Instituto Politécnico da Guarda
Escola Superior de Tecnologia e Gestão
Relatório para obtenção do grau de Licenciatura em Gestão
de Recursos Humanos
Sergii Komarov
Dezembro de 2013
RELATÓRIO DE ESTÁGIO
Sergii Komarov
Tutor da Instituição: Comandante Paulo Caneco
Orientadora: Prof. Ana Poças
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Agradecimentos
Como em todos os momentos, bons ou menos bons, da nossa vida, temos pessoas que nos acompanham, que nos apoiam e que nos dão ânimo para continuarmos. Este caso não foi excepção e, como tal, existe um vasto conjunto de pessoas a quem devo agradecer o apoio incondicional.
Para a realização deste relatório foi necessária a colaboração de algumas pessoas, por isso gostaria de aqui deixar os meus agradecimentos. Em especial à Marinha, que me acolheu para realização do meu estágio curricular bem como aos todos os meus colegas que estão a exercer as suas funções nesta instituição que faz parte do Ministério da Defesa e é uma das instituições que representa o País. Agradeço-lhes muito por serem incansáveis no acolhimento e no acompanhamento do meu estágio, a todos os Comandantes, Sargentos, Praças e Civis, pela excelente integração que me proporcionaram e também à professora Ana Poças, minha coordenadora de estágio que excelentemente integrou a minha formação. Gostaria também de agradecer ao Instituto Politécnico da Guarda e à Escola Superior de Tecnologia e Gestão, por ter contribuído para a minha formação profissional e pessoal.
Na verdade primeiro agradecimento deve ser ao 1º Comandante, chefe do Comando Zona Marítima da Madeira (CZMM), ao Capitão-Mar-e-Guerra Félix Marques por me aceitar como estagiário e ao 2º Comandante da CZMM, ao Capitão-da-Fragata Paulo Caneco por coordenar o meu estágio.
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Ficha Técnica
Estagiário: Sergii Komarov Nº de aluno: 9113
Orientação do grau de Licenciatura: Gestão de Recursos Humanos Instituição de acolhimento: Marinha
Morada: Av. do Mar e das Comunidades Madeirenses, 19
9000-054 Funchal
Nº de tel.: 291 213 110 E-mail: [email protected]
Tutor na instituição: Comandante Paulo Caneco Professor orientador: Prof. Ana Poças
Área de estágio: Recursos Humanos Duração do estágio: 400 horas Data de início: 1 de Outubro de 2013 Data de fim: 16 de Dezembro de 2013
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Plano de Estágio
O estágio tem por objectivo adquirir o Grau de Licenciatura e proporcionar o contacto com a realidade laboral. Caracteriza-se por uma integração por um período de três meses (400 horas) numa organização, permitindo a combinação e aplicação de conhecimentos teórico-práticos no contexto organizacional.
A vida estudantil, a experiência que prepara para a vida profissional é sempre algo que tem importância enorme, baseada no objectivo de gerir os conhecimentos sobre o funcionamento das instituições.
O estágio funciona como uma ponte que junta os conhecimentos teóricos, obtidos durante os estudos, e os práticos, que o estagiário recebe durante a sua integração na vida profissional. Assim, atribui conhecimentos para desenvolver no futuro as habilidades, os hábitos e as atitudes pertinentes e necessárias para a aquisição das competências profissionais, sendo alguns dos seus objectivos:
• Executar e assegurar tarefas administrativas relacionadas com Gestão de Recursos Humanos;
• Conhecer o funcionamento e a estrutura da organização;
• Saber fazer a descrição e a classificação de postos de trabalho;
• Aplicar os questionários e o processamento de informações acerca dos integrados no processo de trabalho;
• Colaborar no desenvolvimento de programas de recrutamento e de seleção, de formação profissional e em programas de higiene, segurança e saúde no trabalho.
O nível profissional no desempenho dos seus papéis no futuro emprego também depende das experiências recebidas durante o processo de integração no meio organizacional durante o estágio. Isto contribui para a compreensão dos actos ocorridos no seio da organização e para o desenvolvimento das acções necessárias ao exercício do trabalho.
Os conhecimentos sobre o mundo das instituições levam a formar grandes planos para exercer as actividades no futuro. Apesar que tudo faz ligação igualmente forte com estado economico-financeiro e social do País, a formação superior que se constata por estágio faz marcação para personalidade do formado para resto da vida.
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Resumo
O estágio decorreu na Marinha (Comando Zona Marítima da Madeira), no período de 1 de Outubro a 16 de Dezembro.
Além da aprendizagem teórica durante estes anos, passados no Instituto Politécnico da Guarda, tive a oportunidade de conhecer a realidade de uma estrutura que representa o País e fica como exemplo, de compreender a realidade do mundo do trabalho no nível de funcionamento da organização.
Passei por todas as áreas funcionais do Comando Zona Marítima da Madeira para saber como funcionam cada um dos serviços e aplicar os conhecimentos relacionados com a gestão de recursos humanos.
O estágio foi uma experiência positiva, que me permitiu ter uma percepção diferente da aplicação de conhecimentos relativos à gestão de recursos humanos.
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Índice
Agradecimentos... i
Ficha Técnica... ii
Plano de Estágio... iii
Resumo ……… iv
Índice ……….. v
Índice de Anexos……….. vi
1. Introdução……….... 1
2. Caracterização da Marinha……… 2
2.1. Secções Integradas da Marinha……… 2
2.2. Áreas de intervenção………. 15
2.3. Perspectivas para a Marinha………. 19
2.4. Concorrência………. 20
2.5. Organograma……… 21
2.6. Delegações da Marinha……… 22
3. Actividades desenvolvidas……….. 23
4. Gestão de Recursos Humanos na organização………. 27
5. Comentários acerca da Gestão de Recursos Humanos……… 29
6. Conclusão………. 30
Bibliografia……….. 31
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Índice de Anexos
Anexo 1- Bem-vindo à Marinha………... 30
Anexo 2- Capitania ONLINE……….. 31
Anexo 3- Emergência no mar... 32
Anexo 4- Agitação marítima... 33
Anexo 5- Academia de Marinha... 34
Anexo 6- Reabastecedor NRP Bérrio………... 35
Anexo 7- Mapa onde se situa o Departamento Marítimo e a Capitania do Funchal… 37 Anexo 8- Horários... 38
Anexo 9- P1144 Cuanza... 39
Anexo 10- Organização da Marinha………. 43
Anexo 11- Missão da Marinha……….. 44
Anexo 12- Unidades Operacionais Recursos Humanos……… 45
Anexo 13- Concorrer à Marinha………... 48
Anexo 14- Registo fotográfico………. 51
Anexo 15- Carta de Promulgação………. 55
Anexo 16- Acolhimento e Integração……….. 56
Anexo 17- Farol Ponta do Pargo……….. 57
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1. Introdução
O estágio curricular permitiu-me aplicar os conhecimentos adquiridos em sala de aula ao longo dos anos quando tirei o meu curso, bem como tomar consciência da realidade em contexto de trabalho.
O relatório aqui descrito tem como meta descrever as acções desenvolvidas por mim durante o período de Estágio Curricular, bem como focar o funcionamento de uma instituição. O estágio compreendeu período entre 1 de Outubro até 16 de Dezembro de 2013 e decorreu no Comando Zona Marítima da Madeira (CZMM) na cidade do Funchal.
