UNIJUI – UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
JOSÉ ANTÔNIO ZANGEROLAMI
A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO NOS HONORÁRIOS.
IJUI (RS) 2011
JOSÉ ANTÔNIO ZANGEROLAMI
A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO NOS HONORÁRIOS.
Monografia Final do Curso de Graduação em Direito, objetivando a aprovação no componente curricular Monografia. UNIJUI - Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. DCJS – Departamento de Ciências Jurídicas e sociais.
Orientadora: Msc. Maristela Gheller Heidemann
IJUI (RS) 2011
JOSÉ ANTÔNIO ZANGEROLAMI
A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO NOS HONORÁRIOS.
Trabalho final do Curso de Graduação em Direito aprovada pela Banca Examinadora abaixo subscrita, como requisito parcial para a obtenção do grau de bacharel em Direito e a aprovação no componente curricular de Trabalho de Curso UNIJUÍ – Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul
DCJS - Departamento de Ciências Jurídicas e Sociais
Ijuí, 05 de dezembro de 2011.
___________________________________________ Maristela Gheller Heidemann - Mestre – UNIJUI)
___________________________________________ Eloisa Nair A Argerich – Mestre - UNIJUÍ)
Dedico este trabalho a todos que, de uma forma ou outra, me auxiliaram e me ampararam durante estes anos da minha caminhada acadêmica, em especial aos professores e colegas do curso, que pela duradoura convivência e tolerância são amigos para sempre.
AGRADECIMENTOS
A Deus, acima de tudo, pela vida, força, coragem e principalmente por ter me iluminado com a persistência.
A minha mãe Evanilda e meu pai Geraldo pelo apoio e incentivo incondicionais mesmo da forma mais humilde que a possibilidade lhes permitiu.
A minha noiva Elisiane pelas horas que a deixei sozinha em prol desta caminhada.
Aos meus sócios Oldimar e Maricelia pelas inúmeras horas que deixei a desejar profissionalmente afastando-me do trabalho em prol deste objetivo.
A todos os meus amigos que me afastei para concentrar os esforços no curso, em especial aos quase irmãos Benhur e Evolnei.
A minha orientadora professora Maristela, pela dedicação e disponibilidade.
A todos que colaboraram de uma maneira ou outra durante a trajetória de construção deste trabalho, meu muito obrigado!
“Todo imposto deve ser planejado de tal modo, que retire e conserve fora do bolso das pessoas o mínimo possível, além da soma que ele carreia para os cofres do Estado.”
RESUMO
O presente trabalho de pesquisa monográfica faz uma análise da importância do planejamento tributário de um profissional autônomo, no que se refere a receita obtida através do recebimento de honorários e de que forma poderá haver uma redução na carga tributária. Ventila a possibilidade do profissional autônomo constituir uma pessoa jurídica, fazendo uma comparação da carga tributária do profissional autônomo e da constituição de uma sociedade, demonstrando qual a opção mais vantajosa.
Palavras-Chave: Direito Tributário. Honorários. Pessoa Física. Pessoa Jurídica. Planejamento Tributário.
ABSTRACT
The present research monograph analyzes the importance of tax planning for self-employed, in relation to income earned through the receipt of fees and how it will be a reduction in tax burden. Vents the possibility of self-employed constitute a legal entity, making a comparison of the tax burden of self employment and the establishment of a society, showing what the most advantageous.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO...9
1 O SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL...10
1.1 Tributos: conceito e espécies...12
1.2 O imposto sobre serviços e o imposto de renda...15
1.3 A contribuição incidente sobre o INSS, a LC 104/2001 e planejamento tributário....16
2.O PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO...19
2.1 Carga tributária incidente sobre os honorários percebidos por pessoa física...
..
192.2 Carga tributária incidente sobre os honorários percebidos por pessoa jurídica.....24
2.3 Limites ao planejamento tributário e exemplos práticos...27
CONCLUSÃO...33
INTRODUÇÃO
Este estudo aborda e tem o objetivo de demonstrar como um planejamento tributário pode trazer uma redução na carga tributária. Para tanto, desenvolvem-se dois capítulos, sendo que no primeiro são apresentadas noções gerais do sistema tributário nacional, com uma conceituação do que seja um tributo, suas espécies, a incidência dos impostos federais, previdenciários e municipais, tecendo algumas concepções sobre o planejamento tributário para demonstrar as incidências tributárias tanto na pessoa física quanto na pessoa jurídica.
Se bem elaborado um planejamento tributário no recebimento dos honorários, poderá resultar na redução na carga tributária incidente sobre estas rendas, já que existentes duas possibilidades: uma opção de tributação é na pessoa física do profissional, e a outra numa pessoa jurídica constituída para tal.
Isso possibilita ao profissional autônomo realizar seus cálculos e optar pelo sistema que mais se adaptar a sua realidade respeitando as concepções legais vigentes.
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1 O SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL.
Historicamente, o Estado tem a realização do bem comum como finalidade principal, mesmo quando o Estado usava de força coercitiva para custear suas despesas, assim procedia em nome da realização do bem comum, apesar dos meios utilizados, como as guerras, extorsões de outros povos, exigências de empréstimos, rendas oriundas dos bens conquistados e das empresas estatais, imposições de multas, entre outras.
Com a evolução dos tempos e a necessidade cada vez maior e exigente da realização do bem comum coletivo, o Estado necessitou criar uma forma regular e permanente de obtenção de recursos financeiros, depositando sua força coercitiva na captação parcial das riquezas produzidas pelos particulares, através da implantação dos tributos, sendo estes, sua principal fonte de ingressos de recursos.
Desde as primeiras civilizações na organização da sociedade, os tributos estão aliados ao poder, ou seja, os detentores do poder consideram-se mais importantes que a sociedade que os sustenta, sendo assim os tributos o mais importante elemento de domínio. “O tributo, torna-se, portanto, o mais relevante instrumento de domínio, desde o alvorecer da sociedade organizada.” (MARTINS, 2005, p.429).
No Brasil não foi diferente, ou seja, apenas pulou a fase inicial de usar a força coercitiva contra outros povos, ao contrário, foi colonizado e sofreu força coercitiva de outro Estado (Portugal), porém, após a independência também foi criada esta forma regular e permanente de obtenção de rendas através da implantação do sistema tributário, sendo o único país do mundo a outorgar, constitucionalmente, competências tributárias aos municípios. (MARTINS, 2005, p.331).
Com o advento da Constituição de 1988, surgiu o regime jurídico tributário, que são as regras e os princípios que devem ser rigorosamente observados para o exercício do poder de tributar, sendo que, o Código Tributário Nacional e demais leis infraconstitucionais que tratam da tributação devem ser sempre interpretadas em confronto com a Lei Maior. “A Constituição Federal de 1988 traz o regime jurídico tributário, isto é, as regras e os princípios
que devem ser rigorosamente observados para o exercício do poder de tributar.” (FURLAN, 1999, p.14).
