PRÁTICAS INTEGRALISTAS NA CONTEMPORANEIDADE
Odilon Caldeira Neto
(Mestrando em História – Universidade Estadual de Maringá)
Durante as primeiras décadas do Século XX, em especial nos anos 1930, o fascismo foi um fenômeno que se espalhou ao redor do mundo, inspirando e moldando partidos e movimentos em diversos países. Assim como existiam núcleos e partidos de diversas correntes esquerdistas espalhados pelas nações, mesmo fenômeno ocorria com ideologias de extrema-direita derivadas do fascismo italiano e afins, que nutriam evidentes matrizes inspiradoras, ou mesmo relações mais profundas.
O discurso autoritário, totalitário e conservador, constantemente recheado de teses racistas, discriminatórias e xenófobas, era a expressão máxima no tocante à direita política nestes diversos países. Obviamente havia especificidades em cada caso, diferenças que correspondiam à própria formação destes movimentos nos diversos países, sendo que cada um buscava a solução de problemas internos e, por ventura, externo às nações.
Projetos estes que constantemente defendiam a autenticidade de suas doutrinas, como processo legitimador de suas ações e própria existência. Mesmo havendo determinadas – ou variadas – especificidades e particularidades em cada um destes movimentos, não parece descabido classificar diversas destas expressões como elementos deste fenômeno global do fascismo, uma onda que se espalhou pelo mundo. No Brasil, algumas organizações foram claramente influenciadas por esta corrente, sendo que a maior expressão deste fenômeno foi o Integralismo.
O integralismo foi certamente a maior expressão de movimentos fascistas em terras brasileiras, não somente devido ao teor de sua doutrina política, mas também por conta de toda simbologia característica destes movimentos (estandartes, saudações, etc.), além de relações entre militantes e dirigentes do integralismo com outros modelos estrangeiros.
Fundada oficialmente em outubro de 1932, a Ação Integralista Brasileira (AIB) congregou uma série de políticos e intelectuais da extrema-direita ultranacionalista brasileira, e obteve apoio dos mais conservadores setores da sociedade nacional. Apesar de laços visíveis
entre o integralismo e outros movimentos fascistas, havia certa resignação, em determinados momentos, dos camisas-verdes em reconhecer esta relação. Obviamente, isto variava de acordo com o momento sócio-político da conjuntura nacional e internacional.
Quando não havia forte resistência tanto por parte do governo, quanto da opinião pública em geral, os laços do integralismo com o fascismo italiano ou mesmo o nazismo eram não somente confirmados, como fortalecidos, principalmente no caso italiano. Em outros momentos, porém, o integralismo posicionava-se contrário a determinados pontos doutrinários ou mesmo ações de alguns destes governos, em especial do nazismo e as políticas explicitamente racistas deste. Tal fator deve-se muito ao fato do integralismo propor uma nova civilização a partir do caso brasileiro, num processo de miscigenação onde a “raça” brasileira seria construída agregando os valores positivos das mais variadas etnias presentes no país. Havia, portanto, um discurso oficial supostamente anti-racista no integralismo que por ora opunha-os a outros modelos.1
Há de se entender, sobretudo, que os ambientes típicos de partidos e movimentos políticos são permeados por informações e discursos oficiais e extra-oficiais. No caso do integralismo, é possível constatar em determinados momentos esta variação, tanto de postura, quanto de discurso referente a alguns casos. Por mais que houvesse a tentativa de defesa do integralismo como movimento único, original e independente dos demais casos fascistas, tal proposição esbarra não somente em ações, mas na própria configuração da AIB.
Mesmo com determinados discursos contrários, o caráter fascista (ou ao menos simpático a estes) se faz presente em diversos pontos do integralismo, tal qual o discurso altamente nacionalista, na defesa da destruição do liberalismo, do capitalismo e do comunismo, na “denúncia” das obras do capitalismo internacional2, além da defesa de um Estado forte, centralizador e autoritário, com partido único. A exaltação do líder também era um fator comum no integralismo a contar sua relação com outras ideologias do tipo fascista.
