CAPÍTULO 3
UM POUCO DA GEOGRAFIA DE
NITERÓI
Mário Augusto Júnior
INTRODUÇÃO
Limites e Território
O Município de Niterói fica localizado na parte oriental da Baía de Guanabara e tem como limites: ao norte – Município de São Gonçalo e a Baía de Guanabara; ao sul – Oceano Atlântico; a leste – Municípios de Maricá e São Gonçalo; e a oeste – Baía de Guanabara. Sua área total é de 134,5km2e altitude central de 3m. Fazem parte de seu território as ilhas litorâneas e oceânicas. As litorâneas estão localizadas na Baía de Guanabara: Mocanguê Grande, Mocanguê Pequeno, Boa Viagem, Caju, Santa Cruz e Viana. As oceânicas são: Da Menina, Do Pai e Da Mãe. Distâncias
As distâncias, em relação a algumas outras sedes municipais do Estado do Rio de Janeiro, são: São Gonçalo – 14km; Rio de Janeiro – 18km; Duque de Caxias – 29km; Itaboraí – 34km; Maricá – 42km; Nova Iguaçu – 44km; Petrópolis – 74km; Saquarema – 88km; Nova Friburgo – 117km; Cabo Frio – 136km; Campos dos Goitacazes – 261km.
Relevo
No relevo, destaca-se a presença do Maciço de Niterói, que se prolonga em direção ao nordeste, separando o Município de Niterói do de São Gonçalo e de Maricá. Como pontos mais elevados destacam-se a Serra da Tiririca e os morros do Telégrafo e do Elefante, onde se localiza o ponto culminante do município com 412 metros de altitude e que separa Niterói do Município de Maricá, a sudeste. O conjunto formado pela Serra Grande e pelos morros do Cantagalo (406m), Jacaré e Malheiro ocupam a parte nordeste do município, na divisa com São Gonçalo. Finalmente, a sudoeste, próximo à Baía de Guanabara, destaca-se o conjunto formado pelos morros da Viração (319m), que se estende por diversos bairros, de Santa Rosa até São Francisco, recebendo denominações diversas: Cavalão (Icaraí), Atalaia (Santa Rosa) e Sousa Soares (Vital Brazil); o Morro de São Lourenço, com diferentes denominações: Boa Vista (Fonseca), Abílio Soares (São Lourenço), Santa Rosa (Pé Pequeno) e Serrão (Cubango); da Boa Viagem, Gragoatá e São Domingos (no litoral); e o Morro do Estado (no Centro).
Hidrografia
Os rios de Niterói encontram-se quase todos canalizados. Destaca-se o Rio Bomba como limite natural com o Município de São Gonçalo: “Prefeituras de Niterói e São Gonçalo fazem juntas drenagem do Rio Bomba.” (O Fluminense, 27 ago. 1995). Os rios de Niterói correm em três direções: (a) para as lagoas de Piratininga e de Itaipu,
atualmente bastante degradadas, que são receptoras dos rios Arrozal, Jacaré e João Mendes; os córregos da Tiririca e da Viração; e os valões do Cafubá e de Itacoatiara. Estes rios formam a macrobacia da Região Oceânica e nascem tanto na Serra da Tiririca quanto na vertente oceânica dos morros próximos à Baía de Guanabara, no Município de São Gonçalo, nascendo na Sena Grande e em morros próximos, formando as macrobacias dos rios Aldeia, Colubandê e Alcântara. Os principais rios são: o Várzea das Moças e o Córrego do Malheiro, que formam o Rio Aldeia, o Muriqui e os córregos Jardim América, Pendotiba e Sapê). Outros nascem nas áreas de colinas e fazem parte da macrobacia da Baía de Guanabara e são, principalmente, os rios: Bomba, Maruí, da Vicência – canal da Alameda, Icaraí, Canal de São Francisco e Córrego de Taubaté. Além disto, têm-se as microbacias Do Preventório e Da Viração. Vegetação
A vegetação do município é pobre, devido ao seu desmatamento desde o século XVI, durante a colonização, até hoje: “a vegetação existente na época do descobrimento, era essencialmente florestal. Essa vegetação primitiva ou potencial foi, em grande parte, destruída.” (DOMINGUES, 1976). A vegetação remanescente ainda pode ser encontrada em encostas, alto das serras e em alguns trechos do litoral (vegetação de restinga), ou seja, em áreas mais elevadas ou de difícil acesso.
Áreas de Proteção Ambiental
Em áreas de especial interesse ambiental foram criados projetos como: Reserva Ecológica Darcy Ribeiro (1997), Agenda 21 local, Reflorestamento de encostas, Parque da Cidade, Zoneamentos Econômico Ecológico e da Lagoa de Itaipu. Ainda existem, como unidades de conservação, o Jardim Botânico de Niterói (Horto do Fonseca), Horto Municipal de Itaipu e o Parque Municipal Lobato (Horto do Barreto).
Clima
Possui clima quente e úmido, tendo o verão como estação mais chuvosa. Registra temperatura média anual de 22°C, nas áreas de maior altitude (região de Pendotiba) a temperatura é menos elevada.
Praias Litorâneas
Coqueiros, Gragoatá, Vermelha (procurada por pescadores, tem um grande calçadão), Boa Viagem (Igreja de Na Senhora da Boa Viagem e ruínas do Forte de Boa Viagem), das Flechas (Pedra de Itapuca), Icaraí (vista para a Fortaleza de Santa Cruz, Pão de Açúcar e Corcovado), São Francisco, Charitas (campo de pouso para praticantes de vôo livre), Preventório, Jurujuba, Adão e Eva.
Praias Oceânicas
Piratininga (divide-se em duas: Praião, com ondas fortes, e Prainha, com águas calmas), Itaipu (dunas, lagoa e colônia de pescadores), Itacoatiara (Pedras de Itacoatiara e do Elefante), Camboinhas (águas claras e calmas) e do Sossego (acesso difícil, entre Camboinhas e as pedras de Piratininga).