O meu relatório compreende quatro capítulos. No primeiro capítulo consta o plano de estágio, em que se apresentam as actividades inicialmente previstas. O capítulo seguinte apresenta a instituição sob vários aspectos. Estes são as secções do Departamento Marítimo da Madeira, as áreas de intervenção que o departamento exerce, as perspectivas futuras e a concorrência que a Marinha enfrenta relativamente as outras duas estruturas militares do País, o que envolve o estatuto atual. Como terceiro capítulo, menciono as actividades efectivamente desenvolvidas. Estas compreendem as inicialmente definidas, como também outras que me foram sendo propostas ao longo do tempo de estágio. Por fim, faço referência às disciplinas leccionadas na Licenciatura em Gestão de Recursos Humanos, que por mim, detêm maior relevância no sentido de transpor directamente a componente teórica à prática.
Tudo o que eu coloquei no meu relatório deriva da minha experiência de estágio no Comando Zona Marítima da Madeira, coordenado actualmente por 1º Comandante, Capitão-Mar-e-Guerra Félix Marques.
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2. Caracterização da Marinha
2.1. As secções integradas no funcionamento da
Marinha
Secretaria de Pessoal
Secretariado
É de facto primeira imagem que se apresenta da instituição e do seu supervisor. Supõe a realização de tarefas distintas mas complementares, executadas por duas pessoas em sintonia: o chefe e a secretária, facilitando assim o trabalho da chefia e afinal de toda instituição. Trata os assuntos relacionados com horários de trabalho e com cada elemento relacionado com a Marinha. Como canal de comunicação interna, a secretaria faz a ligação entre o seu superior e qualquer outra pessoa integrada.
As funções de secretariado são:
• Gerir a agenda do chefe;
• Gerir a entrada e saída de correspondência;
• Gestão informática: elaborar documentos pertinentes para o comando;
• Criação e Gestão de bases de dados;
• Organização com rapidez e exactidão da classificação, do registo e dos arquivos;
• Gestão telefónica: seleccionar a transferência de chamadas para o comandante, facilitar as chamadas do mesmo para o exterior;
• Organização de eventos, reuniões de trabalho;
• Preparação e organização dos protocolos (Cerimoniais Oficiais);
• Viagens nacionais e internacionais;
• Elaboração de actos das reuniões;
• Planeamento de viagens e todos assuntos relacionados com isto: transportes, bilhetes, reservas em hotéis;
• Recepção das visitas programadas ou imprevistas;
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Secretaria
Os elementos integrados na secretaria são: Cabo Pinheiro
2º Marinheiro Almeida
Ambos assumem funções importantes para o funcionamento da secção e estão ligados ao secretariado.
As funções do Cabo Pinheiro são:
• Assegurar a actualização do mapa de abonos;
• Assegurar a resolução dos problemas de ordem técnica /administrativa da sua área de competência;
• Garantir a segurança e a operacionalidade de instalações e equipamentos e outro material;
• Manter o registo e arquivo de correspondência;
• Prestar as informações e esclarecimentos relativos à sua área.
O 2º Marinheiro Almeida exerce as seguintes funções:
• Dactilografar notas oficios informações mapas quadros e textos diversos;
• Executar trabalhos simples de arquivo registo ou outros de natureza administrativa;
• Exercer funções de operador de terminal ou de utilizador informático.
Secção de Operações
Divide-se em três partes:
• Centro de Comunicações da Madeira
• Sala de Operações
• Polo de Transmissão do Porto Santo
4 Centro de Comunicações da Madeira:
Pessoal:
1 Oficial - Chefe do centro de comunicações
• Barroso
1 Sargento - Adjunto do chefe do centro de comunicações
• Roxo
6 Cabos - Chefes de quarto de sistemas de informação e comunicações
• Fernandes • Bica • Mota • Guerreiro • Batista • Coutinho
9 Marinheiros -Operadores de comunicações
• 1º Mar Serafim
• 2º Mar Cardoso
• 2º Mar Pedro
• 2º Mar Simões (feminino)
• 2º Mar Pereira
Sala de Operações:
Pessoal:
1 Oficial - Chefe da secção de operações
• Barroso
1 Sargento - Supervisor de registos
5 4 Marinheiros - Compilador de registos
• 2º Mar Baioneta
• 2º Mar Pinho
• 2º Mar Barros (feminino)
• 2º Mar Almeida (feminino)
Polo de Transmissão do Porto Santo:
Pessoal:
1 Sargento - Técnico de manutenção electrónica e sistemas de comunicações
• Ferreira 1 Cabo - Mecânico
• Castro 1 Cabo - Eletricista
• Rodrigues
A secção de operações reflectida acima, responde pelas informações sobre a permanência e o posicionamento dos navios e das embarcações no mar e sobre as comunicações com tripulação destes em caso do socorro. Recebem as informações acerca de estado dos navios e das embarcações no meio aquático. Também fazem os estudos e as previsões relativas ao tempo, à direcção do vento, ao nível das núvens e a força das ondas no mar. Contacta com o Serviço de Segurança Marítima sempre que precisar.
Secção de Segurança Marítima
Serviço de Salvamento
Os elementos do Estação Salva Vidas (ESV) são:
Chefe do ESV, 1º TENENTE - Sousa Falé, os seus subordinados são:
PATRÃO DE COSTA - Velosa - tem como funções:
• Comandar embarcações do pequeno porte;
• Manter os padrões de limpeza e conservação da embarcação
• Efectuar ações de manutenção preventiva e correctiva em equipamentos/sistemas da sua área de responsabilidade;
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• Manter a embarcação sempre apetrechada e pronta a largar no Mais curto espaço do tempo;
• Cumprir e fazer cumprir todas as determinações emanadas pelos seus superiores hierárquicos;
• Funções administrativas tais como:
- Mapa das atividades realizadas semanalmente; - Mapa de empenhamento do pessoal do troço do mar; - Escala de serviço de Pessoal troço do mar (mensal); - Mapa de registo de serviço das embarcações (semanal); - Relatórios das missões realizadas nas embarcações; - Mapa da alimentação;
- Mapa de horas semanais; - Envio e recepção de emails;
- Registo do que é realizado em cada embarcação; - Escala para a secretaria;
- Planeamento de férias;
- Relatório de saída do Instituto de Socorros e Naufrágos (ISN).
PATRÃO DE COSTA – Petito - tem mesmas funções, mas não é responsável pelas funções administrativas. Por isso é especialista de nível 1, enquanto Velosa é de nível 2.
SOTA-PATRÃO - Martins:
• Executa as ordens referentes ao serviço que lhe sejam dadas pelo patrão do salva-vidas;
• Substitui o patrão do salva-vidas nos seus impedimentos. MAQUINISTA - Pereira:
• Efectua ações de manutenção preventiva e corretiva em equipamentos/sistemas da sua área de responsabilidade;
• Conduz os equipamentos;
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• Leva Material/Peças/Embarcações que têm na Torrinha para transportar para a Yamaha para repararem;
• Desloca-se à Volvo (representante da "Orca") e á Tumiauto (representante das Chagas) q-do necessitam de algo para essas embarcações, como também á UNILITF para mandar arranjar material/peças;
• Faz a rotina às máquinas e aparelhos eletrónicos para verificarem se está tudo bem com as várias embarcações existentes (CHAGAS, MERGULHÃO 2), faz limpeza se for necessário.
MAQUINISTA C. - Pereira:
Faz as funções descritas anteriormente e ainda tira fotografias às peças quando estas necessitam de ser abatidas, o que é uma justificação para ficarem no processo de abate.
