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queremos valorização e melhores salários

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Academic year: 2021

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queremos valorização

e melhores salários

Além do salário, trabalhadores

querem valorização

Assembleia geral comemorou sinalização da data-base e definiu que campanha sala-rial buscará, além de reajuste, a valoriza-ção da categoria

Descaso toma conta

do Judiciário gaúcho

A situação de precariedade em diver-sas comarcas mostra um quadro de descaso da administração do Judiciá-rio que atingiu patamares alarmantes

Reforma da

Previdência

Com o reconhecimento pelo STF de que houve compra de votos, campanha pela anulação da reforma da previdência ganha as ruas

Perdas da

categoria

45,42%

(2)

RÁPIDAS

Publicação do Sindicato dos Servidores da Justiça do Rio Grande do Sul

Rua Quatro Jacós, 26, Porto Alegre/RS - CEP 90150-010

Fone/Fax (51) 3224.3730 • www.sindjus.com.br – [email protected]

Diretoria Executiva: Valter Assis Macedo, Osvaldir Rodrigues da Silva, Iara Besestil, Gilson da Cunha

Braga, Valquir Lauermann Spielmann, Luiz Osmar Mendes, Luiz Carlos Passos Filho, Catarina Fátima Amaral Bolzan, Sílvia Regina Pereira Ramos, Carlos Leonel Camargo de Lima, Edson Vargas do Nascimento EXPEDIENTE

Arte e diagramação: Interlig Propaganda Jornalista Responsável: Nara Roxo (MTb

4436) • Tiragem: 4.500 exemplares

Impressão: Gráfica Relâmpago

Já estamos no mês de abril e aumentam as expectati-vas dos trabalhadores em relação à mesa de negocia-ção. Primeiramente, deve-mos lembrar que esta mesa não foi uma concessão da administração. Foi fruto de uma ampla mobilização da categoria, que veio num crescente e culminou com uma greve de 20 dias no ano passado.

Foi um momento importan-te, onde a categoria mos-trou sua força. Retomou as grandes lutas e deixou claro ao Tribunal que chegou no seu limite e não aceitará propostas rebaixadas. Mas é preciso nos prepa-rarmos para este momento. Ter a mesa de negociação assegurada, significa que teremos a oportunidade de apresentar nossas reivin-dicações ao Tribunal. Mas não garante que elas serão atendidas integralmente. O que realmente pode garan-tir avanços é a nossa orga-nização, unidade e capaci-dade de mobilização. Em todo o Brasil estamos vendo os trabalhadores se mobilizarem, cada vez mais, para fazer cumprir acordos e avançar nas conquistas. São

passeatas, manifestações e greves que têm mostrado que tanto no RS como nos demais estados, as conquis-tas exigem unidade e dispo-sição de luta.

É verdade que temos ga-rantido reajustes que re-põem a inflação, assegu-ramos a data-base, cujo projeto deverá ser enviado em breve para a Assem-bleia Legislativa, e temos mantido o diálogo com o Tribunal. Mas é preciso mais do que isso. É preci-so recuperar nossas perdas históricas, hoje em mais de 45%, retomar as discus-sões do Plano de Cargos e Salários, com mesa de ne-gociação paritária, além de outras reivindicações. Por isso, reiteramos aos trabalhadores a importân-cia de continuarem dando respaldo ao Sindicato de forma a assegurar que o que conquistamos até ago-ra seja mantido. Que pos-samos avançar ainda mais em nossa pauta de reivin-dicações. Em abril, prepa-re-se e participe da cam-panha salarial. A mesa de negociação será instalada. O quanto a avançaremos, depende muito de nós.

Conquistas

exigem unidade e

disposição de luta

EDITORIAL

ACIMA DA INFLAÇÃO

Um levantamento feito pelo DIEESE mostrou que 94,6% dos reajustes salariais das ca-tegorias acompanhadas pelo Departamento em 2012, fo-ram acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Pre-ços ao Consumidor (INPC). O resultado foi o mais expressi-vo desde 1996.

