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SISTEMAS INTEGRADOS DE MATRIZES INPUT-OUTPUT PARA PORTUGAL, 2008

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SISTEMAS INTEGRADOS DE MATRIZES INPUT-OUTPUT PARA PORTUGAL, 2008

D ocumento de T rabalho Nº 7/2011

Lisboa

E RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional

Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento

do Território

(2)

FICHA TÉCNICA

Título: Sistemas Integrados de Matrizes Input-Output para Portugal, 2008 Autores: Ana Maria Dias (coordenação)

Estela Domingos

Editor: Departamento de Prospectiva e Planeamento e Relações Internacionais

Av. D. Carlos I, 126 1249-073 Lisboa Fax: (351) 213935208 Telef: (351) 213935200 E-mail: [email protected] www.dpp.pt

Edição Electrónica: Divisão de Informação e Comunicação

(3)

ÍNDICE

1. INTRODUÇÃO 5

2. DADOS FORNECIDOS PELO INE 7

3. ETAPAS DO TRABALHO 8

4. CONSTRUÇÃO DE SISTEMAS DE MATRIZES NÃO SIMÉTRICOS 8

4.1. Matrizes de Margens Comerciais, de Margens de Transporte e de Fluxos Totais

a preços de base 8

4.2. Matrizes de Importações e de Produção Nacional 9

5. SIMETRIZAÇÃO DO SISTEMA DE MATRIZES 11

5.1. Aspectos gerais e operações preliminares 11

5.2. Metodologias de simetrização – aspectos gerais 13

5.3. Método 1 de simetrização (hipótese pura da tecnologia do ramo) 15 5.4. Método 2 de simetrização (hipótese pura da tecnologia do produto) 15 5.5. Apreciação dos métodos 1 e 2 e apresentação do método utilizado (método 3) 16

6. AGREGAÇÃO DO SISTEMA DE MATRIZES SIMETRIZADAS 18

7. REFERÊNCIAS 20

8. QUADROS SIMÉTRICOS INPUT-OUTPUT (P85 x P85) – PORTUGAL, 2008 21

Matriz de Fluxos Totais a Preços de Aquisição 23

Matriz de Fluxos Totais a Preços de Base 37

Matriz de Produção Nacional a Preços de Base 51

Matriz de Importações CIF 65

Matriz de IVA não dedutível sobre os produtos 79

Matriz de Outros Impostos sobre os Produtos 93

Matriz de Subsídios sobre os Produtos 107

Matriz de Margens Comerciais 121

Matriz de Margens de Transporte 135

9. SYMMETRIC INPUT-OUTPUT TABLES (P64 x P64) – PORTUGAL, 2008 149

Input-Output Table for Total Flows at Basic Prices 151

Input-Output Table for Domestic Production at Basic Prices 163

Input-Output Table for Imports CIF 175

(4)
(5)

   

   

DEPARTAMENTO DE PROSPECTIVA E PLANEAMENTO E RELAÇÕES INTERNACIONAIS

SISTEMAS INTEGRADOS DE MATRIZES INPUT-OUTPUT PARA PORTUGAL, 2008

1. INTRODUÇÃO

Neste documento apresenta-se a metodologia e os resultados da construção de sistemas integrados de matrizes simétricas input-output para Portugal, para o ano de 2008.

A realização deste trabalho surgiu da necessidade, não só de actualizar os coeficientes do modelo MODEM

1

(modelo de base input-output desenvolvido no DPP, que tem sido utilizado para a avaliação do impacto macroeconómico, sectorial e regional de políticas públicas e de grandes empreendimentos) com também para sustentar a realização de outros estudos que utilizam dados input-output, permitindo, por outro lado, dar resposta aos compromissos de Portugal com o Eurostat em termos de produção de sistemas quinquenais de quadros input-output.

A calibração do modelo MODEM requer a existência de quadros simétricos input- output (ou seja: “produtos por produtos” ou “ramos por ramos”, de tal forma que o

“Total dos Empregos” de cada produto/ramo seja idêntico ao respectivo “Total dos Recursos”) bem como a decomposição do quadro de Fluxos Totais a preços de aquisição (FTpa) em fluxos de bens e serviços produzidos internamente (de Produção Nacional a preços de base: PN), de bens e serviços importados a preços CIF (M), de Margens Comerciais (MC) e de transporte (MT) e de impostos (IVA;

OTP) e subsídios (Z) sobre os produtos.

Nos últimos anos o INE apenas tem disponibilizado quadros não simétricos de Fluxos Totais a preços de Aquisição (produtos por ramos), razão pela qual o DPP tem procedido à elaboração periódica de sistemas integrados de quadros simétricos input-output para Portugal, designadamente para 1992

2

(no sistema de contas SEC79) e, no sistema de contas SEC95, para 1995 e 1999

3

(base 1995 das Contas Nacionais), para 2005 (base 2000)

4

, e agora para 2008 (base 2006).

      

1

A versão mais recente deste modelo é apresentada em Dias e Lopes (2010).

2

O trabalho relativo ao sistema de matrizes para 1992 foi maioritariamente realizado pelo INE e apenas finalizado pelo DPP, estando publicado em Dias, Lopes e Félix (2001).

3

Os sistemas de matrizes para 1995 e 1999 estão publicados em Martins (2004b e 2004a), respectivamente.

4

Vide Dias (2008, 2009a, e 2009b).  

(6)

 

   

 

6

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Para a realização destes trabalhos o DPP beneficiou sempre do acordo e colaboração do INE tanto em termos de fornecimento de informação de base detalhada como de esclarecimentos metodológicos.

Para além dos acima mencionados sistemas de matrizes construídos a partir de informação detalhada fornecida pelo INE, o DPP estimou ainda sistemas de matrizes para outros anos com base nos quadros de fluxos totais publicados pelo INE e no sistema completo de matrizes (construído de raiz) cronologicamente mais próximo

5

.

Atendendo a que o último sistema completo de matrizes construído de raiz (para 2005) se baseou em dados da base 2000 das Contas Nacionais, entretanto substituída pela base 2006, e tendo em conta também a respectiva alteração verificada na classificação dos produtos e dos ramos de actividade (baseada na CAE Rev.3), considerou-se que se tornava necessário construir novos sistemas de raiz nesta nova base, tendo por isso sido desenvolvido o trabalho para 2008, que agora se divulga.

Na presente publicação apresentam-se dois sistemas simétricos de matrizes:

1. um para satisfazer os requisitos do Eurostat (P64xP64), com uma desagregação sectorial a 64 produtos x 64 produtos (ramos homogéneos), utilizando a nomenclatura CPA64, que se disponibiliza em inglês;

2. outro um pouco mais desagregado, a 85 produtos x 85 produtos (P85xP85), para satisfazer as necessidades de modelização e de análise input-output, designadamente em áreas de economia-ambiente (considerando em particular o segmento “energia-clima”), razão pela qual se desagregam ao máximo os produtos energéticos.

Cumpre-nos agradecer toda a disponibilidade demonstrada pelo INE, designadamente à Drª Maria João David, que constituiu o nosso elemento central de contacto, pela pronta resposta a todos os pedidos de informação detalhada, bem como pelo esclarecimento de dúvidas e pelas sugestões dadas relativamente à metodologia a adoptar em alguns casos particulares mais controversos.

      

5

A metodologia e resultados da estimação de sistemas de matrizes para 1995 (sec79), 1996 a 1998

(sec95, base 1995) e 2000 a 2004 (sec95, base 2000) estão publicados em, respectivamente, Dias,

Lopes e Félix (2001) e Lopes (2007 e 2008).