Urbanização
A posição geográfica de Niterói, no lado oriental da Baía de Guanabara, favoreceu as relações com o Rio de Janeiro, grande centro comercial do Brasil-Colônia, por meio da ligação marítima entre essas cidades. A ocupação de Niterói, até o século XIX, baseou-se em núcleos de povoamento que se formaram ao redor das igrejas. Esses núcleos eram contornados por grandes fazendas plantadoras de cana-de-açúcar, que deram origem aos bairros. No final do século XIX, o aparecimento das indústrias contribuiu para a consolidação dos bairros já existentes e a ocupação de novas áreas. No início do século XX, sua estruturação partiu do centro, onde estavam localizados os pontos de ligação da cidade: a estação das barcas (Niterói-Rio), a estação ferroviária e o porto (hoje, próximo aos viadutos que levam à Ponte Rio-Niterói, na Avenida Feliciano Sodré). A partir de 1940, teve início o processo de verticalização da área central e modernização da cidade com as seguintes obras: Aterrado da Praia Grande, parcelamentos de áreas na Região Oceânica e Avenida Ernani do Amaral Peixoto. Na década de 50, a expansão
ocorreu em direção à faixa litorânea, com edificações ocupadas por famílias de classes média e média-alta. Na década de 60, foram realizadas obras viárias, como a abertura da Avenida do Contorno (Niterói-São Gonçalo) e a construção do túnel ligando Icaraí a São Francisco. Em 1974, com a inauguração da Ponte Rio-Niterói, intensificou-se o mercado imobiliário nas áreas centrais e bairros litorâneos consolidados na Zona Sul (Icaraí e Santa Rosa) e redirecionou-se a ocupação para as áreas de expansão, como a Região Oceânica e Pendotiba. Entre 1975 e 1977, na gestão do prefeito Ronaldo Arthur da Cruz Fabrício, nomeado após a fusão dos antigos Estados do Rio de Janeiro e da Guanabara, foram realizadas obras de alargamento e reurbanização da faixa litorânea, desde São Francisco até o Preventório. Na Praia de Piratininga, recuperação e reabertura da Estrada Velha de Itaipu, alargamento das ruas Marquês do Paraná, Paulo César e Avenida Jansen de Mello, e criação do Parque da Cidade. Neste governo foi aprovado o Plano Estrutural de Itaipu, da Veplan Residência, que em seu projeto previu o aterro das margens da lagoa de Itaipu e a abertura de um canal permanente entre o mar e a lagoa, para permitir o acesso de embarcações aos terrenos localizados em seu interior, provocando a modificação do ecossistema. A administração do prefeito Wellington Moreira Franco foi responsável pela reurbanização de São Francisco, Charitas e Piratininga, abertura da Avenida Litorânea, entre o Gragoatá e Boa Viagem, construção dos terminais rodoviários urbanos Norte e Sul, além de recuperar o Centro Comercial de Niterói. A partir dos anos 80, na Região Oceânica, surgiram loteamentos especiais, com condomínios
horizontais, atraindo a população para esta região. Houve a aprovação de modificação no loteamento Jardim Fluminense, instalando o Parque Central da Cidade, uma Vila Olímpica, uma área de estacionamento e terminais rodoviários. Em 1992, na gestão do prefeito Jorge Roberto Silveira, foi elaborado o Plano Diretor de Niterói (Lei n° 1.157/92) que criou a Lei de Uso e Ocupação do Solo (1995).
2003/05.
Niterói conta com uma população de 459.451 habitantes. A expectativa de vida é de 69 anos, com Índice de Envelhecimento de 39,1, o maior do Estado do Rio de Janeiro (Fundação Centro de Informações e Dados do Rio de Janeiro – CIDE, 1996). O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) é 0,886, o terceiro dos municípios brasileiros (ATLAS..., 2003). O Plano Diretor de Niterói dividiu o município em cinco regiões de planejamento, com base em critérios de homogeneidade em relação à paisagem, à tipologia, uso das edificações e ao parcelamento do solo, considerados, ainda, os aspectos socioeconômicos e físicos, em especial, as bacias hidrográficas.Vias de Acesso
As vias de acesso são hidroviárias e rodoviárias. Transporte hidroviário: barcas, aerobarcos e catamarãs, utilizados exclusivamente para transporte de passageiros, ligam a Praça Araribóia (Niterói) à Praça XV (Rio de Janeiro) e da Praça XV até Charitas. Estradas de rodagem: BR-101: ligação com o Rio de Janeiro e municípios a sul do estado; ao norte,
com São Gonçalo até Campos dos Goitacazes. RJ-104: ligação com Tribobó, Alcântara, Monjolo, Manilha. RJ-106 ou Rodovia Amaral Peixoto: ligação com os municípios da região das baixadas litorâneas: Maricá, Araruama, Rio das Ostras e Macaé. RJ-124 ou Via Lagos: ligação com Araruama, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia. Bairros
Niterói, no momento da pesquisa para este Atlas, tinha 48 bairros reconhecidos oficialmente pela Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia, da Prefeitura de Niterói. O bairro de maior crescimento populacional nos últimos dez anos foi Camboinhas, passando de 926 habitantes (1991) para 2.863 habitantes (2000), representando taxa de crescimento anual de 13,36%. Enquanto o bairro de Santa Rosa apresentou um decréscimo em sua população, de 43.174 hab. para 27.038 habitantes, o que representa uma taxa negativa de 5,07% ao ano. Embora o bairro do Fonseca ainda figure como o segundo com maior população, também sofreu redução populacional, de 57.534 hab. (1991) para 54.984 hab. (2000) (IBGE, 2002). O mapa de riqueza do município aponta para os bairros de Camboinhas e Itacoatiara como tendo chefes de família com rendimento mensal acima de 20 salários mínimos (56% e 40%, respectivamente), enquanto o mapa da pobreza indica o Morro do Estado como apresentando chefes de família com rendimentos mensais de até três salários mínimos (acima de 70%). O Decreto nº 7928, de 1998,
transformou o território municipal em área urbana, desconsiderando a divisão anterior em distritos e os mesmos em zonas urbanas e suburbanas
(Decreto nº 242, 1944). A seguir, algumas
informações sucintas sobre os bairros, apresentados em ordem alfabética, por região, de forma a facilitar a consulta nos mapas e a interpretação das informações sobre esporte e lazer neles contidas.
