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Foi publicado, no dia 21 de Dezembro 2009, o novo Decreto-Lei nº 64/2009, que estabelece as normas de organização e funcionamento

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(1)

M A R / 2 0 1 0 N Ú M E R O 2 T R I M E S T R A L

ARFA-MED

B O L E T IM I N F O RM AT I V O D O S E C T O R F AR M AC Ê U T I C O

SUMÁRIO

p.4 SECTOR FARMACÊUTICO EM CABO VERDE ● Circuito, cadeia do valor e financiamen-to do medicamenfinanciamen-to em Cabo Verde

DADOS ESTATÍSTICOS DO CON-SUMO DE MEDICAMENTOS ● Evolução do sector farmacêuti-co de 2003 a 2007

LEGISLAÇÃO FARMACÊUTICA ● Objecto e Âmbito do Decre-to-Lei n.º 22/2009 que estabe-lece o regime de preços dos medicamentos de uso humano e respectiva monitorização e revisão, bem como a fixação de categorias a que os mesmos devem obedecer.

FARMACOVIGILÂNCIA & USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS ● Desenvolvimento do Siste-ma de Vigilância de Medica-mentos—VigiMed

EM DESTAQUE :

 Ibuprofeno.

FICHA TÉCNICA I Propriedade: Agência de Regulação e Supervisão dos Produtos Farmacêuticos e Ali-mentares - ARFA Redacção & Edi-ção: Agência de Regulação e Super-visão dos Produtos Farmacêuticos e Alimentares - ARFA Fotografias & Imagens: Arquivo ARFA & ANVISA Periodicidade: Trimestral Distribui-ção: gratuita e por via electrónica.

A Qualidade: Uma Opção e um Objectivo Nacional.

Foi publicado, no dia 21

de Dezembro 2009, o novo Decreto-Lei nº 64/2009, que estabelece as normas de organização e funciona-mento do sistema integra-do de monitorização integra-do mercado farmacêutico—

SIMFAR, ora alargado às vertentes de stock, qua-lidade e segurança.

 A ARFA participa na Reunião subordinada ao tema “Boas Práticas para Combater a con-trafacção Farmacêutica e para proteger a Saúde Pública”, realizada em Lisboa, de 21 a 22 de Ja-neiro de 2010.

 A ARFA promove (Cidade da Praia), em par-ceria com o INFARMED/Portugal, duas formações sobre: (1) “Formas e Vias de Administração de Medicamentos”, que aconteceu dos dias 22 a 23 de fevereiro; e (2) “Farmacovilância e Gestão de

Risco”, realizada nos dias 10 e 11 de Março. Esta foi seguida (12/03/10) da sessão de Apre-sentação da Proposta de sis-tema de vigilância de medica-mentos na fase de pós-comercialização – VigiMed. A ARFA estabelece contactos com representantes das estrutu-ras de saúde pública a integrar no projecto-piloto de VigiMed, nomeadamente:

 Hospital Agostinho Neto;  Hospital Regional Santiago Norte ;  Hospital Baptista de Sousa  Hospital Regional de Santo Antão;

 Centro de Saúde da Achada Santo António . Mais informações no nosso Website - rubrica noticias & formação. 

Foto 1 - Da direita para a esquerda:

Djamila Reis (ARFA) e Edith Santos (DGF).

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Disponível em

www.arfa.cv

p.3 arfa p.6

om chancela de edição do seu n.º 2, a ARFA-MED volta ao vosso contac-to, na sua missão de canal privile-giado de informação sobre questões de inte-resse relevante para o sector farmacêutico cabo-verdiano. E com a sua 2.ª edição, este nosso boletim pretende deixar mais um sinal da sua durabilidade e propósito de se afirmar progressivamente como um instrumento de cesso apetecido, por todos quantos vêem no medicamento um bem precioso.