AJUDANTE DE MANOBRA - Nascimento:
• Executa as ordens referentes ao serviço que são ddadas pelo patrão de salva-vidas;
• Substitui o patrão de salva-vidas nos seus impedimentos;
• Patrão responsável pela SR – 41;
• Colabora em todos os serviços;
• Responsável por material de socorro;
• Ajuda na parte administrativa.
AJUDANTE DE MANOBRA - Fraga:
• Executa as ordens referentes ao serviço que são ddadas pelo patrão de salva-vidas;
• Substitui o patrão de salva-vidas nos seus impedimentos;
• Mantem os padrões de limpeza e conservação da embarcação.
A embarcação mais útil na ESV é SR - 41. Há mais uma do mesmo tipo, de tamanho menor que se chama Tsunami, atualmente em reparação. Durante as saídas a SR - 41 encontra-se acompanhada pelas duas embarcações tipo scooter. Usam-se aparelhos especiais, cada
8 elemento encontra-se sob a protecção necessária. Para sair a água é essencial uso de roupa especial, dos coletes de salvação e dos capacetes.
Os tipos de saída são classificados como: - Assistência a banhistas;
- Reboques a veleiros;
- Queda de falésias e de molhes; - Assistência a mergulhadores.
As Vistorias
A equipa é constituída por três pessoas: Engenheiro Fernandes, Patrão-Mor (1º Tenente Sousa Falé) e Sargento Mateus. Têm por função verificar as condições de segurança das embarcações e fiscalizar estes.
O engenheiro (Capitão-tenente Fernandes) é também chefe do Serviço de Combate à Poluição no Mar que tem na sua subordinação os praças relacionados com estas funções.
Serviço de Pessoal, Manutenção e Apoio Geral (SPMAG)
O SPMAG tem duas áreas funcionais. Ambas são subordinadas do 1º Tenente Albuquerque, chefe da secção.
O chefe da secção 1º Tenente Albuquerque tem funções:
• Transportes e manutenção;
• Secção saúde;
• Educação física;
• Armamento;
• Infraestruturas da Marinha, Região Autonoma da Madeira.
É ainda adjunto do chefe da Brigada de Intervenção Rápida de Poluição no mar. O Cabo Pinheiro da Secretaria é adjunto no armamento
.
A Secção de Saúde
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• Cumprir as diretivas, normas e procedimentos em vigor para a Secção de Saúde;
• Prestar assistência às consultas médicas de Clínica Geral no Posto de Socorros;
• Prestar cuidados de saúde primários, de enfermagem e serviços terapêuticos;
• Efectuar o primeiro socorro sempre se alguém necessitar;
• Prestar apoio médico – sanitário;
• Controlar e garantir a higiene pessoal, material e instalações;
• Apoiar a evacuação se for necessário;
• Encaminhar para as consultas e realizar os exames complementares;
• Organizar/encaminhar os processos inerentes à realização de exames/inspecções médicas;
• Realizar testes de alcoolemia/toxicologia sempre se for necessário;
• Assegurar que o alcoolómetro se encontra permanentemente calibrado;
• Utilizar, segundo parametros definidos, máquinas e aparelhos de diagnóstico;
• Redigir mensagens relativas às consultas, diagnósticos, tratamentos;
• Manter autorizada relação com os hospitais acerca da situação clinica dos internados;
• Manter autorizados os livretes de saúde e processos clínicos;
• Elaborar requisições de medicamentos e apósitos;
• Promover o treino de primeiros socorros.
A Secção de Saúde deve integrar um sargento ou subsargento com especialização e conhecimentos em enfermagem. Neste caso é 2º Subsargento Ariana Ferreira.
A Secção de Transportes e Manutenção
O chefe da secção é responsável por chefiar os condutores, garantindo que eles cumprem Código da Estrada e legislação aplicável. Ainda lhe compete supervisionar e orientar as tarefas da sua secção, designadamente:
• Garantir os horários dos transportes e responder aos pedidos de apoio;
• Fiscalizar o cumprimento das disposições regulamentares relativas aos transportes;
• Ser responsável pelos cartões de abastecimento de combustível das viaturas;
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• Propor a reparação e abate das viaturas;
• Assegurar a manutenção das viaturas;
• Gerir os equipamentos e ferramentas de apoio às viaturas;
• Garantir a sustentação logística dos meios atribuídos;
• Assegurar o adequado consumo de material de apoio em paiol;
• Assegurar os registos de consumo dos produtos de manutenção das viaturas;
• Introduzir os dados relacionados aos custos de combustível, distâncias, ações efectuadas;
• Proceder à integração dos novos condutores;
• Assegurar a coordenação inerente à eficiente exploração dos meios atribuídos;
• Informar o Chefe do SPMAG sobre ocorrências que podem prejudicar o serviço;
• Cuidar a arrumação e limpeza dos transportes;
• Efectuar obras de reparação nas secções que pertencem à CZMM;
• Ser responsável pelo gerador de energia;
• Cuidar a arrumação e disponibilidade do material e dos instrumentos;
• Tratar os assuntos relacionados com manutenção de material para efectuar as obras nas secções pertencentes ao CZMM.
A Secção de Transportes e Manutenção é composta pelo chefe da secção, 1º Sargento Rodrigues, electricista, Cabo Rodrigues, mecânico, Cabo Alves, condutores, 2º Marinheiro L Oliveira (que é condutor do comandante Félix), 2º Mar L Costa e 2º Mar L Cordeiro.
Serviço de Administração e Financiamento
(SAF)
O SAF é a secção que determina a situação financeira da Marinha, assim tem interrelações muito significativas com o Comando.
As funções-chaves do SAF são:
* Aprovisionamento;
* Tratamento de assuntos da natureza economico-financeira; * Cumprimento das obrigações de natureza fiscal;
* Aquisição de bens e serviços.
O chefe de SAF é CAPITÃO-TENENTE Pedro Semide. O serviço está dividido em 2 secções:
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• Secção Financeira (atualmente 2º Sargento Farinha, Cabo L Ribas, 1º Marinheiro L Ribeiro)
• Secção Abastecimento (atualmente 2º Sargento Salvador, 2º Marinheiro L Maneira)
A Secção Financeira trata os assuntos dos Processos Financeiros de despesa e dos Pedidos de Autorização de Pagamento. Tem de garantir o correcto registo dos cabimentos e compromissos perante o Ciclo da Despesa Pública. Encontra-se responsável pelos Encargos Instalações, Casas Estado/Arrendadas, Transportes e Combustíveis. Adicionalmente, colabora na elaboração dos processos de ajudas de custo. A maioria dos pagamentos (cerca 98%) efetua-se por transferência bancária, o restante através do Fundo de Maneio – compras pequenas feitas nas lojas. Os processos financeiros e logísticos arquivam-se segundo Instruções Técnicas da Superintendência dos Serviços Financeiros e elaboração e prestação das contas.
A Secção Financeira é liderada pelo 2º SARGENTO Farinha que tem adjuntos CABO Ribas, responsável na maior parte pelos NPD (Numero Processo Despesa) Financeiros e pelas casas e MARINHEIRO Ribeiro.
A Secção Abastecimento é composta por 2º SARGENTO Salvador e por 2º Marinheiro Rute Maneira, adjunta do primeiro. Tem como objectivos de elaborar os processos logísticos da despesa, tratar os assuntos relacionados com Imobilizado e garantir atualização dos activos, fazer Gestão de Paiol e responsabilizar pelas Dotações Direção Abastecimento (DA).