(7)

   

   

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2. DADOS FORNECIDOS PELO INE

A informação de base disponibilizada pelo INE para 2008 e utilizada neste trabalho foi a seguinte (ao nível de 431 produtos x 125 ramos, de acordo com as nomenclaturas de produtos e de ramos das Contas Nacionais - Base 2006: NPCN06 e NRCN06, respectivamente):

• Quadro Recursos-Empregos (QRE);

• Quadro de Produção (produtos produzidos × ramos onde são produzidos) (QP);

• Quadros de Margens Comerciais, de Margens de Transportes, de IVA, de Outros Impostos sobre os Produtos e de Subsídios;

• Quadro de importação de bens (produtos importados por ramo importador);

• Quadro de exportação de bens (produtos exportados por ramo exportador);

O INE disponibilizou ainda vectores com a decomposição das margens comerciais e de transporte por tipo de margem (margens de comércio por grosso e a retalho, relativas ao comércio automóvel e globais; margens de transporte ferroviário, rodoviário e marítimo), para o total das utilizações intermédias e para cada uma das utilizações finais (vectores-coluna contendo os valores das margens que incidem sobre cada um dos 431 produtos).

Foram também fornecidos pelo INE vectores de exportação e de importação de bens segundo a nomenclatura combinada (NC, desagregada por 9105 produtos), bem como a tabela de correspondência da NC com a Nomenclatura de produtos das Contas Nacionais base 2006.

Adicionalmente, o INE forneceu, ainda, a decomposição dos valores do vector-linha do QRE, “Remunerações” por 125 ramos de actividade (A127), entre “Ordenados e Salários” e “Contribuições Sociais Patronais”. Forneceu também valores para o Emprego remunerado (em volume) a 125 ramos, para além do Emprego total em volume, que já fazia parte do QRE desagregado.

O INE disponibilizou, por outro lado, valores para o Consumo de Capital Fixo (CCF)

por 80 ramos de actividade (A82), uma vez que, neste último caso, não dispunha

de dados mais desagregados.

(8)

 

   

 

8

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3. ETAPAS DO TRABALHO

Tal como nos sistemas desenvolvidos pelo DPP para 1995, 1999 e 2005, optou-se por elaborar sistemas simétricos produtos x produtos, de acordo com a recomendação do SEC95 (EUROSTAT, 2008, pág. 301).

A construção dos sistemas de matrizes para 2008 obedeceu às seguintes etapas:

1º: Construção de um sistema de matrizes não simétrico de 431 produtos x 125 ramos e utilizações finais, composto pelos seguintes quadros:

• FTpa: Matriz de Fluxos Totais a preços de aquisição;

• FTpb: Matriz de Fluxos Totais a preços de base;

• PN: Matriz de Produção Nacional a preços de base;

• M :Matriz de Importações CIF;

• IVA: Matriz de IVA;

• OTP: Matriz de Outros Impostos sobre os Produtos;

• Z: Matriz de subsídios aos produtos;

• MC: Matriz de Margens Comerciais;

• MT: Matriz Margens de transporte;

2º: “Simetrização” do sistema de matrizes, considerando o máximo nível viável de desagregação de produtos (inputs) e de ramos, o que se traduz em converter ramos heterogéneos (produtores de produtos secundários para além do produto homólogo) em ramos “puros” (produzindo apenas o produto homólogo);

3º: Agregação do sistema simétrico de matrizes obtido no 2º passo para sistemas (p85×p85) e (p64×p64).

4. CONSTRUÇÃO DE SISTEMAS DE MATRIZES NÃO SIMÉTRICOS

4.1. Matrizes de Margens Comerciais, de Margens de Transporte e de Fluxos Totais a preços de base

A partir dos quadros fornecidos pelo INE elaboraram-se os 1º e 2º quadrantes

(correspondentes, respectivamente, às utilizações intermédias e finais dos

produtos) de uma matriz de Fluxos Totais a preços de base a 431 produtos x

125 ramos e utilizações finais, que designaremos por FTpb, obtida por diferença

(9)

   

   

DEPARTAMENTO DE PROSPECTIVA E PLANEAMENTO E RELAÇÕES INTERNACIONAIS

entre os 1º e 2º quadrantes da correspondente matriz de fluxos totais a preços de aquisição (FTpa, que corresponde à parte de “Empregos” do Quadro Recursos- Empregos desagregado, fornecido pelo INE) e as respectivas matrizes de margens comerciais totais (MC), margens de transporte totais (MT), de IVA, de Outros Impostos sobre os Produtos (OTP) e de subsídios aos produtos (Z, matriz de subsídios multiplicados por -1):

(1) FTpb = FTpa – MC – MT - IVA – OTP – Z

No caso das matrizes de IVA, OTP e Z, utilizaram-se directamente os respectivos quadros fornecidos pelo INE.

Já no que respeita às matrizes de Margens Comerciais e de Transporte foi necessário acrescentar, nos quadros fornecidos pelo INE, valores negativos nas linhas relativas aos produtos comerciais e de transporte (fornecedores dos serviços associados às margens), correspondentes às contrapartidas das margens aplicadas nas restantes linhas dessas matrizes, por forma a que a soma em coluna fosse sempre igual a zero. Com efeito, só após essa tranformação se verifica a identidade apresentada na equação (1).

Para isso foi necessário decompor a matriz de Margens Comerciais totais em quatro matrizes de margens comerciais específicas, correspondentes aos produtos 4501 (comércio automóvel), 4602 (venda por grosso, excepto comércio automóvel), 4701 (venda a retalho, excepto comércio automóvel e de combustíveis) e 4702 (comércio de combustíveis) e a matriz de Margens de transporte em três matrizes, correspondentes aos produtos 49012 (serviços de transporte ferroviário de mercadorias), 4903 (Serviços de transporte rodoviário de mercadorias) e 5003 (serviços de transporte por água de mercadorias) e ventilar os valores correspondentes aos diversos tipos de margens (fornecidos pelo INE) por ramos utilizadores, tendo essa ventilação sido efectuada, para cada produto (linha da matriz) proporcionalmente ao total de margens (comerciais ou de transporte) utilizadas por cada ramo.

4.2. Matrizes de Importações e de Produção Nacional

Seguidamente estimou-se a matriz de Importações (M), obtida por soma das

matrizes de importação de bens e de importação de serviços, as quais foram

obtidas ventilando, respectivamente, os vectores-coluna de importação de bens e

de importação de serviços (para cada um dos 431 produtos) ao longo de cada linha

de empregos (por utilizações intermédias de 125 ramos e pelas diversas utilizações

finais) segundo os seguintes critérios:

(10)

 

   

 

10

DEPARTAMENTO DE PROSPECTIVA E PLANEAMENTO E RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Regras gerais:

1) Importação de bens: ventilação da importação de cada produto proporcionalmente aos valores da respectiva linha da matriz de fluxos totais a preços de base, por todas as utilizações intermédias e finais, com excepção das Exportações. A exclusão (numa primeira abordagem) das Exportações na ventilação das importações, baseou-se na hipótese de que todos os bens exportados teriam algum valor acrescentado nacional, pelo que deveriam corresponder (em termos directos) exclusivamente a Produção Nacional, implicando valores nulos na coluna de exportações da matriz de importações. Contudo, os dados fornecidos pelo INE conduziram ao abandono dessa hipótese em diversos casos, como adiante se verá, nos casos particulares.

2) Importação de serviços: ventilação proporcional aos valores da respectiva linha da matriz de fluxos totais a preços de base, considerando apenas as utilizações intermédias e a FBCF.

Casos particulares:

• As importações de bens relativas aos produtos 37 (Serviços de saneamento básico; lamas de depuração) e 38 (Serviços de recolha, tratamento e deposição de resíduos; serviços de valorização de materiais) foram, dada a sua natureza, ventiladas apenas por consumos intermédios.

• No caso dos produtos cuja produção nacional era zero, efectuou-se uma imputação direta dos valores da matriz de fluxos totais a preços de base para a matriz de importações de bens (uma vez que os produtos em causa não registavam importações de serviços).

• As importações de serviços cujo valor excedia, ou estava muito próximo da soma dos consumos intermédios com a FBCF (na matriz de FTpb) foram também ventiladas pelas restantes utilizações finais, com excepção das Exportações e da Variação de Existências (uma vez que não há stocks de serviços).