Esta edição do ARFA-MED, aparece no momento em que estará a ser ultimada a criação das condições necessárias à imple-mentação do Decreto-Lei n.º 22/2009, de 6 de Julho, que estabelece o regime de fixa-ção dos preços dos medicamentos. Sem qualquer dúvida, momento que assume par-ticular importância por marcar a transição para uma situação nova em Cabo Verde, com impacto ao longo de todo o circuito do medicamento. Através do ARFA-MED, a direcção da ARFA reafirma a sua total dispo-nibilidade para, no que estiver ao seu alcan-ce, contribuir para que da aplicação desse diploma resultem, na globalidade, ganhos substanciais para o sector farmacêutico e para o país.

E porque a questão do preço do medicamento é apenas parte das questões que interessam à eficaz regulação do sector, o ARFA-MED orgulha-se de tra-zer aos seus leitores notícias de primeira mão sobre o projecto

de “desenvolvimento do Sistema de Vigilân-cia de medicamentos”, projecto que no seu design e desenvolvimento vem merecendo uma empenhada e generosa contribuição de instituições públicas e de empresas do sec-tor. Com este novo sistema, pretende-se, no geral, aumentar os níveis de confiança no medicamento consumido no país.

No momento em que ainda ecoa a triste notí-cia do falecimento da Dr.ª Judith C.F. Ribeiro de Oliveira Lima, farmacêutica emérita e muito diligente, que ainda desempenhava a função de membro do Conselho Consultivo da ARFA, o ARFA-MED apresenta seu mais profundo pesar à família enlutada e associa-se a todos quantos associa-se curvam perante a grandeza da obra que ela soube erigir em prol do desenvolvimento do sector farmacêu-tico de Cabo Verde.

C

Miguel A. Lima

(2)

Circuito, cadeia do valor e financia-mento do medicafinancia-mento em Cabo Ver-de…

Circuito:

Conforme referido no número anterior

deste boletim, a cadeia de valor do medicamento em Cabo Verde apresen-ta características típicas de um merca-do de monopólio público.

Os principais agentes fornecedores,

produtores e grossistas podem ser caracterizados de forma sucinta de acordo com o seguinte:

1. Produtores/Distribuidores Interna-cionais que garantem o abasteci-mento de medicaabasteci-mentos a Cabo Verde, sendo, actualmente maiori-tariamente entidades actuando na União Europeia, com especial desta-que para Portugal;

2. A Inpharma que é a única unidade industrial local dedicada à produção de medicamentos, detida a 40% pela Emprofac, empresa pública, e 60%por investidores privados. 3. A Emprofac que é o único

importa-dor de medicamentos, detido a 100% pelo Estado, efectua a arma-zenagem de medicamentos (em 2 armazéns, um na Praia e outro em São Vicente) e garante a sua distri-buição aos Hospitais Centrais, Depó-sitos Central (Praia) e Regional (S.Vicente) e às farmácias privadas da cidade da Praia .

De referir que os Depósitos Central

(Praia) e Regional (S.Vicente), arma-zéns do Estado, geridos pela Direcção Geral de Farmácia são os responsáveis pela distribuição dos medicamentos aos Hospitais Regionais, Centros de Saúde e Postos Médicos.

No processo de distribuição, há ainda a

considerar os retalhistas, traduzidos nas Farmácias e Postos de Venda de Medicamentos (“PVM”) privados e as Farmácias públicas, que fazem chegar os medicamentos ao utente.

No que se refere aos locais de

consu-mo, importa também identificar os prestadores de cuidados de saúde, na sua maioria públicos, designadamente os Hospitais Centrais, Hospitais Regio-nais, Centros de Saúde e Postos Médi-cos. Verificam-se também um conjunto

de outras entidades, fundamentalmen-te clínicas e consultórios privados, que, por seu lado, consomem uma percen-tagem residual do total de medica-mentos.