Por mais que houvesse a defesa de que “o chefe é uma idéia” - ou seja, que o ideal do integralismo estivesse acima de qualquer personagem -, havia ainda assim um culto hegemônico à imagem de Plínio Salgado, além dos outros líderes principais do integralismo. Na tríade chefia integralista, encabeçada por Plínio Salgado (chefe nacional), seguido por Miguel Reale (chefe da doutrina integralista) e Gustavo Barroso (chefe das milícias integralistas), tanto Reale quanto Barroso exaltaram em diversas oportunidades seus laços ideológicos com o fascismo, tanto do caso italiano quanto do alemão (Reale por parte do fascismo italiano, e Barroso, com o nacional-socialismo).
Plínio Salgado, embora de maneira mais contida, manteve relações próximas com entidades fascistas ou pró-fascistas durante alguns anos, antes e durante a existência da AIB. Inclusive alguns pontos deste relacionamento se deram de maneira extra-oficial, tal qual o financiamento do integralismo por parte do governo fascista italiano3. Tais fatos ocorriam no “subterrâneo” dos jogos políticos, provavelmente para não “minimizar” o integralismo, sob o risco de tirar-lhe certo ar de “independência” e legitimidade.
O grau da relação entre o integralismo e os diversos movimentos de cunho fascista ainda é alvo de investigação e pesquisa da historiografia. Às vezes tais investidas esbarram no processo que o próprio integralismo forjou de reordenação de sua própria memória após o fim da AIB (em 1937, com a decretação do Estado Novo, que dissolveu a AIB e os demais partidos políticos) e os variados momentos posteriores.
Após a extinção da AIB, diversos militantes e alguns líderes integralistas (em especial Plínio Salgado) participaram da fundação (1945) do Partido da Representação Popular (PRP), partido este que obteve certa relevância no cenário político paulista e nacional até meados de 1965, quando foi extinto pela ditadura militar. O PRP foi, após a dissolução da AIB, o maior ponto de “encontro” de diversos integralistas e a principal plataforma política destes. Além do PRP, diversos integralistas se reuniram em organizações culturais, fundadas pelo próprio Plínio Salgado4, que tinha como função educar jovens de acordo com o pensamento e moral típicos do integralismo.
As ações de tentativa de reorganização do integralismo não se resumem, porém, apenas ao período de atuação do PRP5 e dos centros culturais. Há, inclusive, diversos movimentos atuais que planejam a retomada do Sigma como movimento forte e com larga aceitação da sociedade brasileira, buscando o fortalecimento dos laços destes com outros movimentos ultranacionalistas, além de empreender determinada releitura do histórico da AIB (e também do PRP), ou mesmo da doutrina dos anos 1930.
Os neo-integralistas vêm se organizando desde as últimas décadas de Século XX e início do Século XXI. A primeira tentativa de organização recebeu o mesmo nome dos anos 1930: Ação Integralista Brasileira, e reuniu desde ex-integrantes da AIB original até antigos ex-membros do PRP, tal qual o líder deste novo movimento, Anésio Lara Campos Júnior.
Anésio registrou o nome Ação Integralista Brasileira em 1983, na primeira tentativa de reorganização do integralismo como movimento visando à formação de um futuro partido político6. Esta tentativa mostrou-se falha, devido a disputas internas e ações do próprio então presidente da nova AIB7, que mantinha relações diretas com organizações
nacional-socialistas, além de tecer opiniões em veículos da mídia que teriam “manchado” o nome do integralismo.
Um destes episódios foi decorrente do período em que ocorreram intensas discussões públicas de temas como a negação do Holocausto (“revisionismo” do Holocausto), tese que Anésio defendeu abertamente em diversos momentos, inclusive num programa de televisão de alcance nacional, sob comando da então apresentadora Silvia Popovic, da rede Bandeirantes de televisão.