Os princípios gerais que regem o sistema tributário nacional estão dispostos nos artigos 145 a 149 da Constituição Federal, que assim dispõem:
Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: I - impostos; II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição; III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas. § 1º - Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte. § 2º - As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos. Art. 146. Cabe à lei complementar: I - dispor sobre conflitos de competência, em matéria tributária, entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; II - regular as limitações constitucionais ao poder de tributar; III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre: a) definição de tributos e de suas espécies, bem como, em relação aos impostos discriminados nesta Constituição, a dos respectivos fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes; b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários; c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas. d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte, inclusive regimes especiais ou simplificados no caso do imposto previsto no art. 155, II, das contribuições previstas no art. 195, I e §§ 12 e 13, e da contribuição a que se refere o art. 239. Parágrafo único. A lei complementar de que trata o inciso III, d, também poderá instituir um regime único de arrecadação dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, observado que: I - será opcional para o contribuinte; II - poderão ser estabelecidas condições de enquadramento diferenciadas por Estado; III - o recolhimento será unificado e centralizado e a distribuição da parcela de recursos pertencentes aos respectivos entes federados será imediata, vedada qualquer retenção ou condicionamento; IV - a arrecadação, a fiscalização e a cobrança poderão ser compartilhadas pelos entes federados, adotado cadastro nacional único de contribuintes. Art. 146-A. Lei complementar poderá estabelecer critérios especiais de tributação, com o objetivo de prevenir desequilíbrios da concorrência, sem prejuízo da competência de a União, por lei, estabelecer normas de igual objetivo. Art. 147. Competem à União, em Território Federal, os impostos estaduais e, se o Território não for dividido em Municípios, cumulativamente, os impostos municipais; ao Distrito Federal cabem os impostos municipais. Art. 148. A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios: I - para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência; II - no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, observado o disposto no art. 150, III, "b". Parágrafo único. A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição. Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo. § 1º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime previdenciário de que trata o art. 40, cuja alíquota não será inferior à da contribuição dos servidores titulares de cargos efetivos da União.
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§ 2º As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico de que trata o
caput deste artigo: I - não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação; II -
incidirão também sobre a importação de produtos estrangeiros ou serviços; III - poderão ter alíquotas: a) ad valorem, tendo por base o faturamento, a receita bruta ou o valor da operação e, no caso de importação, o valor aduaneiro; b) específica, tendo por base a unidade de medida adotada. § 3º A pessoa natural destinatária das operações de importação poderá ser equiparada a pessoa jurídica, na forma da lei. § 4º A lei definirá as hipóteses em que as contribuições incidirão uma única vez. Art. 149-A Os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir contribuição, na forma das respectivas leis, para o custeio do serviço de iluminação pública, observado o disposto no art. 150, I e III. Parágrafo único. É facultada a cobrança da contribuição a que se refere o caput, na fatura de consumo de energia elétrica. (BRASIL, 2011).
Segundo as lições de Ives Gandra da Silva Martins, os tributos são uma norma de rejeição social, porque todos os contribuintes pagam mais do que deveriam pagar, sendo o principal instrumento de poder dos governantes, resultando em alguns efeitos colaterais positivos a favor do povo, quando há algum retorno na forma de serviços públicos, cumprindo a função social. (MARTINS, 2005, p.331).
Prevê o autor citado que no futuro, a globalização da economia poderá levar a ter uma função social maior, não pela mudança do perfil dos detentores do poder, mas por força da necessidade de sobrevivência frente à evolução globalizada.
1.1 Tributos: conceito e espécies.
Nas lições de Valéria C. P. Furlan, tributo é: “O vínculo jurídico entre o fisco e o contribuinte, decorrente de um fato lícito previsto em lei, tendo por objetivo uma prestação pecuniária.” (FURLAN, 1999, p.19).
Segundo o art. 3° do CTN, “Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.”
Há doutrinadores que conceituam tributo através do próprio texto constitucional:
Cuida-se de prestações em dinheiro exigidas compulsoriamente, pelos entes políticos, de quem revele capacidade contributiva ou que se relacione direta ou indiretamente a atividade estatal específica, com vista à obtenção de recursos para o financiamento geral do Estado ou para o financiamento de atividades ou fins
realizados e promovidos pelo próprio Estado ou por terceiros no interesse público, com ou sem promessa de devolução. (PAULSEN, 2010, p.617).
Sendo tributo gênero, o direito positivo brasileiro, define as seguintes espécies tributárias: impostos, taxas, contribuição de melhoria, empréstimo compulsório, contribuições sociais e empréstimos compulsório.
Impostos são:
Exações desvinculadas de qualquer atuação estatal, decretadas exclusivamente em função do jus imperii do Estado. Seu fato gerador é sempre uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. O imposto sempre representa uma retirada da parcela de riqueza do particular, respeitada a capacidade contributiva deste. (HARADA, 2011, p.311).
O que estamos querendo dizer é que impostos não incorporam, no seu conceito, a destinação a esta ou aquela atuação do Estado que, de algum modo, possa ser referida ao contribuinte. E a inexistência dessa característica integra o conjunto de notas distintas dessa espécie tributária. (AMARO, 2003, p.81).
Taxa é:
Um tributo que surge da atuação estatal diretamente dirigida ao contribuinte, quer pelo exercício do poder de polícia, quer pela prestação efetiva ou potencial de um serviço público específico e divisível, cuja base de cálculo difere, necessariamente, da de qualquer imposto. (HARADA, 2011, p.312).
Em segundo lugar, classificamos os tributos que, por se destinarem a financiar determinadas tarefas, que são divisivelmente referíveis a certo indivíduo ou grupo
de indivíduos de modo direto ou indireto (o que traduz motivação financeira, pré-jurídica), tem fatos geradores (já agora no plano jurídico) conexos à própria atividade do Estado. (AMARO, 2003, p.82).
Contribuição de Melhoria é “Uma espécie tributária que tem por fato gerador a atuação do estatal mediatamente referida ao contribuinte. Entre a atividade estatal e a obrigação do sujeito passivo existe um elemento intermediário que é a valorização do imóvel.” (HARADA, 2011, p.314).
A característica peculiar do regime jurídico deste terceiro grupo de exações está na destinação à determinada atividade, exercitável por entidade estatal ou parestatal, ou por entidade não estatal reconhecida pelo Estado como necessária ou útil à realização de uma função de interesse público. Aqui se incluem as exações previstas no art. 149 da Constituição, ou seja, as contribuições sociais, as contribuições de intervenção do domínio econômico e as contribuições de interesse de categorias profissionais ou econômicas, que são três subespécies de contribuições. (AMARO, 2003, p.84).