Cadeia de Valor:

Com base nos dados de 2007, citado

num estudo encomendado pela ARFA em 2008, estima-se que o total de con-sumo de medicamentos em Cabo Ver-de ascenda a ECV 1.3 mil milhões, repartido por quatro grupos, a saber: 1. Resultados líquidos disponíveis para

distribuição aos agentes privados detentores de participações nas empresas do sector, designadamen-te Inpharma (na componendesignadamen-te priva-da) e Farmácias (“Lucros privados”, o que representa 10% do rendimento gerado);

2. Resultados líquidos disponíveis para distribuição ao Estado, enquanto detentor de participações nas empresas do sector, designadamen-te na Emprofac, incluindo a partici-pação que detém na Inpharma (“Lucros públicos”), que representa aproximadamente 12% do rendi-mento gerado;

3. Fluxos financeiros relacionados com as compras de medicamentos(pela Emprofac) e matérias-primas e subsi-diárias(pela Inpharma) ao exterior (“Importação”), com um total de 50% do total de rendimento gerado no sistema de medicamento; e 4. O rendimento que é retido na

eco-nomia e que representa fundamen-talmente os salários,

consumos locais e impostos que permane-cem na economia de Cabo Verde (“Retenção na Economia”), que representa menos de 30% do total de rendi-mento gerado.

Sucintamente, a

distribui-ção do rendimento gerado pelo medicamento em Cabo Verde pode ser demonstrado na figura seguinte:

Realidade Cabo

Realidade Cabo

-

-

verdiana

verdiana

O modelo de financiamento do siste-ma:

O financiamento da cadeia de valor

do medicamento ocorre de forma diferenciada consoante se trate de consumo de medicamentos em uni-dades públicas de saúde, ou consumo decorrente da aquisição do medica-mento em farmácias privadas e pos-tos de venda de medicamenpos-tos.

O financiamento das unidades

públi-cas de saúde (incluindo as farmácias públicas) processa-se exclusivamente através das verbas recebidas através do Orçamento do Estado para a saú-de.

O financiamento do consumo

efectua-do através da aquisição efectua-dos medica-mentos nas farmácias é repartido pelos pagamentos directos efectua-dos pelos utentes e pelas compartici-pações do INPS.

Com base nos dados disponíveis de

2007, estima-se que:

1. Os utentes suportem por via dos seus pagamentos directos, ECV 417milhões;

2. O INPS financie ECV 613 milhões, por via de comparticipações dos trabalhadores inseridos no siste-ma de previdência social.

3. O Orçamento de Estado contribua com ECV 302 milhões para finan-ciar as aquisições de medicamen-tos das unidades públicas de saú-de.

Figura 1 - Financiamento do medicamento em Cabo verde.

(3)

Evolução do sector farmacêutico de 2003 a 2007…

No período de 2003 à 2007 as maiores

vendas dos medicamentos no sector farmacêutico foram registadas no ano de 2007, tanto em número de embala-gens, 1.113.944, como em valor mone-tário, 578.878.514 escudos de CV.

Tabela 1 – Variação anual nas

embala-gens e nas vendas.

Neste período subsiste uma tendência

de crescimento das vendas em valor monetário, apresentando os valores positivos uma variação anual 1,53%, 6,64%, 10,09% e 40,03%. A maior varia-ção, de 40,03%, é registada no ano 2007. O resultado mais preciso sobre as causas deste aumento pode ser obti-do a partir de um estuobti-do específico direccionado para este fim podendo-se prever como causas possíveis o aumen-to natural da população e por isso de doentes, aumento de acessibilidade devido nomeadamente a um aumento do número de estruturas de saúde ou simplesmente devido a fragilidades de abastecimento.

Investigando a sazonalidade nas

ven-das dos medicamentos, há de salientar, que no segundo semestre do ano as vendas em embalagens têm propensão a diminuir. Este fenómeno não se con-firma no ano de 2007, pois, as vendas no segundo semestre foram superiores em 26,7% do que no primeiro.

