Filipe Lins dos Santos
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ISSN: 2763-5724
Vol. 01 - n 02 - ano 2021
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The journal will give preference to receiving articles with empirical research, not rejecting other methodological approaches. All papers must deal with interdisciplinary analyzes that involve themes of varied approach and that generate an academic and social reflection. In this
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way, the articles will be analyzed for merit (in which it will be discussed whether the work fits H & S’s proposals) and formatting (which corres- ponds to an assessment of English or Spanish).
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LITERATURE REVIEW: ´´THE INFLUENCE OF TREAT- MENT WITH GnRH ANALOG IN THE FINAL HEIGHT BE-
FORE AND AFTER EARLY PUBERTY ´´
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COMPLICATIONS IN LOCAL ANESTHESIA: WHAT ARE THEY? AND WHAT IS THE PERSPECTIVE FOR THE FUTU-
RE? LITERATURE REVIEW 18
VASODILATOR EFFECT OF OCTYLMETHOXYCINNAMA- TE ON HUMAN UMBILICAL ARTERIES
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THE NURSING PROFESSIONAL OF THE HEALTH STRATE- GY OF FAMILY FACING POSTPARTUM DEPRESSION
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INFLUENCE OF LIFESTYLE ON THE PROGNOSIS OF POLY- CYSTIC OVARY SYNDROME
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Estudos em Saúde
Summary
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ANALYSIS OF THE IMPACT OF CROHN’S DISEASE ON THE GROWTH AND DEVELOPMENT OF CHILD WITH COMOR-
BIDITY: AN INTEGRATIVE REVIEW 115
IMPORTANCE OF WELCOME FOR THE PREVENTION OF CARDIOVASCULAR DISEASES IN PRIMARY HEALTH
CARE 131
LEARNING OPHTHALMOLOGY DURING THE COVID-19 PANDEMICS: IS REMOTE LEARNING APPLICABLE?
141
IDENTIFYING THE PERINATAL EDUCATION OFFERED TO PREGNANT WOMEN BY THE NURSING TEAM
155
ENCEPHALOPATHY AND ENCEPHALITIS DUE ACUTE SARS-COV-2 INFECTION: CASE REPORT
176
GUILLAIN-BARRÉ SYNDROME ASSOCIATED WITH SARS-COV-2 INFECTION, CASE REPORT
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Relatos de Caso
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Estudos em Saúde
COCE
LITERATURE REVIEW: ´´THE INFLUENCE OF TREATMENT WITH GnRH ANALOG IN THE FINAL
HEIGHT BEFORE AND AFTER EARLY PUBERTY ´´
Naiara Roberta Ribeiro de Marins1 Lorriene Reis Branquinho de Carvalho Ferreira2 Lilian Maria Soares3
1 UNIBRASIL 2 UNIBRASIL 3 UNIBRASIL
Resumo: A puberdade preco- ce (PP) se inicia com a ativação do eixo gonadotrófico antes dos 8 anos em meninas e aos 9 anos em meninos . Uma das principais preocupações é a altura final pois essa acelera o processo de matu- ração óssea resultando em uma estatura reduzida. O tratamento padrão para a puberdade precoce
consiste no uso de depósitos de análogos de GnRh com a pro- posta de minimizar os efeitos da puberdade precoce, melhorar a altura proposta final e psicológi- ca .Em virtude disso, essa revi- são de literatura se fundamenta em demostrar os efeitos da utili- zação dos análogos de GnRh na altura final antes e após os 8 anos
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de idade.
Palavra-Chave: Puberdade pre- coce, Análogo de GnRH, Altura.
Abstract: Earl puberty begins with activation of the gonadotro- phic axis before 8 years of age in girls and at 9 years of age in boys. One of the main concerns is the height because it accelera- tes the bone maturation process resulting in reduced height. The standard treatment for preco- cious puberty is the use of depo- sits of GnRh analogues with the proposal to minimize the effects on growth. As a result, this litera- ture review is based on demons- trating the effects of using GnRh analogues at the final height. Be- fore and after 8 years of age.
Keyword: Puberty preocoe, GnRH analog, Height
INTRODUÇÃO
A puberdade precoce é provocada pela ativação do eixo hipotálamo - hipófise - gonadal antecipadamente em meninas e meninos, aos 8 e 9 anos. Esse processo, pode ser ocasionado por lesões orgânicas no sistema nervoso central, alterações gené- ticas ou idiopáticas, acometendo cerca de 95% do gênero feminino por causas idiopática, e 50% dos meninos são por lesões orgâni- cas. Tais alterações, resultam no comprometimento da estatura fi- nal em decorrência do fechamen- to precoce da placas epifisárias de crescimento. O diagnóstico pode ser feito através de exames laboratoriais e de imagem. O tra- tamento consiste em utilizar dro- gas para o bloqueio puberal são os análogos de GnRh.
Em virtude disso, essa revisão de literatura tem como
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objetivo demonstrar os efeitos do tratamento com análogos de GnRH na estatura final, ao ini- ciar antes e após os oito anos de idade.
METODOLOGIA
Essa revisão de lite- ratura foi embasada nas fontes de pesquisa da Google scholar , Scielo e Pubmed .
RESULTADO E DISCUSSÃO
A puberdade precoce é um conjunto de patologias que engloba as variantes normais do crescimento, adrenarca e telar- ca precoce, e alterações físicas.
Habitualmente, a idade inicial para o desenvolvimento puberal adequado é de nove anos em me- ninos e oito anos nas meninas.
Muitas desenvolvem sinais pu- berais isolados, como a telarca,
pubarca sem o avanço do cres- cimento e da idade óssea. Tanto a puberdade precoce verdadeira (PPV) como a pseudo puberda- de precoce devido ao aumento dos esteroides sexuais, por atuar nas adrenais, gônadas e tireoide, pode levar a uma baixa estatura final esperada em comparação com outras crianças da mesma faixa etária e sexo.
Dentre as causas da pu- berdade precoce podemos citar as lesões orgânicas no sistema ner- voso central, os defeitos genéti- cos, ou idiopáticos. A puberdade precoce central (PPC) raramente acontece apresentando incidên- cia de 1 : 5.000 – 1 : 10.000. De acordo com a distribuição por gê- nero sexo entre meninas e meni- nos é esperado uma proporção de 3:1 e 23:1. As causas idiopáticas e orgânicas representam, 98% e 69% em meninas e 0 a 60% em meninos, respectivamente.
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O avanço desigual da maturação óssea decorrentes do fechamento antecipado da car- tilagem de crescimento, reduz a estatura final. O bloqueio da libe- ração das gonadotrofinas, na ida- de adequada e para os com PPC, resulta no bloqueio da liberação dos esteroides gonadais sendo capaz de prevenir ou restaurar o déficit da estatura.
Em decorrência disso, faz se necessário o diagnostico da PP que é clínico e laboratorial.