• No caso do produto 68021 (Serviços de arrendamento e exploração de bens imobiliários residenciais), que apenas tinha utilizações finais (consumo final das Administrações Públicas, das Famílias e Exportações), ventilaram-se as respectivas importações (de serviços) apenas por consumo público dado tratar-se, segundo o INE, de despesas com embaixadas portuguesas.

• No caso dos produtos para os quais as exportações a preços de base

excediam, ou apresentavam um valor muito próximo da produção nacional a

preços de base (inviabilizando ou dificultando a aplicação da hipótese de que

(11)

   

   

11 

DEPARTAMENTO DE PROSPECTIVA E PLANEAMENTO E RELAÇÕES INTERNACIONAIS

as exportações seriam só de produção nacional), solicitaram-se esclarecimentos adicionais ao INE. Com base nas respostas recebidas e nalgumas outras informações adicionais entretanto recolhidas, alterou-se o método de ventilação das importações de bens para cada um desses produtos, tendo-se definido, designadamente, um valor para as exportações na respectiva linha da matriz de importações (correspondendo a uma simples reexportação de produtos importados) e definido, caso a caso, o método de ventilação do restante valor das importações.

Posteriormente obteve-se a matriz de Produção Nacional a preços de base (PN) por diferença entre a matriz de fluxos totais a preços de base e a matriz de importações:

(2) PN = FTpb – M

Verificou-se depois se a matriz de Produção Nacional assim obtida observava a condição de não negatividade em todas as quadrículas correspondentes a consumos intermédios e consumos finais, tendo-se procedido aos acertos finais na matriz de importações por forma a assegurar aquela condição.

Obteve-se, assim, um sistema completo de matrizes, não simétrico, de 431 produtos por 125 ramos, respeitando a seguinte identidade para os 1º e 2º quadrantes (utilizações intermédias e finais) destas matrizes:

(3) FTpa = PN + M + IVA + OTP + Z + MC +MT

5. SIMETRIZAÇÃO DO SISTEMA DE MATRIZES 5.1. Aspectos gerais e operações preliminares

A “simetrização” do sistema de matrizes consistiu na realização de um conjunto de transformações em cada um dos quadros não simétricos por forma a converter ramos heterogéneos (produtores de produtos secundários para além do produto que dá nome ao ramo, adiante designado por “produto homólogo”) em ramos

“puros” (produzindo apenas o produto homólogo). Estas transformações são

realizadas no primeiro e terceiro quadrantes de cada uma das matrizes

(correspondentes, respectivamente às utilizações de inputs intermédios e de inputs

primários pelos diversos ramos de actividade), que são aqueles que envolvem os

ramos de actividade, permanecendo inalterados os segundos quadrantes das

matrizes (correspondentes às utilizações finais dos produtos: Consumo Final,

Investimento e Exportações).

(12)

 

   

 

12

DEPARTAMENTO DE PROSPECTIVA E PLANEAMENTO E RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Na prática, as operações de simetrização apenas são realizadas para o conjunto do 1º e 3º quadrantes no que respeita à matriz de Fluxos totais a preços de aquisição (FTpa), considerando-se, no 3º quadrante, linhas correspondentes ao Emprego em volume (total e remunerado) e às seguintes componentes do VAB a preços base (totalizando, com o Emprego, 8 inputs primários):

1. Ordenados e Salários

2. Contribuições Sociais Patronais;

3. Outros Impostos à Produção;

4. Outros Subsídios à Produção (-);

5. Consumo de Capital Fixo (CCF);

6. Excedente Líquido de Exploração (incluindo o Rendimento Misto)(ELE).

As matrizes de importações, de margens, de impostos e de subsídios não possuem 3º quadrante e, no que respeita às matrizes de Fluxos Totais a preços de base e de Produção Nacional, as linhas correspondentes ao VAB e suas componentes são idênticas às da matriz de FTpa.

O INE forneceu os dados relativos ao Emprego em volume e a todas as componentes do VAB acima mencionadas decompostos por 125 ramos, com excepção do Consumo de Capital Fixo, para o qual o INE apenas dispunha de desagregação a 80 ramos, tendo fornecido, em vez disso, o Excedente Bruto de Exploração (EBE=CCF+ELE) a 125 ramos. Por esse motivo, procedeu-se à elaboração de estimativas de repartição do CCF pelos 125 ramos de actividade, tendo-se adoptado como critério de desagregação por sub-ramos, incluídos em cada um dos 80 ramos, uma ventilação proporcional ao EBE, com excepção dos ramos que apresentavam um EBE negativo, casos em que se efectuou a ventilação proporcionalmente ao VAB ao custo de Factores (remunerações+EBE) quando este era positivo e proporcionalmente à produção quando também o VABcf era negativo.

Para efeito de decisão quanto aos métodos de simetrização a adoptar, procedeu-se à análise do Quadro de Produção desagregado (431 produtos × 125 ramos), designadamente da estrutura de repartição por produtos da produção de cada ramo e da repartição por ramos da produção de cada produto, analisando-se, em particular, a percentagem da produção de cada ramo que é afecta ao produto homólogo, a percentagem da produção de cada produto que é realizada no próprio ramo e o quociente entre a produção total de cada produto e a produção total do ramo homólogo.

Na sequência desta análise decidiu-se efectuar uma “simetrização” prévia do ramo

643 (Serviços de trusts, fundos de investimento e outras entidades financeiras

(13)

   

   

13 

DEPARTAMENTO DE PROSPECTIVA E PLANEAMENTO E RELAÇÕES INTERNACIONAIS

semelhantes), com transferência da produção do produto 6802 (Serviços de arrendamento e exploração de bens imobiliários), realizada naquele ramo, para o ramo 6802. Esta operação preliminar resultou da verificação do facto de o produto 6802 representar 99,9% da produção do ramo 643 antes da simetrização.

Procedeu-se também à transferência dos inputs intermédios e primários deste ramo de forma proporcional à produção transferida.

Decidiu-se, por outro lado, efectuar uma agregação (prévia às subsequentes operações de simetrização) de alguns ramos que apresentavam grande interligação de produtos produzidos, designadamente:

• Ramo 46 (Comércio por grosso (incluindo agentes) excepto de veículos automóveis e motociclos), correspondente à agregação dos sub-ramos 4601 (Agentes do comércio por grosso) e 4602 (Comércio por grosso excepto de veículos automóveis e motociclos);

• Agregação do ramo 641 (Intermediação monetária) com o ramo 649 (Outras actividades de serviços financeiros, excepto seguros e fundos de pensões).

Obteve-se, deste modo, um sistema de matrizes de 431 produtos × 123 ramos, não simétrico (à excepção do ramo 643, previamente “simetrizado”), ao qual se aplicaram os métodos de simetrização que se descrevem nos pontos seguintes.

As operações de “simetrização” conduziram à conversão de matrizes de 431 produtos × 123 ramos heterogéneos (431p×123r) para matrizes de 431 produtos × 123 produtos

6

(ramos homogéneos) (431p×123p).

5.2. Metodologias globais de simetrização – aspectos gerais

A “simetrização” das matrizes deve conduzir a valores que respeitem as seguintes identidades:

a) Os consumos intermédios totais de cada produto e as utilizações totais de cada input primário, por parte do conjunto dos ramos, devem ser iguais nas duas matrizes (simétrica e não simétrica);

b) No caso das matrizes de fluxos totais, a soma dos elementos de cada coluna da matriz simétrica (total de inputs intermédios e primários de cada ramo) deve ser igual à produção do respectivo produto homólogo.

Para efectuar esta simetrização podem utilizar-se as seguintes hipóteses alternativas (ou combinadas):

      

6

Estes 123 produtos correspondem a uma agregação dos 431 produtos considerados em linha.