Comparando os mesmos

semestres dos anos distintos, verifica-se o aumento nas vendas tanto em valor mone-tário como em número de embalagens, excepto, o pri-meiro semestre do ano 2004, em que houve uma redução em 14,93% nas vendas das embalagens e os primeiros semestres dos anos 2004 e 2005, que, também, apresentam valores negativos nas variações homólogas das vendas em valor monetário -3,71% e -2,20%, respectivamente.

Tabela 2 – Variação semestral e

homó-loga nas embalagens e nas vendas.

Segundo a análise de

variações anuais por classe fármaco – tera-pêutica no período de 2003 a 2004, a maior redução (de 38,90%) de vendas por embalagens registou-se nos produ-tos não classificados e o maior aumento (de 67,21%) nos citostáti-cos e imunodepresso-res. Nas vendas em

valor monetário, são os antídotos que apresentam menor variação anual -44,89% e são os medicamentos do apa-relho geniturinário que manifestam maior variação 57,78%.

No período de 2004 a 2005, maior

redução (de 39,75%) de vendas por embalagens verificou-se nos medica-mentos imunoterápicos e o maior aumento (de 169,52%) nos antídotos. Nas vendas em valor monetário, são as soluções para nutrição parentérica que apresentam menor variação anual -18,61% e são os citostáticos e imuno-depressores que manifestam maior variação 265,73%.

No período de 2005 a 2006, maior

redução (de 83,72%) de vendas por embalagens registou-se nas soluções para nutrição parentérica e o maior aumento (de 48,20%) nos medicamen-tos de aplicação tópica na pele. Nas vendas em valor monetário, são as soluções para nutrição parentérica que apresentam menor variação anual -83,73% e são os citostáticos e imuno-depressores que manifestam maior variação 63,32%.

No período de 2006 à 2007, maior redução (de 100%) de vendas por embalagens registou-se nas soluções para nutrição parentérica e o maior aumento (de 193,37%) nos medica-mentos de aplicação tópica em otorri-nolaringologia. Nas vendas em valor monetário, são as soluções para nutri-ção parentérica que apresentam menor variação anual -100% e são os medicamentos de aplicação tópica em otorrinolaringologia que manifestam maior variação 166,33%. 

Estatísticas do Sector Farmacêutico

Estatísticas do Sector Farmacêutico

Figura 2 - Variação semestral nas embalagens.

Fonte: dados Emprofac Análise: ARFA

(4)

O

Decreto-Lei nº 22/2009, de 6 de Julho, que estabelece o regime de preços dos medicamentos de uso humano, constitui um instrumento essencial no processo de regulação económica de medicamentos, pois dita o regime a que os preços dos medicamentos e respecti-va monitorização e revisão devem atender, bem como define a fixação de categorias em que esses medica-mentos serão enquadrados.

Estão sujeitos ao regime de preços previstos nesse

diploma todos os medicamentos existentes em Cabo Verde, com excepção dos de venda livre, os fitoterápi-cos, homeopátifitoterápi-cos, os manipulados ou preparados oficinais e os medicamentos de uso veterinário.

No entanto, os medicamentos excluídos do regime de

fixação de preços estabelecido nesse diploma ficam sujei-tos aos procedimensujei-tos de monitorização previssujei-tos no DL e regulamentação prevista.

De acordo com este regime é aprovado um Preço

máxi-mo à farmácia (PMF), e um Preço Máximáxi-mo ao Consumi-dor (PMC), que não podem ser ultrapassados.

Para efeitos de cálculo de preço, são tidos em conta,

diversos factores, nomeadamente:

 O Preço de venda ao armazenista (PVA), preço máximo para os medicamentos no estádio de pro-dução ou importação nos países de referência;  O Preço provisório, preço atribuído a um

medica-mento no caso de não existir preço aprovado para o medicamento nem para as especialidades farma-cêuticas idênticas ou essencialmente similares, em qualquer dos países de referência mencionados;

 A Margem de comercialização, correspondente a:

Objecto e Âmbito do Decreto

Objecto e Âmbito do Decreto

-

-

L ei n.º 2/2009...

L ei n.º 2/2009...

