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Nutrição Parenteral. Profa. Camila Carvalho 2012/1

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Nutrição Parenteral

Profa. Camila Carvalho 2012/1

(2)

Nutrição Parenteral

 Consiste na administração de todos os nutrientes necessários à sobrevida, por via endovenosa. Visa manter a

homeostase metabólica e inibir a

perdas no balanço calórico, hídrico, eletrolítico e nitrogenado.

(3)

Indicações

 Pré- operatório;

 Complicações pós-traumática;  Pós-trauma;

 Desordens gastrointestinais;

 Moléstia inflamatória intestinal;  Condições pediátricas;

(4)
(5)

Complicações da NP

 Complicações pela inserção do cateter:

tromboflebite; embolia pulmonar,.

 Complicações sépticas: cocos

gram-positivos e gram-negativos;

 Complicações metabólicas: hiperglicemia;

síndrome hipoglicêmica; hipofosfatemia; deficiência de ácidos graxos; alterações ósseas; alterações relacionadas a carência ou excesso de vitaminas.

(6)

Composição da NP

 Proteínas – Soluções cristalinas de aa’s  Carboidratos – Solução de glicose

 Gorduras – Emulsão lipídica  Eletrólitos e Minerais

 Vitaminas – Polivitamínico

 Elementos - traços – Solução de

(7)

1 g aa’s contém 4 Kcal

Aminoácidos Essênciais Aminoácidos não Essênciais Aminoácidos Condicionalmente Essênciais

Valina Alanina / Arginina Cisteína Leucina Ácido aspártico Histidina Isoleucina Cistina/ Glicina Tirosina Lisina Glutamato/

Histidina

Taurina Treonina Ornitina/ Prolina

Metionina Serina Fenilalanina Taurina Triptofano Tirosina

(8)

Apresentações dos aminoácidos

1 . Solução de aa Pediátricos 2. Solução de aa para Adultos

3. Solução aa para condições especiais: 3.1. Solução aa para Hepatopatas

(9)

Apresentações de Glicose

 Glicose monohidratada: apresenta água

de cristalização sua estrutura molecular – 3,4 Kcal/g

 Solução Glicosada 5%  Solução Glicosada 10%  Solução Glicosada 50%  Solução Glicosada 70%

(10)

Lipídeos

 Emulsão do tipo O/A

 Fase oleosa: óleo de soja(TCL) e/ou TCM  Fase aquosa: Água + Glicerol ou Xilitol

 Emulsificante: Fosfatídeo de soja ou de

ovo

 9 Kcal/g

 Óleo de oliva contém ômega 9  Óleo de oliva contém ômega 3

(11)

Minerais

 Eletrólitos: Na; Cl; K

 Macrominerais: Ca; P; Mg; S

 Microminerais: elementos-traço: Fe; Zn;

Cr; Mn; Cu; Ni; Se; I; Mo

(12)

Oligoelementos

Essencial Provavelmente Essencial

Zinco Flúor Ferro Cádmio Cromo Molibdênio Cobre Níquel Manganês Silício Iodo Vanádio Selênio Estanho Cobalto

(13)

Vitaminas

Vitaminas Lipossolúveis Vitaminas Hidrossolúveis

Vitamina A Vitamina B1 Vitamina D Vitamina B2 Vitamina E Vitamina B3 Vitamina K Vitamina B4 Vitamina B5 Vitamina B6 Vitamina B7 Vitamina B9 Vitamina B12 Vitamina C

(14)

Substrato Especial

 Glutamina

Administração simultânea com outras

fontes de aa’s deve perfazer entre 15-40% do total de aa’s da NP.

Apresenta boa estabilidade em formulações de NP

(15)

Osmolaridade em NP

Quando uma solução hipertônica é introduzida numa veia de pequeno calibre com baixo fluxo sanguíneo, os fluidos dos tecidos ao redor

tendem a fluir em direção à veia devido à OSMOSE.

A área se torna inflamada, podendo levar à trombose.

Via periférica: tolerância máxima 900 mOsm/L Via central: acima de 900 mOsm/L

(16)
(17)

Boas Práticas de Nutrição

Parenteral – Portaria 272/98

 Procedimentos de preparação: - Avaliação farmacêutica; - Manipulação; - Controle de Qualidade; - Conservação; - Transporte.

(18)

 Pontos importantes:

- Organização e Pessoal;

- Local de preparo das soluções; - Equipamentos e mobiliários;

- Materiais.

Boas Práticas de Nutrição

(19)

1. Estrutura Organizacional a) Organograma b) Elaboração de Manuais de Procedimentos (POP’s) c) Pessoal Qualificado 2. Responsabilidades

a) Pessoal de suporte técnico b) Farmacêuticos

Boas Práticas de Nutrição

(20)

3. Treinamento

4. Saúde, Higiene e Conduta

a) Controle Médico de Saúde Ocupacional b) Exame Oftalmológico

c) Acesso restrito na sala de manipulação

d) Alto nível de higiene – lavagem das mãos e

antebraço e etc.

e) Higiene pessoal;

f) Uso de cosméticos, jóias e relógios de pulso. g) Não é permitido conversar, beber, fumar.

Boas Práticas de Nutrição

(21)

5. Vestuário

a) Avental, calça, gorro, máscara, sapatilhas

e luvas estéreis;

Boas Práticas de Nutrição

(22)

6. Estrutura física

a) anti-sala

b) Sala de limpeza e higienização(classe

100.000 – ISO 8)

c) Sala de manipulação (classe 10.000 –

ISO 7) - pressão positiva

d) Vestiários

e) Área de armazenamento f) Área de dispensação

Boas Práticas de Nutrição

(23)

 Cuidados - Portas - Lavatórios - Pass-through - Tubulações - Área de Armazenamento.

