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REVISÃO - Projetos Ambientais aula2

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Academic year: 2021

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Projetos Ambientais

Aula 2

Professor Michel Weissberg do

Amaral

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Projetos Ambientais

• Continuação...

– Segundo Ignarra (1991) estratégia é:

• A maneira como se deve conduzir uma atividade;

• A maneira de alcançar satisfatoriamente os objetivos fixados;

• A maneira de se aproximar da situação desejada; e • A definição das alternativas de ação.

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Projetos Ambientais

• A avaliação das variáveis que exercem influências

sobre o projeto, indicam a necessidade de

desenvolvimento de outras estratégias.

– As subestratégias ajudam a estabelecer os marcos importantes do plano, que são:

• Mercado (área de atuação);

• Opções de financiamento (investimento, fontes governamentais, programas de investimento); • De promoção Marketing Institucional;

• Investimento (cronograma de desembolso); e • Meios de comunicação.

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Projetos Ambientais

– O case da Shell, empresa de fornecimento de combustíveis, que teve que desenvolver uma estratégia de conscientização e captação de óleo dos motores de embarcações e pesquisas marinhas, revela a necessidade da empresa de se adaptar ao mercado e aos requisitos governamentais.

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Projetos Ambientais

• Diretrizes

– Através das diretrizes é que podemos pôr em prática o plano, elas são:

• Orientações ou regulamentos para aplicação e execução das estratégias; e

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Projetos Ambientais

– A definição das diretrizes depende em grande parte da disponibilidade de recursos de toda a

espécie, dos custos que cada segmento social está disposto a absorver e da orientação política do

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Projetos Ambientais

• Avaliação

– A avaliação é o processo de crítica por meio do qual se determina se os objetivos estipulados foram atingidos e , caso contrário, por que motivo.

– A execução está além da área do planejador.

– As funções do planejador são:

• Análise;

• Investigação; e • Avaliação.

– Todavia, o planejador deve estar incluso em uma equipe capaz de implantar-lo.

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Projetos Ambientais

• O plano aprovado deve ser publicado em sua

totalidade ou parcialmente, direcionado a

cada setor interessado, informando inclusive

como deverá se dar a comunicação dos fatos

ocorridos.

• Esse processo deve ser efetuado dessa forma

para informar e orientar sobre as mudanças a

serem efetuadas.

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Projetos Ambientais

– É inegável que a problemática ambiental assume hoje uma posição de destaque nos mais diversos âmbitos da vida: a ciência, na política, nos movimentos das sociedade civil, no meio empresarial, nas expectativas dos consumidores, etc.

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Projetos Ambientais

– Essa preocupação crescente com a chamada “questão ambiental” possui uma influência

significativa sobre vários níveis de decisão política, empresarial e comunitária, seja no setor público, privado ou no chamado terceiro setor: a

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Projetos Ambientais

– A questão ambiental na linha do tempo foi vista de diferentes óticas, como preocupações de pequenos burgueses ou então como excentricidade de ecologistas nostálgicos. Hoje se vê perfeitamente políticos, empresários, líderes comunitários, burocratas de estado, dentre tantos outros, transitarem com desenvoltura pelo discurso do “desenvolvimento sustentável”.

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Projetos Ambientais

– Apesar de ser tão discutida sob o ponto de vista universal, não existe um consenso sobre os valores que se abrigam por trás da idéia de desenvolvimento sustentável.

– Se por um lado pode – se considerar que a questão ambiental está em pauta nas grandes prioridades mundiais, por outro lado nos gera uma sensação de que se caiu num vazio de conteúdo.

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Projetos Ambientais

– A construção da consciência atual sobre o meio ambiente e o desenvolvimento, se por um lado passou pela importante contribuição dos

movimentos ambientalistas mundiais, por outro lado passou pela elaboração de um pensamento “oficial” sobre o problema, fruto de inúmeras

conferências e estudos realizados nos mais

respeitados centros técnico-científico e políticos do mundo, sobre tudo a partir da década de 70.

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Projetos Ambientais

– Até aproximadamente meados do século passado, a preocupação com a preservação ambiental não passava de um luxo elitista e uma excentricidade científica, sem muito espaço para progredir. Isso porque apenas uma parcela pequena das pessoas comuns sentia significativamente os efeitos que a intensificação das atividades econômicas ocasionavam no ambiente natural.

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Projetos Ambientais

• Da mesma forma, poucos cientistas

consideravam os problema ambientais como

sendo objeto de importantes estudos. Desta

forma pouco se conhecia sobre as relações

entre o progresso econômico e a degradação

ambiental.