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Empréstimo Compulsório:
São decretados privativamente pela União. E só podem ser instituídos por lei complementar para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidades públicas, guerra externa ou sua iminência, ou, no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, hipótese em que deverá ser obedecido o princípio da anterioridade. (HARADA, 2011, p.315).
Os empréstimos compulsórios são empréstimos forçados, coativos, porém restituíveis. A obrigação de pagá-los não nasce de um contrato, de uma manifestação livre das partes, mas sim de determinação legal. Verificada a ocorrência do fato gerador, surge a obrigação de “emprestar” dinheiro ao Estado. (ALEXANDRE, 2011, p.78).
Contribuições Sociais:
Entendemos que a contribuição social é uma espécie tributária vinculada à atuação indireta do Estado. Tem como fato gerador uma atuação indireta do Poder Público mediatamente referida ao sujeito passivo da obrigação tributária. A contribuição social caracteriza-se pelo fato de, no desenvolvimento pelo Estado de determinada atividade administrativa de interesse geral, acarretar maiores despesas em prol de certas pessoas (contribuintes), que passam a usufruir de benefícios diferenciados dos demais (não contribuintes). Tem seu fundamento na maior despesa provocada pelo contribuinte e na particular vantagem a ele proporcionada pelo Estado. (HARADA, 2011, p.316, grifo do autor).
Já as Contribuições Sociais do art. 195 da CF são as que financiarão a seguridade social. “A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: [...]” (BRASIL, 2011).
A competência tributária no Estado Federal Brasileiro é dividida entre todas as entidades políticas autônomas e independentes: a União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal.
A Constituição Federal de 1988, explicita que é da união a competência para instituir impostos sobre rendas e proventos de qualquer natureza.
Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: I - importação de produtos estrangeiros; II - exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados; III - renda e proventos de qualquer natureza; [...] (BRASIL, 2011)
O legislador embasa fundamentalmente no inciso III do Artigo 153 da CF, a instituição da obrigação tributária, cujo fato gerador seja a renda ou os proventos de qualquer natureza.
Da mesma forma, os arts. 43, 44 e 45 da Lei n° 5172 de 25/10/1966 (Código Tributário Nacional), recepcionada pela CF, definem o fato gerador, a base de cálculo e quem é o contribuinte.
Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica: I - de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos. II - de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no inciso anterior. § 1º A incidência do imposto independe da denominação da receita ou do rendimento, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem e da forma de percepção. 2º Na hipótese de receita ou de rendimento oriundos do exterior, a lei estabelecerá as condições e o momento em que se dará sua disponibilidade, para fins de incidência do imposto referido neste artigo. Art. 44. A base de cálculo do imposto é o montante, real, arbitrado ou presumido, da renda ou dos proventos tributáveis. Art. 45. Contribuinte do imposto é o titular da disponibilidade a que se refere o art. 43, sem prejuízo de atribuir a lei essa condição ao possuidor, a qualquer título, dos bens produtores de renda ou dos proventos tributáveis. Parágrafo único. A lei pode atribuir à fonte pagadora da renda ou dos proventos tributáveis a condição de responsável pelo imposto cuja retenção e recolhimento lhe caibam. (BRASIL, 2011).
O fato gerador é o que define a incidência ou não de determinado tributo, a base de cálculo é o valor base para a incidência do tributo e o contribuinte é o responsável legal pelo pagamento da obrigação gerada.
1.2 O imposto sobre serviços e o imposto de renda.
O art. 2° do Decreto nº. 3.000/99 regulamenta a incidência do imposto de renda sobre as pessoas físicas titulares de disponibilidade econômica.
Art. 2º As pessoas físicas domiciliadas ou residentes no Brasil, titulares de disponibilidade econômica ou jurídica de renda ou proventos de qualquer natureza, inclusive rendimentos e ganhos de capital, são contribuintes do imposto de renda, sem distinção da nacionalidade, sexo, idade, estado civil ou profissão. (BRASIL, 2011).
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O art. 1° da Lei Complementar nº. 116/2003 regulamenta a incidência do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, e a atividade da advocacia consta no anexo no item 17.14.
Art. 1º O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, de competência dos Municípios e do Distrito Federal, tem como fato gerador a prestação de serviços constantes da lista anexa, ainda que esses não se constituam como atividade preponderante do prestador. Lista de serviços anexa à Lei Complementar nº 116, de 31 de julho de 2003.[...] 17. Serviços de apoio técnico, administrativo, jurídico, contábil, comercial e congêneres. [...] 17.14. Advocacia. (BRASIL, 2011).
Constitucionalmente à competência da cobrança do Imposto de Renda e das contribuições para o custeio da seguridade social, são da União conforme previsão no art. 153 da CF, já o ISS, segundo o art. 156, III, da CF é de competência Municipal.
1.3 A contribuição incidente sobre o INSS, a LC 104/2001 e planejamento tributário.
O inciso V do art. 12 da Lei nº. 8.212/1991, na letra “h”, regulamenta a incidência da contribuição ao INSS, devido pelas pessoas físicas que exercerem, por conta própria, atividade econômica de natureza urbana, com fins lucrativos ou não.
Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: [...] V - como contribuinte individual: h) a pessoa física que exerce, por conta própria, atividade econômica de natureza urbana, com fins lucrativos ou não; (BRASIL, 2011).
Esta contribuição tem a competência da união, conforme disposto no art. 195 da CF/88.
Na pessoa jurídica não existe a tributação do INSS sobre a renda auferida, apenas estará sujeita a recolher ao INSS percentuais sobre a folha de pagamento conforme estabelecido no capítulo quarto da Lei n°. 8212/91 art. 22 e seguintes.
Um planejamento tributário bem implantado em qualquer ramo de atividade representará uma diferença vital de competição no ambiente globalizado.
A tributação do sistema nacional é constantemente alvo de discussões pelos mais diversos ramos de atividades desenvolvidas em nosso País.
Desde o mais simples operário até o maior empresário, o discurso é o mesmo, ou seja, a alta carga tributária.
Como se não bastasse, o legislador inovou ao alterar o artigo 116 do Código Tributário Nacional, acrescentando o parágrafo único por força da Lei Complementar nº 104 de 10 de Janeiro de 2001, com a seguinte redação:
Parágrafo único. A autoridade administrativa poderá desconsiderar atos ou negócios jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo ou a natureza dos elementos constitutivos da obrigação tributária, observados os procedimentos a serem estabelecidos em lei ordinária. (BRASIL, 2011).
Os meios de comunicação tem destacado que este parágrafo único introduzido no Código Tributário Nacional veda a utilização da elisão fiscal ou o planejamento tributário pelos contribuintes, porém pela interpretação doutrinária do texto legal, isto está limitado aos atos entendidos como fraudulentos ou ilícitos.
