CAMPINAS – SP
Sumário
Pausa para Refl exão ... 11
1. Campo Fluídico ... 15 2. Calma Ativa ... 19 3. Fé Raciocinada ... 23 4. Luz Indispensável ... 27 5. Ondas Viciadas ... 31 6. Perante a Dúvida ... 37 7. Sem Isolamento ... 41 8. Desvios ... 45 9. Distúrbios ... 49 10. Fenômeno Anímico ... 53 11. Inconsciência ou Indisciplina? ... 59 12. Colaborador Ativo... 63 13. Renovação Mental ... 69 14. Mediunidade Útil ... 75 15. Endereço Certo ... 79 16. Máscaras ... 83 17. O Lado Fraco ... 89 18. Companhias ... 95 19. Novidades ... 99 20. Discernir ... 105 21. Verdades e Mentiras ... 109 22. Desejar e Repelir ... 113
23. Confi ança Cega ... 119
24. Bom Médium ... 123
11
Autoconhecimento
Mediunidade
&
Pausa para Refl exão
O
século XX assistiu a uma extraordinária explosão de mediunidade. Jamais, em tempo algum, o intercâmbio entre os dois lados da vida foi realizado com tamanha liberdade.Médiuns notáveis evidenciaram a sobrevi-vência do espírito após a morte do corpo físico. Cientistas eminentes se debruçaram sobre os fenômenos psíquicos, constatando a realidade das comunicações espirituais.
Psiquistas respeitáveis aprofundaram a investigação científi ca, deparando-se com as dimensões transcendentais do ser.
Sem dúvida, estes são tempos de importan-tes conquistas no campo do espírito.
A liberdade conquistada, porém, para re-sultar em progresso, reclama responsabilidade. Sem isso, abrem-se as portas para o desvirtua-mento e o misticismo.
“
P
ara que um espírito possa
comunicar-se é
necessário haver entre ele e o
médium relações fl uídicas que
nem sempre se estabelecem de
maneira instantânea.”
O Livro dos Médiuns, cap. 17 – 203
1
17
Autoconhecimento
Mediunidade
&
Q
uase tudo que se pode observar no mundo exterior nasce de forças ocul-tas aos olhos humanos.No subsolo terrestre, por exemplo, tanto pode surgir a água que serve à vida quanto a lava que arrasa coletividades.
Do mesmo modo, a fl or que balsamiza e o espinheiro que fere, nascem de sementes que lhes servem de matrizes dentro da terra.
Valendo-nos destas imagens, será possível constatar que, no intercâmbio mediúnico, o campo fl uídico, constituindo um dos com-ponentes necessários ao fenômeno, nasce, primeiro, no mundo interior do próprio intermediário.
Mediunidade é sintonia.
Sintonia signifi ca conjugação de ondas. E as ondas brotam das profundezas do ser, onde se localiza o foco de forças psíquicas, responsável pela atmosfera fl uídica que carac-teriza cada um.
Como toda pessoa apresenta oscilações dentro do campo de ideias em que gravita, é compreensível que as relações fl uídicas, neces-sárias ao intercâmbio, não se estabeleçam de forma instantânea logo nas primeiras tentativas e exercícios.
A qualidade, na comunicação mediúnica, requer tempo, disciplina, estudo e paciência.
2
“
E
por vontade não
entendemos aqui um
desejo efêmero e
inconsequente, a cada
momento interrompido por
outras preocupações, mas uma
vontade séria, perseverante,
sustentada com fi rmeza, sem
impaciência nem ansiedade.”
O Livro dos Médiuns, cap. 17 – 204
Calma
21
Autoconhecimento
Mediunidade
&
U
m lago agitado internamente acabará distorcendo as imagens refl etidas em seu espelho d’água.O exemplo, embora pobre, ilustra a impor-tância da disciplina emocional para o intercâm-bio mediúnico.
Ansiedade é ruído interior, interferindo na comunicação com o Além.
Impaciência é agitação na alma, perturban-do o campo psíquico.
A mente inquieta bloqueia os canais medi-únicos, impedindo a expansão da consciência para além dos sentidos sensoriais.
Por essa razão, Allan Kardec recomenda cal-ma e recolhimento, sustentados nucal-ma vontade séria, a fi m de que o intercâmbio ocorra em condições favoráveis.
A pressa é ponte para a frustração, tanto quanto a precipitação responde, muitas vezes, pelos desvirtuamentos.
Olha para ti mesmo, examinando o cenário que te caracteriza o interior.
Estuda e estuda-te.
Constatarás que a tua personalidade resulta de experiências muito particulares no ciclo constante de amadurecimento espiritual, o que faz de ti um ser único, portador de ritmo próprio no campo mental e emocional.
3
“
A
primeira precaução é
armar-se o médium de
uma fé sincera, sob a proteção
de Deus, pedindo a assistência
do seu anjo guardião.”
O Livro dos Médiuns, cap. 17 – 211
Fé
25
Autoconhecimento
Mediunidade
&
R
ealmente, a faculdade mediúnica in-depende da fé para expressar-se em fenômenos de toda ordem. A sociedade está repleta de pessoas que, mesmo sem acreditar, atuaram como intermediários da Espiritualida-de, confi rmando a realidade do intercâmbio.Entretanto, para aquele que já se conscien-tizou das próprias possibilidades psíquicas, e decidiu assumi-las com dedicação e res-ponsabilidade, a fé passa a representar fator imprescindível.
Uma semente atirada ao solo, embora con-serve em si a possibilidade natural de germinar, nem sempre produzirá a contento, por estar sujeita às intempéries do tempo e às imperfei-ções do terreno.
Todavia, se recebe adubação adequada, po-tencializa suas energias, desenvolvendo-se de forma robusta e produtiva.
Em se tratando de mediunidade responsá-vel, ninguém prescinde do adubo da fé forta-lecendo o solo da alma.
No intercâmbio com o Além, a fé racioci-nada atua como agente indutor predispondo o médium para a liberação das forças psíquicas necessárias ao fenômeno.
Meditemos nisso, e constataremos facil-mente a importância da atitude mental no momento do intercâmbio.