Sala de Atendimento ao Público
A sala pertence à Capitania do Funchal e serve para atendimentos públicos relacionados com entrada e saída dos navios do Porto do Funchal. É uma secção civil. Tem como Chefe da secção a Dona Mª Irene Magalhães. O atendimento dos clientes pode ser feito directamente por NET.
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Polícia Marítima (PM)
O Comando Local da Polícia Marítima (CLPM) do Funchal encontra-se colocalizada com a Capitania do Funchal, sendo o Capitão do Porto do Funchal (atualmente Félix Marques) igualmente o Comandante Local da PM. O CLPM deriva do Comando Regional da PM, que por sua vez depende do Comando Geral da PM na dependência do Ministério da Defesa Nacional.
Abaixo do Comandante Regional e Local, os integrados na PM encontram-se colocados sob seguinte sistema:
- S/Inspetor (atualmente Farinha) (2º Comandante Regional); - Chefe (atualmente Gonçalves) (2º Comandante Local);
- Subchefe (atualmente Laranjeira) (Chefe do Serviço Policiamento); - Agentes de 1ª;
- Agentes de 2ª; - Agentes de 3ª.
Os agentes fazem um curso com duração aproximada de 1 ano, o qual é ministrado na Escola de Autoridade Marítima. No início da carreira todos começam por posto agente de 3º classe subindo na hierarquia até agente de 1ª classe. Somente neste posto se abre a possibilidade de concorrer ao curso de subchefe que dá possibilidade de subir aos seguintes postos (chefe, subinspetor e inspetor), duração deste curso é mais ou menos idéntica ao anterior.
A PM não permite acesso às muitas informações sobre a sua actividade, devido à confidencialidade destas tal como os treinos passam sob forma restrita, fechada a pessoas estranhas ao serviço. Todas as chamadas telefónicas tornam-se visíveis através da Base de Dados.
Existem três gabinetes - o gabinete do inspector, o gabinete do chefe e do subchefe - a secretaria da PM e o piquete onde se situam os agentes, tratando as informações recebidas e posteriormente processadas, e também o local de atendimento ao público. Para além do piquete, existe a Secção de Investigação e Justiça (SIJ), onde são elaborados todos os processos contraordenacionais e os de âmbito criminal e onde também é feita a atualização da legislação.
As funções da Polícia Marítima são:
• Prestar atenção policial no espaço jurisdição marítima;
• Fiscalizar o cumprimento das normas legais relativas às pescas;
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• Garantir a segurança dos passageiros e dos tripulantes nos barcos que entram ao porto e estão a desembarcar;
• Tratar e resolver os assuntos relacionados com acontecimentos de carácter criminoso, ocorridos em relação às embarcações nas marinas bem como nos espaços de mar aberto que se encontra dentro das águas do território português;
• Preservar o meio marinho e os recursos vivos colaborando no combate á poluição e na vigilância do litoral;
• Preservar a regularidade das actividades marítimas.
A Polícia Marítima efetua o controlo das embarcações nos portos e marinas e nos avistamentos. O movimento dos navios e das embarcações controla-se por Marine Traffic
Automatic Identification System que em geral se deriva do site Latitude 32. As reservas
naturais onde é proibida qualquer atividade relacionada com pesca ou caça submarina são fiscalizadas pelos agentes da PM. O Piquete bem como os agentes de fiscalização fazem serviço de escala diária, por turnos, durante 24 horas.
Sob especificidade das tarefas desenvolvidas no meio dos serviços, os agentes agregam-se por grupos de especialidade que desenvolvem as suas atividades nos treinos e no trabalho prático se for preciso, em particular:
GIR (Grupo de Intervenção Rápida), abrange as tarefas relacionadas com:
• Tiro com armas e manutenção de granadas;
• Inactivação de engenhos explosivos, convencionais e improvisados;
• Ordem pública;
• Condução de veículos;
• Defesa pessoal;
• Socorrismo avançado.
GMF (Grupo de Mergulho Forense), relaciona-se com:
• Técnicas forenses;
• Socorrismo;
• Manutenção e utilização de material fotográfico subaquático;
• Manutenção de equipamento de mergulho.
14 O Comando Local do Funchal dispõe de uma embarcação EAV (Embarcação de Alta Velocidade) denominada “BARRACUDA” para efetuar ações de fiscalização/policiamento na área sob sua responsabilidade.
Posso dizer que a Polícia Marítima é uma das estruturas essencialmente importantes no País que se encontra no contacto imediato com mar e leva ao seu território a quantidade enorme dos visitantes dos outros países. É um sistema que garante o cumprimento das leis e dos regulamentos nos espaços de jurisdição marítima nacional. A PM é o instrumento operacional da Autoridade Marítima (AM). A especificidade das actividades ligadas à navegação marítima, o acréscimo de população em zonas costeiras, e o incremento da actividade mercantil portuária fizeram nascer, no início dos anos 20, um corpo de polícia, composto por cabos-de-mar encarregues de efectuar o policiamento geral dos espaços das capitanias dos portos.
Também colabora com as demais forças policiais e de segurança para garantir a segurança e os direitos dos cidadãos.
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2.2. Áreas de intervenção
A Administração Marítima Nacional é um serviço público onde prestam serviço militares, militarizados e civis da Marinha. A estrutura ocupa várias funções que relacionam-se com as pessoas que por qualquer motivo estão no mar, dentro das águas que pertencem ao Portugal. Estas atividades que praticam-se na Marinha são:
• Ver posicionamento dos navios no mar;
• Efectuar salvamentomarítimo, socorro a náufragos e assistência banhistas;
• Protecção do meio marinho e combate á poluição no mar;
• Gestão dos faróis e farolins.
As acções que a Marinha desenvolve no seu âmbito são essenciais para garantir segurança à população do País que frequentemente contacta com o mar, bem como proteger a natureza oceânica, o que fortemente faz influenciar ao bem-estar da população da toda Terra.
Existem diversos navios pertencentes à Marinha. Entre eles há navios hidrográficos que se ocupam pelo estudo de águas. Fazem isto sob forma científica bem rígida, empenhando neste processo os usos dos aparelhos raros e construídos simplesmente para trabalhos deste género. Estuda-se a presença dos componentes diversos dentro da água oceanica e no fundo marinho. Os navios hidrográficos, apesar que exercerem funções de investigação científica, possuem o mesmo estatuto com os navios de guerra e tal como estes, têm armamento a bordo.
Durante os estudos, medem a profundidade do mar onde o navio se situa. Para essas actividades utilizam sondadores acústicos de feixe simples ou multifeixe para medição de profundidades e com sistema de posicionamento satélite (GPS) de elevada exactidão.
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Figura nº 1: Navio hidrográfico Fonte: imagem disponível em
http://www.cienciahoje.pt/files/27/27014.jpg
Figura nº 2: Navio hidrográfico
17 Figura nº 3: A imagem do fundo marinho feita por navio hidrográfico
Fonte: imagem cedida por NRP Gago Coutinho
Gestão dos faróis:
O faroleiro assegura, num farol ou numa balizagem, a sinalização marítima destinada a orientar a navegação e cuida das respectivas instalações e equipamentos técnicos. Também ele presta socorros em caso da emergência. Mantem o edifício do farol e terrenos anexos num bom estado de conservação e trata os assuntos da energia e combustível em relação à gestão de farol. A função mais importante que o faroleiro possui é vigiar o funcionamento do equipamento de controlo dos sinais luminosos e sonoros que fornecem às embarcações os meios para determinarem ou rectificarem a sua posição.