MARIA DA PENHA

A Justiça brasileira recebeu 677.087 ações e procedimen-tos relacionadas à violência contra a mulher desde 2006, quando passou a valer a Lei Maria da Penha. A lei prevê medidas protetivas, como impedir o companheiro de chegar perto da mulher e até mesmo prisão se houver ris-co para a vítima. Segundo os números do CNJ, do total, 280.062 foram pedidos de medidas protetivas. O maior número de procedimentos se concentra no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas

Gerais e Distrito Federal. De acordo com o órgão, levan-tamento realizado em todo o país mostra que há neces-sidade de ampliação das va-ras exclusivamente voltadas para a proteção da mulher. Atualmente, há 54 varas especializadas, mas para o CNJ, seriam necessárias 120.

ASSÉDIO E DEMISSÃO

Funcionário público federal que praticar assédio moral contra seus subordinados poderá ser demitido por jus-ta causa. A proposjus-ta está no PL 121/2009, que tramita no Senado. O projeto inclui o assédio moral entre as con-dutas vedadas aos servido-res públicos. Para o senador Inácio Arruda (PCdoB/CE), autor do projeto, o assédio ou coação moral, além de constranger, desestabiliza o empregado durante sua per-manência no ambiente de trabalho, forçando-o muitas vezes a desistir do emprego.

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A partir da escolha da Co-missão Eleitoral, realiza-da na assembleia geral, foi aberto oficialmente o pro-cesso eleitoral que escolherá a gestão do Sindjus/RS de 2013 a 2016.

No final da assembleia, aconteceu a primeira reu-nião. Nesta, foi aprovado o edital de convocação da eleição, informando que o pleito será dia 10 de maio, e que o prazo para inscri-ção das chapas vai até 10 de abril. Para ser candidato, é necessário que a sindica-lização tenha sido feita até 12/11/2012. De acordo com o artigo 77 do estatuto, “po-derá ser candidato o sindica-lizado que, na data da reali-zação da eleição, tenha mais de 180 dias de inscrição no quadro social e esteja em dia com a tesouraria do sindi-cato”. Também foi definido que a Comissão se reunirá todas as sextas-feiras à tar-de, no sindicato.

Providências

As primeiras reuniões da Comissão trataram da par-te estrutural do pleito. Foi realizada reunião com os Correios e enviado ofício ao Corregedor Geral, solicitando a liberação dos membros da Comissão para as reuniões das sextas. Ao TRE foi solicitado as urnas. Outras providências ainda serão tomadas em rela-ção à estrutura do pleito até 10

NOSSA CATEGORIA

Eleição no Sindjus/RS

está oficialmente aberta

Conforme deliberação da assembleia geral, o Sindjus está organizan-do toda a estrutura da caravana que irá a Bra-sília, nos dias 23 e 24 de abril, participar das mo-bilizações em defesa de pautas importantes para os trabalhadores. No dia 23, serão reali-zadas visitas de servi-dores do Judiciário, de diversos estados, aos ga-binetes dos deputados, para solicitar a votação e aprovação da PEC 190, que trata da isonomia do Judiciário Nacional. Já no dia 24, as manifes-tações são contra o Acor-do Coletivo Especial, que flexibiliza a CLT, sobrepondo o negociado sobre o legislado; pela anulação da reforma da previdência, a partir do reconhecimento, pelo STF, de que ela foi apro-vada com votos com-prados no processo do mensalão; e pelo fim do fator previdenciário, que reduz as aposentadorias em até 30% e obriga os trabalhadores a ficarem na ativa por mais tempo. A grupo que irá a Brasí-lia foi definido na assem-bleia do dia 8 e é com-posto por representações de todo Estado, além dos diretores do Sindicato.

de maio. Também já foi defi-nido que serão utilizados os serviços de Sedex.