Neste programa, Anésio esteve presente, juntamente com Armando Zanine Jr. (líder fundador Partido Nacional-Socialista Brasileiro - PARNASO) e Sérvulo Moreira Costa (membro integrante dos Carecas do ABC, grupo skinhead de extrema-direita) num debate contra defensores da memória do Holocausto (dentre eles Bem Abraham –sobrevivente do Holocausto – e Benno Milnitzky – então Presidente do Congresso Judaico da América Latina). O trio que Anésio integrava contestou a existência do Holocausto, utilizando de um discurso altamente antissemita típico dos negacionistas, tal qual a negação da existência das câmaras de gás, a relativização extrema do número de mortes judaicas na Segunda Guerra Mundial e a defesa da existência de um complô judaico de dominação global – que teria armado a “farsa do holoconto”, inclusive - entre outros.
Além do antissemitismo e negacionismo, Anésio esteve envolvido ainda em polêmicas por conta de declarações homofóbicas, nas quais defendeu a repressão aos homossexuais, principalmente nos veículos de comunicação8. O fato de Anésio ser meio-irmão mais velho do então Senador Eduardo Matarazzo Suplicy (Partido dos Trabalhadores), fez com que suas afirmações tomassem maiores dimensões, tornando-o mais conhecido e causando uma série de problemas a Suplicy 9.
A dimensão destes episódios e a conseqüente vinculação do integralismo com tais (afinal de contas, em situações como o programa de Silvia Popovic, Anésio fora vestido tal qual um dirigente integralista, trajando a camisa-verde e braçadeira com o Sigma), tornaram mais difíceis estas tentativas iniciais de rearticulação do Integralismo, segundo os atuais neo-integralistas, que fugiam de qualquer vinculação com os neonazistas.
De fato, foi a partir dos primeiros anos do Século XXI que começou a ocorrer novas práticas e tentativas de reordenação do integralismo, a partir da realização do “I Congresso Integralista para o Século XXI” em 2004 na cidade de São Paulo, organizado pelos integrantes de duas entidades voltadas à preservação militante da memória e doutrina integralista: a Casa Plínio Salgado e o Centro de Estudos sobre o Integralismo.
O evento reuniu diversos integralistas e simpatizantes, sendo que neste ficou decidida a criação do Movimento Integralista Brasileiro (MIB), tentativa que não pode ser concretizada por conta de que o nome já estava registrado, justamente em nome de Anésio Lara Campos Júnior. A alternativa encontrada para esta questão foi a criação da Frente Integralista Brasileira (FIB), em 22 de janeiro de 2005.
A FIB se apresenta como o verdadeiro ressurgimento da AIB, tanto pelas diretrizes (“Tem por finalidade promover movimentos culturais, políticos e sociais como forma de resgate da herança cultural, cívica, política e ideológica da Ação Integralista Brasileira, principalmente no que se refere à trilogia Deus, Pátria e Família” 10), quanto pela liderança, que continua a cargo de Plínio Salgado – chefe supremo -, mesmo este já falecido.
Mantém 11 núcleos espalhados em sete estados e no Distrito Federal. No estado de São Paulo há três núcleos: um em Guarulhos, outro na capital e o núcleo da “Casa Plínio Salgado”, também em São Paulo. O restante dos núcleos da FIB está presente nos seguintes estados: Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Tais núcleos utilizam da internet como meio de divulgação, doutrinação (a FIB oferece inclusive um curso on-line sobre a doutrina integralista para membros e simpatizantes) e comunicação.
A FIB é composta também pelas Brigadas Integralistas, entidade destinada a organizar eventos (acampamentos, missões, confraternizações) e manifestações (passeatas em apoio à causa integralista e afins), com um forte discurso e simbologia militarizada. Estes e outros elementos elevam a condição da Frente Integralista Brasileira como maior expressão do neo-integralismo atual, porém, há outros grupos que disputam esta condição de herdeiros da idéia e tradição integralista.