Seja como for, a dissimulação a que se refere o parágrafo único do art. 116, do CTN, é sempre um ato ilícito. Não se confunde com a situação na qual o contribuinte, embora com a intenção clara e até confessada de fugir ao tributo, ou de reduzir o valor deste, opta pela prática de um ato, ou a realização de um negócio, em vez de outro. Desde que não se trate de prática abusiva ou anômala, estará no campo da licitude e contra ele o fisco nada pode fazer.
Em síntese, parece-nos que essa norma geral antielisão, se interpretada em harmonia com a Constituição, e assim aplicada apenas aos casos nos quais esteja configurado evidente abuso de direito, nada vai acrescentar, posto que nossa jurisprudência já admite a desconsideração de atos ou negócios em tal situação. Por outro lado, se interpretada de forma mais ampla, com alcance capaz de emprestar à autoridade administrativa o poder para desqualificar qualquer ato ou negócio jurídico apenas porque o seu conteúdo econômico poderia estar contido em ato mais oneroso do ponto de vista tributário, estará em flagrante conflito com o princípio da legalidade e em aberta contradição com as normas constantes do próprio Código Tributário Nacional, especialmente as dos artigos 108, § 1º, e 116, caput, inciso I. (MACHADO, 2002).
O planejamento tributário é uma ferramenta indispensável para todos os ramos de atividades e independentemente da exploração, seja como pessoa física ou como pessoa jurídica, e na profissão de advogado não é diferente.
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Assim, importante que se estude acerca do planejamento tributário, para se encontrar caminhos onde a carga tributária incidente sobre os honorários percebidos possa ser menor explorando a tributação como pessoa física e como pessoa jurídica, estudando as concepções do planejamento tributário e seus limites, inclusive ilustrando com a explanação de exemplos práticos.
2 O PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO.
Como já estudado, o planejamento tributário é uma ferramenta indispensável para todos os ramos de atividades, independentemente se a exploração ocorre como pessoa física ou como pessoa jurídica, e na profissão de advogado não é diferente.
A principal finalidade deste planejamento é a busca da redução do valor devido utilizando-se de todos os meios legais previstos.
Não se trata de sonegação fiscal, mas de uma demonstração das opções legais de tributar, o valor percebido a título de honorários profissionais oportunizando ao contribuinte uma forma de comparar, qual a opção que melhor se enquadra a sua realidade, na adequação fiscal pátria existente.
O planejamento tributário consiste numa metodologia de se obter um menor ônus fiscal ao contribuinte, também conhecido como elisão fiscal ou economia de impostos.
A finalidade do planejamento tributário é para que, legalmente o contribuinte possa diminuir a fatia do seu faturamento que deve repassar aos governos na operacionalização das suas atividades.
2.1 Carga tributária incidente sobre os honorários percebidos por pessoa física.
A carga incidente sobre os honorários percebidos por pessoa física está dividida em duas competências, ou seja, valores devidos à União e aos Municípios.
Os valores devidos à União advém da incidência do Imposto de Renda e da Contribuição ao INSS, tributos estudados nos itens 1.2 e 1.3 do capítulo anterior.
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A previsão legal do Imposto de Renda, está expressa no art. 2° do Decreto nº. 3.000/99, que regulamenta a incidência deste imposto sobre a renda das pessoas físicas titulares de disponibilidade econômica.
Também no art. 45 do mesmo diploma legal, estão elencados os rendimentos do trabalho não-assalariado, onde constam no inciso I os honorários do advogado e no inciso VIII a remuneração pela prestação de serviço no curso de processo judicial.
Art. 45. São tributáveis os rendimentos do trabalho não-assalariado, tais como (Lei nº 7.713, de 1988, art. 3º, § 4º): I - honorários do livre exercício das profissões de médico, engenheiro, advogado, dentista, veterinário, professor, economista, contador, jornalista, pintor, escritor, escultor e de outras que lhes possam ser assemelhadas; II - remuneração proveniente de profissões, ocupações e prestação de serviços não-comerciais; III - remuneração dos agentes, representantes e outras pessoas sem vínculo empregatício que, tomando parte em atos de comércio, não os pratiquem por conta própria; IV - emolumentos e custas dos serventuários da Justiça, como tabeliães, notários, oficiais públicos e outros, quando não forem remunerados exclusivamente pelos cofres públicos; V - corretagens e comissões dos corretores, leiloeiros e despachantes, seus prepostos e adjuntos; VI - lucros da exploração individual de contratos de empreitada unicamente de lavor, qualquer que seja a sua natureza; VII - direitos autorais de obras artísticas, didáticas, científicas, urbanísticas, projetos técnicos de construção, instalações ou equipamentos, quando explorados diretamente pelo autor ou criador do bem ou da obra; VIII - remuneração pela prestação de serviços no curso de processo judicial. (BRASIL, 2011). (grifo nosso).
Referido imposto é progressivo, ou seja, deve observar a tabela do art. 111 do Decreto citado, pelo que é aplicada a alíquota conforme a renda da pessoa física, num percentual a ser cobrado que pode ser de até 27,50%.
Esta tabela sofre atualizações, as quais geralmente ocorrem quando o salário mínimo é reajustado. Por ocasião, são publicadas novas bases de cálculo e valores a deduzir, preservando-se as alíquotas.
A tabela vigente na atualidade é aquela alterada por força da Lei n°. 12.469/11. Assim, particularmente para o ano de 2011 os contribuintes deverão observar que existirão duas tabelas a serem observadas: uma vigente até 31 de março e a outra vigente a partir de 1° de abril, por força da referida alteração, conforme segue:
Base de Cálculo (R$) Alíquota (%) Parcela a Deduzir do IR (R$) Até 1.499,15 - - De 1.499,16 até 2.246,75 7,50 112,43 De 2.246,76 até 2.995,70 15,00 280,94 De 2.995,71 até 3.743,19 22,50 505,62 Acima de 3.743,19 27,50 692,78
Já para o ano-calendário 2011, exercício 2012, a partir de 1°/04/2011:
Base de Cálculo (R$) Alíquota (%) Parcela a Deduzir do IR (R$)
Até 1.566,61 - -
De 1.566,62 até 2.347,85 7,50 117,49
De 2.347,86 até 3.130,51 15,00 293,58
De 3.130,52 até 3.911,63 22,50 528,37
Acima de 3.911,63 27,50 723,95
A tabela apresenta a informação de ano calendário e exercício, salientando-se que ano calendário é o que está em curso e ano exercício é aquele onde o contribuinte deverá prestar contas ao fisco dos rendimentos e movimentações que realizou no ano calendário através da entrega da declaração de renda de ajuste anual.