Quem vota

Podem votar na eleição

to-DATA PRAZO

10/03/2013 a

10/04/2013 registro das chapas 13/04/2013 publicação das chapas 19/04/2013 impugnação

20/04/2013 entrega das listas dos eleitores 10/05/2013 ELEIÇÃO 10/06/2013 Posse

Calendário Eleitoral

• Jesner Pias Borges (Fórum Central) - Presidente • Rosita Bado (Caxias do Sul) - Secretária • Gelci Carvalho Borges Brinhol (Bagé) -

1ª Secretária

• Neide de Medeiros (Caxias do Sul) - 2ª Secretária • Fabio Pereira Saraiva (Eldorado do Sul) -

3º Secretário

Suplentes

• Robson Giordano Sima (Três de Maio) • Adriana Vernes (Palácio da Justiça)

dos os trabalhadores sindica-lizados até o dia 10/2/2013. Conforme o artigo 76 do Estatuto, “é eleitor todo as-sociado que na data da elei-ção tiver mais de 90 dias de inscrição no quadro social”.

Veja quem faz parte da Comissão Eleitoral

Dia 23 e 24,

nossa

mobilização

é em brasília

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além Do salário, trabalhaDores querem valorização

Assembleia geral comemorou sinalização da data-base e

definiu que campanha salarial buscará, além de reajuste,

a valorização da categoria.

Um sentimento comum en-tre os trabalhadores, identifi-cado pela direção do Sindi-cato durante os roteiros, tem sido o de que as condições e a sobrecarga de trabalho, imposta aos servidores, está chegando a limites insupor-táveis. E não é para menos. Trabalhando nestas condi-ções e sendo alvo de cobran-ças por metas invencíveis, não é de admirar que este sentimento esteja presente entre a categoria.

Mas, paralelo a isto, há, de forma muito intensa, a pos-tura de revolta e o desejo de melhoria e valorização efeti-va. Sentimentos que ficaram claros nas decisões da

as-sembleia geral do último dia 8, onde a categoria deliberou por buscar não só o reajuste salarial, mas também a valo-rização dos trabalhadores.

Só discurso não adianta

Os servidores estão cansa-dos de discursos de valori-zação e de ouvir que o RS tem o melhor judiciário do país. Sabem o quanto tem lhes custado este patamar e o quanto o TJRS se benefi-cia disto, mas sem a devida contrapartida.

Com perdas que passam dos 45%, a categoria

sen-te no dia a dia esta redução salarial. E, enquanto isso, vêem chegar ao Legislativo, apenas projetos que benefi-ciam os magistrados, como a automaticidade (gatilho automático dos salários), o reajuste dos subsídios e a criação de cargos de desem-bargadores e seus CCs. Na assembleia geral, foi defi-nido que a categoria aguarda, para a primeira quinzena de abril, a mesa de negociação. Nesta, além da questão sala-rial, serão levados outros pon-tos que dizem respeito à va-lorização da categoria, como o plano de carreira, melhoria no auxílio-alimentação, re-gulamentação dos plantões e

jornada de sete horas.

Argumento da LRF caiu por terra

Para os trabalhadores, não há, este ano, como o TJRS vir com o discurso da Lei de Responsabilidade Fis-cal (LRF). Este discurso foi adotado em 2012, para ne-gar um reajuste melhor aos trabalhadores. Mas caiu por terra frente ao impacto que terá na folha do TJ o reajuste dos subsídios dos magistra-dos, além do comprometi-mento do orçacomprometi-mento com a possível criação de mais cargos de desembargadores e CCs.

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além Do salário, trabalhaDores querem valorização

ParticiPar Da

assembleia é

um Direito Do

trabalhaDor

Durante a as-sembleia geral, a categoria repudiou as práticas anti-sindicais adotadas por alguns juízes, como em Três de Maio, onde, de forma autoritária tentou impedir os trabalhadores de comparecerem à assembleia. O Sindjus/RS lembra que a participação nas atividades chamadas pelo Sin-dicato, bem como a livre organização sindical, são direi-tos garantidos cons-titucionalmente, referendados pelo Regime Jurídico Único do Estado na Lei 10.098/94.

DAtA-bASE: uM bOM COMEÇO

A noticia de que o TJRS enviará para a Assembleia Legislativa um projeto de lei ins-tituindo a data-base para a categoria, foi comemorada por todos. Esta é uma reivindi-cação antiga dos trabalhadores que agora está sendo conquistada. A assembleia geral definiu o mês de maio como o mês da DB, o que foi acolhido. Foram muitos os movi-mentos para assegurar esta conquista. O Sindicato chegou a fazer um dossiê completo, mostrando todos os judiciários do país onde a DB já existia. Assim que for aprovada, seremos a primeira categoria do serviço público do RS a garantir a data-base.

