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Psic.: Teor. e Pesq. vol.24 número1

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Academic year: 2018

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iii Psic.: Teor. e Pesq., Brasília, 2008, Vol. 24 n. 1,pp. iii-iv

De forma mais ampla, parece que a modernidade ocidental só poderá expandir-se globalmente na medida em que viole todos os princípios sobre os quais fez assentar a legitimidade histórica do paradigma da regulação/emancipação deste lado da linha. Direitos humanos são desta forma viola-dos para poderem ser defendiviola-dos, a democracia é destruída para garantir a sua salvaguarda, a vida é eliminada em nome da sua preservação. Linhas abissais são traçadas tanto no sentido literal como metafórico.

Boaventura de Souza Santos (2007, pp. 14-15)

Começamos um novo ano e, com ele, um novo volume da revista Psicologia: Teoria e Pesquisa. Como todo recomeço,

este que inaugura o volume 24 vem acompanhado de muitas promessas e grandes expectativas. O ano passado foi muito profícuo para a revista Psicologia: Teoria e Pesquisa: além

de honrar o compromisso de aumentar sua periodicidade de quadrimestral para trimestral, foi possível lançar um nú-mero especial em homenagem aos Professores de renovado prestígio no campo da Psicologia, que foram laureados com títulos de Professores Eméritos e Doutor Honoris Causa

pela Universidade de Brasília. Portanto, foram cinco os exemplares lançados pela revista no ano passado. O apoio signifi cativo dos órgãos de fomento – CNPq e CAPES –, e da própria instituição, foram cruciais para o êxito dos em-preendimentos de 2007.

No entanto, como já prenuncia o grande sociólogo da pós-modernidade Boaventura de Souza Santos, enquanto aguardamos a emergência do pensamento pós-abissal, mergulhamos na árdua e contínua tarefa de administrar e recriar as condições para seguir divulgando a produção do conhecimento científi co na área da psicologia. Dessa for-ma, este ano, ainda que com parcos recursos, pretendemos continuar publicando trimestralmente as contribuições de alta qualidade e rigor de autores da comunidade científi ca nacional e internacional.

Nesse sentido e para selar nosso compromisso, neste primeiro número de 2008, oferecemos aos leitores dois excelentes artigos de autores estrangeiros: Nathalie Dumet, em seu artigo em língua francesa, discute a hipótese de que a perturbação psicossomática constitui um vestígio traumá-tico de uma experiência passada na espera de subjetivação, apresentando e discutindo três casos clínicos. Mario Aletti, por seu turno, discute com formidável clareza, a questão das semelhanças e diferenças entre a psicoterapia e o acon-selhamento espiritual em um artigo gentilmente traduzido por Geraldo Paiva.

As contribuições nacionais também são de altíssimo ní-vel: Luísa Habigzang, Roberta Hatzenberger, Fabiana Corte, Fernanda Stroeher e Sílvia Koller avaliam a efetividade de um modelo de grupoterapia cognitivo-comportamental para meninas vítimas de abuso sexual. Eunice Soriano e Denise

Editorial

Mais um Recomeço

Fleith investigam a percepção de professores do ensino fundamental sobre barreiras que os difi cultam propiciar con-dições favoráveis ao desenvolvimento da capacidade criativa de seus alunos. Fernando Orphão de Carvalho propõe uma breve revisão do conceito de seleção sexual e do seu uso e

status na psicologia evolucionista.

Na área do desenvolvimento infantil e da interação família-bebê, o presente número contempla uma diversi-dade de temáticas: Gimol Perosa, Flávia Pereira Silveira e Isabela Canavez avaliam as condições emocionais de mães de recém-nascidos nascem com malformações visíveis. Já Célia Nunes, Nancy da Silva e Ana Lúcia Aiello revêm a literatura sobre as principais contribuições do pai e do irmão do indivíduo com necessidades especiais tendo como base a visão sistêmica da família. Maria Lyra e Antonio Roazzi comparam duas abordagens teórico-metodológicas distintas e investigam a concepção que mães apresentam acerca do processo de desenvolvimento da comunicação mãe-bebê. Thais de Oliveira e Maria Stella Gil descrevem o desempenho de bebês em relação a tarefas de discriminação, reversão e remediativos em condições experimentais.

Na área de psicologia da aprendizagem, Elenice Hanna, Marina Kohlsdorf, Regiane Quinteiro e Virgínia Fava relatam o emprego de um sistema lingüístico em miniatura para inves-tigar a aprendizagem de leitura em estudantes universitários. Na perspectiva epistemológica, Elizeu Borloti, Alexandra Iglesias, Camila Dalvi e Renata Silva discutem a tese de que a análise comportamental do discurso é uma vertente de análise do discurso, devido aos seus fundamentos epistemológicos: anti-mentalismo, anti-realismo e contextualismo.

Na área da psicologia cognitiva, Michelle Levitan, Ber-nard Rangé e Antonio Nardi fazem uma revisão de literatura em bases de dados bibliométricas acerca da associação entre os transtornos ansiosos e o défi cit de habilidades sociais. Na área da psicologia clínica, Maria Leonor Enéas faz um levantamento sobre as pesquisas em psicoterapia publicados no periódico da American Psychological Association e

pre-tende oferecer uma visão qualitativa do desenvolvimento e das tendências da área.

Por último, apresenta-se uma notícia – sobre o Congreso Latinoamericano de Psicología de la Salud e XI Encontro

Nacional de Psicólogos da Área Hospitalar, ocorrida de 15 a 18 de novembro em São Paulo – elaborada por Roberto Menezes Alessandra Arrais e Tereza Cristina Araújo.

Espero que desfrutem da leitura deste!

Referência

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