(14)

 

   

 

14

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1. Hipótese da tecnologia do ramo: admite-se que a tecnologia de produção de cada produto varia consoante o ramo onde é efectivamente produzido e corresponde à tecnologia desse ramo, ou seja, cada ramo de actividade tem a sua tecnologia própria, independentemente da combinação de produtos que produz (tecnologia homogénea por ramos);

2. Hipótese da tecnologia do produto: admite-se que um dado produto tem sempre a mesma tecnologia de produção, independentemente do ramo onde é efectivamente produzido (tecnologia homogénea por produtos).

Na realidade, a tecnologia de produção de cada produto deve corresponder a um misto destas duas hipóteses, sendo mais próxima da hipótese 1 nos casos de sub- produtos ou de produtos de produção conjunta e da hipótese 2 nos casos de produção subsidiária (Eurostat, 2008, pág. 314).

Para facilitar a explicação das metodologias de simetrização ensaiadas, apresentadas nos pontos seguintes, explicita-se, de seguida, a terminologia utilizada e um conjunto de equações de definição comuns aos diferentes métodos.

Seja MNS uma matriz input-output (1º e 3º quadrantes) não simétrica e MS a correspondente matriz simetrizada, ambas com m linhas e n colunas (matrizes de dimensão mxn) onde m=p+q, sendo p o nº total de inputs intermédios (produtos), q o nº de inputs primários e n o nº de ramos considerados. Os elementos genéricos, de ordem (k,j), destas matrizes, mns

kj

e ms

kj

, representam a quantidade do input k utilizado na produção do ramo j.

Designemos por X o quadro de produção (matriz quadrada de dimensão nxn cujo elemento genérico x

ij

representa a produção do produto i pelo ramo j) e por XRD e XPD as matrizes diagonais (nxn) cujo elemento genérico da diagonal principal representa, respectivamente, a produção total de cada ramo j (antes da simetrização), xr

j

e de cada produto j, xp

j

.

Sejam ANS e AS as matrizes de coeficientes técnicos verticais respectivamente das matrizes MNS e MS, representando os seus elementos genéricos, ans

kj

e as

kj

, respectivamente, a quantidade do input k utilizada na produção de uma unidade de produção do ramo j (antes da simetrização) ou do produto j (depois da simetrização). Estes coeficientes são calculados da seguinte forma:

(4) ans

kj

= mns

kj

/ xr

j

e (5) as

kj

= ms

kj

/ xp

j

Em notação matricial vem:

(6) ANS = MNS*XRD

-1

e (7) AS = MS*XPD

-1

(15)

   

   

15 

DEPARTAMENTO DE PROSPECTIVA E PLANEAMENTO E RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Explicitando as equações (6) e (7) em ordem a MNS e MS vem:

(8) MNS = ANS*XRD e (9) MS = AS*XPD

Designemos por ANS

j

e AS

i

respectivamente as colunas de ordem j e i das matrizes ANS e AS, representando, respectivamente, as tecnologias produtivas do ramo j (antes da simetrização) e do produto i (depois da simetrização).

5.3. Método 1 de simetrização (hipótese pura da tecnologia do ramo)

A hipótese 1 (tecnologia do ramo), aplicada de forma rigorosa, implica que a tecnologia de cada produto na matriz simetrizada seja uma média ponderada das tecnologias dos ramos (observadas a partir da matriz não simétrica), sendo os ponderadores os pesos de cada ramo na produção total desse produto. Ou seja:

(10) AS

i

= Σ (x

ij

/xp

i

) *ANS

j

j

Da equação (10) obtém-se a equação matricial para AS:

(11) AS = ANS*X’ *XPD

-1

Conjugando as equações (11), (9) e (6), obtém-se a fórmula para a simetrização de matrizes sob a hipótese da tecnologia do ramo:

(12) MS = ANS*X’ = MNS*XRD

-1

*X’

5.4. Método 2 de simetrização (hipótese pura da tecnologia do produto) Na hipótese 2 (tecnologia do produto), aplicada de forma pura, a tecnologia de cada ramo (observada a partir da matriz não simétrica) é uma média ponderada das tecnologias dos produtos, sendo os ponderadores os pesos de cada produto na produção total do ramo. Ou seja:

(13) ANS

j

= Σ (x

ij

/xr

j

) *AS

i

i

Da equação (13) obtém-se a equação matricial para ANS em função de AS:

(14) ANS = AS*X*XRD

-1

Explicitando a equação (14) em ordem a AS e conjugando com a equação (8) vem:

(15) AS = ANS*XRD*X

-1

= MNS* X

-1

(16)

 

   

 

16

DEPARTAMENTO DE PROSPECTIVA E PLANEAMENTO E RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Conjugando as equações (15) e (9) obtém-se a fórmula para a simetrização de matrizes sob a hipótese da tecnologia do produto:

(16) MS = MNS*X

-1

*XPD

5.5. Apreciação dos métodos 1 e 2 e apresentação do método utilizado (método 3)

Tanto o método 1 como o método 2 têm a vantagem de conduzir a resultados que asseguram as identidades a) e b), referidas no ponto 5.2, numa única iteração.

Tal como já se tinha efectuado aquando da elaboração do sistema de matrizes para 2005 (Dias, 2008), ensaiou-se a aplicação destes dois métodos “puros” ao 1º e 3º quadrantes da matriz de fluxos totais a preços de aquisição para 2008 (com a dimensão de 439 linhas, correspondente a 431 inputs intermédios e 8 inputs primários, por 123 colunas, correspondentes aos ramos de actividade).

Para isso foi necessário proceder, previamente, à agregação do Quadro de Produção de forma a obter uma matriz X quadrada com a dimensão de 123 produtos × 123 ramos.

A aplicação destes métodos conduziu à constatação (tal como já se verificara anteriormente) de que o método 2 (tecnologia do produto) conduzia a valores negativos em muitas quadrículas de consumos intermédios e de alguns inputs primários na matriz simetrizada, o que não se podia, obviamente, aceitar.

Por outro lado, a aplicação do método 1 (tecnologia do ramo) não apresenta esse inconveniente (todos os valores de consumos intermédios são positivos na matriz simetrizada), mas pode conduzir, nalguns casos, a tecnologias produtivas pouco verosímeis.

Por esse motivo, e para manter a coerência com o trabalho realizado para o sistema de matrizes para 2005 (Dias, 2008), desenvolveu-se, depois, um terceiro método, o qual tem implícito, na prática, um misto das hipóteses puras subjacentes aos métodos 1 e 2 e que (tal como o método 1) possui a vantagem de não gerar valores negativos nos consumos intermédios. Este método tem, no entanto o inconveniente de não assegurar a identidade a) na primeira iteração, o que obriga à realização de, pelo menos mais uma iteração de modo a assegurar ambas as identidades.

Este terceiro método parte também da hipótese da tecnologia do produto mas, em

vez de aplicar a formulação do método 2 (que tem o inconveniente de gerar valores

negativos) utiliza, para obter a primeira iteração da matriz simetrizada, as

tecnologias produtivas observadas para os ramos da matriz não simétrica,

(17)

   

   

17 

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aplicando-as à produção dos produtos homólogos. Assim, admite-se, num primeiro passo, que a tecnologia de produção de cada produto é idêntica à tecnologia produtiva do ramo onde esse produto constitui a produção principal (ramo homólogo), ou seja:

(17) AS

j

(1) = ANS

j

e portanto:

(18) AS(1) = ANS

Conjugando a equação (18) com as equações (9) e (6) obtém-se:

(19) MS(1) = AS(1)*XPD = ANS*XPD = MNS*XRD

-1

*XPD

Esta primeira iteração não assegura, no entanto, a identidade a) referida no ponto 5.2, ou seja a igualdade entre o consumo intermédio total de cada produto (e utilização total de cada input primário) na matriz MS(1) e na matriz MNS.

