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A utilização do programa de condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção para a prevenção de riscos de acidentes na construção de cabines de média tensão

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DO RIO GRANDE DO SUL UNIJUÍ

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E ENGENHARIAS

Curso de Pós Graduação Lato Sensu em Engenharia de Segurança do Trabalho

PAULO ROBERTO SKONIESKI JUNIOR

A UTILIZAÇÃO DO PROGRAMA DE CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO PARA A PREVENÇÃO DE RISCOS DE ACIDENTES NA CONSTRUÇÃO DE CABINES DE MÉDIA TENSÃO

Ijuí 2011

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PAULO ROBERTO SKONIESKI JUNIOR

A UTILIZAÇÃO DO PROGRAMA DE CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO PARA A PREVENÇÃO DE RISCOS DE ACIDENTES NA CONSTRUÇÃO DE CABINES DE MÉDIA TENSÃO

Monografia do Curso de Pós Graduação Lato Sensu em Engenharia de Segurança do Trabalho apresentado como requisito parcial para obtenção de título de Engenheiro de Segurança do Trabalho.

Prof. Orientador: Fernando Wypyszynski

Ijuí 2011

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PAULO ROBERTO SKONIESKI JUNIOR

A UTILIZAÇÃO DO PROGRAMA DE CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO PARA A PREVENÇÃO DE RISCOS DE ACIDENTES NA CONSTRUÇÃO DE CABINES DE MÉDIA TENSÃO

Monografia defendida e aprovada em sua forma final pelo professor orientador e pelo membro da banca examinadora.

BANCA EXAMINADORA:

___________________________________________________ Prof. Cristina Eliza Pozzobom, Mestre.

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A minha família, pelo apoio e ampla ajuda, pelo incentivo para seguir em frente, para enfrentar e superar as dificuldades e os obstáculos, pelo que, dedico este trabalho, como forma de gratidão.

(5)

RESUMO

O presente trabalho consiste no estudo da necessidade de realização do Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Civil – PCMAT, em obras que envolvam sistemas elétricos. Assim, o objetivo primordial do presente trabalho é verificar se a segurança no ambiente de trabalho é preservada com a elaboração prévia do PCMAT pelo Engenheiro de Segurança do Trabalho. Para auferir o resultado almejado utilizou-se como fonte do estudo o desenvolvimento do PCMAT na construção de uma medição elétrica em média tensão e instalação de um transformador de 500kVA na Cooperativa Agrícola Mixta São Roque, localizada na Linha Santa Catarina, município de Salvador das Missões, RS. Tudo isso para que, como já dito, fosse possível analisar se o desenvolvimento passo a passo do PCMAT evitará ou não os acidentes no ambiente do trabalho antes referido, bem como se os possíveis riscos serão reduzidos ou não. Portanto, o presente estudo tem por base a implantação do PCMAT conforme as regras descritas na Normativa Regulamentadora número 18 – NR 18.

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LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 – Mapa de localização da obra...14

Figura 2 – Subestação de 500kVA montada...15

Figura 3 – Cone de sinalização...17

Figura 4 – Fita zebrada...17

Figura 5 – Uniforme com faixas refletivas...18

Figura 6 – Luva com isolação classe 3... ... 20

Figura 7 – Luva de raspa... ... 20

Figura 8 – Luva de vaqueta... ... 20

Figura 9 – Óculos de proteção fumê e transparente... ... 21

Figura 10 – Protetor auricular... ... 21

Figura 11 – Capacete de eletricista... ... 21

Figura 12 – Coturno... ... 21

Figura 13 – Cinturão pára-quedista com talabarte e linha de vida... ... 21

Figura 14 – Postes de entrada e saída de serviço montados... ... 23

Figura 15 – Balde de lona... ... 24

Figura 16 – Imagem interna da cabine de medição – Disjuntor de média tensão... ... 25

Figura 17 – Imagem interna da cabine de medição – TC’s e TP’s... ... 25

Figura 18 – Detector de média e baixa tensão... ... 27

Figura 19 – Aterramento de MT... ... 27

(7)