REGIÃO DAS PRAIAS DA BAÍA
O Plano Diretor de Niterói, Lei nº1.157, de 29 dezembro de 1992, considerou os bairros na denominada Praia da Baía: Centro, Fátima, Morro do Estado, Ponta D’Areia, Gragoatá, Boa Viagem, São Domingo, Ingá, Icaraí, Santa Rosa, Pé Pequeno, Vital Brazil, Viradouro, São Francisco, Cachoeiras, Charitas e Jurujuba.
CENTRO
“O Centro de Niterói limita-se com os bairros vizinhos de São Lourenço, Ponta D’Areia, Fátima, Morro do Estado, Ingá, São Domingos e Icaraí e é banhado em parte pelas águas da Baía de Guanabara.” [...] “Relevo predominante era o de planície arenosa, com colinas suaves debruçadas sobre a Baía de Guanabara, o que facilitava a atração de barcos e os contatos com o outro lado da baía.” [...] “Quando a cidade do Rio de Janeiro foi transformada em Município Neutro e sede do Governo Imperial, 1834, tornou-se necessário escolher o local para instalar o Governo Provincial. Assim, a Vila Real da Praia Grande foi elevada a categoria de cidade, denominando-se Nictheroy, passando a ser a capital da Província do Rio de Janeiro.” (NITERÓI..., 1996, p. 23-31). Em 1975, a união dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro,
feita pela ditadura militar, somada a Ponte Rio-Niterói, “a marca mais visível de uma integração que deveria ter sido redentora para a economia da região, mudou muito mais a paisagem do que qualquer outra coisa”. [...] “Os planos se concretizaram às avessas.” (GUANABARA...., 2005, p. 1). O Centro é banhado pelas águas da Baía de Guanabara e se limita com os bairros de Ponta D’Areia, São Lourenço, Fátima, Icaraí, Morro do Estado, Ingá e São Domingos. O Centro possui duas praças (Rink e República) e um jardim público (Jardim São João). No Centro, a Rua da Conceição não é apenas a mais antiga da cidade (inclusive já existia antes da fundação da cidade), mas mesclou seu desenvolvimento com o do próprio município e, em seus passeios e estabelecimentos, ao longo do tempo, encontravam-se homens das mais altas classes políticas e sociais, nos tempos da Colônia, primeiro, depois no Império e, posteriormente, na República. (KANO, 2005). [...] “O Palácio Araribóia, que ganhou esse nome em 1973, é um dos complexos arquitetônicos mais valiosos de Niterói. Ele foi inaugurado em 1910, durante a administração do quarto prefeito da cidade, João Pereira Ferraz. O edifício tinha como objetivo abrigar a Prefeitura, onde ficou até 1992, quando o prefeito Waldenir de Bragança transferiu a sede para o prédio atual, na rua Visconde de Sepetiba” [...] “Embora a rua da Conceição seja [a] mais antiga de Niterói, sua igreja [o] é mais ainda, fundada antes de 1663, por Antonio Correia de Pina, que erigiu sua estrutura com doações dos fiéis da santa.” (KANO, 2005, p. 8).
FÁTIMA
O Bairro de Fátima limita-se com o Centro, São Lourenço, Cubango e Santa Rosa. O bairro originou-se de uma área da antiga Chácara do Vintém (ou Chácara Andrade Pinto). Nesta chácara havia uma fonte usada pelos jesuítas, e as águas do manancial foram captadas para serem distribuídas na cidade. O bairro chamava-se, inicialmente, Vila Paraná. Em meados dos anos 40 foi criado o Centro Pró-Melhoramento de Vila Paraná, que optou por mudar o nome da vila para Nossa Senhora de Fátima. A reação dos moradores não católicos levou à mudança do nome para Bairro de Fátima (NITERÓI..., 1996). “Encravado nas encostas do que já se chamou de Morro do Vintém, o bairro conservou ao longo dos anos [...] uma de suas características principais – ser predominantemente residencial.” (KANO, 2004a, p. 8).
MORRO DO ESTADO
Um prolongamento do Centro, o Morro do Estado tornou-se bairro em 1986, pela Lei nº
4.895, de 8 novembro de 1986. “Situado entre o Ingá, Icaraí e o Centro, é uma das maiores favelas da cidade em número de habitantes e em densidade demográfica. É um bairro que possui características que o distingue dos demais: a sua ocupação caracteriza-se pela forte segregação espacial em relação aos bairros vizinhos” [...] “O Morro do Estado cresceu principalmente no pós-guerra dentro do processo de urbanização e metropolização da cidade, conseqüência também do caráter excludente do modelo econômico concentrador de renda acentuado no país a partir dos anos 70; deficiências do transporte coletivo; do desemprego e das migrações intra e
inter-regionais, sobretudo do Nordeste brasileiro.” (NITERÓI..., op. cit., p. 41-49).
PONTA D’ÁREIA
“Localizada na Península da Armação, a Ponta D’ Areia por sua posição geográfica encontra-se diretamente relacionada às águas da Baía de Guanabara, tendo com o continente apenas as áreas limítrofes com os bairros do Centro e Santana.” (NITERÓI..., op. cit., p. 50-57).
GRAGOATÁ
O Bairro do Gragoatá é banhado pelas águas da Baía de Guanabara e se limita com São Domingos e Boa Viagem. Seu território pertencia à Sesmaria dos Índios Temiminós. O Forte Gragoatá, construído “entre o final do século XVII e o início do século XVIII, é o principal monumento do bairro” [...] “Apesar das alterações nas edificações em seu interior, o Forte continua sendo um dos pontos turísticos mais bonitos de Niterói.” (NITERÓI..., op. cit., p. 58-66). No Gragoatá estão localizadas duas praças – Duque de Caxias e Santos Dumont (VIANNA, 2005, p. 8). Neste bairro encontra-se o Grupo de Regatas do Gragoatá, fundado em 1885 para a prática do remo.
