junho de 2016
VOLUME 1 – RELATÓRIO
PARTE 5 — OBJETIVOS
Ficha Técnica do Documento
Título: Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Arquipélago da Madeira (RH10): Parte 5 — Objetivos
Descrição:
Este documento pretende definir os objetivos estratégicos e operacionais delineados com base na análise integrada dos diversos instrumentos de planeamento, nomeadamente planos e programas nacionais e regionais relevantes para os recursos hídricos, bem como os objetivos ambientais das massas de água ou grupos de massas de água e as situações de aplicação da prorrogação de prazos e derrogação desses objetivos, nos termos dos artigos 50.º a 52.º da Lei da Água.
Data de produção: 30 de março de 2016 Data da última atualização: 17 de junho de 2016
Versão: Versão 01
Desenvolvimento e produção: GeoAtributo, C.I.P.O.T., Lda.
Coordenador de Projeto: Ricardo Almendra | Licenciatura em Geografia e Planeamento; Mestrado em Geografia, ramo de especialização em Planeamento e Gestão do Território
Equipa técnica:
Andreia Mota | Licenciatura em Geografia e Planeamento; Mestrado em Geografia, ramo de especialização em Planeamento e Gestão do Território; Pós- Graduação executiva em Sistemas de Informação Geográfica
Liliana Sousa | Licenciatura em Biologia-Geologia; Mestrado em Património Geológico e Geoconservação
Teresa Costa | Licenciatura em Geografia e Planeamento; Mestrado em Geografia, ramo de especialização em Planeamento e Gestão do Território
Equipa Técnica da SRARN/DROTA:
Adelaide Valente | Licenciatura em Biologia; Pós Graduação em Engenharia Sanitária; Pós Graduação em Direito do Ambiente, do Ordenamento do Território e Urbanismo
Duarte Costa | Licenciatura em Geografia e Planeamento Regional, com formação específica em Sistemas de Informação Geográfica
João Aveiro | Licenciatura em Ciências do Meio Aquático Sónia Ramos | Licenciatura em Engenharia do Ambiente
Susana Fontinha | Diretora Regional da DROTA; Licenciatura em Biologia;
Doutoramento em Biologia
Consultores:
Alberto Manuel Botelho Miranda | Engenharia Civil, Opção de Planeamento Territorial; Pós graduação em Direito do Ordenamento, do Urbanismo e do Ambiente; Especialização Engenharia Municipal
Paulo Jorge Silva Pereira | Licenciatura em Geografia e Planeamento;
Doutoramento em Ciências, área do conhecimento de Geologia
Domingos Fernando Peixoto da Silva | Licenciatura em Geografia e Planeamento;
Mestrado em Ciência & Sistemas de Informação Geográfica Código de documento: 115
Estado do documento: Em elaboração (para consideração da DROTA) Código do projeto: 072004501
Nome do ficheiro digital: PGRH10_Parte_05_v01
ÍNDICE
ÍNDICE... 3
ÍNDICE DE QUADROS ... 4
ÍNDICE DE FIGURAS ... 4
1 ENQUADRAMENTO ... 5
2 OBJETIVOS ESTRATÉGICOS E OPERACIONAIS ... 8
2.1 Objetivos estratégicos... 8
2.2 Objetivos operacionais... 14
2.2.1 Indicadores e metas ... 16
3 OBJETIVOS AMBIENTAIS ... 20
3.1 Prorrogações do prazo ... 20
3.2 Derrogação dos objetivos ambientais... 25
3.3 Deterioração temporária do estado das massas de água ... 27
3.4 Modificações recentes nas massas de água ... 28
3.5 Síntese dos objetivos ambientais ... 29
3.6 Objetivos específicos nas zonas protegidas ... 36
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 40
ANEXO I – SISTEMATIZAÇÃO DOS OBJETIVOS AMBIENTAIS POR MASSA DE ÁGUA SUPERFICIAL ... 42
ÍNDICE DE QUADROS
Quadro 2.1: Estratégias, planos ou programas nacionais utilizados na definição dos objetivos estratégicos
... 8
Quadro 2.2: Objetivos estratégicos e operacionais dos principais planos/programas/estratégias nacionais ... 9
Quadro 2.3: Objetivos estratégicos e operacionais incluídos no PO SEUR ... 11
Quadro 2.4: Objetivos estratégicos enquadrados nas áreas temáticas do 1º e 2º ciclos ... 12
Quadro 2.5: Indicadores e metas definidas para os objetivos operacionais ... 17
Quadro 3.1: Prorrogações dos objetivos ambientais para as massas de água superficial (2021) ... 21
Quadro 3.2: Prorrogações dos objetivos ambientais para as massas de água superficial (2027) ... 22
Quadro 3.3: Resumo dos objetivos ambientais para as massas de água de superfície ... 29
Quadro 3.4: Síntese do calendário de cumprimento dos objetivos ambientais para as massas de água subterrânea, incluindo aquelas que são zonas protegidas ... 29
Quadro 3.5: Exceções aplicadas no 1º ciclo ... 30
Quadro 3.6: Massas de água superficiais para as quais foi atingido o objetivo ambiental em 2015 ... 31
Quadro 3.7: Objetivos específicos para as zonas protegidas ... 37
ÍNDICE DE FIGURAS
Figura 1.1: Estrutura geral e conexões existentes entre o diagnóstico, os objetivos e as medidas ... 7Figura 3.1: Metodologia para a definição de prorrogações do prazo ... 20
Figura 3.2: Metodologia para a definição de derrogações do prazo ... 26
Figura 3.3: Objetivos ambientais estabelecidos para as águas superficiais ... 35
Figura 3.4: Objetivos ambientais estabelecidos para as águas subterrâneas ... 36
1 ENQUADRAMENTO
A definição de objetivos tem um papel central na estruturação de um instrumento de planeamento, dado referenciar as questões estratégicas a implementar, a monitorizar e a avaliar durante o seu período de vigência. A definição de objetivos impõe-se, de facto, como um passo fulcral de todo o processo de planeamento, contribuindo de forma decisiva para conferir a este instrumento um cariz de objetividade, ao estabelecer claramente as metas e os prazos para as atingir, dentro das exigências da DQA/LA.
A dinamização de uma política de planeamento e gestão da água que permita responder aos objetivos da DQA e da Lei da Água requer a adoção de uma visão integrada de desenvolvimento sustentável para a região hidrográfica.
O planeamento e a gestão dos recursos hídricos assentam na valorização dos recursos hídricos como um fator de desenvolvimento social, económico e ambiental, assumindo que a melhor forma de proteger os recursos é garantir a sua capacidade de utilização racional, necessariamente respeitadora das condições do meio natural e permitindo gerar os recursos financeiros necessários à adequada gestão da água.
Este desígnio tem em consideração a articulação necessária entre orientações e objetivos expressos em diversos instrumentos, programas e planos em vigor, os quais, tendo em boa parte uma dimensão de atuação a nível nacional, interferem objetivamente com a proteção e valorização dos recursos hídricos.
Desta forma, o processo de planeamento considera os objetivos estabelecidos no Artigo 1.º da Lei da Água (Lei n.º 58/2005, de 29 de dezembro, alterada e republicada pelo Decreto-Lei n.º130/2012, de 22 de junho), relativos à proteção das águas superficiais interiores, de transição e costeiras e das águas subterrâneas, que refere:
Evitar a continuação da degradação e proteger e melhorar o estado dos ecossistemas aquáticos e também dos ecossistemas terrestres e zonas húmidas diretamente dependentes dos ecossistemas aquáticos, no que respeita às suas necessidades de água;
Promover uma utilização sustentável de água, baseada numa proteção a longo prazo dos recursos hídricos disponíveis;
Obter uma proteção reforçada e uma melhoria do ambiente aquático, nomeadamente através de medidas específicas para a redução gradual e a cessação ou eliminação por fases das descargas, das emissões e perdas de substâncias prioritárias;
Assegurar a redução gradual da poluição das águas subterrâneas e evitar a sua deterioração;
Mitigar os efeitos das inundações e das secas;
Assegurar o fornecimento em quantidade suficiente de água de origem superficial e subterrânea de boa qualidade, conforme necessário para uma utilização sustentável, equilibrada e equitativa;
Proteger as águas marinhas, incluindo as territoriais;
Assegurar o cumprimento dos objetivos dos acordos internacionais pertinentes, incluindo os que se destinam à prevenção e eliminação da poluição no ambiente marinho.