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Projetos Ambientais

– Certamente, um dos principais fatores que provocou a notória preocupação com as questões ambientais a partir da segunda metade do século passado foi a chamada sociedade fordista e dos padrões massificados de produção e de consumo que esse padrão proporcionava.

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Projetos Ambientais

– Esse processo foi o marco simbólico, e foi implantado em 1914 em Michigan (EUA), estipulando algumas mudanças fundamentais e passariam a exercer todos os tipos de influência sobre o meio ambiente:

• Aumento da produção industrial; • Expansão das atividades;

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Projetos Ambientais

– Todavia, com os ganhos de produtividade derivados da produção e série, dos ganhos de escala e das novas técnicas “tayloristas”, esses mercados não seriam suficientes.

– Para incorporar os trabalhadores ao mercado consumidor era preciso de um lado aumentar a renda dos mesmos por meio de repasse de parte dos ganhos de produtividade.

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Projetos Ambientais

– Por outro lado, para que fosse possível o consumo era necessário que se garantisse oito horas de trabalhos diários e a estabilidade no emprego.

– Sem sombras de dúvidas todos os adventos desenvolvimentistas trouxeram novas necessidades, a

formação de grandes parques industriais,

adensamentos urbanos, tudo visando o aumento da produtividade e o mercado consumidor crescente.

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Projetos Ambientais

– O “sucesso econômico” ocidental do século XX proporcionou um significativo crescimento

populacional derivado do aumento das condições de vida da população.

– O desenvolvimento econômico proporcionou avanços na saúde na ciência reduziram a

mortalidade infantil e garantiram maior longevidade aos adultos

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Projetos Ambientais

– Desta forma, associando-se o crescimento populacional com as características do crescimento econômico do século XX, pode se compor os principais elementos de pressão humana sobre o meio ambiente.

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Projetos Ambientais

– Dentro dessa perspectiva de intensificação e concentração do crescimento econômico no séc. XX, que atinge sua “época de ouro” nas duas décadas subseqüentes a segunda guerra mundial, pode se identificar o crescimento gradativo da consciência a respeito dos problemas ambientais, bem como a mudança da sua natureza.

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Projetos Ambientais

– Esse crescimento populacional influenciou também na produção de alimentos, além dos riscos de poluição por resíduos industriais. – O desmatamento de grandes áreas para a

agricultura e pecuária extensivas se traduziram em fontes de preocupações. Como aumentar a

produção a mesma taxa de crescimento da população?

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Projetos Ambientais

– Segundo o grau de consciência e a natureza dos principais problemas ambientais identificados

como fonte de preocupação pela opinião pública, pelos governos e pelos movimentos

ambientalistas pode-se arbitrariamente dividir processo em quatro grandes fases:

• Fase seminal;

• Fase de massificação; • Fase de globalização 1; e • Fase de globalização 2

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Projetos Ambientais

– Fase seminal

• Primeira fase, denominada assim por ser um período em que se formamos movimentos conservacionistas e ecologistas, essa fase vai até a metade do século XX. • Nessa fase são lançadas muitas idéias sobre as relações

homem – natureza, mas não encontram ainda um

ambiente econômico – social configurado para refletir sobre elas.

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Projetos Ambientais

– Nessa fase a maior parte da população na primeira metade do século XX tinha duas preocupações:

• Aproveitar as promessas de consumo da sociedade fordista; ou

• A grande instabilidade econômica causada pelas duas grandes guerras e os períodos de depressão econômicas causados por elas;

• Os cientistas por suas vez estavam preocupados em dar vazão ao desenvolvimento científico e tecnológico que

proporcionara incrementos impressionantes na produção e consumo. O desenvolvimento científico também foi utilizado na fabricação de armas para fins militares.

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Projetos Ambientais

– Em suma, os problemas ambientais não representavam nenhum grau de prioridade na percepção da maioria das pessoas, dos cientistas e dos governos. Esses fatores não eram considerados fatores de agravos ambientais, na saúde humana e no bem estar social.

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Projetos Ambientais

– Na fase conservacionista que teve seu início na segunda metade do século XX os principais

problemas ambientais eram a extinção de

espécies animais, o desmatamento indiscriminado e a deterioração de paisagens naturais com a

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Projetos Ambientais

– Por se preocupar com a qualidade do ambiente

destinado ao lazer é que foram criadas as primeiras leis ambientais que visavam disciplinar o uso dos

recursos naturais e garantir a preservação de espécies, como é o caso dos parques nacionais, das leis

florestais e das águas, dos recursos minerais, etc. – A diferença notável é que a preocupação era com a

perda das espécies, esse fato era visto pela ótica

existencial e moral, não existia a conotação de perda da biodiversidade.

