 3 5 0 , 1 4 1 1 , 6 6 4 b 0 , 2 1 4 0 , 1 5 8 1 , 3 5 4 c 0 , 2 1 0 0 , 1 8 6 1 , 1 2 Comunicado Técnico, 187

Exemplares desta edição podem ser adquiridos na: Embrapa Algodão

Rua Osvaldo Cruz, 1143 Centenário, CP 174 58107-720 Campina Grande, PB Fone: (83) 315 4300 Fax: (83) 315 4367 e-mail: [email protected] 1aEdição Tiragem: 500 Comitê de Publicações

Presidente: Luiz Paulo de Carvalho Secretária Executiva: Nivia M.S. Gomes Membros: Demóstenes M.P. de Azevedo

José Welington dos Santos Lúcia Helena A. Araujo Maria Auxiliadora Lemos Barros Maria José da Silva e Luz Napoleão Esberard de M. Beltrão Rosa Maria Mendes Freire

Referências

Documentos relacionados

Local de realização da avaliação: Centro de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação - EAPE , endereço : SGAS 907 - Brasília/DF. Estamos à disposição

The arithmetic game is available both in single player, and in multiplayer version, the later version being based on collaborative features, and the single

Assim, propusemos que o processo criado pelo PPC é um processo de natureza iterativa e que esta iteração veiculada pelo PPC, contrariamente ao que é proposto em Cunha (2006)

Classificação biológica, Taxonomia e Sistemática são designações que tiveram origem em alturas distintas ao longo da história, e cujo significado por vezes

Descartado o distrato, a rescisão unilateral do ajuste é a medida que se apresenta, desde que a Administração demonstre cabalmente as alegadas razões de interesse

Nesta tese, examinei os casos de metonímia consideradas não convencionais, tendo, de início, os seguintes problemas a serem tratados: a) a definição de metonímia, visto ser

Este trabalho apresenta um modelo matemático para representação de um tecido em função da aplicação de forças e sua interação com elementos sólidos não deformáveis visando

Essas dificuldades vêm sendo tratadas no projeto ERP5 (Carvalho, 2003), sendo que uma das propostas é a utilização de uma arquitetura de modelagem e modelos de referência, já que