Nesse, é fundamental se pautar no surgimento dos caracteres se- xuais secundários, a velocidade de progressão e os estágios de Tanner. A curva de crescimento é indispensável, pois a velocida- de de crescimento, geralmente, apresenta aumento para faixa etária contribuindo para ajudar na conduta terapêutica. Os exa- mes laboratoriais, consistem nas dosagens dos esteroides sexuais
nos meninos, o aumento dos va- lores da testosterona é útil para avaliação da PP; já o estradiol é restrito, pois este hormônio os- cila seus valores e pode ter ní- veis baixos mesmo com a PPC;
a dosagem de Gonadotrofinas é importante para diferenciar se a origem é central ou periférico. O
“padrão-ouro” para o diagnostico da PPC é o teste de estimulação com GnRH. Outros hormônios podem ser dosados adicional:
como andrógenos adrenais, fun- ção tireoidiana, 17 OH proges- terona e determinação de hCG podem ser fundamentais para descobrir causas secundárias. Os exames de imagens, são: Ultras- sonografia pélvico (a medida lon- gitudinal do útero e o seu volume são os parâmetros mais fidedig- nos da puberdade). A idade óssea é determinada através do método de Tanner - Whitehouse (TW-20) para 20 núcleos das mãos e pu-
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nhos tem boa sensibilidade para o diagnóstico puberdade precoce.
A ressonância magnética é im- portante para avaliar a etiologia da PPC. Os pacientes, de forma geral, devem realizar uma avalia- ção por imagem da área hipotalâ- mica hipofisária.
A estatura final resulta do diagnóstico e tratamento an- tecipado. Na puberdade precoce central (PPC), é introduzir hor- mônios que atuariam bloqueando a liberação de LH, FSH e assim gerar ganho adicionais na esta- tura final e melhora muitas vezes do ganho do fato psicossocial.
A terapêutica utilizada no protocolo de puberdade pre- coce GnRH-dependente faz uso de análogos agonistas hiperativos do GnRH (GnRHa) de liberação lenta (depot).
Estes medicamentos, em poucos dias, reduzem os nú- meros de receptores do GnRH
(down-regulation) nos gonado- trofos hipofisários, causando a dessensibilização dos receptores por deslocamento do sinal de transdução intracelular.
Em decorrência disso, os análogos do hormônio libera- dor de gonadotrofina (GnRHa) são as medicação de escolha para melhorarem a estatura final em crianças com PPV. Os melhores resultados foram obtidos quando a idade de crescimento é inferior a seis anos de idade e até aos oito anos de idade porém com menor predileção ao avanço da estatu- ra final comparado com meno- res de seis anos de idade. O tra- tamento de meninas após estas idades com puberdade precoce, todavia, não apresentou beneficio da altura final observada em re- lação a estatura prevista no inicio do tratamento.
Através disso, conclui que não houve diferenças impor-
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tantes nos escores de desvio pa- drão da altura final (SDS) e SDS da altura inicial ao comparar o GnRHa e os grupos de controle de puberdade antes e após os oito anos de idade.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O uso de hormônios análogos de GnRH para o tra- tamento da puberdade precoce verdadeira com ênfase na esta- tura final, apresentou eficácia em idade inferior a seis anos de ida- de comparado a administração após os oito anos de idade, que não teve resultados significativos na estatura final, entretanto apre- sentou resultados dependentes da hereditariedade e outros fato- res que interferem na obesidade.
Ambas as faixas etárias tiveram em comum um beneficio satis- fatório na parte psicológica, que contribuíram para o tratamento.
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COMPLICATIONS IN LOCAL ANESTHESIA: WHAT ARE THEY? AND WHAT IS THE PERSPECTIVE
FOR THE FUTURE? LITERATURE REVIEW.
Paulo André da Silva Pinto1 Francismar Zamberlan Rausch2
1 Centro universitário ingá - UNINGÁ 2 Centro Universitário Ingá
Resumo: TEMA: O presente tra- balho é uma revisão de literatura sobre as principais complicações relacionadas aos anestésicos lo- cais trazendo também o que os artigos indicam sobre as incidên- cias futuras. OBJETIVO: Tratar sobre as principais complicações documentadas e utilizando as in- formações disponíveis, traçar um panorâma sobre as futuras inci- dências de complicações. MÉ- TODO: As informações obtidas
foram encontradas em pesquisas nos bancos de dados PubMed, MEDLINE, SciELO e Google Acadêmico. RESULTADO: As complicações encontradas foram:
Dor a injeção, quebra de agulha, trismo, hematoma, infecção, ede- ma, necrose, alergias, intoxica- ção, metahemoglobinemia ,alte- rações oftalmológicas, parestesia e complicações moduladas por alterações sistêmicas. Os autores concluem que nos próximos anos
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pode haver um aumento na inci- dência de complicações.
Palavras-chave: Odontologia;
Complicações; anestesia; Artica- ína; Incidência; morte.
Abstract: BACKGROUND:
The present work is a review of the literature on the main compli- cations related to local anesthe- tics and brings what the articles indicate about the incidences of the future. OBJECTIVE: To deal with the main documented com- plications and, using the availab- le information, draw a picture of future complications. METHOD:
The basic information was fou- nd in searches in the PubMed, MEDLINE, SciELO and Goo- gle Scholar databases. RESULT:
Complications found were: In- jection pain, needle breaking, trismus, hematoma, infection, edema, necrosis, allergies, into-
xication, methemoglobinemia, ophthalmic changes, paraesthe- sia and complications modulated by systemic changes. The au- thors conclude that the next few years may have an increase in the impact of complications.
Keywords: Dentistry; Compli- cations; anesthesia; Articaine;
Incidence; death.
INTRODUÇÃO.
Os Procedimentos ci- rúrgicos enfrentaram dois gran- des desafios ao longo da história, as infecções decorrentes da não utilização de medidas assépticas básicas e a grande dor que os tra- tamentos causavam. Em 1772, Joseph Priestley sintetizou o óxi- do nitroso ou “gás hilariante”, e embora seja relatado como pos- suindo um efeito analgésico in- teressante seus efeitos não eram convincentes. O éter fora desco-
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berto em 1275, mas apenas foi utilizado em humanos centenas de anos depois, quando em 1842 Crawford Williamson Long uti- lizou o éter para retirada de um tumor no pescoço de um paciente na cidade de Jefferson, Geórgia, no entanto, publicou seus resulta- dos apenas em 1848, neste inte- rim, o dentista de Boston, Mas- sachusetts, William T.G. Morton adquiriu fama, pois em 1846 realizou uma extração dentária usando éter, e publicou em um jornal local, quando um cirurgião ficou sabendo pediu para que o tal produto fosse usado na reti- rada de um tumor na mandíbula de um paciente, o procedimento foi bem suscedido e os resulta- dos foram publicados no Boston Medical and Surgical Journal.