Na sequência da caracterização e diagnóstico da região hidrográfica, apresentada na parte 2, e de acordo com o estabelecido na Portaria n.º 1284/2009, de 19 de outubro, os PGRH devem apresentar os objetivos estratégicos, enquadrando os objetivos ambientais definidos nos termos dos artigos 45.º a 48.º da Lei da Água. Assim, e no âmbito do presente capítulo são considerados os seguintes objetivos:
Objetivos estratégicos e operacionais delineados com base na análise integrada dos diversos instrumentos de planeamento, nomeadamente planos e programas nacionais e regionais relevantes para os recursos hídricos;
Objetivos ambientais das massas de água ou grupos de massas de água e as situações de aplicação da prorrogação de prazos e derrogação desses objetivos, nos termos dos artigos 50.º a 52.º da Lei da Água.
O alcance dos objetivos ambientais para as massas de água e para a concretização do quadro normativo relativo à proteção dos recursos hídricos entrou em linha de conta com o estado atual das massas de água e com a evolução provável do estado, com base nos cenários prospetivos e nas medidas executadas no âmbito do 1.º ciclo de planeamento. Estes objetivos são apresentados para cada uma das massas de água superficiais e subterrâneas e para as zonas protegidas.
O fluxograma apresentado na Figura 1.1 ilustra a estrutura geral e as conexões existentes entre
o diagnóstico, os objetivos estabelecidos e as medidas propostas.
Figura 1.1: Estrutura geral e conexões existentes entre o diagnóstico, os objetivos e as medidas
Fonte: APA, 2015
2 OBJETIVOS ESTRATÉGICOS E OPERACIONAIS 2.1 Objetivos estratégicos
O planeamento ao nível da região hidrográfica exige um esforço de visão integrada no sentido de considerar a relação dos recursos hídricos com os diferentes setores e as áreas políticas da governação que, direta ou indiretamente, com eles se relacionam.
O elevado número de estratégias, planos ou programas que se cruzam com o planeamento de recursos hídricos em Portugal é o reflexo da sua relevância. As principais causas de impactos negativos sobre o estado das massas de águas estão interligadas e incluem as alterações climáticas, o uso dos solos, as atividades económicas, como a produção de energia, a indústria, a agricultura e o turismo, o desenvolvimento urbano e a pressão demográfica em certas zonas do território. A pressão daí decorrente assume a forma de descargas de poluentes, de utilização excessiva da água (stress hídrico) ou de alterações físicas das massas de água.
Os objetivos estratégicos agregam e representam os grandes desígnios da política da água que se pretendem atingir, a nível nacional e regional, sendo consolidados na forma de objetivos operacionais, programas, medidas e metas.
A definição dos objetivos estratégicos teve em conta, em particular, os objetivos estabelecidos na DQA e na Lei da Água (Artigo 1.º), bem como a articulação e compatibilização com os objetivos estabelecidos em outros planos, programas e estratégias de interesse nacional e regional.
Os objetivos definidos são estruturados em dois níveis, estratégicos e operacionais, a que correspondem alcances e âmbitos distintos. Os primeiros enquadram-se nos princípios da legislação que regula o planeamento e a gestão dos recursos hídricos e nas linhas orientadoras da política da água. Os objetivos operacionais associam-se sobretudo aos problemas identificados no diagnóstico e integram metas quantificáveis e indicadores de execução que permitem a prossecução efetiva dos objetivos estratégicos.
As estratégias, planos ou programas nacionais que importa assinalar, pela sua relevância na gestão dos recursos hídricos, são as indicadas no Quadro 2.1.
Quadro 2.1: Estratégias, planos ou programas nacionais utilizados na definição dos objetivos estratégicos
Estratégias Planos ou Programas
Estratégia para o setor dos Resíduos (PERSU 2020) PENSAAR 2020 Uma nova Estratégia para o Setor de Abastecimento de Água e Saneamento de Águas Residuais Estratégia Nacional para a Energia com o horizonte de
2020 (ENE 2020)
Plano Nacional de Ação para as Energias Renováveis (PNAER)
Estratégia Nacional para o Mar 2013 - 2020 (ENM 2020) Estratégia Nacional para a Gestão Integrada da Zona Costeira
Relatório do GT do Litoral, “Gestão da Zona Costeira, O Desafio da Mudança”, Dezembro 2014
Estratégias Planos ou Programas Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações
Climáticas (ENAAC) Programa Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC) Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e
Biodiversidade (ENCNB) -
Estratégia Nacional para as Florestas 2014-2020 (ENF) Programa de Desenvolvimento Rural da Região Autónoma da Madeira (PRODERAM 2020)
-
Plano Estratégico Nacional para as Pescas 2014-2020 (PENP)
Plano Estratégico Nacional para Aquicultura 2014-2020 (PENA)
- Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água 2012-2020
(PNUEA)
- Plano de Ação para o Desenvolvimento do Turismo em
Portugal (Turismo 2020)
No que concerne à metodologia adotada na definição dos objetivos estratégicos, esta procurou articular e integrar os principais objetivos estabelecidos nos diversos instrumentos de planeamento elencados anteriormente, de cariz nacional e regional, conduzindo à definição de sete áreas temáticas do PGRH, a saber: governança; qualidade da água; quantidade de água;
investigação e conhecimento; gestão de riscos; quadro económico e financeiro; e comunicação e sensibilização.
O Quadro 2.2 apresenta os objetivos estratégicos de alguns dos planos/programas/estratégias nacionais do Portugal2020 e os objetivos operacionais mais relacionados com a água.
Quadro 2.2: Objetivos estratégicos e operacionais dos principais planos/programas/estratégias nacionais
Plano/
Programa/
Estratégia
Objetivo estratégico Objetivo Operacional
PENSAAR 2020
1. Proteção do ambiente e melhoria da qualidade das massas de água
2. Melhoria da Qualidade dos Serviços Prestados 3. Otimização e gestão eficiente dos recursos 4. Sustentabilidade económica- financeira e social 5. Condições básicas e transversais
1.1: Cumprimento do normativo
1.2: Redução da poluição de origem urbana nas massas de água
3.6: Alocação e uso eficiente dos recursos hídricos 5.4: Alterações climáticas, desastres naturais, riscos – mitigação e adaptação
ENE 2020
Eixo 1 – Agenda para a competitividade, o crescimento e a independência energética e financeira.
Eixo 2 – Aposta nas energias renováveis.
Eixo 3 – Promoção da eficiência energética.
Eixo 4 – Garantia da segurança de abastecimento.
Eixo 5 – Sustentabilidade económica e ambiental.
Eixo 2:
Aposta nas fontes de energia renovável para que, em 2020, representem 31% de toda a energia consumida e 60% da eletricidade consumida, assim como uma redução de 10% do consumo de energia final no sector dos
Transportes.
Objetivo é garantir pelo aumento da potência hídrica associado ao PNBEPH, aos novos empreendimentos em curso e aos reforços de
Plano/
Programa/
Estratégia
Objetivo estratégico Objetivo Operacional
potência previstos que permitirão atingir, em 2020, cerca de 8600 MW.
