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WOLFGANGPREISER-2001-1-AprendendocomosnossosEdifícios.IntroduçãoàAvaliaçãodePós-Ocupação

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APRENDENDO

COM OS NOSSOS

EDIFÍCIOS

Introdução1 WOLFGANG F. E. PREISER

Tradução: Prof. Frederico Flósculo Pinheiro Barreto, FAUUnB

Introdução

A

Avaliação de Pós-Ocupação (APO) é um processo de avaliação sistemática do desempenho dos edifícios depois que eles foram construídos e ocupados. Esse tipo de avaliação se diferencia de outras avaliações do desempenho das edificações na medida em que ela se centra nas demandas e necessidades dos usuários de uma dada edificação, incluindo os aspectos relacionados à sua saúde e segurança, à funcionalidade e eficiência das edificações, ao seu conforto psicológico, qualidade estética, sua satisfação, num sentido amplo. As lições aprendidas, como conceito e referencial para o trabalho de avaliação, se refere aos programas que visam coletar, arquivar e partilhar informações sobre os sucessos e fracassos associados aos processos, produtos e outras operações associadas aos espaços edificados, e têm o propósito de aprimorar a qualidade e o ciclo de vida (especialmente os seus custos) de futuras edificações. De

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Federal facilities council (2001). Learning from our buildings – a state-of-the-practice summary of post-occupancy evaluation. Federal facilities council technical report no. 145. Washington, D.C.: National Academy Press. Pp. 9-22.

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forma ideal, a informação que é ganha com as Avaliações de Pós-Ocupação é reunida em programas de lições aprendidas, e são usadas nos trabalhos de programação, planejamento e projetação de novas edificações, de forma a fazer prosperar os aspectos positivos e a evitar a repetição de erros.

Em 2000 o Conselho das Edificações Federais, dos E.U.A. (Federal Facilities

Council),uma associação cooperativa de 21 agências federais com interesses e

responsabilidades relacionados para a manutenção e gestão de uma ampla lista de edifícios, financiou um estudo para estabelecer o modelo de prática de Avaliações de Pós-Ocupação e de aprendizado relacionado ao uso de agências federais e em organizações públicas, privadas e acadêmicas situadas tanto nos EUA quanto em outros países. O objetivo primário era produzir um estudo que identificasse programas bem sucedidos de Avaliação de Pós-Ocupação: aqueles que tivessem funcionado bem em termos de seu impacto, sua longevidade, e satisfação do usuário; também interessava o sucesso em termos do aprendizado das lições relacionadas ao uso das agências federais e do setor privado. Os objetivos específicos eram identificar:

- Uma definição que fosse aceita pelo corpo de técnicos e colaboradores acerca do que é avaliação de Pós-Ocupação;

- Métodos e técnicas usados para o levantamento de dados; - Custos de pesquisas e Avaliações de Pós-Ocupação;

- Benefícios relacionados à condução de Avaliação de Pós-Ocupação e à captação de lições, de aprendizados, de conhecimentos;

- As barreiras organizacionais com relação à condução de Avaliações de Pós-Ocupação;

- Uma metodologia padronizada que pudesse ser usada dentro das agências federais de modo a assegurar consistência na coleta de dados e que permitisse o desenvolvimento cooperativo de padrões e de boas práticas;

- O estabelecimento de parâmetros de desempenho relacionados aos programas de Avaliação de Pós-Ocupação.

A Avaliação de Pós-Ocupação é baseada na idéia de que os ambientes usados pelas pessoas podem ser projetados com informações dadas pelas pessoas que usarão esses ambientes, com base em informações sobre suas necessidades, sobre suas experiências, sobre suas expectativas.

Podemos dizer que há as seguintes ordens de informações que podem ser obtidas dos usuários:

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- Podemos saber de suas expectativas acerca do tipo de ambiente que desejam usar, seus aspectos físicos e a aparência, seus comportamentos, seus coadjuvantes ou outras pessoas que necessariamente também usar o ambiente, o nível de privacidade e outras condições de uso desejadas;

- Podemos saber de suas experiências passadas, que certamente influenciam suas expectativas, valores, e prioridades. Há ambientes, como num hospital, que dependem crucialmente de certo grau de competência do usuário. Num hospital, o conhecimento das rotinas de trabalho, do uso de materiais e equipamentos, a troca de informações com outros profissionais de saúde (no caso de abordarmos as experiências dos profissionais saúde) são cruciais para a crítica dos ambientes conhecidos, existentes, e experienciados; no caso de uma sala de aula, eventualmente a experiência do professor, sua criatividade quanto às situações de ensino, ou mesmo suas más experiências com relação à violência que pode invadir a sala de aula, são também cruciais na definição de suas expectativas, valores, e prioridades;

- Podemos saber de aspectos que os usuários não dominam e que são cruciais para a um uso seguro e adequado de uma ambiente com que se vai projetar; e esse conhecimento não é exatamente complementar ao conhecimento das experiências e da competência do usuário. O fato de usuário ter sofrido experiências negativas pode ser um indicador de sua falta de conhecimento e de competência com relação a aspectos relevantes da atividade que lhe concerne. Nesse sentido, as normas formais de desempenho da atividade e de uso do espaço devem ser utilizadas como uma lista de checagem nas entrevistas com os usuários.

Os estudos de Pós-Ocupação realizados na Inglaterra, no Canadá, e nos EUA nos anos 1960 e 1970 envolveram os estudos de casos individuais voltados para edifícios que eram acessíveis aos pesquisadores acadêmicos, tais como as habitações e dormitórios estudantis e de professores.

As informações dadas pelos ocupantes acerca de suas respostas e reações as condições ambientais dos edifícios eram coletadas através de questionários, entrevistas, visitas ao sítio físico, e observações. Algumas vezes as informações estavam ligadas a avaliação física de um dado edifício. Entre esses, havia estudos se voltavam para a eleição dos elementos projetados que funcionava melhor, e dos aspectos que não deveriam ser repetidos em futuras edificações.