Por este motivo foi necessário efectuar uma 2ª iteração, tendo-se calculado MS através da multiplicação de cada linha de MS(1) pelo quociente entre a soma da respectiva linha na matriz MNS e a soma da mesma linha da matriz MS(1), com excepção (no caso da matriz de fluxos totais) da última linha da matriz (Excedente Líquido de Exploração: ELE ). Deste modo, passou a assegurar-se a identidade a), tendo a identidade b) sido garantida através do cálculo da linha relativa ao

“Excedente Líquido de Exploração/Rendimento misto” por diferença entre a linha de produção dos produtos e a soma das restantes linhas da matriz MS:

(20) MS

i

= MS(1)

i

*[MNS

i

*in ]/[MS(1)

i

*in ] para i ≠ ELE (21) MS

ELE

= XP - ∑ MS

i

i≠ELE

onde MS

i

, MS(1)

i

e MNS

i

são as linhas de ordem i de, respectivamente, MS, MS(1) e MNS, in é um vector unitário (com todos os elementos iguais a 1) de dimensão (n×1), ELE é o Excedente Líquido de Exploração e XP é um vector-linha (1×n) cujos elementos representam o valor da produção de cada produto.

A opção por realizar apenas duas iterações neste processo de simetrização, efectuando-se o acerto, na 2ª iteração, através de uma única linha (ELE), em vez de um método RAS com um maior número de iterações

7

prende-se com um conjunto de razões:

      

7

Note-se que as duas iterações do método proposto correspondem às duas primeiras iterações de um

método RAS (com excepção, na 2ª iteração, do cálculo da linha do ELE).

(18)

 

   

 

18

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1. pelo facto de o Excedente Líquido de Exploração ser, por definição, uma variável residual;

2. pela dificuldade de aplicar o método RAS quando existem linhas que contêm, simultaneamente, valores positivos e negativos (o que apenas acontece na linha do ELE);

3. para minimizar as distorções aplicadas às matrizes originais (não simétricas), que correspondem à realidade observada;

4. para assegurar, de forma expedita, uma coerência no método de simetrização aplicado às diversas matrizes do sistema.

Este método de simetrização foi aplicado a todas as matrizes do sistema com excepção da matriz de produção nacional a preços base, que foi calculada por diferença entre as restantes matrizes simetrizadas (matriz de fluxos totais a preços de aquisição menos matrizes de margens, impostos e subsídios, menos matriz de importações):

(20) PN = FTpa – MC – MT - IVA - OTP – Z - M

Finalmente verificou-se se a matriz de Produção Nacional assim obtida verificava a condição de não negatividade em todas as quadrículas correspondentes a consumos intermédios. Tendo-se verificado ainda alguns casos pontuais de negatividade (poucos e de valor muito reduzido) foram os mesmos resolvidos transformando esses valores em zeros e acertando, para cada linha dessa matriz, pela quadrícula correspondente ao fluxo de maior valor (para garantir a identidade a)).

Seguidamente acertou-se a matriz de importações adicionando a cada quadrícula o simétrico da correspondente correcção efectuada na matriz de Produção Nacional, por forma a manter constante a soma das duas matrizes, que corresponde à matriz de fluxos totais a preços de base (FTpb):

(21) FTpb = PN + M = FTpa – MC – MT - IVA - OTP – Z

6. AGREGAÇÃO DO SISTEMA DE MATRIZES SIMETRIZADAS

Obtido um sistema “simétrico” rectangular de matrizes com a dimensão (no 1º

quadrante) de 431 produtos × 123 ramos homogéneos, com utilização do método 3

acima descrito, procedeu-se à inserção, em cada matriz, do respectivo 2º

quadrante (quadro de utilizações finais dos 431 produtos) e, posteriormente, à

agregação dos quadros (soma de linhas e de colunas) por forma a obter sistemas

simétricos de matrizes com igual número de linhas e de colunas no 1º quadrante,

designadamente os seguintes sistemas, que adiante se divulgam:

(19)

   

   

19 

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1. Um sistema para satisfazer os requisitos do Eurostat, com uma desagregação sectorial a 64 produtos x 64 produtos, utilizando a nomenclatura CPA64 e contendo três matrizes:

• Matriz de Fluxos Totais a preços de base;

• Matriz de Produção Nacional a preços de base;

• Matriz de Importações CIF.

2. Outro sistema um pouco mais desagregado, a 85 produtos x 85 produtos, para satisfazer as necessidades de modelização e de análise input-output, designadamente em áreas de economia-ambiente (considerando em particular o segmento “energia-clima”), razão pela qual se desagregaram ao máximo os produtos energéticos (seis produtos: carvão, petróleo bruto, gás natural produzido, gás natural distribuído, refinados do petróleo e electricidade). Para este sistema, apresentam-se as seguintes matrizes:

• Matriz de Fluxos Totais a preços de aquisição;

• Matriz de Fluxos Totais a preços de base;

• Matriz de Produção Nacional a preços de base;

• Matriz de Importações CIF;

• Matriz de IVA;

• Matriz de Outros Impostos sobre os Produtos;

• Matriz de subsídios aos produtos;

• Matriz de Margens Comerciais;

• Matriz Margens de transporte;

(20)

 

   

 

20

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7. REFERÊNCIAS

(a)

DIAS, Ana Maria (2008), Sistema Integrado de Matrizes para Input-Output para Portugal, 2005, Lisboa, DPP, Documento de Trabalho nº 8/2008

DIAS, Ana Maria (2009a), Building a System of Symmetric Input-Output Tables – Application to Portugal, 2005, paper apresentado na 17ª International Input-Output Conference, São Paulo, Brasil, 13-17 de Julho 2009, disponível em www.dpp.pt DIAS, Ana Maria (2009b), Sistema de Matrizes para Input-Output para Portugal, 2005, com desagregação do sector do Gás Natural, Lisboa, DPP, Documento de Trabalho nº 8/2008

DIAS, Ana Maria; LOPES, Emídio; FÉLIX, Ricardo (2001), Estimação de um Sistema de Matrizes para 1995 na Óptica da Produção Efectiva, Lisboa, DPP.

DIAS, Ana Maria; LOPES, Emídio (2010), O Modelo MODEM 6C e o Impacto Macroeconómico de Políticas Públicas – Avaliação por Tipos de Despesa Lisboa, DPP, Documento de Trabalho nº 2/2010.

EUROSTAT (2008), Eurostat Manual of Supply, Use and Input-Output Tables, edição de 2008, Luxemburgo.

LOPES, Emídio (2007), Estimação de Sistemas Integrados de Matrizes de Input- Output para Portugal, para 1996, 1997 e 1998 a preços de 1999, Lisboa, DPP.

LOPES, Emídio (2008), Estimação de Sistemas Integrados de Matrizes de Input- Output para Portugal, para os anos de 2000 a 2004, a preços de 1999, Lisboa, DPP.

MARTINS, Natalino (2004a), Sistema Integrado de Matrizes de Input-Output para Portugal, 1999, Lisboa, DPP.

MARTINS, Natalino (2004b), Sistema Integrado de Matrizes de Input-Output para Portugal de 1995, a preços correntes e a preços de 1999, Lisboa, DPP.

(a)

Todas as referências relativas a publicações do DPP estão disponíveis on-line, em www.dpp.pt

(21)

   

   

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8. QUADROS SIMÉTRICOS INPUT-OUTPUT (P85 x P85) PORTUGAL, 2008

Nota: As quadrículas em branco significam ausência de fluxo (valor exactamente igual a

zero). Nas quadrículas que apresentam o valor 0,0 existe um fluxo diferente de zero, mas

inferior a 50 mil euros (de que resulta 0,0 em milhões de euros arredondados até às

décimas).

(22)
(23)

MATRIZ DE FLUXOS TOTAIS A PREÇOS DE AQUISIÇÃO

01 02 03 05 061 062 07+08+09 10

Produtos (Nomenclatura NPCN06)

Prod. agric., prod. animal, caça e serv.

relac.

Prod. silvic., expl. florestal e serv. relac.