O Movimento Integralista e Linearista Brasileiro (MIL-B), criado por Cássio Guilherme Reis, apresenta-se como uma nova forma de integralismo, inspirado pelos ideais de Plínio Salgado, mas rearticulado devido às supostas exigências surgidas pela própria história do movimento. Pretende, portanto, a retomada do integralismo, porém, com novos elementos que possibilitariam um melhor desfecho do que o ocorrido com o integralismo dos anos 30. A defesa da releitura e modificação do ideal doutrinário integralista (o que vem a ser o linearismo/ filosofia linearista) provocou reações de membros da FIB, que acusam o MIL-B de deturpação da história e da doutrina integralista, afirmando que qualquer integralista que busca uma releitura e modificação da doutrina não é digno de ser considerado um autêntico integralista11.
O MIL-B dispõe também de website, onde são apresentados textos doutrinários do integralismo, além da doutrina revisitada: o linearismo integralista. Contam ainda com o SENE – Sociedade de Estudos do Nacionalismo Espiritualista, órgão destinado ao estudo da doutrina integralista, porém, sob o viés revisitado, ou seja, a ótica linearista. As duas entidades dispõem de uma sede conjunta, sitiada na cidade de Campinas, interior de São Paulo.
Além da FIB e do MIL-B, há a Ação Integralista Revolucionária (AIR), fundada em 25 de dezembro de 2004 e presidida por Jenyberto Pizzotti (líder nacional), sediada na cidade de Rio Claro, interior de São Paulo. A AIR mantém um discurso bastante semelhante ao da FIB, ou seja, basicamente uma tentativa de reprodução da AIB dos anos 1930. Porém, há um elemento que distancia a AIR da FIB, que é a crítica de Pizzotti às investidas da AIB no tocante à formulação de partido político.
Segundo Pizzotti, a decisão – tomada em 1936 - de transformar a AIB em um partido político foi extremamente infeliz e uma das causas do fracasso da causa integralista, pois, segundo Pizzotti, a própria doutrina expressava uma posição radicalmente contrária à configuração partidária. A decisão tomada em 1936 significou, portanto, uma traição ao próprio ideal integralista, a partir do momento que a AIB deixa de ser um ideal revolucionário (sob a ótica integralista, obviamente) e transforma-se em mero partido, limitando suas possibilidades e contaminando-se pelo “ambiente” burguês dos partidos políticos. Para Pizzotti, este é um erro também cometido pelos integrantes da FIB, ao não reconhecerem o caráter apartidário do movimento.
Cada qual destes três movimentos neo-integralistas defende sua visão e também a tese de que são herdeiros diretos da AIB de Plínio Salgado. Obviamente, este é um processo conflituoso, acirrado por se tratar do campo político, caracterizado justamente pelas constantes disputas e possibilidades de mutação. Além da disputa presente na questão das doutrinas – revisitadas ou não – de cada um destes movimentos, há também a busca pela reordenação da memória integralista, fator primordial para que se estabeleça a suposta necessidade (urgência) da rearticulação do velho ideal e surgimento destes novos grupos.
Desta forma, desde episódios ocorridos na AIB, até a participação ou conveniência de integralistas com o regime militar, são “esquecidos”. Há, assim, a tentativa de uma revisão da história, a fim de colocar o integralismo como “vítima” das ações da burguesia, do esquerdismo, ou mesmo do capitalismo internacional.
Por mais que cada um destes três movimentos nutra ainda o sentimento contrário ao liberalismo, comunismo e capitalismo, decorrência de uma comum matriz inspiradora, é
possível perceber que determinadas idéias da AIB (ou de líderes integralistas) são utilizadas de maneira diversa dentro destas três correntes.
O antissemitismo, que esteve presente na AIB principalmente por conta dos textos doutrinários de Gustavo Barroso, desempenhou um papel importante (embora não primordial), na arregimentação de membros à causa integralista. Segundo Hélgio Trindade (153), a presença do antissemitismo na AIB era sobretudo interna e, mesmo não sendo uma unanimidade, era presente.
O fato do antissemitismo na AIB não ser explícito, pode ser descrito como decorrência de disputas internas, onde tal ideal representava uma corrente dentro da AIB. Houve, inclusive, uma disputa de poder que se tornou pública entre Plínio Salgado e Gustavo Barroso no tocante a esta questão. Em texto publicado na revista “Panorama” em 24 de abril de 1934, Salgado critica Barroso, afirmando que “O Problema do mundo é ético, e não étnico” 12, rechaçando então tal ideal.
