AEMS Rev. Direito e Sociedade – Três Lagoas, MS – Volume 6 – Número 1 – Ano 2018.
DO RECURSO DE REVISTA E DA EXIGIBILIDADE DO PREQUESTIONAMENTO
Tayni Tuany Lavezzo de Melo Graduanda em Direito, Faculdades Integradas de Três Lagoas – FITL/AEMS Larissa Satie Fuzishima Komuro Mestre em Direito – UniToledo;
Docente das Faculdades Integradas de Três Lagoas – FITL/AEMS
RESUMO
O presente objeto de estudo aborda o último recurso possível de ser interposto no âmbito do direito processual trabalhista, qual seja, o recurso de revista que deverá ser recorrido ao Tribunal Superior do Trabalho em face das decisões dos Tribunais Regionais do Trabalho, em dissídios individuais.
Inicialmente o trabalho proposto traz o conceito deste recurso, percorrendo as hipóteses de seu cabimento previstos no art. 896 da CLT, explanando cada circunstância cabível, bem como as situações em que não são admitidas para interposição do recurso de revista. Em ato contínuo é apontado os pressupostos processuais específicos em que também deverão ser observados, oportunidade em que, em tópico talhado é elucidado o prequestionamento, também pressuposto processual específico que reserva algumas peculiaridades, essencial para o conhecimento do recurso de revista. Por fim, a presente pesquisa acadêmica explana sobre o cabimento e o prequestionamento no procedimento sumaríssimo, o qual por sua vez, por seu um procedimento mais célere do que o comum possui algumas restrições para a interposição do recuso de revista. Assim, em se tratando do último instrumento a ser recorrido em âmbito trabalhista, faz-se necessário os seus apontamentos hábeis a elucidar conhecimentos suplementares.
PALAVRAS-CHAVE: recurso de revista; cabimento; prequestionamento; procedimento sumaríssimo.
1 INTRODUÇÃO
O recurso de revista interposto ao Tribunal Superior do Trabalho em face de decisões proferidas pela instância inferior quanto a dissídios individuais deverá, para que seja conhecido por esta Corte, preencher alguns requisitos específicos de admissibilidade bem como enquadrar-se em alguma das alíneas previstas no art.
896 da Consolidação das Leis Trabalhistas.
No que se refere ao prequestionamento temos que este é um pressuposto
processual próprio do recurso de revista, visto se tratar de recurso com natureza
extraordinária, o que exalta os objetivos deste, quais sejam uniformizar a
jurisprudência na área trabalhista e garantir a apropriada aplicação da legislação
federal bem como da Constituição Federal, ocasião em que a prestação jurisdicional
dar-se-á em um sentido mais restrito, de interesse nacional.
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Assim, este artigo busca exaltar a importância deste recurso no Direito Processual do Trabalho, uma vez que seus objetivos transcendem o direito puro e simples das partes sendo o último recurso a ser interposto no ramo trabalhista, o que requer então, uma atenção e conhecimento primordial sobre o tema.
2 OBJETIVOS
O presente objeto de estudo aborda o último recurso possível de ser interposto no âmbito do direito processual trabalhista, qual seja, o recurso de revista que deverá ser recorrido ao Tribunal Superior do Trabalho em face das decisões dos Tribunais Regionais do Trabalho, em dissídios individuais. Inicialmente o trabalho proposto traz o conceito deste recurso, percorrendo as hipóteses de seu cabimento previstos no art. 896 da CLT, explanando cada circunstância cabível, bem como as situações em que não são admitidas para interposição do recurso de revista
3 MATERIAL E MÉTODO
O método de pesquisa possui substrato na legislação em referência, sobretudo a CLT, bem como nas análises de material doutrinário de autores de renome, em súmulas do TST, e julgados do Tribunal Superior do Trabalho.
4 DO RECURSO DE REVISTA
4.1 Conceito
O recurso de revista é um instrumento utilizado no processo do trabalho para impugnar acórdãos proferidos em dissídios individuais pelos Tribunais Regionais do Trabalho (TRT), devendo ser interpostono prazo de 08 dias contados da data de publicação do acórdão recorrido ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Os objetivos primordiais deste recurso é uniformizar a jurisprudência nacional em âmbito trabalhista e garantir a observância correta da lei federal e da Constituição Federal (CF), de modo que os Tribunais Regionais do Trabalho interpretem da mesma forma a legislação vigente no país por intermédio das turmas do Tribunal Superior do Trabalho, competentes para uniformizá-la.
O recurso de revista não deve ser conceituado como sendo somente a
busca pelo direito das partes, pois, além disso, de forma primordial, busca resolver
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divergências jurisprudenciais, violação literal de dispositivo de lei ou da CF, bem como interpretação divergente quanto às leis estaduais, convenções ou acordos coletivos, sentenças normativas ou regulamentos de empresa, conforme disposto no art. 896 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).