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Projetos Ambientais

– Face a essa percepção da questão ambiental

(teoria conservacionista) é que foram criados os primeiros parques florestais e as áreas

preservadas , a preservação de algumas espécies ameaçadas e a proteção de algumas paisagens e espaços naturais.

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Projetos Ambientais

– No Brasil por exemplo, até meados da década de 70 quando se implantaram as primeiras leis sobre poluição, as regulamentações ambientais

tratavam essencialmente do disciplinamento do uso dos recursos naturais (as principais eram o código florestal e o código das águas de 1934, o código de pesca de 1938, o código de mineração de 1940 e o estatuto da terra de 1964).

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Projetos Ambientais

– Na década de 30 do século XX um pensador seminal ganha força Aldo Leopold, cuja a obra rompe um

pouco com o utilitarismo materialista do

conservacionismo, em prol de uma visão mais sistêmica do meio ambiente que focava sobre a

necessidade de haver um balanço entre o homem e a natureza. Essa teoria conduz à apreciação da

complexidade dos ecossistemas, da fragilidade de alguns e particularmente da ignorância que temos a respeito deles.

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Projetos Ambientais

– Fase da massificação,

• Essa é a segunda fase, a que se inicia em meados do século XX e tem seu ápice no início da década de 70. • Os efeitos do desenvolvimento econômico, a

concentração industrial; a urbanização (mesmo que precária); o crescimento populacional e econômico (desordenadamente), fizeram com que os efeitos dos problemas ambientais gerados pelas atividades

produtivas industriais fossem sentidos uma parcela maior da população.

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Projetos Ambientais

– O que podemos perceber nessa fase é a mudança de foco, a questão ambiental foi ao encontro das

previsões dos estudiosos da questão. A qualidade de vida da população passa a diminuir conforme

acontece o desenvolvimento das tecnologias de produção, a poluição do ar, das águas do solo, a geração de grandes volumes de resíduos, esgoto doméstico e industrial.

– Todavia essa percepção foi local, ou seja, algumas localidades com níveis caóticos de geração de

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Projetos Ambientais

– Exemplos:

• Poluição da água, os rios Tietê e Pinheiros São Paulo – SP, (crescimento desordenado, grande concentração industrial).

• Poluição do ar Cubatão, pólo petroquímico (casos de encefalite e mutações fetais).

• Poluição do solo, áreas agrícolas e lixões a céu aberto (parque Vila Lobos, Shopping centre Norte)

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Projetos Ambientais

– Neste momento, as políticas ambientais passam a incorporar aos seus princípios, instrumentos de ação contra a degradação ambiental derivada das atividades produtivas em geral.

– Foi o momento de intensificação do controle das atividades produtivas.

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Projetos Ambientais

– A grande diferenciação desse período é a emergência da percepção sobre as causas e efeitos da poluição no ambiente local.

– No que diz respeito às atividades produtivas e ao controle da poluição, o sentido das políticas é essencialmente “curativo”, e não preventivo, usando a expressão comum em gestão ambiental elas atuavam no “end of the pipe” (no final do tubo).

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Projetos Ambientais

– Se houvesse poluição, buscava -se tratá-la para que ela pudesse ser depositada no ambiente, ou então reduzia-se a poluição por meio de licenciamentos ou padrões de emissão que implicassem em decisões privadas de redução das escalas da atividade produtiva.

– Esse paradigma foi considerado um empecilho às atividades produtivas e por isso era rotulado como “agenda negativa”.

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Projetos Ambientais

– Essa fase se estende aos dias atuais em alguns municípios, embora haja uma percepção mais crítica sobre a questão ambiental.

– O planejamento das atividades e a prevenção são formas muito mais eficazes.

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Projetos Ambientais

– As políticas ambientais, passam a sentir

necessidade de mudar o enfoque deixando de ser “reativo” para ser pró – ativo. Em sintonia com as políticas de desenvolvimento setorial.

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Projetos Ambientais

– Na fase seguinte o “problema ambiental” passa a estabelecer limites ao crescimento.

– Questões:

• De que forma podemos afirmar que as políticas ambientais podem limitar o crescimento das atividades produtivas?

• Qual seria o papel dos órgãos governamentais nesse processo?

Referências

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