No que se refere à mini-hídrica, o objetivo de pleno aproveitamento do potencial identificado de 250 MW será conseguido no quadro dum plano estratégico de análise e licenciamento a definir.
ENCNB
Pilares Estratégicos:
1. Promover e o conhecimento sobre o património natural;
2. Constituir a Rede Fundamental de Conservação da Natureza e o Sistema Nacional de Áreas Classificadas, integrando neste a Rede Nacional de Áreas Protegidas;
3. Assegurar a conservação e a valorização do património natural dos sítios e das zonas de proteção especial integrados no processo da Rede Natura 2000;
4. Promover a integração da política de conservação da Natureza e do princípio da utilização sustentável dos recursos.
Objetivos temáticos:
1. Integração com as políticas para o litoral e para os ecossistemas marinhos;
2. O Plano Nacional da Água e os planos de região hidrográfica constituem instrumentos que contribuem, modo muito relevante, para alcançar os objetivos da ENCNB.
Ações:
2.1. Estabelecer orientações para a gestão territorial das ZPE e Sítios;
2.2. Estabelecer o regime de salvaguarda dos recursos e valores naturais dos locais integrados no processo, fixando os usos e o regime de gestão compatíveis com a utilização sustentável do território;
2.3 Estabelecer diretrizes para o zonamento das áreas em função das respetivas características e prioridades de conservação;
2.4 Definir as medidas que garantam a valorização e a manutenção num estado de conservação favorável dos habitats e espécies, bem como fornecer a tipologia das restrições ao uso do solo, tendo em conta a distribuição dos habitats a proteger;
2.5 Definir as condições, os critérios e o processo a seguir na realização da avaliação de impacte ambiental e na análise de incidências ambientais.
ENAAC
1. Informação e Conhecimento – foca-se sobre a necessidade de consolidar e desenvolver uma base científica e técnica sólida;
2. Reduzir a Vulnerabilidade e Aumentar a Capacidade de Resposta – corresponde ao trabalho de identificação, definição de prioridades e aplicação das principais medidas de adaptação;
3. Participar, Sensibilizar e Divulgar – identifica o imperativo de levar a todos os agentes sociais o conhecimento sobre alterações climáticas e a transmitir a necessidade de ação e, sobretudo, suscitar a maior participação possível por parte desses agentes na definição e aplicação desta estratégia;
4. Cooperar a Nível Internacional.
As medidas de adaptação são a resposta que os vários decisores e agentes devem tomar para fazer face aos riscos e impactes resultantes das alterações climáticas que foram previamente identificados.
O objetivo dessas medidas pode ser: anular ou reduzir significativamente o risco de danos;
potenciar os benefícios; reduzir ou mitigar as consequências de fenómenos resultantes das alterações do clima.
Plano/
Programa/
Estratégia
Objetivo estratégico Objetivo Operacional
ENM 2020
1. Recuperar a identidade marítima nacional num quadro moderno, pró-ativo e empreendedor;
2. Concretizar o potencial económico, geoestratégico e geopolítico do território marítimo nacional;
3. Criar condições para atrair investimento, nacional e internacional, em todos os setores da economia do mar;
4. Reforçar a capacidade científica e tecnológica nacional, estimulando o desenvolvimento de novas áreas de ação que promovam o conhecimento do Oceano e potenciem, de forma eficaz, eficiente e sustentável, os seus recursos, usos e atividades;
5. Consagrar Portugal, a nível global, como nação marítima e como parte incontornável da PMI e da estratégia marítima da UE, nomeadamente para a área do Atlântico.
Domínios Estratégicos de Desenvolvimento:
DED1 - Recursos Naturais - Engloba o sistema integrado oceano-atmosfera, compreendendo o leito e subsolo marinhos, e os recursos vivos e não vivos nele existentes. O valor económico deste DED inclui, para além da parcela clássica inerente à quantificação dos bens físicos passíveis de exploração, uma parcela relativa aos serviços e funções naturais que o sistema integrado oceano- atmosfera presta em benefício da sociedade;
DED2 – Outros Usos e Atividades - Agregado das ações antrópicas que ocorrem no espaço marítimo e para cuja realização o Oceano é o meio para a concretização da valorização económica, social e ambiental da atividade, incluindo a intervenção sobre os recursos naturais da orla costeira que não visa a exploração extrativa dos recursos vivos e não vivos do mar.
Turismo 2020
1. ATRAIR: Qualificação e valorização do território e dos seus recursos turísticos distintivos;
2. COMPETIR: Reforço da competitividade e internacionalização das empresas do turismo;
3. CAPACITAR: Capacitação, Formação e I&D+I em Turismo;
4. COMUNICAR: Promoção e comercialização da oferta turística do país e das regiões;
5. COOPERAR: Reforço da cooperação internacional.
Em termos de financiamento comunitário salienta-se o Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos 2014-2020 (PO SEUR 2020) que integra nos Eixo II e III a operacionalização de instrumentos e de estratégias diretamente relacionadas com o atingir do bom estado das massas de água (Quadro 2.3).
Quadro 2.3: Objetivos estratégicos e operacionais incluídos no PO SEUR Programa Objetivo estratégico Objetivo Operacional
PO SEUR 2020
Pilares Estratégicos:
- A eficiência no uso de recursos;
- A adaptação às alterações climáticas e a gestão e prevenção de riscos;
- Proteção do ambiente.
Objetivos temáticos:
3. Apoiar a transição para uma economia com baixas emissões de carbono em todos os Setores;
Ações:
2.1. A necessidade de reforçar a capacidade de adaptação às alterações climáticas;
2.2. A proteção do litoral e o problema da erosão costeira;
2.3. Conhecimento, planeamento e gestão de riscos múltiplos
3.2 Gestão Eficiente da Água;
3.3 Biodiversidade e Ecossistemas.
Programa Objetivo estratégico Objetivo Operacional 4. Adaptação às alterações climáticas e prevenção
e gestão de riscos;
5. Proteger o ambiente e promover a eficiência na utilização de recursos.
Ainda em termos regionais importa considerar os seguintes instrumentos de gestão territorial:
Plano Regional da Água da Madeira (PRAM);
Programa de Desenvolvimento Rural para a Região Autónoma da Madeira (PRODERAM 2020)
Com base na análise dos principais objetivos definidos nos instrumentos de planeamento mais determinantes para a gestão dos recursos hídricos, listaram-se nove objetivos estratégicos para o setor da água que, conjugados com as áreas temáticas definidas no 1.º ciclo, serviram de base à definição das áreas temáticas para o 2.º ciclo (Quadro 2.4).
Quadro 2.4: Objetivos estratégicos enquadrados nas áreas temáticas do 1º e 2º ciclos
Área temática do 1.º ciclo Objetivo estratégico Área temática do 2.º ciclo 1 - Quadro institucional e
normativo
OE1 - Adequar a Administração Pública na
gestão da água 1 - Governança
4 - Qualidade da água OE2 - Atingir e manter o Bom Estado/Potencial
das massas de água 2 - Qualidade da água
2 - Quantidade de água OE3 - Assegurar as disponibilidades de água
para as utilizações atuais e futuras 3 - Quantidade de água 5 - Monitorização, investigação
e conhecimento
OE4 - Assegurar o conhecimento atualizado dos
recursos hídricos 4 - Investigação e conhecimento
3 - Gestão de riscos e valorização do Domínio Hídrico
OE5 - Promover uma gestão eficaz e eficiente
dos riscos associados à água 5 - Gestão de riscos 7 - Quadro económico e
financeiro
OE6 - Promover a sustentabilidade económica da gestão da água
6 - Quadro económico e financeiro
6 - Comunicação e governança OE7 - Sensibilizar a sociedade portuguesa para
uma participação ativa na política da água 7 - Comunicação e sensibilização - OE8 - Assegurar a compatibilização da política
da água com as políticas setoriais 1 - Governança
Cada uma das áreas temáticas definidas para o 2.º ciclo integra os seguintes objetivos estratégicos:
1 - Governança
OE1 - Adequar a Administração Pública na gestão da água: Uma Administração Pública mais
capacitada e eficiente é essencial para garantir a proteção e valorização dos recursos
hídricos, considerando as suas atribuições e responsabilidades (gestão, planeamento,
licenciamento, fiscalização e inspeção, monitorização, entre outras).