Os estudos de Avaliação de Pós-Ocupação nos EUA e em outros países foram primariamente focalizados em edifícios governamentais e outros de edifícios públicos, desde os anos 1960 até meados dos anos 1980. As organizações privadas e norte-americanas tornaram-se mais envolvidas com os procedimentos de avaliação de pós. Ação depois do lançamento do livro "Using Office Design to Increase Productivity" (Brill & cols., 1985), que relacionava a aspectos dos ambientes de escritório com a produtividade do trabalho. Na medida em que as corporações se reorganizavam e

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reduziam seus tamanhos, visando fortalecer suas competências essenciais, os seus gestores começaram a pensar em seus edifícios como um modo de alcançar objetivos estratégicos tais como a satisfação dos consumidores, a redução do tempo de alcance do mercado por seus produtos, o crescimento da inovação, da atração, bem como da retenção de seus trabalhadores mais qualificados, e do aumento da produtividade dos grupos de trabalho. Várias organizações desde então usaram a Avaliação de Pós-Ocupação como instrumento para seu aprimoramento e renovação, ou ainda para iniciar mudanças estratégicas em seus espaços de trabalho.

UMA DEFINIÇÃO DE AVALIAÇÃO DE PÓS-OCUPAÇÃO ACEITA PELO MERCADO

Na medida em que as avaliações Pós-Ocupação tornaram ser mais amplas quanto seus objetivos, vieram a tornar-se sinônimo de qualquer atividade originada do interesse de aprender como uma edificação desempenhava seu papel como o ambiente, depois que era finalmente construída e colocada ao uso: como, eventualmente, uma dada edificação cumpria as expectativas de seu projeto e construção, e como se poderia qualificar esse desempenho.

A Avaliação de Pós-Ocupação tem sido vista como uma dentre uma variedade de práticas que tem como objetivo dos critérios de projeto, a predição da efetividade de novos projetos e novas idéias para os ambientes, da revisão de determinados projetos "completos", de auxílio aos trabalhos de ativação de determinadas edificações e de sua gestão, assim como de interligação entre as reações dos usuários. Avaliação de desempenho das edificações. A Avaliação de Pós-Ocupação também evoluiu na direção de avaliações mais orientadas para processos, dos campos do planejamento, da programação, e da gestão de recursos das organizações.

Como conseqüência não existe uma definição acabada e formam mente aceita pelo mercado para a Avaliação de Pós-Ocupação. Tampouco a um método está batizado para a condução de Avaliação de Pós-Ocupação. Devemos considerar ainda que o termo

Avaliação de Pós-Ocupação está sujeito a severa crítica. Estudiosos e técnicos que

trabalham nesse campo propuseram novos termos, inclusive: avaliações do projeto ambiental, a auditoria ambiental, avaliações do edifício em um uso, a avaliação de edificação, avaliação de equipamento, avaliação de pós-construção, e a avaliação do desempenho da edificação - em um esforço para refletir melhor os objetivos e metas das Avaliações de Pós-Ocupação na medida em que são praticadas.

MÉTODOS E TÉCNICAS PARA A COLETA DE DADOS

Tradicionalmente, as Avaliações de Pós-Ocupação são conduzidas pelo uso de questionários, entrevistas, visitas ao sítio físico, e observações dos usuários das edificações. Ao longo do tempo, processos mais específicos, vários níveis de levantamentos de pesquisa (surveys) e novas tecnologias têm sido desenvolvidos para

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melhor se ajustarem aos objetivos de gestores e financiadores, e o seus orçamentos. Métodos mais expeditos foram elaborados de maneira a permitir que o pesquisador ou avaliador obtenha informação válida e útil em menos tempo do que anteriormente era possível.

O uso da Internet e de recursos computacionais podem contribuir para substanciais mudanças nos métodos de condução de Avaliações de Pós-Ocupação e para a análise dos seus dados. Os levantamentos de pesquisa feitos a partir da Internet podem tornar-se um instrumento primário de levantamentos de dados. São levantamentos extremamente convenientes para empresas e organizações governamentais, e até mesmo para setores da sociedade organizada-embora sejam socialmente limitados pelo acesso a computadores e a alfabetização digital. As pesquisas de levantamentos com o uso da Internet possuem um baixo custo de acesso, distribuição de questionários, e retorno de dados, assim como uma enorme habilidade para checar erros e para receber dados, inclusive textos mais elaborados pelos respondentes, em resposta aos pesquisadores. Tudo isso compactado em formato eletrônico, com a possibilidade de os respondentes receberem o retorno, ou informações sobre os resultados da pesquisa.

Duas agências federais norte-americanas já começaram a se mover nessa direção. Tem-se que o chamado Public Buildings Service, a Administração Geral de Serviços (General Services Administration - GSA) está a trabalhar com o Centro para o Espaço Construído (Center for the Built Environment), da Universidade da Califórnia, em Berkeley, para desenvolver um conjunto de pesquisas em Avaliação de Pós-Ocupação que podem ser administradas através da Internet. Diferentes tipos de levantamentos são direcionados para diferentes pessoas-chave nas organizações, de forma a determinar de a administração geral de serviços (GSA) de estar a cumprir determinados indicadores de desempenho de gestão. O Comando Naval de Engenharia (Naval Facilities Engineering Command) está a modificar seus bancos de dados de forma a integrar sistemas de gestão corporativa integrados à procedimentos de Avaliação de Ocupação através da Internet. As pesquisas de Avaliação de Pós-Ocupação extrairão informação do sistema de gestão, e alertará os funcionários encarregados quando determinadas pesquisas (surveys) deverão ser administradas.

Para as organizações que buscam relacionar o projeto e suas instalações físicas a seus objetivos de negócios, uma abordagem de Avaliação de Pós-Ocupação pode ser usada, de um modo que combine a avaliação da condição física do edifício e de seus sistemas com a avaliação do conforto do usuário em tópicos tais como: a qualidade do ar no interior de edificação, as taxas de ventilação/renovação do ar, os níveis de iluminação e de contraste das condições de luz, os níveis de ruído da edificação (e não dos usuários), de a temperatura do interior de edificação (conforto térmico). Os resultados de medidas subjetivas, ou medidas realizadas com o uso de instrumentos podem ser utilizadas nos projetos de arquitetura, de forma articulada a sistemas de informação geográfica e bancos de dados mais amplos que os da edificação isolada.