Figura 21 – Estrutura de derivação de rede elétrica... ... 27 Figura 22 – Vara de manobra... ... 28

(8)

LISTA DE TABELAS

(9)

ANEXOS

Anexo I – APR’s...35 Anexo II – Projetos...48

(10)

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ... 10

1. RESUMO DE IDENTIFICAÇÃO DA OBRA ... 12

1.1. LOCALIZAÇÃO DA OBRA ... 14 1.2. O EMPREENDIMENTO ... 15 1.3. O CANTEIRO ... 14 2. MATERIAIS E MÉTODOS ... 16 2.1. GUINDAUTO ... 16 2.2. PERFURATRIZ HIDRÁULICA ... 17 2.3. SINALIZAÇÃO ... 17

2.4. RISCOS GERAIS DE ACIDENTES ... 18

2.5. PROTEÇÕES COLETIVAS...21

2.6. CARGA E DESCARGA DE MATERIAIS ... 22

2.7. ABERTURA DE CAVAS... 22

2.8. IÇAMENTO DE CARGAS PESADAS ... 22

2.9. MONTAGEM DOS POSTES ... 23

2.9.1. MONTAGEM DOS POSTES EM ALTURA ... 23

2.9.2. TRABALHOS EM ALTURA (GERAL) ... 24

2.10. MONTAGEM DA CABINE DE MEDIÇÃO ... 24

2.11. TRABALHO DE ENERGIZAÇÃO (ENTRONCAMENTO DE REDE ELÉTRICA)...26

2.12. FECHAMENTO DE CHAVES FUSÍVEIS ... 27

2.13. ENERGIZAÇÃO DA CABINE (FECHAMENTO DE SECCIONADORA) .. 29

2.14. PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA ... 29

2.15. TREINAMENTOS ... 30

3. APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ... 30

CONCLUSÃO... 32

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 34

ANEXO I – APR’S ... 35

(11)

INTRODUÇÃO

O objetivo do presente estudo é analisar quais os efeitos da realização do Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Civil – PCMAT, no caso em específico, o canteiro de obras da Cooperativa Agrícola Mixta São Roque. Nesta obra será realizado um aumento de carga elétrica da unidade em 500kVA, a qual tornará necessária a implementação de uma medição elétrica em média tensão conforme Regulamento de Instalações Consumidoras Fornecimento em Média Tensão, RIC MT, da concessionária responsável. A empresa responsável pelo projeto e obra é a Sete Construções Ltda., registrada junto ao CREA/RS sob o n. 147770, através de seu Engenheiro Eletricista Paulo Roberto Skonieski Jr., registrado no CREA/RS n. 166518.

Assim, o objetivo central da pesquisa é verificar se a prévia implementação do PCMAT nas obras de construção civil, no caso específico a instalação do transformador e da medição elétrica em média tensão na localidade acima descrita, objetivara a identificação dos riscos para a prevenção de acidentes.

Consiste o PCMAT em um plano que estabelece condições e diretrizes de Segurança do Trabalho para obras e atividades relativas à construção civil. O PCMAT é tratado na Norma Regulamentadora 18 – NR18, norma esta obriga a implementação do programa em canteiros de obras que tenham 20 (vinte) ou mais trabalhadores envolvidos.

O objetivo do programa PCMAT é garantir a integridade física e a saúde do trabalhador da construção, dos funcionários terceirizados, dos fornecedores, contratantes, visitantes, etc., ou seja, de todas as pessoas que atuam direta ou indiretamente na realização de uma obra ou serviço. O PCMAT estabelece um sistema de gestão em Segurança do Trabalho nos serviços realizados à construção, através da definição de atribuições e responsabilidades à

equipe que irá administrar a obra, razão pela qual deve ficar àdisposição do órgão regional do

Ministério do Trabalho e Emprego - MTE.

O estudo se desenvolveu em três etapas. A primeira consistiu no estudo da norma regulamentadora do PCMAT, NR 18. Posteriormente, na segunda fase, tendo por base as informações obtidas na NR 18, realizou-se a análise dos possíveis riscos do canteiro de obras

(12)

da referida cooperativa. Na terceira etapa elaborou-se o PCMAT para aquela obra, com a finalidade de implementá-lo na execução do projeto.