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Figura nº 4: Farol em Ponta do Pargo, mais ocidental na Ilha da Madeira Fonte: elaboração própria.
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2.3. Perspectivas para a Marinha
As perspectivas da Marinha estão relacionadas com o ingresso ao serviçodos novos praças e com a entrada na Escola Naval dos novos cadetes e outros especialistas para formação. Aumentando a quantidade de pessoal, abre as possibilidades de obter sucesso na selecção dos Recursos Humanos.
Atribuir aos recursos humanos a formação necessária é uma questão dos gestores integrados na organização. Tendo em conta os valores da formação, é preciso que os formados estejam bem aplicados nos serviços prestados e desempenhem bem os seus papéis. Para isso é preciso desenvolver o potencial humano e gerir a integração da investigação, o que tem um significado estratégico para as Forças Navais.
Para coordenar e controlar os esforços de Investigação e Desenvolvimento (I&D) quer na Escola Naval, quer na Marinha em geral, salvo as actividades da competência do Instituto Hidrográfico foi criado o Centro de Investigação Naval (CINAV). São os requisitos de investigação aos quais entram fazendo uma das especialidades indicadas pelo centro.
Como a Marinha Portuguesa é uma estrutura de carácter militar, ela deve procurar sempre o desenvolvimento e melhorar os processos do seu funcionamento com o crescimento do nível tecnológico mundial. Juntamente com isto, como um processo-chave, a integração dos novos recursos humanos formados e boa integração na organização.
As acções para exercer devem ter por base as decisões bem planeadas e ter objectivos para existir. Isto torna necessário a entrada em acção dos formados para exercer as actividades. As condições do trabalho sempre devem corresponder ao nível do conforto ergonómico necessário para que ser humano estaria bem adaptado ao meio onde ele exerce as suas funções. As novas ideias que surgem perante melhorar as condições do serviço sempre devem ser discutidos pelos gestores de recursos humanos e com isso deve ser verificada a possibilidade de as por a realidade e desenvolver.
A Marinha vai ser sempre uma estrutura extremamente importante quer nas ilhas quer no continente. Todas as funções percorrem os objectivos de garantir o controlo sob o espaço marítimo que pertence ao País. A multiplicidade das funções finalmente conduz à prossecução de um mesmo objectivo.
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2.4. Concorrência
A Marinha é um dos ramos das Forças Armadas de Portugal; os outros dois ramos são o Exército e a Força Aérea. Entre estes ramos existe uma certa concorrência, que depende muito do pessoal a entrar para o serviço.
A Sala de Operações e o Serviço de Segurança Marítima são responsáveis pelos eventos primários, necessários para salvar vidas, mas outras actividades de carácter secundário, como fazer reboque da embarcação (se esta for privada e não pertencer à Marinha) são feitas por empresas privadas especializadas em reboques, para dar a possibilidade a essas empresas de efectuar seu negócio.
2.5. Organograma da Marinha
Figura nº 5: Organograma da Marinha21
2.6. Delegações da Marinha
Existem 5 delegações do Comando Zona Marítima Portuguesa:
• Norte (DMN)
• Centro (DMC)
• Sul (DMS)
• Madeira
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Figura nº 6: Delegações da Marinha
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3. Actividades Desenvolvidas
O Plano de Estágio previa a realização das seguintes actividades:
» Presença na Secretaria do 1º Comandante;
» Presença na Sala de Operações e colaboração com pessoal se for necessário;
» Colaboração com Patronia;
» Investigação na Secção de Salvamento;
» Assistência na Secção de Pessoal, Manutenção e Apoio Geral, intervenção nas acções desenvolvidas pelos serviços;
» Participação no funcionamento da Secção Administrativa – Financeira;
» Trabalho na Sala de Atendimento Pessoal;
» Presença no Piquete da Polícia Marítima;
» Navegação no navío Cuanza ao Porto Santo, às Ilhas Desertas e ao longo da beira no sul da Madeira;
» Visita dos faróis e farolins.
Para melhor conhecer a estrutura da Marinha Portuguesa na Região Autónoma da Madeira, eu passei por várias secções do departamento. Isto foi-me indicado no primeiro dia de estágio pelo Comandante Paulo Caneco e apresentado no primeiro dia pela secretária Sónia Rocha.
Na primeira semana do estágio, fui encaminhado para a Dra Sónia, Secretária do Comandante Félix Marques. Ela levou-me a conhecer todos os militares, militarizados e civis
24 que desempenham funções nas instalações existentes na instituição. Ao longo dessa semana estive a analisar com a Dra Sónia as políticas de Gestão de Recursos Humanos da Marinha, o que estes fazem, mostrou-me vários documentos, tais como avaliações de desempenho, que se encontram no site da Marinha e à qual só os funcionários têm acesso.
Neste âmbito, acedi à política de recursos humanos da Marinha, que passo a descrever.
Constituem-se como objectivos de Longo Prazo da Marinha: • Assegurar o cumprimento da missão com eficácia;
• Prosseguir a afirmação do Duplo Uso, no plano da actuação militar e da actuação não militar;
• Reforçar a optimização estrutural da Marinha;
• Prosseguir a edificação das capacidades da Marinha equilibrada.
A Política de GRH da Marinha percorre seguintes valores: Transparência:
Na decisão, pela evidência da aplicação correcta de critérios e procedimentos alicerçados em bases conceptuais sólidas, com recurso à utilização de metodologias modernas adaptadas ao normativo vigente;
Eficiência:
Na satisfação célere e optimizada dos requisitos da Marinha, recorrendo para o efeito aos mais adequados indicadores de gestão;
Inovação:
Viabilizando a utilização de boas práticas e o encontro de soluções gestionárias mais adequadas, mais eficientes e mais adaptadas a um ambiente organizacional e social em mutação, garantindo uma melhoria contínua, com base na avaliação dos resultados e na realimentação do SGRH;
Cooperação:
Em diálogo com os comandantes, directores e chefes dos órgãos e serviços (sem prejuízo das competências dos órgãos de gestão), potenciando a aplicação das capacidades e das competências individuais.
Os principais objectivos da política de GRH da Marinha são:
1. Contribuir para a consolidação da coerência estrutural da Marinha;
25 3. Contribuir para a melhoria da abertura da Marinha à sociedade civil;
4. Contribuir para a consolidação da presença da Marinha nas estruturas de Defesa e de Investigação Científica;
5. Consolidar a capacidade das Escolas e Centros de Formação da Marinha; 6. Melhorar a qualidade do SGRHM;
7. Melhorar a qualificação dos formadores do SFPM; 8. Desenvolver um modelo dinâmico de GRH;
9. Melhorar a adequação das existências e das necessidades em RH; 10. Melhorar a satisfação, o bem‐estar e a motivação do pessoal.
Assisti ainda ao briefing diário e semanal, onde tradicionalmente estão presentes todos os Oficiais para terem o conhecimento do planeamento diário ou semanal, dependendo da parte de semana, sendo que os mesmos aproveitam também para tirar dúvidas. Após o
briefing era apresentado um PowerPoint que mostrava como a marinha funciona na região.
Passei por todas as áreas funcionais da Marinha na Madeira para saber como funcionam cada um dos serviços e aplicar os conhecimentos relacionados com a gestão de recursos humanos. Estes foram os objectivos do meu estágio. Em cada semana o meu estágio decorreu em salas diferentes.