O produto utilizado por Morton, embora fosse éter, era chamado de “Letheon”, numa analogia ao Mito Grego do Rio Lete, que se
dizia ter a capacidade de fazer os mortos esquecer os sofrimentos da vida. (FIZHARRIS, 2019)
Os anestésicos locais hoje usados na odontologia tive- ram sua origem a partir das fo- lhas de coca, o seu uso é descrito pelos povos incas no atual terri- tório do Peru. Em 1860, o explo- rador austríaco Carl von Scherzer enviou folhas de coca ao químico alemão Albert Niemann, o qual isolou o composto ativo e o cha- mou de Cocaína. Em 1884, Carl Koller, ofaltamologista austríaco, foi o primeiro a usar a cocaína durante um procedimento cirúr- gico em humanos. No entanto, a cocaína era perigosa, sendo car- diotóxica e causando dependên- cia. Buscando uma droga mais segura, e de ação mais prolon- gada, em 1943, o químico sueco Nils Löfgren em conjunto com Bengt Lundquist desenvolveram a Lidocaína. A Bupivacaína e a
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Mepivacaína tiveram seu desen- volvimento em 1957. A prilocaí- na foi produzida em 1959 por Nils Löfgren e Cläes Tegner. (TOBE;
TAKASHI; SHIGERU, 2018) Os anestésicos locais podem ser definidos como bases fracas que são unidas a um áci- do, formando o sal anestésico, no entanto, eles geralmente são encontrados em conjunto com vasosconstritores, substâncias utilizadas para aumentar o tempo de eficácia da ação anestésica e controlar sangramento, utiliza-se bissulfato de sódio como agente conservante para os vasoconstri- tores. (BARBOSA, 2018).
Os sais anestésicos po- dem ser divididos de acordo com a cadeia química apresentada, em amidas (lidocaína, mepiva- caína, bupivacaína, prilocaína, articaína, e outras) ou ésteres (cocaína, tetracaína, procaína, benzocaína entre outros). (MAS-
CARENHAS,2011).
A Articaína é um caso especial, pois possui tanto gru- pamentos amida como éster. (5.
YALCIN, 2019)
No que concerne ao mecanismo de ação, Silverthorn (2017) divide o neurônio em 3 fragmentos, os dendritos, corpo celular e o axônio, o primeiro re- cebe as informações provenien- tes das célular vizinhas (ex, corte de bisturi), o corpo celular abriga as organelas que realizam o me- tabolismo e é responsável por dar origem ao potencial de ação, e o axônio é responsável por trans- portar a informação para a célula seguinte. O potencial de ação é a informação sendo transmiti- da, e corresponde a uma despo- larização (“alteração”) da carga elétrica da membrana, essa mu- dança se dá através da abertura de canais de sódio no axônio, em outras palavras, a informação só
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pode ser transportada e conse- guentemente decifrada pela ação dos canais de sódio. Malamed (2013) explica que a teoria mais aceita para explicar o funciona- mento dos anestésicos locais é a do Receptor específico, nela os ditos canais de sódio apresentam um receptor especial, e os sal anestésico quando interage com ele causa uma diminuição da permeabilidade do canal aos íons sódio (impedindo a passagem do íon), dessa forma não ocorreria a despolarização da membrana e consequentemente o impulso não seria conduzido, gerando para o paciente a não percepção da sen- sação dolorosa.
Matsuura (1989) desco- briu em sua pesquisa no Japão, que mais da metade (54,9%) das complicações durante tratamen- tos odontológicos acontece du- rante a fase de anestesia.
Almeja-se neste traba-
lho revisar as principais compli- cações encontradas, bem como evitar as tais, e ao final, compi- lando informações atualizadas sobre a população brasileira, confeccionar uma perpectiva so- bre o que pode ser enfrentado nos próximos anos.
REVISÃO DE LITERATURA
Dor a injeção.
Sousa (2002) define dor como uma experiência subjetiva e particular, sendo ou não rela- cionada a lesões em tecidos, seja um dano real ou potencial, dessa forma a dor não pode ser mensu- rada por qualquer instrumento atualmente existente, ao contrá- rio de outros sinais, como o peso ou a temperatura. Na odonto- logia, a dor a administração do anestésico é a complicação mais comumente encontrada. (OGLE;
MAHJOUBI, 2012).
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Ela geralmente está re- lacionada a uma aplicação mui- to rápida do agente anestésico, e também a realização de técnicas incorretas, utilização de agulhas farpadas, lesões a ventres mus- culares e a nervos. (CAMPELO, 2006)
Ogle (2012) explica que é dificil após uma extração den- tária por exemplo, determinar se a dor é pela injeção ou pela exodontia, no entanto, principal- mente quando a dor é por lesão leve ao nervo alveolar inferior, a melhora costuma ocorrer em pe- ríodo de 5 a 10 dias, é indicado a prescrição de AINES, com admi- nistração a cada 4 ou 6 horas.
Como prevenção, é im- portante que a substância seja administrada lentamente e que a mesma esteja com temperatura próxima da corporal, na neces- sidade de multiplas penetrações com a agulha, recomenda-se que
ela seja trocada, dependendo do procedimento a utilização de anestésicos tópicos está bem in- dicada, e é de vital importância saber qual técnica utilizar, tendo em vista as particulares do caso, bem como saber realizar a mes- ma. (YALCIN, 2019)
Quebra da agulha.
Como o nome mesmo diz, corresponde a fratura da agulha durante a administração do agente anestésico, dessa for- ma o fragmento fraturado fica aderido ao tecido. Didaticamente dividiremos a fratura em tipo I e tipo II. No tipo I, o local da que- bra foi fora do tecido, portanto uma porção do instrumento fra- turado fica visível e então é pos- sível a remoção do mesmo com a utilização de uma pinça hemos- tática. No tipo II a agulha fratu- rou dentro do tecido, dessa forma
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o estilhaço não é perceptivel e a remoção não se torna possível no momento. A quebra está re- lacionada geralmente a técnicas incorretas, movimentos do pa- ciente e agulhas com defeito de fabricação. (YALCIN, 2019)
Malamed (2010) diz que após a introdução do uso de agulhas descartáveis de aço ino- xidável a incidência deste tipo de complicação diminuiu bastante.
A quebra da agulha em si não é um grande problema, pois o fragmento muito provavelmen- te migrará poucos milímetros e será envolvido por tecido fibroso em pouco tempo, a adversidade encontrada é a remoção do esti- lhaço que muitas vezes pode ser sobremaneira traumática. (CAM- PELO, 2006)
Ogle (2012) evidencia que a cerca de 94% das fraturas de agulhas se deram durante o processo de anestesia do nervo
alveolar inferior, dessa forma é recomendado cuidado nestes blo- queios. Bem como sempre avisar o paciente da penetração, pois do contrário o mesmo pode se movi- mentar numa tentativa reflexa de proteção, gerando quebra do ma- terial, nunca se deve inserir com- pletamente a agulha no tecido, pois a porção mais próxima do canhão é mais frágil, o que au- menta o risco de fratura. (CAM- PELO, 2006)
Se a prevenção não foi suficiente e ocorreu a fratura, re- comenda-se, se a quebra for do tipo I, tentar a remoção imedia- tamente, no entanto, se a retirada não for possível ou em caso de fratura tipo II, é imprescindível manter a calma, avisar o pacien- te e instruí-lo a fazer o mínimo de movimento, e encaminha-lo imediatamente a um profissional buco-maxilo-facial, que procede- rá com o caso. O mesmo deverá
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realizar radiografias ou, mais indicado, uma tomografia tridi- mensional computadorizada para localizar o fragmento, e então assim considerar se a remoção deve ser realizada, pois se o ris- co ou o trauma for maior que o benefício a porção da agulha fra- turada deve ser deixada no local.