BOA VIAGEM
O bairro é banhado pelas águas da Baía de Guanabara e se limita com o Gragoatá, São Domingos e Ingá. “No seu litoral encontramos falésia com grutas; a enseada com a praia; as Ilhas de Cardo e Boa Viagem; o Torreão; vale do
enrocamento do aterrado da Praia Vermelha, por onde passa a avenida litorânea” (NITERÓI..., op. cit., p. 67). “Até hoje, a orla da Boa Viagem é bastante utilizada por moradores e visitantes, tanto para a prática de exercícios físicos como para a pesca.
SÃO DOMINGOS
“Os limites de São Domingos são as águas da Baía de Guanabara e os bairros do Centro, Ingá, Boa Viagem e Gragoatá, com os quais se confunde pelos fatos marcantes de sua história.” (NITERÓI..., op. cit., p. 77-86). São Domingos é um dos bairros mais antigos de Niterói, e caminhando pelas suas ruas observa-se a convivência entre passado e presente. “Em relação às atividades esportivas, destaca-se também a criação do Canto do Rio Foot Ball Club, importante agremiação esportiva da cidade.” (Ibid., p. 85).
INGÁ
“Ingá é a fruta do ingazeiro, é árvore frondosa com flores densas, bastante comum na região antigamente. Em tupi-guarani, Ingá significa fruta de polpa aquosa.” (ALENCAR, 2005, p. 9). “O bairro do Ingá tem como limites o Centro, Icaraí, Boa Viagem, Morro do Estado e São Domingos, além das águas da Baía de Guanabara.” [...] “O Ingá é cercado de morros, formando um vale que se abre em direção ao mar onde está a praia das Flechas. Originalmente, os morros eram cobertos de vegetação, com nascentes e córregos. Perto do litoral existiam charcos. Esses morros isolavam o Ingá dos outros pontos de Niterói, à exceção de
São Domingos” (NITERÓI..., op. cit., p. 87-97). Hoje tem 16.592 habitantes, sendo que “98,3% dos moradores com 10 anos ou mais são alfabetizados”. [...] “Antigos casarões e construções históricas fazem do Ingá um bairro ímpar. A hoje Faculdade de Direito da UFF, na Presidente Pedreira, a primeira escola de Ensino Superior de Niterói, foi criada em 1912 como Faculdade de Direito Teixeira de Freitas. Construído durante o Segundo Reinado, na década de 1860, o palácio Nilo Peçanha – mais conhecido como Palácio do Ingá – foi residência oficial dos chefes do Executivo fluminense, a partir de 1904. [...] Ao lado, funciona a Secretaria Municipal de Cultura, de onde saem os principais eventos da cidade. Na Rua Tiradentes, destaque para o Museu Antônio Parreiras, inaugurado em 1941. Trata-se do primeiro museu brasileiro dedicado a um só artista, nascido no bairro vizinho, São Domingos” (ALENCAR, 2005, p. 9).
ICARAÍ
“Limita-se com Ingá, Morro do Estado, Centro, Santa Rosa, Vital Brazil, São Francisco e as águas da Baía de Guanabara.” (NITERÓI..., op. cit., p. 98-108).
SANTA ROSA
“Limitando-se com Icaraí, Fátima, Pé Pequeno, Cubango, Ititioca, Viradouro, Vital Brazil e até com São Francisco pelo Morro do Souza Soares, Santa Rosa possui extensão considerável para um bairro das Regiões das Praias da Baía, sendo importante ponto de passagem para outras
áreas de Niterói.” (NITERÓI..., op. cit., p. 109-118).
PÉ PEQUENO
“Tendo como limites Santa Rosa, Cubango e Fátima, o Pé Pequeno é um dos menores bairros de Niterói.” (NITERÓI..., op. cit., p. 118-125).
VITAL BRAZIL
“O bairro limita-se com São Francisco, Icaraí e Santa Rosa – sendo um prolongamento destes dois últimos. A área do Vital Brazil compreende uma pequena planície, cortada por pequenos rios que desembocam no Rio Icaraí e por encostas do Morro do Cavalão. A parte mais baixa era alagadiça, formando charcos, até que as canalizações dos rios tornaram possível as edificações no local.” (NITERÓI..., op. cit., p. 126-133). “A praça, que atualmente recebe jovens skatistas e serve de abrigo para alguns mendigos, é um dos únicos locais onde os moradores podem ter alguns momentos de lazer.” (RODRIGUES, 2005c, p. 9).
VIRADOURO
“Constituído como bairro em 1986, o Viradouro é um prolongamento do Santa Rosa. Com uma área de 0,87km2, limita-se com Ititioca, Largo da Batalha, Cachoeiras, São Francisco, além de Santa Rosa, bairro que lhe deu origem. A rua Dr. Mário Viana, principal artéria de Santa Rosa, era conhecida como rua do rua do Viradouro no trecho próximo à Garganta, nome
popular da subida do Morro da União.” (NITERÓI..., op. cit., p. 134-141). As crianças “também podem participar do Projeto Gérson, do tricampeão mundial, a poucos metros de distância dali.” (KANO, 2005, p. 9).