Boas Práticas de Nutrição

(24)

7. Equipamentos

7.1. Cabine de Segurança Biológica – fluxo horizontal

7.2. Unidade de ventilação

- Localização e instalação de equipamentos; - Calibração e verificação de equipamentos; - Limpeza e desinfecção.

Boas Práticas de Nutrição

(25)

Avaliação da prescrição

 Viabilidade, compatibilidade e

concentrações máximas dos componentes.

(26)

 Limpeza e desinfetar os produtos;

 Registro do número sequencial de cada

produto;

 Transporte dos produtos para a sala da

manipulação;

 Limpar e desinfetar todas as superfícies de

trabalho;

 Registrar as operações de limpeza e

desinfecção;

 Lavagem das mãos e antebraços e escovação

das unhas;

 Troca de luvas e de vestuário;  Evitar turbulência.

(27)

 Não tocar nas agulhas e conexões;  Utilizar equipos de transferência;

 Conferir a identificação do paciente com

a formulação;

 Descartar o que não foi utilizado;  Rotulagem da embalagem;

 Controle de Qualidade da NP

manipulada.

(28)

Conservação e transporte

 Misturas com alterações de cor e/ou

homogeneidade;

 Conservação sob refrigeração 2 – 8º. C  Solução extemporânea (24 horas)

 Transportar em recipientes térmicos

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Cálculo de gasto energético

 GEB – Harris Benedict

Homem: GEB : 66,47 + (13,75 x P) + (5,0 x H) + (6,755 x I)

Mulher: GEB: 655,1 + (9,563 x P) + (1,85 x H) + (4,676 x I)

P = peso(kg); H = altura(cm); I= idade(anos) GEB = Gasto Energético Basal considera o

individuo deitado, em repouso, em ambiente com temperatura constante, em jejum por 12 horas e com 8 ou mais horas de sono.

(30)

Controle de Qualidade

1. Controle Microbiológico do Processo 2. Garantia de Qualidade

3. Prazo de validade 4. Reclamações

5. Arquivo de documentação 6. Inspeções

(31)

Estabilidade e Compatibilidades

 Fatores que afetam a estabilidade da NP:

pH, temperatura, concentração, tipo de envase e luz.

 Incompatibilidades físicas em NP:

Precipitação, alteração de cor, formação de gás/bolhas, formação de espuma,

(32)

 Incompatibilidades químicas: oxidação,

fotólise, epimetrização e catálise.

 Incompatibilidade físico-química:

complexação, floculação,

absorção/adsorção, quebra da emulsão.

(33)

 Interação química entre os elementos:

- Cálcio e fósforo – Fosfato de cálcio insóluvel;

Fatores de ocorrência de precipitado;

- Direto: pH, Concentração de cálcio e fósforo; - Indireto: Ordem de adição, temperatura e

tempo de conservação, temperatura de

administração, concentração de magnésio,(tb pode formar compostos insolúveis com cálcio em concentrações acima de 12mEq/mL) fonte de cálcio e fósforo.

(34)

Ordem de adição

 O cálcio deve ser o última adicionado no

sistema glicídio e penúltimo no sistema lipídico, para evitar a precipitação.

(35)

Nutrição Parenteral e Medicamentos

 Portaria 272 - via de acesso exclusiva,

apenas em casos extraordinários através de consenso na EMTN pode haver

exceção. Neonatologia

 Sob o ponto de vista farmacológico, é

possível a mistura de alguns fármacos na formulação de NP.

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Vantagens Desvantagens Diminui a sobrecarga de fluidos; Aumenta a possibilidade de incompatibilidade e instabilidade; Diminui risco de contaminação;

Aumenta o rigor na infusão da NP.

Aumenta eficácia: infusão contínua;

Diminui via de acesso; Fácil administração

(37)

- Uso da via oral ou intravenosa periférica

para administração de medicamentos;

- Co-administração em conexão Y; - Correr NP cíclica;

- Utilização de cateter multilúmem.

(38)

Interações dos medicamentos

 Albumina – Após adição da albumina, a

nutrição parenteral não pode mais ser filtrada. Foi relatado o crescimento de fungos e bactérias.

 Furosemida – Compatível até 40 mg/L  Quimioterapia – CTX ≤ 500 mg/L;

ARAC ≤ 50 mg/L; MTX ≤ 50 mg/L; 5- FU ≤ 4 g/L.

(39)

Administração de

medicamentos com a NP

 Exige conhecimento da estabilidade,

compatibilidade e interações do fármaco com a mistura nutricional.

 A avaliação farmacêutica :

- pH do medicamento;

- diluentes;

- a concentração do íons divalentes na NP; - presença de eletrólitos;

- concentração final do medicamento na NP; - relatos na literatura científica.

(40)

Atribuições do farmacêutico

 Selecionar, adquirir, armazenar e distribuir

os produtos utilizados no preparo da NP;

 Qualificar os fornecedores dos produtos;

 Avaliar a prescrição médica da NP ;

 Elaborar protocolos das técnicas de preparo

(41)

Atribuições do farmacêutico

 Elaborar rótulos ;

 Elaborar protocolos de análise

microbiológica;

 Fazer registro de toda NP preparada,;  Supervisionar a seção de preparo da N;  Determinar prazo de validade da NP

padronizada de acordo com o controle de qualidade adequado.

Referências

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