(CRUZ, 2013)
Trismo.
Blanton (2003) define o trismo como uma limitação da abertura bucal causado por um espasmo nos músculos da man- díbula, sendo o nervo pterigóideo medial o mais comumente afeta- do. Pode ser causado por uma le- são diretamente no músculo du- rante a penetração da agulha, por uma hemorragia (o sangue ex- travasado pode irritar as células musculares), por uma infecção ou por ação do próprio anestési- co, pois como é dito por Campe-
lo (2006), os agentes anestésicos possuem certo potencial miotó- xico (tóxico para os músculos), podendo levar a uma necrose das fibras musculares. É uma com- plicação relativamente comum, mas bem desconfortável para o paciente, pois geralmente está aliada a dor, dificuldades para se alimentar, entre outras.
O tratamento é direcio- nada na tentativa de reduzir o risco de formação de tecido cica- tricial fibroso, o que levará a uma diminuição da amplitude do mo- vimento no decorrer do tempo.
(OGLE; MAHJOUBI, 2012).
É indicado a prescrição de AINES nas primeiras 48 a partir da observação da condição, se a mesma não regredir realizar compressas quentes e umideci- das por uma período de 20 minu- tos a cada uma hora, bem como a realização de bochechos com uma solução salina morna (para
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confecção desta adicionar uma colher de chá de sal em uma copo com de água morna), deve-se ad- ministrar analgésicos (paraceta- mol 750mg ou dipirona 500mg), e se for o caso, relaxantes mus- culares (a orfenadrina é uma boa opção, pois existem formulações onde ela está associada a dipiro- na). É necessário realização de fisioterapia, nela deve-se evitar movimentos demasiadamente rápidos e fortes, pode-se instruir o paciente a utilizar uma goma de mascar em intervalos curtos, seguido de alongamentos suaves.
(OGLE; MAHJOUBI, 2012).
Se a limitação da aber- tura bucal iniciar 2 ou 3 dias após a anestesia, ou se passados mais de 3 dias desde o início do tratamento com as compressas e exercícios fisioterápicos o trismo não regredir, deve-se considerar que a origem é pela presença de um processo infeccioso e então
proceder com administração de antibióticos. (OGLE; MAHJOU- BI, 2012).
Diversas vezes é pra- ticamente impossível impedir o aparecimento do trismo, no en- tanto, constituem medidas pre- ventivas um correto e minucioso estudo das estruturas anatômi- cas, bem como realizar a técnica anestésica apropriadamente, ser sobremaneira cauteloso com a manutenção da cadeia asséptica e evitar penetraçãos repetitivas com a agulha. (YALCIN, 2019)
Hematoma.
Hematomas correspon- dem a liberações de sangue para espaços extravasculares, como resultado de lesões a vasos san- guíneos. O corte pode atingir tanto veias como arterias, no entanto, no primeiro caso po- de-se nem formar o hematoma, enquanto que no segundo o ex-
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travasamento acontece rapida- mente, pois este apresenta uma pressão significativamente maior.
(MALAMED, 2013)
Os derrames sanguíneos estão geralmente associados com o bloqueio dos nervos alveolares superiores posteriores, infraorbi- tários e mentual, isso se deve ao fato de que quanto mais denso o tecidos menor a probabilidade do aparecimento de hematomas, isso explica o fato de hematomas raramente surgirem no palato duro, e aparecerem com maior freguência na região infraorbi- tária e mentual. (MALAMED, 2013)
Este tipo de lesão pode levar a aumento de volume e alte- rações na coloração da pele, sen- do desagradável para o pacien- te, podendo também causar dor, trismo e infecções. (CAMPELO, 2006)
Yalcin (2019) diz que
imediatamente após a percepção da formação do inchaço deve ser realizada pressão dígital por no mínimo 2 minutos para parar a hemorragia. É indicado o uso de compressas frias no local da le- são (o frio possui propriedades vasoconstritoras) nas primeiras 24 horas, também pode-se re- alizar massagem no local com creme a base de heparina, os au- tores recomendam Trombofob®
Pomada (constituída de heparina sódica e nicotinato de benzila).
Se os hematoma for demasiada- mente grande é indicado a admi- nistração preventiva de antibióti- cos, para prevenir infecções.
Como prevenção, Ma- lamed (2013) recomenda não re- alizar diversas penetrações com a agulha, bem como ter conheci- mento sobre a anatomia e consi- derar as variações existentes no paciente, como tamanho, consti- tuição corpórea, entre outras.
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Infecção.
Ferrarini (1997) define infecção como “penetração e de- senvolvimento ou multiplicação de um agente infeccioso no or- ganismo do homem ou de outro animal”, na anestesia local a agu- lha pode estar contaminada ou durante a penetração desta, levar o agente infeccioso da superfície para dentro do tecido, no entanto, com a implementação de agulhas e tubetes descartáveis, a incidên- cia desta complicação diminuiu, tornando-a bastante rara. (MA- LAMED, 2013)
Se não tratada pode le- var a trismo, e no caso de infec- ções decorrentes de bloqueios em tecidos mais profundos, como do Nervo Alveolar Inferior, a conta- minação pode gerar compressão da laringe e dificuldades respira- tórias. (MALAMED, 2013)
O tratamento deve
ser realizado com antibióticos, preferencialmente amoxicili- na (500mg), em associação ou não com metronidazol (250mg ou 400mg), para pacientes alér- gicos recomenda-se clindami- cina (300mg) ou azitromicina (500mg). (CRUZ, 2006)
Para a prevenção, é indi- cado o uso de antisséptico bucal a base de gluconato de clorexidina 0,12% previamente a anestesia, não realizar a técnica anestési- ca em aréa infectada, bem como manipular a agulha e tubete de maneira apropriada, desinfectan- to ambos com PVPI 10% (poli- vinil pirrolidona) ou álcool 70%.
(YALCIN, 2019)
Edema.