SÃO FRANCISCO
A oeste, o bairro é banhado pelas águas da Baía de Guanabara; ao norte, limita-se com Icaraí, Vital Brazil, Viradouro; a leste, com Cachoeira; e ao sul, com Charitas. O Rio Santo Antônio corre hoje, canalizado, no centro da Avenida Presidente Roosevelt, em toda a sua extensão. Um croqui de 1836 mostrava a existência de outro rio, o Tabuatá ou Taubatá, hoje também canalizado, cuja foz localizava-se ao lado do Marco das Terras dos Jesuítas. “É pelo bairro de São Francisco que se tem acesso a uma das mais privilegiadas áreas de Niterói, o Parque da Cidade. Reserva biológica e florestal, o parque ocupa uma área de 149.390 metros quadrados, a 270 metros de atitude, no Morro da Viração [...]. Apontado pelo Plano Diretor de Niterói como unidade de conservação, sua cobertura vegetal funciona como refúgio para inúmeras espécies e vegetais típicos, comprimidos nesse espaço pelo avanço urbano.” [...] “A beleza, as rampas de vôo-livre e o fato de constituir-se num lugar aprazível para caminhadas e passeios conferem ao Parque da Cidade papel de destaque no turismo no município.” (VIANNA, 2005 a, p. 8).
CACHOEIRAS
“Localizado a partir da confluência das primeiras vias do bairro de São Francisco
(Avenida Rui Barbosa e Presidente Roosevelt), o bairro de Cachoeiras estende-se até o Largo da Batalha sendo, do ponto de vista geográfico, o fundo do vale situado entre as encostas do morro do Cavalão e do morro de Santo Inácio. Cachoeiras limite-se com Viradouro, Largo da Batalha, Maceió, Cafubá e São Francisco, tendo sido criado pela Lei nº 4.895 de 08 de novembro de 1986.” (NITERÓI..., op. cit., p. 152-159).
CHARITAS
“Em Charitas, nome que significa caridade em latim, a qualidade de vida faz parte do cotidiano”. [...] Nela reina um “clima de paz e vocação esportiva.” [...] Ela faz parte do projeto Preventório, que reúne 36 alunos do Morro do Preventório, o que comprova a vocação natural de Charitas para a prática de atividades esportivas. Sem fins lucrativos, o Prevela [projeto] sobrevive graças a doações de alunos e simpatizantes. “Infelizmente, não tenho apoio da Associação de Moradores de Charitas, lamenta o coordenador do projeto, Gilberto Gil.” [...] “Geograficamente, Charitas é ideal para exercícios ao ar livre, como caminhadas, corridas, futebol, vôlei de praia, ciclismo, jet-ski, vôo livre e parapente” (ALENCAR, 2005, p. 9). “Limita-se com as águas da Baía de Guanabara, Piratininga (Morro da Viração), São Francisco e Jurujuba. Em seu litoral é encontrada a ilha dos Amores. O bairro está na enseada de São Francisco numa estreita faixa de terra compreendida entre a orla e o morro da Viração.” (NITERÓI..., op. cit., p. 160-168).
JURUJUBA
“Situado a leste da entrada da baía de Guanabara, o bairro de Jurujuba é uma península cercada pelas águas oceânicas e da própria baía, limitando-se por terra com Charitas, próximo ao cruzamento entre a avenida Carlos Ermelindo Marins e o caminho para o forte Imbuí; e com Piratininga, pela linha de cumeada do morro do Ourives.” (NITERÓI, op. cit., p. 169-177). “[Jurujuba foi descoberta] aos poucos – em parte pela tranqüilidade e pelo clima hospitaleiro, e também por suas festas em louvor a São Pedro [...]” (BRAZÃO, 2004, p. 10).
REGIÃO NORTE
O Plano Diretor de Niterói, Lei nº1.117, de 29 de dezembro de 1992, considerou como região de planejamento a área constante dos bairros de Santana, São Lourenço, Ilha da Conceição, Barreto, Engenhoca, Tenente Jardim, Fonseca, Cubango, Baldeador, Viçoso Jardim, Caramujo e Santa Bárbara.
SANTANA
Limita-se com São Lourenço, Fonseca, Engenhoca, Barreto, Ilha da Conceição e Ponta D’Areia, além das águas da Baía de Guanabara.
SÃO LOURENÇO
“A reação aos franceses que invadiram a Baía de Guanabara, em 1555, originou o povoamento da área. Na luta sobressaíram-se Estácio de Sá, Mem de Sá e o [...] Araribóia, chefe dos índios da tribo Temiminós. Expulso os
franceses, e por sua lealdade aos portugueses, Araribóia ganhou uma sesmaria nas terras onde seria erguida a cidade de Niterói. [Foi] instalar-se no Morro de São Lourenço para construir o seu aldeamento principal devido a uma visão estratégica da Baía, possibilitando uma vigilância constante.” (NITERÓI..., op. cit., p. 199-208). “Algumas construções, como a Igreja de São Lourenço, onde foi celebrada a primeira missa da história do município são referências até [hoje] para os turistas.” (EMANUEL, 2005, p. 9). Limita-se ao norte com os bairros Santa Rosa e FonLimita-seca; a leste com o Cubango; o sul e o oeste, com o Centro.
ILHA DA CONCEIÇÃO
“Situada em frente à antiga enseada de São Lourenço, a Ilha da Conceição teve sua história de ocupação basicamente relacionada ao mar.” [...] “Esta relação se manteve quando a ilha se ligou ao continente, em 1958.” [...] “A Ilha da Conceição, como se configura atualmente, foi constituída a partir da ligação de duas ilhas que, dependendo da maré, podiam unir-se ou se separarem por um canal (navegável), sendo formada geomorfologicamente por três morros principais. A primeira ilha, onde se localiza o Morro da Fábrica, situa-se na entrada do bairro... A segunda ilha, área da Leopoldina, era formada pelo Morro da Ilha da Conceição, antigo morro da Wilson Sons, e pelo Morro da Capela.” A ligação das duas ilhas ocorreu quando da construção do Porto de Niterói, utilizando-se a areia vinda da dragagem do cais. [...] “A Ilha da Conceição é considerada uma colônia portuguesa, cuja presença marcante é marcada pela tradicional
festa de Nossa Senhora da Conceição, que particularmente tem a comissão de organização constituída com paridade entre portugueses e brasileiros.” (NITERÓI..., op. cit., p. 209-218).