OE8 - Assegurar a compatibilização da política da água com as políticas setoriais: A compatibilização entre a política da água e as políticas setoriais permite dirimir alguns conflitos na procura de água pelos sectores económicos. Por outro lado, a definição de estratégias que garantam a compatibilização do desenvolvimento socioeconómico com as disponibilidades de água a nível regional, através da avaliação da vocação regional da água, permite incentivar o estabelecimento das atividades que melhor uso consigam extrair do recurso água.
2 – Qualidade da água
OE2 - Atingir e manter o Bom Estado/Potencial das massas de água: A melhoria e recuperação da qualidade dos recursos hídricos promovendo o bom estado das massas de água mediante a prevenção dos processos de degradação e a redução gradual da poluição, constitui um objetivo basilar no processo de planeamento visando assim garantir uma boa qualidade da água para os ecossistemas e diferentes usos.
3 – Quantidade da água
OE3 - Assegurar as disponibilidades de água para as utilizações atuais e futuras: O grande desafio futuro, no que concerne à vertente quantitativa da água, é o de assegurar a sua sustentabilidade baseada na gestão racional dos recursos disponíveis e na otimização da eficiência da sua utilização, de modo a assegurar a disponibilidade de água para a satisfação das necessidades dos ecossistemas, das populações e das atividades económicas.
4 – Investigação e conhecimento
OE4 - Assegurar o conhecimento atualizado dos recursos hídricos: O conhecimento dos recursos hídricos, suportado pela monitorização do estado das massas de água e pela investigação aplicada às matérias relacionadas, é fundamental para promover a sua proteção.
5 – Gestão de riscos
OE5 - Promover uma gestão eficaz e eficiente dos riscos associados à água: A gestão
integrada do domínio hídrico promove a prevenção e mitigação dos efeitos provocados por
riscos naturais ou antropogénicos, com especial enfoque para as cheias, secas e poluição
acidental, tendo em vista a segurança de pessoas e bens. Visa ainda a promover uma estreita
articulação com os Planos de Gestão de Risco de inundações e com as medidas de adaptação às alterações climáticas.
6 – Quadro económico e financeiro
OE6 - Promover a sustentabilidade económica da gestão da água: A otimização dos custos inerentes à gestão da água bem como a integração do princípio da recuperação de custos, de forma a assegurar a sustentabilidade económica do setor, é um dos desafios mais exigentes na gestão da água. Este objetivo visa ainda a identificação de uma adequada Política de Preços da Água que reflita o valor económico deste recurso e incentive o seu uso eficiente sem, contudo, deixar de ter em conta a competitividade (interna e externa) das empresas e a capacidade de pagamento dos utentes.
7 – Comunicação e Sensibilização
OE7 - Sensibilizar a sociedade portuguesa para uma participação ativa na política da água: A proteção dos recursos hídricos não será plenamente alcançada sem promover a comunicação, sensibilização e envolvimento das populações, dos agentes económicos e de outros agentes com interesses diretos ou indiretos no setor da água, numa participação efetiva de uma sociedade informada e mobilizada para o processo de planeamento e gestão dos recursos hídricos da região.
2.2 Objetivos operacionais
Os objetivos operacionais decorrem diretamente dos problemas identificadas na Parte 2 – Caracterização e Diagnóstico, tendo como meta a resolução dos mesmos através da aplicação de medidas. Estes objetivos são classificados como objetivos imperativos quando visam o cumprimento do quadro legal e institucional vigente e como objetivos pró-ativos quando emanados do interesse em valorizar as massas de água e em promover o desenvolvimento socioeconómico das populações.
Para cada objetivo estratégico listado anteriormente apresentam-se os correspondentes objetivos operacionais:
OE1 - Adequar a Administração Pública na gestão da água
OO1.1 - Adequar e reforçar o modelo de organização institucional da gestão da água
OO1.2 - Aprofundar e consolidar os exercícios de autoridade e de regulação da água
OE2 - Atingir e manter o Bom Estado/Potencial das massas de água
OO2.1 – Assegurar a existência de sistemas de classificação do estado adequados a todas as tipologias estabelecidas para cada categoria de massas de água
OO2.2 – Atingir e manter o Bom estado das massas de água reduzindo ou eliminando os impactes através de uma gestão adequada das pressões
OO2.3 – Assegurar um licenciamento eficiente através da aplicação do Regime jurídico do Licenciamento das Utilizações dos Recursos Hídricos (RJURH)
OE3 - Assegurar as disponibilidades de água para as utilizações atuais e futuras
OO3.1 - Avaliar as disponibilidades hídricas superficiais e subterrâneas, através de uma metodologia nacional harmonizada
OO3.2 - Assegurar os níveis de garantia adequados a cada tipo de utilização minimizando situações de escassez de água através de um licenciamento eficiente e eficaz, de uma fiscalização persuasiva e do uso eficiente da água
OO3.3 - Promover as boas práticas para um uso eficiente da água
OE4 - Assegurar o conhecimento atualizado dos recursos hídricos
OO4.1 - Assegurar a sistematização e atualização da informação das pressões sobre a água
OO4.2 - Assegurar o conhecimento atualizado do estado das massas de água
OE5 - Promover uma gestão eficaz e eficiente dos riscos associados à água
OO5.1 - Promover a gestão dos riscos associados a secas, cheias, erosão costeira e acidentes de poluição
OO5.2 - Promover a melhoria do conhecimento das situações de risco e a operacionalização dos sistemas de previsão, alerta e comunicação
OE6 – Promover a sustentabilidade económica da gestão da água
OO6.1 - Intensificar a aplicação do princípio do utilizador-pagador
OO6.2 - Garantir instrumentos de desenvolvimento da política da água integrando o
crescimento económico
OO6.3 - Garantir a correta aplicação da TRH e a transparência na utilização das receitas
OE7 - Sensibilizar a sociedade portuguesa para uma participação ativa na política da água
OO7.1 - Assegurar a comunicação e a divulgação sobre a água, promovendo a construção de uma sociedade informada e sensibilizada para a política da água
OO7.2 - Assegurar um aumento dos níveis de participação e intervenção da sociedade e dos sectores de atividade nas questões relacionadas com a gestão da água
OE8 - Assegurar a compatibilização da política da água com as políticas sectoriais
OO8.1 - Assegurar a integração da política da água com as políticas sectoriais
OO8.2 - Assegurar a coordenação setorial da gestão da água na região hidrográfica
2.2.1 Indicadores e metas
Os objetivos operacionais são, sempre que possível e adequado, quantificados e concretizados no tempo e no espaço de modo a permitir monitorizar o grau de realização. Neste sentido, para os objetivos operacionais estabelecidos definiram-se as metas e os indicadores sistematizados no Quadro 2.5.
Dos 19 objetivos operacionais definidos e quanto à sua natureza, 6 foram classificados como
imperativos, 7 como pró-ativos e 6 simultaneamente como imperativos e pró-ativos.