Edema ou tumefação constitui um aumento do teci- do, geralmente pelo acúmulo de líquidos, e pode ocorrer por trauma, alergia, infecção, hemor-
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ragia ou pela administração de soluções irritantes e geralmente causa dor. O angioedema here- ditário também pode acontecer, pois os agentes anestésicos po- dem ser o estopim de um ataque, ele acomete a face e superfícies mucosas do trato digestivo e res- piratório. (MALAMED, 2013)
Existe também o edema angioneurótico hereditário, que pode ser definido por crises repe- tidas de edema não inflamatorio, atingindo face, vias aéreas supe- riores e parede intestinal, geran- do dificuldades respiratórias e cólicas abdominais, o diagnósti- co é laboratorial, definido pela carência do inibidor C’1-esterase, este tipo de edema pode ser cau- sado pelo uso de anestésico tó- pico, afetando língua, faringe e/
ou laringe, sendo potencialmente fatal. (MALAMED, 2013)
As conseguências, bem como o tratamento está relacio-
nado a causa do edema, se for pela administração de agente ir- ritante tem resolução em poucos dias, não necessita de tratamento específico, mas a prescrição de analgésicos pode ser necessário.
O edema oriundo de infecção exige tratamento com antibió- ticos (utilizar mesma conduta descrita anteriormente para in- fecção). Por trauma ou hemor- ragia pode ser aplicada gelo nas primeiras 24 horas e prescrever analgésicos. Em contrapartida, edemas por origem alérgica são potencialmente perigosos, pois bloqueiam as vias respiratórias podendo levar a morte. (MALA- MED, 2013)
É valido lembrar que procedimentos cirúrgicos fisio- logicamente causam edema, que geralmente alcançam seu ápice 48 a 72 horas após o procedi- mento. Como prevenção para este tipo de edema, os autores re-
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comendam adminstração de um AINE ou corticosteróides, como dexametasona 8mg uma hora an- tes do procedimento por via pa- renteral. Também é importante realizar uma técnica atraumática, bem como conduzir uma anam- nese detalhada, podendo assim descobrir acerca de eventuais reações alérgicas. (CAMPELO, 2006)
Necrose.
Necrose pode ser defi- nida como a morte das células do tecido, podendo ser por coagula- ção/isquemia, liquefação (decor- rente de infecções bacterianas ou fúngicas), fibrinóide (relacionada com doenças imunes afetando a parede dos vasos), gangrenosa (afeta as extremidas do corpo) e gordurosa (destruição do tecido adiposo). Pensando na relação com os anéstesicos locais, tra- taremos da necrose por coagu-
lação, que corresponde a morte celular causada por hipóxia ou isquemia (falta de oxigênio e nutrientes), o que altera seu me- tabolismo e causa desnaturação/
alteração das proteínas célulares.
(KUMAR, 2010)
Os anestésicos podem irritar a membrana dos tecidos, causando descamação epitelial, bem como os vasoscontritores podem comprimir demasiada- mente os vasos, prejudicando a nutrição das células, levando a morte destas. Tal quadro gera bastante dor e tem potencial para a manifestação de processos in- fecciosos. A presença de agentes irritantes também pode levar a formação de um abscesso esteril, onde haverá acúmulo de pus na derme ou tecido subcutâneo mas sem presença de micro-organis- mos. (MALAMED, 2013)
Geralmente nestas si- tuações nenhum tratamento é
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necessário, pois a descamação tende a se resolver em poucos dias, no entanto, a retirada do tecido necrótico pode acelerar a cicatrização, os autores indicam irrigação com soro fisiológico para limpeza e PVPI 10% para prevenir infecção. Para dor pode ser preescrito um AINE e uma pomada tópica para diminuir ir- ritação, para o abscesso estéril a resolução será de 7 a 10 dias, sempre ressaltando a necessidade de instruir e acalmar o paciente.
(MALAMED, 2013)
Para prevenção é im- portante minimizar o contato do anestésico com a mucosa e não utilizar anestésicos com va- soconstritores demasiadamente concentrados, pois aumentará o risco de isquemia. (CAMPELO, 2006)
Alergia.
Uma reação alérgica
ou reação de hipersensibilidade constitui o fato do organismo reagir anormalmente a determi- nada substância, gerando mani- festações cutâneas (eritema, pru- rido) alterações gastrointestinais (como náuseas e vômito), respira- tórias (dispneia, edema de larin- ge), e cardiovasculares (taquicár- dia, desmaio e parada cardíaca) entre outras, tal complicação pode ser, em casos graves, fatal.
(CUMMINGS; YAMASHITA, MCANDREWS, 2011)
A reação de hipersensi- bilidade pode se dar por conta- to com o próprio anestésico, ou com outras substâncias, dessa forma é necessário uma Prova de Provocação (teste onde o agente é depositado na área subcutânea e então a reação é avaliada, este deve ser realizado por profissio- nal especializado) para constatar qual foi a substância que provo- cou a reação, pois o látex e ou-
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tros materiais também podem despertar respostas indesejáveis.
(MASCARENHAS, 2011)
Malamed (2013) cita o bissulfato de sódio como um agente cada vez mais relevante no desencadeamento das reações, uma situação de nervosismo pe- rante o atendimento, popular- mente conhecida como Síndrome do jaleco branco também pode se passar por uma reação alérgica.
As reações mais fre- guentemente encontradas são do tipo I e tipo IV, a primeira é ime- diata e é a única que pode ser fa- tal para o paciente, caracteriza-se por uma liberação de histamina e outros mediadores, causando au- mento da permeabilidade vascu- lar e contração do músculo liso, gerando urticária, angioedema, broncoespasmo (estreitamento da luz dos brônquios) e/ou hipoten- são, considerando a via de admi- nistração e tempo decorrido os
sintomas podem se agravar.4, 16 A conduta vai variar dependendo da gravidade e con- seguentemente dos sinais apre- sentados pelo paciente. Sinais cutâneos não apresentam gran- des riscos, no entanto, podem ser a primeira manifestação de problemas futuros, portanto é de vital importância estar atento e iniciar o tratamento assim que os sintomas forem percebidos.16 Como prevenção, uma anamne- se detalhada possibilitará muitas vezes a descoberta destas parti- cularidades, bem como é neces- sário que o profissional tenha o conhecimento necessário para saber diagnosticar e também agir frente ao caso, tendo os medica- mentos e instrumentos necessá- rios e sobretudo o conhecimento para utilizá-los. (MALAMED, 2013)
Intoxicação/superdosagem.
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Malamed (2013) deter- minada a superdosagem como um aumento da concentração sanguínea de determinado fár- maco, aqui trataremos logica- mente dos anestésicos locais e vasoconstritores. É comum pen- sarmos que este quadro se mani- feste apenas pela administração excessica das substâncias em questão, no entanto, outros fato- res se apresentam, pois cada pa- ciente manifesta peculiaridades.