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Os dados podem ser analisados individualmente ou em layers, forma agregada, mostrando a distribuição espacial de uma série de fatores. Por exemplo, as taxas ou índices de conforto térmico poderiam ser avaliados em face dos dados de temperatura e dos dados de localização espacial em exame. A percepção dos ocupantes com relação aos ambientes interiores também poderia ser relacionada aos dados obtidos dos sistemas de controle dos edifícios, das condições climáticas locais, ou das freqüências de uso de cada parte da edificação tal como o registrado por cartões de acesso a cada uma dessas partes (smart cards). A corporação Disney e o banco mundial trabalham com os dados de sua Avaliação de Pós-Ocupação interligada aos seus sistemas de informação geográfica de modo a dar apoio aos trabalhos de planejamento e projeto de suas instalações.

CUSTOS DAS PESQUISAS DE AVALIAÇÃO DE PÓS-OCUPAÇÃO

Dependendo do tipo de pesquisa conduzida e do nível de análise utilizadas, os custos de uma pesquisa de análise de Pós-Ocupação podem variar de alguns milhares de dólares por edificação até cerca de US$2,50 ou mais por pé quadrado de espaço avaliado (cerca de US$25 por metro quadrado; um edifício de 1.000 m2 implicaria um investimento de cerca de R$60.000 para realização de sua Avaliação de Pós-Ocupação).

As agências federais têm comunicado custos que variam desde US$1.800 pela elaboração de um questionário padronizado que pode ser completado em 1 hora, até US$90.000 por uma análise em profundidade, que incluísse vários dias de entrevistas, o uso de equipes no disciplinares, visitas ao sítio físico, e a elaboração do documento final. Hoje em dia a amplitude de métodos para a condução de Avaliação de Pós-Ocupação permite que uma organização moderna cuidadosamente até técnica mais adequada aos seus objetivos e aos recursos de que dispõe (tempo, pessoal e dinheiro). As pesquisas feitas através da Internet são cada vez mais comuns, e elas podem oferecer uma outra técnica que pode ser usada por um custo relativamente baixo.

OS BENEFÍCIOS DE CONDUÇÃO DE AVALIAÇÕES DE PÓS-OCUPAÇÃO E AS LIÇÕES QUE SE PODE OBTER

Pessoas interessadas na Avaliação de Pós-Ocupação de edifícios incluem os investidores, os proprietários, os administradores, os projetistas, construtores, o pessoal de manutenção, os usuários ou ocupantes. o processo de Avaliação de Pós-Ocupação permite que lições sejam aprendidas e apreendidas; essas lições podem servir a diversos propósitos e podem oferecer muitos benefícios, dependendo dos objetivos desejados por cada grupo interessado na avaliação. Esses objetivos podem incluir os seguintes:

- O do apoio ao desenvolvimento de políticas da organização, que sejam refletidas nos projetos e nas próprias normas de projeto de planejamento dessa organização. A validade das premissas subjacentes que são usadas em uma série de projetos para a mesma organização pode ser testada; melhorias " evolucionárias" da

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programação de atividades e dos critérios de projeto podem ser identificados incorporados em uma literatura específica que reúne padrões e princípio de ação.

- A reunião de informações que vão interessar a indústria da construção civil, sobre as edificações que estão sendo utilizadas para de, isso pode aprimorar as medidas existentes de desempenho de processos construtivos e de gerenciamento das edificações; além disso, esse banco de dados cria referências muito amplas para a codificação das percepções dos ocupantes, e o registro sistemático de fatores físico-ambientais.

- O teste de novos conceitos relacionados o desempenho das edificações, que podem ser examinados em edifícios ocupados;

- A geração de informações necessárias para a fundamentação de investimentos, despesas e para a tomada de decisões no momento ou em prazos determinados. As informações geradas por Avaliações de Pós-Ocupação podem ser usadas para a tomada de decisões na fase de pré-projeto de uma nova edificação: seu grande benefício é, então, evitar que erros do passado se repitam. Ela também pode ser usada para educar os tomadores de decisões acerca das implicações na performance da organização e do edifício das mudanças de projeto arquitetônico que, eventualmente, são ditadas por cortes no orçamento, e para aprimorar o modo como o espaço é usado, tal como determinado pelos administradores e investidores, ou mesmo por normas legais relacionadas ao trabalho, posturas, ou a ordem urbana;

- A melhoria do desempenho do edifício através de seu ciclo de vida. As Avaliações de Pós-Ocupação podem ser usadas para identificar e remediar problemas associados com novas edificações, tais como: vazamentos difíceis de controlar, circulação de ar deficiente, sinalização precária, falta de espaço para estocagem, por exemplo. Para as edificações que incorporaram o conceito de adaptabilidade, onde mudanças são freqüentemente necessárias, Avaliações de Pós-Ocupação que sejam regularmente conduzidas podem contribuir para um processo permanente de ajuste da edificação as mudanças impostas por necessidades da organização;

- Tornar os profissionais de projeto e os proprietários de gestores responsáveis e capazes de prestar contas acerca da performance do edifício. As Avaliações de Pós-Ocupação podem ser usadas para medir a funcionalidade e a propriedade de um projeto, e estabelecer conformidade com a ação a condicionamentos explícitos e compreensivos de desempenho, tais como estabelecidos no programa funcional do edifício. Os dados da Avaliação de Pós-Ocupação também pode servir como um mecanismo para monitorar a qualidade de um edifício e para modificar os tomadores de decisão quando a performance de edifício não alcançou o padrão estabelecido.

- Auxiliar as comunicações entre pessoas com interesse responsabilidade do edifício, tais como os projetistas, os clientes, os administradores que os usuários.

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Através do envolvimento ativo no processo de avaliação, a atitude dos ocupantes do edifício pode ser aprimorada e pode ocorrer a facilitação de uma atitude produtiva da gestão e manutenção do edifício de forma a responder aos valores e interesses dos usuários do edifício.

