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(1)

Aulas 3 e 4 - Educação no

Governo, Educação básica no

Brasil, Educação Superior

PLT capítulos 2, 3 e 4

Prof. Diana Bezerra

(2)

EDUCAÇÃO NO GOVERNO ATÉ

DÉCADA DE 50

INDICADORES DEMOGRÁFICOS E ECONÔMICOS E TAXA DE ALFABETIZAÇÃO, 1900/1950

Disciplina de Educação Corporativa Profa Diana Bezerra Fontes: Lourenço Filho, M. B. Redução das taxas de analfabetismo no Brasil entre 1900 e 1960: descrição e análise.

Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, Rio de Janeiro, v. 44, n. 100, p. 250-272, out./dez. 1965; Fundação IBGE, Séries Estatísticas Retrospectivas, 1970.

(3)

DESCRIÇÃO DO SISTEMA

EDUCACIONAL DOS ANOS 50 - 71

-Foi aprovada em 1961 a Lei n.º 4.024, que estabelecia as diretrizes e bases da educação nacional

-Tanto o setor público como o setor privado têm o direito de ministrar o ensino em todos os níveis.

(4)

DESCRIÇÃO DO SISTEMA

EDUCACIONAL DOS ANOS 50 - 71

- A estrutura do ensino manteve a mesma organização anterior, ou seja:

• Ensino pré-primário, composto de escolas

maternais e jardins de infância.

• Ensino primário de quatro anos, com possibilidade

de acréscimo de mais dois anos para programa de artes aplicadas.

• Ensino mediano, subdividido em dois ciclos: o

ginasial, de quatro anos, e o colegial, de três

anos. Ambos compreendiam o ensino secundário e o ensino técnico (industrial, agrícola, comercial e de formação de professores).

(5)

DESCRIÇÃO DO SISTEMA

EDUCACIONAL DOS ANOS 50 - 71

- Flexibilidade de organização curricular, o que não pressupõe um currículo fixo e único em todo o território nacional.

(6)

DESCRIÇÃO DO SISTEMA

EDUCACIONAL DOS ANOS 50 - 71

ESTRUTURA DO SISTEMA EDUCACIONAL

BRASILEIRO ANTERIOR À REFORMA DE 1971

Fontes: Lei n.º 4.024, de 20 de dezembro de 1961, e Lei n.º 5.540, de 28 de novembro de 1968.

(7)

SISTEMA EDUCACIONAL

A PARTIR DE 71

Lei n.º 5.692/71

- a escola primária e o ginásio foram fundidos e denominados de ensino de

1º grau.

- o antigo colégio passou a se chamar

(8)

ESTRUTURA DO SISTEMA EDUCACIONAL BRASILEIRO APÓS A REFORMA DE 1971

Fonte: Lei n.º 5.692/71.

SISTEMA EDUCACIONAL

A PARTIR DE 71

(9)

SISTEMA EDUCACIONAL A PARTIR

DE 1996

Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) - Lei n.º 9.394/96

- MEC - assegurar processo nacional de avaliação do rendimento escolar

(10)

SISTEMA EDUCACIONAL A PARTIR

DE 1996

Fonte: Lei n.º 9.394/96.

ESTRUTURA DO SISTEMA EDUCACIONAL APÓS A LEI N.º 9.394/96

(11)

SISTEMA EDUCACIONAL A PARTIR

DE 2010

-Inclusão de 1 ano no Ensino Fundamental (de 8 para 9 anos)

-Entrada no Ensino Fundamental no primeiro ano com 6 anos de idade.

-A 1a série do sistema antigo hoje

corresponde ao 2o ano do Ensino

(12)

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

2011-2020 - PNE

-Meta 1: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população de até 3 anos.

-Meta 2: Universalizar o ensino fundamental de nove anos para toda população de 6 a 14 anos.

-Meta 3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%, nesta faixa etária.

(13)

SISTEMA EDUCACIONAL A PARTIR DE 2010

-Inclusão de 1 ano no Ensino Fundamental (de 8 para 9 anos)

-Entrada no Ensino Fundamental no primeiro ano com 6 anos de idade.

-A 1a série do sistema antigo hoje corresponde ao 2o ano

(14)

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

2011-2020 - PNE

-Meta 16: Formar 50% dos professores da educação básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu, garantir a todos formação continuada em sua área de atuação.

-Meta 20: Ampliar progressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7% do produto interno bruto do país.