BARRETO
“O Bairro tem como limites a Baía de Guanabara a oeste, o município de São Gonçalo ao norte, a Engenhoca a leste e, ao sul, o bairro de Santana.” [...] “A área que compreende o Barreto já foi uma grande fazenda de nome Caboró, que pertencia ao Frei José Barreto Coutinho de Azevedo Rangel, daí a origem do nome do bairro”. [...] “Nos anos 60 os morros do Maruí Grande e dos Marítimos, que já apresentavam algum assentamento nas encostas, passaram a ser ocupados aceleradamente.” (NITERÓI..., op. cit., p. 219). “Importante pólo industrial do passado, o bairro perdeu o dinamismo e o comércio local enfrenta forte retração.” (CORRÊA, 2004, p. 6). Nele se encontravam instalados vários estabelecimentos têxteis além de muitas fábricas menores como a dos saponáceos Brankiol e Jaspeol, hoje em ruínas [...] ”Permanecem em funcionamento “a Companhia Fluminense de Tecidos (antiga Companhia Manufatura Fluminense [...] e os Estaleiro Renave, cujo acesso se faz pela Avenida do Contorno [...]” (NITERÓI..., op. cit., p. 67). Encontravam-se nele, ainda, fábricas de fósforos, como a Fiat Lux, de formicidas, de ladrilhos e olarias, como a Fábrica de Filtros Rei. A Colônia de Pesca resiste, “em uma pequena faixa de areia, banhada pelas águas poluídas da Baía de Guanabara” no que outrora foi a Praia do Barreto ou dos Coqueiros, importante área de lazer para
os moradores (BRAZÃO, 2004, p. 6). De acordo com o Censo Demográfico de 2000, o Barreto sempre teve grande importância no desenvolvimento do esporte e lazer de Niterói. Vários clubes lá foram criados, como o Club Athletico Brazileiro, o Club de Regatas Fluminense, o Byron F. C., Combinado 5 de Julho e Clube Humaitá. [Ler mais no Capítulo Clubes Desportivos e de Lazer deste Atlas]. Para idosos, o Barreto tem o Instituto de Educação Gerontológica IMMA, que oferece gratuitamente ginástica, dança de salão, expressão corporal e xadrez. O bairro possuía o Parque Infantil Marechal Rondon e, hoje, tem a Praça do Barreto, boa para as crianças e que tem “novos brinquedos na praça.” (BRAZÃO, op. cit., p. 6) e o Parque Municipal Palmir Silva, antigamente denominado Parque Monteiro Lobato, também “conhecido como Horto do Barreto, [é] uma das poucas áreas verdes da Zona Norte de Niterói.” (Ibid. p. 6).
ENGENHOCA
“O bairro da Engenhoca limita-se com o Fonseca, Santana, Barreto, Tenente Jardim, e com o município de São Gonçalo. Sua área é de 1,93km2e a densidade populacional registrada em
1991 é a mais alta da região, com 12.027 hab/ km2.” (NITERÓI..., op. cit., p. 229-238).
TENENTE JARDIM
O bairro teve origem onde existiu a fazenda pertencente aos Jardim, tenente da Marinha do Brasil e sua mulher, uma francesa. Estabelecidos no final do século passado, o casal residia no prédio onde se instalaria,
posteriormente, o Colégio Monsenhor Uchoa. “Uma pequena fração foi doada para construção da Igreja de São João Batista, que transformou-se no núcleo original de povoamento do bairro. O antigo caminho usado para escoamento dos excedentes agrícolas, que saído da fazenda descia em direção à rua Dr. March, transformando-se na principal via de acesso ao bairro, urbanizada e pavimentada pela interferência direta do Comando do antigo 3º Regimento de Infantaria, atual 3º BI (Batalhão de Infantaria). A unidade militar sempre usou o Morro do Castro – situado entre Fonseca e Baldeador, e alcançado através de Tenente Jardim – como área de exercícios. Da ocupação radical destas via surgiu, efetivamente, o traçado urbano do bairro, que foi sendo ocupado lentamente.” (NITERÓI..., op. cit., p. 239-246).
FONSECA
“O Fonseca é um dos bairros mais antigo de Niterói, situando-se em um vale cortado pelo canal do rio da Vicência e circundados por morros que o limitam com Baldeador, Caramujo, Viçoso Jardim, Cubango, São Lourenço, Santana, Engenhoca, Tenente Jardim e também com o município de São Gonçalo.” (NITERÓI..., op. cit., p. 247-257).
CUBANGO
“Tendo como vizinhos os bairros de Santa Rosa, Fonseca, Viçoso Jardim, Ititioca, Fátima e Pé Pequeno, o Cubango desenvolve-se no interior de um estreito vale que é cortado pela rua Noronha Torrezão, a sua principal via.”
(NITERÓI..., op. cit., p. 258-265). “As atividades esportivas, principalmente o futebol, fazem parte da comunidade. Os quatro times do bairro – Atlântico Futebol Clube, Cubango Futebol Clube, Meridional Futebol Clube e o Pery Atlético Clube – revelaram craques. O maior destaque era o Pery A. C., ativo de 1943 a 1970, campeão seis vezes pela Liga Niteroiense de Desportos. Além destes, os clubes Ordem e Progresso e 22 de Novembro atraíam a comunidade [...]” (RODRIGUES, 2004b, p. 10).
BALDEADOR
“O Baldeador limita-se com o município de São Gonçalo e com os bairros do Fonseca, Santa Bárbara e Caramujo, destes dois últimos separados pela Rodovia Amaral Peixoto. Segundo relato de antigos moradores, a denominação Baldeador deve-se ao fato de a área ter sido ponto de baldeação de viajantes, tropas de mulas e boiadas que se dirigiam ao centro urbano.” [...] “Com o acelerado processo de urbanização pós-guerra, as fazendas e os sítios foram loteados, surgindo novos bairros como Caramujo e Santa Bárbara, ocupados e adensados, gerando uma crise de identidade.” (NITERÓI..., op. cit., p. 266-274).