Quadro 2.5: Indicadores e metas definidas para os objetivos operacionais
Área Temática Objetivo estratégico
Objetivo operacional
Indicador Meta
Designação Natureza
1 - Governança
OE1 - Adequar a Administração Pública na gestão da água
OO1.1 - Adequar e reforçar o modelo de
organização institucional da gestão da água Imperativo
Grau de eficácia e eficiência do modelo existente face às respostas (inquéritos de satisfação dos clientes, n-º TURH emitidos face aos pedidos)
25% em 2015 75% em 2021 90% em 2027
OO1.2 - Aprofundar e consolidar os exercícios
de autoridade e de regulação da água Pró-ativo
Percentagem das utilizações fiscalizadas direta e indiretamente
Aumento de 5% em cada ano até atingir 30% em 2021
2 - Qualidade da água
OE2 - Atingir e manter o Bom Estado/Potencial das massas de água
OO2.1 – Assegurar a existência de sistemas de classificação do estado adequados a todas as tipologias estabelecidas para cada categoria de massas de água
Imperativo
Percentagem de elementos de qualidade, categorias e tipos de massas de água com sistema de classificação estabelecido
100% em 2018
OO2.2 - Atingir e manter o Bom estado das massas de água reduzindo os impacte através de uma gestão adequada das pressões
Imperativo Percentagem de massas de água com bom estado
57% em 2015 69% em 2021 88% em 2027 OO2.3 - Assegurar um licenciamento correto
através da aplicação do Regime de Títulos de Utilização dos Recursos Hídricos (TURH)
Imperativo e pró-ativo
Taxa de controlo das utilizações ilegais
40% em 2016 70% em 2021
3 – Quantidade de água
OE3 - Assegurar as disponibilidades de água para as utilizações atuais e futuras
OO3.1 - Avaliar as disponibilidades hídricas superficiais e subterrâneas através de uma metodologia nacional harmonizada
Pró-ativo
Percentagem de bacias hidrográficas com avaliação de disponibilidades superficiais
100% em 2021
Percentagem de bacias hidrográficas com avaliação de disponibilidades subterrâneas
100% em 2021
Área Temática Objetivo estratégico
Objetivo operacional
Indicador Meta
Designação Natureza
OO3.2 - Assegurar os níveis de garantia adequados a cada tipo de utilização minimizando situações de escassez de água
Imperativo
Percentagem de utilizações para cada setor com avaliação dos níveis de garantia adequados
80% em 2021 OO3.3 - Promover as boas práticas para um
uso eficiente da água Pró-ativo Taxa de aplicação das medidas do
uso eficiente da água 90% em 2021
4 - Investigação e conhecimento
OE4 - Assegurar o conhecimento atualizado dos recursos hídricos
OO4.1 - Assegurar a sistematização e atualização da informação das pressões sobre a água
Imperativo e pró-ativo
Taxa de atualização e desenvolvimento do SILiAmb para todas as utilizações
40% em 2016 80% em 2021
OO4.2 - Assegurar o conhecimento atualizado do estado das massas de água
Imperativo e pró-ativo
Percentagem de massas de água com estado determinado por monitorização ou indiretamente através de modelação ou avaliação pericial
86% em 2015
5 - Gestão de riscos
OE5 – Promover uma gestão eficaz e eficiente dos riscos associados à água
OO5.1 - Promover a gestão dos riscos associados a secas, cheias, erosão costeira e acidentes de poluição
Pró-ativo
Diminuição da exposição a
perigos identificados 10% de redução até 2021
Diminuição do incumprimento de legislação de segurança
10% de redução até 2021
Diminuição dos danos reais 15% de redução até 2021
OO5.2 - Promover a melhoria do conhecimento das situações de risco e a operacionalização dos sistemas de previsão, alerta e comunicação
Imperativo e pró-ativo
Taxa de caracterização científica
de situações de risco Aumento de 5%/ano até 2021
Taxa de identificação de
situações de risco Aumento de 90% até 2021
Taxa de cobertura nacional por sistemas de previsão, alerta e comunicação
Aumento de 50% até 2021
Taxa de eficácia operacional dos sistemas de previsão, alerta e comunicação
Aumento de 90% até 2021
Área Temática Objetivo estratégico
Objetivo operacional
Indicador Meta
Designação Natureza
6 – Quadro económico e financeiro
OE6 - Promover a sustentabilidade económica da gestão da água
OO6.1 – Intensificar a aplicação do princípio
do utilizador-pagador Imperativo Nível de recuperação de Custos das Entidades Gestoras (AA + AR)
85% em 2021 100% em 2027 OO6.2 – Garantir instrumentos de
desenvolvimento da política da água integrando o crescimento económico
Pró-ativo
Proporção dos montantes abrangidos pelos instrumentos económico - financeiros – fiscais relativamente aos montantes de TRH apurados.
50% em 2021 100% em 2027
OO6.3 – Garantir a correta aplicação da TRH
e a transparência na utilização das receitas Pró-ativo
Proporção das receitas da TRH aplicadas a projetos aprovados para a gestão da água
50% em 2015 75% em 2021 95% em 2027
Percentagem do custo da TRH relativos às perdas de água transmitida aos utilizadores finais
50% em 2015 15% em 2021
7 – Comunicação e Sensibilização
OE7 - Sensibilizar a sociedade
portuguesa para uma participação ativa na política da água
OO7.1 - Assegurar a comunicação e a divulgação sobre a água, promovendo a construção de uma sociedade informada e sensibilizada para a política da água
Pró-ativo Taxa de aumento de divulgação da informação sobre a água
Aumento de 5% em cada ano até atingir 30% em 2021
OO7.2 - Assegurar um aumento dos níveis de participação e intervenção da sociedade e dos sectores de atividade nas questões relacionadas com a gestão da água
Imperativo e pró-ativo
Número mínimo de ações de
participação pública por ano ≥10/ano
Taxa de aumento da participação da sociedade e dos setores em ações de participação pública
Aumento de 5% em cada ano até atingir 30% em 2021
1 - Governança
OE8 - Assegurar a compatibilização da política da água com as políticas sectoriais
OO8.1 - Assegurar a integração da política da água com as políticas setoriais
Imperativo e pró-ativo
Percentagem de Planos e Programas que integrem a política da água
50% em 2016 100% em 2021 OO8.2 - Assegurar a coordenação setorial da
gestão da água na região hidrográfica Imperativo
Percentagem de medidas para integração da vocação regional da água
80% em 2021
3 OBJETIVOS AMBIENTAIS 3.1 Prorrogações do prazo
A prorrogação do prazo para que as massas de água atinjam o bom estado para além de 2015 só poderá ser justificada caso não se verifique mais nenhuma deterioração no estado das massas de água afetadas. De acordo com a DQA existem as seguintes opções:
a) Artigo 4.º (4) - Exequibilidade técnica: quando a execução das medidas necessárias excede os prazos 2015 e 2021;
b) Artigo 4.º (4) – Custo desproporcionado: quando for desproporcionadamente dispendioso completar as melhorias nos limites do prazo fixado;
c) Artigo 4.º (4) - Condições naturais: quando as condições naturais não permitirem melhorias atempadas do estado das massas de água.
Figura 3.1: Metodologia para a definição de prorrogações do prazo
Fonte: APA, 2015
O Quadro 3.1 sistematiza as massas de água superficial para as quais foi necessário aplicar
prorrogações, assim como a respetiva fundamentação (exceção aplicada). Para estas massas de
água foi estabelecido como objetivo ambiental o alcance do estado ecológico bom e do estado
químico bom até 2021.