De fato, o antissemitismo é constantemente negado como prática ou mesmo inspiração pelas diversas correntes do integralismo contemporâneo. Porém, a presença dos ideais de Barroso, tal qual a tese de que tanto o capitalismo quanto o comunismo são obras de uma mesma entidade – o capitalismo internacional/judaísmo – ainda se faz presente nestas práticas contemporâneas, sobretudo no MIL-B.
É evidente, porém, que há o cuidado destes movimentos com a possibilidade de deixar latente o flerte presente com os ideais antissemitas de Gustavo Barroso e afins. Deve-se isto não somente pela conjuntura internacional que, após os acontecimentos do Holocausto, procura combater veementemente as práticas e discursos antissemitas, mas também por uma tentativa de possível desvinculação com a figura de Anésio Lara Campos Júnior, e os já citados envolvimentos deste com fenômenos neonazistas, tal qual o negacionismo.
A questão do antissemitismo ilustra bem a prática de reordenação do discurso integralista em face aos acontecimentos do Século XXI. Por mais que se defenda, no caso da FIB e AIR, a continuidade do projeto e ideologia integralista, é inegável que estes movimentos tiveram que se reestruturar, tanto do ponto de vista prático e organizativo, quanto ideologicamente. Mesmo que tente se defender a tese que em nada difere o Integralismo da década de 1930 ao Integralismo do fim do Século XX e do Século XXI, ficam inegáveis as mudanças ocorridas na conjuntura mundial, tanto no âmbito político quanto social, econômico, religioso e cultural. E é justamente na releitura do integralismo e do mundo no Século XXI, que ocorrem os conflitos resultantes de diferentes visões sobre um mesmo tema.
Obviamente, nenhuma destas três correntes discorda sob algumas temáticas, tal qual o suposto perigo de organizações “terroristas”, como o MST, ou as ações do esquerdismo marxista visando à destruição da família e moral cristã, entre outros. Porém, como há diferentes perspectivas de análise e compreensão do integralismo dos anos 30 por parte destes movimentos atuais, determinados pontos geram diferentes discursos e posicionamentos destas três correntes, por mais que cada uma destas se apresente como detentora do verdadeiro “espírito” integralista.
São praticas que ajudam a demonstrar como não somente os partidos e organizações políticas vivem em constante mutação e disputa de poder, mas também a memória, que é algo essencial para ordenação e reordenação dos fatos, ainda mais em tentativas de renascimento de ideologias que se julgam não anacrônicas e essenciais para o futuro da nação.
Notas
1
A questão do discurso anti-racista na AIB é questão de debate, sobretudo na historiografia recente. Há teses que sustentam a existência de um racismo velado e a tentativa (no plano teórico, evidentemente) de “branqueamento” da população brasileira. (CRUZ, Natalia dos Reis. O integralismo e a questão racial. A intolerância como princípio. Tese (doutorado em História), Universidade Federal Fluminense: Niterói, 2004).
2
Em alguns momentos, tratado como mais uma expressão do complô judaico de dominação mundial. Tais teses antissemitas foram partes centrais de variadas obras doutrinárias de Gustavo Barroso aos integralistas.
3
Vide BERTONHA, João Fábio. Entre Mussolini e Plínio Salgado: o Fascismo italiano, o Integralismo e o problema dos descendentes de italianos no Brasil. Revista Brasileira de História., São Paulo, v. 21, n. 40, 2001.
4
CARNEIRO, Márcia Regina da Costa. A busca incessante pelo Sigma: o integralismo no século XXI. Disponível em: < http://www.outrostempos.uema.br/curso/poder/4.pdf> (Acessado em 23 mar. de 2009).
5
É necessário ressaltar que o PRP não era formado exclusivamente por integralistas. Desta forma, nem todo militante do partido seguia os princípios e defendia a causa integralista.