Plantões precisam ser regulamentados

A questão dos plantões foi um dos importantes temas debatidos na assembleia ge-ral. Os trabalhadores trou-xeram exemplos e situações como a de Pelotas, onde num único final de semana foram atendidos mais de 30 casos. Em relação a este tema, o Sindjus/RS encaminhou ofí-cio ao Corregedor Geral so-licitando a imediata

regula-mentação dos Plantões, com remuneração e a abertura de cartórios específicos nas comarcas de entrância final. Hoje, os plantões somen-te podem ser revertidos em folgas. Mas a critério do juiz da comarca, o que, frente ao volume de trabalho, é im-possível o gozo.

Discussão sobre o PCS tem que ser retomada

O PCS é outro importante

instrumento de valorização da categoria que tem sido ne-gligenciado pelas sucessivas administrações. É inaceitável que ainda não se tenha uma perspectiva de carreira dentro do Judiciário. Neste sentido, o Sindjus/RS levou o tema à ad-ministração do TJRS e a res-posta foi de que o expediente terá decisão do COMAG (Conselho da Magistratura), possivelmente ainda neste se-mestre. Sobre a instalação de

mesa paritária com a parti-cipação de representantes dos trabalhadores, a mesma “deve ocorrer quando o pro-cesso voltar ao âmbito da re-latoria perante o Órgão Es-pecial”, oficiou o Tribunal. Os trabalhadores reiteraram na assembleia geral, e o Sin-dicato levou ao TJRS, que a proposta existente hoje foi rejeitada pela categoria, que busca a negociação paritária.

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SECRETARIAS

Descaso toma conta do Judiciário gaúcho

Sindjus/RS celebra o Dia Internacional da Mulher

A situação vivida em diversas

co-marcas está mostrando um cres-cente quadro de descaso, que tem levado os servidores a patamares alarmantes. Em todas as regiões, há problemas graves, que vão da estru-tura à crônica falta de pessoal. Inde-pendente do tamanho da comarca, as dificuldades são as mesmas.

As mulheres receberam do Sindicato, no dia 8 de mar-ço, uma homenagem de reconhecimento a sua parti-cipação na história de supe-ração das desigualdades e na conquista de direitos para os trabalhadores.

Durante a assembleia geral foi apresentado um vídeo (disponível no site do Sin-dicato) mostrando a luta das mulheres ao longo da histó-ria; e das mulheres do

Judi-ciário, bem como sua parti-cipação nas manifestações da categoria. O vídeo foi encerrado com uma fala da colega Rosane, que faleceu na tragédia da boate Kiss, em Santa Maria.

Foi entregue um brinde a todas as trabalhadoras que participaram da assembleia geral. As sindicalizadas que não compareceram estão re-cebendo pelo Correio ou en-tão durante os roteiros.

Em todo o Estado

Infelizmente, estas situações se re-petem em todo o Estado. O Tribunal conhece a realidade, mas não toma providências efetivas. Há apenas medidas paliativas como remendos, “esforços concentrados”, contratação de estagiários e jornadas além do horário.

Pelotas

Há fissuras na laje, problemas com a imper-mebilização no teto, rachadura na parede da

sala do arquivo no térreo, excesso de umi-dade nas paredes e acúmulo de água no piso

do arquivo, entre outros. Um laudo de uma empresa de engenharia atestou que o prédio não cai, mas é preciso mais segurança para os trabalhadores e a população.

Capão da Canoa

O novo prédio está embargado e os trabalhadores têm ouvido críticas injustas pela demora nos processos. Foram críticas agudas de um advogado da região, que atingiu a todos de forma indiscriminada, mas que não questio-nou a administração do TJRS sobre os

problemas da comarca.

Santo Augusto

Além da falta de pessoal, há

problemas sérios de ordem estrutural no prédio. Mofo, go-teiras, alagamentos, mau cheiro e falta de prevenção contra incêndio são algumas delas.