Quadro 3.1: Prorrogações dos objetivos ambientais para as massas de água superficial (2021)
Código MS_CD
Zona protegida: (S)
Sim; (N) Não / Tipologia
Metodologia de classificação do estado atual1
ZP: Objetivos referentes ao
estatuto de proteção Fundamentação2
Categoria RIOS
CL12 N ME + PH + APC - ET
RBoav11 N ME + PH + APC - ET
RFai13 N Monitorização - ET + CD
RMach12 N ME + PH + APC - ET + CD
RMach13 N ME + PH + APC - ET + CD
RMad11 N Monitorização - ET
RMad12 N ME + PH + APC - ET
RPN11
S / Outras áreas importantes
conservação Monitorização
Melhoria da qualidade da água no sentido de possibilitar o alcance
de um bom estado de conservação para os habitats e/ou
espécies que alberga até 2027
ET + CD
RPN13 N ME + PH + APC - ET
RSJ12
S / Proteção de habitats e
espécies ME + PH + APC
Melhoria da qualidade da água no sentido de possibilitar o alcance
de um bom estado de conservação para os habitats e/ou
espécies que alberga até 2027
ET
RSJ13
S / Proteção de habitats e
espécies ME + PH + APC
Melhoria da qualidade da água no sentido de possibilitar o alcance
de um bom estado de conservação para os habitats e/ou
espécies que alberga até 2027
ET
Categoria ÁGUAS COSTEIRAS
- - - - -
Legenda:
1 ME + PH + APC = Modelo estatístico + cruzamento pressões hidromorfológicas + análise pericial e comparativa.
2 ET- Exequibilidade técnica; CD- Custos desproporcionados; CN- Condições naturais
Constam do quadro anterior 11 massas de água (todas da categoria rios), estando três inseridas
em zonas protegidas: duas orientadas para a proteção de habitats e espécies e uma considerada
na tipologia “outras áreas importantes para a conservação” devido à sua potencial relevância
conservacionista por albergar valores endémicos de brioflora ripícola e de macroinverterbrados bentónicos.
Para todas estas massas de água prevê-se a aplicação de prorrogação do prazo para atingir os objetivos ambientais para o ano de 2021 por motivos primariamente relacionados com dificuldades de exequibilidade técnica, nomeadamente com o desconhecimento da causa do impacte adverso, o que implica a necessidade de implementar medidas relacionadas com a melhoria da monitorização e com a inventariação de pressões. Em alguns casos houve identificação de pressões, maioritariamente hidromorfológicas e relacionadas essencialmente com a regularização e artificialização das margens em troços de pequena dimensão (normalmente no troço final).
Se se concluir, por via da melhoria da monitorização e da inventariação de pressões, que estas regularizações são o principal fator responsável pelo estado inferior a bom, será necessário implementar medidas de renaturalização dos espaços associados a massas de água. Para estes casos, há um risco significativo de que o custo seja demasiado elevado face ao benefício, o que leva a aplicar como fundamentação para a prorrogação do prazo a questão dos custos desproporcionados, que se menciona para quatro massas de água, onde se identificou regularização de troços com dimensão considerável: RFai13, RMach12, RMach13 e RPN11.
Para além das massas de água anteriormente elencadas, apresenta-se no Quadro 3.2 a listagem das massas de água para as quais se estabeleceu como objetivo ambiental o alcance do estado ecológico bom e do estado químico bom até 2027.
Quadro 3.2: Prorrogações dos objetivos ambientais para as massas de água superficial (2027)
Código MS_CD
Zona protegida: (S)
Sim; (N) Não / Tipologia
Metodologia de classificação do estado atual1
ZP: Objetivos referentes ao
estatuto de proteção Fundamentação2
Categoria RIOS
CL11 N ME + PH + APC - ET + CD + CN
RBrava11 N Monitorização - CD + CN
RBrava21 N Monitorização - CD + CN
RFun11 N ME + PH + APC - ET + CD + CN
RFun12 N Monitorização - CD + CN
RFun13 N Monitorização - CD + CN
RFun14 N ME + PH + APC - ET + CD + CN
RFun16 N ME + PH + APC - ET + CD + CN
RFun18 N ME + PH + APC - ET + CD + CN
RJ13 N ME + PH + APC - ET + CD + CN
RMach11 N Monitorização - CD + CN
Código MS_CD
Zona protegida: (S)
Sim; (N) Não / Tipologia
Metodologia de classificação do estado atual1
ZP: Objetivos referentes ao
estatuto de proteção Fundamentação2
RPN14 N ME + PH + APC - ET + CD + CN
RPSol12
S / Proteção de habitats e
espécies
Monitorização
Melhoria da qualidade da água no sentido de possibilitar o alcance
de um bom estado de conservação para os habitats e/ou
espécies que alberga até 2027
CD + CN
RSBar13 N Monitorização - ET + CD + CN
RSCruz11 N Monitorização - ET + CD + CN
RSoc11 N Monitorização - CD + CN
RSoc12 N ME + PH + APC - ET + CD + CN
RSoc13 N ME + PH + APC - ET + CD + CN
RSoc21 S / Proteção de habitats e
espécies
Monitorização
Melhoria da qualidade da água no sentido de possibilitar o alcance de um bom estado de conservação para os habitats e/ou espécies que
alberga até 2027
CD + CN
RSVic23 S / Proteção de habitats e
espécies
Monitorização
Melhoria da qualidade da água no sentido de possibilitar o alcance
de um bom estado de conservação para os habitats e/ou
espécies que alberga até 2027
CD + CN
Categoria ÁGUAS COSTEIRAS
- - - - -
Legenda:
1 - ME + PH + APC = Modelo estatístico + cruzamento pressões hidromorfológicas + análise pericial e comparativa.
2 - ET- Exequibilidade técnica; CD- Custos desproporcionados; CN- Condições naturais
Constam do quadro anterior 20 massas de água (todas da categoria rios), estando três inseridas em zonas protegidas, orientadas para a proteção de habitats e espécies.
O principal motivo que levou à aplicação de prorrogação do prazo para atingir os objetivos ambientais para o ano de 2027 foi a questão dos custos desproporcionados, que pende sobre todas estas massas de água, já que em todas foram identificadas pressões hidromorfológicas relevantes, relacionadas com a regularização e artificialização de troços muito significativos da extensão total da massa de água. Adicionalmente estão previstas (Governo Regional, 2011;
Governo Regional, 2012) intervenções, em pelo menos oito destas massas de água, de aumento
da extensão da regularização e canalização das ribeiras, o que tende a reforçar o efeito negativo
das pressões hidromorfológicas identificadas. Por este motivo (extensão afetada das massas de
água), prevê-se que quaisquer medidas que tenham que ser aplicadas para minorar ou eliminar esta pressão acarretem custos desproporcionados face ao benefício que possa daí advir.
Associada a esta questão, encontra-se o grau de incerteza na classificação das massas de água na RH10, o que confere maior sensatez à opção de investir na melhoria do conhecimento sobre as massas de água (incluindo as pressões que sobre elas operam), antes de optar por medidas de intervenção no terreno. No entanto, confirmando-se o impacte negativo das intervenções de regularização, será necessário, efetivamente, avançar para intervenções no terreno, e nesse caso, dadas a extensões de massas de água afetadas, é necessário prever um tempo de recuperação do sistema ecológico, pelo que se aponta também como fundamentação para a prorrogação do prazo de cumprimento dos objetivos para todas estas massas de água, as condições naturais.
Apresenta-se ainda como fundamentação, questões de exequibilidade técnica para 9 massas de água para as quais a classificação foi efetuada sem dados de monitorização. Para estas há a referir a questão do desconhecimento da causa do impacte adverso, o que implica a necessidade de implementar medidas relacionadas com a melhoria da monitorização e com a inventariação de pressões.
Quanto às águas subterrâneas, na RH10 não foram identificadas massas de água subterrânea em estado químico ou quantitativo medíocre, pelo que não se registou a existência de qualquer massa de água que não tenha atingido o bom estado global até 2015.