(15)

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 2011-2020 - PNE

-Meta 16: Formar 50% dos professores da educação básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu, garantir a todos formação continuada em sua área de atuação.

-Meta 20: Ampliar progressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7% do produto interno bruto do país.

(16)

A QUALIDADE DO ENSINO BÁSICO

A partir de 1996 foram criados mecanismos para avaliar a qualidade de ensino no Brasil, um desses

mecanismos são os testes do SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica), realizados a cada

dois anos(criado em 1990 e “universalizado” em 95)

Trata-se de uma avaliação feita com aplicação de testes e

questionários a estudantes das 4ª e 8ª séries do ensino fundamental (atuais 5o e 9o

anos) e da 3ª série do ensino

médio.

As disciplinas avaliadas são

Português e Matemática.

(17)

A QUALIDADE DO ENSINO BÁSICO

SAEB (Sistema de Avaliação da Educação

Básica)

Língua Portuguesa avalia-se a proficiência em

leitura e interpretação de texto;

Matemática, verifica-se a capacidade do aluno em

resolver problemas usando aritmética, geometria, noções estatísticas, conforme o grau de cada série.

(18)

A QUALIDADE DO ENSINO BÁSICO

Média de desempenho dos alunos brasileiros no SAEB, 1995-2003

Fonte: MEC/INEP/SAEB: Exame Nacional do Ensino Médio. Relatório Final 2003. Brasília, abr. 2004

* Média mínima para Português: 4ª série, 200 pontos;

8ª série, 300 pontos; 11ª série, 350 pontos.

** Média mínima para Matemática:

(19)

A QUALIDADE DO ENSINO BÁSICO

Nível de desempenho na disciplina de Matemática por parte dos alunos do 3º ano do ensino médio brasileiro, 2001 e 2003 (%)

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A QUALIDADE DO ENSINO BÁSICO

A partir de 1997 – ENEM

- Concluintes do Ensino Médio (facultativo)

A partir de 2005 – Prova Brasil

(21)

A QUALIDADE DO ENSINO BÁSICO

SAEB/ Prova Brasil – propor políticas para sanar ou amenizar:

-Deficiências nas competências básicas de leitura e interpretação de textos

-Falta de raciocínio matemático e compreensão de algoritmos necessários à solução de problemas

-Falta de repertório cultural para fazer analogias e compreensão do mundo físico para avançar nos estudos

(22)

A QUALIDADE DO ENSINO

SUPERIOR

-Exame Nacional de Cursos (Provão) teve início em 1996

-Em 2005, o “Provão” foi substituído

pelo Enade (Exame Nacional de

(23)

Conceitos obtidos no Exame Nacional de Cursos nos seis cursos de maior relação candidato/vaga, por tipo de instituição de ensino no Brasil, 2003 (%)

Fonte: Rigotto, M.E. & Souza, N. J. Evolução da educação no Brasil, 1970/2003

A QUALIDADE DO ENSINO

SUPERIOR

(24)
(25)

Introdução

Sugestão de um conjunto de idéias e diretrizes para balizamento (determinação da direção) de políticas educacionais do novo governo.

Educação superior – federal (MEC)

Ensino básico – manejado pelo poder estadual ou municipal (autônomos)

(26)

Premissas

1.Há ampla evidência que o investimento na educação é uma condição necessária para o aumento da produtividade, para melhorar a

distribuição de renda e para a consolidação da democracia.

2.As estatísticas e os testes não deixam

dúvidas: em matéria de educação, o Brasil está mal, apesar dos grandes avanços na matrícula.

(27)

Premissas

3.A maior deficiência está na qualidade do ensino inicial.

Nossos testes confirmam o desastre do

início da escolarização (SAEB, Prova Brasil e ENEM).

Para ilustrar, mais da metade dos alunos de quarta série não está funcionalmente alfabetizado.

(28)

Premissas

4.Se os pais acham a educação boa, é difícil implementar uma política de qualidade.

Pesquisas recentes mostram que 70% dos pais acham boa a educação dos seus

filhos. Ao que parece, para eles contam as melhorias de infraestrutura, merenda, livros etc.

(29)

Ensino Fundamental: a grande

prioridade

Há hoje bastante consenso acerca do que é

preciso fazer para que melhore a qualidade do

fundamental.