BARREIRAS À CONDUÇÃO DE AVALIAÇÕES DE PÓS-OCUPAÇÃO Apesar desses benefícios, apenas o número limitado de grandes organizações e instituições programas de Avaliação de Pós-Ocupação ativos. Relativamente poucas organizações possuem lições plenamente incorporadas, advindas de programas de Pós-Ocupação associados ao seu processo de administração de análise desempenho de pessoal, ou de avaliação organizacional. Uma razão para esse uso limitado é a própria natureza da Avaliação de Pós-Ocupação, que identifica tanto sucesso quanto fracassos. Muitas organizações não estimulam que seu pessoal os seus programas venham a expor suas deficiências e falhas. Além disso, relativamente poucas organizações criaram condições apropriadas para que ocorresse o aprendizado das lições obtidas através Avaliação de Pós-Ocupação. O seja, de condições que permitissem que a organização constantemente aprimorar seu modo de operar sob condições de rotina, assim como o modo como ela reage corresponde a mudanças, de forma rápida e efetiva, quando a necessidade de respostas é premente.

As barreiras adicionais a um uso mais efetivo dos instrumentos de Avaliação de Pós-Ocupação e de programas baseados no aprendizado de lições do uso podem incluir os seguintes:

- A dificuldade de estabelecer um nexo causal claro entre os resultados positivos que podem ser obtidos através da Avaliação de Pós-Ocupação e as condições do ambiente físico. A ausência desse nexo pode tornar difícil para que os oponentes da Avaliação de Pós-Ocupação convençam os tomadores de decisão de que os benefícios recebidos justificaram o gasto de tempo e dinheiro nesse trabalho;

- A relutância por parte das organizações e dos profissionais da construção tem participar de um processo que pode expor problemas. As falhas que cometeram, o que pode ser usada como método para focalizar ou contornar culpas e responsabilidades. Para as agências federais, os administradores podem se perturbar com a identificação de problemas que podem ser considerados como falta de competência, de responsabilidade ou demonstração de fraqueza de sua parte, diante dos olhos dos órgãos de inspeção ou de prestação de contas a que estiver submetido;

- O medo de solicitar respostas a uma consulta feita aos usuários e ocupantes, dado que essa consulta implica em dar e receber informações que podem ser associadas a obras e melhorias; Avaliação de Pós-Ocupação assim pode ser vista como uma obrigação da organização, que deve a seguir fazer mudanças onerosas dos espaços físicos e dos serviços que presta para a edificação e a seus usuários;

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- A forma de participação dos usuários da edificação. Em alguns casos a relutância em participar pode ser atribuída diretamente a incerteza acerca do compromisso de que os administradores da edificação efetivamente terão no programa de Avaliação de Pós-Ocupação; talvez eles tenham uma lembrança de suas declarações da manifesta falta de recursos ou talvez não lembrem de tê-la manifestado, ou ainda de ter feito alguma declaração pública de apoio ao programa de Avaliação de Pós-Ocupação;

- A falha quanto a distribuir informação que resultou da avaliação de Pós-Ocupação aos tomadores de decisão e a outras pessoas interessadas na edificação de suas atividades;

- A pressão para atingir determinados prazos de projeto e de realização de reformas, numa linha de tempo que pode criar uma barreira ao programa sustentado de Avaliação de Pós-Ocupação. Pode haver uma contradição entre as prioridades da organização quanto ao planejamento futuro e a projetos que já estão em andamento, de um lado, e Avaliações de Pós-Ocupação, por outro, pois essas incidem dos trabalhos já completados e em pleno uso; neste caso Avaliação de Pós-Ocupação teria uma baixa prioridade;

- A falta de pessoal na própria organização, que possuísse a ampla variedade de habilidades de conhecimento técnico que podem ser necessários para direcionar e gerenciar os resultados das Avaliações de Pós-Ocupação, e para comunicar a informação de maneira que seja útil e não ameaçadora aos demais tomadores de decisão, gestores e projetistas. As organizações podem ser relutantes quanto a contratar consultores para conduzir e analisar Avaliações de Pós-Ocupação se seus recursos forem limitados e se houver uma falta de compromisso no nível executivo da organização com esses programas. Para as agências federais pode ser difícil obter ou reservar os recursos financeiros necessários para conduzir Avaliações de Pós-Ocupação, mesmo que fizer uso de consultores internos ou seu próprio pessoal.

- As estruturas organizacionais podem criar barreiras quando as responsabilidades pela distração da avaliação de Pós-Ocupação e o desenvolvimento da do banco de dados de lições aprendidas através dela forem assinalados para diferentes departamentos, assim criando uma necessidade para a colaboração entre departamentos e tornando imprecisos os limites entre eles, a suas respectivas responsabilidades.

PROGRAMAS DE AVALIAÇÃO DE PÓS-OCUPAÇÃO E DE APRENDIZADO DE LIÇÕES RELACIONADAS AO USO BEM-SUCEDIDO

Apesar das barreiras mencionadas acima, as Avaliações de Pós-Ocupação continuaram a crescer como uma área de prática profissional. Algumas organizações se mostraram aptas a efetivamente integrar as lições das Avaliações de Pós-Ocupação em

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seu planejamento estratégico e nos processos de tomada de decisões para a oferta e a aquisição de serviços. Alguns exemplos notáveis os seguintes:

- O trabalho de programação e avaliação participativa do corpo de engenheiros do exército norte-americano ao longo dos anos 1970: o esforço, deliberadamente mantido após pesquisas indicou que as envelhecidas edificações eram um impedimento para o próprio de recrutamento e a manutenção de soldados para um exército voluntário; e isso resultou em princípios de projeto para as edificações que passaram a incluir centros de teatro e de música, assim como estações demonstrativas das barracas militares e de oficinas de treinamento da polícia militar.

- O programa do serviço postal norte-americano ao longo dos anos 1980 sofreu um esforço de reorganização com o uso extensivo de Avaliações de Pós-Ocupação para reunir informações acerca de seus edifícios e de outros edifícios que os ajudassem a estruturar lojas voltadas para o atendimento do imenso volume de pequenos clientes em pequenas lojas, para competir em melhores condições com as empresas de correios e privadas. O programa mostrou-se bem sucedido quanto a atingir os seus objetivos. Ao longo do tempo as metodologias de pesquisa dos ambientes utilizados tiveram que ser modificadas para o alcance de novos objetivos, mas o programa dos correios se manteve ativo.