Assim, o presente trabalho tem como premissa básica o estudo da possibilidade de garantir a segurança dos trabalhadores envolvidos na obra supra mencionada, com a antecipação dos riscos, localizando as fontes geradoras destes, suas conseqüências, bem como prever os métodos de proteção coletiva e individual para os colaboradores indicados para cada etapa do serviço, com a identificação dos materiais e ferramentas a serem utilizados.

(13)

1. RESUMO DE IDENTIFICAÇÃO

O PCMAT consiste em um plano que estabelece condições e diretrizes de Segurança do Trabalho para obras e atividades relativas à construção civil, objetivando garantir a integridade física e a saúde de todas as pessoas que atuam direta ou indiretamente na realização de uma obra ou serviço.

Fundamentalmente, a base do PCMAT é a prevenção dos riscos e a informação e treinamento dos operários que ajudarão a reduzir as chances dos acidentes, bem como reduzir as suas conseqüências quando são produzidos. Se por qualquer razão, for necessária a realização de algumas alterações nos trabalhos de execução da obra, com relação ao que estava estabelecido no princípio, terão que ser estudados os aspectos de segurança e saúde, tomando as medidas necessárias para que essas mudanças não gerem riscos previsíveis.

Para que o PCMAT seja desenvolvido, deverá ser colocado em prática um programa de segurança e saúde que obedecerá, rigorosamente, às normas de segurança, principalmente a NR 18, além de haver a integração entre a segurança, o projeto e a execução da obra.

A NR 18 estabelece as normas do sistema de gestão em Segurança do Trabalho nos serviços realizados à construção, através da definição de atribuições e responsabilidades à equipe que irá administrar a obra. As atribuições conferidas a cada membro da equipe, assim como os riscos e os meios para preveni-los, serão relatados nas Analises Preliminares de Riscos – APR’s (Anexo I). A APR descreverá qual o serviço que cada funcionário desenvolverá no canteiro de obras contendo também a cientificação deste quanto aos riscos das atividades ali descritas, as quais o funcionário assinará uma das vias que ficará nos arquivos da empresa e a outra via lhe será entregue.

Determina a NR 18 que o primeiro passo para a elaboração de um PCMAT é o resumo da obra, que identificará os envolvidos nesta obra, o local onde a obra se desenvolverá, o engenheiro responsável pela obra e o objetivo da obra.

(14)

Assim, considerando que o presente estudo desenvolveu-se na Cooperativa Tritícola Mixta São Roque, neste capítulo, conforme determina a NR 18, com a finalidade de identificar presente obra, será apresentado um resumo de dados sobre os envolvidos neste serviço e suas atividades. Passemos ao resumo:

Empresa contratada: Sete Construções Ltda. Ramo de atividade: Engenharia elétrica. Endereço: Rua Catuípe, 283.

Cidade: Santo Ângelo – RS. CEP: 98.805-520

CNPJ: 08.533.925/0001-00 Fone: (55) 3313 - 4452

Empresa contratante: Cooperoque Ltda. Ramo de atividade: Armazenagem de grãos. Endereço da obra: Rua José Kaspary

Cidade: Salvador das Missões – RS. Localidade: Linha Santa Catarina.

Características da obra: Instalação de um transformador de

500kVA e construção de medição elétrica em média tensão.

Alvenaria: Responsabilidade da contratante. Início da obra: 01/03/2011

Previsão de conclusão: 20/06/2011 Existe na obra: Sim (S) ou Não (N).

Instalações sanitárias? Sim Cozinha? Não

Vestiários? Não Lavanderia? Não Alojamentos? Não Área de lazer? Não Local para refeições? Não Ambulatório? Não Grau de risco: 04 (quatro).

Número máximo de funcionários na obra: 8 (oito).