No trabalho de Montan (2007) encontramos que 28%
dos casos de morte listados por ação da anestesia em adultos se deu por superdosagem, no en- tanto, com as crianças essa por- centagem sobe para 77,7%, isso se deve ao peso reduzido dos in- fantes, sendo portanto necessário uma quantidade menor do anes- tésico para desencadear reações indesejáveis, aliado a uma não completa formação dos sistemas
de absorção, metabolismo e ex- creção. (BARBOSA, 2018)
A toxicidade decorrente da superdosagem envolve sobre tudo o Sistema Nervoso Central e o Sistema Cardiovascular. No primeiro causa inquietação, ner- vosismo e tremores, chegando até convulsões, no segundo, dimi- nuição da excitabilidade elétrica, da velocidade e força de contra- ção. O primeiro sinal comumente relatado pelo paciente é a sensa- ção de gosto metálico na boca, os sinais se não controlados pode le- var a morte. (BARBOSA, 2018)
Durante a anamnese é importante estar atento a determi- nados medicamento, pois tendem a potencializar os efeitos tóxicos, são eles meperidina (analgésico), fenitoína (antiepiléptico), quini- dina (antiarrítimico) e desiprami- na (antidepressivo), por mecanis- mos de competição plasmática e alteração na velocidade de bio-
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transformação, estes fármacos acabam por aumentar os níveis sanguíneos dos agentes anestési- cos. (SANTOS, 2012)
Se o paciente apresen- tar um quadro de intoxicação, o profissional antes de tudo deve permanecer calmo, interrom- per administração do anestési- co, oferecer oxigênio, posicionar o paciente em decúbito dorsal, confeccionar acesso venoso, mo- nitorar sinais vitais, administrar midazolam 5 a 15mg ou diaze- pam 5 a 10mg para controlar convulsão (ambos podem levar a parada respiratória, portanto estar preparado para ventilação mecânica), chamar socorro médi- co. (BARBOSA, 2018)
Sociedades de aneste- siologia de vários países indicam o uso de emulsões lipídicas como tratamento para intoxicação com anestésicos locais. Udelsmann22 traz a conduta de administrar
0,7 a 1,3g/kg/dia e monitorar os níveis de triglicérides, sendo a infusão reduzida se eles atingi- rem 400mg/dl e interrompida em 1000mg/dl, usando soluções de 20%. É de vital importância que consultórios odontológicos tenham esse produto bem como condições e conhecimento para realizar a administração. A inje- ção do anestésico dentro dos va- sos é um dos principais motivos para o desencadeamento de pro- blemas sistêmicos deste gênero, portanto, uma injeção anatômi- camente correta é imprescindí- vel e como já mencionado uma anamnese adequada, lembrando sempre de considerar a quantida- de máximo de tubetes permitido.
Metahemoglobinemia.
Nascimento (2008) defi- ne a metahemoglobinemia como uma síndrome causada pelo au- mento da concentração de meta-
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moglobina no sangue. Uma mo- lécula de hemoglobina comum apresenta 4 átomos de ferro no estado ferroso (Fe2+), no en- tanto, quando se transforma em metamoglobina os 4 atómos de ferro estarão no estado férrido (Fe3+), e com essa alteração não é mais possível a ligação do O2 com o átomo de ferro, em outras palavras, não se transporta mais oxigênio. Essa alteração pode ser causada por problemas congêni- tos, durante a síntese ou no meta- bolismo da hemoglobina ou pelo contato com determinados agen- tes químicos, como a prilocaína e benzocaína. (YALCIN, 2019)
Os primeiros sinais e sintomas geralmente surgem de 3 a 4 horas após administração, e incluem cianose quando a taxa de metemoglobina está entre 10% e 20%, quando atinge 35% a 40% o paciente manifesta dispneia e ta- quicardia, se não tratado pode le-
var a morte. O diagnóstico é feito com o uso de oxímetro de pulso ou com análise do sangue arte- rial. (CUMMINGS; YAMASHI- TA, MCANDREWS, 2011)
Na hipótese dessa com- plicação se manifestar é necessá- rio interromper a administração do anestésico, oferecer oxigênio (100%). O azul de metileno é des- crito como um antídoto específi- co, pois aumenta a taxa de trans- formação de metamoglobina para hemoglobina, este deve ser ministrado na dose de 1 a 2mg/
kg, dado como 01,ml/kg de uma solução de 1% por via intraveno- sa por cerca de 5 a 10 minutos.
(YALCIN, 2019)
Não existem muitas me- didas para prevenção desta com- plicação, no entanto, na anam- nese o paciente pode relatar que já manifestou esse quadro, o que permite que o profissional este- ja atento para uma possível re-
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corrência, bem como fatores de risco, como cirrose, disfunção renal, e doenças cardíacas e pul- monares. (YALCIN, 2019)
No trabalho de Guay24 ele constatou a grande relação entre casos de metahemoglobi- nemia com o uso de benzocaí- na, afirmando que este produto não deveria ser mais utilizado, e recomenda que prilocaína não deva ser usada em crianças me- nores de 6 meses, em mulheres grávidas ou em pacientes que tomem drogas oxidantes, Mala- med7 afirma que a dose máxima de prilocaína não pode passar de 6mg/kg, mas Guay24 traz a dose limite de 2,5mg/kg.
Alterações oftalmológicas.
O grupo das alterações oftamológicas abrigam alguns sinais e sintomas que podem se manifestar em decorrência do
uso de anestésicos locais, são eles amaurose (cegueira temporária), embaçamento da visão, midríase (dilatação pupilar), ptose (pálpe- bra caída), diplopia (visão dupla), manifestações semelhantes a Sín- drome de Horner (ptose, enoftal- mia, que corresponde a um afun- damento do globo ocular dentro da órbita e miose) e até ceguei- ra permanente. (CUMMINGS;
YAMASHITA, MCANDREWS, 2011)
Boynes (2010) cita um caso bastante emblemático, quando em 1957 um paciente re- cebeu uma anestesia local de pro- caína 2% e adrenalina (1: 50000), a princípio o mesmo relatou uma sensação de cor azul seguida de percepção reduzida da luz, um exame realizado 4 dias após o procedimento evidenciou danos na retina gerando cegueira per- manente. Embora o quadro seja sobremaneira pesaroso, se mani-
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festa como um caso isolado, pois complicações oftalmológicas são bastante raras e na sua grande maioria se resolvem rapidamen- te e sem necessidade de inter- venção, sendo a mais facilmente encontrada a diplopia. (CRUZ, 2006)
A teoria mais aceita para explicar a ocorrência de compli- cações oftálmicas, de acordo com Roberts e Sowray (1987), é que o profissional tenha injetado a solu- ção anestésica dentro de um vaso sanguíneo e este tenha conduzi- do a substância para a cavidade ocular, também é necessário que o vaso tenha padrões incomuns, como uma anastomose (comuni- cação entre dois vasos). Também é relatado a hipótese da difusão do anestésico a partir das fossas pterigopalatinas e infratemporais via fissura orbital inferior, afe- tando nervos oculomotor, trocle- ar, abducente e o ramo oftálmico
do trigêmio, o que explicaria a paralisia dos músculos oculares e por consequência os casos de diplopia, isso sobretudo em blo- queios do nervo alveolar superior posterior ou bloqueio do nervo maxilar. (CRUZ, 2006)
Se uma alteração deste tipo acontece é imprescindível acalmar o paciente, explicando que ela tende a melhorar rapi- damente, geralmente assim que o efeito anestésico cessa, bem como instruí-lo a não voltar para seu domicílio sozinho, e em caso da não regressão do quadro den- tro de 6 horas encaminha-lo para um médico oftalmologista. Para prevenir, recomenda-se sem- pre realizar diversas aspirações durante a realização da técnica anestésica (para evitar depositar dentro de uma vaso) administran- do a solução lentamente e levan- do sempre em consideração as relações anatômicas. (BOYNES;
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ECHEVERRIA; ABDULWA- HAB, 2010)
Parestesia.