Obrigatoriedade de sub-missão de dossier a ARFA para atribuição de código e aprovação de preço nos casos que couberem;

Calculo do preço máximo recorrendo ao preço aprovado nos países de refe-rência;

Obrigatoriedade de distribuição;

Permissão da prática de descontos em todo o cir-cuito do medicamento, desde o fabricante à farmá-cia ou posto de venda de medicamentos até ao consumidor;

Entretanto, os descontos efectuados pelas farmá-cias e pelos postos de venda de medicamentos, nos preços dos medicamentos comparticipados pelo Instituto Nacional de Previdência Social – INPS, incidem exclusivamente, sobre a parte do preço não comparticipada, e podem ser divulgados apenas nas respectivas instalações.

CURIOSIDADES

Você sabia que… Que o símbolo utilizado nas prescrições médicas tem uma origem que remonta à civilização Egípcia há 5000 anos. O símbolo corresponde à representação do olho sagrado de Horus , Deus Egípcio, era utilizado pelos médicos egípcios e significa saúde e felicidade. Os egípcios imploravam ao Deus Horus que curasse os males, e por isso, esta marca converteu-se num símbolo de protecção e cura. Ao fazer o “R” na receita o médico invocava a protecção e inspiração dos deuses para aquela prescrição.

Fonte: Revista FACIME—vol. 3—2007

A margem percentual aplicável ao preço do medicamento resultante da metodologia de cálculo definida no presente diploma, para as várias fases do circuito de distribui-ção;

1

A Quota de mercado dos medicamentos genéricos na respectiva substância activa, que corresponde ao peso do volume de vendas totais de todos os medicamentos genéricos com a mesma substância activa, forma far-macêutica e dosagem no total do volume de vendas de todos os medicamentos, genéricos e não genéricos, com a mesma substância activa, forma farmacêutica e dosagem.

2 bem como Inova ções dess e reg ime

(5)

Tendo em conta vários estudos publicados

por entidades credíveis e reconhecidas mundialmente, como são o exemplo da US Pharmacopeia e a Organização Mundial da Saúde (OMS), revelam que países que não possuem um controlo de medicamentos na fase de pré-comercialização ou métodos de autorização de introdução no mercado (AIM) adequados, devem apostar num siste-ma de vigilância de medicamentos na fase pós-comercialização.

Cabo Verde & Vigilância de Medicamentos:

Cabo Verde enquadra-se nessa linha de

paí-ses e, de acordo com a Política Farmacêutica Nacional publicada em 2003 pela Direcção Geral de Farmácia (DGF), o país apresenta também grandes défices na monitorização de medicamentos na fase pós-comercialização, com impacto directo no sector farmacêutico e na qualidade da assis-tência em saúde prestada à população. Assim, para dar resposta a esta lacuna, a ARFA e o grupo de trabalho constituído da reunião de 17 de Junho de 2009 vêm traba-lhando no sentido de elaborarem uma pro-posta de Sistema de Vigilância de medica-mentos na fase de pós-comercialização— VigiMed. A proposta de VigiMed visa moni-torizar a qualidade, eficácia de segurança de medicamentos, já comercializados, através dos seguintes instrumentos suportes:

ONDE ESTAMOS

A proposta pretende também clarificar a

atribuição de competências entre os diver-sos intervenientes do sistema, de forma a assegurar a participação eficiente sem duplicação de funções.

Paralelamente, foi elaborado um projecto-piloto (recomendação saída da reunião anteriormente referida) que está directa-mente ligada à proposta de VigiMed. O projecto-piloto tem como objectivo princi-pal testar a implementação do sistema de notificações de suspeitas de reacções adversas e outros problemas relacionados com a qualidade dos medicamentos nas estruturas de saúde, a nível nacional. Este projecto está dividido em duas etapas em que a primeira, abarcará apenas algumas instituições de saúde do país, já contacta-das para o efeito designadamente:

1. Hospital Dr. Agostinho Neto 2. Hospital Dr. Baptista de Sousa 3. Hospital Regional de Santo Antão 4. Hospital Regional Santiago Norte 5. Centro de Saúde Achada Sto. António 6. Farmácias do Concelho da Praia (4)

De salientar que a 1ª etapa do

projecto-piloto será sujeita a um acompanhamento e avaliação com a finalidade de se detectar possíveis falhas e adoptar medidas correcti-vas considerando os resultados obtidos durante a execução do projecto-piloto.