Foto: Arquivo Sindjus

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GIRO PELAS COMARCAS

GRAVAtAÍ I

O servidores da comarca de Gravataí participa-ram, dia 26, de um ato de protesto organizado pela OAB/Seccional Gravataí, com apoio do Sindjus/RS, contra a falta de pessoal naquela comarca. Du-rante o protesto, diversas falas denunciaram a situ-ação em que se encontra o Fórum local, com cartó-rios que tem dois ou três servidores para atender

cerca de 20 mil processos. Um levantamento mos-trou que o Fórum de Gra-vataí tem uma das piores situações na região metro-politana, embora nas de-mais comarcas da grande Porto Alegre, a situação não seja muito diferente. A diferença é que a situ-ação lá está muito críti-ca e não há perspectivas de melhorar. Enquanto a cidade triplicou em número de habitantes, e com este crescimento,

GRAVAtAÍ II

Em sua fala, o Sindjus/ RS destacou que a situ-ação não é exclusiva de Gravataí e se repete em todo o Estado. Lembrou

que, enquanto a socie-dade e os trabalhado-res lutam para reverter este quadro, o TJRS enviou projeto para o Legislativo, buscando a criação de 30 cargos de

PASSO FuNDO

Na audiência pública realizada dia 21, ficou claro o caos e o anúncio de colapso no Judiciário Estadual. Com algo em torno de 88 mil proces-sos e pouco mais de 100 servidores, é impossível dar conta do trabalho.

PONTO

DE VISTA

Os artigos publicados nesta coluna são de inteira responsabilidade de seus autores.

Há vinte e cinco anos nascia o Sindjus/RS, fruto da união dos colegas trabalhadores do Judiciário estadual, em prol da luta por melhores salários e condições de trabalho para todos nós. Neste um quarto de século, foram muitas as lutas, diversas as campanhas por reposição de perdas sala-riais, por melhores salários e condições de trabalho. Foi a união dos trabalhadores em luta, como na tão lembra-da greve de 1995 e nesta de 2012, que garantiu respeito à nossa categoria. Além disso, obtivemos conquistas como: auxílio-alimentação, auxilio--babá, creche, vale--transporte, recuperação das perdas com a URV e, recen-temente, a tão sonhada data--base, a qual fomos o primei-ro sindicato de servidores do RS a conquistar. Minha his-tória sindical é recente, mas sempre tive consciência de que precisamos contar com uma categoria sempre unida e com voz perante os fatores de poder.

Isso revela a importância do Sindjus e o quanto as eleições deste sindicato podem mexer com as nossa vidas. Precisa-mos manter o sindicato forte, com capacidade de dialogar e de avançar. Necessitamos continuar unindo a categoria, com mais filiações e muita luta para conquistar e avan-çar cada vez mais.

Douglas Régis de Souza, Escrivão Judicial, 2ª Vara Cível - Comarca de Guaíba

Eleições do

Sindjus: o que você

tem a ver com isso?

aumentou também a de-manda judicial, o Foro não aumentou o número de servidores na mesma proporção.

As falas deixaram cla-ro que a culpa não é dos servidores. Mas foi cobrado que a adminis-tração do TJ deve olhar para a comarca e buscar uma solução rapidamen-te para o que foi defini-do como um caos que se anuncia.

Desembargadores e de CCs. A entidade também destacou que, em boa hora, a OAB se manifesta cobrando do TJRS uma solução para a situação de caos em que se encontram muitas comarcas. Reite-rou seu apoio a todas as iniciativas que venham a somar na luta da entidade por melhores condições de trabalho no Judiciário e mais qualidade de vida para os servidores. No final do ato, foi feito um abraço ao Fórum.

Esta é a segunda audi-ência pública realizada na comarca para discu-tir problemas. Em 2011, em outra audiência,

or-ganizada pela Comissão de Serviços Públicos da ALRS, o Sindjus/RS já havia denunciado esta situação.