Com base nos arts. 38, 43, 106, 620, 624 e 628 do Decreto n° 3.000/99, o fato gerador do Imposto de Renda da Pessoa Física é o pagamento e não a competência, ou seja, se um profissional prestou serviço em um mês e recebeu no mês seguinte, o fato gerador será referente ao mês seguinte, pois foi quando ocorreu o recebimento do valor do serviço prestado.
Para a definição da base de cálculo mensal do imposto de renda das pessoas físicas, objeto da presente análise, poderão ser deduzidas as despesas elencadas no arts. 74 a 76 do Decreto referido, que assim dispõe:
Art. 74. Na determinação da base de cálculo sujeita à incidência mensal do imposto, poderão ser deduzidas (Lei nº 9.250, de 1995, art. 4º, incisos IV e V): I - as contribuições para a Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; II - as contribuições para as entidades de previdência privada domiciliadas no País, cujo ônus tenha sido do contribuinte, destinadas a custear benefícios complementares assemelhados aos da Previdência Social. § 1º A dedução permitida pelo inciso II aplica-se exclusivamente à base de cálculo relativa a rendimentos do trabalho com vínculo empregatício ou de administradores, assegurada, nos demais casos, a dedução dos valores pagos a esse título, por ocasião da apuração da base de cálculo do imposto devido no ano-calendário (Lei nº 9.250, de 1995, art. 4º, parágrafo único). § 2º A dedução a que se refere o inciso II deste artigo, somada à dedução prevista no art. 82, fica limitada a doze por cento do total
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dos rendimentos computados na determinação da base de cálculo do imposto devido na declaração de rendimentos (Lei nº 9.532, de 1997, art. 11). Art. 75. O contribuinte que perceber rendimentos do trabalho não-assalariado, inclusive os titulares dos serviços notariais e de registro, a que se refere o art. 236 da Constituição, e os leiloeiros, poderão deduzir, da receita decorrente do exercício da respectiva atividade (Lei nº 8.134, de 1990, art. 6º, e Lei nº 9.250, de 1995, art. 4º, inciso I): I - a remuneração paga a terceiros, desde que com vínculo empregatício, e os encargos trabalhistas e previdenciários; II - os emolumentos pagos a terceiros; III - as despesas de custeio pagas, necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora. Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica (Lei nº 8.134, de 1990, art. 6º, § 1º, e Lei nº 9.250, de 1995, art. 34): I - a quotas de depreciação de instalações, máquinas e equipamentos, bem como a despesas de arrendamento; II - a despesas com locomoção e transporte, salvo no caso de representante comercial autônomo; III - em relação aos rendimentos a que se referem os arts. 47 e 48. Art. 76. As deduções de que trata o artigo anterior não poderão exceder à receita mensal da respectiva atividade, sendo permitido o cômputo do excesso de deduções nos meses seguintes até dezembro (Lei nº 8.134, de 1990, art. 6º, § 3º). § 1º O excesso de deduções, porventura existente no final do ano-calendário, não será transposto para o ano seguinte (Lei nº 8.134, de 1990, art. 6º, § 3º). § 2º O contribuinte deverá comprovar a veracidade das receitas e das despesas, mediante documentação idônea, escrituradas em Livro Caixa, que serão mantidos em seu poder, à disposição da fiscalização, enquanto não ocorrer a prescrição ou decadência (Lei nº 8.134, de 1990, art. 6º, § 2º). § 3º O Livro Caixa de que trata o parágrafo anterior independe de registro. (BRASIL, 2011).
A Contribuição ao INSS está prevista no inciso V do art. 12 da Lei nº. 8.212/91 na letra “h”, e também é progressiva devendo observar a tabela prevista no art. 20, sendo que a mesma também sofre alterações através de portarias do Ministério da Previdência, geralmente quando ocorre alteração do salário mínimo nacional.
Da mesma forma que o Imposto de Renda, o contribuinte deverá atentar que em 2011 existirão duas tabelas para observar, pois uma é vigente até 30 de junho e a outra a partir de 1° de julho.
A tabela vigente atual é aquela alterada por força da Portaria n° 407 de 1° de julho de 2011, conforme segue:
TABELA VIGENTE
Tabela de contribuição dos segurados empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso, para pagamento de remuneração a partir de 1º de julho de 2011
Salário-de-contribuição (R$) Alíquota para fins de recolhimento ao INSS (%)
até R$ 1.107,52 8,00
de R$ 1.107,53 até R$ 1.845,87 9,00
Assim, a Contribuição ao INSS devida pelo segurado contribuinte individual é de 20% sobre o salário de contribuição, conforme art. 21 da Lei nº. 8.212/1991.
O salário de contribuição está definido no art. 28 da mesma Lei. Já no inciso III consta a definição para a remuneração auferida pelos contribuintes individuais, observando os limites do § 5° do mesmo artigo que é justamente o teto máximo da tabela citada anteriormente, ou seja, o valor de R$ 3.691,74. Dispõe referida norma:
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; [...] III - para o contribuinte individual: a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observado o limite máximo a que se refere o § 5o; [...] § 5º O limite máximo do salário-de-contribuição é de Cr$ 170.000,00 (cento e setenta mil cruzeiros), reajustado a partir da data da entrada em vigor desta Lei, na mesma época e com os mesmos índices que os do reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. (BRASIL, 2011).
Os valores devidos ao município, a título de Imposto Sobre Serviços - ISS estão previstos constitucionalmente no art. 156, III da CF/98 e regulamentados na Lei Complementar n°. 116/2003.
Esta tributação tem a particularidade definida na Lei municipal, sendo que para o presente estudo foi adotada a do Município de Santo Augusto, Lei n°. 1.618/2002, que no art. 72 assim dispõe:
Art. 72. O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza tem como fato gerador a prestação de serviços por pessoa natural, empresário ou pessoa jurídica, com ou sem estabelecimento fixo, dos serviços constantes da lista abaixo, ou que a eles possam ser equiparados, ainda que os serviços não se constituam como atividade preponderante do prestador: [...] 17 – Serviços de apoio técnico, administrativo, jurídico, contábil, comercial e congêneres. [...] 17.14 – Advocacia. (BRASIL,
2011).
A base de cálculo do ISS é o preço do serviço, porém quando se tratar de prestação de serviço sob a forma de trabalho pessoal do próprio contribuinte, o imposto será calculado por meio de alíquota fixa, conforme tabela anexada na mesma norma, conforme o disposto no art.78:
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Art. 78. A base de cálculo do imposto é o preço do serviço. § 1º. Quando se tratar de prestação de serviços sob a forma de trabalho pessoal do próprio contribuinte, o imposto será calculado por meio de alíquota fixa, sendo aplicável a alíquota variável sobre a receita bruta proveniente do preço do serviço nos demais casos, ambos em função da natureza do serviço na forma da Tabela VI que constitui o Anexo I desta Lei. (BRASIL, 2011). Tabela VI ATIVIDADE URM UNIDADES I - PROFISSIONAIS AUTÔNOMOS 1 – NÍVEL SUPERIOR a) Médicos. 225 b) Dentistas. 210 c) Advogados. 198
A Tabela VI, é oriunda da Lei Municipal que define a cobrança do ISS por níveis de formação intelectual, sendo que a atividade da advocacia está classificada na divisão de nível superior, ou seja, com formação profissional acadêmica em nível superior, sendo aquelas atividades com profissão regulamentada.