Prod. pesca, aquacultura e serv. relac.

Hulha (inclui antracite) e linhite

Petróleo Bruto

Gás Natural produzido

Outras Extractivas

Produtos alimentares

01 Produtos da agric., prod. animal, caça e serv. relac. 1.113,7 24,9 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 4.271,6

02 Produtos da silvic., expl. florestal e serv. relac. 0,0 106,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

03 Produtos da pesca, aquacultura e serv. relac. 0,0 0,0 38,8 0,0 0,0 0,0 0,0 50,2

05 Hulha (inclui antracite) e linhite 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1

061 Petróleo Bruto 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

062 Gás Natural produzido 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

07+08+09 Outras Extractivas 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 161,9 12,4

10 Produtos alimentares 1.385,4 0,0 4,5 0,0 0,0 0,0 0,1 2.790,8

11 Bebidas 41,1 0,2 0,1 0,0 0,0 0,0 1,6 22,7

12 Produtos da indústria do tabaco 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

13 Produtos têxteis 26,3 0,0 4,9 0,0 0,0 0,0 6,5 0,7

14 Artigos de vestuário 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,1

15 Couro e produtos afins 1,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

16 Madeira e cortiça e suas obras, excl.mobil.; obras de esp. e cest. 37,6 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 2,1 5,2

17 Papel e cartão e seus artigos 11,2 0,1 1,7 0,0 0,0 0,0 2,7 268,2

18 Trabalhos de impressão e gravação 4,2 0,3 1,8 0,0 0,0 0,0 4,3 29,0

19 Coque, produtos petrolíferos refinados e aglomerados de combustíveis 335,5 24,5 56,5 0,0 0,0 0,0 291,7 154,6

20 Produtos químicos e fibras sintéticas ou artificiais 270,1 12,8 1,1 0,0 0,0 0,0 37,9 33,4

21 Produtos farmacêuticos de base preparações e artigos farmacêuticos 8,6 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,1 14,3

22 Artigos de borracha e de matérias plásticas 13,0 0,2 0,5 0,0 0,0 0,0 3,0 207,5

23 Outros produtos minerais não metálicos 68,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 6,7 73,9

24 Metais de base 2,0 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 4,0 3,1

25 Produtos metálicos transformados, excepto máquinas e equipamento 24,7 1,2 6,7 0,0 0,0 0,0 13,4 109,1

26 Produtos informáticos, electrónicos e ópticos 0,0 1,0 0,4 0,0 0,0 0,0 0,1 0,0

27 Equipamento eléctrico 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,9 0,1

28 Máquinas e equipamentos, n.e. 9,8 2,5 2,7 0,0 0,0 0,0 7,5 11,9

29 Veículos automóveis, reboques e semi-reboques 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 7,6 0,0

30 Outro material de transporte 0,0 0,0 0,5 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

31 Mobiliário 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 31,3

32 Produtos diversos das indústrias transformadoras 0,7 0,1 0,1 0,0 0,0 0,0 0,4 2,2

33 Serviços de reparação e instalação de máq e equip 1,8 4,3 20,5 0,0 0,0 0,0 7,5 84,5

351+353 Electricidade, vapor e água quente e fria e ar frio 86,2 1,5 12,4 0,0 0,0 0,0 16,6 189,0

352 Gás natural distribuído 5,2 0,0 2,1 0,0 0,0 0,0 7,7 40,9

36 Captação, tratamento e distribuição de água 3,2 0,0 0,5 0,0 0,0 0,0 0,2 12,0

37+38+39 Serviços de saneamento, descontaminação e valorização de materiais 0,9 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,1 3,3

41 Construção de edifícios 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 97,4

42 Trabalhos engenharia civil 72,5 9,8 7,1 0,0 0,0 0,0 28,9 0,0

43 Trabalhos de construção especializados 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

45 Vendas p/ grosso e ret. e serv. Rep. Veíc. Auto. e motoc 29,7 4,2 5,1 0,0 0,0 0,0 7,8 16,5

46 Vendas p/ grosso, excep veíc. Auto. e motociclos 0,6 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 1,4 24,0

47 Vendas a retalho, exc veículos automóveis e motociclos 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

Ano: 2008 Preços Correntes

Unidade: 106 Euros P.2 - Consumo intermédio

49 Serv. transporte terrestre e por condutas (pipelines) 41,6 6,4 2,6 0,0 0,0 0,0 43,3 172,0

50 Serviços de transporte por água 1,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 2,2

51 Serviços de transporte aéreo 3,5 0,5 0,5 0,0 0,0 0,0 1,3 6,2

52 Serviços de armazenagem e auxiliares dos transportes 9,8 0,8 11,1 0,0 0,0 0,0 1,8 13,6

53 Serviços postais e de courrier 5,2 0,5 0,6 0,0 0,0 0,0 1,4 6,7

55 Serviços de alojamento 3,7 0,6 0,5 0,0 0,0 0,0 1,4 6,7

56 Serviços de restauração e similares 3,6 3,5 0,7 0,0 0,0 0,0 1,7 20,9

58 Serviços de edição 3,2 0,3 0,7 0,0 0,0 0,0 0,4 4,3

59 Serv prod filmes, vídeos e prog TV, grav som e ed músic 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

60 Serviços de programação e radiodifusão 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

61 Serviços de telecomunicações 19,1 2,5 2,1 0,0 0,0 0,0 5,0 25,4

62 Consultoria e prog informática e serviços relacionados 9,1 4,1 0,7 0,0 0,0 0,0 2,0 9,5

63 Serviços de informação 0,7 1,0 0,2 0,0 0,0 0,0 0,5 2,4

64 Serviços financeiros, exc. seguros e fundos de pensões 65,3 6,6 8,1 0,0 0,0 0,0 26,0 142,8

65 Serv seguros, resseg e f. pensões, exc. Seg soc. Obrig. 8,8 2,9 4,9 0,0 0,0 0,0 6,6 23,7

66 Serviços auxiliares de serviços financeiros e de seguros 0,9 0,2 0,4 0,0 0,0 0,0 1,8 11,4

6801+6802 Serviços imobiliários excluindo rendas imputadas em habitação própria 3,1 0,5 0,2 0,0 0,0 0,0 1,4 35,2