Responsável pelas informações: Engenheiro Eletricista Paulo

(15)

Outro aspecto que a NR 18 determina é a especificação da localização da obra, a especificação do empreendimento, o canteiro de obras, as máquinas e equipamentos a serem utilizadas na obra, a sinalização do canteiro de obras, os riscos de acidentes em cada etapa da obra e os equipamentos de proteção individual a serem utilizados em tais etapas, as proteções coletivas, os procedimentos de emergência a serem adotados no caso de acidente e os treinamentos dos colaboradores envolvidos na obra. Assim, para cumprir com o determinado na norma passemos a elaboração destes itens.

1.1. LOCALIZAÇÃO DA OBRA

Neste tópico, conforme determinação da NR 18, deve ser feita a localização precisa da obra.

A presente obra está situada na Linha Santa Catarina, Município de Salvador das Missões, na rua José Kaspary, s/n, conforme figura abaixo. Esta unidade da cooperativa compreende um quarteirão inteiro, e recebe um grande fluxo de caminhões para descarga de grãos.

(16)

1.2. O EMPREENDIMENTO

Determina a NR 18 o detalhamento dos serviços desenvolvidos na obra.

O empreendimento em questão consiste na a instalação de um transformador de 500kVA e conseqüentemente a construção de uma cabine de média tensão, em razão do aumento de carga na unidade da cooperativa em questão. O projeto foi elaborado pelo engenheiro eletricista que assina a obra e consta no Anexo I deste.

Fig. 2 – Subestação de 500kVA montada

1.3. O CANTEIRO

O canteiro é o local específico em que será desenvolvido o serviço objeto de análise do PCMAT. Assim, determina a NR que para a elaboração do PCMAT devem ser descritos as qualidades físicas do local onde se desenvolverá o serviço que objetiva a proteção. Analisam-se neste tópico os aspectos físicos do local relacionados com o bem estar dos trabalhadores envolvidos na obra, tais como: alojamentos, presença de sanitários, refeitórios, dentre outros.

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O canteiro da obra em apreço não contará com área de vivência devido a não haver necessidade dos colaboradores pernoitarem no local, ou seja, haverá diariamente o transporte dos colaboradores do local da obra até suas residências.

Quanto ao local para refeições, será acordado entre a empresa e um restaurante próximo a obra que seus colaboradores farão todas suas refeições em tal estabelecimento, sendo assim, o espaço para refeições no canteiro de obras também não será necessário.

Instalações sanitárias são existentes no local da obra, dispensando que haja um investimento deste tipo por parte da empresa executante do serviço.

2. MATERIAIS E MÉTODOS

Neste tópico do estudo será feita uma breve narrativa sobre as máquinas e equipamentos que serão utilizados na realização da obra.

Na obra em apreço foram utilizados as seguintes máquinas e equipamentos:

2.1. GUINDAUTO

Este equipamento, fixado sobre a carroceria do caminhão, é utilizado na movimentação de cargas ao qual o ser humano não é capaz, mais precisamente nesta obra, no levantamento dos postes.

O guindauto somente será operado por funcionários qualificados, identificados e com o devido EPI (óculos de proteção, luvas, capacete, botina e protetor auricular).

Alguns detalhes devem ser observados no guindauto para que seja possível o seu manuseio com o máximo de segurança possível, são eles:

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 Mangueiras e pistões sem vazamentos;

 O equipamento deve ser dotado de trava de segurança.

2.2. PERFURATRIZ HIDRÁULICA

Esta ferramenta serve para perfurar o solo no local onde serão fixados os postes.

A perfuratriz requer os mesmos cuidados na sua operação que o guindauto, isso porque é um equipamento, que quando necessário a sua utilização, é acoplado a tal guindauto.

2.3. SINALIZAÇÃO

A NR estabelece que um dos aspectos relevantes do PCMAT é a determinação da sinalização do local da obra para que além de determinar os contornos físicos desta, sejam impressos os limites de segurança da obra.

O canteiro de obras em análise será delimitado através de sinalização, utilizando cones e fitas zebradas, além disso, os colaboradores envolvidos na obra utilizam uniformes dotados de faixas refletivas, isso tudo obedecendo ao item 18.27.1 da NR 18.