Nos ensinamentos de Mauro Schiavi (2015, p. 918):
Podemos conceituar o Recurso de Revista como sendo um recurso de natureza extraordinária, cabível em face de acórdãos proferidos pelos Tribunais Regionais do Trabalho em dissídios individuais, tendo por objetivo uniformizar a interpretação das legislações estadual, federal e constitucional (tanto de direito material como processual) no âmbito da competência da Justiça do Trabalho, bem como resguardar a aplicabilidade de tais instrumentos normativos.
A expressão dissídio individual a que se refere o art. 896, da CLT, deve ser lida como sendo o dissídio de competência originária do primeiro grau de jurisdição, uma vez que há ações de natureza coletiva como as envolvendo substituição processual e própria ação civil pública que se iniciam em primeiro grau, podendo ser objeto do recurso de revista.
Nesse mesmo sentido, Carlos Henrique Bezerra Leite (2012, p. 855) elucide que “o recurso de revista se presta a corrigir a decisão que violar a literalidade da lei e a uniformizar a jurisprudência nacional concernente à aplicação dos princípios e normas de direito material e processual do trabalho”
Assim, considerando que o Recurso de Revista é cabível somente em restritas hipóteses tendo que atender requisitos específicos, pode-se definir sua natureza como sendo extraordinária, uma vez que tal recurso decide em terceira instância questões que transcendem a discussão de supostas decisões injustas ou de direitos das partes, isto é, a uniformização da jurisprudência do Brasil em âmbito trabalhista e a garantia da devida aplicação da lei e da Constituição Federal.
4.2 Cabimento
As hipóteses de cabimento para interposição de recurso de revista estão previstas nas alíneas a, b e c do art. 896 da CLT. São elas:
Art. 896. Cabe Recurso de Revista para Turma do Tribunal Superior do Trabalho das decisões proferidas em grau de recurso ordinário, em dissídio individual, pelos Tribunais Regionais do Trabalho, quando:
a) derem ao mesmo dispositivo de lei federal interpretação diversa da que lhe houver dado outro Tribunal Regional do Trabalho, no seu Pleno ou Turma, ou a Seção de Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho, ou contrariarem súmula de jurisprudência uniforme dessa Corte ou súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal;
b) derem ao mesmo dispositivo de lei estadual, Convenção Coletiva de
Trabalho, Acordo Coletivo, sentença normativa ou regulamento empresarial
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de observância obrigatória em área territorial que exceda a jurisdição do Tribunal Regional prolator da decisão recorrida, interpretação divergente, na forma da alínea a;
c) proferidas com violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e literal à Constituição Federal.
Quanto à alínea a do referido artigo ocorrerá divergência jurisprudencial quando houver interpretação diversa de lei federal dada por outro Tribunal, ou por seu Pleno ou por sua Turma, isto porque para divergência jurisprudencial do mesmo Tribunal já há previsão de unificação da sua própria jurisprudência no art. 896, §3º da CLT. No entanto, na hipótese de desobediência do disposto neste artigo sobrevindo recurso de revista tendo como um dos fundamentos a não unificação da jurisprudência do Tribunal no que tange à mesma lei federal, deverá o TST determinar o retorno dos autos ao juízo a quo para que se proceda a devida uniformização (art. 896, §4º da CLT).
Por outro lado, haverá também divergência quando houver interpretação diversa daquela dada pela Sessão de Dissídios Individuais do TST ou súmula vinculante do STF, sendo o recurso de revista cabível para unificar a jurisprudência na área trabalhista.
Por fim, se a decisão em que se pretende recorrer for consoante com a súmula de jurisprudência firme do TST não caberá recurso de revista, salvo se houver colisão com o entendimento uniforme do STF. É o que determina a Súmula 401 desta Corte:
401.Não se conhece do recurso de revista, nem dos embargos de divergência, do processo trabalhista, quando houver jurisprudência firme do Tribunal Superior do Trabalho no mesmo sentido da decisão impugnada, salvo se houver colisão com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
No que se refere à alínea b do art. 896 da CLT, é necessário para a interposição do presente recurso que haja interpretação divergente entre Tribunais Regionais do Trabalho quanto ao mesmo dispositivo de lei estadual, convenção ou acordo coletivo, sentença normativa ou regulamento empresarial.