Parestesia é um grupo de desordens de caráter nervoso, conhecidas como neuropatias. O paciente pode manifestar desde perda total da sensibilidade (qua- dro conhecido como anestesia persistente), disestesia (queima- ção ou formigamento), alodinia (sensação dolorosa oriunda de um estímulo que normalmente não causa desconforto), hiperes- tesia (excesso de sensibilidade), até cócegas. (MOORE; HAAS, 2010)
A fisiopatologia da pa- restesia ainda não está comple- tamente elucidada, mas o pen- samento mais aceito é de que a origem da desordem se dá pela junção de fatores mecânicos e químicos, onde o primeiro equi- vale a trauma direto da agulha
ao nervo e o segundo a uma neu- rotixicidade que os anestésicos podem manifestar, sobretudo aqueles que apresentam concen- trações mais elevadas, como a articaína e a prilocaína. (GAF- FEN,; HAAS, 2009)
Uma outra teoria é de que a técnica anestésica gere uma hemorragia no interior ou ao redor da bainha de mielina, e a pressão criada leve a degenera- ção das fibras nervosas. (CRUZ, 2006)
Embora o mecanismo de formação da injúria não este- ja completamente descoberto, as pesquisados mostraram relação direta do anestésico utilizado com o desenvolvimento da pares- tesia. Hass e Lennon (1995) con- duziram um estudo retrospectivo do período compreendido entre 1973 e 1993 para avaliar o núme- ro de intercorrências deste tipo, descobrindo que os dois princi-
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pais agentes causadores eram a articaína e prilocaína (ambos na concentração de 4%), e que hou- ve um aumento no número de casos após a introdução da arti- caína no mercado canadense em 1985. Uma outra pesquisa reali- zada na Dinamarca por Legarth (2004) descobriu que 88% das parestesias relatadas foram pela aplicação de articaína 4%, na Dinarmarca a prilocaína é dispo- nilizada na concentração de 3%
e não foi relatada relação com a
inciência de parestesia. Garisto (2010) mostra em sua pesquisa que durante o período de 1997 até 2008, 51,3% das parestesias nos Estados Unidos da América era a articaína 4% o anestésico utilizado, 42,9% a Prilocaína 4%
e Gaffen (2009), avaliando os ca- sos relatados entre 1999 e 2008, encontrou que em 59,9% dos ca- sos a articaína 4% fora utilizada e em 15,9% a prilocaína 4% esta- va envolvida.
Figura 1: Casos documentados de parestesia nos EUA entre 1997 e 2018
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Fonte: Garisto (2010)
A articaína entrou no mercado estadunidense no ano de 2000, observe na figura 1 que rapidamente sua curva ascende.
Como supracitado, a prilocaína 4% é relatada como tendo rela- ção com os casos de parestesia, no entanto, na Dinamarca sua concentração diminui para 3%
e não manifesta associação com uma maior incidência, dessa for- ma, a neurotoxicidade do anesté- sico mostra não ser dependente da droga em si, mas da concen- tração apresentada. (GAFFEN;
HAAS, 2009)
O nervo mais afetado é o Nervo Lingual, pois seu padrão fascicular é tipicamente inferior a outros, como do alveolar inferior, podendo ser até unifascicular em alguns indivíduos, isso o torna mais suscetível a neurotoxicidade do anestésico; o segundo nervo
mais afetado é o alveolar inferior.
(GAFFEN; HAAS, 2009)
Existem atualmente poucos tratamentos disponíveis para casos de parestesia, no en- tanto, microcirurgias no nervo afetado tem mostrado resulta- dos interessantes, porém mais pesquisas devem ser realizadas (MOORE; HAAS, 2009), o tra- balho de Queral-Godoy (2006) revela que a recuperação comple- ta da função nervosa acontece em cerca de 90% dos paciente, mas se o quadro persistir por mais de 9 meses as chances de restaura- ção são ínfimas.
Quando notada a pares- tesia é importante informar o pa- ciente sobre a grande chance de melhora, mas isto pode levar se- manas ou meses, o mesmo deve retornar ao profissional a cada 20 dias para verificação da extensão
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e andamento da lesão; passados mais de 4 meses e não havendo remissão do quadro deve-se en- caminhá-lo para um neurologis- ta. (CRUZ, 2006)
Recomenda-se a não utilização da articaína 4% e da prilocaína 4% para bloqueios anestésicos, sendo sua utilização restrita apenas as técnicas infil- trativas, deve-se estar atento nas aplicações próximas ao osso, pois nelas pode-se deformar a agulha e esta por sua vez tem potencial de causar injúrias aos nervos.
Complicações moduladas por alterações sistêmicas e/ou pro- blemas prévios.
Durante o levantamento de dados ficou constatado a exis- tência de uma classe de compli- cações que até então não haviam sido tipificadas, embora a lite- ratura já citasse estas situações
elas não eram agrupadas em uma mesma categoria; estas são aque- las situações fortemente associa- das com iatrogenias, embora não necessariamente estejam unidas, onde uma quantidade normal de anestésico foi administrado (por- tanto não está relacionada com uma superdosagem), no entan- to, pela interação da substância anestésica com uma alteração e/
ou problema prévio que o pa- ciente manifeste, gerou um dano para o mesmo. Quadros de hiper- tensão descontrolada, diabetes, disfunção hepática, disfunção renal, gravidez, administração em pacientes idosos, e uso de determinados medicamentos são situações que, aliada ou não a um erro na escolha do anestésico po- dem ser prejudiciais ao paciente.
(SOARES, 2006).
Segue um quadro com as indicações e contraindicações dos anestésicos locais.