- A corporação Disney utiliza três programas de avaliação distintos, que trabalham com três bancos de dados com a finalidade de explorar as condições ótimas e trabalho e a desenvolver mecanismos de predição de seus principais vetores de trabalho, em especial a intenção de seus consumidores retornarem. Esses bancos de dados são usados extensivamente do projeto e na renovação de seus espaços edificados - ação que é permitida pela corporação Disney, que tem interesse em fazer ligações diretas entre as informações (inputs) que recebe. Uma das ligações mais óbvias é a relação entre o número das pessoas que entram por seus portões e a largura de suas vias internas de pedestres, sua Main Street.

- A divisão de planejamento e operações urbanas d do estado norte-americano de Massachusetts, que faz a ligação da Avaliação de Pós-Ocupação com a programação de para projetos edifícios públicos. As Avaliações de Pós-Ocupação têm sido usadas para desenvolver e testar conceitos para protótipos de componentes da redes de serviço público, tais como postos policiais, creches urbanas, postos de manutenção reparo dos veículos dos serviços públicos. Essas ações têm resultado em que a economia de tempo e recursos financeiros com respeito ao trabalho de programação, de projeto, e de construção de novos equipamentos.

- A companhia telefônica Bell Canadá e o Banco Mundial têm utilizado os instrumentos de Avaliação de Pós-Ocupação como uma das alternativas de gestão para o planejamento de seus espaços edificados. Essas organizações têm reunido em grandes quantidades de dados foi decidido por seus ocupantes de usuários, e calculado

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parâmetros básicos quanto a sete fatores de conforto em seus edifícios. Os encarregados da gestão de seu patrimônio edificado podem então em identificar quais são os espaços de melhor desempenho e quais os que possuem desempenho abaixo do aceitável, segundo suas convenções. Esses fatores são considerados da restrição de seu orçamento para as ações de manutenção preventiva e corretiva, para o planejamento de novos espaços e de reforma dos espaços existentes, com para a reconfiguração de seus edifícios. O Banco Mundial também fez um esforço para relacionar seu banco de dados relacionados ao desempenho dos espaços com o banco de dados de arquitetura (CAD) de tal maneira que os parâmetros utilizados podem ser integrados como índices de qualidade em seu processo de planejamento espacial.

ELEMENTOS PARA O SUCESSO DOS PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO DE PÓS-OCUPAÇÃO

Um dos objetivos desse estudo foi identificar uma metodologia que pudesse servir de padrão pelas agências federais Norte-americanas de modo a assegurar consistência nos trabalhos de governamentais de coleta de dados, de formação de seus próprios bancos de dados, assim como criasse um estrutura para o desenvolvimento de trabalhos cooperativos entre essas agências federais. Um corpo de parâmetros de de boas práticas de planejamento projeto e gestão dos espaços verificados seria, em suma, o grande objetivo.

Como delineamos anteriormente, as Avaliações de Pós-Ocupação e podem servir a uma grande variedade de objetivos, desde métodos usados em seus levantamentos e análises podem ser detalhadamente remodelados e especificados para atender a propósitos particulares, bem como aos recursos disponíveis-sempre escassos quando se trata desse tipo de avaliação. Não está realmente claro se uma metodologia padronizada para a realização de Avaliações de Pós-Ocupação poderia gerar um conjunto de parâmetros aplicáveis a todas as situações existentes para as agências federais através país tão grande quanto os EUA. Não está claro se isso seria possível, efetivo, ou mesmo desejável. no entanto, com base nas informações que exporemos a seguir, evidente que as organizações que estão e redes para de estabelecer ou de reestruturar seus programas de Avaliação de Pós-Ocupação precisão tomar algumas decisões-chave desde os estágios iniciais de planejamento, de incorporar vários componentes-chave no seu programa de trabalho, para que atinjam algum sucesso, qualquer que seja o propósito específico ou a metodologia específica adotada nos procedimentos de Avaliação de Pós-Ocupação. Essas decisões de seus componentes são identificados abaixo:

- Desenvolvimento de um termo de referência acerca do que na organização e deseja atingir através da condução e aplicação de Avaliações de Pós-Ocupação. As ligações entre avaliações e condicionamentos impostos a esses objetivos devem ser explicitados, explicados, fáceis de acompanhar e checar;

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- De retificação dos recursos disponíveis para conduzir as Avaliações de Pós-Ocupação, fazendo com que o tipo de banco de dados, sua coleta, organização, e as atividades de análise sejam compatíveis com o tempo disponível e o orçamento da agência ou organização;

- Identificação dos prováveis de usuários do produto desse trabalho, das Avaliações de Pós-Ocupação, de seus resultados, assim como a definição de como os resultados devem ser comunicados e disponibilizados;

- A aquisição de apoio dos níveis hierárquicos superiores das organizações e da própria administração pública federal, de modo que esses níveis se realizem claramente a importância do programa de Avaliação de Pós-Ocupação e a dos projetos dele resultantes através de toda a organização, de toda a rede de agências federais.

- Definição do caráter do estudo: se será único, estudo de um só caso, ou se será uma abordagem padronizada, que permitirá aos profissionais de projeto e gestão dos espaços edificados a reunir dados que possam ser comparados, de uma variedade de edificações, ao longo do tempo;

- No caso de uma abordagem padronizada, a decisão a informação reunida em formatos comparáveis, desde atividades também comparáveis. Deve-se definir uma terminologia que seja aceita por todos os participantes, definições padronizadas e uma documentação que facilite essas comparações;

- Em especial, o questionário deve ser desenvolvido e analisado por profissional habilitado na pesquisa de levantamento (survey research). Determine quais são os indicadores que deverão ser selecionados para as medidas. Avalie que medidas são mais adequadas para a funcionalidade, usabilidade, confiabilidade, validade (sendo que devem medir exatamente aquilo que se propõem a medir), eficiência, a habilidade para permitir que pequenas mudanças para serem consideradas, e equilíbrio entre fatores. Todo o conjunto de medidas deve incluir tanto medidas quantitativas quanto qualitativas, bem como medidas diretas e indiretas-como se mede indiretamente?