6803 Rendas imputadas em habitação própria 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

69 Serviços jurídicos e contabilísticos 4,3 9,2 2,5 0,0 0,0 0,0 4,9 25,4

70 Serv. sedes sociais; serviços de consultoria de gestão 24,3 15,2 1,9 0,0 0,0 0,0 4,9 49,3

71 Serv arquitect e de eng.; serv. de ensaios e de anál. Técn. 25,5 11,7 1,9 0,0 0,0 0,0 5,4 26,8

72 Serviços de investigação e desenvolvimento científicos 4,3 2,0 0,3 0,0 0,0 0,0 0,9 4,5

73 Serviços de publicidade e estudos de mercado 2,2 0,8 0,2 0,0 0,0 0,0 0,8 268,1

74 Out serv consultoria, científicos, técnicos e similares 6,6 1,1 1,1 0,0 0,0 0,0 0,9 6,7

75 Serviços veterinários 17,3 0,0 0,4 0,0 0,0 0,0 0,0 4,2

77 Serviços de aluguer 4,0 0,2 0,2 0,0 0,0 0,0 1,7 54,6

78 Serviços de emprego 1,7 0,4 0,2 0,0 0,0 0,0 0,7 7,2

79 Serv. ag. viagens, op. Turíst. e out. serv. reservas e rel. 0,6 0,2 0,1 0,0 0,0 0,0 0,4 2,8

80 Serviços de segurança e investigação 1,4 0,0 0,7 0,0 0,0 0,0 1,3 9,5

81 Serv p/ edifícios e serv. Plant. e manutenção de jardins 4,9 0,2 1,2 0,0 0,0 0,0 0,6 21,6

82 Serv. Administr. e de apoio prestados às empresas 3,0 0,5 2,9 0,0 0,0 0,0 11,0 77,7

84 Serv. Admin. pública, defesa e seg. social obrigatória 3,9 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

85 Serviços de educação 0,6 0,1 0,5 0,0 0,0 0,0 0,8 5,1

86 Serviços de saúde humana 1,0 0,7 0,5 0,0 0,0 0,0 0,8 2,5

87 Serviços de apoio social com alojamento 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

88 Serviços de apoio social sem alojamento 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

90 Serviços criativos, artísticos e de espectáculo 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,4

91 Serv. bibliotecas, arquivos e museus e out. serv. culturais 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

92 Serviços de lotarias e outros jogos de aposta 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

93 Serviços desportivos, de diversão e recreativos 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

94 Serviços prestados por organizações associativas 17,6 1,5 0,3 0,0 0,0 0,0 0,9 6,0

95 Serv. Rep. computadores e de bens pessoais e dom. 0,2 0,3 0,3 0,0 0,0 0,0 0,5 2,3

96 Outros serviços pessoais 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

97 Serv. famílias empregadoras de pessoal doméstico 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

Total de Consumos Intermédios/Procura Final a pr. aquisição 3.856,7 268,4 216,9 0,0 0,0 0,0 753,9 9.617,7

Ajustamentos:

CFNRTE (-) DFRFTE (+) CIF/FOB

Total de Cons.Interm/PF pr.aquis., após ajustamentos 3.856,7 268,4 216,9 0,0 0,0 0,0 753,9 9.617,7

B.1 Valor Acrescentado Bruto a preços de base 2.071,4 631,6 408,5 0,0 0,0 0,0 553,2 2.317,5

D.1(T.-S.2) Remunerações 713,5 102,7 172,1 0,0 0,0 0,0 270,2 1.431,3

D11 Ordenados e Salários 588,5 81,4 131,1 0,0 0,0 0,0 216,3 1.121,9

D121/D122 Contribuições Sociais dos Empregadores 124,9 21,2 41,0 0,0 0,0 0,0 53,8 309,4

D.29 Outros impostos à produção 15,3 1,6 2,8 0,0 0,0 0,0 3,7 31,0

D.39 Outros subsídios à produção (-) -795,3 -19,3 -7,6 0,0 0,0 0,0 -0,2 -14,6

K.1 Consumo de capital fixo 651,3 107,1 38,6 0,0 0,0 0,0 160,3 400,6

B.3 n Excedente de exploração/Rendimento misto, líquido 1.486,7 439,6 202,6 0,0 0,0 0,0 119,3 469,2

P.1 Produção a preços de base 5.928,1 899,9 625,5 0,0 0,0 0,0 1.307,2 11.935,2

P.7 Importações CIF 2.635,6 189,4 243,2 365,3 6.026,9 1.300,1 142,3 5.235,5

Margens comerciais 1.837,8 134,0 948,7 17,7 0,0 23,3 103,6 6.285,0

Margens de transporte 48,6 6,7 0,7 0,0 0,0 0,0 11,2 68,7

IVA não dedutível sobre os produtos 183,6 21,6 59,3 0,0 0,0 0,0 22,5 1.005,0

Outros Impostos sobre os produtos 31,4 0,0 0,2 0,0 0,0 0,0 0,2 20,8

Subsídios aos produtos (-) -209,0 -33,3 -1,2 0,0 0,0 0,0 0,0 -17,0

Total de Recursos a preços de aquisição 10.456,0 1.218,3 1.876,4 383,0 6.026,9 1.323,5 1.587,0 24.533,3

(24)

MATRIZ DE FLUXOS TOTAIS A PREÇOS DE AQUISIÇÃO

Produtos (Nomenclatura NPCN06)

01 Produtos da agric., prod. animal, caça e serv. relac.

02 Produtos da silvic., expl. florestal e serv. relac.

03 Produtos da pesca, aquacultura e serv. relac.

05 Hulha (inclui antracite) e linhite 061 Petróleo Bruto 062 Gás Natural produzido 07+08+09 Outras Extractivas

10 Produtos alimentares 11 Bebidas

12 Produtos da indústria do tabaco 13 Produtos têxteis 14 Artigos de vestuário 15 Couro e produtos afins

16 Madeira e cortiça e suas obras, excl.mobil.; obras de esp. e cest.

17 Papel e cartão e seus artigos 18 Trabalhos de impressão e gravação

19 Coque, produtos petrolíferos refinados e aglomerados de combustíveis 20 Produtos químicos e fibras sintéticas ou artificiais

21 Produtos farmacêuticos de base preparações e artigos farmacêuticos 22 Artigos de borracha e de matérias plásticas

23 Outros produtos minerais não metálicos 24 Metais de base

25 Produtos metálicos transformados, excepto máquinas e equipamento 26 Produtos informáticos, electrónicos e ópticos

27 Equipamento eléctrico 28 Máquinas e equipamentos, n.e.

29 Veículos automóveis, reboques e semi-reboques 30 Outro material de transporte

31 Mobiliário

32 Produtos diversos das indústrias transformadoras 33 Serviços de reparação e instalação de máq e equip 351+353 Electricidade, vapor e água quente e fria e ar frio

352 Gás natural distribuído

36 Captação, tratamento e distribuição de água

37+38+39 Serviços de saneamento, descontaminação e valorização de materiais 41 Construção de edifícios

42 Trabalhos engenharia civil 43 Trabalhos de construção especializados

45 Vendas p/ grosso e ret. e serv. Rep. Veíc. Auto. e motoc 46 Vendas p/ grosso, excep veíc. Auto. e motociclos 47 Vendas a retalho, exc veículos automóveis e motociclos Ano: 2008 Preços Correntes

Unidade: 106 Euros

11 12 13 14 15 16 17 18

Bebidas Produtos da indústria do tabaco

Produtos têxteis

Artigos de vestuário

Couro e produtos afins

Madeira e cortiça e s/

ob., excl.

mobil.; ob.

esp. e cest.