Na obra objeto do estudo foram utilizados os seguintes equipamentos de sinalização: cone de sinalização e fita zebrada, exemplificados nas figuras abaixo:

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Também foi utilizado na obra objeto do estudo uniforme com fita refletiva como equipamento de sinalização, exemplificado na figura abaixo:

Fig. 5 – Uniforme com faixas refletivas

Os cones de segurança são distribuidos ao redor do canteiro de obras, utilizando a fita para fazer a ligação entre os eles, as faixa refletivas dos uniformes dos colaboradores ajudam ainda mais a localizar o canteiro de obras, de maneira que este deve ser evitado por pessoas não autorizadas.

2.4. RISCOS GERAIS DE ACIDENTES

Neste tópico do estudo serão relacionados em forma de tabela os riscos de acidentes mais freqüentes em cada etapa da obra, identificando os equipamentos de proteção individuais (EPI’s) e mais tarde os de proteção coletivos (EPC’s), para atender a determinação contida na NR 18.

Na obra realizada na Cooperativa foram observados os seguintes riscos em cada um dos serviços abaixo descritos:

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SERVIÇO RISCOS EPIs, específicos

Carga e descarga de

materiais

Ergonômicos/perfuração ocular/mutilação

Luvas de raspa, óculos ou

protetor facial, capacete

com jugular e coturnos

Abertura de cavas Corte/mutilação/ruído Luvas de raspa, óculos ou

protetor facial, protetor

auricular e coturnos

Içamento de cargas pesadas Mutilação/esmagamento/ruído Luvas de raspa, óculos ou

protetor facial, protetor

auricular e coturnos

Montagem dos postes Corte/perfuração ocular Luvas de pelica cano curto,

óculos ou protetor facial e coturnos

Montagem dos postes em altura

Queda/corte/perfuração ocular

Luvas de pelica cano curto, óculos de proteção, coturno e cinto tipo pára-quedista com talabarte e linha de vida

Trabalhos em altura (geral) Queda/corte/perfuração ocular

Luvas de pelica cano curto, óculos de proteção, coturno e cinto tipo pára-quedista com talabarte e linha de vida

Montagem da cabine de medição

Corte/perfuração ocular/ruído Luvas de pelica cano curto, óculos ou protetor facial e coturnos Trabalho de energização (entroncamento da rede particular a rede da concessionária Queda/corte/perfuração ocular/choque elétrico

Luvas de borracha isolante de acordo com a tensão da rede elétrica protegida por luva de couro, óculos de

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desenergizada) proteção, coturno e cinto

tipo pára-quedista com

talabarte e linha de vida

Fechamento de chave

fusível em via pública utilizando vara de manobra

Choque elétrico/perfuração

ocular

Luvas de borracha isolante de acordo com a tensão da rede elétrica protegida por luva de couro, tapete de

borracha e óculos de proteção Trabalho de energização da cabine de medição (fechamento de chave seccionadora da cabine) Choque elétrico/perfuração ocular

Luvas de borracha isolante de acordo com a tensão da rede elétrica protegida por luva de couro, tapete de

borracha e óculos de

proteção Tabela 1 – Riscos gerais de acidentes

Os equipamentos de segurança sugeridos na tabela acima para a obra realizada na Cooperativa foram: luva de média tensão – classe 3 –, luva de raspa e luva de vaqueta, óculos de proteção, protetor auricular, capacetes, coturnos e cinturão tipo pára-quedista com talabarte, respectivamente demonstrados nas figuras que seguem:

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Fig. 9 – Óculos de proteção fumê e transparente Fig. 10 – Potetor Auricular

Fig. 11 – Capacete de eletricista Fig. 12 – Coturno

Fig. 13 – Cinturão tipo pára quedista com linha de vida e talabarte

2.5. PROTEÇÕES COLETIVAS

Os equipamentos de proteção coletivos serão o assunto deste tópico do estudo. Assim, serão explicadas as etapas de conclusão do PCMAT para implementação dos resultados nele verificados de maneira a facilitar a indicação da proteção coletiva mais adequada entendendo o seu uso.