Considere técnicas de Avaliação de Pós-Ocupação que evitem o questionamento direto dos usuários, por exemplo, pelo uso de dados que são gerados pelos sistemas de controle dos edifícios, por observações, e por inspeções feitas por observadores treinados ou experts. O processo de avaliação pode falhar seriamente se os ocupantes relutavam em participar ou se os recursos de sua equipe forem insuficientes para empreender a reunião dos dados de grandes organizações, o mesmo para realizar determinadas medidas;

Decida se os dados obtidos pelo levantamento de informações acerca dos usuários serão tornados públicos ou acessíveis aos ocupantes do edifício e, se esse for o

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caso, qual o nível de detalhe que será oferecido, de qual será o objetivo dessa publicação e acesso dos dados levantados;

Procure informar aos gestores e outros colaboradores que trabalham, operam, ou gerenciam os espaços em avaliação acerca do propósito de seu envolvimento: ofereça retro-alimentação; em especial torne claro como os dados serão usados. A necessidade de assegurar a confidencialidade das informações que esses colaboradores oferecerem é o alvo a ser especialmente considerado. Também deve ficar claro se e essas informações podem ou não gerar um processo de decisão e ação visando a imediata correção dos problemas que forem diagnosticados. Colaboradores que pertencem à organização em análise mais provavelmente se engajarão no processo de Avaliação de Pós-Ocupação se eles forem envolvidos na assessoria desse processo, do levantamento e nas medidas, nos critérios que dizem respeito a suas áreas de responsabilidade, aos seus domínios. Também amplia a possibilidade de engajamento se eles perceberem que há vantagens em sua participação.

ELEMENTOS PARA PROGRAMAS COM O APRENDIZADO DE LIÇÕES Questões relacionadas à aplicação das lições que se aprende desde as Avaliações de Pós-Ocupação são, apenas em parte, técnicas. As ferramentas para que se criem sites na Internet dadas específicas estão agora amplamente acessíveis, e são relativamente baratas. A otimização do valor das Avaliações de Pós-Ocupação requer a iniciativa de coleta da informação, tempo para que essas informações façam sentido, desejo para que essas em formações sejam partilhadas. Para uma bem-sucedida incorporação das lições das Avaliações de Pós-Ocupação numa forma de capital social das organizações, que é utilizado em seus processos de gestão, e nos seus processos de tomada de decisão, deveremos considerar o seguinte:

- É fundamental conquistar um apoio de um compromisso de longo prazo dos níveis gerenciais superiores;

- Devem ser criar amplas oportunidades para a participação dos envolvidos, e para a reflexão sobre aquilo que é coletado, conhecido, exposto. É importante encorajar a participação direta dos proprietários, acionistas e investidores, dos administradores, projetistas, e gerentes das áreas executivas; dos consumidores, dos funcionários de atendimento direto ao público, e de ações de execução. Sempre que for necessário, é importante criar incentivos para a participação - por exemplo, através de cláusulas contratuais e nas contratações de determinadas categorias profissionais e funções da organização; também temos utilizado políticas de "dias livres", dias adicionais de férias, ou mesmo temos utilizado os resultados da Avaliação de Pós-Ocupação como parte do processo de avaliação dos próprios funcionários; não se pode também esquecer que a contratação de consultores pode conter como exigência curricular a sua participação em Avaliações de Pós-Ocupação na suas firmas de origem;

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É importante oferecer acesso a essas informações a diferentes públicos, e compreender como esse acesso deve ser facilitado e modelado. O grupo do mais alto nível administrativo, responsável pela tomada de decisões; o grupo de planejadores, administradores, arquitetos e engenheiros, consultores; o grupo dos clientes e representantes dos clientes, dos fornecedores e prestadores de serviço, que possuem diferentes níveis de responsabilidade do processo de programação arquitetônica, de construção, de gestão da edificação, entre outros - se é que esquecemos algum - efetivamente se beneficiam com diferentes informações oferecidas pelas Avaliações de Pós-Ocupação. As lições que se aprende através de Avaliações de Pós-Ocupação podem ser apresentadas em uma grande variedade de formatos para que atendam às necessidades dos diversos interessados. Esses formatos podem incluir matrizes da base de dados, manuais de projeto, estudos de caso, documentos de políticas corporativas, documentos de planejamento, por exemplo.

- É importante criar bases de dados tão simples quanto possível, de forma que possam ser acessadas através de palavras-chave, e que nós possamos usar um método simples para analisar os resultados de buscas, de processamento de dados, de modo que as nossas interpretações sejam facilitadas, e possam ser construídas e oferecidas do modo mais objetivo possível. De um modo ideal, uma base de dados deve incluir as hipóteses do próprio projeto da edificação, os seus pressupostos, assim como as medidas específicas que foram usadas para dimensionar, programar, e avaliar cada aspecto da hipótese de projeto, ou da hipótese de desempenho e ocupação. Nesse sentido fotos que podem mostrar os estados "antes" e "depois" de determinadas intervenções, comentários breves relacionados aos dados, análise sintéticas de custos, do consumo de materiais, recursos, equipamentos, energia, tempo do pessoal, são exemplos de registros simples e usuais na maioria das organizações. É importante também sempre ter um sumário à mão, acerca daquelas lições aprendidas no passado. A Avaliação de Pós-Ocupação é uma forma de estudos, que se conecta necessariamente com outros estudos num sentido amplo. Essas conexões completam um amplo quadro de pesquisas, e seus achados sempre se colocam na linha de tempo do "antes" e "depois". Seu desfecho é, essencialmente, o desenvolvimento de recomendações para projetos futuros, para novos empreendimentos.

- É importante identificar os pontos críticos, do próprio processo de construção dos espaços edificados. Muitas informações oferecidas por uma Avaliação de Pós-Ocupação podem ajudar a resolver problemas de planejamento da construção, de suas especificações, de instalações, entre outros. Representam questões de considerável importância para determinados participantes - sobretudo os trabalhadores. Informação dessa ordem é usada para desenvolver ou modificar elementos essenciais das políticas internas das organizações.