Considera-se lei estadual toda norma advinda do Poder Legislativo estadual, abrangendo conforme entendimento do doutrinador Carlos Henrique Bezerra Leite
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“lei estadual – lei em sentido amplo, abrangendo, a nosso sentir, decreto, portaria e outros atos normativos
editados pelo Poder Público Estadual. Na prática, a divergência de lei estadual que extrapole a jurisdição de um
TRT só ocorre no Estado de São Paulo, na medida em que uma lei de abrangência estadual pode ser interpretada
de modo divergente pelo TRT da 2ª Região/SP e pelo TRT da 15º Região/Campinas;” (LEITE, Carlos Henrique
Bezerra. Direito Processual do Trabalho, 2012, p. 872)
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os decretos, as portarias e outros atos normativos editados pelo Pode Público do Estado.
Vale ressaltar que a divergência entre tribunais da mesma lei estadual, convenção ou acordo coletivo, sentença normativa ou regulamento empresarial de observância obrigatória deverá extrapolar a área de jurisdição do Tribunal Regional do Trabalho prolator da decisão recorrida, pois caso contrário, não será reconhecido o recurso de revista. Nesse sentido, a OJ-SDI1 n. 147 determina:
147.Lei Estadual, Norma Coletiva ou norma regulamentar. Conhecimento indevido do recurso de revista por divergência jurisprudencial.
I - É inadmissível o recurso de revista fundado tão-somente em divergência jurisprudencial, se a parte não comprovar que a lei estadual, a norma coletiva ou o regulamento da empresa extrapolam o âmbito do TRT prolator da decisão recorrida. (ex-OJ nº 309 da SBDI-1 - inserida em 11.08.2003) II - É imprescindível a argüição de afronta ao art. 896 da CLT para o conhecimento de embargos interpostos em face de acórdão de Turma que conhece indevidamente de recurso de revista, por divergência jurisprudencial, quanto a tema regulado por lei estadual, norma coletiva ou norma regulamentar de âmbito restrito ao Regional prolator da decisão.
Ademais, do mesmo modo como acontece na alínea a deverá a divergência ocorrer entre distintos Tribunais para que se seja conhecido o recurso, pois senão, deverá ser aplicado o art. 896, §3º da CLT, isto é, a uniformização da jurisprudência no mesmo Tribunal.
Na hipótese trazida pela alínea c do art. 896 da CLT para ser conhecido o recurso questionado, é fundamental que a decisão recorrida tenha supostamente violado literal dispositivo de lei federal ou afrontado direta e literalmente a Constituição Federal (CF).
Por lei federal, entende-se não somente aquelas editadas pelo Congresso Nacional e previstas no art. 59 da Constituição Federal, mas também todos aqueles atos que tenham força de lei, como por exemplo, decretos-leis, medidas provisórias e o próprio decreto.
A violação ou a afronta neste caso não pode ser indireta, reflexa ou disfarçada, “como da violação genérica ao inciso II do art. 5º da Constituição, com o argumento de violação à lei federal, pois nesse caso não estaria sendo violada a Constituição, mas norma federal” (MARTINS, 2013, p. 448).
Ademais, deverá ser indicado no recurso de revista de forma expressa o
dispositivo em que foi violado, seja de matéria processual ou material, não havendo
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necessidade de utilizar as palavras “ferir”, “contrariar” ou “violar” e etc, visto que o fundamental é demonstrar a violação existente na decisão recorrida.
Nesse sentido, dispõe a Súmula n. 221 do TST e a OJ-SDI1 n. 257, in verbis:
221. Recurso de Revista. Violação de lei. Indicação de preceito. A admissibilidade do recurso de revista por violação tem como pressuposto a indicação expressa do dispositivo de lei ou da Constituição tido como violado.
257. Recurso de Revista. Fundamentação. Violação de lei. Vocábulo violação. Desnecessidade. A invocação expressa no recurso de revista dos preceitos legais ou constitucionais tidos como violados não significa exigir da parte a utilização das expressões "contrariar", "ferir", "violar", etc.
Deste modo, ainda que a decisão recorrida tenha dada razoável interpretação à lei federal ou à própria Constituição Federal não será cabível o recurso de revista, pois é necessário que tenha ocorrido violação direta e literal da lei federal ou da CF, a qual fora expresso, mencionado ou interpretado na decisão.
Em regra, o recurso de revista deve ser interposto em face de acórdãos proferidos em recurso ordinário, no entanto, como exceção, a Súmula n. 266 do TST prevê que em caso de inequívoca violação direta à Constituição Federal caberá recurso de revista dos acórdãos proferidos em agravo de petição, na liquidação da sentença ou até mesmo em processo incidente de execução.
Ademais, conforme se extrai da OJ-SDI1 n. 219, também poderá o recurso de revista ser conhecido com a invocação de Orientação Jurisprudencial do TST, capaz de sanar determinada divergência, desde que, das razões recursais, conste seu número e conteúdo. Contudo, percebe-se que o recurso de revista é cabível somente em questões muito específicas, até mesmo por se tratar do último recurso a ser interposto no processo do trabalho onde seus objetivos primordiais passam a ser a uniformização da jurisprudência na área trabalhista bem como a aplicação devida da legislação federal e da Constituição da República, logo, há uma exigência maior para a sua interposição, devendo ser observado as hipóteses cabíveis no art. 896 da CLT bem como alguns pressupostos específicos deste recurso os quais passaremos a expor.