No final do período de estágio tive então a oportunidade de navegar no navio Cuanza e de acompanhar as observações aí realizadas. Por ter considerado esta actividade interessante, passo a fazer uma breve descrição do navio.
N.R.P. Cuanza é um dos muitos navios que pertencem à Marinha Portuguesa. É o navio que eu visitei e ao bordo de que fiz navegações. Tradicionalmente, indica-se como início da sua existência a data de 4 de Junho de 1970, quando foi entregue a um representante do Chefe do Estado Maior da Armada (CEMA).
A maneira de escrever o nome mudou-se várias vezes. Da Kwanza passou para Quanza e depois obteve nome atual. É um dos navios classe "Cacine". Todos os navios desta classe têm os nomes de grandes rios, situados nos antigos territórios ultramarinos portugueses. A Guarnição do navio é composta por 33 elementos que se distribuem da seguinte forma:
3 Oficiais; 6 Sargentos; 24 Praças;
26 O navio apresenta boas condições, tem um plano de emergência bem planeada, os Recursos Humanos a bordo encontram-se adequadamente planeados. As actividades encontram-se previamente planeadas sob um horário rígido e pontual. Sendo um navio militar, a estrutura orgânica encontra-se bem planeada.
O acesso a bordo e demais à sentinela encontra-se bem controlado. A autorização da entrada depende do comandante do navio (atualmente 1º tenente Borges Lopes). A permanência no bordo deve ser sempre autorizada; se a pessoa não pertence à tripulação militar nem apresenta certas funções, pelas quais foi admitida, tem estatuto do visitante convidado. A entrada ao navio deve ser sempre aceite pelo seu comandante. A entrada abusiva a bordo constitui um crime. Segundo o artigo nº 68 do Código de Justiça Militar, o crime de ofensa a sentinela é punível por pena de prisão de 1 mês até 1 ano, em tempo de paz.
Eu observava o trabalho desenvolvido pelos vários colaboradores e colaborava sempre que possível e necessário. O estágio foi uma experiência positiva, que me permitiu ter uma percepção diferente da aplicação de conhecimentos relativos à gestão de recursos humanos.
27
4. A Gestão de Recursos Humanos na organização
De seguida, refiro-me a algumas das unidades curriculares que integram a componente lectiva do curso de GRH, e que reflectem áreas que considero particularmente importantes no funcionamento da Marinha:
Higiene e segurança no trabalho – é fundamental minimizar todas as condições adversas
que ocorrem em ambiente de trabalho, independentemente da profissão ou função desempenhada.
Nesta disciplina do curso estudei no IPG que este ramo de estudo não se adapta ao Exército, à Marinha e aos Polícias. Vou por esta questão em dúvida, porque posso concluir do meu estágio que as condições de trabalho nas secções da Marinha e na Polícia Marítima também dependem das adaptações às normas de Higiene e Segurança no Trabalho. A limpeza dos espaços e boa arrumação do material escritório e da manutenção enquadra-se nesta área, permitindo a criação de condições de Higiene e Segurança no Trabalho.
Ergonomia – as condições do trabalho também dependem da adaptação do material e das
construções ao corpo humano para identificar e melhorar as condições do ser humano, integrado no processo do funcionamento da área ocupada por ele. Como exemplo, vale pena indicar que os faróis e os submarinos têm um espaço muito estreito para que uma pessoa alta ou de bastante peso se sentisse confortável. Ao contrário, como fuzileiros ou integrados no Serviço de Salvamento, adaptam-se melhor as pessoas bastante altas e fortes.
Inovação e criatividade – A inovação e criatividade são hoje um factor competitivo entre as
organizações, sendo um agente comum a qualquer área de laboração. São dois conceitos associados mas, no entanto, com significados distintos.
Enquanto a criatividade é um processo intelectual, que procura formar novas ideias, a inovação procura-as adaptar às condições da organização.
Psicologia Social – Existe uma necessidade profunda de se compreender o comportamento
humano. Os factores diversos correspondem à apresentação das características que o integrado na organização possui e que caracteriza a sua personalidade. Os traços do carácter do indivíduo e da maneira de agir fazem construir na opinião dos outros as imaginações e as atitudes relativamente a este. A forma de reagir às coisas e de aplicar as experiências vividas
28 influencia o modo como o ser humano se adapta ao meio (contexto organizacional) que o rodeia.
Direito do Trabalho e da Protecção Social – toda a organização ou empresa tem sempre de aplicar a legislação que se relaciona com o seu funcionamento. Neste âmbito, também se inclui a Higiene e Segurança no Trabalho, onde, em caso de falta desta, assume-se uma responsabilidade pelo artigo 441.,2d do Código de Trabalho.
Sociologia das Organizações – Dado que os colaboradores dedicam grande parte do seu
tempo à vida profissional, torna-se imprescindível um bom ambiente de trabalho. Fazendo parte da sociedade, a empresa tem que gerir boas interrelações dos integrados no âmbito do trabalho.
Empreendedorismo – Transformar uma ideia numa realidade faz parte da inovação. É
essencial para um bom desenvolvimento da organização. Ou seja, passar da teoria à prática, saber-fazer-acontecer.
Gestão da Qualidade – Actualmente as pessoas estão sensibilizadas para o factor qualidade,
tornando-se uma mais-valia para as partes, visto que contribui para uma melhor prestação de serviços.
Fundamentos da Análise Financeira – compreender os processos da origem financeira,
identificar as contas adequadas, indicar os custos e os proveitos, são actividades essenciais de qualquer organização para controlar as suas operações financeiras.
Gestão da Formação e Desenvolvimento do Potencial Humano – compreender os
princípios de seleccionamento do pessoal e desenvolver as capacidades dos recursos humanos, de forma a contribuir para o melhor funcionamento da organização.
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5. Comentários acerca da Gestão de Recursos
Humanos
Os Recursos Humanos na Autoridade Marítima Nacional têm as interligações e as suborientações sob sistemas muito burocráticos que nem sempre são bem aplicáveis aos que atendem.
Uma boa característica é que nunca se encontram duas secções com funções idênticas, então cada secção funciona, executando as suas tarefas, e, finalmente, o sistema, somando as tarefas de cada parte, atinge os objectivos fundamentais.
Os tipos de organização e de liderança são diferentes, dependendo do chefe em cada caso concreto. Nalguns casos não é possível identificar o tipo de liderança, segundo um estilo tradicional. Na verdade, sente-se que os esquemas de interacção entre as pessoas apresentam boas redes e ao mesmo tempo a comunicação entre os elementos é bastante democrática. Em geral a atmosfera do lugar de trabalho é bastante boa, mas tratando o assunto da organização preciso ter em conta cada chefe da secção e cada elemento parcialmente, como cada apresenta as caracteristicas profissionais, organizacionais e psicológicas diferentes um de outro.
Por causa da confidencialidade das várias informações pertencentes aos departamentos, não foi possível exercer muitas actividades no decorrer do estágio.
Apesar de considerar que o meu estágio correu muito bem, eu sugeri que dessem a possibilidade aos estagiários de maior actividade, de conhecerem melhor vários aspectos relacionados com a estrutura, um maior número de visitas aos espaços integrados (com maior frequência visitar os farois e farolins, os navios, as ilhas do Arquipélago). Com isto, penso que seria possível desenvolver um plano de aprendizagem, identificando melhor os objectivos de estágio.
Pode visitar a página oficial da Marinha: www.marinha.pt Vários anexos foram escolhidos pela pesquisa neste site.