A segunda etapa deste projecto irá

abran-ger, de forma faseada, as restantes institui-ções de saúde no país .

As actividades de formação e sensibilização

no preenchimento dos formulários, na importância das notificações espontâneas, planeadas para este ano foram iniciadas durante o mês de Março e irão contar com a cooperação da ANVISA (Brasil) e do INFARMED (Portugal).

A proposta de organização do sistema foi apresentada no passado dia 12 de Março com grande aceitação e a

participação activa de representantes do sec-tor, desde o Ministério da Saúde, Hospitais Centrais e Regionais, operadores públicos e privados .

SEGUIMENTO PREVISTO

Prevê-se para este ano a organização de

uma reunião geral, com os principais intervenientes do sector, com o objecti-vo de:

 Analisar os resultados do projecto-piloto;

 Identificar os ajustes a introduzir; e  Validar a proposta de VigiMed.

Cumpridas então as etapas de

formula-ção de um anteprojecto a submeter a consulta pública, o sistema de monito-rização da qualidade e segurança de medicamentos para uso humano na fase de pós-comercialização poderá ser submetido para aprovação por parte do Governo.

Farmacovigilância & Uso Racional de Medicamento

1. Base de dados – Sistema de informação (SIMFAR);

2.Sistema de Notificação de suspeitas de Reacções Adversas e/ou de problemas relacionados com a qualidade dos medi-camentos;

3.Sistema de comprovação da qualidade dos medicamentos.

Desenvolvimento do Sistema de Vigilância de Medicamentos

Desenvolvimento do Sistema de Vigilância de Medicamentos

VigiMed.

VigiMed.

ANVISA

1 2

Divulgar, com periodicida-de trimestral, informações sobre a segurança e a eficácia de produtos farmacêuticos, difundir as regras de regulação e a transparência das relações comerciais entre os operadores dos sectores regulados e entre estes e os consumidores, e, com base em informações recebidas de diversas fontes, dar a conhecer o comportamento desse mercado.

O Porquê deste

BOLETIM?

Foto 3 - Encontro com os diferentes

interve-nientes do sistema farmacêutico em Cabo verde, Praia, 12 de Março de 2010.

arfa

Foto 2 - Encontro com os diferentes intervenientes do

sistema farmacêutico em Cabo verde, Praia, 17 de Junho de 2009.

(6)

Na próxima Edição: SECTOR FARMACÊUTICO EM CABO VERDE ● “Características do seg-mento importação/produção” DADOS ESTATÍSTICOS DO CONSU-MO DE MEDICAMENTOS ● “Quais medicamentos mais caros do Mer-cado Farmacêutico Nacional?” LEGISLAÇÃO FARMACÊUTICA ● “Luz sobre o D-L n.º 22/2009: cate-gorização dos medicamentos” FARMACOVIGILÂNCIA & USO RACIO-NAL DE MEDICAMENTOS ● “Estudo sobre a utilização de antibióticos nos hospitais centrais de Cabo Verde”.

A Qualidade: Uma Opção e um Objectivo Nacional.

Registe-se através do endereço electrónico

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& Envie-nos as suas perguntas e sugestões !