VIÇOSO JARDIM
“O bairro faz limite com Fonseca, Cubango, Caramujo, Ititioca. Situa-se no interior do maciço costeiro, numa área conhecida como mar de morros.” (NITERÓI..., op. cit., p. 275 -282).
CARAMUJO
“O Caramujo limita-se com o Fonseca, Ititioca, Santa Bárbara, Sapê, Baldeador, Viçoso Jardim, numa área que constitui o chamado mar de morros, caracterizado pela sucessão de vales e colinas de baixa altitude.” (NITERÓI..., op. cit., p. 283-295).
SANTA BÁRBARA
“O bairro de Santa Bárbara, na Zona Norte de Niterói, limita-se com outras áreas adensadas como o Caramujo, no local conhecido como Horta, junto à estrada Velha de Maricá, no limite com Maria Paula, e num condomínio de classe média existente perto da Rodovia Tronco-Norte.” (NITERÓI..., op. cit., p. 294-301). O início do loteamento da antiga Fazenda Juca Mateus começou a dar forma ao Santa Bárbara por volta do início dos anos 50. Quando Juca Mateus morreu, uma imobiliária foi encarregada de realizar um loteamento, à época chamado de Vila Maria. “Com mais de 50% da sua superfície ocupada por morros, o bairro foi sendo delineado no início dos anos 60 na parte mais plana, localizada às margens da rodovia Amaral Peixoto, ainda não pavimentada.” [...] “A história mudou depois da criação da associação de moradores, liderada pela folclórica Dona Lida, no início da década de 70.” [...] “O nome do bairro foi dado em homenagem à Santa Bárbara, nome da paróquia construída pela família do fazendeiro Juca Mateus, que se dedicava à pecuária extensiva.” [...] “O loteamento só foi aprovado oficialmente pela Prefeitura de Niterói em 1967.” (NITERÓI..., op. cit., p. 294-301).
REGIÃO DE PENDOTIBA
Situada no interior do Maciço Costeiro de Niterói, a Região de Pendotiba foi delineada pelo Plano Diretor, Lei nº 1.157, de 29 dezembro de 1992, como sendo constituída pelos bairros: Badu, Cantagalo, Ititioca, Largo da Batalha, Maceió, Maria Paula, Matapaca, Muriqui, Sapê e Vila Progresso.
LARGO DA BATALHA
“O Largo da Batalha, por ser entrada da Região de Pendotiba, limita-se com Ititioca, Badu, Cantagalo, Maceió, Cachoeiras, Sapê e Viradouro.” (NITERÓI..., op. cit., p. 310-317). O nome do bairro “sugere embates ocorridos no local em virtude de sua posição estratégica.” Tal suposição deve-se ao fato de ter sido encontrado em local próximo um canhão (Vacaria/Badu) que, posteriormente, nos anos 40, foi retirado pelo Exército Brasileiro. Diz [...] outra lenda que a localidade era o ponto preferido do índio Araribóia para se refugiar dos embates com os franceses invasores da Baía de Guanabara.” [...] “Segundo o Censo 2000, no Largo da Batalha vivem quase 10 mil pessoas, o que equivale a 2% da população de Niterói.” (NEVES, 2005, p. 9).
MACEIÓ
“Localizado entre a zona de ocupação mais antiga e a Região Oceânica, Maceió possui pequena base territorial e tem como vizinhos os bairros de Cachoeira, Cafubá, Cantagalo e Largo da Batalha.” (NITERÓI..., op. cit., p. 318-325).
CANTAGALO
Cantagalo tem ao norte os bairros Largo da Batalha e Badu, a leste Vila Progresso, a oeste o Bairro de Maceió.
BADU
“O bairro limita-se com Sapê, Matapaca, Vila Progresso, Cantagalo e Largo da Batalha.” (NITERÓI..., op. cit., p. 334-341).
MATAPACA
“Matapaca limita-se com os bairros de Maria Paula, Sapê, Badu e Vila Progresso.” (NITERÓI..., op. cit., p. 342-349).
VILA PROGRESSO
O bairro tem como vizinhos Cantagalo, Badu, Matapaca, Maria Paula, Muriqui e Jacaré. Ele “é cortado pela Serra Grande, onde as altitudes variam até 300.” (NITERÓI..., op. cit., p. 350-357). O bairro sedia o Country Club, criado no dia 27 de junho de 1957. Uma “propriedade de 60 mil metros quadrados foi comprada por dois milhões de cruzeiros do inglês Robert Patterson Wheiler.” [...]. “Os cavalos ocupavam as estradas e um campo de futebol atraía a vizinhança em dias de jogos. Aliás, enche-se de felicidade e orgulho ao [se] falar do Vila Progresso Futebol Clube, [...] em frente ao Armazém do Zeno. Nas tardes de domingo, as famílias se reuniam ali.” [....] “Quando fechou, no memo lugar, foi criada uma rinha de galos, cuja freqüência era intensa em dias de
função e chamava [a] atenção de aficionados de toda [a] região.” (RODRIGUES, 2004 a, p. 12).
MURIQUI
“O bairro de Muriqui limita-se com Vila Progresso, Rio do Ouro, Jacaré e Maria Paula e com o município de São Gonçalo pela estrada Velha de Maricá.” (NITERÓI..., op. cit., p. 358-365).
MARIA PAULA
“Maria Paula localiza-se na porção norte do município, sendo o último bairro ao longo da estrada Caetano Monteiro. Além de limitar-se com São Gonçalo, é vizinho dos bairros Matapaca, Vila Progresso, Muriqui, Sapê e Santa Bárbara.” (NITERÓI..., op. cit., p. 366-373).
SAPÊ
“O Sapê localiza-se entre os bairros de Santa Bárbara, Ititioca, Caramujo, Maria Paula, Matapaca, Badu e uma pequena parte do Largo da Batalha.” (NITERÓI..., op. cit., p. 374-381).