(23)

Serão descritos os riscos coletivos prováveis e os equipamentos para proteção destes verificados na obra a ser realizada na Cooperativa, tais como: carga e descarga de materiais, abertura de cavas, içamento de cargas, montagem de postes ao solo e em altura, trabalho em altura, montagem de cabine de medição, entroncamento de rede elétrica, fechamento de chaves fusíveis e energização da cabine de medição. Passemos a descrição:

2.6. CARGA E DESCARGA DE MATERIAIS

As ferramentas e materiais serão descarregados do caminhão pelos colaboradores da obra dotados de EPI’s e respeitando o limite de peso a ser carregado por pessoa.

Os equipamentos de proteção coletivos a serem usados nesta etapa são os cones e as fitas de sinalização que devem delimitar toda a área de trabalho restringindo a entrada de pessoas não autorizadas no local, estes não devem ser retirados até que toda a obra seja finalizada.

2.7. ABERTURA DE CAVAS

As cavas para colocação dos postes serão abertas com uma perfuratriz hidráulica acoplada ao guindauto, esta deve ser operada por um funcionário devidamente treinado.

As proteções coletivas neste caso são limitadas às mesmas do item anterior, sendo que no local apenas poderão ficar os colaboradores responsáveis pela retirada de terra dos buracos.

2.8. IÇAMENTO DE CARGAS PESADAS

Nesta etapa, os equipamentos pesados são içados e movimentados com o guindauto operado pelo mesmo colaborador da etapa anterior.

Como proteções coletivas, utilizamos novamente os cones e fitas de sinalização e também o estropo de nylon e os calços das patolas do guindaste.

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2.9. MONTAGEM DOS POSTES

A primeira parte da montagem dos postes se dará ao solo, fixando as cruzetas e isoladores.

Será respeitada a mesma idéia de proteção coletiva dos itens anteriores.

2.9.1. MONTAGEM DOS POSTES EM ALTURA

A última etapa de montagem dos postes ocorre quando o poste já esta fixado ao solo, consequentemente ocorre em altura.

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Além das proteções coletivas dos itens anteriores, nesta etapa o montador de redes, que estará em cima do poste deverá portar um balde de lona para colocar suas ferramentas, evitando assim a queda de alguma delas que possa atingir outra pessoa.

O balde coletor de ferramentas acima referido está exemplificado na figura a seguir:

Fig. 15 – Balde de lona

2.9.3. TRABALHOS EM ALTURA (GERAL)

Qualquer outro tipo de trabalho em altura, como por exemplo, a montagem da subestação que ficará sobre uma cabine em alvenaria, deverá seguir os mesmos procedimentos de segurança do item anterior, de maneira que os mesmos equipamentos de proteção coletivos sejam utilizados.

2.10. MONTAGEM DA CABINE DE MEDIÇÃO

A montagem da cabine de medição nada mais é que a instalação dos equipamentos de proteção da rede elétrica, equipamentos de medição e seccionamentos de energia elétrica.

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Fig. 16 – Imagem interna da cabine de medição – Disjuntor de média tensão

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2.11. TRABALHO DE ENERGIZAÇÃO (ENTRONCAMENTO DE REDE ELÉTRICA)

Esta etapa da obra é a que requer a maior atenção, ela terá inicio após a autorização da concessionária de energia elétrica local, após isso a rede será desenergizada, testada, aterrada e sinalizada. Somente após estes procedimento é que o colaborador poderá iniciar suas atividades, que compreendem a conexão do cabo de energia elétrica vindo da cabine de medição ao poste da concessionária.

Os equipamentos de proteção coletivos a serem utilizados nesta etapa são os seguintes:

- Cones e fitas para sinalização;

- Aterramentos temporários de média e baixa tensão, utilizados antes e após o ponto de manobra;

- Placa de advertência com o dizer “Não ligue, homens na rede”, que será fixada no poste onde há a chave de abertura do circuito;

- Baldes de lona que serão utilizados pelos colaboradores responsáveis pelos trabalhos sobre os postes;

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Fig. 18 – Detector de média e baixa tensão

Fig. 19 – Aterramento de média tensão

Fig. 20 – Aterramento de baixa tensão

2.12. FECHAMENTO DE CHAVES FUSÍVEIS

Após a conclusão do serviço de conexão da rede elétrica pública com a rede elétrica da indústria, ocorre a retirada dos aterramentos e placas de advertência, ocasião em que poderá ser energizado o circuito. De se ter presente que isso somente poderá será feito por um

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profissional treinado, dotado dos seguintes equipamentos de proteção: luvas isolantes, óculos de proteção, tapete de borracha e vara de manobra isolada.