30
Conclusão
Na minha opinião, o tempo de estágio contribuiu em muito para a minha experiência pessoal e profissional. Eu aprendi muitas coisas sobre a gestão de Recursos Humanos no contexto de trabalho; obtive conhecimentos sobre a integração do pessoal nas áreas adequadas, segundo as suas competências. A oportunidade que me foi dada correspondeu os meus interesses e excedeu até as minhas expectativas.
O estágio permitiu-me colocar em prática os conhecimentos que fui adquirindo, ao longo dos anos de estudo no Instituto Politécnico da Guarda (IPG), e também adquirir vastos conteúdos desconhecidos por mim anteriormente e que se tornaram acessíveis no momento atual.
Foi-me possível conhecer bem o funcionamento e a estrutura da organização e ainda mais importante para a minha formação, eu obtive conhecimentos para fazer análises críticas relativas aos Recursos Humano, depois de receber as informações necessárias para análise. Também observei as relações entre os membros da organização, dependendo do posto de trabalho de cada membro, e também percebi como classificar os postos de trabalho. Executei e assegurei as tarefas administrativas relacionadas com os Recursos Humanos exercidos na actividade da organização. Li as informações acerca dos integrados no processo de trabalho e também as processei para compreender o modo de inserção do trabalho pelo pessoal contratado. Podia facilmente fazer assistência em programas de higiene, segurança e saúde no trabalho.
Enfim, entendi os objectivos definidos no plano de estágio. Poderei não ter conseguido expor no relatório algumas coisas que desejei, mas penso que em grande parte reflecti o trabalho a que me dediquei ao longo do meu tempo de estágio. Por necessidade de esclarecer os assuntos tratados, utilizei os anexos.
31
Bibliografia
Sites da Internet consultados:
www.marinha.pt
www.wikipedia.org
www.infoescola.com
http://sergioricardorocha.com.br/wp-content/uploads/2012/07/9-Tipos-de-C3%ADderes.jpg.
Varão, Sílvia (com a colaboração de Bernardo Braga, Luísa Duarte e Miguel Carvalho) (2009), Gestão de Recursos Humanos para Principiantes, Ed. Sílabo
Seixo, J. (2009), Gestão Administrativa dos Recursos Humanos, Ed. Lidel.
Código dos Contratos Públicos, Decreto-Lei nº 18/2008, de 29 de Janeiro.
NFPA 1670 Standard on Operations and Training for Technical Search and Rescue Incidents, 2004 Edition.
32
Anexo 1
33
Anexo 2
Capitania ONLINE
34
Anexo 3
35
Anexo 4
36
Anexo 5
37
Anexo 6
38
Anexo 7
39
Anexo 8
Horários
(1) Secretariado
Em regra, o Secretariado funciona no período das 09.00 às 18.00, com a pausa para almoço ajustada de forma a minimizar as perturbações no funcionamento do mesmo.
(2) Secretaria
40
Anexo 9
P1144 (Cuanza)
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Anexo 10
ORGANIZAÇÃO DA MARINHA
A Organização da Marinha está conforme a Lei Orgânica de Bases da Organização das Forças Armadas (LOBOFA) e está estabelecida na Lei Orgânica da Marinha (LOMAR).
A Marinha integra os seguintes órgãos:
a. Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA) – Comanda a Marinha, é o principal colaborador do Ministro da Defesa Nacional (MDN) e do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas
(CEMGFA), pode delegar e autorizar a sub – delegação de competências.
b. Estado-Maior da Armada (EMA) – Órgão de apoio ao CEMA para o estudo, concepção, planeamento e inspecção das actividades da Marinha.
c. Órgãos Centrais de Administração e Direcção (OCAD) – Órgãos de carácter funcional e visam assegurar a superintendência e a execução de actividades específicas essenciais, em conformidade com as orientações superiores. Na Marinha existem os seguintes OCAD:
(1) Superintendência dos Serviços do Pessoal (SSP) – incumbe assegurar as actividades da Marinha no domínio dos recursos humanos, sem prejuízo das disposições específicas aplicáveis aos quadros privativos de pessoal civil;
(2) Superintendência dos Serviços do Material (SSM) – incumbe assegurar as actividades da Marinha no domínio dos recursos do material, sem prejuízo das competências específicas de outras entidades do mesmo âmbito;
(3) Superintendência dos Serviços Financeiros (SSF) – incumbe assegurar as actividades da Marinha no domínio dos recursos financeiros, sem prejuízo das competências específicas de outras entidades no mesmo âmbito;
(4) Instituto Hidrográfico (IH) – incumbe assegurar as actividades da Marinha relacionadas com as ciências e técnicas do mar, tendo em vista a sua aplicação na área militar e contribuir para o desenvolvimento do País nas áreas científica e da defesa do ambiente marinho;
(5) Comissão Eventual da Direcção de Análise e Gestão de Informação (DAGI-CE) – tem por missão exercer, em regime transitório, a administração e direcção da Marinha para a área da análise e gestão de informação;
d. Órgãos de Conselho (OC) – Destinados a apoiarem as decisões do CEMA em assuntos especiais e importantes na preparação, disciplina e administração da Marinha.
42 Os Órgãos de Conselho são os seguintes:
(1) Conselho do Almirantado (CA) – corresponde ao Conselho Superior da Marinha, é o órgão máximo de consulta do CEMA;
(2) Conselho Superior de Disciplina da Armada (CSDA) – é o órgão consultivo e de apoio do CEMA em matéria disciplinar;
(3) Junta Médica de Revisão da Armada (JMRA) – incumbe- lhe estudar e dar parecer sobre os recursos relativos às decisões das entidades competentes, baseadas em pareceres formulados pelas outras juntas médicas da Armada;
(4) Comissão Cultural da Marinha (CCM) – incumbe-lhe assistir o CEMA no que se refere ao enriquecimento, preservação e divulgação do património cultural, histórico ou artístico da Marinha.
e. Órgãos de Implantação Territorial (OIT) – Visam a organização e o apoio geral da Marinha ou, quando razões objectivas o aconselhem, das Forças Armadas e não sejam especificamente classificadas de outra forma. Os órgãos de implantação territorial compreendem:
(1) O Comando do Corpo de Fuzileiros (CCF) – incumbe-lhe promover o aprontamento e apoio logístico e administrativo das forças, unidades e meios operacionais que lhe estejam atribuídos e assegurar as acções de formação de pessoal que lhe sejam cometidas;
(2) Os comandos administrativos (CAD) – incumbe-lhe, fundamentalmente, promover o aprontamento e o apoio logístico e administrativo das unidades navais e meios operacionais que lhes estejam atribuídos;
(3) As unidades em terra – situam-se na linha de comando do CEMA e compreendem: A Escola Naval; A Base Naval de Lisboa; A Base de Fuzileiros e as unidades de apoio;
(4) Os Órgãos de Natureza Cultural – destinam-se a assegurar actividades de apoio geral da Marinha no domínio cultural;
(5) Os Órgãos de Execução de Serviços – destinam-se exclusivamente a executar tarefas específicas de apoio geral da Marinha.
f. Componente Operacional do Sistema de Forças Nacional (COSFN) – Integra os elementos, ao nível de Comando Operacional, Forças e Unidades Operacionais, responsáveis pela realização e condução de Operações Navais.
g. Sistema da Autoridade Marítima (SAM) – A Marinha integra na sua Organização e Estrutura elementos do Sistema de Autoridade Marítima, entre eles o CEMA que é por inerência a Autoridade Marítima Nacional, conforme estipulado no número 2, do Artigo. 2.º do Decreto-Lei
43 n.º 44/2002, de 2 de Março, bem como a Direcção-Geral de Autoridade Marítima, os Departamentos Marítimos e as Capitanias dos Portos entre outros.