Foto: Maria Rosa Junges

Foto: Maria Rosa Junges

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FILME “O Segredo dos seus olhos” (El Secreto de Sus Ojos) é um filme argentino de 2009, dirigido por Juan José Campanella e baseado no livro La Pregunta de sus Ojos, de Eduardo Sacheri. Foi o terceiro filme latino-americano a receber o Oscar de melhor filme estrangeiro. A história do assassinato e estupro de uma jovem trará surpresas ao

espec-tador. A situação levará o personagem principal a um dilema moral: permitir que a punição definida inicialmente pela justiça se realize por meio de um ator privado ou reconduzir o caso ao caminho legal - que havia resultado em im-punidade. O filme, que é um marco no cinema argentino, foi

conside-rado o mais visto dos últimos 35 anos no país.

07.04 – Dia Mundial da Saúde - O Dia Mundial

da Saúde foi criado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1948, como um dia de reflexão sobre a importância de um bom estado de saúde das pessoas em todo o mundo, e um alerta sobre os principais problemas que podem atingir a população mundial.

23 e 24.04.2013 – Ma-nifestação em Brasília

- Pela aprovação da PEC 190, dia 23 e, no dia 24, ato contra o Acordo

Co-letivo Especial (ACE), pela anulação da reforma da previdência e pelo fim do fator previdenciário.

humor

D

o

bie

r

Campanha pela

anulação da

reforma da

previdência

ganha o brasil

O que começou como uma ideia, ganha o Brasil na forma de campanha e inva-de a pauta dos sindicatos. Tanto que, no próximo dia 24 de abril, um grupo de 35 servidores do Judiciário gaúcho,irá a Brasília, somar na luta de milhares de traba-lhadores dos setores público e privado que estarão na ca-pital do país se manifestan-do e pressionanmanifestan-do os depu-tados, entre outras pautas, pela anulação da reforma da previdência.

Para os trabalhadores, a re-forma da previdência, apro-vada em 2003, deve ser anulada a partir do reconhe-cimento, pelo STF, na ação 470/2012 (mensalão), de que houve compra de votos para sua aprovação. E se a prática é ilegal, tudo que foi aprovado com estes votos deve ser revertido.

Vício formal

A luta pela anulação da re-forma da previdência reú-ne categorias de servidores federais, estaduais e muni-cipais. A lógica é de que o STF ao admitir que houve compra de votos, caracteriza que o processo teve um vício formal e, se houve fraude, a reforma tem que ser revoga-da. Esta será uma das prin-cipais pautas dos servidores

públicos em 2013 e já é, inclusive,

tema de campanha em nível nacional.

Além de ações jurídicas e políticas, há quatro Ações Diretas de Inconstituciona-lidade (ADIn) que questio-nam a validade da votação.

Dinheiro para votar

Para ser aprovada, em 2003, a PEC da reforma precisa-va de 308 votos na Câma-ra. O governo obteve 357 votos no primeiro turno e 358 no segundo. Só que o STF reconheceu que líderes de bancadas receberam di-nheiro para votar a Emenda Constitucional da Reforma da Previdência. Esses foram votos essenciais à aprovação da PEC 40/2003 em primei-ro turno. Ao todo, as banca-das envolvibanca-das na compra de votos representavam 108 deputados, que foram deci-sivos para a aprovação da emenda.

O próprio Presidente do STF, Ministro Joaquim Bar-bosa, afirmou não haver dú-vida de que houve compra de votos de parlamentares do PP, PL (hoje PR), PTB e PMDB na casa dos R$ 55

milhões, para aprovar proje-tos de interesse do governo, entre eles o da Reforma da Previdência.

Prejuízos aos trabalhadores

Em 2003, servidores ocupa-ram as ruas de Brasília para protestar contra a Reforma da Previdência.

Entre as medidas da Refor-ma (Emenda Constitucional nº41), que prejudicam os trabalhadores, estão a im-posição da contribuição do inativo, a quebra da parida-de entre ativos e aposenta-dos e a base para criação da Previdência Complementar dos Servidores Públicos. Os trabalhadores do Sindjus/RS estavam presentes nesta luta. Assim como naquela épo-ca, novamente será preciso tomar as ruas para tentar reverter um dos maiores ataques a um direito da clas-se trabalhadora, que foi a reforma da previdência. A mobilização do dia 24 de abril terá ainda como pauta a luta contra o Acordo Cole-tivo Especial e o fim do fator previdenciário.

CULTURA

AGENDA

Referências

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