O ibuprofeno é um fármaco do

grupo dos anti-inflamatórios não esteróides, que têm em comum a capacidade de combater a inflamação, a dor e a febre. O ibuprofeno actua inibindo a produção das prostaglandinas que são substâncias químicas

produzidas pelo corpo que causam inflamação e contribuem para a percepção da dor pelo cérebro. Reduz também a febre ao bloquear a síntese de prostaglandinas no hipotálamo, uma estrutura do cérebro responsável pela regulação da temperatura corporal. O Ibuprofeno tem ainda propriedades anticoagulantes, diminuindo a formação de coágulos sanguíneos. Juntamente com o ácido acetilsalicílico e o paracetamol, o ibuprofeno faz parte da lista de fármacos essenciais da Organização Mundial de Saúde.

A procura de fármacos alternativos ao ácido

acetilsalícilico com maior actividade anti-inflamatória, menor irritação gástrica, ou ainda de acção mais longa, diminuindo a dose diária administrada, levou ao desenvolvimento do ibuprofeno.

Quimicamente, o ibuprofeno é um pó

branco, com um leve odor característico. Este fármaco é praticamente insolúvel em água, mas é solúvel em soluções aquosas diluídas de hidróxidos alcalinos e de carbonatos, e também em alguns solventes orgânicos como a acetona, o álcool etílico, o

éter, o diclorometano e o clorofórmio.

O ibuprofeno foi sintetizado pela

primeira vez em Dezembro de 1961 no Reino Unido, pelo Dr. Stewart Adams e seus colegas John Nicholson e Colin Burrows, tendo sido patenteado nesse mesmo ano. Apenas em 1969 começou a ser comercializado no Reino Unido e posteriormente nos EUA, em 1974. Hoje é comercializado em todo o mundo sendo actualmente usado por milhões de consumidores.

Cuidados para a sua utilização: nos casos de reumatismo e em lesões dos tecidos moles, é utilizado para controlar a dor e a inflamação. Utiliza-se também para controlar a dor em múltiplas situações como a dismenorreia (dores menstruais), traumatismos com entorses, luxações e fracturas, em dores de dentes, em dor associada a qualquer processo inflamatório e em situações de febre de diversa etiologia, para controlar a temperatura elevada.

Deve ser utilizado com precaução nos doentes asmáticos, doentes com problemas alérgicos e com insuficiência cardíaca, doentes com insuficiência hepática ou renal e também é necessário cuidado na administração a doentes com hipersensibilidade ao ácido acetilsalicílico. O uso prolongado de ibuprofeno pode provocar gastrite ou úlcera no estômago, pelo facto de bloquear a produção da barreira de protecção da mucosa gástrica.

Deve-se por isso consultar um médico se se sentir dor na região do estômago. Existe a probabilidade, ainda que pequena, da toma de ibuprofeno poder desencadear reacções alérgicas que se manifestam por dificuldade em respirar, manchas na pele, por vezes tipo urticária, ou edema da face, pelo que se deve estar sempre atento ao aparecimento destes sintomas.

Os efeitos tóxicos do ibuprofeno aumentam quando é utilizado em associação com diuréticos. Este fármaco não deve ser utilizado em associação com ácido acetilsalicílico, podendo, no entanto, ser administrado alternadamente com o paracetamol. Quando tomado em quantidade excessiva, o ibuprofeno pode provocar um quadro grave, com vómitos, diarreia, dificuldade em respirar e taquicardia, que obriga a vigilância e intervenção médica imediatas.

Cuidados a ter com o armazenamento: Os comprimidos e as drageias devem ser guardados à temperatura ambiente, afastados de calor, humidade ou luz pelo que devem ser mantidos nas embalagens originais. Devem ser sempre mantidos a temperaturas inferiores a 25 ºC, com particular atenção no caso da suspensão, que deve ser guardada no frigorífico.

Tal como para os outros fármacos, o ibuprofeno não deve ser consumido após ter expirado o seu prazo de validade. 

Medicamento...

IBUPROFENO Agência de Regulação de Supervisão dos Produtos Farmacêuticos e Alimentares Achada St. António, CP 296-A Praia, Cabo Verde

Telefone: + 238 2626410 + 238 2622453 Fax: + 238 262 4970 Email: [email protected]

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www.arfa.cv

Referências

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