- Dê prioridade aqueles aspectos preliminarmente avaliados que são objeto de reclamações ou de controvérsia - sejam essas reclamações de controvérsias surgidas ao longo do próprio processo de aplicação da Avaliação de Pós-Ocupação, seja um

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reclamações de controvérsias que por de tão os diagnósticos produzidos por esses estudos. Se nós focalizados a compreensão dessas razões para a ocorrência de problemas ou de falhas, e usamos as da formação para modificar os processos de programação ou de planejamento, provavelmente contribuir menos para que se evitem as repetições das experiências negativas, estressantes, improdutivas.

- É fundamental ter uma biblioteca das Avaliações de Pós-Ocupação que sejam relacionadas a edificações inovadoras, ou a componentes inovadores de edificações regulares. Nesse sentido a contribuição se volta para a decisão de se usar ou não tais inovações em futuras edificações.

- Crie oportunidades protegidas para a inovação e para a avaliação. Métodos para fazer isso incluem a aprovação de pesquisas com a clara compreensão de que nem todas as inovações serão bem-sucedidas, começando pequenas com projetos que possuem um componente experimental, e avaliando os resultados antes de fazer sua aplicação em um contexto mais amplo.

MEDIDAS DE DESEMPENHO

O uso de abordagens baseadas no desempenho para o desenvolvimento de definições, especificações, princípios de projeto, princípios construtivos, linhas-guia para a avaliação e aquisição de imóveis de espaços é uma tendência mundial. As abordagens baseadas no desempenho requerem grande atenção quanto à definição e a descrição de objetivos - sua demanda e seus resultados de um projeto, de um programa tanto no longo quanto no curto prazo, quanto às maneiras de medirmos e os resultados desejados foram atingidos.

Critérios baseados em desempenho e utilizados nas Avaliações de Pós-Ocupação de edifícios individuais são baseadas tipicamente nos objetivos explicitados de projeto e em critérios contidos no programa funcional ou inferidos desses programas funcionais. as medidas incluem indicadores relacionados ao desempenho organizacional e dos participantes, tais como a satisfação e a produtividade dos trabalhadores, sua segurança e seu controle do ambiente de trabalho - mas podem ainda incluir medidas do desempenho da edificação tal como percebido pelos usuários: qualidade do ar, conforto térmico, conforto espacial, ergonomia, privacidade, conforto luminoso, ruído (desde o edifício e seus escritórios) e sua estética.

Uma abordagem fundamentada no desempenho pode ser usada para medir a qualidade dos serviços oferecidos pela organização em apoio aos indivíduos ou grupos, e envolve o uso de escalas criadas pelo centro internacional de serviços (International

Centre for Facilities). Essas escalas têm sido aprovadas e publicadas pela sociedade

Americana de testes de materiais (American Society for testing and Materials - ASTM), sobre o título de ASTM Standards on Whole Building Functionality and Serviceability (ASTM, 2000). Os padrões dessas escalas propostas por essa sociedade americana

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incluem questionários de múltipla escolha, pareados (two matched). Um questionário é usado para estudar os condicionamentos do local de trabalho em termos de sua funcionalidade e qualidade; descreve as necessidades do usuário (e suas demandas) como o núcleo do planejamento físico -institucional. Outro questionário complementa o primeiro Ariel usado para avaliar a capacidade de um edifício com de um projeto de ir ao encontro desses níveis de necessidades de demandas - o que representa a sua capacidade de prover serviços adequados (serviceability). Esse questionário permite quantificar itens e configurações da organização em termos de seu desempenho como um primeiro passo para delinear as especificações de performance. No planejamento de pré-projeto, as escalas podem ser usadas para determinar se a edificação proposta poderá satisfazer às necessidades dos usuários e, se não for o caso, quais as mudanças que devem ser feitas de maneira a aprimorar seu ajuste. Uma vez que uma edificação é construída e utilizada, nós podemos fazer uma segunda avaliação-Avaliação de Pós-Ocupação propriamente dita-, de maneira a determinar o quanto a edificação existente e em uso se ajustou a essas expectativas originais.

A Avaliação do desempenho de seu valor imobiliário ou patrimonial dentro de um inventário do acervo de espaços edificados de uma grande organização é uma tarefa bem mais difícil. Uma abordagem que tem sido proposta é o sistema de ESCORES balanceados (Balanced Scorecards) ajustado para o estudo de edificações.

O sistema de escores balanceados é uma ferramenta administrativa e de negócios que avalia quatro categorias de desempenho: financeiro, dos processos administrativos e comerciais, relações com o consumidor, e o crescimento (ou o desenvolvimento de recursos humanos).

Essas quatro categorias são utilizadas para deitar com uma ênfase exagerada nos ganhos financeiros, e para capturar o pleno valor do que é produzido e do processo de produção, assim como para equilibrar níveis de análise que variam desde as atividades dos indivíduos e dos grupos, até os trabalhos dos mais elevados níveis da organização. As medidas de desempenho para serviços em edificações freqüentemente exageram sua ênfase nos custos porque há poucos dados que demonstrem ligações dentre projeto dos estabelecimentos prestadores de serviços e os objetivos das organizações e dos negócios.

As estratégias centralizadas nos dados dos custos incluem a redução do tamanho dos postos de trabalho, em geral com o uso de soluções altamente padronizadas que apresentam apenas algumas poucas opções de tipos de postos de trabalho, eliminando espaços privados ou personalizados, e procedendo a uma indicação de pessoas a portos de trabalho mediante critérios “objetivos” e sem a participação dos envolvidos – isso sem esquecer as soluções relacionadas ao trabalho à distância, quando os funcionários não mais precisam de uma sede física. Uma abordagem baseada na abordagem dos escores balanceados, desde que adaptada a estabelecimentos físicos, pode, contudo, ajudar a responder questões como as seguintes:

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- Como o projeto dos locais de trabalho pode influenciar positivamente resultados que as organizações desejam, valorizam?

- Como o projeto dos locais de trabalho pode reduzir custos ou aumentar receitas?

- Como o projeto dos locais de trabalho pode fortalecer o trabalho de desenvolvimento de recursos humanos?