Contudo, a massa de água subterrânea Porto Santo encontra-se classificada atualmente em estado indeterminado por desconhecimento do seu estado químico. Por ausência de rede de monitorização da qualidade não é possível avaliar a qualidade geral da água subterrânea, em particular se existe algum poluente com excedências aos valores da norma ou dos limiares, se existem tendências significativas e persistentes de aumento da concentração do mesmo e se o fenómeno de intrusão salina existe e é generalizado. Assim, é importante a aplicação de medidas que visem a melhoria do conhecimento da massa de água subterrânea, nomeadamente através da implementação de monitorização e do desenvolvimento de estudos sobre a intrusão salina.
Por conseguinte, atendendo à realidade atual, a massa de água subterrânea Porto Santo é uma exceção ao estado bom em 2015, mantendo-se o estado indeterminado.
A única massa de água subterrânea da RH10 que não atingiu o estado bom até 2015, e que portanto implicará prorrogação do prazo para cumprimento dos objetivos ambientais, é Porto Santo. Conforme referido anteriormente, os motivos para a prorrogação do prazo para cumprimento dos objetivos ambientais nesta massa de água subterrânea decorre do desconhecimento do estado químico atual. A prorrogação do prazo para que se atinja o estado bom deve-se assim a razões de exequibilidade técnica.
Não obstante as limitações decorrentes de um estado químico indeterminado, em que não é possível antever qual a verdadeira dimensão dos eventuais problemas de qualidade e das pressões que podem ser responsáveis por um eventual estado medíocre, considera-se que até 2021 será possível atingir-se o estado bom. Nesse período será possível caraterizar adequadamente a qualidade do meio hídrico subterrâneo, identificar com exatidão as pressões e expectavelmente adotar as necessárias medidas conducentes ao bom estado.
Existe, contudo, um grau de incerteza no que respeita ao prazo proposto para o alcance do bom
estado da massa de água subterrânea do Porto Santo. Não é de excluir, à medida que ocorrerá
o aprofundamento do conhecimento, a hipótese de serem identificadas situações de particular
relevância, por exemplo no que respeita à intrusão salina, que não permitam a aplicação de medidas com efeitos significativos e a recuperação atempada da massa de água subterrânea no tempo disponível, justificando-se nova prorrogação de prazo.
Independentemente do estado atual da massa de água subterrânea Porto Santo, o presente plano já contempla medidas com um contributo significativo para atingir o objetivo ambiental até 2021 e que se destinam a:
Evitar a deterioração do estado quantitativo (atualmente bom);
Assegurar a melhoria do conhecimento das características físico-químicas da massa de água subterrânea e avaliar se a mesma apresenta indícios de intrusão salina;
Evitar a deterioração ou melhorar o estado químico.
3.2 Derrogação dos objetivos ambientais
A opção por objetivos menos exigentes só pode ser justificada se não se verificar mais nenhuma deterioração no estado das massas de água afetadas e se se verificarem as seguintes condições:
a) As necessidades ambientais e socioeconómicas servidas por tal atividade humana não possam ser satisfeitas por outros meios que constituam uma opção ambiental melhor e que não implique custos desproporcionados;
b) Seja assegurado, no caso das águas de superfície, a consecução do mais alto estado ecológico e químico possível, dados os impactes que não poderiam razoavelmente ter sido evitados devido à natureza da atividade humana ou da poluição;
c) Seja assegurado, no caso das águas subterrâneas, a menor modificação possível no estado destas águas, dados os impactes que não poderiam razoavelmente ter sido evitados devido à natureza de atividade humana ou de poluição;
d) Não ocorram novas deteriorações do estado da massa de água afetada. Pode também ocorrer uma exceção temporária quanto aos objetivos de qualidade em situações excecionais e que não possam ser razoavelmente previstas, tais como inundações extremas, secas prolongadas e acidentes.
De acordo com a DQA existem as seguintes opções:
a) Artigo 4.º (5) – Exequibilidade técnica: quando a execução das medidas necessárias exceder
o prazo 2027;
b) Artigo 4.º (5) – Custo desproporcionado: quando for desproporcionadamente dispendioso completar as melhorias nos limites do prazo fixado.
A Figura 3.2 apresenta a metodologia para a definição de derrogações do prazo.
Figura 3.2: Metodologia para a definição de derrogações do prazo
Fonte: APA, 2015
Na RH10 não existem massas de água superficiais ou subterrâneas que justifiquem a derrogação dos objetivos ambientais do 2.º ciclo de planeamento (definição de objetivos ambientais menos exigentes).
Não se identificam situações de circunstâncias imprevistas ou excecionais em nenhuma massa
de água que façam prever que o intervalo de tempo até 2027 não é suficiente para o alcance do
estado ecológico bom e do estado químico bom, pelo que não se justifica a derrogação de
objetivos ambientais.
3.3 Deterioração temporária do estado das massas de água
A deterioração temporária do estado das massas de água não é considerada violação dos objetivos ambientais desde que sejam satisfeitas certas condições, que os motivos que explicam as alterações sejam especificamente justificados e se resultar de:
Circunstâncias imprevistas ou excecionais;
Alterações recentes das características físicas das massas de água superficial;
Alteração dos níveis piezométricos das massas de água subterrânea;
Novas atividades humanas conducentes ao desenvolvimento sustentável;
Só poderão ser consideradas imprevistas ou excecionais as circunstâncias que resultem de causas naturais ou causas de força maior em relação às habituais e que não possam ser razoavelmente previstas, particularmente, inundações extremas e secas prolongadas, ou acidentes, desde que se verifiquem todas as seguintes condições:
Sejam tomadas todas as medidas para evitar uma maior deterioração do estado das massas de água e para não comprometer o cumprimento dos objetivos ambientais noutras massas de água;
Se encontrem indicadas as condições em que podem ser declaradas as referidas circunstâncias imprevistas ou excecionais;
Se definam medidas a tomar nestas circunstâncias excecionais, e que não comprometam a recuperação da qualidade da massa de água quando essas circunstâncias deixarem de se verificar;
Se analise anualmente os efeitos das circunstâncias excecionais ou que não pudessem ser razoavelmente previstas, e que se estabeleçam todas as medidas para restabelecer a massa de água no estado em que se encontrava antes de sofrer os efeitos dessas circunstâncias;
Se inclua o compromisso de que serão adotados indicadores apropriados para verificar a evolução do cumprimento dos objetivos ambientais das massas de água.
De acordo com o articulado constante na DQA existem as seguintes exceções:
a) Artigo 4.º (6) - Causas naturais: inundações extremas e secas prolongadas;
b) Artigo 4.º (6) – Força maior: causas de força maior e que não possam ser razoavelmente previstas;
c) Artigo 4.º (6) – Acidentes: situações devidas a acidentes.
Para a RH10 não foi necessário aplicar as exceções previstas no artigo 4.º (6), uma vez que não se verificou a deterioração temporária do estado de nenhuma massa de água no 2.º ciclo.
Portanto, as exceções previstas não são aplicáveis a nenhuma das massas de água superficiais ou subterrâneas, não tendo sido identificada qualquer necessidade de aplicar derrogações dos objetivos ambientais.
3.4 Modificações recentes nas massas de água
Não será considerada violação dos objetivos ambientais previamente fixados para as massas de água se devido a alterações recentes das características físicas de uma massa de água de superfície ou de alterações do nível de massas de água subterrânea não for possível:
a) Restabelecer o bom estado das águas subterrâneas;
b) Restabelecer o bom estado ecológico ou, quando aplicável, o bom potencial ecológico;
c) Evitar a deterioração do estado de uma massa de água superficial ou subterrânea.
Também não será considerada violação dos objetivos ambientais se a deterioração do estado de uma massa de água de “Estado ecológico excelente” para “Estado ecológico bom” não puder ser evitada devido a novas atividades humanas de desenvolvimento sustentável.