ITITIOCA
“Ititioca limita-se com os vizinhos bairros do Camamujo, Sapê, Largo da Batalha, Viradouro, Santa Rosa, Cubango e Viçoso Jardim.” (NITERÓI..., op. cit., p. 382-389).
A partir de 1943, a Região Oceânica passou a integrar o Município de Niterói. Até então essa região, total ou parcialmente, integrou, alternadamente, os municípios de Niterói e de São Gonçalo. A Região Oceânica é composta pelos seguintes bairros: Itaipu, Itacoatiara, Engenho do Mato e Cafubá.
ITAIPU
Limita-se ao norte com o Bairro do Jacaré, a leste com o Engenho do Mato e o Município de Maricá, ao sul com o Bairro de Itacoatiara e o Oceano Atlântico, e a oeste os bairros de Cafubá, Piratininga e Camboinhas. “Itaipu apresenta registros de ocupação ocorrida há 8 mil anos por comunidades indígenas, fato comprovado através de estudos realizados no Sítio Arqueológico da Duna Grande.” (NITERÓI..., op. cit., p. 399-407).
ITACOATIARA
“Itacoatiara significa etimologicamente ‘pedra riscada’. A sua privilegiada geomorfologia costeira, isto é, a praia, a enseada e os costões rochosos, além de sua vegetação de restinga junto à praia, tornam o local um dos principais pontos turísticos do município. Tem como limites os maciços costeiros da Serra da Tiririca, que faz divisa com o município de Maricá e, por outro lado, com o Morro das Andorinhas, que o separa do bairro de Itaipu.” (NITERÓI..., op. cit., p. 409-416).
ENGENHO DO MATO
“O Engenho do Mato faz limite com os seguintes bairros: Itaipu, Rio do Ouro, Várzea das Moças e ainda com o município de Maricá, pela Serra da Tiririca.” (NITERÓI..., op. cit., p. 417-424).
PIRATININGA
“Piratininga localiza-se no entorno da lagoa de mesmo nome, entre o oceano Atlântico, a serra Grande e morro da Viração, limitando-se com Itaipu, Cafubá, Camboinhas, Jacaré, São Francisco, Charitas e Jurujuba.” (NITERÓI..., op. cit., p. 425-433).
CAMBOINHAS
“Camboinhas localiza-se em parte às margens da Lagoa de Itaipu e em contato com o Oceano Atlântico, limitando-se também com os bairros de Piratininga e Itaipu.” (NITERÓI..., op. cit., p. 434-450).
JACARÉ
“O Jacaré tem como limites os bairros de Itaipu, Piratininga, Muriqui, Rio do Ouro e Engenho do Mato.” (NITERÓI..., op. cit., p. 443-445). Cabe ressaltar que “o único espaço para as crianças brincarem, um pequena quadra de futebol, é que está entregue ao abandono. Isso sim é problema, não a violência”. Outro [local] é o Espaço Cultural Comunitário Magela Maciel, onde são oferecidas aulas de violão, teclado e capoeira para crianças e adolescentes.” (VIANNA, 2005c, p. 9).
CAFUBÁ
“O Cafubá tem como vizinhos os bairros de São Francisco, Cachoeiras, Maceió, Cantagalo e Piratininga. Segundo informações recolhidas de antigos moradores, a denominação Cafubá tem origem na existência de uma fazenda na região onde se criava o gado Cafubá, de cor cinzenta de origem africana, há pelo menos um século.” (NITERÓI..., op. cit., p. 451-459).
REGIÂO LESTE
“Localizada na porção leste do município, foi definida como região de planejamento pelo Plano Diretor de Niterói (Lei nº 1.157 de 29/ 02/1992). É formada pelo pelos bairros de Várzea das Moças e Rio do Ouro. [...]” (NITERÓI…, op. cit., p. 463).
VÁRZEA DAS MOÇAS
Localiza-se entre o Oceano Atlântico, os municípios de Maricá e São Gonçalo e com o Bairro de Rio do Ouro. “Teve sua origem na grande fazenda existente no local cujo proprietário era pai de seis moças [...]” (NITERÓI, op. cit., p. 467-474). “A principal atividade de Várzea das Moças era o comércio de café, sendo que a maior parte comercializada era proveniente de outras regiões [...] sendo distribuída pela estação ferroviária do Rio do Ouro. Este ramal da Leopoldina estendia-se até o norte do estado, tendo suas atividades encerradas na década de 60. Como em toda a Região Sudeste, a derrocada do café esvaziou as atividades da fazenda, tendo
a mesma se transformado na Cerâmica Rio do Ouro Ltda., a CRL, que foi durante muitos anos a geradora do progresso na região. Hoje em dia suas atividades estão bastante reduzidas. Apenas o campo de futebol da CROL está em funcionamento.” (BOECHAT, 2005, p. 9).
RIO DO OURO
“De relevo levemente acidentado, principalmente no lado de Niterói, o bairro tem São Gonçalo como limite ao Norte, onde continua com o mesmo nome, além de limitar-se com Várzea das Moças, Engenho do Mato, Jacaré e Muriqui” (NITERÓI..., op. cit., p. 475-482).
2007.
Neste biênio o Núcleo de Geotecnologia da Secretaria de Urbanismo e Controle Urbano de Niterói já indicava um quantitativo de 52 bairros no município (NITERÓI, 2006).SITUAÇÃO ATUAL
2009.
METRÔ EM NITERÓI
“Dez anos depois de o estudo de viabilidade técnico-econômica da Linha 3 do metrô ter sido encomendado pelo governo do estado, a Secretaria estadual de Transportes garante: em um prazo máximo de 90 dias será instalado o canteiro de obras que dará início à construção do metrô em Niterói.”! ( O GLOBO, 2009. p.10).
REFERENCIAS
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Figura 1. Mapa Atual de Niterói
NITERÓI (RJ). Secretaria de Urbanismo e Controle Urbano. Departamento de Urbanismo. Núcleo de Geotecnologia. Mapa de Niterói. Niterói, RJ: A Secretaria, 2006. No prelo.