6
CARNEIRO, Márcia Regina da Costa. Do sigma ao sigma – entre a anta, a águia, o leão e o galo – a
construção da memória integralista. Tese (doutorado em História), Universidade Federal Fluminense: Niterói,
2007.
7
Em determinado momento, Anésio Lara Campo Júnior tornou-se vice-presidente da AIB, decorrência direta de determinadas disputa internas.
8
Insulto e Preconceito Anti-Homossexual: 25 anos. Disponível em:
<http://www.dhnet.org.br/dados/livros/dht/br/mott_homofob/i_07_insulto.htm> (Acessado em 12 jul. de 2009).
9
No ano de 1992, em um debate entre Eduardo Suplicy e Paulo Maluf no programa “Roda Viva” da TV Cultura (por ocasião da disputa no segundo turno pela prefeitura da cidade de São Paulo), Suplicy foi levado a explicar as declarações antissemitas de seu meu irmão, durante uma visita deste à Federação Israelita de São Paulo. Suplicy reiterou o seu pedido de desculpa à comunidade judaica e também na crítica aos ideais de Anésio.
10
“Estatuto Social da Frente Integralista Brasileira”, disponível em <http://www.integralismo.org.br/novo/?cont=177&vis=> (Acesso em 12 jan. de 2009),
11
VASCONCELLOS, Sérgio de. Orientação aos Integralistas sobre um Pseudo-integralismo. Disponível em: <http://www.integralismo.org.br/novo/?cont=58&tx=11> (Acessado em 21 mar. de 2008).
12
Panorama, 1(4-5), abril-maio, 36: 3-5 in TRINDADE, Hélgio. Integralismo: O Fascismo brasileiro na década de 30. São Paulo: Difel, 1974.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRAFIA
BERTONHA, João Fábio. “Entre Mussolini e Plínio Salgado: o Fascismo italiano, o Integralismo e o problema dos descendentes de italianos no Brasil”. Revista Brasileira de
História, São Paulo, v. 21, n. 40, 2001.
___________. Sobre a direita: estudo sobre o fascismo, o nazismo e o integralismo. Maringá: EDUEM, 2008.
CARNEIRO, Márcia Regina da Costa. A busca incessante pelo Sigma: o integralismo no
século XXI. Disponível em: < http://www.outrostempos.uema.br/curso/poder/4.pdf> (Acessado em 23 mar. de 2009).
__________. Do sigma ao sigma – entre a anta, a águia, o leão e o galo – a construção da
memória integralista. Tese (doutorado em História), Universidade Federal Fluminense:
Niterói, 2007.
CRUZ, Natalia dos Reis. O integralismo e a questão racial. A intolerância como princípio. Tese (doutorado em História), Universidade Federal Fluminense: Niterói, 2004.
__________. O NEO-INTEGRALISMO: ideologia e memória. Disponível em: < http://www.outrostempos.uema.br/curso/poder/12.pdf> (Acessado em 12 jan. de 2009).
Insulto e Preconceito Anti-Homossexual: 25 anos. Disponível em:
<http://www.dhnet.org.br/dados/livros/dht/br/mott_homofob/i_07_insulto.htm> (Acessado em 12 jul. de 2009).
TRINDADE, Hélgio. Integralismo: O Fascismo brasileiro na década de 30. São Paulo: Difel, 1974.
VASCONCELLOS, Sérgio de. Orientação aos Integralistas sobre um Pseudo-integralismo. Disponível em: <http://www.integralismo.org.br/novo/?cont=58&tx=11> (Acessado em 21 mar. de 2008).
Sites utilizados:
Ação Integralista Revolucionária, disponível em <http://br.geocities.com/airevolucionaria>;
Brigadas Integralistas, disponível em <http://www.integralismo.org/>;
Frente Integralista Brasileira, disponível em <http://www.integralismo.org.br/> ;
Integralismo Linear, disponível em <http://www.integralismolinear.com.br/> e
Sociedade dos Estudos do Nacionalismo Espiritualista, disponível em