Fig. 21 – Estrutura de derivação de rede elétrica

Fig. 22 – Vara de manobra

Nesta etapa não será evidenciado nenhum equipamento de proteção coletivo, somente os individuais acima citados, os quais devem ser retirados do local onde se prestou o serviço descrito neste item.

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2.13. ENERGIZAÇÃO DA CABINE (FECHAMENTO DE SECCIONADORA)

Utilizando dos seguintes equipamentos de proteção individual: luvas isoladas, óculos de proteção e sobre um tapete de borracha, um colaborador treinado fechará a chave seccionadora da medição e assim energizando toda a indústria.

Como na etapa anterior, não há equipamentos de proteção coletivos que devam ser citados.

2.14. PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA

Determinam os itens 18.28.3 e 18.20.4 da NR 18 que, antes do início de determinadas obras os colaboradores envolvidos nela deverão ser alertados sobre os possíveis riscos envolvidos na obra e como preveni-los. Os procedimentos de emergência devem ser esclarecidos antes do início de cada obra para que, em caso de ocorrência de acidentes na obra, onde a vítima necessite ser removida para centros de atendimento, os trabalhadores presentes no local saibam os procedimentos corretos para o socorro.

Assim devem os trabalhadores ser informados sobre as seguintes providências a serem executadas em caso de acidentes:

- Acidentes de pequena gravidade: a vítima pode ser atendida com os medicamentos contidos na caixa de primeiros socorros, ou levada ao posto de saúde mais próximo;

- Acidentes com ferimentos graves: a vítima deve ser encaminhada ao hospital mais próximo;

- Acidentes com vítimas fatais: isolar a área do acidente, comunicar a Polícia Civil, comunicar a Delegacia Regional do Trabalho e não mexer no local até liberação por parte da Polícia ou DRT.

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2.15. TREINAMENTOS

Coadunando com a informação aos trabalhadores sobre os procedimentos a ser tomadas em caso de acidentes é necessário que os mesmos sejam treinados para caso ocorram acidentes, pois de nada adianta alertar os colaboradores sobre os riscos de acidentes no ambiente de trabalho se estes não tiverem o treinamento adequado para realizar as manobras de salvamento.

Assim, todos os funcionários da empresa devem receber curso de NR 10 antes de iniciar suas atividades. Os funcionários serão atualizados conforme determina o item 10.8.8.2 desta norma, além do mais e por fim, receberão uma cópia do procedimento operacional padrão, devidamente assinado.

Para a obra em questão todas estas etapas foram cumpridas.

3. APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Depois de verificadas e realizadas todas as etapas necessárias para a implementação do PCMAT na empresa para a realização da obra já mencionada na Cooperoque, chega-se a etapa final do presente trabalho.

A prevenção de riscos na construção da medição e subestação elétrica iniciou-se com a verificação dos prováveis riscos existentes nesta obra, tais como: quedas, choques elétricos, mutilações dentre outros. Efetuada esta análise dos prováveis riscos, o passo seguinte foi alertar as equipes envolvidas na consecução do trabalho sobre os riscos existentes em cada etapa da obra, bem como orientá-los quanto ao uso dos equipamentos de proteção individual e/ou coletiva a serem utilizados na referida obra.

Em etapa subseqüente foi dado inicio a obra observando-se os estudos preliminares anteriores, com a designação de cada colaborador responsável por determinada etapa do serviço. A obra iniciou-se pela montagem da cabine de medição e em paralelo a instalação

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dos postes de entrada e saída se serviço. Subsequentemente foi executada a montagem da subestação de 500kVA.