Para realizar um estudo comparativo a seguir se analisará a carga tributária incidente sobre os honorários percebidos e tributados através de uma pessoa jurídica
2.2 Carga tributária incidente sobre os honorários percebidos por pessoa jurídica.
A carga tributária incidente sobre os honorários percebidos por pessoa jurídica é semelhante daquela percebida por pessoas físicas. Porém, a forma de tributar é distinta e a quantidade de tributos incidentes é outra.
As pessoas jurídicas prestadoras de serviços de profissão legalmente regulamentada são tributadas pelo imposto de conformidade com as normas aplicáveis às demais pessoas jurídicas, conforme previsão expressa no § 3º do art. 146 do Decreto n°. 3.000/99.
Art. 146. São contribuintes do imposto e terão seus lucros apurados de acordo com este Decreto (Decreto-Lei nº 5.844, de 1943, art. 27): I - as pessoas jurídicas (Capítulo I); II - as empresas individuais (Capítulo II; § 3º As sociedades civis de
prestação de serviços profissionais relativos ao exercício de profissão legalmente regulamentada são tributadas pelo imposto de conformidade com as normas aplicáveis às demais pessoas jurídicas (Lei nº 9.430, de 1996, art. 55). (BRASIL, 2011).
Referente à base de cálculo, está prevista no art. 219 do mesmo Diploma legal sendo que poderá ser pelo lucro real, presumido ou arbitrado.
Art. 219. A base de cálculo do imposto, determinada segundo a lei vigente na data de ocorrência do fato gerador, é o lucro real (Subtítulo III), presumido (Subtítulo IV) ou arbitrado (Subtítulo V), correspondente ao período de apuração (Lei nº 5.172, de 1966, arts. 44, 104 e 144, Lei nº 8.981, de 1995, art. 26, e Lei nº 9.430, de 1996, art. 1º).Parágrafo único. Integram a base de cálculo todos os ganhos e rendimentos de capital, qualquer que seja a denominação que lhes seja dada, independentemente da natureza, da espécie ou da existência de título ou contrato escrito, bastando que decorram de ato ou negócio que, pela sua finalidade, tenha os mesmos efeitos do previsto na norma específica de incidência do imposto (Lei nº 7.450, de 1985, art. 51, Lei nº 8.981, de 1995, art. 76, § 2º, e Lei nº 9.430, de 1996, arts. 25, inciso II, e 27, inciso II). (BRASIL, 2011).
Para fins deste estudo será utilizada a tributação pelo lucro presumido, com a presunção de 32% prevista no art. 223, III do Decreto n° 3.000/99.
Art. 223. A base de cálculo do imposto, em cada mês, será determinada mediante a aplicação do percentual de oito por cento sobre a receita bruta auferida mensalmente, observadas as disposições desta Subseção (Lei nº 9.249, de 1995, art. 15, e Lei nº 9.430, de 1996, art. 2º).[...] III - trinta e dois por cento, para as atividades de: a) prestação de serviços em geral, exceto a de serviços hospitalares; [...] (BRASIL, 2011).
A alíquota do imposto de renda é de 15% aplicada sobre a base de cálculo acima referida e se esta base apurada mensalmente exceder a vinte mil reais, terá a incidência de um adicional de 10% sobre o excesso, conforme art. 228 do mesmo diploma legal, que assim dispõe:
Art. 228. O imposto a ser pago mensalmente na forma desta Seção será determinado mediante a aplicação, sobre a base de cálculo, da alíquota de quinze por cento (Lei nº 9.430, de 1996, art. 2º, § 1º). Parágrafo único. A parcela da base de cálculo, apurada mensalmente, que exceder a vinte mil reais ficará sujeita à incidência de adicional do imposto à alíquota de dez por cento (Lei nº 9.430, de 1996, art. 2º, § 2º). (BRASIL, 2011).
A Contribuição Social está prevista na Lei n°. 7.689/88 em seu artigo 3°, tendo como alíquota para o tipo de empresa analisado, o percentual de 9%.
Art. 3o A alíquota da contribuição é de: I – 15% (quinze por cento), no caso das pessoas jurídicas de seguros privados, das de capitalização e das referidas nos incisos I a VII, IX e X do § 1o do art. 1o da Lei Complementar no 105, de 10 de janeiro de 2001; e
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II – 9% (nove por cento), no caso das demais pessoas jurídicas. (BRASIL, 2011, grifo da lei).
A base de cálculo da Contribuição Social é de 32% da receita bruta e está prevista no art. 20 da Lei n°. 9.249/95, assim prevendo:
Art. 20. A base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido, devida pelas pessoas jurídicas que efetuarem o pagamento mensal a que se referem os arts. 27 e 29 a 34 da Lei no 8.981, de 20 de janeiro de 1995, e pelas pessoas jurídicas desobrigadas de escrituração contábil, corresponderá a doze por cento da receita bruta, na forma definida na legislação vigente, auferida em cada mês do ano-calendário, exceto para as pessoas jurídicas que exerçam as atividades a que se refere o inciso III do § 1o do art. 15, cujo percentual corresponderá a trinta e dois por cento. (BRASIL, 2011, grifo da lei).
A base de cálculo da Contribuição Cofins e da Contribuição PIS é a receita bruta e está prevista no art. 2° e 3° da Lei 9.718/98, os quais estabelecem:
Art. 2º As contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS, devidas pelas pessoas jurídicas de direito privado, serão calculadas com base no seu faturamento, observadas a legislação vigente e as alterações introduzidas por esta Lei.
Art. 3º O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. (BRASIL, 2011).
As alíquotas aplicáveis são de 0,65% para o PIS art. 4° e de 3,00% para o COFINS, conforme previsto no art.8° da Lei n°. 9.718/98, incidentes sobre a base de cálculo.
Importante salientar que existem exclusões da base de cálculo previstas na legislação, porém, estas não serão objeto do presente estudo.
Também existe previsão de retenções na fonte, que são antecipações dos impostos, não alterando na carga tributária total, pois a empresa que sofreu a retenção pode compensar com os seus impostos devidos no mesmo período.
Todos estes tributos são de competência da União, sendo que diferentemente da pessoa física, na pessoa jurídica não existe a tributação do INSS sobre a renda auferida.