A utilização desta exceção requer a verificação das seguintes condições:
Sejam tomadas todas as medidas exequíveis para mitigar o impacte negativo sobre o estado da massa de água;
As razões que explicam as alterações estejam especificamente definidas e os objetivos ambientais sejam revistos de seis em seis anos;
As modificações ou alterações sejam de superior interesse público;
Os benefícios para o ambiente e para a sociedade decorrentes da realização dos objetivos de qualidade definidos na Lei da Água sejam superados pelos benefícios das novas modificações ou alterações para a saúde humana, para a manutenção da segurança humana ou para o desenvolvimento sustentável;
Os objetivos benéficos decorrentes dessas modificações ou alterações da massa de água não possam, por motivos de exequibilidade técnica ou de custos desproporcionados, ser alcançados por outros meios que constituam uma opção ambiental significativamente melhor.
De acordo com o articulado constante na DQA existem as seguintes exceções:
a) Artigo 4.º (7) - Alterações físicas: alterações recentes das características físicas das massas de água;
b) Artigo 4.º (7) – Desenvolvimento humano sustentável: devido a novas atividades humanas de desenvolvimento sustentáveis.
Na RH10, no 2.º ciclo, não foi necessário aplicar a exceção referente a modificações recentes nas massas de água.
3.5 Síntese dos objetivos ambientais
Com o intuito de acompanhar a evolução do prazo real ou previsto para as massas de água, superficiais e subterrâneas, alcançarem o bom estado efetua-se no presente ponto uma síntese da calendarização do cumprimento dos objetivos ambientais.
O Quadro 3.3 e o Quadro 3.4 apresentam, de forma sucinta, a calendarização dos objetivos ambientais estabelecidos para as massas de água de superfície e subterrâneas na RH10.
Quadro 3.3: Resumo dos objetivos ambientais para as massas de água de superfície
Objetivo Ambiental
N.º massas de água para as quais se estabelece o objetivo
ambiental
N.º massas de água em estado bom (ou
superior)
Estado bom (ecológico + químico)
mantido/melhorado até 2015 49 (41 rios, 8 costeiras) 49 de 102 Estado bom (ecológico + químico) atingido até 2015 8 (Rios) 57 de 102 Estado bom (ecológico + químico) atingido até 2021 11 (Rios) 68 de 102 Estado bom (ecológico + químico) atingido até 2027 20 (Rios) 88 de 102 * Nota: * para 14 massas de água naturais não é estabelecido qualquer objetivo de alcance do bom estado (ecológico e químico) ou um objetivo menos exigente, dado que foram classificadas com estado indeterminado.
Quadro 3.4: Síntese do calendário de cumprimento dos objetivos ambientais para as massas de água subterrânea, incluindo aquelas que são zonas protegidas
Objetivo Ambiental N.º massas de água Zonas Protegidas
Estado bom (ecológico + químico) mantido/melhorado até 2015
3 das 4 massas de água subterrânea (Paul da Serra, Maciço
Central, Caniçal)
3 de 3 massas de água subterrânea*
(Paul da Serra, Maciço Central, Caniçal) Estado bom (ecológico + químico) atingido até 2015 3 das 4 massas de água
subterrânea ---
Objetivo Ambiental N.º massas de água Zonas Protegidas
Estado bom (ecológico + químico) atingido até 2021
4 das 4 massas de água subterrânea (Porto Santo)
---
Estado bom (ecológico + químico) atingido até 2027 4 das 4 massas de água
subterrânea ---
Objetivos ambientais menos exigentes para 2015 por não ser previsível que o estado bom seja atingido até
2027
Não aplicável Não aplicável
Não é possível restabelecer o estado bom ou evitar a deterioração do estado das massas de água devido a alterações recentes ou a novas atividades humanas
instaladas
Não aplicável Não aplicável
* a massa de água subterrânea Porto Santo não é uma zona protegida, não sendo uma origem de água para o abastecimento público.
No que respeita ao primeiro ciclo de planeamento, foram analisadas as massas de água que estavam em condições de cumprir os objetivos ambientais em 2015 e as que teriam de recorrer às condições de exceção previstas no artigo 4º da DQA relativamente a prorrogações (n.º 4), derrogações (n.º 5), deterioração temporária (n.º 6) e novas modificações (n.º 7). Esta informação está sistematizada no Quadro 3.5.
Quadro 3.5: Exceções aplicadas no 1º ciclo
Objetivo
ambiental Categoria
Massas de água (n.º) Exceção
4 (4)
Exceção 4 (5)
Exceção 4 (6)
Exceção 4 (7)
Total de exceções
2021
Rios 11 0 0 0 11
Águas costeiras 0 0 0 0 0
Águas subterrâneas 1 0 0 0 1
TOTAL 12 0 0 0 12
2027
Rios 20 0 0 0 20
Águas costeiras 0 0 0 0 0
Águas subterrâneas 0 0 0 0 0
TOTAL 20 0 0 0 20
No 1.º ciclo, às 31 massas de água superficial que se previa que só alcançassem o bom estado após 2015 foi aplicada a exceção 4 (4) para que 11 massas de água atingissem o objetivo ambiental em 2021 e 20 em 2027. Quanto às restantes exceções não foram aplicadas a qualquer massa de água, por não se observarem as respetivas circunstâncias enquadráveis.
Relativamente à massa de água subterrânea que se previa que só alcançasse o bom estado após
2015 foi aplicada a exceção 4 (4) para que atingisse o objetivo ambiental em 2021. A exceção
aplicada à massa de água subterrânea Porto Santo deveu-se a razões de exequibilidade técnica,
decorrente do desconhecimento do estado químico da massa de água.
As restantes massas de água superficiais (57 na totalidade, das quais 49 rios e 8 costeiras) e subterrâneas (três) atingiram ou mantiveram o bom estado em 2015 tal como definido no 1.º ciclo.
Relativamente às massas de água superficiais, é apresentada no Quadro 3.6 a listagem das massas de água para as quais o objetivo ambiental foi atingido em 2015, tendo-se verificado a manutenção ou alcance do bom estado.
Quadro 3.6: Massas de água superficiais para as quais foi atingido o objetivo ambiental em 2015
Código MS_CD
Zona protegida: (S) Sim; (N) Não
/ Tipologia
Metodologia de classificação do estado atual*
ZP: Objetivos referentes ao estatuto de proteção
Categoria RIOS
CO11 S / Proteção de habitats e
espécies ME + PH + APC
Manutenção/melhoria da qualidade da água no sentido de possibilitar o alcance de um bom
estado de conservação para os habitats e/ou espécies que alberga até 2027
CO110 N ME + PH + APC -
CO112 N ME + PH + APC -
CO12 S / Proteção de habitats e
espécies Monitorização
Manutenção/melhoria da qualidade da água no sentido de possibilitar o alcance de um bom
estado de conservação para os habitats e/ou espécies que alberga até 2027
CO14 N ME + PH + APC -
CO15 N ME + PH + APC -
CO16 N ME + PH + APC -
CO17 N ME + PH + APC -
CO18 N Monitorização -
RFai21A N ME + PH + APC -
RFai21B S / Proteção de habitats e
espécies ME + PH + APC
Manutenção/melhoria da qualidade da água no sentido de possibilitar o alcance de um bom
estado de conservação para os habitats e/ou espécies que alberga até 2027
RFai21C S / Proteção de habitats e
espécies Monitorização
Manutenção/melhoria da qualidade da água no sentido de possibilitar o alcance de um bom
estado de conservação para os habitats e/ou espécies que alberga até 2027
RFai21D S / Proteção de habitats e
espécies Monitorização
Manutenção/melhoria da qualidade da água no sentido de possibilitar o alcance de um bom
estado de conservação para os habitats e/ou espécies que alberga até 2027
RFun21 N ME + PH + APC -