- Como o ambiente físico de trabalho pode fortalecer os processos de trabalho e aumentarem a resolutividade e rapidez de resposta dos estabelecimentos de prestação de serviços, da indústria, da organização?

- Como um ambiente físico de trabalho pode fortalecer as relações com os consumidores de apresentar uma face mais positiva da organização para o público?

Ao levantarmos essas questões no início de um projeto, a abordagem dos escores balanceados pode nos oferecer uma estrutura analítica a todo o processo, desde a conceituação de até a avaliação e finalmente até ao aprendizado de lições. Os resultados da avaliação de Pós-Ocupação podem ser usados para desenvolver medidas que abrangem todas as categorias de desempenho e para avaliar o sucesso da organização quanto ao alcance de suas metas de desempenho. Um conjunto é essencial de medidas pode ser usada entre diferentes estabelecimentos para que se possa ganhar uma melhor compreensão todo processo de trabalho, ao mesmo tempo em que outras medidas poderiam ser únicas aos objetivos e metas desta organização em particular - ou deste departamento, ou desta divisão.

PROGRAMAS DE AVALIAÇÃO DE PÓS-OCUPAÇÃO E DE "APRENDIZADO DE LIÇÕES" EM AGÊNCIAS FEDERAIS.

As agências federais que compram, elaboram, usam ou administram grandes conjuntos de itens patrimoniais tais como: edificações, equipamentos, mobiliário e instalações, se defrontam com um grande número de desafios. Elas são responsáveis pelo uso público ou interesse público, de grandes espaços edificados que devem ser seguros, controlados, sustentáveis, acessíveis, econômicos quanto à sua operação e manutenção, capazes de que responder às necessidades dos consumidores, e capazes de dar pleno suporte ao trabalho produtivo. As agências também se tornaram mais empreendedoras e competentes em suas práticas gerenciais, mais capazes de prestar contas ao público de suas atividades, e de administrar processos de um modo que seus resultados sejam mensuráveis (isto é: especialmente no tempo e dentro do orçamento disponível, com qualidade, por pelo menos 50 anos, ou mais). Em muitas agências, os recursos humanos necessários para o alcance de seus objetivos foram reduzidos, e especialmente ao longo dos anos 1990, e essas agências ainda enfrentam problemas

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maiores de perda de experiência técnica devido a aposentadorias e ao desgaste inter-pessoal.

Nesse ambiente, as APOs e os programas de aprendizado de lições – desde que corretamente concebidos e administrados – podem acrescentar valor aos processos de incorporação imobiliária promovidos pelo próprio governo. Uma edificação governamental, um espaço público de qualidade, é a culminação de políticas públicas, de ações coordenadas por entes públicos, e de investimento de dinheiro público, que, todos, cobram por sua avaliação e prestação de contas. As APOs e os programas de aprendizado de lições podem oferecer uma metodologia sistemática para a estimativa do impacto das decisões passadas, assim como para usar esses conhecimentos assim adquiridos em decisões a serem tomadas no futuro. Essa metodologia pode reduzir, em parte, a perda de staff experimentado, com uma longa história de dedicação e contribuição para a organização pública, ao criar uma base de dados institucional que pertence efetivamente à organização, em meio a mudanças na sua administração, em meio a atritos e desavenças que eventualmente ataquem a organização. Essa metodologia oferece uma oportunidade para ampliar a satisfação do usuário, e para reduzir o custo do desenvolvimento de projetos, pois permite uma ampla partilha de informações através da organização pública, entre seus empregados e administradores, e com contratantes e colaboradores externos.

Apesar de as APOs e os programas de aprendizado de lições terem sido instituídos em relativamente poucos agências federais, essas agências têm noticiado significativas melhorias. A Administração de Geral de Serviços (General Services

Administration), o Escritório Administrativo dos Tribunais dos EUA (Administrative Office of the U.S. Courts) e o Departamento de Estado Norte-Americano, entre outros,

usaram lições aprendidas de pesquisas de APO para aprimorar os projetos de edifícios públicos federais, para reduzir os custos operacionais, e para oferecer garantia de qualidade de seus serviços. O Comando Naval de Engenharia de Edificações (Naval

Facilities Engineering Command), dos EUA, e o Corpo de Engenheiros do Exército

(Army Corps of Engineering) norte-americano, entre outros, usaram os dados obtidos através de pesquisas de APO para projetar edificações que melhor atenderam aos objetivos de seus usuários, assim como parecem ter contribuído para a retenção de seu staff civil e militar.

O Serviço Postal dos EUA usou dados de pesquisa de APO da mesma forma, além de dirigir seus esforços para se tornar mais competitivo, pela promoção de estudos comparativos, com os serviços postais privados.

A Força Aérea do EUA e outros órgãos usaram os dados de pesquisas de APO para identificar problemas em seus edifícios, e para promover serviços de manutenção mais eficientes, assim como buscando fazer reparos preventivos, antes que eles fossem urgentemente necessários, e quando a relação custo-benefício fosse máxima. O General

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de forma a interligar os procedimentos de APO com uma ampla variedade de processos de gestão de seu patrimônio de edificações, na medida em que as agências federais mudam suas ênfases desde uma abordagem centrada na construção, em engenharias, para uma abordagem centrada no gerenciamento dos seus recursos, em sua consolidação.

Na medida em que os levantamentos feitos a partir dos recursos da Internet, assim como os protocolos de controle informatizados das edificações, e os sistemas de informação geográfica evoluem, a condução de programas de APO e de captura de lições através delas vai se tornando cada vez mais fácil, assim como passa a gerar dados cada vez mais úteis. A institucionalização desses programas nas agências federais, em acordo com a diretrizes que delineamos acima, devem resultar em benefícios que ultrapassarão os custos. No entanto, o estabelecimento desses programas requer espírito de liderança tanto dos executivos quanto dos gerenciadores de programas, além de um sincero desejo de aprender com seus sucessos e seus fracassos.

REFERÊNCIAS

ASTM (American Society for Testing and Materials). 2000. ASTM Standards on

whle building functionality and serviceability. West Conshohocken, Pennsylvania:

ASTM.

Brill, M., Margulis, S.M., & Konar, E. (1985). Using office design to increase

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