A pessoa jurídica estará sujeita a recolher ao INSS percentuais sobre a folha de pagamento conforme estabelecido no capítulo quarto da Lei n°. 8212/91 art. 22 e seguintes.
Quanto ao ISS, imposto de competência municipal, no Município de Santo Augusto/RS, o mesmo é cobrado de forma fixa tanto na pessoa física quanto na jurídica, conforme previsão na Lei Municipal n°. 1618/2002, art. 78.
2.3 Limites ao planejamento tributário e exemplos práticos.
O limite do planejamento tributário reside na obtenção real dos dados que compõem o movimento de um contribuinte.
Na maioria das vezes ocorre em que o contribuinte não registra adequadamente os atos e fatos de suas atividades, seja por desconhecimento ou mesmo por simples descuido.
Se o contribuinte administrasse e registrasse todas as operações que realiza, com o acompanhamento de um profissional da área contábil, certamente obteria êxito em realizar um planejamento tributário adequado a sua realidade.
Neste trabalho os dados são hipotéticos, servindo como base para servir de modelo àquele profissional que pretende descobrir qual a melhor forma de tributação para a sua atividade e dentro da sua realidade.
Um profissional com escritório de advocacia, com as receitas e despesas mensais a seguir relacionadas terá sua carga tributária calculada na pessoa física e jurídica conforme segue:
Considerando que num trimestre qualquer obteve uma receita de honorários no montante de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), sendo R$ 100.000,00 (cem mil reais) no primeiro mês, R$ 45.000,00 (quarenta e cinco mil reais) no segundo e R$ 55.000,00 (cinqüenta e cinco mil reais) no terceiro.
Supondo que no mesmo período, as despesas dedutíveis somaram o valor de R$ 59.000,00 (cinqüenta e nove mil reais), sendo R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) no
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primeiro mês, R$ 14.000,00 (quatorze mil reais) no segundo mês e R$ 20.000,00 (vinte mil reais) no terceiro.
RESUMO DAS RECEITAS E DESPESAS
MÊS RECEITA DESPESA RESULTADO
1 100.000,00 25.000,00 75.000,00 2 45.000,00 14.000,00 31.000,00 3 55.000,00 20.000,00 35.000,00 TOTAL 200.000,00 59.000,00 141.000,00
Da tabela extrai-se o resultado para iniciar a aplicação da tabela do INSS, citada no item 2.2 acima, lembrando que o limite máximo de tributação mensal permitido é sobre um salário de contribuição de R$ 3.691,74 (três mil seiscentos e noventa e um reais e setenta e quatro centavos.).
Na mesma tabela também verificamos que para esta faixa o percentual devido é de 11% (onze por cento). Portanto, aplicando-se 11% (onze por cento) sobre R$ 3.691,74 (três mil seiscentos e noventa e um reais e setenta e quatro centavos.) teremos como resultado o montante da contribuição a ser paga, no valor de R$ 406,09 (quatrocentos e seis reais e nove centavos), sendo a mesma devida ao INSS, eis que incidente sobre os honorários, tendo em vista a limitação do salário de contribuição neste teto.
Com relação a tributação do Imposto de Renda, conforme já ressaltado no item 2.2, a base de cálculo para o IR poderão ser deduzidas algumas despesas, previstas no Decreto n°. 3.000/99.
Como já se trabalha com o resultado da planilha anterior, que no mês 1 obteve um saldo de R$ 75.000,00 (setenta e cinco mil reais) (honorários – despesas dedutíveis), resta deduzir o INSS calculado no parágrafo anterior, para aplicar a tabela do IRRF, citada no item 2.2.
Exemplificando, a base de cálculo para o primeiro mês será de R$ 74.593,91 (setenta e quatro mil, quinhentos e noventa e três reais e noventa e um centavos), oriundos do resultado da subtração de (R$ 75.000,00 – R$ 406,09).
Assim, com a base de cálculo definida, no valor de R$ 74.593,91(setenta e quatro mil, quinhentos e noventa e três reais e noventa e um centavos), parte-se para o enquadramento de qual faixa da tabela do IRRF será tributada, chegando-se ao percentual de 27,50%, (vinte e sete inteiros e cinqüenta décimos por cento) que aplicado sobre a base de cálculo importaria em R$ 20.513,33 (vinte mil quinhentos e treze reais e trinta e três centavos) de imposto a recolher.
Como na tabela existe a previsão de uma parcela a deduzir, que na mesma faixa dos 27,50% (vinte e sete inteiros e cinqüenta décimos por cento) é equivalente ao valor de R$ 723,95 (setecentos e vinte e três reais e noventa e cinco centavos), o saldo do imposto devido seria de R$ 19.789,38 (dezenove mil, setecentos e oitenta e nove reais e trinta e oito centavos) (20.513,33-723,95).
Desta forma, na planilha a seguir apresenta-se o resumo da tributação mensal de uma pessoa física, sendo que na coluna TOTAL DOS IMPOSTOS estão totalizadas as colunas INSS e IR, sendo que no período estudado o total de impostos calculados pela tributação na pessoa física totalizou R$ 37.486,40 (trinta e sete mil quatrocentos e oitenta e seis reais e quarenta centavos).
RESUMO DA TRIBUTAÇÃO NA PESSOA FÍSICA
Na planilha a seguir está o resumo da tributação incidente sobre os honorários recebidos por pessoa jurídica tributados na opção do Lucro Presumido. Para realizar a comparação, foram utilizados os mesmos valores do faturamento bruto daquele utilizado no cálculo da tributação na pessoa física, porém na pessoa jurídica não existe a previsão para descontar as despesas neste tipo de tributação, sendo que existe uma presunção de um lucro presumido num percentual de 32% (trinta e dois por cento).
Deve-se considerar que existem tributos que são devidos mensalmente pela empresa e outros trimestralmente. Assim, o IMPOSTO DE RENDA-IRPJ e a CONTRIBUIÇÃO
MES RESULTADO INSS BASE CÁLCULO IR TOTAL IMPOSTOS
1 75.000,00 406,09 74.593,91 19.789,38 20.195,47 2 31.000,00 406,09 30.593,91 7.689,38 8.095,47 3 35.000,00 406,09 34.593,91 8.789,38 9.195,47 TOTAL 141.000,00 1.218,27 139.781,73 36.268,13 37.486,40
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SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO-CSLL são devidos trimestralmente, enquanto as CONTRIBUIÇÕES do PIS e do COFINS são devidas mensalmente.
Para o cálculo do IRPJ, somam-se as receitas dos meses por trimestre, exemplo, JANEIRO + FEVEREIRO + MARÇO, e recolhe o imposto devido no último dia útil do mês seguinte ao encerramento do trimestre.