4.3 Pressupostos Processuais Específicos
Além das hipóteses de cabimento do recurso de revista às quais, pelo
menos uma delas, deverá se enquadrar no caso concreto, é necessário ainda
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observar a existência de alguns pressupostos, sob pena de não ser conhecido a peça recursal.
Há aqueles que devem ser observados em todo e qualquer recurso, são os chamados pressupostos intrínsecos e extrínsecos, sendo que os primeiros referem- se à legitimidade, à capacidade e ao interesse processual e, os segundos abrangem a recorribilidade do ato e sua adequação, a tempestividade, a devida representação, depósito e custas processuais. Além destes, para o recurso de revista, tendo em vista seu grau de exigência e seus objetivos precípuos, ainda é necessário a observação dos denominados pressupostos processuais específicos, que são: as decisões proferidas em recurso ordinário, em dissídios individuais; a impossibilidade de reexame de fatos e provas; a atualidade; a especificidade e; o prequestionamento, os quais passaremos a delinear.
Em regra, como já exposto no tópico anterior, é fundamental para se conhecer o recurso de revista que haja decisões proferidas em grau de recurso ordinário, em dissídios individuais, é o que se extrai do próprio caput do art. 896 da CLT, logo, não será cabível recurso de revista quando se tratar de dissídios coletivos ou de acórdão prolatado em agravo de instrumento (Súmula n. 218 do TST), exceto neste último quando se referir a vício extrínseco, conforme entendimento de Idalécio Gomes Neto
2.
No recurso de revista ainda há a impossibilidade de reexaminar fatos e provas, até mesmo porque seus objetivos vão além da análise da justiça da decisão recorrida ou do direito das partes (Súmula n. 126 do TST).
Tanto é que o art. 896-A da CLT traz como requisito de admissibilidade a transcendência do objeto do recurso de revista, o qual deverá refletir aspectos gerais de natureza econômica, política, social ou jurídica. Desta forma, é nítido que o interesse do legislador é restringir a utilização do recurso de revista somente em hipóteses que tenham o cunho de repercutir nacionalmente, sendo competência absoluta do próprio Tribunal Superior do Trabalho reconhecer e regulamentar a transcendência do objeto do recurso, impossibilitando, então, o reexame de fatos e provas nesta senda.
Por outro lado, é fundamental que a questão debatida e divergente apresentada no recurso de revista seja atual, isto é, aquela que não foi ultrapassada
2
Ex-presidente do TRT-9ª R. e Ministro togado do TST (aposentado)
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por súmula ou por decisões superadas por reiterada, notória e atual jurisprudência do TST (Súmula n. 333 do TST), pois caso contrário, se já houver entendimento firmado e majoritário sobre a questão não será conhecido o recurso devido à desatualização do objeto do recurso.
Ademais, ainda é necessário que a divergência jurisprudencial existente seja específica, ou seja, que haja divergência sobre o mesmo ponto debatido entre a decisão recorrida e o acordão paradigma. Nesse sentido, dispõe as Súmulas 296 e 23 do TST, in verbis:
296. Recurso. Divergência jurisprudencial. Especificidade.
I - A divergência jurisprudencial ensejadora da admissibilidade, do prosseguimento e do conhecimento do recurso há de ser específica, revelando a existência de teses diversas na interpretação de um mesmo dispositivo legal, embora idênticos os fatos que as ensejaram.
II - Não ofende o art. 896 da CLT decisão de Turma que, examinando premissas concretas de especificidade da divergência colacionada no apelo revisional, conclui pelo conhecimento ou desconhecimento do recurso.
23. Recurso. Não se conhece de recurso de revista ou de embargos, se a decisão recorrida resolver determinado item do pedido por diversos fundamentos e a jurisprudência transcrita não abranger a todos.
Assim, na hipótese de ser mais de um fundamento divergente é necessário que ambos os acórdãos, por exemplo, trate da mesma divergência, o que caracterizará a especificidade do assunto.
Isso não significa, consoante entendimento de Idalécio Gomes Neto
3, que tenha a necessidade de conter as mesmas particularidades do caso entre a decisão recorrida e o acordão paradigma, mas sim, que se faça presente a discrepância quanto ao tema central apontado e decidido de forma distinta entre tribunais em casos semelhantes, sob pena de nenhum recurso ser conhecido por divergência.
3“Nem sempre o Tribunal é rígido na aplicação literal deste Enunciado, pois se o aplicasse de modo inflexível