Papel e cartão e seus

artigos

Trabalhos de impressão e gravação

229,3 19,9 103,5 9,4 1,7 4,1 0,0 0,0

0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 449,8 142,0 0,0

0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,4 0,7 0,0

210,0 4,5 0,6 3,9 50,9 0,0 25,3 0,0

345,7 0,0 1,2 2,6 1,1 1,5 0,7 1,2

0,0 0,4 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

0,5 0,0 1.193,5 1.048,5 67,7 0,3 0,2 0,6

0,0 0,0 35,9 696,9 3,2 0,0 0,0 0,0

0,0 0,0 0,4 5,6 873,6 0,0 0,0 0,9

61,9 0,0 0,9 0,2 1,2 1.293,6 83,3 0,1

46,6 59,5 10,2 8,2 18,5 68,9 611,0 190,5

20,3 0,2 2,1 2,6 1,3 0,3 4,7 219,8

17,5 0,4 45,7 32,1 12,6 44,0 37,2 12,7

75,7 1,9 346,1 26,4 61,0 97,3 192,8 74,2

0,9 0,0 0,4 0,1 0,1 0,1 0,0 0,0

132,7 1,7 33,9 12,2 71,1 17,6 12,2 14,0

193,1 0,0 0,5 0,3 0,1 11,9 2,1 2,3

0,2 0,0 17,0 1,3 3,9 8,1 4,1 2,5

62,9 0,0 10,1 19,4 26,0 52,8 9,7 9,6

0,1 0,0 0,0 0,2 0,0 0,1 0,2 7,7

0,1 0,0 0,6 0,4 0,0 0,0 5,2 0,5

12,8 0,0 7,3 5,6 2,2 0,2 6,7 0,3

0,0 0,0 0,4 0,0 0,0 0,1 0,0 0,0

0,0 0,0 0,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

58,2 0,0 0,1 0,2 0,0 3,9 0,3 0,2

0,6 0,0 4,2 17,7 1,8 0,5 0,4 2,5

3,9 1,4 2,0 17,4 9,8 18,4 39,5 1,1

27,2 2,9 107,2 72,7 24,7 96,4 268,0 24,1

9,0 0,0 12,9 8,2 2,7 2,7 4,6 2,1

9,4 0,0 0,9 1,2 0,2 0,7 0,3 0,7

2,6 0,0 2,7 0,3 0,1 12,3 72,4 0,2

13,4 1,6 17,7 15,3 10,2 29,0 47,9 12,1

0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

2,0 0,1 7,0 9,8 0,7 6,6 8,0 6,7

5,1 0,0 14,1 33,9 17,7 1,2 4,7 0,4

0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

49 Serv. transporte terrestre e por condutas (pipelines) 50 Serviços de transporte por água

51 Serviços de transporte aéreo

52 Serviços de armazenagem e auxiliares dos transportes 53 Serviços postais e de courrier

55 Serviços de alojamento 56 Serviços de restauração e similares 58 Serviços de edição

59 Serv prod filmes, vídeos e prog TV, grav som e ed músic 60 Serviços de programação e radiodifusão

61 Serviços de telecomunicações

62 Consultoria e prog informática e serviços relacionados 63 Serviços de informação

64 Serviços financeiros, exc. seguros e fundos de pensões 65 Serv seguros, resseg e f. pensões, exc. Seg soc. Obrig.

66 Serviços auxiliares de serviços financeiros e de seguros 6801+6802 Serviços imobiliários excluindo rendas imputadas em habitação própria

6803 Rendas imputadas em habitação própria 69 Serviços jurídicos e contabilísticos

70 Serv. sedes sociais; serviços de consultoria de gestão 71 Serv arquitect e de eng.; serv. de ensaios e de anál. Técn.

72 Serviços de investigação e desenvolvimento científicos 73 Serviços de publicidade e estudos de mercado 74 Out serv consultoria, científicos, técnicos e similares 75 Serviços veterinários

77 Serviços de aluguer 78 Serviços de emprego

79 Serv. ag. viagens, op. Turíst. e out. serv. reservas e rel.

80 Serviços de segurança e investigação

81 Serv p/ edifícios e serv. Plant. e manutenção de jardins 82 Serv. Administr. e de apoio prestados às empresas 84 Serv. Admin. pública, defesa e seg. social obrigatória 85 Serviços de educação

86 Serviços de saúde humana 87 Serviços de apoio social com alojamento 88 Serviços de apoio social sem alojamento 90 Serviços criativos, artísticos e de espectáculo 91 Serv. bibliotecas, arquivos e museus e out. serv. culturais 92 Serviços de lotarias e outros jogos de aposta 93 Serviços desportivos, de diversão e recreativos 94 Serviços prestados por organizações associativas 95 Serv. Rep. computadores e de bens pessoais e dom.

96 Outros serviços pessoais

97 Serv. famílias empregadoras de pessoal doméstico Total de Consumos Intermédios/Procura Final a pr. aquisição Ajustamentos:

CFNRTE (-) DFRFTE (+) CIF/FOB

Total de Cons.Interm/PF pr.aquis., após ajustamentos B.1 Valor Acrescentado Bruto a preços de base D.1(T.-S.2) Remunerações

D11 Ordenados e Salários

D121/D122 Contribuições Sociais dos Empregadores D.29 Outros impostos à produção

D.39 Outros subsídios à produção (-) K.1 Consumo de capital fixo

B.3 n Excedente de exploração/Rendimento misto, líquido P.1 Produção a preços de base

P.7 Importações CIF Margens comerciais Margens de transporte IVA não dedutível sobre os produtos

28,0 6,0 42,5 49,1 18,0 98,6 148,4 7,7

0,0 0,0 1,2 2,9 1,1 4,1 5,8 0,2

2,6 0,1 3,1 3,4 1,9 3,1 1,5 2,5

10,6 0,1 3,3 2,9 1,7 2,6 3,0 1,1

2,4 0,1 2,8 5,0 2,0 2,6 1,5 3,1

3,0 0,1 3,1 3,8 2,2 3,2 1,4 2,0

5,6 0,1 1,2 1,3 3,6 2,2 4,6 2,1

2,9 0,1 0,9 5,1 0,5 0,7 0,8 1,8

0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

8,4 0,2 10,5 17,6 6,2 10,7 6,1 11,1

9,7 0,1 2,5 3,9 1,9 2,0 7,2 2,4

2,4 0,0 0,6 1,0 0,5 0,5 1,1 0,6

74,0 3,2 91,1 59,8 27,7 83,4 50,1 16,0

8,0 0,5 12,1 10,0 6,9 14,1 14,0 5,6

3,9 0,8 3,8 2,4 1,1 3,0 4,5 0,5

21,4 1,8 12,0 14,2 10,8 17,6 9,0 6,6

0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

20,0 0,7 6,1 11,0 5,0 7,3 13,4 6,5

28,0 2,4 9,1 21,3 7,3 10,5 30,6 7,2

28,3 0,7 6,6 10,6 5,0 8,1 22,2 6,4

4,8 0,0 1,1 1,7 0,8 0,9 2,9 1,0

142,4 18,3 5,9 4,5 3,0 5,9 20,0 3,7

5,0 0,0 1,1 1,2 0,8 1,2 4,1 0,9

0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

16,3 16,6 5,7 10,3 4,9 8,5 2,3 8,6

3,4 0,5 2,2 0,9 0,4 4,3 1,7 0,7

1,1 0,0 1,3 1,4 0,8 1,2 0,6 0,7

5,2 1,5 2,4 4,0 1,0 2,8 5,4 3,5

4,8 1,3 2,4 3,8 2,0 1,9 4,4 3,1

9,4 6,7 2,6 8,5 3,3 6,6 15,6 1,7

2,9 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

1,8 0,2 2,1 2,1 0,9 1,4 2,4 1,1

1,3 0,0 1,2 2,1 0,8 0,7 0,6 1,7

0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

0,2 1,2 0,1 0,2 0,1 0,2 0,2 0,0

0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

7,9 0,2 1,5 0,3 6,9 0,3 0,8 0,3

1,2 0,1 0,3 0,5 0,4 1,1 1,5 0,4

0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

2.008,8 158,6 2.222,3 2.319,6 1.393,6 2.534,0 1.971,9 697,8

2.008,8 158,6 2.222,3 2.319,6 1.393,6 2.534,0 1.971,9 697,8

672,8 193,4 845,8 1.509,2 665,9 768,5 682,2 528,5

363,4 57,5 680,8 1.131,9 478,4 545,7 308,4 339,3

281,9 37,0 540,3 910,6 378,6 431,4 236,7 265,0

81,5 20,5 140,5 221,3 99,7 114,3 71,8 74,4

11,2 1,2 10,5 6,6 3,1 6,9 8,3 3,3

-3,1 0,0 -0,9 -1,3 -0,6 -0,5 -0,6 -0,7

208,6 17,6 222,9 130,1 65,4 137,9 268,5 106,9

92,8 117,1 -67,5 242,0 119,6 78,5 97,6 79,7

2.681,6 352,0 3.068,1 3.828,8 2.059,4 3.302,5 2.654,1 1.226,3

409,7 45,1 1.403,9 1.720,6 1.046,7 601,5 1.194,3 25,7

1.155,3 273,4 762,7 2.177,6 766,3 353,9 596,8 12,7

17,8 0,0 4,1 0,3 1,1 31,4 21,4 0,0

190,0 323,1 143,1 654,1 226,5 94,2 90,9 46,4

Outros Impostos sobre os produtos Subsídios aos produtos (-)

Total de Recursos a preços de aquisição

202,3 1.282,8 18,2 7,4 8,3 1,3 1,1 0,0

-16,9 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

4.639,9 2.276,4 5.400,1 8.388,7 4.108,2 4.384,8 4.558,7 1.311,1

Referências

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