Desta forma, como o TOTAL no trimestre estudado resultou num montante de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), aplicando-se a alíquota da base de cálculo presumida de 32% (trinta e dois por cento), chega-se ao valor da base de cálculo de R$ 64.000,00 (sessenta e quatro mil reais).
Assim, com relação ao IRPJ, a alíquota aplicável é de 15% (quinze por cento). Aplicando este percentual sobre a base de cálculo de R$ 64.000,00 (sessenta e quatro mil reais), tem-se um valor devido de R$ 9.600,00 (nove mil e seiscentos reais).
Porém, conforme previsto na legislação, quando a empresa obtiver uma base de cálculo mensal (lucro presumido) superior a R$ 20.000,00(vinte mil reais), pagará um adicional de 10% (dez por cento) sobre a parcela excedente.
Como a tributação pelo lucro presumido é trimestral, multiplica-se R$ 20.000,00 (vinte mil reais) por 3 (três) totalizando R$ 60.000,00 (sessenta mil reais) para o trimestre.
Portanto da base de cálculo no montante de R$ 64.000,00 (sessenta e quatro mil reais) subtraindo-se R$ 60.000,00 (sessenta mil reais) o excedente é de R$ 4.000,00 (quatro mil reais), que multiplicado pelo percentual de 10% (dez por cento) importa em R$ 400,00 (quatrocentos reais), chegando-se ao montante de R$ 10.000,00 (dez mil reais) à recolher de IRPJ (R$ 9.600,00 + R$ 400,00).
Já com relação à Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido - CSLL, que também é calculada trimestralmente, aplica-se a alíquota de presunção de 32% (trinta e dois por cento) sobre o faturamento bruto, que neste caso em estudo seria os mesmos R$ 64.000,00 (sessenta e quatro mil reais) da base de cálculo do IRPJ, oriundos do produto do faturamento trimestral
R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) multiplicado pela alíquota de 32% (trinta e dois por cento).
Sendo a base de cálculo no montante de R$ 64.000,00 (sessenta e quatro mil reais) que multiplicados pela alíquota da CSLL que é de 9% (nove por cento), chegamos ao valor devido de R$ 5.760,00 (cinco mil e setecentos e sessenta reais).
Ainda, para o cálculo da COFINS utiliza-se do faturamento bruto, que neste caso em estudo totaliza o valor de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), devendo-se multiplicar pela alíquota de 3% (três por cento) para se chegar ao total devido, no valor de R$ 12.000,00 (dose mil reais), sendo, porém o recolhido na forma mensal.
Por fim, ainda incidente o cálculo do PIS, no qual também se utiliza do valor do faturamento bruto, mas com uma alíquota de 0,65% (sessenta e cinco décimos por cento), chegando ao montante no trimestre de R$ 2.600,00 (dois mil e seiscentos reais), sendo o recolhimento mensal, da mesma forma com que ocorre com a COFINS.
Desta forma, no mesmo período, a tributação na pessoa jurídica chegaria ao montante de R$ 30.360,00 (trinta mil e trezentos e sessenta reais).
TRIBUTAÇÃO NA PESSOA JURÍDICA PELO LUCRO PRESUMIDO
Quanto ao cálculo dos Impostos Municipais, não são significativos seus reflexos na carga tributária, eis que no caso em estudo conforme a legislação municipal o valor cobrado é fixo para tributar tanto as pessoas físicas quanto as pessoas jurídicas, inclusive no mesmo valor.
Segue resumo dos impostos para comparação entre tributação na Pessoa Física ou na Jurídica.
MES RECEITA IRPJ + ADIC CSLL COFINS PIS TOTAL
1 100.000,00 3.000,00 650,00 3.650,00 2 45.000,00 1.350,00 292,50 1.642,50 3 55.000,00 1.650,00 357,50 2.007,50 10.000,00 5.760,00 15.760,00 TOTAL 200.000,00 10.000,00 5.760,00 6.000,00 2.600,00 23.060,00
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PESSOA FÍSICA
PESSOA JURÍDICA
37.486,40
23.060,00
18,7432% do Fat Bruto
11,5300% do Fat Bruto
Diferença Percentual
7,2132%
Economia na PJ R$
14.426,40
% economia PF/PJ
38,4844%
Desta forma, como se pode observar, a melhor opção para a tributação dos honorários advocatícios percebidos por um profissional no exercício de suas atividades, é na criação de uma pessoa jurídica para realizar a emissão dos documentos fiscais para receber os valores dos serviços prestados, cuja carga tributária conforme demonstrado seria aproximadamente 7,21 % (sete inteiros e vinte e um décimos por cento), menor que àquela aplicada na pessoa física no mesmo período com o mesmo faturamento.
Já a economia de 7,21 % (sete inteiros e vinte e um décimos por cento), aplicada sobre o faturamento bruto, representa em moeda corrente nacional um total de R$ 14.426,40 (quatorze mil, quatrocentos e vinte e seis reais e quarenta centavos.
Esta diferença econômica confrontada diretamente total de imposto na Pessoa Física com o Total de Imposto na Pessoa Jurídica, significaria uma diferença percentual de aproximadamente 38,48% (trinta e oito inteiros e quarenta e oito décimos por centos).
CONCLUSÃO
Após o desenvolvimento deste trabalho, conclui-se quanto a importância de se ter um planejamento tributário. É indiscutível que a carga tributária incidente sobre os honorários recebidos por um profissional autônomo é elevada, mas através de um planejamento tributário específico a carga poderá ser reduzida. Conforme restou evidenciado pelo caso demonstrado, a melhor opção para a tributação dos honorários advocatícios percebidos por um profissional no exercício de suas atividades, é na criação de uma pessoa jurídica para realizar a emissão dos documentos fiscais para receber os valores dos serviços prestados, cuja carga tributária conforme demonstrado ficaria em um percentual de 7,21 % (sete inteiros e vinte e um décimos por cento) menor que àquela aplicada na pessoa física no mesmo período com um mesmo faturamento, sendo que a diferença econômica confrontada diretamente total de imposto na Pessoa Física com o Total de Imposto na Pessoa Jurídica, significaria uma diferença percentual de 38,48% (trinta e oito inteiros e quarenta e oito décimos por centos).
Um planejamento tributário deve ser elaborado para cada caso, pois como salientado, existem outras formas de tributar a título de IR, pelo lucro real e pelo lucro arbitrado, cujas alíquotas são maiores e são indicados para empresas comerciais e industriais que adquiram mercadorias para revenda não sendo indicadas para prestação de serviço, porque estas não têm custo variável, ocasionando uma maior carga tributária automaticamente se adotado algum destes procedimentos; ainda, com relação a incidência do ISS, que poderá ser maior ou menor, dependendo da legislação municipal.
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REFERÊNCIAS:
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