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Anexo 11
Missão da Marinha
MISSÃO E ACTIVIDADES DA MARINHA
a. A Missão da Marinha está estabelecida na LOMAR (DL 49/93, de 26 de Fevereiro), conforme se transcreve:
Artigo 1.º
Missão
1 – A Marinha tem por missão cooperar, de forma integrada, na defesa militar da República, através da realização de operações navais.
2 – Sem prejuízo da missão referida no número anterior, a Marinha desempenha, também, missões no âmbito dos compromissos internacionais assumidos e missões de interesse público. 3 – As missões específicas da Marinha são as definidas nos termos da lei.
b. A dimensão e importância da Marinha revela-se nas actividades que desenvolve nestas duas áreas distintas.
As actividades de carácter militar e diplomático compreendem:
• A defesa do território nacional;
• A protecção e aproximação à diáspora portuguesa no mundo; • A protecção das linhas de comunicação;
• O combate às redes transnacionais de terrorismo, tráfico de armas, de droga e escravatura; • A participação nas alianças;
• A projecção de força;
• O apoio à política externa do Estado.
A Marinha desenvolve, igualmente, missões de interesse público, cuja actividade assenta essencialmente nas seguintes áreas:
• Busca e salvamento marítimo; • Segurança marítima;
• Fiscalização da pesca e combate aos ilícitos marítimos; • Preservação dos recursos marinhos e combate à poluição; • Investigação científica.
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Anexo 12
Unidades Operacionais e Recursos Humanos
UNIDADES OPERACIONAIS
a. Os meios navais da Marinha estão divididos em três grupos de unidades conforme se discrimina:
1. Superfície – Os meios de superfície são constituídos por navios de diversas classes e tonelagem que vão desde as Fragatas da classe "Vasco da Gama", até às Lanchas de Fiscalização Ribeirinhas (LFR) da classe "Argos". Esta componente constitui a espinha dorsal da Esquadra, actuando num espectro muito alargado de missões que vão das
Militares e Diplomáticas às da Autoridade Marítima.
2. Sub-Superfície - A versatilidade e flexibilidade dos submarinos confere-lhes um elevado grau de adaptabilidade a qualquer situação, em qualquer nível do espectro do conflito, tirando partido da liberdade de uso do mar e servindo, sobretudo, a estratégia diplomática, pela acção preventiva, dissuasora e defensiva que proporcionam.
3. Aéreos – A componente aérea da Marinha é formada pela Esquadrilha de Helicópteros, que realiza missões de luta anti-submarina, luta anti-superficie e interdição de área. Desenvolve ainda missões de carácter secundário como transporte de carga e pessoal, reconhecimento e missões de busca e salvamento. Os helicópteros navais são considerados elementos orgânicos das fragatas classe "Vasco da Gama".
b. Mergulhadores – As unidades de mergulhadores participam em importantes missões, tanto em tempo de paz, como em tempo de guerra. São exemplo a coordenação e execução de operações de salvamento marítimo, ou participação na limpeza de portos e canais de acesso,
designadamente destruição e/ou remoção de minas e destroços.
c. Fuzileiros – As unidades de Fuzileiros (Forças Especiais da Marinha) constituem a Força de Desembarque e combate em terra. Enquanto meios anfíbios, assumem-se como um meio essencial de projecção de poder de combate, bem como de apoio logístico no Teatro de Operações, dada a sua dual capacidade de operar ora em terra ora no mar.
46 a. MILITARES
O grupo profissional da Marinha constituído pelos Militares é, de forma geral, caracterizado pelos princípios estabelecidos nas Bases Gerais do Estatuto da Condição Militar, Lei n.º 11/89, de 1 de Junho, dos quais se relevam os seguintes:
(1) Pela subordinação ao interesse nacional;
(2) Pela permanente disponibilidade para lutar pela Pátria, se necessário com o sacrifício da própria vida;
(3) Pela sujeição aos riscos inerentes ao cumprimento das missões militares, bem como à formação, instrução e treino que as mesmas exigem, quer em tempo de paz, quer em tempo de guerra;
(4) Pela subordinação à hierarquia militar, nos termos da lei; (5) Pela aplicação de um regime disciplinar próprio;
(6) Pela permanente disponibilidade para o serviço, ainda que com o sacrifício dos interesses pessoais;
(7) Pela restrição, constitucionalmente prevista, do exercício de alguns direitos e liberdades; (8) Pela adopção, em todas as situações, de uma conduta conforme com a ética militar, de forma a contribuir para o prestígio e valorização moral das forças armadas;
(9) Pela consagração de especiais direitos, compensações e regalias, designadamente nos campos da Segurança Social, assistência, remunerações, cobertura de riscos, carreiras e formação.
Os restantes aspectos da caracterização dos militares da Marinha estão vertidos e explanados no Estatuto dos Militares das Forças Armadas (EMFAR), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 236/99, de 25 de Junho.
b. MILITARIZADOS
Na Marinha existem grupos profissionais de pessoal militarizado, os quais foram originados pela necessidade de satisfação de um conjunto de tarefas próprias do Ramo, num âmbito não especificamente militar.
O Quadro de Pessoal Militarizado da Marinha (QPMM) integra os seguintes grupos profissionais:
a. Polícia dos Estabelecimentos de Marinha; b. Troço do Mar;
c. Faroleiros;
d. Práticos da Costa do Algarve.
47 O pessoal militarizado, acima indicado, é regido por um normativo comum, o Decreto-Lei nº 282/76 de 20 de Abril.
c. CIVIS
O recurso a pessoal civil, possuidor das perícias requeridas para a prestação de serviço nalguns órgãos da estrutura militar, é um factor importante na política de recursos humanos a seguir. Neste âmbito, a par dos vários quadros de pessoal civil geridos pelos próprios organismos (como é por exemplo o caso do Instituto Hidrográfico e do Instituto de Socorros a Náufragos), cujas carreiras de pessoal se encontram legalmente enquadradas pelo regime geral da função pública, existe também o Quadro do Pessoal Civil da Marinha, aprovado pela Portaria nº717/91 de 23 de Julho, igualmente sujeito àquele regime jurídico.
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Anexo 13
Concorrer à Marinha
CIVIL VS. MILITAR
Na Marinha prestam serviço não só militares mas também
militarizados e civis. Fique a conhecer as várias formas de prestação
de serviços.
ESTÁS PREPARADO?
Para ingressar na Marinha, várias são as provas que tens de
prestar e ultrapassar. Estás preparado?
ATÉ ONDE QUERES IR?
Diz-nos até onde queres ir? A Marinha mostra-te o caminho.
INFO FAMILIARES
Se o seu filho ou familiar estão a pensar ingressar na
Marinha, ou se pensa que esta pode ser uma boa
oportunidade de carreira...
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Anexo 14
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Anexo 15
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Anexo 16
Acolhimento e Integração
a. Acolhimento – Forma como as Unidades acolhem formalmente e informalmente os novos elementos;
b. Integração – Conjunto de acções que garantem que os novos elementos que prestam serviço numa determinada Unidade conhecem, compreendem e entendem a sua estrutura orgânica, as funções atribuídas, os seus deveres e direitos.
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Anexo 17
Farol Ponta do Pargo
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