1.Foco na sala de aula e no ensino

2.Programas de apoio aos alunos mais fracos e

atrasados

3.Expansão seletiva da pré-escola

4.Currículos mais enxutos, mais fáceis e mais

explícitos

(30)

Ensino Fundamental: a grande

prioridade

5.Professores Melhores

6.Escolha do diretor: sai politicagem, entra mérito

7.Melhor gestão e mais autonomia para as

escolas

8.Apoio à participação de “redes de ensino” nos

sistemas públicos

9.Consolidar a avaliação e usá-la para premiar os

melhores.

(31)

Formação de Professores

1 – Deficiências dos cursos de formação:

I.Os futuros mestres não aprendem corretamente aquilo que vão ensinar;

II.Não aprendem a dar aula, ou seja, não são

expostos às técnicas e práticas para lidar com os alunos;

III.Gastam tempo com teorias abstratas e rarefeitas fora do mundo real;

IV.Gastam tempo com conceitos ideológicos; V.Muitos sem uma sólida familiaridade com informática, desprezando o uso dos recursos audiovisuais.

(32)

Formação de Professores

2 – Alta evasão nas universidades públicas.

Os cursos de Pedagogia e Licenciatura têm nível

de exigência alto, incompatível com o preparo dos

alunos que a recebem.

(33)

Ensino Médio

1. Reduzir número de disciplinas obrigatórias e aumentar as eletivas

Diferenciar os currículos de acordo com o perfil do aluno, tipo de escola e geografia.

2. Oferecer a mesma disciplina com níveis diferentes de dificuldades, para atender à variedade da

clientela;

3. Reduzir o nível de dificuldade como um todo, bem como o excessos de conteúdos;

(34)

Ensino Médio

4. A profissionalização oferecida dentro das escolas será apenas aquela de tipo genérico;

Áreas limites do profissional e o acadêmico: informática, economia financeira, por ex.

5. Facilitar o acesso ao magistério de profissionais universitário, em matérias afins à sua formação.

(35)

Ensino Técnico

Curso técnicos, hoje, não priorizam somente o lado

profissional, mas também o acadêmico, o que desvirtua os objetivos iniciais da proposta da formação de

técnicos. Surgem as seguintes propostas:

1. No sistema federal, voltar a oferecer o lado técnico e acadêmico de forma separada;

2. Acompanhamento de egressos; 3. Expansão via setor privado;

4. Tornar menos pesada a carga horário dos cursos técnicos;

5. Criação de cursos técnicos de formação de

(36)

Ensino Superior

O Ensino Superior é o mais pesquisado e debatido. - Número de matrículas é muito menor que em países comparáveis ao Brasil. -> Gargalo -> estreitamento do fim do Fundamental e alto índice de evasão.

- Alunos com baixo nível de competência. Pesquisa do PISA( Programme for International Student

Assessment) alunos passam no vestibular com nível de competência que corresponde a 4 anos a menos de escolaridade dos europeus.

(37)

Ensino Superior

As propostas: Para os sistemas públicos e privados

1. Introdução de um ciclo básico de estudos gerais;

Cada vez mais, o curso superior é uma formação de caráter geral. Cada vez menos os seus graduados exercem a profissão que consta no diploma

2. Ênfase na qualidade e não na suposta pesquisa;

Como não há pesquisa, o que interessa é a qualidade de ensino. As atividades de extensão são alternativas interessantes para a aplicação do conhecimento

(38)

Ensino Superior

As propostas: Para os sistemas públicos e privados

3. Controlar por resultados e não pelo processo;

As iniciativas do tipo ENADE, são mais que bem-vindas, pois permitem caminhar na direção de

controlar resultados e deixar os processos por conta de cada Instituição.

4. Mercado é assunto do dono do curso. Não do Estado;

Ao estado cabe apenas avaliar as condições materiais e institucionais;

(39)

Ensino Superior

As propostas: Para os sistemas públicos e privados

5. Cursos profissionais com professores profissionais.

A proposta é óbvia: matérias acadêmicas serão

ministradas por acadêmicos e as profissionais, pelos profissionais, sendo classificados pelo tempo e pela natureza da experiência acumulada.

(40)

Pós-graduação

É o nível mais bem sucedido da educação brasileira com expansão acelerada e níveis de qualidade

mantidos. Propostas:

1. Pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico;

Evitar pesquisas atreladas a interesses dos professores orientadores e passar a pesquisar aplicações para

desenvolvimento tecnológico;

2. Mestrado profissional;

Criar mestrados profissionais com grande parte de professores profissionais;

3. Mestrados para docência;

(41)

Para saber mais...

LEIAM O PLT DA DISCIPLINA

Referências

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