Todas as etapas antes referidas observaram o estudo preliminar feito acerca dos riscos que poderiam causar danos aos envolvidos na obra e a terceiros. Assim, de acordo com o PCMAT desenvolvido foram utilizados os equipamentos de proteção individual listados na tabela constante no item 7 do presente estudo, e também, todos os equipamentos de proteção coletiva exemplificados no item 8. Também foi certificado que todos os envolvidos no serviço estavam treinados e qualificados para prestar primeiros socorros relacionados a acidentes, como por exemplo, choques elétricos, fraturas, etc.

Ao final da obra constatou-se que a análise preliminar dos riscos previstos no PCMAT, somado a utilização correta dos EPI’s e EPC’s prescritos para as situações previstas, é de suma importância para que riscos não se desenvolvam no ambiente de trabalho analisado. Na realização da obra na cooperativa, de todos os riscos possíveis constatados na realização do PCMAT nenhum ocorreu. Assim resta salientada a importância do programa desenvolvido.

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CONCLUSÃO

A realização do Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Civil – PCMAT, no caso em específico, o canteiro de obras da Cooperativa Agrícola Mixta São Roque, foi desenvolvida previamente para verificarmos se os riscos e os acidentes no ambiente de trabalho poderiam ser minimizados, ou até mesmo eliminados.

O objetivo central da pesquisa consistia na verificação se a prévia implementação do PCMAT nas obras de construção civil, no caso específico a instalação do transformador e da medição elétrica em média tensão na localidade acima descrita, objetivara a identificação dos riscos para a prevenção de acidentes.

Contratada a obra, o engenheiro responsável por esta após a confecção do projeto da obra descrita, elaborou o PCMAT desta. Consiste o PCMAT em um plano que estabelece condições e diretrizes de Segurança do Trabalho para obras e atividades relativas à construção civil, valendo-se dos critérios estabelecidos na Norma Regulamentadora 18 – NR18.

Considerando-se que o objetivo do PCMAT é garantir a integridade física e a saúde do trabalhador da construção, dos funcionários terceirizados, dos fornecedores, contratantes, visitantes, etc., ou seja, de todas as pessoas que atuam direta ou indiretamente na realização de uma obra ou serviço, concluímos que a prévia realização deste consegue evitar acidentes no ambiente de trabalho. Também observou-se que houve uma redução dos riscos no canteiro de obras.

Tendo em vista que a obra em estudo envolvia riscos de choques elétricos, quedas, mutilações, fadiga física, observamos que todos estes riscos foram controlados com a utilização dos seguintes EPI’s e EPC’s: capacetes, uniformes especiais, luvas de raspa, luvas isolantes, luvas de vaqueta, coturnos, cones, fitas de sinalização e etc., equipamentos de proteção estes sugeridos como necessários para esta obra pelo engenheiro que elaborou o PCMAT. Do mesmo modo foi sugerido pelo engenheiro que todos os envolvidos no serviço deveriam estar treinados e qualificados para prestar primeiros socorros relacionados a acidentes, como por exemplo, choques elétricos, fraturas, etc., e com isso observou-se que

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além da eliminação dos prováveis riscos, caso estes ocorressem, os trabalhadores envolvidos na obra estariam aptos a evitar as conseqüências advindas de acidentes no local do trabalho.

Todas as etapas do PCMAT observaram o estudo preliminar feito acerca dos riscos que poderiam causar danos aos envolvidos na obra e a terceiros, o que leva a conclusão de que a implementação do programa e essencial para prevenção de riscos no ambiente de trabalho na indústria da construção civil, em especifico na realização da obra na cooperativa, onde de todos os riscos possíveis constatados na realização do PCMAT nenhum ocorreu. Assim resta salientada a importância do programa desenvolvido.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. Instalações elétricas de baixa tensão. NBR 5410. 2ª. ed. set 2004

NORMA REGULAMENTADORA 10 – NR 10. Instalações elétricas de baixa tensão. NBR 5410. dez 2004

NORMA REGULAMENTADORA 18 – NR 18. Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção. dez 1998

RIC MT – Regulamento de Instalações Consumidoras Fornecimento em Média Tensão. 1º ed. RGE – S/A, 2004.

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Referências

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