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Quadro 1: Indicações e contraindicações dos anestésicos locais
FONTE: Adapt. Soares (2006)
Sobre o quadro acima cabe ressaltar que em pacientes hipertensos controlados ou que apresentem arritmias ventricula- res não está contraindicado o uso de anestésicos com vasoscontri- tores, apenas em casos em que o paciente está descompensado o uso não é indicado. (CÁCERES, 2008)
A adrenalina é contrain- dicada para pacientes diabéticos
pelo fato desta ser uma substãn- cia hiperglicêmica, agindo de maneira oposta a insulina, o que não acontece com a felipressi- na. A articaína e anestésicos do grupo éster não sofrem meta- bolização pelo fígado, em vez disso sofrem ação das pseudo- colinesterases séricas em ácido aminobenzóico (PABA) no plas- ma sanguíneo, dessa forma não ficam circulando na forma ativa,
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e mesmo com uma alteração re- nal estarão presentes de maneira inerte. Já a mepivacaína tem uma taxa de metabolização baixa no feto, e prilocaína induz metahe- moglobinemia no mesmo e a feli- pressina pode levar a contrações uterinas, o que faz com estes 3 últimos não sejam indicados para pacientes gestante. (MASCARE- NHAS, 2011)
Daubländer (1997) em sua pesquisa na Alemanha mos- trou a importância clínica dos fatores de risco, pois em 2731 pacientes avaliados 45,9% apre- sentavam pelo menos um fator de risco, sendo o mais comum as doenças cardiovasculares.
Um exemplo de com- plicação modulada por altera- ções sistêmicas e/ou problemas prévios é trazido por D’eramo (2008), onde uma paciente com histórico de insuficiência cardía- ca congestiva de 77 anos recebeu
lidocaína (2%) com epinefrina para realização de extrações den- tárias, após o procedimento de- senvolveu um quadro de insufici- ência cardíaca congestiva aguda e edema pulmonar, e veio a óbito em 48 horas, nesta situação te- mos uma fragilidade preexis- tente que foi potencializada pela administração de um anestésico local, exemplificando este grupo de complicações.
Para prevenção destas situações é imprescindível a rea- lização de uma anamnese minu- ciosa, onde o profissional não só deverá estar ciente das enfermi- dades apresentadas mas saberá como lidar com elas, seja pela alteração no anestésico de esco- lha ou até postergar o tratamento para um período onde o pacien- te esteja com a alteração sistê- mica controlada, como no caso de pacientes grávidas, embora a lidocaína possa ser utilizada
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em pacientes no 2º trimestre da gestação o ideal é que o proce- dimento, se possível, apenas seja realizado após o parto. (VAS- CONCELOS, 2012)
DISCUSSÃO.
Existe uma vasta gama de situações indesejadas que po- dem acontecer em decorrência da aplicação de anestésicos locais, e embora sempre devamos ser sobremaneira minuciosos nem sempre conseguiremos evitá-las, no entanto, é obrigação do cirur- gião-dentista dispor dos meios e técnicas necessárias para realizar a tentativa de minimizar o dano.
Uma anamnese deta- lhada, uma técnica anestésica adequada e conhecimento ana- tômico são na maioria das vezes suficientes para reduzir a chance de intercorrências a valores pró- ximos de zero, contudo, o ines- perado acontece. Suponha-se que
em um atendimento de rotina, com utilização de mepivacaína associada com epinefrina para extração de um terceiro molar inferior direito (48), poucos mi- nutos após a anestesia o paciente manifesta erupções eritemato- sas na pele que não são percebi- das pelo profissional, em pouco tempo o operador ouve sibilos e posteriormente o paciente sente dificuldade para respirar, com bloqueio das vias respiratórias. É esperado nesta situação que o ci- rurgião-dentista saiba como pro- ceder, inicialmente entrando em contato com equipes de socorro e posteriormente sabendo admi- nistrar medicamentos e executar técnicas que podem ser a diferen- ça entre a vida e a morte para o paciente.
Durante o levantamen- to dos dados uma situação ficou evidente, e ela é composta por 2 vertentes. A primeira são as pes-
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quisas desenvolvidas por Bocco- lini (2016), Freire (2017) e Massa (2019), que constataram um au- mento no número de indivídu- os portadores de comorbidades sistêmicas, como diabetes, alte- rações cardiovasculares, entre outras, que como já supracitado são determinantes na escolha dos anestésicos e nas condutas dentro do consultório. Boccolini (2016) traz que as DCNTs (Do- enças crônicas não transmissí- veis, como hipertensão, diabe- tes e outras) são responsáveis por cerca de 70% das mortes no Brasil. As alterações no sistema cardiovascular são responsáveis por 31,8% dos óbitos, sendo por- tando a principal causa de morte no País. (2019) Tais condições se não acompanhadas por um pro- fissional podem ser uma ameaça a vida, e dentro dos consultórios um fator predisponente para com- plicações. Em suma, as pesquisas
citadas acima demonstram que a população brasileira está ficando mais doente.
A segunda vertente é que os profissionais não estão sabendo realizar a escolha do anestésico, bem como realizar a técnica anestésica, fato que fi- cou evidenciado no trabalho de Antunes (2007), onde é dito que 96,6% dos alunos analisados não realizavam os cálculos de do- sagem para saber a quantidade máxima de tubetes que poderiam ser administrados, expondo o pa- ciente ao risco de superdosagem/
intoxicação. O estudo de Silva43 traz que apenas 3,85% dos pes- quisados sabiam e consideravam o peso do paciente, e 100% dos alunos não realizam aspiração prévia, esta por sua vez deve ser sempre realizada, pois é a forma de saber se a administração do anestésico se dará dentro de um vaso sanguíneo, o agente sendo
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aplicado intravascular aumenta os riscos sistêmicos e a chance de superdosagem relativa, em pa- ciente pediátricos e/ou sensíveis podem constituir um risco a vida.
E o trabalho de Vasconcellos (2010) concluiu que a maioria dos entrevistados não sabiam indicar o sal anestésico de primeira es- colha para pacientes diabéticos, asmáticos, com hipertireoidis- mo e usuários de medicamen- tos antidepressivos, a aplicação incorreta pode precipitar crises, como tubetes contendo adrena- lina e vasoconstritores podem gerar crises hiperglicêmicas em pacientes diabéticos. Enfim, esta segunda vertente nos diz que os profissionais não estão realizan- do a técnica anestésica de manei- ta adequada.
Somando os efeitos das 2 situações descritas acima, o aumento de indivíduos portado- res de problemas sistêmicos, e o
declínio da perícia destes profis- sionais, levam a crer que nos pró- ximos anos haverá um aumento do número de complicações nas cadeiras odontológicas, geran- do danos ao paciente e em casos extremos podendo levar a morte.
As causas dessa queda não foram completamente elucidadas, reco- menda-se a realização de pesqui- sas subsequentes para avaliar os motivos do decaimento
CONCLUSÃO.
Conclui-se que embo- ra as complicações anestésicas sejam em sua maioria simples, existem aquelas que podem colo- car em risco a vida do paciente, sendo necessário grande conhe- cimento por parte dos profissio- nais para saber proceder adequa- damente, e embora sejam um assunto tratado há muito tem- po, ainda carece de estudos. As pesquisas levam a crer que nos
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próximos anos a incidência de complicações irá aumentar, e os trabalhos indicam uma queda no nível de perícia por parte dos pro- fissionais no âmbito das técnicas anestésicas. Recomenda-se pes- quisas posteriores para avaliar as causas do declínio na perícia dos cirurgiões-dentistas.
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